O time dos empates empatou mais uma em casa

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo conseguiu mais um empate, em casa, agora contra o Grêmio. Sim,  o time dos empates que empatou  neste segundo turno, em casa, contra América-MG, Atlético-PR, Fluminense, Flamengo e agora Grêmio. E quer ganhar campeonato como?

Sei que já fui chamado de corneteiro, mas tenho dito reiteradamente e não vou me cansar de falar e escrever: o São Paulo não pode mais ser coadjuvante. Tem que voltar a ser protagonista.

É fato que, por incrível que pareça, jogamos melhor do que o Grêmio. Os gaúchos deram um único chute a gol no primeiro tempo, obrigando grade defesa de Jean. O São Paulo, que foi dominado nos primeiros 15 minutos, tomou as rédeas da partida a partir deste ponto e me fez crer que poderia vencer. Mas com Trelles não acertando um chute a gol – ele é centro-avante -, Nenê não concluindo uma única jogada, os pontas tentando alguma coisa, mas geralmente perdendo de seus marcadores e dois volantes que não conseguem arriscar um único chute a gol, me fez crer que desta vez tivemos a bola, mas não conseguimos transformar a superioridade em gol.

Menos mal que André Jardine não inventou. Fez o arroz com feijão e colocou o time que ganhou quase tudo no primeiro turno. Só não tinha Rojas. Entrou Helinho. Clamor da torcida. Nem digo que decepcionou, mas mantém uma pegada que já tinha no sub-20: se desliga do jogo muito facilmente. E não me venham dizer que estou querendo queimar o garoto. Peguem tapes dos juniores e me digam se estou errado. Ele não era titular nas equipes de base exatamente por esse marasmo em que as vezes se envolve.

Segundo tempo e o São Paulo melhor. Algumas chances apareciam, mas caíam com Trelles. Ou ele errava, ou cometia falta. Entrando no segundo tempo ele vinha salvando a equipe. Mas nos enganou. Começando o jogo percebemos o quão ele é ruim. Colombiano por colombiano, enquanto uns contratam Borja, nós contratamos Trelles. Bem sinal dos nossos dias de hoje.

Estava evidente que Hudson não poderia continuar em campo. Estava errando mais do que o Trelles. Mas o primeiro a sair foi Helinho, para a entrada de Antony. Eu até poderia criticar o Jardine por isso, mas ele explicou na coletiva que Helinho pediu a substituição por estar com câimbras nas duas panturrilhas. Aí veio Shaylon no lugar do ineficaz Nenê. Aliás, pelo que jogou nesta quinta-feira, dá para perceber a razão do Aguirre tê-lo colocado na reserva.

Shaylon, por incrível que pareça, foi melhor que Nenê. Mas não se iludam. Shaylon é Shaylon. Isso só basta para não nos iludirmos.

Por fim Liziero entrou no lugar de Hudson. Acho que Jardine demorou demais para essa alteração. Mas fez. E não vou crucificar o técnico do São Paulo. Foram apenas três dias de treinamento. Impossível imaginar que ele vá dar novo padrão para o time em tão curto espaço de tempo.

Continuamos na briga pelo G4, mas deixamos de ganhar no confronto direto, de quem está na nossa frente (em número de vitórias). Agora não dependemos só de nós para entrarmos na fase de grupo da Libertadores.

Pode parecer uma bobagem essa, mas se entrarmos na pré-Libertadores, muda toda a fase de preparação. O planejamento que foi feito com Florida Cup vai por água abaixo, porque a pré-Libertadores começa em fevereiro, enquanto a fase de grupos só começa em março.

Mas não há o que reclamar. Foi o próprio elenco quem determinou essa sorte. Portanto, que se virem para mudar.

 

Mais um empate no Morumbi de um time que não tem cérebro

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo empatou com o Flamengo no Morumbi, em 2 a 2 e tem que levantar mãos aos céus, pois poderia ter sido pior. Culpa do péssimo futebol apresentado de um time acéfalo. E aí, culpa, então, do técnico, que não consegue dar criatividade ao time, tira o único meia que tinha essa condição e arma o time, dentro de casa, com três zagueiros, três volantes e dois laterais – sim, laterais, não alas -, deixando apenas Diego Souza e Gonzalo na frente.

Era visível o posicionamento tático do time para quem estava no Morumbi: três zagueiros, com Arboleda cobrindo o lado direito, Anderson Martins o esquerdo e Bruno Alves o centro. Sim, digo centro porque ele não foi líbero. Quem viu Valber jogar sabe o que é ser líbero. Cinco jogadores no meio, quase que em linha, da direita para a esquerda: Bruno Peres, Luan, Jucilei, Liziero e Reinaldo; Diego Souza e Gonzalo centralizados na área.

Na minha cabeça passou um filme dos bons tempos de nosso 3-5-2, onde estávamos longe de ser retranqueiros. Ali Cicinho descia forte por um lado, Junior pelo outro. Josué ficava, mas Mineiro apoiava; Danilo armava. Que tempo. Hoje Bruno Peres não desceu, Reinaldo, nas vezes que tentou, errou e quem armava era…era…era…era…sei lá. Talvez Liziero. A coisa deu mais certo quando o garoto Luan se soltou e tentou ir para a frente. Aí saíram nossas melhores jogadas.

Aguirre não montou um time para amarrar o Flamengo e sair em contra-ataque. Fosse assim não teríamos tomado o gol de empate tão logo marcamos. A marcação foi bisonha e ninguém sabia o que fazer com a bola. Aliás, se cabia a Liziero alternar com Reinaldo o lado do campo, eles não foram informados.

Acho que o treineiro viu que a coisa não estava boa. No intervalo mudou o esquema, deixando Anderson Martins no vestiário e voltando com Helinho. Na primeira bola que ele pegou trouxe para dentro e mandou uma bomba, marcando um golaço. Deu para sentir que a coisa iria render e que estava ali o substituto do Rojas.

Não sei se por sentir o peso da responsabilidade – acho mesmo que foi isso – ou por ordem do banco, ele encolheu a perna e desistiu de partir para cima do seu marcador. Ao contrário, perdeu contra-ataques e várias jogadas. Mas não entendam que estou aqui jogando nas costas do garoto a responsabilidade. É apenas uma análise. Independente de ter sentido o jogo, acho que tem que ficar no time e fazer o lado direito enquanto Rojas não volta, o que só vai acontecer no próximo ano.

Mas Aguirre continuou errando. Ao tirar Gonzalo e colocar Edimar, passando Reinaldo para a frente, coroou um cara que estava fazendo sua pior partida desde a volta para o São Paulo e acabou com nosso contra-ataque, pois Diego Souza não conseguia mais nem andar em campo. E completou o show de horrores quando Luan se macucou. Seria a hora de colocar Nenê, ou Shaylon, para dar opção de saída de jogo, mas ele colocou Araruna. Sofremos pressão e, com  Sidão no gol, isso é elementar, tomamos o empate.

Aguirre expirou seu prazo de validade. Ele calou a boca de todos, colocou o time na liderança por várias rodadas, mas acabou caindo para a realidade do elenco e dele. Nosso lugar é esse mesmo, não vamos passar disso. Agora é torcer para conseguirmos nos manter em condição de ir para a Libertadores na fase de grupos, não na pré. Corremos até esse risco, pois sábado que vem temos o Corinthians, em Itaquera, enquanto o Grêmio pega o Vasco, no Olímpico. Portanto, é só pensar um pouco para nos depararmos com uma quinta posição logo aí na frente.

Não prego a demissão do Aguirre agora, mas já não defendo a renovação do contrato para o próximo ano. Quero treinador novo, vitorioso, para termos um time vitorioso.

Vitória sofrida de um time que jogou como pequeno

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo quebrou o jejum sem vencer há vários jogos e bateu o Vitória, em Salvador, por 1 a 0. Mas seri desnecessário sofrer o tanto que sofremos se o time tivesse um pouco mais de ousadia ofensiva.

Aguirre, teimosamente, repetiu o time que vinha escalando e não estava dando certo. Reinaldo fez uma ótima partida contra o Corinthians jogando por esse setor, e só. O meio de campo acéfalo, pois o lógico seria termos Diego Souza como meia. Mas ele se revezava com Gonzalo no meio da área.

A formatação tática do time, de fato, era um 4-4-4, sendo que os quatro que formavam a linha de meio eram Hudson, Luan, Rojas e Reinaldo. Mas os dois últimos jogando abertos deixavam o “pensamento” do time por conta de Hudson – horrível no passe – e Luan, muito jovem para assumir essa responsabilidade.

Achamos um gol, essa é a verdade. Ouvi Bruno Alves falar, depois do jogo, que era uma jogada treinada por Aguirre. Mas por que não treinar esse tipo de jogada, de finalização, com um atacante ou meia? Certamente a precisão do chute será melhor do que a de um zagueiro.

Mas vamos lá, que tenha sido ensaiada – que bom que temos algo assim -, mas inexplicavelmente o time puxou o freio de mão, se desligou do jogo. O Vitória, time que está na zona de rebaixamento, que sofreu 52 nos neste Brasileiro, passou a mandar na partida e pressionar o São Paulo. Arboleda e Bruno Alves foram dois gigantes.

No segundo tempo ele colocou Trellez no lugar de Gonzalo e a coisa piorou. O uruguaio ainda puxava alguns ataques, ganhava algumas jogadas. O colombiano praticamente não pegou na bola. Depois colocou Nenê, que deu toquinho de calcanhar na primeira jogada, mas também voltou a jogar mal.

O lado positivo é que encontramos um jogador que funciona como segundo volante, dá velocidade e qualidade na saída de bola: Luan. Prova que um trabalho bem feito na base pode gerar ótimos resultados.

Mas vamos lá: ganhamos o jogo. Está certo. Só que, ao contrário de outras partidas onde ganhávamos de 1 a 0 e víamos uma entrega total do time, dando a certeza de suas união e força, desta vez não. Ganhamos porque o adversário era realmente muito fraco e está fadado ao rebaixamento.

Continuamos no G4, o que já será um prêmio para a qualidade do nosso elenco se chegarmos assim até o fim do Brasileiro.

Empate melancólico de um time que esqueceu o que é garra

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o empate entre São Paulo e Atlético-PR neste sábado, no Morumbi, foi digno de dó. Dois times sem técnica, sem garra, sem nada, tornando o sábado frio, de quem foi ao Morumbi, pouco mais de 13 mil pagantes, enfadonho.

Apesar de três bolas na trave – duas do São Paulo, uma do Atlético-PR – foi um jogo de dar raiva, pela apatia e falta de estrutura tática, principalmente do São Paulo.

O time escalado por Diego Aguirre deu raiva. Dentro do Morumbi, precisando da vitória, ele mantém o lado esquerdo com Edimar e Reinaldo, uma invenção que deu certo no jogo do Corinthians por ser uma surpresa. De lá pra cá, em todas as tentativas, nada deu certo. Pior, porque ao invés de fazer a ala esquerda Reinaldo virou o cérebro do time, caindo pelo meio para armar o jogo. Inicialmente eu pensei que isso fosse função de Diego Souza, mas ele ficou lá na frente, ocupando o mesmo espaço de Gonzalo Carneiro.

Ainda que o uruguaio tentou algumas jogadas, conseguiu até criar chance de gol, perdida pelo próprio Diego Souza, numa das bolas que bateram na trave. Mas com pouca movimentação, Diego Souza mais atrapalhou do que ajudou. O meio de campo do São Paulo ficou acéfalo. Vamos reconhecer que Reinaldo vive grande momento, mas depender dele para ser o armador do time, só na cabeça do Aguirre.

Do lado direito tinha o Araruna que marca bem, mas é péssimo no ataque, pior ainda na armação. Rojas tinha que se desdobrar e tentar fazer as jogadas sozinho.

No segundo tempo, já com 20 minutos, Aguirre colocou Nenê em campo, mas tirou, erroneamente, Diego Souza. O lógico ali seria tirar Edimar, voltar Reinaldo para a posição dele e colocar Gonzalo mais deslocado para a esquerda. O time até cresceu de produção, mas não o suficiente para levar perigo ao gol do Atlético.

Aguirre então, voltou  a errar, ao colocar Trellez o lugar de Gonzalo, o único que ainda fazia alguma coisa. Verdade que o time foi para cima, que o goleiro do Atlético teve trabalho duas vezes, mas foi muito pouco para o volume de jogo que esse time tinha até alguma semanas atrás.

Em todo o Campeonato Brasileiro o São Paulo nunca demonstrou qualidade técnica exuberante, nem ganhou jogos que nos fizeram crer que éramos imbatíveis. Mas a raça, a dedicação, a vontade de ganhar, faziam do São Paulo o grande favorito ao título, pois essa determinação supria a falta de técnica e até de elenco.

Tudo isso sumiu e hoje, sem querer ser alarmista, o que vejo em campo é um time que em muito pouco se difere daquele que lutou para não cair ano passado. Se já deixei de acreditar no título, agora começo a colocar em dúvida nossa capacidade de ir para a Libertadores. Estamos num viés de baixa impressionante e será difícil reverter esse quadro.

Quanto a Aguirre, o gato subiu no telhado. Sou radicalmente contra sua demissão, mas nesse momento não arriscaria a renovação do contrato que se encerra em dezembro deste ano. Raí foi muito sábio – e de novo teho que me render a ele – que no momento em que todos pediam, ou mais, exigiam a renovação do contrato do técnico uruguaio, ele ponderou, disse que esperaria o momento certo e fez o correto. Hoje, aqueles torcedores que reputavam em Aguirre um grande técnico, já o chamam de burro.

Por isso temos que dar tempo ao tempo e esperar o que tem por vir. Não tiro do meu foco a ideia de que Libertadores já estará de bom tamanho para o elenco que temos e para a terra arrasada que existia no São Paulo. Mas 2019, que já está sendo planejado, tem que ser com muito cuidado, pois o comandante poderá não ser o que hoje dirige o time.

 

 

Não se vai do inferno ao céu em tão pouco tempo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, chegou o momento de refletirmos sobre o momento do São Paulo, em todos os seus setores, que influenciam, inevitavelmente, o futebol.

Está claro, ao menos em minha cabeça, que não se conserta em um ano o que estragaram em dez. E que estrago!

Com muitas pessoas com as quais converso, e que tem, de alguma forma, muito conhecimento sobre o todo do São Paulo, me dizem que é incalculável o buraco em que Juvenal Juvêncio nos colocou. Às custas de se manter no poder a qualquer preço e qualquer custo, foi conquistando apoiadores das mais diversas maneiras, com cargos, viagens com a delegação, obras que não cabiam no orçamento, antecipações de receitas, contratações erradas com preços acima do mercado. Enfim,, deixou o São Paulo com dívidas assombrosas, e estado pré-falimentar. E notem: ao cometar que escreveria esse editorial me disseram que tudo o que eu falasse ainda seria pouco para o quadro que encontraram no clube.

Veio, então, o nefasto Carlos Miguel Aidar, que chegou prometendo austeridade, corte de despesas, revolução administrativa, mas que acabou renunciando após diversas denúncias de irregularidades. A primeira sua namorada, Cinira, negociando jogadores.  Vou lembrar aqui o caso Iago Maidana, o mais grave. A negociação envolveu três clubes. Uma empresa chamada Itaquerão Soccer tirou o zagueiro do Criciúma ao preço de R$ 800 mil e o registrou por dois dias no Monte Cristo (clube da terceira divisão goiana) antes de vender 60% de seus direitos econômicos ao São Paulo por R$ 2 milhões. Esse processo está no Ministério Público e corre em segredo de justiça, porque uma testemunha foi ameaçada.

Aliás, foi na gestão Carlos Miguel Aidar que apareceu o Jack. E não é um personagem. Ele existe. Trata-se de Jack Banafsheha, um empresário americano (ou chinês, é um mistério), que tinha como representante comercial (legal, mas imoral) no Brasil Douglas Schwartzmann, conselheiro e. à época, diretor de Comunicação e Marketing do São Paulo. Ele (Jack) receberia uma comissão de R$ 18 milhões pelo acordo firmado com a Under Armour para fornecer material esportivo ao São Paulo. A comissão só não foi paga porque o Tricolornaweb denunciou e o Conselho Deliberativo impediu. Seria mais uma fuga gigantesca de capital.

Leco pegou o clube nessa situação: estado pré-falimentar. Dívidas com bancos incalculáveis, linhas de crédito zeradas pela falta de credibilidade, jogadores sendo vendidos a rodo para que funcionários pudessem receber que o clube conseguisse cumprir com pagamentos que eram básicos.

Inegável o mérito da atual diretoria em recompor as finanças. Sem indicar nomes, prefiro deixar no coletivo. A promessa que foi feita e abril, quando o balanço de um ano da atual gestão foi apresentado era de que em 2019 as vendas de jogadores já não mais seriam necessárias para cobrir custos.

Os patrocínios voltaram, os bancos renegociaram, a dívida passou a ser reduzida e hoje já está num patamar aceitável  para não afetar a saúde do clube.

Entro, então, no futebol. Ano passado ainda patinamos na briga contra o rebaixamento. Tínhamos uma diretoria política numa área tão técnica e que é, seguramente, a mais importante do clube. Com a indicação de Raí para a diretoria, e a formação com Ricardo Rocha e Diego Lugano, a profissionalização passou a existir com quem entende do assunto. É inegável a grande mudança que houve de 2017 para 2018. Hoje brigamos – ainda – pelo título, que pode estar difícil, mas o consolo de uma vaga para a Libertadores parece assegurado.

Quem em sã consciência achava, em janeiro, que estaríamos nesse patamar a esta altura do Campeonato Brasileiro? Se existe uma frustração, por termos caído da liderança para a quarta colocação em tão pouco tempo, é porque chegamos mais longe do que poderíamos. O time não foi desmontado no meio do ano e os jogadores que saíram, eram aqueles que a torcida não aguentava mais, representavam despesas e irritação ao torcedor. As contratações foram pontuais e, salvo um errinho aqui, outro acolá, o balanço foi muito positivo.

Entendo que o plantio que está sendo feito para 2019 é muito bom. E ainda acredito que será uma vitória descomunal se conquistarmos um grande título ano que vem, porque será o segundo ano da arrumação de uma casa devastada.

Mas ainda há o que se fazer e o que se reparar. O São Paulo ganhou muitos títulos importantes quando tinha uma grande estrutura por trás. Inesquecível o time do Reffis, envolvendo, além da fisioterapia, a fisiologia, quando contávamos com Turíbio Leite, Luiz Rosan e Carlinhos Neves. A falta de profissionais desse quilate talvez possa explicar o número excessivo de lesões musculares que nos causou a queda no Brasileiro.

Nosso estádio, que passará por uma pequena reforma de modernização no começo do próximo ano, precisa ser mais bem utilizado. Temos hoje o Maurinho, que foi administrador do Pacaembu por muitos anos e agora está conosco. Sinônimo de grande trabalho. Mas sinto falta de outros eventos para o estádio, como shows. Não podemos nos conformar com o fato de empresários preferirem as arenas. Temos estrutura superior para receber shows, mesmo para públicos menores, usando apenas parte do estádio. Enfim, é só sair e prospectar.

O horizonte que vejo para nosso clube é límpido e transparente. Não sou defensor – nem opositor – do presidente Leco, mas da mesma maneira que já fiz duras críticas a ele, sei também reconhecer o bom trabalho. Tenho sérias restrições a alguns acordos políticos que ele está fazendo, e serei um crítico ferrenho se forem concretizados. O risco de novos Jacks (re)aparecerem pode tornar turvo esse horizonte. Portanto, todo cuidado é pouco. #Ficaadica!

 

O sonho do título virou realidade de uma briga pela Libertadores

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, nosso sonho virou realidade. Não na maneira do sonhos de  Disney, onde The Dreams Come True, mas na força de nossa realidade: nosso elenco está no lugar certo e ainda devemos agradecer por isso.

Desde sempre tenho escrito em meus comentários, falado no Jornal Tricolornaweb que temos um time titular para disputar título, mas um elenco mediano que nos permitira, no máximo, estar na posição e que nos encontramos. Não se ganha um Campeonato Brasileiro com um time, sem um elenco. Estamos pagando o preço por isso.

Confesso que quando o São Paulo marcou o gol logo no primeiro minuto de jogo, imaginei que “o campeão estava de volta”. Ledo engano. Foi aquele último suspiro do moribundo, porque fomos massacrados. Pior: o Inter tinha uma única jogada que era a bola aérea, de qualquer lugar do campo.

Liziero, que fez um golaço, deveria ajudar Reinaldo na marcação. Mas Liziero, aparentemente, desaprendeu a palavra “marcar”. Rojas deveria ajudar Bruno Peres na marcação. Mas Bruno Peres, aparentemente, não conhece a palavra “marcar”. Anderson Martins, além de lento, não consegue sair do chão. Bruno Alves tinha que se virar sozinho. Depois de tantar umas 80 vezes, Leandro Damião empatou o jogo.

Imaginei que Aguirre, que não deve ter tido tempo de treinar esse tipo de jogada durante a semana, tivesse percebido e orientado a defesa. Mais um engano. Começou o segundo tempo e sofremos o segundo gol. De novo Leandro Damião. De novo bola aérea. Resultado merecido.

Então o São Paulo tentou acordar. Aguirre tirou Nenê e Liziero (eu teria tirado Hudson ou Jucilei) e colocou Trellez e Gonzalo Carneiro, recuando Diego Souza para a armação. Reconheço que o time teve uma ligeira melhora, passou a atacar, teve um gol anulado, perdeu gol com Diego Souza. Aí pergunto: não dava para ser assim o jogo todo?

Quando Anderson Martins fez o pênalti e Leandro Damião, já não dava para mais nada. Estava nos acréscimos. A incompetência do São Paulo foi referendada pelo terceiro gol colorado e a derrota acachapante.

Não vou jogar na lata do lixo o trabalho feito este ano. Tenho dito repetidamente que no começo do ano imaginávamos que brigaríamos para não cair no Brasileiro; depois passamos a almejar o meio da tabela; então passamos a vislumbrar a possibilidade de irmos para a Libertadores; aí passamos a liderar o Brasileiro. Por isso a decepção, a grande frustração. Talvez se tivéssemos ficado nessa região da tabela, entre terceiro e quinto lugar, estaríamos batendo palmas para o trabalho feito. Mas como chegamos a liderar, estamos revoltados.

Cumprimento, sim, o trio Rai, Ricardo Rocha e Lugano. Quero, sim, a continuidade de Diego Aguirre em 2019. Não se faz em um ano um trabalho para título depois de dez anos de estrago. Tenho certeza que estamos no caminho certo e que poderemos ter ótimos resultados e frutos no próximo ano. Basta manter a estrutura e reforçar o time.

Então vocês vão dizer: jogou a toalha pelo título? Não, não joguei. Ainda vou torcer muito e fazer contas. Mas tenho a realidade andando de mãos dadas comigo e não posso fugir dela, que é perversa.

Nova derrota vai escancarando os problemas do São Paulo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo perdeu um jogo que não poderia perder nunca, pois era um confronto direto na disputa pelo título, e agora se vê em situação muito delicada para conquistar o Brasileiro. Aguirre, mais uma vez, pode ser culpado pelo insucesso.

Poderia repetir o comentário que fiz após o jogo contra o Botafogo que não estaria fora de esquadro. Enquanto nossos adversários jogam quarta e domingo, disputando Copa do Brasil e Libertadores, nós temos uma semana para treinar. E a cada jogo pioramos.

Como sempre digo, não critico a escalação de Aguirre antes do jogo, pois já fui pego agradavelmente de surpresa em jogos passados, mas me dou ao direito de analisar sua performance. E foi horrível neste sábado. Ele afirmou que Everton não tinha condição para jogar os 90 minutos e que a ideia era ganhar do Palmeiras no segundo tempo. Estava prevista a entrada de Everton no lugar de Rodrigo Caio.

Só que a estratégia não deu certo. O São Paulo tomou o primeiro gol, entrou em parafuso, tomou o segundo e se o Palmeiras forçasse um pouco, faria três ou quatro gols ainda no primeiro tempo. Aí ele tirou Rodrigo Caio e Nenê no intervalo para colocar Everton e Gonzalo Carneiro. Ou seja: ficamos sem armador, porque, por pior que Nenê estivesse jogando, poderia ser um cara decisivo com Everton no time.

Mas Rodrigo Caio foi culpado? Claro que não. Ele jogou mal? Também não. O problema é que o time foi mal porque estava penso, dependia apenas de Rojas na frente, já que Bruno Peres, muito lento, não conseguia exercer a função, teoricamente, de Everton.

Nossa defesa, o ponto alto deste time deste a chegada de Aguirre, está uma água. Anderson Martins em péssima fase, falhando em todos os jogos, e sendo mantido como titular, enquanto Arboleda, nosso melhor zagueiro, fica no banco. Sidão uma emoção constante. Mas não boa, e sim, emoção “enfartante”.

Mais uma vez ficou claro que o São  Paulo de Aguirre não sabe jogar com a bola. E se precisa chamar o adversário para cima e sair na velocidade em contra-ataque, não é com Bruno Peres que vai encontrar o melhor momento ou a energia necessária. Se Everton Felipe não tem condição para isso, então é bom começar a pensar em devolvê-lo.

Aí vem então aquilo que nós já sabemos de cor e salteado: não temos elenco e não se ganha u campeonato como o Brasileiro apenas com um time. O Palmeiras jogou contra nós com apenas quatro titulares. Tem feito isso em todo o campeonato. E está liderando. Nós perdemos um ou dois jogadores e despencamos na tabela.

Não vou jogar a toalha, nem chamar o Aguirre de burro, muito menos pedir sua demissão. Continuo apoiando toda a diretoria e a comissão técnica, mas nossos problemas estão escancarados. Ficarei frustrado, sim, se não ganharmos o título, porque lideramos e tivemos tudo em nossas mãos. Mas terei que reconhecer que, para um time desacreditado, onde todos, lá atrás, falavam que brigaríamos para não cair, uma vaga na Libertadores de 2019 já estará de bom tamanho para o elenco que temos.

Mais uma semana para trabalhar, arrumar o time para pegar o Internacional em Porto Alegre. Eu, como torcedor do time da fé, acho que vamos ganhar lá dentro. Vamos São Paulo!

 

De bom resultado a desastroso: essa a avaliação do tropeço do Rio

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o jogo deste domingo contra o  Botafogo, ainda que no Engenhão, era um daqueles “ganháveis” para nos manter na briga pelo título. Ainda estamos, é verdade, mas já em terceiro lugar, com dois confrontos diretos com os que estão a nossa frente nas próximas duas rodadas e correndo o risco de, em caso de derrota para o Palmeiras no Morumbi, despencarmos para a sexta posição.

Antes de qualquer coisa, não vou aqui abrir campanha, como já vi alguns leitores, pelo Fora Aguirre. Ele é o grande responsável de chegarmos onde chegamos. Comete erros? Claro que sim. É humano. Mas tem uma infinidade maior de acertos do que de erros.

Neste domingo, por exemplo, ele entrou com um time que deu muito certo contra o Corinthians. Ali ganhamos de 3 a 1 com Reinaldo jogando de ponta. Mas hoje houve uma mistureira louca. Reinaldo virou meia, Rojas apareceu pelo meio, o time afunilou e parou na forte marcação, diria até retranca, do Botafogo.

A defesa, que vinha sendo o ponto alto do time, desandou. Anderson Martins foi um desastre. Bruno Alves, que precisava cobrir o lado direito, já que Bruno Peres estava completamente sem ritmo, acabava ficando sobrecarregado para consertar as bobagens do quarto-zagueiro. Sem contar que Edimar, do lado esquerdo, também era uma avenida. Reinaldo, que deveria ajudar na marcação, estava no meio, não corria pela ponta. Ou seja: total bagunça tática.

Menos mal que tomamos o gol e empatamos logo em seguida. Mas o São Paulo, mesmo tendo maior domínio de bola, não conseguia criar chances. Nenê, muito mal no jogo, aparecia como centro-avante, às vezes pelo lado do campo. No segundo tempo virou um verdadeiro ponta esquerda, com a entrada de Gonzalo no lugar de Edimar. Decisão completamente errada de Aguirre, pois fez Nenê render menos ainda do que vinha rendendo no jogo.

Mas o time chegou ao empate, pois Gonzalo entrou muito bem na partida. Então Aguirre errou de novo: tirou Nenê, mal e cansado, para colocar Rodrigo Caio. Mostrou claramente que se contentava com o empate, num momento em que o jogo estava aberto e o São Paulo estava melhor. Ali seria óbvia a entrada de Brenner para fazer o lado do campo, com Gonzalo centralizado e Diego Souza armando o time.

Empatando com o Botafogo seremos obrigados a ganhar do Palmeiras no Morumbi. E mais: não podemos, nem por sonho, pensar em perder do Internacional no Beira Rio. A sequência fácil para nós passou e nós não aproveitamos. Agora vem jogos difíceis. A sequência fácil ficará para o Palmeiras. Nós entregamos de bandeja o título para eles. Ou corremos atrás do prejuízo agora, sábado, ganhando de qualquer maneira, ou vamos nos contentar em brigar – eu disse brigar – por uma vaga na Libertadores.

Fico preocupado porque o time está só treinando, enquanto os outros estão disputando outras competições. E o nível vem caindo jogo após jogo. Mas, continuo no Fica Aguirre, pois não vou jogar no lixo por dois ou três jogos um trabalho que até outro dia era tido como o melhor do mundo.

Empate desastroso que coloca chance de título em risco

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, nem o mais pessimista do torcedor esperaria que o São Paulo não vencesse o fraco América-MG neste sábado, dentro do Morumbi. O placar de 1 a 0 no primeiro tempo, com gol marcado aos 46 minutos, seria uma mostra do que teríamos no final da partida. O empate castigou a má atuação do time, que vem em decadência desde o ínicio do segundo turno.

Aguirre surpreendeu novamente com a escalação. Ao optar por fazer de Rodrigo Caio um Militão – algo que não deu certo com Arboleda no último domingo – conseguiu extrair desse jogador mais segurança defensiva, mas acabou com o ataque.

Aliás, o time foi uma verdadeira bagunça. Do lado esquerdo estavam Reinaldo e Liziero. Só que Liziero jogou como segundo volante e Reinaldo raramente descia para o ataque. Era Nenê quem ocupava em alguns momentos aquela posição.

Em determinado momento veio a ordem para que Liziero fosse para a lateral e Reinaldo para o ataque, mas pouca coisa mudou. Ou melhor: foi numa jogada de Reinaldo com Nenê pela esquerda, em cobrança de falta, que saiu o gol de Diego Souza. Foi o alívio, pois o time fazia um primeiro tempo horrível, sem dar um chute a gol.

No segundo tempo o América saiu da retranca absoluta – entrou em campo com quatro zagueiros, quatro volantes, um meia e um atacante – e passou a se lançar no ataque. O São Paulo teve, então, o jogo que queria. E os contra-ataques estavam à nossa disposição.

Aguirre colocou Trellez e Regis para deixar o time mais rápido na saída de contra-ataque, tirando Everton Felipe e Liziero. Realmente isso passou a acontecer. E coube a Diego Souza dar as assistências necessárias par Nenê começar a desperdiçar oportunidades claras de gol. Uma delas foi com Regis que colocou a bola para Nenê e Reinaldo e os dois se atrapalharam na frente do goleiro.

O América dominava e o São Paulo perdia gols no contra-ataque. Até que o América marcou, empatou, o São Paulo perdeu o contra-ataque e voltou ter o domínio da bola. Aí não soube o que fazer com ela, pois o sistema nervoso falou mais alto e erros grotescos começaram a acontecer.

Aguirre foi muito infeliz na escalação e na montagem do time. Temos que considerar que estávamos sem três titulares absolutos: Bruno Peres, Rojas e Everton. Isso pesa muito, até porque fica cada vez mais claro a limitação do nosso elenco. Mas dava para fazer coisa melhor.

Esse empate coloca efetivamente em risco nossa chance de título. Ganhando hoje – vitória sempre obrigatória no Morumbi – abriríamos quatro pontos do Internacional, seis do Palmeiras e oito do Flamengo. Dependendo dos resultados deste domingo, poderíamos ter disparado na liderança. Ou, na pior das hipóteses, mantido a mesma situação, mas faltando uma rodada a menos para terminar o Brasileiro.

Mas não. Agora, dependendo do que acontecer, poderemos ficar um ponto atrás do líder, apenas um ponto na frente do terceiro colocado e três na frente do quarto. A luz amarela acendeu no fim do túnel. Eu diria mais: a luz vermelha acendeu bem ali à nossa frente. Vamos acordar, enquanto é tempo. Se é que ainda é tempo.

Clássico foi fraco, mas o empate não pode ser considerado mau resultado

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo empatou com o Santos, na Vila Belmiro neste domingo e dorme na liderança do Campeonato Brasileiro. O resultado está muito longe de ser considerado ruim, até porque é um clássico, foi disputado na Vila com torcida única e o Santos vem num crescendo dentro do Campeonato Brasileiro. Além do mais, estamos acostumados a perder lá e hoje trouxemos um ponto muito importante para nosso objetivo de título.

Aguirre surpreendeu, mais uma vez, na escalação. Enquanto a dúvida era se entrava Araruna ou Hudson na lateral direita, ele entrou com Arboleda. Quando muitos – inclusive eu – passaram a fazer um exercício para entender se Rojas seria o ala, ou se Hudson cairia pela direita com Everton jogando mais recuado, enfim, variações possíveis, Arboleda foi lateral quando o time atacou e zagueiro quando o time se defendeu.

Mas é preciso reconhecer que a ideia de Aguirre, desta vez, não deu carto. Por mais que ele tenha comemorado o empate e, de fato, não tenha sido ruim, não dá para não reconhecer que o esquema prejudicou Arboleda, um grande zagueiro, mas um péssimo lateral. Com isso o lado direito do São Paulo não existiu. Rojas até tentava algumas jogadas, e ganhava, mas sem tem com quem fazer o 1-2, acaba cruzando as bolas, sempre de maneira errada.

Do outro lado Everton e Reinaldo tentavam reeditar boas jogadas, mas Everton acabou sentindo nova contusão e teve que sair, já no final do primeiro tempo. Aguirre colocou Liziero em seu lugar. E de novo veio invenção: ao invés de Liziero e Reinaldo se alternarem do lado esquerdo, quem foi jogar ali foi Nenê. E acabou o futebol do nosso meia.

Diego Souza, que não conseguia ganhar uma única jogada, foi substituído por Trelles, que até levou perigo, teve chance de marcar, sofreu uma falta dentro da meia lua no último minuto, mas num verdadeiro futebol de peladeiros que estávamos assistindo, principalmente no segundo tempo, Nenê cobrou a falta como um destes peladeiros, no meio da barreira e desperdiçou ótima chance de marcar o gol da vitória.

Dormimos na liderança. Muito provavelmente só dormimos, porque não acredito em derrota do Internacional para a Chapecoense nesta segunda-feira. E vou torcer muito para, pelo menos, a Chape arrancar um empate, para a situação não ficar ainda pior e nós ficarmos dois pontos atrás do líder.

Sei que será momentâneo, pois estou colocando muita fé no título para o São Paulo. Será sofrido e decidido nas últimas rodadas. Mas vamos conquistar o hepta. tenho convicção.

 

Paulo Pontes