Se não temos futebol bonito para comemorar, comemoremos a raça e a vitória num clássico

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo cumpriu a missão que todos os analistas indicam num campeonato de pontos corridos, que é o de ganhar em casa e, pelo menos, empatar fora. Mas a vitória neste domingo, no Morumbi, teve como elemento principal ser um clássico. E o Santos foi o único time que derrotou o São Paulo, no Morumbi, este ano. Jogamos os clássicos do Paulista fora de casa. Os únicos que jogamos como mandantes foram contra o Santos – derrota – e Corinthians – vitória.

Contestei antes do início do jogo a colocação de Arboleda  no banco. Fui ironizado, após o jogo, nas redes sociais, pois todos entenderam  que a dupla Bruno Alves e Anderson Martins foi muito bem, até a expulsão do segundo. Bem, só que eu fiz uma crítica antes da bola rolar. Depois do jogo, é mais fácil analisar as coisas e acertar.

É fato que a defesa foi bem. Bruno Alves, por exemplo, foi gigante, um monstro. Anderson Martins vinha bem, até o lance da expulsão. Entendo absolutamente discutível, mas fico com a visão que tive no campo (e depois na TV), que o árbitro foi excessivamente rigoroso. De qualquer forma, reconheço uma entrada afoita do zagueiro, que apesar de ter ficado parado alguns dias, no Reffis, não demonstrou falta de ritmo de jogo.

Os dois laterais também foram bem, com funções muito semelhantes: quando um descia, o outro ficava. Geralmente era Reinaldo quem mais arriscava o ataque. Aí Militão fechava para formar um terceiro zagueiro e Marcos Guilherme cobria o corredor direito. Aliás, ele pode ter técnica limitada, mas que sobre vontade, determinação e entrega a Marcos Guilherme, isso é inegável.

O São Paulo dominou o primeiro tempo quase que integralmente. Poderia ter feito gol logo no primeiro minuto de jogo, numa troca de passes maravilhosa entre Hudson, Nenê, Marcos Guilherme e Diego Souza, com o centro-avante errando bisonhamente o chute, de frente para o gol. Logo depois foi a vez de Militão cabecear uma bola sozinho, de dentro da pequena área, de frente para o gol, só que para fora.

O Santos não conseguia chegar perto da área do São Paulo. A marcação era precisa, com o time compactado, não dando espaço para o time praiano. A linha de 4-4-2 ficava bem evidente, com Jucilei, Hudson, Marcos Guilherme e Everton formando a linha de quatro avançada, deixando Nenê e Diego Souza mais a frente.

Depois do gol o São Paulo recuou, como tem acontecido sucessivamente. No entanto, o Santos teve uma chance num belo chute de fora da área, para grande defesa de Sidão, e uma falha do goleiro, em um cruzamento da direita, que quase redundou no gol santista. De resto, por mais que o Santos tenha ficado mais com a bola, tentando pressionar, praticamente não entrou na área do São Paulo, repito, graças a ótima atuação da zaga e dos volantes Jucilei – monstro – e Hudson.

Além de não levar tanto perigo ao gol do São Paulo, nós estivemos muito mais próximos de aumentar o placar, só não o fazendo porque desperdiçamos, no mínimo, dois contra-ataques que poderiam ser mortais.

Subimos bem na tabela, ainda estamos no prejuízo dos pontos, mas há muito tempo para recuperá-los. O time tem uma semana para trabalhar bem seu potencial para o jogo contra o América, em Belo Horizonte, no próximo domingo. Quem sabe ocorra aí a primeira vitória fora de casa.

Sobre Aguirre, contesto e sempre vou criticar algumas escalações, mas sei compreender quando ele encaixa o time e o fez isso hoje, certamente. E aos mais críticos e céticos em relação ao trabalho dele, quero apenas lembrar que ficamos anos sem ganhar um único clássico. Tinha torcedor preferindo ganhar clássico do que título. Aguirre, em pouco tempo dirigindo o time, já ganhou dois clássicos. Então vamos cornetar menos e torcer e apoiar mais.

Prestação de contas de um ano me permite dar crédito à diretoria

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, os senhores puderam ler, nas matérias que produzi, o que foi a prestação de contas feita pela diretoria nesta terça-feira. Já me pronunciei no Jornal Tricolornaweb de ontem (15) – aliás, só abordei esse assunto – mas acho importante deixar consignado aqui, em editorial. E quero que entendam que não sou apaixonado por essa diretoria e há uma longa distância entre dar crédito a partir do que vi e ou vi e achar que é a melhor coisa do mundo. Aliás, preciso cumprimentar publicamente o novo diretor de Comunicação, Guilherme Palenzuela, pela realização do encontro, pois o São Paulo estava ficando muito escondido de sua torcida, com o muro gigantesco que levantado blindando diretores e jogadores.

É incontestável que a dívida vem sendo reduzida. O rombo estratosférico que Juvenal Juvêncio causo ao São Paulo, aprofundado, em parte, por Carlos Miguel Aidar, é o responsável direto pelos desmanches consecutivos no time e razão maior de não ganharmos nada há muitos anos.

O presidente Leco foi taxativo na reunião: “não vou empurrar com a barrida a dívida e passar para o meu sucessor. Já me falaram que prefeririam que eu deixasse uma dívida de R$ 1 bilhão, mas ganhasse um título. Mas eu vou no caminho exatamente contrário”.

Pela promessa de Elias Albarello, diretor Financeiro, até final de 2019 a dívida bancária estará zerada; o São Paulo, que ainda vai precisar vender jogadores este ano, não mais o fará ano que vem; o time que foi montado, se não é tido como favorito absoluto a qualquer título, no mínimo pode ser colocado no patamar de quem vai brigar por algo bom no Brasileiro. Logo, entendo que a opção foi correta, e quem esperou até agora para ter um time de altíssimo padrão, pode esperar mais um ano, contanto que o atual elenco não nos faça passar o desespero que passamos em 2017. Aliás, Leco disse que sofreu muito ao imaginar que poderia ser o primeiro presidente a cair com o time para a série B, mas depois disse não ver nenhum desdém se isso vier a ocorrer. Espera aí, cara pálida! Eu vejo, sim, todos os desdéns do mundo se formos rebaixados. Será vergonha histórica e uma mancha para sempre em nosso cartel.

Sobre as obras, não sou engenheiro nem tenho elementos técnicos para contestar a afirmação do diretor de Infraestrutura, Eduardo Monteiro, de que para cobrir o Morumbi é preciso refazer a fundação, algo impensável em termos de custo. E o que será feito – suporte para a usina solar, telões, televisões, prolongamento do andar térreo até a pista de atletismo e utilização do espaço do fosso para a colocação de banheiros químicos, troca da iluminação atual para lead – acho que vai modernizar bastante o nosso estádio. E lembro que 2/3 do Morumbi já são cobertos.

No futebol mantenho minha confiança em Raí, pois inegavelmente é um cara do meio e que conhece bastante. Cinco meses de trabalho dele como diretor de Futebol é muito pouco para uma avaliação derradeira. Nós, ultimamente, temos sido imediatistas e isso ajuda a colocar o time no padrão derrotista em que se encontra. Se perde três jogos seguidos já queremos a demissão do técnico, independentemente dele ter um mês ou um ano no cargo; um diretor assume e em cinco meses – depois de dez anos de erros sucessivos – já tem obrigação de apresentar um trabalho vitorioso, ganhando todos os títulos que disputou.

Estou contente com Diego Aguirre? Claro que não. Mas não vou aqui pregar a sua demissão, pois quanto mais se mexe, mais se estraga o trabalho. E dentro da diretoria – não vou citar nomes – há um consenso que André Jardine é o técnico do futuro. Quem sabe do início de 2019. Mas para ganhar esse status ele precisa se adaptar um pouco mais no trato e no controle de um grupo de jogadores profissionais, muitos deles tarimbados em seleções ou com carreiras internacionais.

O fato de dar crédito à diretoria não significa dizer que não vou cobrar. Ao contrário, anotei cada dado, cada promessa, e cada uma no seu tempo, do diretor responsável pelo setor e, obviamente, do presidente, será cobrada aqui no Tricolornaweb. Estamos atentos.

Vitória no sufoco, com erros, mas com classificação garantida

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, foi um sufoco. Terminamos o jogo com apenas nove jogadores, mas vencemos o Rosário Central por 1 a 0 e estamos na próxima fase da Sul-Americana. Ouvi, saindo do estádio, alguém dizer – perdoem por não lembrar quem foi – que para o São Paulo foi melhor ganhar de 1 a 0, nas condições que ganhou, do que se goleasse de 6 a 0. Une o grupo. Revigora a torcida.

Isso pode ser contatado no final da partida, quando os torcedores entoaram o coro “guerreiro, time de guerreiro”. E de fato é. Se falta técnica – e falta – e uma melhor composição ofensiva para resolver o jogo de forma mais rápida, então tem que ser na raça.

Aguirre errou, mais uma vez, na entrada. Não entendi ter deixado Arboleda no banco e colocado Anderson Martins. Teve que queimar uma substituição no intervalo. Além do mais, Arboleda é nosso melhor zagueiro. Sim, falhou contra o Atlético-MG, mas tem sido gigante em todos os jogos.

Apesar de ter entrado com três volantes quando precisávamos da vitória, o São Paulo criou boas oportunidades no primeiro tempo: uma com Diego Souza, que furou bisonhamente quase em cima da risca do gol; outra com Petros, em bola ajeitada por Diego Souza. O volante errou de maneira grotesca, debaixo da trave; outra com Nenê, em bom passe de Diego Souza.  O meia chutou nas mãos do goleiro, mas o gol estava aberto para ele.

Depois disso virou mesmice, o time começou a se irritar com a catimba argetina, diminuiu o ritmo e chegou até a ser dominado.

No segundo tempo o quadro não mudou. O Rosário Central passou a ter domínio completo da partida e Sidão acabou sendo responsável por duas grandes defesas (aliás, uma foi no primeiro tempo). A entrada de Cueva criou mais opões, já que Valdívia fazia uma péssima partida.

Mas quem desequilibrou mesmo foi Reinaldo, quando recebeu belo passe de Liziero, invadiu a área, chutou cruzado, a bola bate na trava e volta em Diego Souza que, de canela, marca. Não importa que foi de canela. Ela faz parte do corpo.

O fato é que eu, que estava com a bandeira #foraDiegoSouza, tenho que me curvar ao desempenho nesses dois jogos. Querer velocidade dele, que ele seja lançado e ganhe na corrida de qualquer defensor adversário, é querer demais. Mas ele tem bom posicionamento, bom passe, e me surpreendeu. Espero que continue assim.

Quanto a Aguirre, estou suportando. Sei que vai sempre esse sufoco. Se defender, se defender e achar um gol. Depois que marcar, se defender mais ainda. Tem sido uma rotina:  o São Paulo marca o gol e recua inteiro.  Vamos sofrer muito. Se ainda valer a pena, tudo bem. Pior se terminarmos no meio da tabela do Brasileiro e eliminados da Sula-Americana.

Tricolornaweb apresenta novidades em multiplataforma

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, nosso site está investindo na multiplataforma. Como é do conhecimento de todos, o nosso canal no YouTube vem fazendo vídeos “ao vivo” de treinos do São Paulo, da chegada dos jogadores no Morumbi e a coletiva do técnico Diego Aguirre após o jogo. Nossa estreia foi no último sábado, após o empate contra o Atlético-MG.

A qualidade do áudio não ficou dos melhores. O fato é que precisamos de algumas coisas para conseguir alguns benefícios da plataforma. A primeira já alcançamos: mais de dez mil visualizações; a segunda estamos no meio do caminho: precisamos de mil inscritos no canal. Estamos próximos dos 500 (para se inscrever, clique aqui e nos ajude a alcançar esse número); o último quesito é chegarmos a quatro mil horas de visualização. Tenho certeza que não levaremos tanto tempo para chegar lá. Basta que eu produza vídeos para serem assistidos, e é o que vamos fazer em profusão a partir de agora.

Neste canal do YouTube teremos entrevistas ao vivo. Conversaremos com dirigentes, jogadores, torcedores ilustres, faremos debates, enfim, faremos deste canal do Youtube um canal do São Paulo, um segmento do Tricolornaweb, na plataforma vídeo. E a primeira entrevista já está marcada: será quinta-feira, dia 10, às 16h, com o vice-presidente, Roberto Natel. A entrevista será transmitida ao vivo, no nosso canal do YouTube e depois reproduzida na Jornal Tricolornaweb, da Rádio Tricolornaweb.

COLUNISTAS

Também teremos, a partir da próxima semana, a participação diária de colunistas no nosso site. Você pode observar que embaixo do nosso logotipo na Home, sobre as manchetes que rodam, já há o link dos colunistas. Já podemos confirmar a participação nestas páginas do Daniel Perrone, ex-colunista do Globo Esporte e dono do Portal São Paulo Sempre; e do Sombra, diretor da Energia FM, grande são-paulino, comandante do programa Estádio 97, a maior audiência do Rádio no horário das 17h30 às 20h. Já fizemos outros convites e estamos aguardando as confirmações para também anunciá-los a vocês.

O Daniel Perrone vai escrever todas as terças-feiras enquanto o Sombra será o responsável pela publicação das quartas-feiras. É importante deixar claro que haverá espaço nas páginas para os comentários, como é comum em todo o site. A estreia já será na próxima semana.

Ah, antes que eu esqueça, um dia será destinado a um leitor do Tricolornaweb. Farei o contato por e-mail com o escolhido para aquela semana. Vou dedicar o espaço do sábado para este leitor, que deverá me entregar o texto, acompanhado de uma foto e um breve curriculo até a sexta-feira à noite.

CANTINHO DA POLÍTICA

A partir de segunda-feira ( e todas as segundas-feiras) colocaremos um tema para nossos leitores debaterem. Esse tema será exposto na página “Cantinho da Política”, que já pode ser encontrado, também, na parte alta do Site, ao lado do link “Colunistas”.

O primeiro tema que sugeri para a estreia é a “separação do futebol do social”. Os conselheiros José Francisco Manssur (situação), responsável pela elaboração do projeto de separação e Newton Ferreira (oposição), publicarão seus textos. O debate ficará por conta dos leitores do Tricolornaweb

Então ficamos assim: mudança sempre é muito importante. Eu quero contar com a participação dos leitores, sugerindo entrevistados (desde que estejam ao nosso alcance), temas para os conselheiros responderem (sempre um da situação e um da oposição) e, mais do que nunca, o apoio em nosso canal de vídeo.

E não esqueça: Quinta-feira, 16h, entrevista ao vivo com o vice-presidente Roberto Natel.

 

 

 

Empate no Morumbi foi injusto

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o empate no Morumbi, por mais que nós tenhamos buscado o empate, soou com sabor de derrota. Primeiro porque pelas contas que faço, em casa a vitória é obrigatória, assim como, no mínimo, o empate o é em jogos fora. Empatando em casa, obrigatoriamente teremos que conquistar uma vitória fora para compensar os dois pontos perdidos neste sábado.

Mas também acho que foi injusto porque o São Paulo teve mais domínio do jogo. Mesmo quando foi apertado, ainda no primeiro tempo, mostrou-se firme na defesa e conseguiu encaixar alguns contra-ataques.

Entendo que Diego Aguirre errou algumas vezes nesta noite. Não consigo entender, no Morumbi, o time entrar com três zagueiros e dois volantes. Ainda antes de começar o jogo, quando recebi a notícia -e informei nas redes sociais – que Militão havia sentido a coxa e estava fora da partida, imaginei que seria a hora de adiantar um pouco o time. Não.  Ele optou por colocar Anderson Martins e manteve o esquema de três zagueiros, um tanto pior, porque Militão chega à frente; quando joga Rodrigo Caio, também. Mas os três de hoje não passam do meio de campo, a não ser em cobranças de escanteio.

Bem, mesmo assim o São Paulo encaixou um bom primeiro tempo. O placar de 1 a 0 não refletiu a superioridade do São Paulo. As descidas de Régis e Reinaldo pelos cantos eram boas. Everton fazia grande partida, com Nenê abastecendo bem o ataque. O Atlético, na verdade, chegou uma vez com perigo, obrigado Sidão a praticar ótima defesa, e depois, num erro de saída do goleiro são-paulino.

Inexplicavelmente – e aí vem o segundo erro de Aguirre – ele voltou com o time alterado para o segundo tempo. Tirou Bruno Alves e colocou Marcos Guilherme. A explicação que ele deu na entrevista pós jogo foi que ele sentiu que o Atlético estava muito forte com seus laterais e precisava fechar um pouco aqueles corredores. Só que isso desmontou o sistema defensivo do São Paulo.

Para piorar – e aí vem o terceiro erro de Aguirre -, Nenê sentiu uma contusão, pediu para sair. A substituição lógica seria entrar Cueva. Ele colocou Liziero, que entrou sem saber se era volante ou meia. Não foi nem um, nem outro. Ficou completamente perdido em campo. O São Paulo se tornou presa fácil e o Atlético empatou o jogo.

Aguirre tentou corrigir os erros e colocou Cueva, tirando Hudson, outro que ficou completamente perdido em toda a partida. Um minuto após a entrada do peruano, o Atlético virou o jogo. Mas Cueva deu um passe magistral para Diego Souza empatar, três minutos depois.

O time se acertou, principalmente pela entrada de Cueva, e voltou a pressionar. Esteve muito próximo de marcar o terceiro gol, mas isso acabou não acontecendo. O fato é que Aguirre mudou sua concepção na hora errada e tudo acabou dando errado. O que parecia se encaminhar para uma grande vitória, quase acabou em pesadelo. Menos mal que conseguimos o empate.

A lamentar a péssima atuação de Arboleda, que falhou nos dois gols e tomou um verdadeiro baile do Ricardo Oliveira. Anderson Martins também estava completamente fora de ritmo. Por isso nossa defesa, que vinha sendo ponto alto do time, neste sábado deixou bastante a desejar.

No entanto, é importante salientar que o time tem outra postura, que não tem bola perdida. Apesar de ter sido chamado de bipolar outro dia porque falei que faltavam 42 pontos para nos livrarmos de qualquer susto, continuo falando que faltam, agora, 40 pontos. Mas faltam algo em torno de 70 para sermos campeões. Espero continuar sendo bipolar assim, mas podendo comemorar o título no final do ano.

Empate frustrante, quanto mais com erro de arbitragem

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, eu já estava comemorando a vitória, mesmo que jogando no jeito Aguirre de ser, mas eram três pontos importantíssimos fora de casa. Mas aí, Edimar fica assistindo o jogador do Fluminense cruzar, Pedro empurra Arboleda, o árbitro, naturalmente, não marca nada e sai o gol de empate, aos 43 minutos do segundo tempo. Está virando um trauma esse negócio de tomar gol no final das partidas.

Em determinado momento, acho que por volta dos 30 minutos do segundo tempo, postei em minhas redes sociais que o São Paulo estava muito consciente em campo. A vitória seria justa, pois o Fluminense não tinha chegado com perigo em nossa meta. Aí foi um tal de bola na trave prá cá, bola na trave prá lá, o jogo ficou aberto, franco, mas o São Paulo esteve muito mais próximo do segundo gol do que de levar o gol de empate. Mas não teve jeito.

Sei que comecei meu comentário pelo fim, mas é que quis transmitir exatamente o sentimento de frustração que me tomou. Não gostei da escalação do Aguirre, o esquema tático me parece muito confuso, pois em alguns momentos jogamos no 3-5-2, em outros no 4-4-2, outros 4-3-3. Oras, Militão é zagueiro e Régis é ala (na primeira formação); Militão é lateral e Régis é meia (nas segunda e terceira formações).

Reconheço que essas mudanças táticas constantes deixam o adversário sem saber o que vai ser feito, mas também entendo que estamos desperdiçando talento no banco. Nosso elenco já não é espetacular, é muito limitado, e Valdívia está no banco, sem que Aguirre explique essa opção. Era nosso melhor jogador e, devido a uma contusão, foi simplesmente sacado do time e não joga mais.

O empate, no entanto, não tira minha visão sobre o time neste domingo. Repito, sempre no mais perfeito “jeito Aguirre de ser”, o time merecia a vitória. Mas, considerando que ela não veio, e as contas feitas para um time que pretenda disputar o título, a obrigação é ganhar em casa e, ao menos, empatar fora. Sendo assim, a meta eram cinco pontos nos três primeiros jogos e foram conquistados. Agora é trabalhar para ganhar do Atlético-MG sábado, no Morumbi. Aí é obrigação. Também espero um time mais ofensivo.

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Empate no Ceará: faltam 42 pontos para nos livrarmos da Série B

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o empate do São Paulo em Fortaleza, contra o Ceará, foi medonho. O time não jogou nada, não teve um mínimo de organização e o resultado de 0 a 0 soa mais como nota para os dois times do que placar. O jogo foi medonho.

Quando se joga fora e o adversário está num campo acanhado, com torcida em  cima, pressionando, o empate é justificável. Mas quando se joga contra um time oriundo da Série B, num estádio de Copa do Mundo, em que a torcida do São Paulo quase dividiu espaço com a cearense, e o time vem na retranca e não consegue produzir nada, é de jogar a toalha. Quando se joga na retranca, o mínimo que tem que ter é velocidade para o contra-ataque. E a velocidade do São Paulo é um faz-me rir.

Aguirre novamente inventou e fez lambança. O Cueva, que já não tem jogado bem na sua verdadeira posição, foi jogar de lateral para que o time fixasse um a espécia de 3-4-3. Um desastre. Ainda no primeiro tempo Aguirre percebeu a bobagem e adiantou o peruano. Em dois lances quase o São Paulo marca.

Nosso trio de volantes um absurdo: Petros, o melhorzinho, ao menos desarmava e desta vez não errou passes; Hudson, além de muito lento, é ruim demais; Liziero, mal escalado, entrou na mesmice dos outros. Errou vários passes, foi muito individualista, enfim, foi muito bem substituído no intervalo.

Trellez, que também saiu, também não conseguiu jogar. A bola bate na canela, ele perde no alto, não faz uma tabela, não consegue fazer o pivô, enfim, é um centro-avante que não é centro-avante. Aliás, Aguirre explica sua titularidade porque ele compõe muito bem na defesa. Ou seja, é um atacante que defende bem. Eu, sinceramente, prefiro um atacante que ataque bem e um defensor que defenda bem. Mas a mentalidade do uruguaio é só olhando para trás, não para a frente.

Se fizermos as contas básicas para ganhar o campeonato, o resultado não nos trouxe enorme prejuízo. A conta aponta vitória em casa e empate fora, necessitando ganhar alguns jogos fora dos times mais previsíveis, para contrabalançar com aqueles que deveremos perder. Nessa média o time alcança 76 pontos. Então o empate entra como bom resultado? Errado. Esse era jogo para ganhar, pois muito provavelmente perderemos lá fora de Grêmio, Atlético-PR e Atlético-MG, por exemplo. Então vencer Ceará, Vitória, Paraná e América-Mg acaba virando obrigação para que o time se mantenha equilibrado. Por isso reputo o resultado desta tarde como um mau resultado.

Temos que torcer muito para Reinaldo voltar logo, Carneiro estrear e Everton se entrosar. Fica patente que temos, sim, um bom time. Mas temos um elenco de doer o fígado. Então nossa conta, por enquanto, tem que ser esta: faltam 42 pontos para nos livrarmos do rebaixamento.

E só uma coisa a acrescentar: Aguirre culpou o calor pelo desempenho fraco do time. É fato que esse calor é muito ruim. Erra passes de dois metros e não chuta para o gol.

Mais uma eliminação: a segunda em quatro meses do ano

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, é duro mas é verdade: fomos eliminados mais uma vez da Copa do Brasil, dentro de casa, após estar ganhando por 2 a 0 e ceder o empate. Aí ouço alguém falar perto de mim, no estádio, que o Atlético-PR é nossa asa negra. Bem, o Atlético é, o Palmeiras é, o Corinthians é, o Santos é, o Grêmio é. Todos são. Na realidade, nós é que somos a asa branca de todos.

Pensem numa coisa: em quatro meses deste ano (se levarmos a ferro e fogo três, porque a estreia no Paulista foi na segunda quinzena de janeiro e estamos iniciando a segunda quinzena de abril), já fomos eliminados de duas competições: Campeonato Paulista e Copa do Brasil. Pior: este ano, exceção feita à vitória sobre o Corinthians no Morumbi, na primeira semifinal do Paulista, não ganhamos de nenhum time da série A. Nossas vitórias, além dos times do interior do Campeonato Paulista, foram, na Copa do Brasil, sobre o Madureira, CSA e CRB. No Brasileiro, ganhamos do Paraná, recém-chegado da série B.

Falar que não aguento mais ser zoado pós jogos do São Paulo, já virou lugar comum. Eu não aguento, vocês todos não aguentam. A imensa torcida tricolor não aguenta. Talvez aqueles senhores que ocupam os microfones do Salão Nobre do Morumbi aguentem. Vão dormir de cabeça quente essa noite, mas amanhã ninguém estará rindo da cara deles. Salvo se entrarem em qualquer rede social e verem os memes que já se formaram.

Falando do jogo desta noite, atribuo diretamente a Diego Aguirre a eliminação. Mas espera um pouco: não estou, com isso, dizendo que vou defender sua demissão. Longe, muito longe disso. Mas o time, que jogou muito bem no primeiro tempo, teve duas peças falhas, uma por si próprio, outra por culpa do técnico.

Ao invés de fazer o simples, o que vinha dando certo, colocando a defesa com Militão do lado direito e Regis do lado esquerdo, optou por inverter os dois. Só que Militão foi terceiro zagueiro, mas Régis não foi lateral, nem ala. Foi um quase meia. Aguirre formou um esquema 3-4-3. Liziero também não foi ala, nem lateral. Foi segundo ou terceiro volante, mas foi muito mal. Não chegava à frente pelo lado porque  tinha que entrar pelo meio; não voltava para cobrir o lado esquerdo porque era missão de Militão.

O fato é que, após um primeiro tempo quase perfeito, com o time marcando pressão, tomando a bola no ataque, descendo em massa, fazendo 2 a 0, sofre um gol por um pênalti bobo cometido por Liziero e começa a desandar. Aliás, esse pênalti só aconteceu porque Liziero era o volante que deveria marcar aquele setor. Mas estava lá na frente. Militão foi para dentro da área. O cara entrou sozinho. Liziero chegou atrasado e erro grotescamente ao dar o carrinho e ficar deitado. Aí cometeu o pênalti.

Era evidente que Aguirre deveria voltar para o segundo tempo com Cueva ou Lucas Fernandes no lugar de Petros; que Militão e Régis deveriam inverter a posição. Mas não. Aguirre não mexeu. Tudo continuou como estava. E de novo, jogada pelos lados, entram dois contra um da esquerda para o meio, o cara vai na linha de fundo sem marcação, cruza para outro entrando pela direita sem marcação e sai o gol de empate. Arboleda falhou, sim. Mas Petros não marcou o lado, Régis muito menos; do outro lado, Militão não marcou, Liziero muito menos.

O gol de empate foi aos seis minutos, mas o São Paulo se desarrumou. Os paranaenses ainda acertaram uma bola na trave. Poderiam ter virado o jogo. Aguirre colocou Diego Souza no lugar do inútil Trellez. Perdeu em velocidade, mas ganhou em técnica. Algumas chances apareceram. Nenê obrigou o goleiro atleticano a fazer grande defesa; depois o próprio Nenê cruzou uma bola que deveria ter chutado ao gol; o mesmo aconteceu numa jogada com Régis. Enfim, algumas chances foram criadas, mas acabamos eliminados, dentro do Morumbi.

Não vou entrar na questão dos quase R$ 50 milhões  gastos para reforçar o time, até porque dois jogadores, que entendo titulares, ainda vão estrear: Gonzalo Carneiro e Everton. Também não vou contestar a falta de contratações. Vamos lembrar que o São Paulo contratou, este ano, um jogador para cada posição do time: goleiro Jean, laterais Régis e Reinaldo (que voltou), zagueiro Anderson Martins, volante Hudson (que também voltou), atacantes Trellez e Gonzalo Carneiro, meias Nenê, Valdívia, Diego Souza e Everton. Foi praticamente um time inteiro.

Tenho esperança, sim, para o Brasileiro e para a Sul-Americana. Desde que não saiam vendendo no meio do ano. Continuo achando que o time ganhou corpo e, por mais que hoje Aguirre tenha errado, na minha opinião, é visível que existe um esquema tático.

Não vou abaixar a cabeça. Estou puto, sim. Saí do Morumbi cuspindo marimbondos. Mas tenho esperança que ainda poderemos ter algo bom este ano.

Vitória magra, mas valem os três pontos

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, claro que todos nós esperávamos uma boa vitória contra o Paraná, recém-chegado da Série B do Brasileiro. Mas o placar foi de apenas 1 a 0, muito magro comparadas as duas equipes.

No Morumbi, observando atentamente a movimentação de Diego Aguirre e do time, conversando com amigos, conclui que esse ano vai ser assim: 1 a 0 aqui, 0 a 0 ali, eventualmente 0 a 1 acolá, ou 1 a 0 aqui ou acolá. E sigamos em frente. Lá atrás, segurança total. Não pelo goleiro que temos, mas pelo sistema defensivo que ele arma e que, convenhamos, é digno. Em oito jogos que ele comandou o São Paulo, sofremos quatro gols.

Sendo assim, ao contrário de muitos que acham que vai ser um ano de muito sofrimento, eu entendo que será um ano em que estaremos longe da briga contra o rebaixamento. Não gosto, já disse várias vezes, deste tipo de futebol. Prefiro milhões de vezes o de Juan Carlos Osório, que vê o time ganhando e faz substituições para torná-lo mais ofensivo ainda, enquanto esse tipo de treinador, mesmo quando está perdendo, faz substituições para perder de menos. Mas temos que reconhecer que o Corinthians foi campeão brasileiro de 2017 jogando exatamente assim: era 1 a 0 aqui, 0 a 0 acolá, muitas vezes 1 a 0 lá também. E chegou quase invicto. Logo, não vou crucificar Aguirre.

Aliás, longe de mim estar criticando o nosso técnico. Se foi contratado, é porque os dirigentes entendiam que, com este elenco, o remédio era jogar fechadinho para não correr riscos. Que assim seja.

Uma virtude que vejo no uruguaio: além de ser grande montador de sistema defensivo, vê bem o jogo, substitui muito bem. Já na Argentina, quando Reinaldo se machucou, fez as trocas certas. Assim como as demais substituições. Nesta segunda-feira, estava patente que Lucas Fernandes não vinha bem, seu primeiro tempo foi sofrível. Aguirre já voltou com Valdívia em seu lugar e deu outra cara ao time.

Verdade que depois houve uma queda inexplicável. O Paraná cresceu, o São Paulo se fechou e perdeu o domínio da bola. Mesmo os contra-ataques foram ruíns. Os poucos que saíram, foram desperdiçados no último lance, principalmente com Marcos Guilherme.

Aguirre colocou Junior Tavares no lugar de Brenner, que fez uma partida horrível, o que talvez tenha sido responsável pelo choro dele no banco após ser substituído. O garoto é bastante inteligente para ter auto-crítica. Só espero que ele não seja queimado no clube, porque tem um futuro brilhante pela frente e ainda nos dará muitas alegrias, tenho certeza. Mas a substituição, por mais que tenha sido com boa intenção, não deu certo, pois Aguirre mudou o composição para o 3-5-2, deixando Marcos Guilherme como centro-avante. O problema maior nem foi esse. Foi Junior Tavares. Ele já entrou cansado, não foi ala, não foi lateral e atrapalhou o jogo do São Paulo.

Mas repito: o sistema defensivo que ele monta é muito bom. Por mais que o Paraná tenha dominado boa parte do segundo tempo, o São Paulo não correu risco algum. Não houve um chute no gol. Se corremos algum risco, foi proporcionado por erros nossos, como duas saídas ridículas de Sidão.

Enfim, acho que teremos um bom ano. De vitórias magras ou empates sem graça, mas não passaremos o sufoco que passamos ano passado. Se quero ganhar um título? Mais do que tudo. Mas estou muito escaldado e já me darei por satisfeito se não sofrer os riscos que nos causaram traumas em 2017. Por isso, a vitória foi magra, mas valeram os três pontos.

Em Rosário, time honrou a camisa que entorta varal

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo mostrou em Rosário que sua camisa entorta varal. Segurou a pressão, uma arbitragem caseira – no primeiro tempo -, jogou com um a menos desde os 36 minutos do primeiro tempo, e saiu com um empate. Não seria nada injusto se conseguisse a vitória, pois não se acovardou em nenhum momento e teve chances de gol.

Quando, no começo da semana, vieram as notícias que Diego Aguirre escalaria três zagueiros e três volantes, fiquei um tanto decepcionado, pois odeio esquemas defensivos. Mas entendi que nosso momento, que já vem de dez anos, é tão cruel e difícil, que precisamos urgentemente de um título, por menor expressão que tenha, para voltar a nos dar força e moral. Então aceitei a tese, jogando por um empate em Rosário para decidir aqui no Morumbi.

Aguirre posicionou bem o time, com tudo muito definido. Arboleda era o líbero, ficava lá atrás, enquanto Militão e Rodrigo Caio arriscavam algumas descidas. Regis e Reinaldo abertos e avançados, com Jucilei sendo o leão de chácara da defesa, tendo Petros ao seu lado e Liziero liberado para ir à frente. Essa postura permitiu que o São Paulo segurasse a pressão natural do dono da casa, que vai para o abafa nos primeiros 15 ou 20 minutos.

Então os problemas começaram a acontecer. A contusão de Reinaldo logo a 16 minutos quebrou o sistema que Aguirre havia desenhado para o time. Ele, então, passou Liziero para fazer a ala esquerda e Lucas Fernandes entrou no lugar de Reinaldo. Li algumas críticas à substituição no momento que ela foi feita. Alguns torcedores entenderam que Cueva deveria ter entrado. Errado. Cueva não marca ninguém e ali precisávamos de alguém que pudesse fazer a função que vinha sendo desenvolvida por Liziero.

Após a expulsão absolutamente injusta de Rodrigo Caio, Aguirre formou duas linhas de quatro, mantendo apenas Trellez mais adiantado. A pressão aumentou e aí começaram a se destacar Arboleda, que foi um monstro; Militão, que fez a melhor partida com a camisa do São Paulo; Nenê, pela experiência e técnica, além de Liziero, Petros, Jucilei, Régis, enfim, o time todo jogou para suprir a ausência do zagueiro que foi expulso.

No segundo tempo o São Paulo começou a administrar a partida e arriscar o ataque. Durante todo o tempo não deu para perceber que o time tinha um jogador a menos, pois jogava de igual para igual com o Rosário. A entrada de Bruno Alves foi precisa, para aumentar a altura na área defensiva, já que essa era a única jogada dos argentinos. Então Militão, que foi cobrir a lateral direita com a saída de Regis, era muitas vezes o terceiro zagueiro, enquanto Petros cobria esse lado do campo.

A entrada de Valdivia no lugar de Trellez seria para explorar a velocidade dele e de Lucas Fernandes, com Nenê mais centralizado. Seriam contra-ataques rápidos. O Rosário não deu chance para isso, mas acabou sucumbindo ante a forte marcação do São Paulo, que ainda teve uma bola na trave num chute de Nenê de fora da área.

A lamentar as cenas proporcionadas pelos torcedores argentinos, de puro racismo. O mínimo que espero é que o presidente Leco faça uma representação na Conmebol exigindo punião ao Rosário Central. Mas esperar isso de Leco é demais. Fomos prejudicados no primeiro tempo por um árbitro caseiro. Não temos força alguma na Conmebol. Aliás, não temos força alguma em qualquer federação. Nosso presidente, quando vai às reuniões, vai embora mais cedo por compromissos assumidos. Então temos que depender unica e exclusivamente a força do grupo, e da torcida, para revertermos situações adversas. Felizmente, desta vez, o quadro não está tão feio assim e ganharemos aqui o jogo da volta, tenho certeza.