Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, tenho sido muito cobrado por alguns leitores a me posicionar sobre a nova diretoria. Já o fiz no Jornal Tricolornaweb. Cheguei a intitulá-la de “Ação entre amigos”. Também vi muitas críticas ao novo patrocínio obtido pelo São Paulo, junto ao Banco Intermedium e a MRV Engenharia. Pois bem, vamos ao fatos e à minha opinião. Lembrando que em ambos os casos meu posicionamento já foi firmado no Jornal Tricolornaweb.
Tenho dito consecutivamente que não faço críticas à diretoria antes de seis meses de gestão. Esse é o tempo mínimo que julgo necessário para um cidadão tomar posse de seu cargo, analisar o que tem para trás, ver o que está previsto para a frente e passar a desenvolver seu trabalho, já com tempo de mostrar algum resultado ou, ao menos, permitir que se vislumbre alguma coisa de futuro. Foi assim nas gestões de Marcelo Portugal Gouvea, Juvenal Juvêncio, Carlos Miguel Aidar e não será diferente com Leco. Lógico que críticas ou elogios pontuais vão surgir aqui. Isso é do dia a dia.
O presidente reeleito tem uma novidade pela frente: implantar o novo estatuto. Diz que exinguem-se os cargos de vice-presidentes e diretores adjuntos, na área executiva, excetuando-se aí o Social. E que profissionais do ramo, com pleno conhecimento, deveriam se contratados. Leco optou por colocar conselheiros nessas funções.
Pois bem: será que um professor de Finanças da Faculdade de Administração de Empresas da Universidade Mackenzie, há longos anos, não tem competência para ser o diretor Financeiro do São Paulo? Será que um engenheiro com 30 anos de carreira, tendo exercido sua profissão em grandes empresas nacionais, ocupando altos cargos, não tem competência para ser diretor de Infraestrutura do São Paulo? Será que um jornalista, que atuou na Veja – por mais que eu abomine essa revista, tenho que reconhecer que é a maior do País – e outros órgãos da grande imprensa, sendo secretário de Comunicação do governador Geraldo Alckmin, não tem competência para ser o diretor de Comunicação? Será que um administrador de empresas, apesar de jovem, não tem competência para ser o diretor Administrativo do São Paulo, exatamente por ser jovem? Mas não vivemos brigando contra a velha guarda e querendo renovação? Talvez tenha ficado um grande ponto de interrogação no diretor executivo de Futebol. Esse realmente não tem a experiência desejada, mas, volto ao ponto de partida, vou dar tempo para ele mostrar sua competência.
Não estou com isso dizendo que essa diretoria será fantástica, que o diretor de Comunicação e Marketing vai revolucionar o mercado, que o diretor financeiro vai zerar o déficit ou que o diretor de Infraestrutura vai acabar com as rachaduras por ventura existentes no estádio num passe de mágica. O que entendo é que, apesar de ter sido uma espécie de ação entre amigos, não foram colocados paraquedistas nas funções. E, convenhamos, pense junto comigo, se você assume um cargo e tem que contratar profissionais, os tendo ao seu lado, sendo conhecidos seus, você também vai optar por eles. Eu faria assim. É uma questão de confiança.
Quanto ao patrocínio, que prevê que em três anos o São Paulo vai receber R$ 42 milhões – R$ 14 milhões por ano -, não vejo com olhos negativos como muitos tem visto. Sei que é muito pouco para um clube do tamanho do São Paulo, mas nesse momento está valendo aquela máxima: “Tuas glórias vem do passado”. O presente está nebuloso.
Mas vejamos: temos o menor valor de patrocínio de camisa entre todos os grandes. Mas Palmeiras, Santos, Botafogo, Grêmio, Atlético-MG e até o Atlético-PR estão disputando três torneios simultaneamente: Libertadores, Brasileiro e Copa do Brasil; o Flamengo, que acaba de ser eliminado da Libertadores, tem Brasileiro e Copa do Brasil e entrará na Sul-Americana; Cruzeiro também tem Brasileiro e Copa do Brasil; o Corinthians e o Fluminense seguem na Sul-Americana, além do Campeonato Brasileiro. Lembrando que todos estes torneios seguem o ano inteiro. E o São Paulo? Apenas Campeonato Brasileiro. Contem quantas vezes, no máximo, nossos jogos serão mostrados até o final do ano, seja em TV aberta, seja em fechada, e contem a quantidade de jogos destes outros times. Como poderemos ter patrocínio maior que os outros?
Só revertendo o quadro atual no campo, ganhando o Brasileiro ou, no mínimo, indo para a Libertadores no próximo ano, poderemos melhorar essa situação. O contrato feito com o Banco Intermedium prevê, que após um ano e meio de vigência, se surgir alguma proposta superior ele tem que cobrir ou, ao menos igualar. Se não o fizer, o contrato é rescindido sem qualquer multa.
Vamos tentar ter um pouquinho de otimismo, apesar de reconhecer que é muito difícil. Mas ficar com negativismos, torcendo para que tudo dê errado, não vai levar o São Paulo a lugar nenhum. Sensacional a campanha que os torcedores estão fazendo mostrando união com o time. Isso ganhou as redes sociais e emocionou os jogadores. Espero que eles não tenham sangue de barata e que comecem, já nesta segunda-feira, a dar a volta por cima.
O Tricolornaweb mantém sua posição e slogan que ostenta há 13 anos: é o site que está com o São Paulo.