Derrota de Leco no Conselho escancara divisão no clube

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o Conselho Deliberativo rejeitou na noite desta terça-feira (13), por 78 votos a 60, a proposta da diretoria de renovação de contrato com a TV aberta – entenda-se Globo – para o período 2019/2024 e o consequente pedido de antecipação de R$ 40 milhões de reais, sem contar as luvas, que seriam de R$ 20 milhões. Mais do que uma derrota do presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, foi o escancaramento da divisão política que há no clube, hoje sendo sintetizada em três frentes: Leco, Roberto Natel e a oposição.

É sabido que a oposição sozinha não teria chance de rejeitar a proposta. Precisaria contar com alguns situacionistas. Deve-se levar em conta, nesse cenário, o número gigantesco de ausentes: num colégio de 240 conselheiros, 96 não compareceram (levando-se em conta que há seis vagas em aberto entre os vitalícios). Desses ausentes, a grande maioria seria da base de apoio a Leco.

Está bastante evidente que na luta política do São Paulo Leco está de um lado, a oposição de outro e, então, aparece a terceira figura: Roberto Natel. Esse será o fiel da balança em tudo que for levado ao Conselho. E mostra a quantidade de conselheiros que reuniu em torno de si para levar adiante seu objetivo de ser o candidato da situação à presidência do clube em abril próximo.

Roberto Natel, como os senhores sabem, era vice-presidente de Leco. Entregou o cargo quando decidiu lançar sua candidatura, propondo a realização de uma prévia entre ele e Leco. Por isso entendo que a votação desta terça-feira foi uma demonstração de força de Natel. Só não sei se o suficiente para dar-lhe a vaga para a disputa presidencial.

A oposição continua afirmando que fará uma prévia em fevereiro. Alguns nomes estão colocados para o debate: Newton Ferreira (o Newton do Chapéu), Erovan Tadeu, José Roberto Ópice Blun e, menos cotado, Eduardo Alfano. Há quem continue apostando no nome de Julio Casares, que viria com apoio incondicional de Abilio Diniz. Casares, com quem tenho tido contatos constantes, continua negando com veemência essa candidatura, alegando falta de tempo pelos seus afazeres profissionais. E há outro detalhe nessa questão: Casares é o coordenador do grupo Participação, ao qual pertence Leco.

Já ocorreram algumas conversas de Roberto Natel com membros da oposição. O ex-presidente Fernando Casal de Rey, um dos principais nomes oposicionistas negou, em contato que teve comigo, que haveria espaço para Natel na oposição. Mas eu lembro que a política é muito dinâmica e quem vê hoje uma rosa amarela pode vê-la vermelha daqui a alguns minutos.

Quanto a Leco cabe chamar seus vice-presidentes, diretores e conselheiros que compõem sua base para definir quem está e quem não está ao seu lado. Ou Leco expurga da diretoria quem não trilha seu caminho, ou terá sua candidatura à reeleição seriamente ameaçada.

E notem que aqui não estou fazendo juízo de valor em apoio a este ou aquele nome. Apenas expondo a conclusão que tirei depois do movimento político que vi no clube nestes últimos dias, e que culminou com o resultado da sessão do Conselho Deliberativo. É fato que muitos outros capítulos virão, mas as turbulências tendem a aumentar a partir de agora.

Sul-Americana foi o consolo que restou ao São Paulo este ano

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo goleou impiedosamente o Santa Cruz neste domingo, no Pacaembu, no encerramento do Campeonato Brasileiro. Não me iludo com o resultado, afinal ganhamos, em casa, de 5 a 0, de um time rebaixado, todo remendado, enquanto o São Paulo estava completo. Portanto, não se fez nada mais do que a obrigação.

Mas a partida foi boa para algumas confirmações e uma dúvida que agora surge. As certezas são Maicon, Rodrigo Caio, Buffarini, David Neres e Chaves. As incertezas ficam por conta de Bruno, Gilberto, Thiago Mendes e João Schmidt.

Também algo me chamou a atenção: nas duas partidas que Pintado esteve à frente do time, o poder do ataque melhorou muito e o esquema foi muito ofensivo. Contra o Atlético-MG,e m Belo Horizonte, o São Paulo dominou o jogo. Fato que só conseguiu o gol da vitória aos 46 minutos do segundo tempo, mas perdeu um número incrível de oportunidades. Neste domingo, não fossem as chances e o excesso de preciosismo, a goleada que foi de cinco poderia ter sido de dez. E não seria nenhum exagero.

Pintado está de parabéns por não ter sido medroso. Quem sabe se tivesse pego o time antes não teria nos colocado em posição melhor, que uma simples Sul-Americana. Acabou com aquele futebol defensivo, burocrático de Ricardo Gomes, que quase nos fez passar a maior vergonha de nossa história. Por isso a Sul-Americana tem que ser vista como um prêmio de consolo ao São Paulo.

David Neres tem demonstrado um potencial incrível, com variação de jogadas. Ele fica bem aberto, chega à linha de fundo, mas também entra em diagonal, faz boas assistências e chuta bem para o gol. Foi a grande revelação do São Paulo neste ano.

Defesa compactada e ataque funcionando bem. Mas acho que temos que dar uma atenção especial ao meio de campo. O São Paulo carece de um volante de guarneça a defesa para que outro volante saia com a bola despreocupado. Talvez esse volante possa ser Breno. Foi uma experiência feita por Osorio e que deu muito certo. Só é necessário saber se Breno terá condição de jogar coo profissional.

O jogo também foi bom para Rogerio Ceni tirar suas conclusões sobre a condição de cada um, e usar os dias que faltam para o final do ano para montar, com sua equipe, o calendário para 2017.

Vitória trouxe o consolo que nos resta: a Sul-Americana

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a vitória de virada do São Paulo em Belo Horizonte, sobre o Atlético-Mg, trouxe um consolo para nós, meros torcedores: a possibilidade de irmos à Sul-Americana. Durante a semana, descrente de que alcançaríamos um resultado positivo em BH, um ponto atrás do Cruzeiro que era a última vaga para a Sul-Americana, já fazia uma pesquisa de quantas décadas faz que não disputamos um torneio internacional no ano.

Os resultados do final de semana, no entanto, com derrotas do Cruzeiro e do Fluminense e a nossa vitória, estamos na zona da Sul-Americana. É porcaria? É. É café pequeno: É. É migalha? É. Mas é melhor ter isso para jogar, que dá um bom retorno financeiro e oferece uma vaga para a Libertadores de 2018, do que se contentar só com o Paulistinha.

O time jogou bem, jogou solto. Com David Neres e Luis Araujo bem abertos e Chavez centralizado, Cueva tinha liberdade para flutuar no campo. Thiago Mendes também auxiliava na armação e isso fez com que o São Paulo ficasse bastante ofensivo.

O gol do Atlético foi absoluta surpresa. No primeiro ataque mineiro, um cruzamento para a área, falha de Renan e gol. Mas o São Paulo era tão superior que o gol de empate saiu poucos minutos depois.

Apesar deste jogo ofensivo, David Neres e Luiz Araujo não conseguiram mostrar bom futebol. Tanto que Neres acabou sendo substituído por Robson, para tentar aumentar o poder de fogo pelo lado esquerdo, já que Luis Araujo havia sido deslocado para a direita.

Chavez acertou uma cabeçada na trave, com o gol aberto. Antes já havia perdido outra oportunidade. Pintado o tirou e colocou Gilberto. Na primeira oportunidade que ele teve, já no período de acréscimos, mostrou oportunismo e, numa bela jogada envolvendo Cueva e Robson, completou para o gol.

Claro que a vitória não engana ninguém. O São Paulo jogou contra o time B do Atlético-Mg. Mas serviu como base para Rogerio Ceni ver o que terá em mãos. Certamente pedirá a dispensa de muitos e a contratação de mais um tanto.

De qualquer maneira, é fato que a vitória nos deu um pequenino prêmio, quase que insignificante, para 2017.

E antes de encerrar, quero cumprimentar o Palmeiras pelo título merecido. Um grande presidente e um grande técnico, o resultado só poderia ter sido este.

Rogério Ceni como técnico: um bem ou um mal?

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, demorei um certo tempo para me posicionar sobre a contratação de Rogerio Ceni como novo técnico do São Paulo, apesar de, para nossa felicidade, este site ter sido o primeiro a dar a informação de forma concreta, sem o “pode” ser.

Conversei com alguns integrantes da alta cúpula do Tricolor antes de bancar a informação. Ponderei que achava uma aposta muito arriscada. Rogerio não tem a mínima experiência em qualquer clube e seria prematuro entregá-lo um tricampeão mundial, que tem muita história que ele, diga-se de passagem, tem grande participação.

Defendi o nove de Ruedas, mas o vice-presidente de Futebol, Alexandre Medicis, disse que alguns contatos lá atrás foram feitos e que seria impossível sua contratação. Motivos financeiros e contratuais impediriam qualquer negociação.

Citei  o nome de Wanderley Luxemburgo. Muitos entendem que ele está no fundo do poço e o São Paulo poderia ser sua redenção. Em assim sendo, também o seria do próprio clube. Mas há uma grande barreira contrária dentro do Conselho Deliberativo e tão cedo Luxemburgo não aportará no Morumbi.

Marco Aurelio Cunha me disse as seguintes palavras: “o novo é uma aposta. O velho, retrógrado”. Fico com o novo.

No Tricolornaweb, num primeiro momento, senti a oposição junto à torcida. Após o anúncio, os ânimos foram mudando, as posições se alternando e houve um equilíbrio. Passados alguns dias, já sinto que o torcedor vai apoiar Rogerio Ceni. E não poderia ser diferente.

Desde que foi anunciado já acompanhou treino, jogos do Sub-20, Sub-17, está se inteirando do que temos na base, deu palpites para a formação do novo elenco, teve participação com opinião da busca por Wellington Nem, Sidão e também aprovou a busca por Felipe Mello.

Não tenho condição – e ninguém tem – de avaliar hoje se será ou não um bom técnico. Só o tempo dirá. Mas se ele mantiver a obsessão pelo trabalho, a determinação, o afinco, unidos ao seu amor pelo Tricolor, então podemos esperar uma parceria vitoriosa.

Que assim seja!

Social do São Paulo tem um dono. #SQN

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a profissionalização dos diversos departamentos do São Paulo é algo mais do que necessário: é fundamental e obrigatório. De alguns tempos para cá temos vivido um amadorismo à toda prova, carregada de um tal de “eu sou diretor e mando aqui”, e outras coisas mais. Esmeram-se no poder para esconder explicações do sócio e, em última análise, da instituição.

Vejamos o que tem ocorrido na Social, talvez o setor mais importante do São Paulo FC depois do futebol. O atual diretor, Manuel Moreira, que é conselheiro vitalício, toma atitudes, faz eventos e nega-se a prestar contas ou dar esclarecimentos a quem quer que seja. Não responde a questionamentos do próprio vice-presidente Social e de Esportes Amadores, Carlos Henrique Sadi. Se não faz isso com seu superior, o que falar de um simples sócio.

Manuel é dono de um Buffet. Claro que não vou divulgar o nome aqui pois não costumo fazer propaganda de graça. Mas curiosamente foi seu buffet o responsável pelos três últimos grandes eventos no clube, na área social: Almoço do Dia das Mães, Jantar Português e Feijoada do Dia dos Pais. Este editor fez uma solicitação por escrito, pedindo informações sobre a licitação feita para as referidas festas, pois reza no regimento do clube que para qualquer compra a ser feita, ao menos três orçamentos devem ser apresentados. Ninguém me respondeu nada. O máximo que me falaram foi que eu deveria fazer um pedido através do CAU, que é o centro de atendimento ao sócio. Bem, mas um pedido feito lá vai para análise de quem? De Manuel Moreira, o diretor Social. Logo…

Há um setor no clube, o de Beach Tenis, que tem feito alguns eventos, dos mais interessantes, diga-se de passagem, para a promoção do esporte. Recentemente houve um torneio promovido pela Federação Paulista de Tênis. Cada participante pagou uma taxa de inscrição. A FPT destina parte desta taxa ao clube. Eu quis saber qual foi o balanço do evento, pois dezenas e mais dezenas de atletas entraram no clube. Também me foi negada a informação.

Semana passada houve um grande evento no G!: um sábado inteiro de Jiu Jitsu, promovido pela Academia Gracie. Sabe-se que há uma parceria desta academia com o clube. Ela fornece professores e o esporte é divulgado no clube. O evento foi gigantesco, com muita organização e envolvimento de muitos sócios. Só que ao clube, pelo que me foi informado, coube a exploração do bar. Mais nada.

Mas também fiquei sabendo que cada participante do evento pagou uma taxa de R$ 90. Um levantamento prévio que foi feito indica que cerca de três mil atletas participaram das atividades. Isso significa que a Academia Gracie faturou R$ 270 mil naquele evento. Fora as vendas numa butique que ali foi montada, de produtos próprios. Renda da academia.

Bem, tentei saber de todas as formas qual o lucro do São Paulo nesse evento. Me parece  justo que ao ceder o Ginásio principal do clube, por um sábado inteiro, valha uma compensação financeira ao Tricolor. Mas os diretores do esporte, Danilo Machado e Wilton Maurelio, bem na cartilha do diretor Social, preferem criticar quem quer clareza a transparência nas informações, desvirtuando o assunto principal, pois em nenhum momento critiquei o evento em si, e também se negam a dar esse tipo de informação. Dizem, nos corredores, que há um contrato assinado entre o São Paulo e a Academia que prevê, entre outras coisas, que um dia do ano o clube cederia o G1 para essa competição, sem auferir lucro. Desculpe, mas se de fato existe esse contrato, o responsável por ele, pelos lados do São Paulo precisa, no mínimo, dar explicação.

Não sei se o presidente Leco está ciente da situação. Se não está, é porque é um alienado da área Social do clube. Se está – e elas forem comprovadas – e não fez nada é, no mínimo, prevaricador. Em outros tempos, por muito menos do que isso, o diretor Social já teria sido substituído.

Mas abril vem aí. Muita coisa deverá mudar. Os sócios do São Paulo talvez tenham que esperar mais um pouco para ver a transparência ser implantada no setor.

Sei perfeitamente que o leitor do Tricolornaweb é, em sua grande e massacrante maioria, ligado ao futebol. Mas o número de sócios que acompanha nosso site também é gigantesco. Não poucos falam por todos os cantos que o Tricolornaweb é, sem sombra de dúvidas, o maior formador de opinião que existe no clube. E, até para honrar esse status que alcançamos, preciso tornar público o que ocorre nos bastidores do clube, e que acabam não sendo de conhecimento da maioria.

Para quem já tem no curriculum um processo movido por Juvenal Juvêncio, por ter denunciado as irregularidades que existiam em Cotia – e ganhei a ação -, participou ativamente, sendo o principal veículo de imprensa, para a queda de Carlos Miguel Aidar, presidente do clube, e já colocou em xeque alguns conselheiros e diretores, não se acomodará com essa situação.

É só mais uma batalha que está começando para o Tricolornaweb.

Ricardo Gomes: tchau, querido!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, Ricardo Gomes deixou o São Paulo. A demissão pegou a todos de surpresa. Os repórteres, que cobriam as atividades desta quarta-feira no CT da Barra Funda já tinham deixado o recinto, quando foram chamado para voltar para uma coletiva de Marco Aurélio Cunha.

Na realidade, não houve coletiva, mas o anúncio da demissão de Ricardo Gomes. Não era sem tempo. Mas a diretoria trabalhou na surdina, como fez com a contratação de Wellington Nem, algo que está me agradando muito.

É preciso entender que a diretoria agiu no tempo certo. Antes de segunda-feira, ainda havia o risco matemático de rebaixamento. A derrota do Internacional, no entanto, sepultou qualquer possibilidade dessa tragédia continuar rondando nosso time. Seria catastrófica a demissão de Ricardo Gomes se o São Paulo ainda corresse esse risco. Como agora só nos resta cumprir tabela e, quem sabe, dependendo dos resultados do Cruzeiro, tentar alcançar a Sul-Americana, a demissão ocorreu no momento certo.

Me assusta um pouco o nome ventilado nos bastidores: Rogério Ceni. Não vejo o M1TO com bagagem para assumir o time. Como qualquer profissional, deveria começar por baixo. Seria bom em Cotia, cuidando de categorias menores, ou como auxiliar técnico numa comissão fixa, com foi durante muito tempo Milton Cruz.

Se me perguntarem, então, quem seria o técnico ideal, garanto que não sei. O ideal não virá por motivos óbvios: Cuca. Gostei muito do trabalho do técnico do Atlético Nacional da Colômbia, mas também tenho minhas dúvidas se viria, após a participação do time no Mundial Interclubes.

O importante é ter a cabeça no lugar, para escolher o novo técnico. Só que não temos todo o tempo do mundo, afinal é necessário que os reforços a serem contratados sejam de agrado do novo treinador. Precisa, como disse Marco Aurélio Cunha, ter a filosofia traçada pela diretoria. Espero que seja condizente com nossa história, de um time que joga para a frente, não que fica retrancado.

Quanto a Ricardo Gomes, entendo que essa foi sua segunda e última passagem pelo São Paulo. Então…Tchau, querido!

Mais uma derrota. Assim vamos enterrando um dos piores anos de nossa história.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a situação crítica do São Paulo já virou rotina. Não vejo a hora que 2016 termine porque este ficará marcado como um dos piores de nossa história. A derrota do São Paulo para a Chapecoense nos trouxe a seguinte reflexão: matematicamente ainda não estamos totalmente livres do rebaixamento. Claro que o último jogo será contra o rebaixado Santa Cruz, no Pacaembu, mas para quem foi eliminado da Copa do Brasil por um time da série C, não podemos ser tão confiantes assim.

Vi números nas estatísticas que mostram que nesta temporada o São Paulo fez 68 partidas. Perdeu 26, ganhou 25 e empatou 17. Convenhamos, são números para times pequenos, não para um tricampeão mundial, tricampeão de Libertadores, hexa brasileiro e outros títulos mais. É patético.

Culpar quem? A diretoria? Sim. O presidente? Sim. O técnico? Sim. O elenco? Sim. Não se salva ninguém

O jogo deste domingo foi como um vestibular, para ver quem será mantido na limpeza que, espero, vai acontecer. Acho que poucos passaram. Dos que estavam em campo hoje eu manteria Buffarini, Maicon, Rodrigo Caio, Thiago Mendes, João Schmidt, Cueva e David Neres. Entendam bem: não esto dizendo que eles seriam titulares ano que vem. Eu digo que os manteria no elenco.

Ao analisar o jogo veremos que, como na partida contra o Grêmio, o time fez um bom primeiro tempo. Teve chances, domínio do jogo, mas bastou tomar o primeiro gol, com colaboração do goleiro Denis, para se perder. Tomou o segundo, poderia ter sofrido o terceiro e assim sucessivamente. Assim como no jogo contra o Grêmio, tomou o gol e morreu em campo.

Ah, esqueci. Teve uma chance clara numa jogada de Cueva, que deixou Gilberto de frente para o gol. Mas ele perdeu. Fora, Gilberto. Aliás, fora Robson. Fora Jean Carlos. Fora Pedro. Fora um monte de gente.

Ainda bem que na entrevista Ricardo Gomes não repetiu sua máxima de que “o time está melhorando”. Ele apenas disse que não adianta ter domínio de bola se não sabe finalizar. Até aí concordo com ele. Mas, também, fora Ricardo Gomes. E fora Denis.

Vamos perder do Atlético-MG, no Independência. Isso é claro como dois mais dois são quatro. E vamos ficar pela bola sete, no último jogo do campeonato, contra o Santa Cruz, no Pacaembu. E assim, finalmente, 2016 terminará e poderemos respirar 2017.

O time atingiu seu ápice em 2016: fugir do Z4

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb o São Paulo mostrou nesta quinta-feira, no empate com o Grêmio, o quanto é um time limitado e inconfiável. Bastou a goleada sobre o Corinthians para alguns voltarem a sonhar com a Libertadores. Até o presidente Leco disse em alto e bom som que Ricardo Gomes será o técnico em 2017, pois o time evoluiu muito e o futebol está sendo bem jogado. Balela!

Nesta quinta-feira voltamos a ver os mesmos problemas de ontem. O time fez um bom primeiro tempo, marcou um golaço ainda no começo do jogo, teve mais três ou quatro oportunidades desperdiçadas, e saiu para o intervalo com 1 a 0. Esse foi o retrato de algumas partidas, pois o time cria chances e não marca os gols que dariam tranquilidade.

Aí volta para o segundo tempo e morre. Fica dançando ao ritmo do adversário, até que toma o gol de empate. Menos mal que ficou por aí, porque outrora o Grêmio teria virado o marcador.

Ricardo Gomes no banco sem saber o que fazer. É bem verdade que ele não tem muito o que fazer com esse elenco, mas não dá para tirar Luis Araujo, que nem vinha jogando tão bem, para colocar Carlinhos, que todos conhecem e sabem que não vai dar em nada.

E o nosso goleiro? Aquele que faz alguns milagres, mas toma gols absolutamente defensáveis. Nesta noite errou num dos fundamentos de sua posição:  a reposição da bola nas cobranças de tiro de meta. Ele não aprendeu com seu guru, Rogério Ceni, que tiro de meta se bate com direção à lateral do campo, nunca para o meio. A  não ser que a jogada seja muito ensaiada, o goleiro, tipo Rogerio Ceni, com alta intensidade de acertos, com um exímio cabeceador que ganhe a maioria das disputas pelo alto.

Definitivamente não é o nosso caso. Mas Denis insistiu em bater todos os tiros de meta para o meio do campo. O Grêmio ganhou literalmente todas as bolas. Numa delas, defesa, obviamente, saindo, contra-ataque e o gol de empate. E o São P aulo, que já estava mortinho em campo, passo a ficar um morto desesperado.

Então surge uma grande oportunidade, com Chavez pela esquerda, defesa do goleiro, rebote dividido entre David Neres e o zagueiro gremista, bola dentro da área limpinha para Hudson que vinha em grande velocidade. Era chutar para o gol e comemorar a vitória. Ele chutou quase fora do estádio. Isso é o que temos.

O ano de 2016 precisa terminar com extrema urgência. Nosso papel, ridículo, diga-se de passagem, já foi feito no Brasileiro. Estamos fora de qualquer risco de rebaixamento. Mas este é o nosso máximo com o elenco e o técnico que temos. Nada mais do que isso pode ser almejado ou esperado.

Estatuto aprovado por unanimidade no Conselho pode indicar pré-resultado no Social

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a votação unânime para aprovação do novo estatuto do São Paulo no Conselho Deliberativo, nesta quarta-feira, indica claramente que ele também deverá ser aprovado no Social, na Assembleia do próximo dia 03 de dezembro. Se nada valeu a votação dos conselheiros – porque são os sócios quem definem – é lógico que fica como pressão aos que não se inteiraram tanto sobre tudo o que foi feito e que irão votar.

Sei que estou sendo repetitivo nos meus editoriais, mas quero sempre deixar muito claro que este estatuto representa um avanço significativo para o clube. Os conceitos e cláusulas ali colocadas vão nos tirar dos anos jurássicos e colocar numa vanguarda considerável. Só que não vou me dobrar aos oportunistas de plantão, que até fazem discursos públicos defendendo o voto direto e não hora “h” se colocam contrários a isso.

Posso, depois da sessão desta quarta-feira, afirmar em alto e bom som: todos, eu disse TODOS os conselheiros estão pouco se lixando para os sócios e a questão do voto direto. Ou teriam votado pela rejeição do estatuto. No momento em que houve unanimidade para aprovação, minha conclusão não pode ser outra.

Esses conselheiros – não excluo nenhum – não terão moral para pedir ao sócio que vote pela rejeição do estatuto. O status quo em que se encontram é confortável e as alterações incluídas no texto, no frigir dos ovos, não vão mexer tanto com seus benefícios. Afinal esses conselheiros, alguns não são-paulinos, continuarão elegendo o presidente, independente da vontade do sócio.

Por isso, mesmo achando que o estatuto é razoavelmente bom, continuarei defendendo a rejeição. Não vendo meus pensamentos, minha ética, minha coerência, nem me misturo com os interesses políticos do clube. Meu lema é ser São Paulo sempre, acima de tudo e de todos. Sei que meu voto no dia 03 será derrotado. Mas continuarei andando com a cabeça erguida dentro do clube, encarando meus leitores sem medo de ser acusado de qualquer coisa, pois não defendi uma coisa para o público e fiz outra por interesses ocultos.

Diretoria e oposição se esquecem do todo e brigam pelo pequeno

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a cada dia que passa perco mais a esperança de ver um São Paulo melhor, vencedor, com um estatuto que encha de orgulho o sócio e o torcedor. Nesta quarta-feira o Conselho Deliberativo vai se reunir para votar o texto do novo Estatuto preparado, com muito afinco, diga-se de passagem, pela Comissão Estatutária. Mas é deprimente quando você vê que diretoria e oposição desencadearam uma grande batalha por causa de um único item do texto: o voto aberto ou secreto dentro do Conselho.

É fato, e serei repetitivo aqui, que o texto do novo estatuto representa um avanço considerável para o São Paulo. Ao definir critérios mais justos para eleição de conselheiros, de indicação para vitalícios, para o Conselho Fiscal e mandato de três anos para presidente, sem direito à reeleição, o passo dado à frente é muito grande. Mas não podemos perder a oportunidade – que é única – de aprovar já, no pacote todo, o voto direto do sócio.

A grande batalha que surgiu nos últimos dias, capitaneada pela oposição, é o voto secreto. O presidente Carlos Augusto de Barros e Silva fez uma reunião com os líderes dos principais partidos de sua base, para garantir maioria nesta quarta-feira a aprovar o texto da maneira que está, ou seja, que os conselheiros sempre votarão de forma aberta, nominal. A oposição chegou a colher assinaturas para aprovar o voto secreto. Isso é absolutamente claro em minha visão, pois nós, sócios e torcedores, queremos saber como cada um vota. Quem se esconde sob o voto secreto para qualquer coisa não tem condição de nos representar, pois não tem coragem de mostrar a cara e assumir uma posição. Na realidade essa briga visa a eleição de abril de 2017 e não o futuro do clube.

A oposição vai tentar uma manobra para destacar esse ponto e votar em separado. Mas o edital de convocação, lá atrás, não prevê isso. O que consta é que a votação será num todo, pois já foram feitos destaques. Ou os conselheiros aprovam ou rejeitam.

É muito triste que um assunto tão pequeno esteja causando esse barulho. O grande tema a ser debatido é o voto direto. Sem isso não há avanço. Mas tenho a razão disso estar acontecendo. Fiquei sabendo, através de contato com algumas pessoas ligadas aos membros da Comissão – que tem se mantido distantes de tudo – que os conselheiros, em sua maioria, jogam para a torcida. Dizem defender o voto direto, mas lá dentro, nos bastidores, não querem nem ouvir falar nisso. E trabalharam para que o assunto ficasse nas “disposições transitórias” e ali jogarão para baixo do tapete, pois o assunto voltaria à tona para ser votado e seria derrotado dentro do Conselho.

Sei perfeitamente que o novo estatuto vai ser aprovado no Conselho Deliberativo nesta quarta-feira. Mas vou continuar defendendo junto aos sócios a sua rejeição. Não me importa se ficaremos no limbo, se voltará a valer o estatuto atual, se o STF determinará a intervenção no clube. Nada disso vai mudar minha opinião. Nós temos que impor nossa vontade, pois somos uma coletividade, enquanto os que não querem são um mínimo irrisório, que se julgam donos do São Paulo. Alguns poderiam até estar num museu, pois primam pelo folclore.

Por isso podem olhar de lado para mim, senhores conselheiros. A guerra está começando. E eu estou entrando nela!