Mais uma derrota esperada. Nos acostumamos a perder.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, os tempos são difíceis. Quando eu admito que a derrota no clássico de hoje já era esperada, significa que nos acostumamos a perder, que não ficamos mais indignados por sermos jogado na vala comum dos time, que nosso adversário coloca talheres em sua página para nos receber. Parabéns Juvenal Juvêncio – in memoriam -, Carlos Miguel Aidar e Carlos Augusto de Barros e Silva, com todos os seus asseclas, que nos levaram a essa situação.

É verdade que se o árbitro errasse igual para os dois lados teríamos empatado o jogo. O primeiro gol deles a bola saiu escandalosamente no lance que originou o escanteio e, consequentemente, o gol; Antony fez falta no lateral corinthiano, no lance que originou o escanteio e consequentemente o gol; o segundo gol deles para fim foi absolutamente normal. Não teve falta alguma em cima do Volpi. Foi falha grotesca mesmo. Mas a arbitragem anulou um gol de Bruno Alves dando mão do Gonzalo. Só porque foi em Itaquera e contra o Corinthians, porque não foi nada. O braço de Gonzalo Carneiro estava colado ao corpo. Portanto, lance normal (menos em Itaquera, contra o Corinthians).

Isso é o que? Falta de força nos bastidores. Nos apequenaram e isso faz com que as Federações, seja a Paulista, a CBF ou a Conmeblo, nem lembrem que nós existimos. Parabéns Juvenal Juvêncio – in memoriam -, Carlos Miguel Aidar e Carlos Augusto de Barros e Silva por esse apequenamento em que nos encontramos.

E vou dizer uma coisa: o time não jogou tão mal contra o Corinthinas. Equilibrou o primeiro tempo. Se bem, que uma qualidade técnica sofrível. No segundo empatou e estava melhor. O segundo gol começou num passe errado de calcanhar do Pablo, erros de Hudson e Reinaldo e o grotesco de Thiago Volpi. E de novo perdemos em Itaquera. Parabéns Juvenal Juvêncio – in memoriam -, Carlos Miguel Aidar e Carlos Augusto de Barros e Silva por esse tabu infindável naquela Arena do esquemão.

O pior é que já estamos atrás do Ituano e poderemos, melhor, deveremos ficar atrás do Oeste, que joga nesta segunda-feira contra o São Bento. Ficaremos em terceiro correndo riscos de não nos classificar para a próxima fase do Paulista. Se isso acontecer, estaremos colhendo o segundo vexame do ano, em apenas dois meses: ser eliminados na Pré-Libertadores e ficar fora do Paulista.

É verdade que o Marketing do São Paulo agiu rapidamente. Também ciente de que a derrota era iminente hoje, marcou para esta segunda-feira a apresentação de Cuca. Desvia os holofotes da derrota para algo maior. Mas ele só chega mesmo em abril. Até lá vamos de Mancini. Até lá vamos patinando. Até lá vamos sofrendo humilhações. Até lá vamos apanhando de todos os lados, lutando bravamente para ainda conseguirmos ser a quarta força do Estado. Mas até isso está difícil. Enquanto isso continuamos assinando o abaixo-assinado eletrônico de “Leco, renuncie já”. Até lá continuamos assinando um documento no clube pedindo assembleia geral para tentarmos antecipar a eleição para agora. Enquanto isso continuamos pedindo o #ForaLeco.

A escolha de Cuca e a interinidade de Mancine. Outra sinuca de bico da diretoria.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, indispensável dizer que fiquei muito contente pela contratação de Cuca para ser o novo técnico do São Paulo. Cuca, sempre disse, nem deveria ter saído do clube. Ele foi o grande responsável por montar aquele time que ganhou quase tudo entre 2005 e 2008.

Cuca fez um trabalho brilhante no Goiás em 2003 e veio para o São Paulo trazendo alguns jogadores de graça, como Danilo, Grafite, André  Dias, Fabão, Josué (esse veio no final do ano). Pediu Mineiro, Junior, Cicinho. Parece que conhecia do riscado.

A eliminação do São Paulo na Libertadores aquele ano foi por um azar do tamanho do mundo. Um gol de lateral, quando a decisão com o Once Caldas se encaminhava para os pênaltis. Depois uma derrota para o Paissandu, em Belém, e o jogo do “amarelão” no Pacaembu. Naquele dia nem Rogério Ceni foi poupado. E Cuca, deprimido, foi embora.

O que pega, no entanto, é a espera. A alternativa foi colocar Vagner Mancini como interino. Tudo bem. Mas vamos prever três cenários, que são todos os possíveis para essa interinidade:

  1. O São Paulo faz um Paulista normal, ganha aqui, perde ali, chega na próxima fase, mas é eliminado, ou chega até a semifinal, e é eliminado. Sem problema, porque o técnico é interino e estamos pensando no Brasileiro, e Cuca está chegando para resolver a situação. Mas a diretoria tinha que fazer algo para ganharmos o Paulista.
  2. O São Paulo vai muito mal e nem se classifica para a próxima fase do Paulista. Bem, a diretoria fez essa enorme bobagem, largando mão do Paulista, título que não ganhamos desde 2005. E colocou um técnico incompetente, mostrando a total incompetência dessa diretoria. Por que não trouxeram Osório agora, já que Cuca não poderia vir? Fora Leco. Fora Raí.
  3. O São Paulo ganha do Corinthians amanhã, vai muito bem e ganha o Campeonato Paulista. Vagner Mancini é um baita técnico. Nos deu a primeira vitória em Itaquera e ainda nos deu um título que não conquistávamos desde 2005. Para que Cuca? Mancini é o cara.

São os únicos cenários possíveis. Então vamos lá. Imaginem o São Paulo campeão, que é a grande sinuca de bico que a diretoria vai ficar: como tirar um técnico que acaba de ser campeão para colocar um outro, cujo estado de saúde é duvidoso? Mas, deixar Mancini para o Brasileiro e abrir mão de Cuca, também seria uma péssima escolha.

Percebam que essa diretoria é tão ruim, mas tão ruim, que até quando ela acerta, ela causa problema para ela mesmo. Inacreditável!

Apesar de tudo, apesar de não sentir aquele frio na barriga por conta do clássico de amanhã, é evidente que quero como nunca vencer os caras em Itaquera. O resto a gente vê depois.

A “limpa” deve ser seletiva. A começar pelo presidente. #ForaLeco

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a eliminação precoce na Libertadores era algo tão evidente, que só a fé que temos em nosso manto sagrado não deixava se tornar realidade antes do tempo. Tivemos que esperar o apito do árbitro para que a ficha caísse: fomos eliminados, de novo, dentro do Morumbi, para um time de médio para pequeno do futebol argentino, Oras, mas para quem já foi eliminado pelo Defensa Y Justicia, Avaí, Ponte Preta e outros correlatos, até que subimos um pouco de patamar.

Até acho que André Jardine tem um estilo muito ofensivo. Ele demonstrou isso nas escalações que colocou em campo. O problema é que isso ficou no papel, na teoria. Em nenhum momento nosso ataque funcionou. Vamos relembrar: fizemos sete gols em dois jogos do Paulista. Depois disso, marcamos apenas um gol contra o São Bento, no Pacaembu. E fizemos dois jogos contra o Talleres, pela Libertadores, não marcando nenhum gol. Esse futebol ofensivo, então, tem que ser repensado.

Já há dois dias venho dando a informação de que Jardine, independente de classificação ou não, sairia. É questão de horas. Ou de minutos. Cuca deverá ser anunciado nessa quinta-feira. E Jardine tem que sair mesmo. Não conseguiu botar engrenar a máquina e não pode continuar à frente do elenco.

Jardine foi o grande e maior erro de Raí. Ele bancou o técnico. Muitos queriam alguém mais experiente e que Jardine continuasse na comissão, como auxiliar. Mas Raí bancou o técnico. E nesse momento, um erro deste tamanho, causando nossa eliminação precoce da Libertadores, entendo que não deve prosseguir no cargo. Executivos são demitidos quando causam erros que trazem desgasta à marca prejuízo à empresa. Foi exatamente o que fez Raí. O respeito e continuarei sempre respeitando como grande ídolo que foi no gramado. Mas fora dele, por mais que eu tenha dedicado total apoio e confiança, por mais que entenda que recuperou em parte nossa imagem, reconstruindo em um ano o que destruíram em dez, acho que já deu a hora. Não dá mais.

E Leco? Esse nem deveria estar onde está. Deve ser responsabilizado por tudo de errado que está acontecendo. Num regime presidencialista, é ele quem decide. Portanto, é ele quem se torna responsável. Quando o time ganhou a Copinha, ele estava lá, tal papagaio de pirada. Hoje saiu escondido, pelas vaias que recebeu no Morumbi. É remunerado. Trouxe de volta algumas pessoas que foram nocivas durante a nefasta administração de Carlos Miguel Aidar, provando que só está preocupado com seu futuro político. Também causou sérios prejuízos ao clube com suas escolhas. É altamente incompetente para a função que exerce. Portanto, #ForaLeco.

Conselheiros que apoiam Leco, tenham vergonha na cara. Fora da Libertadores, acabaram as viagens internacionais. Quem comprou vinho, comprou. Quem comprou Whisky, comprou. Agora, o máximo que vão conseguir, durante o Brasileiro, é dar um passeio no Cristo Redentor. Pensem um pouco no São Paulo, já que até hoje só pensaram em si próprios e nas benesses das carteirinhas. O São Paulo está muito perto de virar uma Portuguesa. E vocês serão responsabilizados. Sei que muitos não são são-paulinos, por isso pedi para terem um pouco de vergonha na cara, não de “sampaulinidade”.

Tenham certeza: vocês mancharam o nome do  São Paulo. Anexaram à nossa história uma eliminação numa Pré-Libertadores, feito antes alcançado apenas para o Corinthians. Ficarão para a história como os piores conselheiros, piores diretores e pior presidente do São Paulo. Para completar o serviço, só falta o rebaixamento para a série B. Se não tomarem uma medida severa – e tenho absoluta convicção que não tomarão, pois não é do caráter de vocês – a meta traçada será alcançada.

Pobre São Paulo, aquele que um dia foi Soberano, que um dia deu as cartas, que um dia foi temido por todos, hoje é motivo de chacota em todo o País. Nós, torcedores, que tivemos insônia esta noite, dor de barrida o dia inteiro, tensão nervosa no pico e adrenalina a milhão, não merecemos isso. Essa corja tem que sair. Sei que será difícil conseguir, mas a voz do Tricolornaweb vai berrar até ensurdecer toda essa cambada. Ou até que me calem, sei lá de que maneira. Afinal, o Bolsonaro deu a dica  de como se defender, não é?

 

O tempo é curto, mas parece uma eternidade

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, não vou dizer que chegamos no fundo do poço, mas estamos mergulhando de cabeça em sua direção. Por que perdemos da Ponte? Não. Pelo conjunto da obra.

Vou analisar o jogo contra a Ponte, tema central deste comentário. No papel a formação que eu defendia: Hernanes como segundo volante, Nenê centralizado, dois jogadores abertos e um centro-avante. Autêntico 4x3x3 da década de 1970. Independente de nomes, já que alguns foram poupados, outros sentiram contusão – Jucilei -, ele colocou os quatro defensores – Araruna, Arboleda, Bruno Alves e Reinaldo -, os tres da linha de meio – William Farias, Hernanes e Nenê – e os três atacantes – Antony, Gonzalo e Everton -.

Funcionou? Não. Mas por que? Difícil explicar. Mas é fato que Nenê não conseguiu dar uma única assistência, chutar uma bola a gol, e isso era função dele; Hernanes, por sua vez, não teve fôlego para descer, ajudar a armar o ataque e voltar para ajudar na marcação. A consequência foi um meio campo dominado pela Ponte e nosso ataque sem ser acionado.

Algumas vezes Antony voltava até a defesa para pegar a bola e ir para o ataque. Mas quem deveria fazer o um dois com ele seria Araruna. Bem, aí já não preciso falar mais nada. Porém, do lado esquerdo essa força funcionaria com Reinaldo e Everton. Da mesma forma não tivemos uma ultrapassagem, triangulação dos dois com um meia. Ou seja: nada aconteceu.

Então já começo a achar que é Jardine quem não está treinando adequadamente o time, ou não está sabendo passar sua mensagem, ou não está sendo respeitado. Ele fala e os jogadores não fazem.

É pouco tempo para pensarmos em mudanças drásticas? Sim. Estamos na primeira quinzena de fevereiro, o ano nem bem começou, o trabalho está só no início e nós já queremos mudar tudo. Entretanto essa primeira quinzena de fevereiro pode nos causar sérios problemas de uma eliminação no Campeonato Paulista e, pior, na LIbertadores. Essa primeira quinzena de fevereiro pode matar nosso primeiro semestre e, praticamente, nosso ano.

Gosto do Jardine e tinha muita confiança e esperança em seu trabalho. Mas não consigo ver nem sombra do futebol apresentado pelo Sub-20, que ganhou tudo e que fez dele um treinador em potencial. Talvez esteja faltando o pulso do diretor de futebol. Talvez Raí tenha perdido a voz com o elenco.

Talvez falte a imposição de um presidente. Mas esse está mais preocupado em pavimentar seu caminho político do que com o futebol em si.

Triste São Paulo. Mergulhando a todo vapor para o fundo do poço.

#ForaLeco

Estreia teve ar de despedida da Libertadorees

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, longe de ser pessimista, pois sou uma das pessoas mais otimistas que existem no mundo, mas sinto que nossa estreia na Libertadores teve ar de despedida. Dificilmente vamos conseguir virar esse placar no Morumbi, pois do outro lado está um time argentino, não importa se grande, médio ou pequeno. Mas é um time de futebol chato, catimbeiro, que com 1 a 0 já iria nos causar problemas. Com dois, piorou de vez.

O primeiro tempo do São Paulo não foi tão ruim. Apesar de achar que para jogar com Hernanes e Nenê, o Profeta deveria ser segundo volante, no lugar de Hudson, ou então o time ser montado no 4-4-2, o jogo foi equilibrado. Na realidade, tivemos uma grande oportunidade com Bruno Alves.

O 4-3-3 estava nítido. Quando o Talleres saía com a bola da defesa, formavam-se duas linha de três com Nenê, Pablo e Everton e outra com Jucilei, Hudson e Hernanes; atrás ficavam os quatro zagueiros.

O problema é que, com Nenê aberto pela direita, perdemos velocidade e auxílio na marcação. Bruno Peres, um dos piores em campo, não dava conta na marcação e ainda perdia contra-ataques tropeçando na bola. O Talleres é um time tão medíocre que não conseguiu enxergar o corredor que tinha por ali e não fez nenhuma jogada aguda pela esquerda de seu ataque.

No segundo tempo, como se tivessem tomado um chá no vestiário, o time voltou apático. E nosso grande erro foi o posicionamento dos volantes. Jucilei é o cara que fica na frente da zaga. Mas os dois gols do Talleres saíram de chutes da meia lua, exatamente onde deveria estar Jucilei. Hudson, no primeiro, Willian Farias, no segundo, também bateram cabeça e não deram proteção à zaga. Sem contar que o primeiro gol foi um festival de bobagens, pois a bola era de Thiago Volpi. Bruno Alves cabeceou erroneamente, sozinho, para fora da área e saiu o gol.

Quero falar sobre nosso técnico. Vocês são testemunhas de que, quando Aguirre saiu, defendi a contratação de um técnico de ponta, campeão, para segurar o time. Mas que se fosse para inventar, então que a invenção tivesse o nome de André Jardine. Parece que a invenção não deu certo. O fato de Jardine ser campeão em tudo na base não dá a certeza de que ganhará tudo no profissional. E infelizmente estamos com o barco afundando. Não acredito em poder de reação deste time no Morumbi.  Também não sei se uma mudança no comando técnico agora resolveria alguma coisa.

De resto, como eu disse, parecia uma despedida. E teve esse tom mesmo. Afinal, foram 25 convidados, entre conselheiros – um até levou a esposa -, todos curtindo bastante os bifes de chorizo, las papas fritas, uma Quilmes ou um Malbec tinto e o jogo…ora, o jogo. Perdemos. Faz parte.

Para mim não. Para mim e para os verdadeiros são-paulinos de coração perder é nos fazer sofrer, ficar sem dormir, não ter cara de enfrentar o dia seguinte, ter vergonha de olhar para um colega ou amigo que torça para outro time. É isso que essa corja nos tem feito passar nos últimos dez anos. E assim vai continuar.

Sei que é infrutífera a campanha, mas estou nela. Por isso #ForaLeco

AeroLeco é mais um triste episódio do interminável sequestro do São Paulo

O Globo Esporte fez um editorial sobre o Aereoleco, e eu vou reproduzir aqui em sua íntegra.

“Nenhuma palavra escrita desta linha para baixo depende do resultado do jogo desta quarta-feira. O São Paulopode golear ou ser goleado pelo Talleres, e não deixará de ser um clube sequestrado por interesses medíocres de seus dirigentes e conselheiros.

O atropelamento sofrido na última década por Corinthians e Palmeiras tem tudo a ver com a pequenez da administração do São Paulo. O mais novo golpe em sua torcida foi usar um jogo importantíssimo para promover uma excursão de senhores que pouco colaboram com o clube.

A versão presidente de Leco tem sido assim. Capaz de insultar ídolos e levar para passear qualquer um que tenha votado nele ou possa representar uma dor de cabeça ao seu mandato. Seus atos após 40 meses no cargo mostram que Leco não queria ser presidente para melhorar o São Paulo, mas sim para satisfazer um capricho. Egocentrismo. Encantamento.

Leco, presidente do São Paulo — Foto: Marcos Ribolli

Leco, presidente do São Paulo — Foto: Marcos Ribolli

Entre os turistas do AeroLeco está Douglas Schwartzmann. Entre 2014 e 15, tornou-se o principal aliado de Carlos Miguel Aidar, que renunciaria meses depois por denúncias de corrupção. Uma gravação feita pelo ex-vice Ataíde Gil Guerreiro mostrava ele e Aidar, brigados, ambos acusando Schwartzmann de pedir comissões nos mais diversos negócios.

Desde então, nada foi provado contra Schwartzmann. Há 15 meses, ele criticou ferozmente a benesse de viagens a conselheiros e pediu impeachment de Leco. Agora se beneficia dela. Porque no São Paulo a palavra tem pouco valor. Elogia-se hoje para demitir amanhã. Critica-se hoje para se beneficiar amanhã. Promete-se hoje para descumprir amanhã. São todos iguais.

O São Paulo está sequestrado. É refém. Está sufocado num porão do Morumbi onde essa gente se reúne periodicamente para debater o futuro sem qualquer conhecimento. Não sabem de futebol, não sabem de administração, não sabem de gestão. E para o profundo sofrimento de milhões de torcedores, não há previsão de resgate.

Ninguém pede resgate e ninguém se mostra disposto a resgatá-lo.

O São Paulo está fadado ao enfraquecimento sem freios se continuar nas mãos de 0,0007%– ínfimo percentual de conselheiros diante da imensa terceira maior torcida do país. Esses que babam por banalidades como ingressos e passagens. O álibi de Leco de ter herdado um clube caótico prescreveu. Ele é tão responsável como seus antecessores, e daqui para frente mais do que eles.

Douglas Schwartzmann, ex-diretor de marketing e conselheiro do São Paulo — Foto: Marcelo Hazan

Douglas Schwartzmann, ex-diretor de marketing e conselheiro do São Paulo — Foto: Marcelo Hazan

Entre a coragem de fazer o São Paulo avançar e o comodismo de se ajeitar na política de conchavos, o presidente deixa clara sua opção. Entre a ousadia de procurar mentes novas, apolíticas e dispostas a estimular o São Paulo e o conforto de se cercar de bajuladores, também.

Acalmar o Conselho com agradinhos como viagens ao lado dos jogadores é método ultrapassado. Já era velho quando praticado por Juvenal Juvêncio, muito mais competente, mas tão eficaz em cultivar poder que se perdeu em meio a conchavos e alianças.

A versão oficial diz que o AeroLeco simboliza a pacificação do clube com o convite a diversos partidos políticos são-paulinos. É preciso ser muito burro para aceitar essa explicação. Pacificar com carne, vinho e cerveja argentinas? Ignorar que quem se abraça hoje trocou insultos há meses e trocará novamente em 2020, quando haverá eleições?

Entregar cargos executivos a conselheiros também serve para pacificar? Tornar um assessor pessoal remunerado é pacificador?

Enquanto isso, não há planos para o Morumbi, para o CT da Barra Funda, para o marketing, não há ambição para o futebol, não há sintonia entre base e profissional, não há nada que possa interessar ao torcedor.

A indecente viagem de Córdoba ficará gravada como um dos tristes capítulos do interminável sequestro do São Paulo.”

Globo Esporte

Nota do PP: eu iria escrever um editorial nesta linha. Mas o Globo Esporte, através de seu editor Alexandre Lozetti, falou por mim. Por isso coloquei neste espaço de meus comentários.

O time deste domingo deve ser analisado individual, não coletivamente

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo venceu o São Bento por 1 a 0, golaço de Henanes. A vitória seria obrigatória, jogasse com qual formação fosse. Titular, misto ou reserva. Até Sub-20. Tinha que ganhar. E ganhou. Pronto. É o que basta para falar do todo da partida.

A análise que quero fazer é individual. Quando recebi a escalação gostei, pois entendo que só veremos a qualidade do elenco se ele for colocado à prova. Não é treinando contra Sub-20 em Cotia que os jogadores vão mostrar se podem ou não serem substitutos dos titulares. Além do mais, exceção feita ao Palmeiras, que tem uma financeira por trás e pode se dar ao luxo de ter três times, nós continuamos, como a quase totalidade dos times, buscando ter um time, com bons reservas que possam substituir os reservas em casos de contusão, suspensão ou mesmo fazendo rodízio.

Não é só pelo jogo contra o São Bento que vamos poder cravar se o elenco é forte, confiável, ou não. É por uma sequência, mas é fato que já deu para ter ideia se melhoramos ou pioramos em relação ao ano passado. E acho que evoluímos.

Nossos dois goleiros – Thiago Volpi e Jean – são melhora que Sidão e Jeanm que tínhamos em 2018; nossos laterais reservas – Igor Vinicius e Leo – são melhoras que Edimar. E fico por aqui porque não tínhamos lateral direito reserva. E vou além: gostei bastante de Igor Vinicius e Léo. Ambos cobrem bem a defesa, fazem a linha de fundo, quando precisam entram na diagonal, partem para cima dos marcadores. Entendo que Reinaldo e Bruno Peres ainda são titulares, mas com o tempo Igor Vinicius pode assumir essa posição.

Rodrigo foi uma boa surpresa. Me pareceu muito firme na zaga. É bem verdade que teve ao seu lado Bruno Alves, que para mim deveria ser titular do time ao lado de  Arboleda. Mas o garoto mostrou personalidade, inclusive para sair jogando algumas vezes, se aventurando no ataque.

Apesar de alguns erros de passes – problema crônico de todos os volantes do São Paulo – Willian Farias me pareceu bom marcador. Sabe se posicionar à frente da zaga e dar cobertura quando os zagueiros descem. Já Araruna…bem, Araruna é Araruna. Muitas vezes me dá desânimo em assistir ao jogo do São Paulo quando vejo essa garoto em campo. Bom menino, mas com futebol muito limitado.

Gostaria muito de ter visto Jonathan Gomez jogando como segundo volante, desde o início do jogo. Mas ele entrou no lugar de Hernanes. E perdeu o pênalti. Então sua volta foi horrorosa. Terei paciência para esperar e vê-lo, uma hora, jogando de segundo volante.

Na frente, me parece que Helinho está sentindo muito a mudança para o profissional e as cobranças que tem sido feitas contra ele. Já Antony, que se encheu de moral com a conquista da Copinha e o prêmio de melhor jogador do torneio, entrou com muita confiança e mostrou que poderá fazer sucesso. Só acho que ambos devem ganhar uma atenção especial da comissão técnica no que tange à parte física. Precisam ganhar massa muscular, pois são frágeis e não aguentam uma dividida.

Para fechar, Gonzalo Carneiro não é o cara que tem que ser titular, mas pode ser útil num momento de necessidade de atacantes com movimentação. Ele brigou muito e isso me deixou confortável para elogiar seu futebol.

Projetando a quarta-feira, me parece claro que Hernanes começa jogando e Nenê também, com Helinho indo para o banco. Do contrário Jardine não deixaria o garoto jogando a partida inteira hoje e Nenê no banco. Acho que a sinalização foi clara.

A semana começa com essa decisão. O ano de 2019 chega, finalmente, à temporada.

Quero o técnico do Sub-20, não o fake dele.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, durante o jogo desta quinta-feira, no Pacaembu, lá pelos 40 minutos do primeiro tempo, um amigo me perguntou: “Nosso técnico não seria aquele que era do Sub-20?”. Minha resposta foi rápida: “Esse é fake”.

Cadê o Jardine que ganhou tudo com o Sub-20, que fazia um time jogar bonito, permitia que nós, leigos, entendêssemos a tática montada, e sobrava nos torneios? Cadê o técnico prodígio, que muitos aqui mesmo no Tricolornaweb pediam para ser fixado como técnico do profissional, que em entrevista após um jogo no Morumbi, ainda como interino, batia no peito e bradava que se achava em condição de comandar a locomotiva?

Sei que estamos na pré-temporada, eu mesmo tenho tratado o Paulista como tal. Mas esse período está acabando: resta apenas uma partida, domingo, contra o São Bento. Quarta-feira que vem a cobra vai fumar. E se não souber domar, o ano estará perdido, em pleno mês de fevereiro.

Vi um post do Sombra, comandante do Estádio 97 e nosso colunista, onde ele diz que “se o ano do São Paulo for a Libertadores, o planejamento, incluindo escolha do treinador, foi errada. Se o objetivo é a longo prazo, a derrota e o mau futebol ainda são aceitáveis. Ainda.” Perfeito. Corroboro da mesma opinião. Mas confesso que a essa altura do campeonato, já iniciando o mês de fevereiro, levando-se em conta que o elenco se apresentou em 03 de janeiro, então com um mês de treinamentos e seis jogos realizados, o balanço é muito ruim: duas vitórias e quatro derrotas. Isso, num campeonato por pontos corridos, nos colocaria na zona de rebaixamento.

E notem: podem criticar a diretoria, seja lá o que for, mas garanto que o elenco do São Paulo deste ano é muito melhor do que o de 2018. Digo mais: do time titular, ou que se imagina como o principal, todos, eu disse todos seriam titulares em outras equipes grandes. Portanto o erro está no banco, não no campo.

Contra o Santos sofremos um gol de cabeça, onde Arboleda e Bruno Alves não se entenderam e Thiago Volpi não saiu para cortar a bola na pequena área. Contra o Guarani tomamos um gol de cabeça, onde Arboleda e Anderson Martins marcavam seus jogadores, mas Liziero, a quem caberia acompanhar quem vinha de trás, falhou. Ou seja: bola aérea em nossa área está virando um tormento. Só quero lembrar que o futebol argentino trabalha muito com esse tipo de jogada. E andei vendo alguns lances do Talleres, é um time que joga fechado e quando desce, sempre o faz pelas laterais com bolas alçadas para a área.

Voltando ao jogo desta quinta-feira, verdade seja dita: Jardine mostrou que é muito ofensivo. Enquanto outros técnicos terminariam com dois volantes, mudando apenas as peças da frente, ele terminou com um zagueiro e um volante. O São Paulo massacrou o Guarani. O goleiro deles foi o melhor em campo, fazendo ao menos cinco defesas impressionantes. Isso tudo pode até amenizar a derrota, mas fica a pecha de um técnico que tentou de tudo, mas parou na armadilha do Osmar Los, aquele que quase rebaixou o time lá de Itaquera.

Talvez o erro tenha sido colocar laterais funcionando como meias, pois Bruno Peres e Reinaldo entravam em diagonal, não auxiliavam Helinho e Everton. Talvez o erro tenha sido fazer de Arboleda o armador e elemento surpresa. Sim, em dois momentos a bola foi atravessada de um lado a outro, dentro da área, e foi ele quem aparece para, atabalhoadamente, perder o gol. Talvez o erro tenha sido fazer de Pablo um meia, porque Diego Souza quer ser centro-avante. Não tivemos nem um, nem outro.

Enfim, quando se imaginava que ontem teríamos em campo, finalmente, o time que vai jogar na quarta-feira que vem, para que eles possam folgar no domingo, não tivemos. E não sabemos qual é esse time.

A pré-temporada está acabando. Domingo é o último teste. Que Deus nos ajude.

Derrota fora dos planos, mas condizente com o momento dos times

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo perdeu o clássico, que serviria como termômetro do estágio em que nos encontramos nessa pré-temporada. Mas o resultado foi absolutamente justo e mostrou que o Santos está bem à nossa frente. Curiosamente ele não fez pré-temporada em Orlando, na Florida Cup. Pelo que me consta, jogou um único amistoso – contra o Corinthians, em Itaquera – e já iniciou o Campeonato Paulista. Três jogos, três vitórias.

Não estou aqui para analisar o Santos, mas confesso que fiquei surpreso como Sampaoli conseguiu, em tão pouco tempo, embutir suas ideias e plano de jogo ao elenco e os jogadores assimilares. Mais do que isso, realizarem em campo o que se pediu em treino. Na mesma proporção, me prendendo apenas ao clássico deste domingo, me surpreendeu como Jardine não conseguiu embutir no elenco suas ideias e plano de jogo e os jogadores não assimilarem e, consequentemente, não traduzirem em campo o que eventualmente treinam.

Derrotas fazem parte de qualquer caminhada num campeonato. Mas não podemos aceitá-las passivamente, sem questionarmos ou apontarmos erros. Li um comentário aqui no Tricolornaweb que o time que esteve em campo contra o Santos jogou o mesmo futebol daquele que disputou o segundo turno do Brasileiro de 2018. Fato! Muito bem observado.

Jardine prima pelo futebol ofensivo, posse de bola e marcação alta, ou seja, no campo adversário. Hoje, ele mesmo confessou na coletiva, não ousou atacar tanto e jogou um pouco mais recuado, esperando erros do Santos para contra-atacar. Só que o Santos não errou e o São Paulo tomou um verdadeiro baile no Pacaembu. Não fossem ao menos duas defesas maravilhosas de Thiago Volpi, e o goleada estaria desenhada. Ele falou no primeiro gol, sim, mas salvou o time de algo muito pior.

Helinho justificou o que defendi no editorial pós conquista da Copinha. Apesar de estarmos muito felizes, temos que ter calma e não podemos ficar exigindo que subam esse ou aquele. Helinho é um bom jogador, mas não tem porte físico. Por isso não parte para cima dos adversários como o faz no sub-20. Por isso não defendo a subida de Antony & cia. Vamos dar tempo ao tempo e prepará-los adequadamente, não para vender, mas para ocuparem um espaço considerável no time profissional.

Continuo não me jogando do 25º do prédio, assim como não esgotei estoque das casas de fogos nas duas vitórias anteriores. Ainda há mais dois jogos antes de chegarmos à Libertadores. Vou esperar esse dia.

Para encerrar, um recadinho a Leco, Raí e os demais palpiteiros, que vão entender o que quero dizer: o time não está pronto para jogar qualquer torneio, ao contrário do que os senhores pregam. Jogadores do quilate de Diego (Flamengo), Ganso e Pato caberiam e cabem, sim, no time. Um já renovou o contrato e vocês não trouxeram. Ainda restam dois. Estou de olho.

São Paulo continua sendo aprovado nos testes da pré-temporada

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo goleou o Novorizontino nesta quinta-feira, fora de casa. Sim, fora de casa. Isso é o que quero chamar a atenção. Não me lembro, durante as passagens de Dorival Jr e Diego Aguirre, de golearmos alguém em casa. Muito menos fora. Era um tal de 1 a 0 (quando conseguia) e segura o jogo.

É inegável que André Jardine tem viés ofensivo e está implantando isso no time. Se ainda não é possível ver totalmente claro o esquema tático, já dá, ao menos, para sentir essa tendência.

Nos tempos de Aguirre, a preocupação era com a defesa e a marcação. O time jogava com três volantes. Chegou a jogar com três volantes e três zagueiros. Jardine, por sua vez, manteve no jogo desta quinta-feira dois volantes, mas colocou um quadrado lá na frente.

Apesar de Nenê começar aberto pela direita – de onde, inclusive, deu uma linda assistência para Everton marcar o primeiro gol -, Diego Souza vindo de trás, Everton na esquerda e Pablo centralizado, as trocas de posições foram constantes. Ora Pablo voltava e Diego Souza virava referência (foi assim que ele fez o segundo gol); ora Pablo abria por um lado e Nenê centralizava; mesmo Everton não mantinha posição fixa.

Só que, convenhamos, a mudança radical de estilo de jogo de Aguirre para Jardine leva um certo tempo. Demanda muito treino e alguns jogos. Por isso o Campeonato Paulista está sendo muito bom. E não pensem que não quero ser campeão paulista, que estou dando de ombros para esse campeonato. Quero ganhar sim. Quero ganhar todos os campeonatos que participamos: Paulista, Libertadores, Brasileiro, Copa do Brasil. O que tiver pela frente. Se for para disputar só para participar, é melhor não ir. Mas entendo que, contra adversários fracos, temos que nos impor e fazer os testes necessários.

Em resumo, pegamos dois times do interior e goleamos: um em casa e um fora. Nossos maiores adversários derraparam contra esses mesmos times do interior. O único que está emparelhado com o São Paulo é o Santos. Por isso o clássico de domingo será muito bom para testarmos nosso estágio.

E não posso encerrar meu comentário sem deixar aqui minha saudação ao nosso São Paulo, completando hoje 89 anos de existência. Suas glórias vem do passado, voltarão no presente e seguirão no futuro.