Mais uma derrota e a gota d’água: chega, Dorival. Não dá mais.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, acho que a gota d’água caiu e transbordou o copo: não dá mais para Dorival Jr. Estou me contradizendo, pois não defendo demissão de técnico. Entendo que um time que quer ser campeão precisa começar o ano com um técnico que faça o planejamento, se entrose com a diretoria para analisar o elenco, as contratações e siga seu trabalho. Mas jó foram oito rodadas do Campeonato Paulista, duas da Copa do Brasil e o time tem sido um verdadeiro fiasco. Chegamos ao cúmulo de ocupar a décima posição no ranking geral do Campeonato Paulista, onde 16 times jogam.

O pior é que as desculpas que ouvimos de jogadores e comissão técnica são as mesmas do ano passado, quando perdíamos uma partida atrás da outra, vivíamos na zona de rebaixamento e só se ouvia “precisamos da torcida”, “não se pode perder jogo contra este time”, “as coisas vão mudar, “temos que trabalhar mais”, enfim, um monte de frases prontas que servem, no máximo, para cumprir o papel de não se sentir derrotado. Mas o São Paulo hoje é um clube derrotado.

O primeiro tempo foi, mais uma vez patético, pífio. Não jogamos absolutamente nada e só fomos para o intervalo perdendo por 1 a 0 porque o Ituano, também, é um time medíocre. Mas Nene, Diego Souza e Marcos Guilherme formaram um ataque de risos.

As mudanças de Dorival para o segundo tempo até foram razoáveis. Ao colocar Valdivia e Trellez no lugar de Diego e Nenê, o time ganhou mais velocidade e foi para cima. Encontrou o empate. Fez até por merecer a virada. Mas tomou o segundo gol. E de novo sentiu o golpe e não conseguiu reagir. A desorganização tática em campo predominou e vivemos na base do chutão para a área. E não fosse Cueva ter perdido o pênalti no último minuto de jogo, ainda sairíamos de Itu com um empate, no mínimo, injusto.

Aliás, Cueva precisa de um parágrafo só dele. Errou feio na jogada que originou o primeiro gol do Ituano, pois do seu passe errado nasceu o contra-ataque e saiu o gol. Fez um belo segundo tempo até marcar o gol de empate. No final, desperdiçou o pênalti que nos daria o empate. Foi do inferno ao céu e voltou ao inferno em 90 minutos.

Agora vamos falar de Dorival. Não dá mais. É hora de mudar já. Não me perguntem quem eu traria para o lugar, porque meu nome sempre foi o Cuca. Mas sei que ele não quer trabalhar antes da Copa, pois tem contrato assinado com uma emissora de TV e, também, que seu gênio e seu estado constantemente depressivo pode piorar ainda mais a situação do São Paulo. André Jardine carece de mais experiência. Mancini, já disse no Jornal Tricolornaweb algumas vezes, quero que passe muito longe do Morumbi. Outros nomes ainda são piores. Alguns aqui já falaram do Zé Ricardo. Viram o time dele lá na Bolívia? Conseguiu tomar de 4 e só se classificou graças ao goleiro, que pegou os pênaltis.

Infelizmente estamos num mato sem cachorro. Além do mais, podem trazer o Guardiolla, pois com esse elenco, onde o lateral direito é um volante/zagueiro improvisado, e assim por diante, ninguém vai fazer milagre algum.

A partir de agora, mesmo tendo sentido isso lá atrás mas não dando a necessária guarida ao fato, começo a ficar desesperado por ver chegando o Campeonato Brasileiro. Que Deus nos ajude, porque o presidente…esse não quer ajudar.

É um paradoxo: derrota no clássico foi injusta, mas a merecemos.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo perdeu mais um clássico, dentro de casa. O resultado foi completamente injusto pelo que vimos em campo. Mas, por mais paradoxal que possa ser, merecemos a derrota, pois no futebol, como um dia alguém já disse, quem não faz, toma.

O primeiro tempo foi inteiramente dominado pelo São Paulo. O Santos não teve uma única chance, pois mesmo nos contra-ataques que apareceram ao time praiano, Arboleda e Bruno Alves, amparados por Jucilei, cortavam até com certa facilidade.

A bola do São Paulo, no entanto, continuou rolando de um lado para outro, sem profundidade. Algumas triangulações foram tentadas, mas desta vez não era contra a defesa do CSA ou do Bragantino. O buraco era mais embaixo. Mesmo assim, Wanderlei fez, no mínimo, duas defesas geniais, quase como dois gols para o Santos. Teve, acho – eu estava no estádio – um pênalti para o São Paulo. Provavelmente, houvesse árbitro de vídeo, teria dado. Mas isso não existe no Campeonato Paulista nem vai existir do Brasileiro, pois o presidente do meu clube “murou” e fugiu da reunião que decidiria o tema.

Comentei nas redes sociais, no intervalo do jogo, que a torcida teria que entender que o São Paulo só faria gol se tivesse uma jogada bem trabalhada, com perfeito entrosamento entre Nenê, Cueva, Diego Souza e Marcos Guilherme, porque pela própria característica de nossos jogadores de frente, contra-ataque não sairia. Em pelo menos duas oportunidades tivemos essa chance, mas a lentidão do time é escrachada e não será um Nene lançando para um Diego Souza que faremos gol à base da velocidade.

Veio o segundo tempo e eu esperava que o ritmo fosse igual. O gol sairia a qualquer momento, pois apesar dos pesares, o São Paulo não jogava mal, continuava dominando o jogo. Mas um contra-ataque do Santos fez a diferença. Sofremos o gol e o time entrou em verdadeiro parafuso. Me lembro o time de 2017, que até chegava a jogar bem, mas sofria um gol, sentia o abalo psicológico e não tinha poder de reação.

Para piorar as coisas, Dorival Jr entrou em ação: colocou Valdívia, o que era óbvio de se fazer, mas o fez errado. Ele ia entrar no lugar de Cueva. O detalhe é que Marcos Guilherme caiu e pediu substituição. Dorival então acenou para Valdivia mudando a substituição. Não contende, colocou Brenner no lugar de Cueva. Mas por que? O peruano era o mais lúcido dos jogadores de frente. Por que não tirar Petros, que além de ser um volante e estar sem ter a quem marcar, ainda fazia um segundo tempo medonho?

Completando a pataquada, colocou Trellez no lugar de Diego Souza quando, mais uma vez, o óbvio era tirar Petros. É fato que Diego Souza fez uma péssima partida, mas atuando do meio para a frente poderia crescer. Aliás, tivesse feito a coisa certa, colocando Brenner no lugar de Petros, colocaria Trellez  no lugar de Nene, esse sim visivelmente cansado, se arrastando no final da partida.

Tudo isso, no entanto, não quer dizer que se fizesse o certo o São Paulo viraria o placar. Brenner entrou muito mal, Trellez e limitadíssimo tecnicamente e Valdivia, cisca prá cá, cista prá lá, e não chuta, nem faz assistência, nem tem profundidade.

Somando-se tudo, o São Paulo se perdeu e saiu derrotado do clássico, merecidamente, por mais injusto que tenha sido o placar. E, de novo, peço desculpas pelo meu paradoxismo.

A torcida chamou Dorival de burro o segundo tempo todo. Confesso que eu também. Ele tem extrapolado no direito de substituir mal. Está insistindo com Diego Souza como centro-avante, quando o lógico, no esquema que ele implantou, é fazer o rodízio e jogar sem centro-avante. Mas parece que ele não consegue dar esse padrão ao time.

Então estamos numa sinuca de bico: ou ficamos com um técnico que não consegue fazer o time andar – e acho que temos um bom time no papel – ou demitimos e saímos atrás de um que…sei lá se vai saber fazer alguma coisa no time. Sinceramente hoje, no mercado brasileiro, só vejo um nome: André Jardine. Mas ele será “fritado” pela torcida toda no primeiro clássico que perder. Porque nós, são-paulinos, nos tornamos muito chatos. E acho que temos razão de ser assim, porque o saco de paciência estourou. Não aguento mais ter que engolir que somos a quarta força do Estado. Mas somos. E só não somos a quinta, porque a Portuguesa não existe mais.

Obrigado, meu presidente, por tudo isso que está acontecendo.

A vitória obrigatória veio, apesar de dois tempos opostos

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a última coisa que passaria na cabeça de um torcedor, por mais pessimista que fosse, seria uma eliminação do São Paulo para o CSA, time que acaba de sair da Série C para disputar a Série B do Brasileiro. E o São Paulo fez valer seu favoritismo e venceu por 2 a 0. Mas foram dois tempos completamente opostos.

O primeiro tempo foi medonho. O time conseguiu passar 45 minutos dando um único chute a gol, com Militão, após boa assistência de Cueva, enquanto o CSA deu cinco chutes, obrigando, em um deles, a Sidão fazer boa defesa. Não houve triangulações, jogadas em profundidade, contra-ataques, a lentidão imperou, a sonolência também. Parecia que o time estava chegando de quatro noites de muito carnaval, todos absolutamente acabados em campo. Não se mostrou absolutamente nada e eu não consigo acreditar que Dorival Jr, por mais que possa ser criticado por alguns torcedores, não consiga dar um mínimo de padrão para esse time.

No segundo tempo tudo foi diferente. O São Paulo voltou aceso e logo a três minutos, numa belíssima triangulação entre Cueva, Marcos Guilherme e Nene, o primeiro gol. Isso abriu a defesa do CSA e obrigou o time alagoano a atacar.

As oportunidades começaram a surgir e, ainda que sem muito entrosamento entre os quatro da frente, algumas jogadas saíram. Ficou claro que Cueva é a mola propulsora do time, por mais que Nene tenha boa qualidade técnica.

Militão e Reinaldo mostraram que podemos vislumbrar um ano sem o abismo que estava a nossa frente em termos de laterais. Reinaldo vem provando que sua passagem por times de menor expressão lhe fez muito bem e as partidas que vem fazendo, de regular para boas, lhe darão a confiança necessária. Militão, que ainda tem uma grande deficiência ofensiva, vem melhorando jogo a jogo, arriscando algumas descidas e chegado bem à linha de fundo. Só precisa treinar mais o fundamento do chute, pois isso ainda lhe falta.

No meio Jucilei é um gigante e nesta noite teve Hudson como seu coadjuvante. Mas ele sobra em campo.

O importante é Dorival Junior conseguir dar entrosamento ao quarteto formado por Cueva, Nene, Marcos Guilherme e Diego Souza. Jogando em carrossel, sem posição fixa, com Diego Souza saindo da área para permitir as entradas de Cueva, Nene e até Marcos Guilherme, com os meias se revezando pelas beiradas do campo, entendo que começamos e desenhar um bom time. Lembrando que Valdivia também pode fazer parte dessa brincadeira.

Enfim, o time começa a se acertar. Mas será preciso vencer o clássico no domingo para a confiança da torcida começar a aumentar. É preciso lembrar que 2017 foi traumatizante e o torcedor são-paulino ainda sofre com essas recordações. Mas vamos em frente porque conseguimos a quarta vitória consecutiva.

Não vi só coisa ruim na vitória do São Paulo sobre o Braga

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, podem me chamar de louco, mas vi algo bastante interessante na vitória do São Paulo sobre o Bragantino nesta noite de quarta-feira, no Morumbi. Talvez pelo fato de estar no campo e ter uma visão melhor do que observando apenas pela TV, achei muito interessante a movimentação dos jogadores de ataque. Claro que estou falando do primeiro tempo, porque o segundo foi digno de raiva.

O gol tendo saído logo no início da partida deu tranquilidade ao time e possibilitou que fossem apresentadas algumas jogadas, certamente fruto de treinamentos. E aí dou méritos a Dorival Jr.

Jogando com dois meias – Cueva e Nenê – e apenas Marcos Guilherme aberto, com Diego Souza sendo o homem referência no meio de ataque, parecia que o time seria um quadrado. Mas não. Os quatro jogadores trocaram de posição o tempo todo. Muitas vezes o reforço vinha de trás com Reinaldo pela esquerda e Militão pela direita. Jucilei e Petros ficavam mais fixos, resguardando a defesa.

Marcos Guilherme caía pelos dois lados do campo, mas também entrou muitas vezes em diagonal, com lançamentos partindo de trás, principalmente feitos por Jucilei. Nenê, Diego Souza e Cueva não tinha lugar fixo. Faziam uma espécie de carrossel. Algumas vezes Cueva apareceu no lugar que seria, originalmente, de Diego Souza. Falta entrosamento, é verdade, mas ao menos consegui ver algo de interessante no time, o que não acontecia há muito tempo.

Já o segundo tempo foi o São Paulo que nos acostumamos a ver. O jogo não encaixou e fomos completamente dominados pelo Bragantino. Sidão fez duas defesas milagrosas, nos salvando da derrota. Marcos Guilherme começou a perder gols, pois o São Paulo viveu de contra-ataques e lançamentos de Jucilei. Então Dorival Jr começou a fazer bobagens.

Se ele tinha em mente tirar Nene, que não aguentaria o jogo todo, por que já não tirou quando colocou Brenner e manteve Cueva em campo? Se ele sabia que Nene não aguentaria o jogo todo, ainda que tivesse tirado o Cueva, por que não tirou Nene quando colocou Trellez e puxou Diego Souza para fazer a armação. Então completou o show de asneiras ao tirar Nene, que não aguentaria o jogo todo, para colocar Hudson.

Ficamos sem meia. Se a ideia era fechar o meio de campo com três volantes e ter dois jogadores rápidos pelas pontas para contra-ataques, era óbvio que não daria certo. Não tinha ninguém para fazer a ligação e Hudson não ajudou a fechar nada, porque o São Paulo tomou um verdadeiro sufoco do Bragantino até o último minuto.

Juro que meu limite de calma chegou ao fim e eu xinguei o Dorival. Eu, assim, como muitos torcedores que estavam presentes no Morumbi.

Valeu pela vitória e pelo primeiro tempo. O resto foi o nosso normal.

Primeiro tempo foi tenebroso. Segundo tempo deu para o gasto.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo venceu o Botafogo, no Morumbi, mas poderia ter saído com uma derrota, tal a fragilidade e o desentrosamento que demonstrou no primeiro tempo. Coloquei nas redes sociais, de onde eu assistia ao jogo, no Morumbi, que o São Paulo teve algumas tentativas e o Botafogo duas bolas na trave.

Dorival entrou com o mesmo esquema tático que vinha adotando. Apenas mudou o lateral, colocando Reinaldo, muito mais ofensivo que Edimar, e Nenê, mesmo sem entrosamento, muito mais útil do que Shaylon. Mas esse desentrosamento custou caro, porque as jogadas não saíram, a bola não chegou ao ataque, Marcos Guilherme e Brenner não receberam os lançamentos necessários, enfim, o meio de campo foi uma verdadeira bagunça.

É nítido que Petros é um segundo volante, não um meia de armação. Ele não tem técnica para isso. Seu lugar é ao lado de Jucilei, ajudando na marcação e alternando subidas ao ataque. Como meia ele não acerta um lançamento, não tem chegada forte na área e chuta mal. Conclusão, acaba prejudicando o principal setor de um time de futebol, que é o meio de campo, além de sobrecarregar Jucilei.

No segundo tempo Dorival mexeu no time, demonstrando que essa deverá ser a nossa melhor formação. Ao colocar Cueva e retirar Brenner, deixou o time no 4-4-2, recuando Petros, deixando a armação para Cueva e Nene. Diego Souza passou a receber mais bolas, Marcos Guilherme começou a aparecer no jogo, o time cresceu e acabou encontrando o gol. O lado esquerdo, que poderia ficar debilitado sem Brenner, acabou dando espaço para Reinaldo aparecer na frente. E foi numa jogada rápida que ele fez ótimo cruzamento, uma verdadeira assistência, para o gol de Diego Souza.

Cueva entrou bem, deu velocidade ao time. O meio de campo se encorpou e o São Paulo passou a comandar as ações. O segundo gol saiu de forma natural, pois antes dele o time já havia perdido algumas chances por desatenção do ataque pego em impedimento.

Verdade que Sidão fez duas grandes defesas, mas ele continua não me passando confiança alguma dentro do gol.

O time tem muito o que melhorar. Não sei como Dorival vai montar essa estrutura, com a chegada de Valdivia, mas é fato que o 4-4-2 é o sistema tático que me parece será o mais eficaz para o time do São Paulo, principalmente com Cueva e Nenê jogando juntos.  E acho que dará liga.

Na vitória em Londrina, não dá nem para dizer que o São Paulo jogou para o gasto

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o título da matéria do Lance, para o jogo desta quarta-feira foi: “Está ruim, mas está bom: São Paulo avança com 1 a 0 sobre o Madureira”. Traduzindo, só não foi tudo horrível, tenebroso, diabolicamente ruim, porque o São Paulo ganhou e está na próxima fase da Copa do Brasil.

Muitas vezes eu falo que temos que dividir o jogo em duas partes. E hoje será assim: uma parte até o gol e outra até o final da partida. O time começou bem, indo para cima do Madureira, como era esperado, tentando o gol para liquidar de vez com qualquer sonho remoto dos cariocas. Até fazer o gol dá para afirmar que o time fazia uma boa partida, com boas infiltrações, chutes para o gol, enfim, jogando o que se esperava que jogasse.

Gol marcado, futebol desaparecido. O Madureira foi crescendo e terminou o primeiro tempo bem melhor que o São Paulo. Só não chegou ao empate por extrema ruindade do time, que não consegue sequer chutar uma bola no gol.

Veio o segundo tempo e, com as informações dos jornalistas que cobriam in loco o jogo, de que Dorival cobrou intensidade do time, jogando para a frente, imaginei que a normalidade se restabeleceria. Então as chances do São Paulo: uma de Brenner, que passou rapando a trave; uma de Bissoli, cuja bola bateu na trave. Madureira: um gol perdido na cara de Sidão; outra chance incrível em bola cruzada que o jogador carioca furou, pois faria o gol; um chute de fora da área para boa defesa do Sidão. Ou seja: passamos sufoco.

Inacreditavelmente, com 35 minutos do segundo tempo eu não conseguia dar a classificação como certa, mesmo ganhando de um a zero e jogando pelo empate. Só fui considerar o time classificado aos 43 minutos, porque aí seria tragédia demais.

Reconheço que Dorival tentou colocar o time mais para a frente, ao colocar Lucas Fernandes no lugar de Araruna; também entendo que ele colocou Paulinho Boia e Bissoli por entender que tudo estava dominado. Mas que foi medonho, no cômputo geral, o segundo tempo do São Paulo, isso ninguém pode negar.

Sei que as explicações são sempre as mesmas, são jovens, estamos no começo de temporada, falta melhor condicionamento físico, o calendário é perverso, o planejamento está no caminho certo. Mas a torcida já está de saco na lua. Prova maior que apoiou o time o jogo todo, e deu uma sonora vaia quando o jogo acabou. Papel perfeito dos torcedores.

E, para encerrar, e dar sentido à situação que nos encontramos: nunca pensei que pediria isso: Reinaldo! Reinaldo! Reinaldo!

São Paulo perdeu por um erro individual e falta de um meia

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo saiu derrotado do Pacaembu por jogadas já conhecidas há muito tempo do adversário; um gol surgido após triangulação do nosso lado direito – sim, eram três deles contra dois nossos – e um gol de escanteio, onde Anderson Martins ficou andando atordoado na área, sem saber a quem marcar e Balbuena, sozinho, cabeceou para o gol.

De resto o jogo foi aquilo que sabemos. O São Paulo o tempo todo com a posse de bola e o Corinthians esperando a chance de roubá-la e partir no contra-ataque para matar o jogo. Isso não foi preciso. O São Paulo morreu com a bola nos pés. Teve chances, é verdade, com Brenner perdendo embaixo da trave. Outra com Diego Souza, mas ele errou o chute e recuou para o goleiro. Outra com Petros que isolou a bola. Uma com Marcos Guilherme, que fez o gol mas estava impedido.

No primeiro tempo nossa melhor oportunidade, fora o gol, foi o chute de fora da área de Shaylon, que bateu na trave. Aliás, foi tudo o que Shaylon fez no jogo. Então tivemos um erro grotesco de um zagueiro – Anderson Martins – e nulidade total na criação de jogadas com nosso meia. A ponto de Dorival Junior, no segundo tempo, tirar Shaylon para colocar outro atacante e deixar com Petros e Jucilei a armação das jogadas. Ou seja, ruim por ruim, ficamos assim.

Aí vejo comentários de leitores dizendo que eu estou poupando muito Raí e Ricardo Rocha, que se esse time fosse do Pinotti eu estaria metralhando. Mas esse time é do Pinotti. E só não tem mais do ex-diretor aí porque Raí se livrou de Marcinho, Denilson, Buffarini e algumas outras porcarias que ele trouxe. O Jean, que está no banco, também foi trazido pelo Pinotti (Raí só concretizou, porque não havia mais como voltar atrás). Do Raí, mesmo, estavam em campo Anderson Martins – responsável direto pela derrota – e Diego Souza, que hoje não foi bem.

A torcida pede para colocar a garotada. Aí depois de quatro jogos Brenner, Shaylon, Paulinho Boia, Lucas Fernandes já não servem mais. Por isso não revelamos mais jogador algum, porque a torcida está impaciente. E eu entendo esse estado de espírito, porque também estou assim.

No jogo de hoje o São Paulo teve domínio total das ações, mas não resultou em gol e saiu derrotado. Não quero voltar à era Rogério Ceni onde o time perdia e ele, na coletiva, em cima de uma soberba imensa, falava que os números mostravam que o São Paulo tinha sido melhor. Ora bolas, mas tinha perdido, como perdeu hoje.

Sinceramente, não achei que a derrota foi humilhante. Mas foi nova derrota. O time não jogou com as calças nas mãos. Mas perdeu de novo. Então ficamos no seguinte ponto: dominamos e ganhamos do Novorizontino. Ah! Que maravilha. Dominamos, mas perdemos do Corinthians. Ah! Mas é clássico, e foi jogado na casa do adversário com torcida única. Então temos que admitir que somos, de fato, a quarta força do Estado, muito atrás de Palmeiras e Corinthians e atrás do Santos. Essa é a nossa realidade.

Como sempre digo, respeito a opinião de todos, mas continuo defendendo o afastamento definitivo de Cueva. Também aprovo a contratação de Nenê, pois com 36 anos, ele é melhor do que Shaylon, com 19. Quanto a Tréllez, o tempo dirá se foi um acerto ou um erro.

Agora vem nosso ponto fora da curva, a única coisa que deve nos preocupar muito e pode já estragar parte do primeiro semestre: o jogo contra o Madureira, quarta-feira, pela Copa do Brasil. Será em Londrina – PR, onde a torcida será todinha nossa. O empate é nosso. Mas não admito qualquer outro resultado, que não a vitória. É isso o que espero.

A vitória tenta nos empurrar para um caminho oposto ao que se apontava

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, não pensem que ao falar que o time jogou um grande futebol e que mereceu a vitória estou apagando as duas partidas pífias que realizou este ano, muito menos os fatos que temos vivenciado. Mas aqui quero prender-me, como é normal em meus comentários pós-jogo, na partida desta noite, em Mirassol. E não há dúvidas que o time jogou muito bem e venceu com méritos.

Não tinha visto nas partidas anteriores tantas chances criadas. Mesmo contra o São Bento, quando o São Paulo dominava o jogo quando ainda estava empatado, não criamos nada, nem chutamos a gol. Isso se repetiu contra o Novorizontino.

Naquele sábado critiquei duramente Dorival Jr por fazer esse rodízio no Paulista. Afinal, este é o único campeonato que temos a disputar, enquanto nossos adversários tem uma Libertadores pela frente. Nosso único “desvio” será dia 31, contra o “fortíssimo” Madureira, pela Copa do Brasil. Convenhamos que não se justifica a colocação de um time B ou até C para jogar o Paulista.

Mostrando já algum conjunto, o time consegui dominar o jogo o tempo todo. Ficou claro uma formação de 4-3-3, onde os laterais desciam pouco, Jucilei se postava na linha intermediária adversária, pois o Mirassol estava todo recuado, e Petros fazia uma perfeita função de segundo volante o até um meia, sendo o responsável pela maioria das jogadas de ataque do São Paulo.

Shaylon mais uma vez decepcionou. Mesmo participando um pouco mais do jogo, não é o meia que almejamos para resolver nossos problemas. Petros foi muito mais meia efetivo do que ele. Além do mais, Shaylon perdeu dois gols que um verdadeiro meia, responsável por pensar o jogo do time, não pode perder.

Diego Souza, por sua vez, mostrou que nos dará muitas alegrias. Sua visão de jogo é muito ampla. Mesmo jogando como o homem referência na frente, deu assistências, saiu diversas vezes da área para buscar o jogo, e acabou fazendo o gol como um verdadeiro centro-avante.

Só acho que Dorival Jr tem que aproveitar essa facilidade que Diego Souza tem de sair da área para treinar e criar jogadas com entradas em diagonal, seja de Brenner ou de Marcos Guilherme. Ou de Caíque, que entrou muito bem na partida e começa a ganhar a simpatia da torcida.

Finalizando, a vitória foi importante para nos dar a confiança que ainda não tínhamos encontrado neste 2018 e, quiçá, mudar os rumos do que se apontava há dois dias.

Cueva: já deu o que tinha que dar. Ou nunca deu!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, chega, não dá mais: Cueva acabou para o São Paulo. Em pouco mais de um ano de clube colecionou broncas, multas indisciplina aos montes. Começou o ano se atrasando uma semana para apresentação em relação ao elenco. E agora se dá ao direito de recusar o banco e se negar a viajar, assim como aconteceu em Santos, ano passado, logo após a saída de Rogerio Ceni.

Mas apesar de tudo isso, de achar que Cueva não tem mais a menor condição de permanecer no São Paulo, não admito a venda dele nesse momento, por qualquer valor. O que o clube árabe ofereceu chega ao deboche. Um milhão de dólares pelo empréstimo de um ano, com passe fixado em US$ 4 milhões. Raí foi perfeito ao rejeitar a proposta.

Já disse inúmeras vezes que a Copa do Mundo vai vendê-lo, por um valor muito maior do que essa merreca. Mas sou partidário de que Cueva seja afastado, obrigado a treinar em horário separado do restante do elenco – na Barra Funda, não em Cotia -, e fique no aguardo da Copa do Mundo e de novas propostas que irão aparecer. Ele não pode ir para Cotia porque vai influenciar negativamente a garotada, que vale ouro.

Fui defensor do Cueva muitas vezes. Fui criticado por muitos leitores por essa posição. Temos que reconhecer que, mesmo não sendo craque, é hoje o melhor jogador do elenco do São Paulo. E que se até hoje precisávamos contratar um meia, agora precisamos de dois.

O São Paulo é muito grande para ficar refém de qualquer jogador, mesmo sendo Cueva. É hora de Raí e Ricardo Rocha mostrarem isso a esse cidadão, colocá-lo no seu lugar e riscá-lo do elenco. E tenho que confiar em Raí principalmente, diretor executivo de Futebol, a quem foi dada toda a liberdade de ação. Porque se for depender de uma decisão do presidente, ele vai falar que precisa pensar, pois uma atitude impensada pode fazer o caldeirão político do clube ferver contra ele, e blá blá blá, blá blá blá. Por isso cobro de quem realmente entende do assunto, e em quem continuo confiando.

Vou usar aqui uma frase, não exatamente com as mesmas palavras, dita neste final de tarde pelo meu “amigon” Sombra, do Estádio 97. A situação do clube é tão ruim administrativamente há oito anos que o São Paulo está parecendo aquela menina horrorosa, a mais feia do baile, que homem nenhum quer pegar. Triste, mas chegamos a este ponto. O ano, como venho falando nos últimos sete dias, nem começou e já estamos torcendo para que termine.

Começo a ver um primeiro semestre pior do que o primeiro semestre de 2017. De onde se conclui que o ano inteiro poderá ser pior.

O que salva é a garotada da Copinha. Talvez esteja aí a oportunidade, não é Raí? Já que o São Paulo não tem dinheiro para grandes contratações, pega toda essa garotada, enxerta alguns veteranos – tipo Jucilei, Petros, Arboleda e Diego Souza – e bota para jogar. Duvido que Igor, Helinho, Toró, Luan, Liziero e Tuta seriam piores do que os que aí estão.

Ah! Mas não esqueça: traga junto o André Jardine. E diga ao Dorival Jr: tchau, querido!

Mais uma partida medíocre. Mas tenho que confiar no planejamento

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo não saiu de um empate grotesco contra o Novorizontino, em pleno Morumbi. Desta vez Dorival Jr colocou quase que o time titular em campo. Só não jogaram Arboleda, com Cueva e Diego Souza, nitidamente fora de forma, entrando no segundo tempo.

Pelo que vimos em campo na maior parte do jogo, o São Paulo tem um único meia: Cueva. Lucas Fernandes continua sendo a eterna promessa – e neste ano será banco mais uma vez -, enquanto Shaylon tem o estilo dos meias antigos, que quer receber a bola no pé para fazer alguma coisa. Não marca ninguém, não se desloca no campo, enfim, também não é o meia do time. Então dependemos do peruano, que este semestre ficará mais ligado à Seleção de seu País do que ao São Paulo e no próximo irá embora.

Na frente, um ataque de riso. Marcos Guilherme corre para todos os lados, ajuda na marcação, mas na frente foi um fiasco; Brenner sentiu o peso da camisa. Acredito que será um grande jogador, será a grande revelação de Cotia, mas temos que ter muito cuidado para não queimá-lo. Vivemos uma fase de jejum de títulos. Pior, estamos vindo de um ano onde o que mais fizemos foi brigar para não cair. E essa responsabilidade de ser o atacante do São Paulo, aquele que decide os jogos, não pode, nesse momento, pesar sobre os ombros de Brenner.

Outra coisa, é mais do que claro que precisamos urgentemente de reforços. Precisamos de um lateral, pois Militão é esforçado mas não é da posição e Bruno é uma aberração; de um atacante pelo lado, de velocidade, de um centro-avante e de um meia. Isso para termos um time titular e míseros três ou quatro reservas de qualidade.

Não defendo a saída de Dorival Jr. Nenhum time se torna campeão trocando de técnicos. A troca pura e simples dá sinal de que o planejamento não existe e, como tenho dito reiteradas vezes, confio em Raí e Ricardo Rocha. Só nos dois.

Entretanto, e acho que Dorival já percebeu isso, não é possível ficar utilizando dois ou três times no Paulista. Eu diria mais: é um absurdo pensar nisso. Não temos elenco. Temos, no máximo, um razoável time titular. E nosso único campeonato é o Paulista. Enquanto Palmeiras, Corinthians e Santos estão preocupados com a Libertadores, nós só temos o Paulista. E um jogo aí no meio do caminho contra o “fortíssimo” Madureira, pela Copa do Brasil. Se um atleta, bem preparado e bem pago, não puder jogar todas as partidas de um único campeonato, então para tudo e vai tratar de fazer outra coisa na vida.

E “tomem tento”, como diziam meus avós: o Campeonato Paulista rebaixa. Não quero viver, já no primeiro semestre, a sensação que vivi ano passado. Então, é bom ligar o refletor antes que tenhamos que sair procurando aquela luz no fim do túnel.