O São Paulo venceu e isso é o que importa

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo segue da Copa do Brasil. Venceu o Moto Clube por 1 a 0, em São Luis, mesmo sem apresentar um futebol brilhante.

Na realidade decidiu sua sorte com um minuto e meio de jogo, quando Gilberto recebeu a bola dentro da área e marcou o gol. Depois o jogo foi muito chato, muito fraco.

O São Paulo voltou a apresentar erros no seu sistema defensivo, teve muita lentidão na passagem da defesa para o ataque, motivado, principalmente, pelo estilo de jogo de Thiago Mendes e Cícero. Cueva ficou um pouco mais avançado e participou menos da ligação defesa-ataque.

Quando eu digo que o fundamental foi a vitória e a classificação é por uma razão simples: no caso de ontem, antes ganhar de 1 a 0, jogando mal e passar, mesmo que no fundo não represente absolutamente nada na história do clube, uma derrota e a consequente eliminação fariam uma fumaça gigantesca no clube e a própria condição de Rogério Ceni como técnico começaria a ser contestada.

Entendo que esse foi um bom jogo para que Rogerio tenha analisado o time e concluído sobre as consequências das mudanças que fez. Me parece certo que Rodrigo Caio tem que ser zagueiro, que Junior Tavares vai melhor na esquerda do que Buffarini improvisado, que Jucilei chegará para ser titular nesse meio de campo e que Lucas Pratto deveria ter vindo ontem para jogar.

Não quero pegar no pé de Gilberto e de Chavez, mas os gols que eles perdem são absolutamente irritantes. E nem vou falar de Luiz Araujo, o Marlos versão 2017. Mas a chegada de Lucas Pratto deverá resolver essa posição carente do nosso ataque.

Agora, foco no paulista, porque a Copa do Brasil vai demorar um pouco para ter sequência. Morumbi lotado no domingo para recebermos Rogério Ceni, sua verdadeira estreia em solo paulista.

Na derrota de Barueri, o destaque positivo ficou para a torcida ausente

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo começou pessimamente o Campeonato Paulista, perdendo por 4 a 2 do Audax. É preciso reconhecer que o adversário é o atual vice-campeão paulista, mas temos, também, que ficar atentos para o que Rogerio Ceni tem em mãos. É praticamente o mesmo elenco do ano passado, sem David Neres que vinha resolvendo algumas partidas.

É verdade que chegaram Cícero e Wellington Nem, em que coloco muita fé. Mas faltam o lateral esquerdo e o centro-avante. Os dois gols que Chavez marcou neste domingo não podem iludir o torcedor, até porque no começo do segundo tempo ele cometeu dois erros grotescos, que poderiam ter decidido a partida a nosso favor.

O esquema tático apresentado pelo São Paulo foi o mesmo adotado nos dois jogos da Florida Cup. A diferença é que pela frente estava o Audax. Ano passado esse time eliminou todos os grandes jogando com a defesa compacta e saída rápida em contra-ataque, com pleno domínio de bola e sempre ficando duas opções para definição da jogada. O Santos foi o único a não ser batido pelo Audax, pois Dorival Junior colocou o time atrás, esperando o time de Osasco. Aí Fernando Diniz se complicou e perdeu o jogo.

Não acho que o São Paulo deveria entrar recuado. Entendo o estilo de Rogerio Ceni, que parece ser bastante ofensivo. Mas cuidados deveriam ser tomados. Não vi Rodrigo Caio e Thiago Mendes fazerem qualquer proteção à zaga. Além do mais, Douglas falhou gritantemente em três gols; Maicon e Bruno também estavam em péssimo dia; e Buffarini completou a lambança que foi a defesa.

Interessante foi notar que mesmo tomando dois gols em dez minutos o São Paulo não se desesperou. Teve calma para voltar ao domínio do jogo, chegou ao empate e poderia até ter virado no começo do segundo tempo, como citei no início deste comentário. Mas os dois gols do Audax no segundo tempo vieram num momento em que o preparo físico já tinha chegado no final e os jogadores se arrastavam em campo. Sem contar com o estado do gramado de Barueri, que era péssimo.

O destaque, então, ficou para a torcida que aderiu ao boicote, puxado por nosso site, por blogueiros ligados ao São Paulo e pelas próprias torcidas organizadas. O estádio ficou absolutamente vazio, com pouco mais de 2.200 torcedores. A torcida mostrou para aquele cidadão que preside o Audax que o São Paulo não é uma brincadeira e não está aí para ser ridicularizado. Aqui trata-se de um tricampeão mundial, tricampeão de Libertadores, hexacampeão Brasileiro, multi campeão paulista e de outros torneios. E assim tem que ser tratado: co muito respeito.

Parabéns, torcida Tricolor. Hoje, como já ocorrera inúmeras vezes, você fez a diferença.

E aguardem! Dia 10 de fevereiro o Tricolornaweb completará 13 anos de existência. Teremos uma novidade no ar.

Quadro político sucessório muda e Eduardo Mesquita Pimenta pode ser candidato

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, ainda ontem escrevi uma matéria editorializada neste espaço (pode ser lida com a indicação no pé da página), mostrando o quadro sucessório atual. Ali falei que dificilmente haveria mudança nas postulações. Ali disse que o nome de Julio Casares, de extrema simpatia do empresário Abilio Diniz, não tinha tido boa receptividade entre os conselheiros de oposição. Júlio, é bom que se diga, não queria ser candidato.

Também falei que o único nome que poderia ser viabilizado para concorrer pela oposição, com chances claras de ganhar, era o de Fernando Casal de Rey. Mas ele também me garantiu que não será candidato. Só que essa garantia, segundo algumas fontes fidedignas, já não é mais de 100 por cento. Diríamos que hoje é de, aproximadamente, 90 por cento.

Mas no meio deste cenário surge um nome que, essas mesmas fontes, me garantiram que poderá ser lançado: Eduardo Mesquita Pimenta, o presidente mais vencedor da história do São Paulo. Se até ontem era impossível se pensar nessa possibilidade, hoje não é mais. Pimenta conta com a imensa simpatia de Abilio Diniz, que, mesmo de fora, tenta manipular a política do São Paulo para que caminhe pela sua vontade. E ele não aceita em hipótese alguma apoiar Leco, e também sente-se de saia justa para apoiar Roberto Natel.

No meio de todo esse pacote surgem as denúncias, com ameaças de apuração aqui e acolá. No Conselho Deliberativo se fala na reabertura da apuração do escândalo da Far East, algo que foi estranhamente arquivado pelo presidente da Comissão Disciplinar do  Conselho, José Roberto Opice Blum, com a complacência do presidente do Conselho Deliberativo, Marcelo Pupo, que disse não ter nada a fazer.

Alguns conselheiros contrários a esta abertura contra-atacam e dizem que vão pedir, também, a reabertura da denúncia contra o assessor da Presidência Rodrigo Gaspar, por ter, em determinado momento, chamado Rodrigo Caio de “jogador de condomínio” e Michel Bastos de “erva daninha”, nas redes sociais. O caso também foi arquivado. E, cá para nós, a gravidade de um e de outro escândalo tem uma diferença que vai daqui a Tokio.

A derrota de Leco neste momento começa a se desenhar. Se  não pelos possíveis nomes da oposição – Fernando Casal de Rey e Eduardo Mesquita Pimenta -, mas pelo nome que ele colocou como coordenador de sua campanha: José Augusto Bastos Neto. Esse foi, sem dúvida alguma, o segundo pior presidente da história do São Paulo, só não sendo pior do que Carlos Miguel Aidar. Ela garantiu a Leco que tem um grupo com 40 conselheiros. Na realidade, não chega a dez. E nem tem influência tão forte assim sobre eles.

Outro que está na canoa de Leco é o vice-presidente Administrativo, José Roberto Canassa, mas que detém em seu grupo, no máximo, sete conselheiros.

Iludido com a promessa de Bastos Neto, Leco tem contra si um crescente número de apoiadores de Roberto Natel e agora um nome muito forte da oposição. Vangaurda, Participação e Legião são grupos que contém cerca de 60 conselheiros e, numa reunião realizada na noite desta quarta-feira com Leco, disseram que estarão juntos, sem qualquer divisão, numa única direção. E esse sentido pode não ser Leco.

Também ouvi de meus interlocutores que, em Eduardo Mesquita Pimenta aceitando e lançando sua candidatura, tudo o que foi dito até hoje em termos de apoio a este ou aquele passa a não valer. E todos deverão caminhar em sua direção.

Como disse ontem, mantenho aqui: está aberta a temporada de traições.

Quadro sucessório do São Paulo pode apontar final inédito

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o momento é de decisão política dentro do clube. Nos próximos dias teremos a definição de quais serão os candidatos à presidência. Reputo essa como uma das eleições mais importantes da nossa história. Afinal, o futuro presidente vai ter que moldar o clube dentro do novo estatuto e, até por isso, ficará no cargo por três anos e meio, já que a partir de 2020 a eleição será em dezembro.

Carlos Augusto de Barros e Silva, naturalmente, será candidato á reeleição. Mas tem contra si Roberto Natel, ex-vice-presidente, que saiu do cargo para buscar votos entre conselheiros e se viabilizar. Natel propôs a Leco a realização de uma prévia, que indicaria o candidato da situação, mas a ideia foi rejeitada pelo atual presidente.

A oposição decidiu por não lançar candidato antecipadamente. Esperou que nomes aparecessem e fossem viabilizados, junto a conselheiros e também a sócios. Newton do Chapéu, que foi candidato contra Leco, na sucessão de Carlos Miguel Aidar, não entrou nessa cotação.

O nome que começou a ser formulado e jogado para análises dentro da oposição foi o de Júlio Casares, ex-vice-presidente de Comunicação e Marketing. Nome preferido de Abilio Diniz – que não quer a menor proximidade com Leco – acabou sendo rejeitado pela maioria dos conselheiros, pelo que pude apurar nos bastidores. Talvez o fato de ser coordenador do grupo político Participação, ao qual pertence Leco, tenha pesado para isso. Aliás, que fique claro, nas várias vezes que conversei com Casares, ele me garantiu que não postulava candidatura à presidência do São Paulo.

O nome que surgia de dentro da oposição era o de José Roberto Opice Blum. Mas seus deslizes na apuração das denúncias da Far East e outros escândalos que chegaram até a Comissão Disciplinar do Conselho Deliberativo, além da sua relação muito próxima com Carlos Miguel Aidar, o alijaram da disputa.

O fato é que o único nome, hoje, na oposição que conseguiria arregimentar apoiadores e viria com muita força seria o do ex-presidente Fernando Casal de Rey. Mas ele me afirmou algumas vezes, categoricamente, que não passa pela sua cabeça voltar ao comando do Tricolor.

Então o quadro hoje se resume no seguinte: Leco e Roberto Natel deverão ser os dois candidatos à presidência do São Paulo.  E muitas traições no campo político ocorrerão nos próximos dias.

Boa parte da diretoria atual do clube está nas mãos de grupos que, pelo que apurei, estarão ao lado de Roberto Natel, mas permanecem “fiéis” a Leco. São os casos do diretor Social, Manuel Moreira e o diretor Administrativo, José Moreira. Os dois pertencem ao grupo Legião, que tende a apoiar, maciçamente, a candidatura de Natel. Já o vice-presidente Social, Carlos Henrique Sadi, e o diretor de Tênis, Fernando Yanaguibashi  pertencem ao grupo Legenda, que é o partido de Roberto Natel. E Júlio Casares – volto ao seu nome -, coordenador do Participação, deve apoiar Roberto Natel. Fernando Bracalle Ambrogi, diretor de Esportes Amadores, deve seguir com Leco. Os vice-presidentes Administrativo, José Roberto Canassa – oriundo da oposição -, e de Comunicação e Marketing, José Francisco Manssur, também devem seguir com o atual presidente.

Então Leco ficaria com boa parte do Participação, mas teria como principais apoiadores grupos que outrora foram oposição e que, até pelo bem do São Paulo, cederam nomes para compor a diretoria. Cito aqui especificamente o assessor da presidência, Rodrigo Gaspar, e o diretor de Comunicação, Edson Lapolla. Me lembro que quando Leco foi eleito, defendi que houvesse união de situação e oposição para higienizar o São Paulo da administração Aidar. E esse foi, seguramente, um grande legado desta diretoria.

Mas o ineditismo fica por conta do seguinte ponto: no quadro que desenhei, Roberto Natel pode ter  apoiá-lo partidos da atual diretoria, enquanto Leco teria com ele boa parte dos partidos da antiga oposição. De onde concluo, de forma grosseira, que Leco poderá ser o candidato de oposição à sua própria gestão.

A temporada de traições está aberta.

 

O M1TO estreia com título. Mas o ataque tem que melhorar muito

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, é claro que temos que comemorar o título da Flórida Cup. Por mais que seja um torneio de preparação para o ano que se inicia, praticamente amistoso, pelo jogo desta noite de sábado, entre São Paulo e Corinthians, pode-se ver que de amistoso não teve é nada. E levamos a melhor, ainda que nos pênaltis, com nova participação gigantesca de Sidão.

É muito cedo para fazermos uma avaliação do que poderá ocorrer este ano. Mas ficou claro que o esquema tático implantado por Rogerío Ceni é muito bom e pode se tornar vitorioso. O São Paulo dominou os dois jogos, criou chances, teve maior posse de bola, sufocou o adversário, mas não converteu as chances em gol. Foram 180 minutos sem que fizéssemos um único gol.

Isso preocupa demais, até porque não há nenhuma negociação em andamento. A opção era Calleri, mas ele não virá. Colman, o paraguaio, também não. Chavez é esforçado, mas não passa disso. Gilberto perde gols bisonhos. Então não temos, hoje, um centro-avante matador e isso fará falta ao longo do ano.

Quanto a Luis Araujo, não acho que ele seja mantido como titular. Com a volta da David Neres da Seleção, certamente a posição será dele. Mas continua faltando o nove que coloca a bola para dentro do gol.

O título deste torneio de verão também serve para dar moral a todo o elenco, a partir de Rogerio Ceni. Por mais que nós, torcedores apaixonados pelo nosso clube, estejamos apoiando integralmente sua nova função no clube, é evidente que paira sempre uma dúvida do que ele será capaz de fazer. Começar com um título, ainda sobre o  Corinthians, não poderia ser melhor.

Agora é voltar para o Brasil, seguir nos treinamentos, principalmente físicos, para que possamos iniciar bem o Paulista e a Copa do Brasil, já que a partida contra o Moto Clube será decisiva, não haverá jogo de volta. Se perdermos estaremos fora.

Mas, para começar o ano, não poderia ter sido melhor. Parabéns, São Paulo. We are the champions!

O São Paulo de Rogerio Ceni foi diferente

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, gostei, mas gostei muito mesmo do que vi nesta quinta-feira, na estreia do São Paulo sob o comando de Rogerio Ceni, na Florida Cup. Desde o início da semana decidi que o resultado final seria o menos importante para uma avaliação prévia do que poderemos fazer este ano. Nem os 9 a 1 ou os 9 a 2 me empolgaram a ponto de achar que ganharemos tudo.

No entanto, quero deixar claro que fiquei muito feliz com o que vi, principalmente no primeiro tempo. A ideia inicial era de que o time jogaria no esquema 3-4-3, mas este padrão foi sendo alternado durante a própria partida com outras combinações. Rodrigo Caio, inicialmente líbero, atuava como volante quando o time tinha posse de bola e atacava. Voltara a ser zagueiro quando era atacado. A recomposição de Wellington Nem e Luis Araujo começava na área adversária. Marcação alta sufocando a saída de bola e, quanto recuperava a bola, a saída era muito rápida.

Vi um time compacto, envolvente, jogando para a frente e não para o lado ou para trás. Jogadores conscientes que a marcação é fundamental, mas a busca pelo lugar vazio também.

Destaco Wellington Nem, na minha visão o melhor do time – só superado pelos dois pênaltis defendidos por Sidão -, que fez assistências,  sofreu pênalti, puxou contra-ataques. Esse, me parece, será um grande nome do time este ano.

Consequência desta grande partida que fez no primeiro tempo foi a quantidade de chances de gols criadas, e que foram bisonhamente perdidas, principalmente por Luis Araujo e Chavez. Ainda teve Cueva que perdeu um pênalti.

Do time que entrou no segundo tempo, destaco Cícero, além do próprio Sidão. Os demais são para compor elenco e ficar no banco. Alguns deles, inclusive, acho que nem banco: Foguete, Lucão e Wesley. Ainda vou ser condescendente com Wellington, que também errou demais.

Em suma, toda a ansiedade que tive e expectativa que vivi para a estreia do M1TO foram recompensadas com o futebol apresentado no primeiro tempo. E nunca devemos nos esquecer que foi apenas o primeiro jogo da temporada. Os jogadores ainda estão sem a devida forma física e o tempo de bola é diferente. Mas o início foi promissor.

 

Pelo boicote à estreia do M1TO em Barueri

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, demorei dois dias para me manifestar, li, ouvi, assisti às bobagens que Vampeta vem dizendo por aí, acompanhei as redes sociais das torcidas uniformizadas, vi blogueiros que falam sobre o São Paulo, enfim, tudo o que precisava para fechar minha posição. E assumo: o Tricolornaweb defende com veemência o boicote total à estreia do M1TO em Barueri, no jogo de abertura do Campeonato Paulista, contra o Audax.

Num primeiro momento me senti um tanto constrangido a assumir essa posição, pois todos sabem que trabalho na mesma emissora que o Vampeta,  e ele tem por mim muito respeito – o que é mútuo -, mas isso não me impede de tomar essa decisão, pois as atitudes dele, com novas ofensas contra a torcida do São Paulo, além de brincadeiras até perigosas, num mundo de extrema violência que vivemos, fazem com que a ação seja necessária.

Não irei a Barueri. Por mais que tenha o compromisso profissional – se deixar o de torcedor um pouco de lado – com o Tricolornaweb, acompanharei o jogo pela TV e, com isso, prego a todos os leitores do Tricolornaweb que reforcem uma corrente: comente com cada são-paulino que você conhece, que não seja necessariamente nosso leitor, sobre o boicote.

O estádio vazio não será uma vitória do nosso site, mas da coletividade são-paulina. A atitude tem que ser tomada por todos que amam esse clube e não aceitam mais ser ofendido por esse cidadão.

Essa semana já fomos ofendidos por Álvaro Pereira  , pelo ex-vice do time da Marginal (matéria que me recuso a publicar), então é hora de darmos uma resposta, de maneira ética e civilizada, enquanto torcida de um tricampeão Mundial, tri da Libertadores e hexa Brasileiro.

Entendo até a revolta de alguns torcedores com o fato de termos publicado essas matérias. Mas era necessário, no âmbito jornalístico, para sentir qual seria a reação dos leitores que são, acima de tudo, torcedores e amantes do nosso São Paulo. Ficou patente que não posso correr contra a maré.

A campanha está lançada também em nosso site. Converse com os são-paulinos que você conhece, mande e-mais, mensagens, poste em redes sociais, enfim, diga não a Vampeta. Diga não à irresponsabilidade também da Federação Paulista de Futebol – aliás, nada a se estranhar – em aceitar esse abuso.

E sigamos em frente. Para nós a estreia do M1TO será em sua casa, no Templo Soberano e Monárquico do Futebol, contra a Ponte Preta. Aí, sim, estádio cheio e festa para quem merece. Não dando dinheiro para os aproveitadores do futebol.

O Projeto Tokio 2018 começou no São Paulo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, demorei muito tempo para me posicionar sobre a contratação de Rogério Ceni para ser técnico do São Paulo. Seria impossível ter uma opinião formada sem antes ver seu primeiro contato com o elenco e, mais do que isso, a primeira coletiva. Por apenas estes dois dias, já consigo afirmar: o Projeto Tokio 2018 começou no São Paulo.

A comissão técnica de nível internacional foi formada a dedo. Rogério Ceni cultivou essas amizades quando estudou na Europa e trouxe o inglês e o francês para ocuparem lugares estratégicos, dando coesão tática e força no relacionamento com o elenco.

Rogério chamou a base de Cotia e juntou a garotada aos mais velhos. Não deveria ser diferente, afinal esse sub-20 ganhou quase tudo que disputou em 2016. Alguns já estavam no time profissional. Agora outros vieram se juntar a eles.

Na coletiva não se furtou a responder as perguntas, admitiu que a comissão técnica trabalhá muito unida, que cada um sabe o que vai fazer e há o respaldo da diretoria. Também conhece como ninguém o clube, as finanças, sabe que nem tudo são flores, mas já cobra a chegada de dois reforços.

O clima que foi tomando conta da torcida foi de muito apoio. Se havia, num primeiro momento, desconfiança, hoje existe uma apreensão bastante positiva. O M1TO consegue, como ninguém, transmitir isso a todos. Sua obstinação pela perfeição, sua relação com tudo que envole o São Paulo, seu jeito de trabalhar, tudo isso trouxe à torcida um certo otimismo.

Esse clima positivo, de que tudo será melhor doravante, será fundamental para o ano inteiro. Se eu estiver certo nesse sentimento, então tenho certeza que Rogério Ceni foi um grande acerto. E se tudo isso valer, o Projeto Tokio 2018, realmente, começou no São Paulo.

Títulos do Sub-20 provam que Cotia está no caminho certo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, é com muita satisfação e orgulho que chegou a esta conclusão: Cotia está no caminho certo. Os títulos conquistados pelas nossas categorias de base, principalmente o Sub-20, demonstram que o trabalho que está sendo feito ali é de muita seriedade e começa a dar frutos ao nosso clube.

O São Paulo conquistou, nas duas últimas semanas, o bicampeonato da Copa do Brasil, o título do Campeonato Paulista e o bicampeonato da Copa RS. Este mesmo time que, no início do ano, foi campeão da Libertadores da categoria. E notem que o time que venceu neste domingo a Copa RS é o Sub-18, ou time B do Sub-20.

Se de lá já vieram este ano David Neres, Luis Araujo, Lucas Fernandes, Pedro Bertolucci, Matheus Reis e alguns outros, vemos nos dois times Sub-20 outros jogadores que podem ser pensados para o time profissional, já no início do próximo ano, para começarem a ganhar experiência junto do profissional.

Meu orgulho em reconhecer esse sucesso de Cotia prende-se, também, às denúncias que fiz anos atrás dos desmandos que lá ocorriam, quando Geraldo & Cia tomavam conta do CT Laudo Natel. Isso me rendeu um processo, movido por Geraldo e Silva, a dupla dinâmica, patrocinada pelo então presidente Juvenal Juvêncio (afinal, o escritório do dr. Frances foi quem defendeu a dupla), mas vencida por este editor.

Isso motivou a demissão de Geraldo, feita pelo então presidente Carlos Miguel Aidar – acho que a única coisa positiva que ele fez em sua nefasta gestão – e o impedimento do empresário Silva de frequentar o CT.

Com a seriedade e profissionalismo voltando à Cotia, os resultados começaram a aparecer. Hoje respiramos ar puro, de competição saudável e o investimento que lá é feito, parece, está começando a dar frutos.

Não posso deixar de cumprimentar Marcos Francisco de Almeida, diretor de Futebol Amador, a quem não tive, ainda, o prazer de conhecer pessoalmente, e José Alexandre Medicis, vice-presidente de Futebol, que, em última análise, dá a sustentação necessária a todos que estão trabalhando em Cotia. Em especial meus cumprimentos a André Jardine, que hoje é o grande nome do CT Laudo Natel e a todos os atletas, que engrandeceram o manto sagrado do Tricolor.

81 anos de glórias. Ainda que sumidas, elas voltarão!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, 16 de dezembro marca a data efetiva da fundação do São Paulo. Muitos comemoram 25 de janeiro, pois foi, realmente, nesta data, em 1930, que o São Paulo passou a existir. Mas ainda eram tempos amadores. O clube profissional foi fundado, de acordo com a ata, em 16 de dezembro de 1935.

Quantas glórias tivemos ao longo deste tempo. Não à tôa, nosso Hino, brilhantemente composto por Porphirio da Paz, diz em seu refrão “as tuas glórias vem do passado”.

Claro que esse parte da letra não quer dizer que elas deveriam ficar restritas ao passado, mas se tomar por base que elas vem desde lá. E estamos em busca desta retomada, já que o clube foi manchado, jogado à lama nestes últimos anos.

Não é difícil lembrar nomes que foram sustentáculos do nosso clube ao longo destes anos. Laudo Natel, o maior de todos; Paulo Machado de Carvalho, Roberto Gomes Pedroza, Cícero Pompeo de Toledo, Henri Aidar, Antonio Nunes Leme Galvão, Eduardo Mesquita Pimenta, Fernando Casal de Rey, Marcelo Portugal Gouvea. São-paulinos que nos encheram de orgulho e glórias, que não mediram esforços para fazer do Tricolor o gigante que é hoje.

Foram dirigentes que colocaram dinheiro DO bolso, não NO bolso. Que doaram horas e mais horas de suas vidas para construir esse império e fazer do São Paulo o clube modelo que foi.

Triste que nos últimos anos alguns cidadãos tenham tentado destruir o que se construiu. Juvenal Juvêncio deu início a esta degringolada. Curioso que poderia ter saído como um dos maiores presidentes de nossa história, afinal, não houvesse rasgado o estatuto do clube, teria sido campeão paulista, da Libertadores e mundial como diretor de futebol, em 2005, tricampeão brasileiro e vice campeão da Libertadores e brasileiro, como presidente. Teve um grande mérito: colocar Julio Casares como diretor de Marketing. Julio foi revolucionário e criou as melhores campanhas que tivemos até hoje. Mas a mudança do estatuto, que se constituiu em golpe, o colocou entre os piores que já tivemos, pois passamos a conviver com a corrupção e o desmantelamento de nossas glórias.

Juvenal faria algo ainda pior para o clube: indicar e eleger o nefasto Carlos Miguel Aidar para sucedê-lo. Aí a coisa descambou de vez. Foram tantos os desmandos, tantos os pedidos de comissão, tantas as tentativas de golpe ao clube que o nefasto presidente acabou renunciando. E o Tricolornaweb se enche de orgulho de ter sido parte importante nesse processo que culminou com sua renúncia. Em seu “reinado” pairou sobre o Marketing Douglas Schwarztman. Bem, acho que não preciso escrever mais nada.

Hoje temos Leco. Não sabemos o que teremos em abril. Mas se há um departamento que voltou a funcionar muito bem foi o de Marketing. Vinicius Pinotti vem fazendo um trabalho brilhante. Esta semana, na reunião do Conselho, foi mostrada uma dívida que o clube tem com ele: R$ 21 milhões. Não acho que dirigente tenha que colocar dinheiro no clube. Tanto que defendi a profissionalização na reforma do estatuto. Mas Pinotti o fez porque podia, porque ama o São Paulo. E, com sua competência, reergueu nosso Marketing, obteve patrocínios importantes que vem dando respaldo financeiro ao clube.

A ação de Pinotti é bem diferente de certos empresários aí, tipo Abilio Diniz, que teve influência decisiva na elaboração do novo estatuto, esbraveja em seu blog, mas nunca colocou um único centavo no clube. Ele é são-paulino de coração ou de “aparição”?

A entrada em vigor do novo estatuto nos dará a chance de retornarmos ao estágio em que um dia estivemos, e fomos retirados por esses malfeitores que se apoderaram do clube. Tenho certeza que a transparência voltará, as vitórias retornarão e, logo logo, poderemos gritar novamente: É Campeão!!!

Salve o Tricolor Paulista, amado clube brasileiro. Tu és forte, tu és grande, entre os grandes és o primeiro.