São Paulo sobrevive à pressão, reage e mostra força para buscar empate diante do Mirassol

Há empates que pouco acrescentam a uma campanha. Outros, porém, carregam um significado maior do que o simples ponto somado na tabela. Foi exatamente este o caso do São Paulo no empate por 1 a 1 com o Mirassol, neste sábado, pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O placar final refletiu um confronto dividido em dois cenários completamente distintos. Nos minutos iniciais, o Tricolor foi dominado por um adversário mais intenso, organizado e agressivo. Sem conseguir controlar o meio-campo e acumulando erros na saída de bola, a equipe viu o Mirassol transformar a superioridade em vantagem logo aos sete minutos, quando Neto Moura aproveitou cobrança de falta de Reinaldo para abrir o marcador.

A desvantagem poderia ter sido muito maior. Enquanto o São Paulo encontrava enormes dificuldades para criar jogadas e ameaçar o gol adversário, o Mirassol explorava os espaços deixados pela equipe visitante e criava oportunidades em sequência. Se o placar permaneceu mínimo durante boa parte da primeira etapa, isso se deveu exclusivamente à atuação de Rafael. O goleiro são-paulino protagonizou intervenções decisivas e foi o principal responsável por manter o time vivo na partida.

Foi justamente quando o cenário parecia mais preocupante que surgiu a reação. Após ajustes feitos por Dorival Júnior durante a parada técnica, o São Paulo passou a competir melhor, reduziu os espaços oferecidos ao adversário e conseguiu aumentar sua presença ofensiva. A mudança de postura foi recompensada antes do intervalo, quando Pedro Lima concluiu uma boa trama envolvendo Lucas Moura e Bobadilla para restabelecer a igualdade.

Se o primeiro tempo expôs fragilidades preocupantes, a etapa final mostrou uma equipe mais equilibrada e consciente. Sem o mesmo brilho técnico, mas com maior organização, o São Paulo passou a controlar melhor as ações e criou as chances mais claras para virar a partida. Lucas Moura foi o principal protagonista desse momento, levando perigo constante à defesa do Mirassol e ficando muito próximo de marcar.

Ainda assim, o empate acabou se mostrando um retrato fiel do que foi o confronto. O Mirassol teve força suficiente para dominar grande parte da primeira etapa e lamenta as oportunidades desperdiçadas. O São Paulo, por sua vez, pode considerar o resultado um prêmio pela capacidade de reação demonstrada após um início desastroso.

Mais do que o ponto conquistado fora de casa, o jogo deixa uma reflexão para o Tricolor. A equipe mostrou competitividade para superar um cenário adverso, mas voltou a apresentar oscilações que têm marcado sua campanha. Contra adversários mais qualificados, depender de atuações heroicas do goleiro dificilmente será uma estratégia sustentável.

Ao final da noite, o São Paulo sai do interior paulista com um empate que vale pela recuperação construída ao longo dos 90 minutos. Não foi uma atuação convincente, mas foi uma demonstração de resiliência. E, em um campeonato tão longo quanto equilibrado, sobreviver aos próprios erros às vezes também é uma virtude.

O São Paulo precisa escolher entre a continuidade e a mudança

As eleições do São Paulo Futebol Clube representam um momento decisivo para o futuro da instituição. Mais do que uma disputa de grupos políticos, o pleito coloca frente a frente dois projetos distintos: a continuidade da atual administração e a proposta de transformação estrutural defendida pela oposição.

Na visão de muitos associados e torcedores que defendem a alternância de poder, a situação tem concentrado seus esforços em ataques à oposição e na propagação de fake news, numa tentativa de desviar o foco do debate principal: o estado em que se encontra o clube após anos de gestão temerária e absolutamente corrupta, que levou muitos de seus membros à expulsão do clube, ao Ministério Público e à Polícia. Para esses sócios e torcedores, a chapa situacionista carrega o peso de ser a continuação direta da administração de Júlio Casares/Harry Massis e enfrenta dificuldades para apresentar novidades capazes de convencer o eleitorado de que possui soluções diferentes das que vêm sendo adotadas até agora.

Há uma nova fake news criada por dia. Primeiro lá de Portugal o cidadão disse que Marcelo Portugal Gouvêa, se eleito, trará de volta Gustavo Vieira, Alexandre Pássaro e Fernando Diniz. Daqui do Brasil disseram que ele dará sequência ao trabalho de Dorival Jr. Agora colocam na mesma balança Situação e Oposição, afirmando que representantes de ambos os lados conversaram com Marcelo Paz, gerente de futebol que rebaixou o Fortaleza para a Série B e deixou o Corinthians na porta do Z4, sendo demitido recentemente. É bem a cara da Situação, mas é mentira – mais uma – afirmar que a Oposição tenha conversado com ele. Aliás, a Oposição não conversou com ninguém, porque ainda não ganhou a eleição. Já a Situação, que não tem moral para nada, muito menos proposta desvinculada da turma do Casares, tenta colocar os dois lados na mesma balança.

Enquanto isso, a oposição procura construir sua campanha sobre propostas e projetos voltados à modernização da estrutura administrativa do São Paulo. Entre os pontos defendidos estão o fortalecimento da governança, a profissionalização da gestão, o aumento da transparência, a adoção de práticas modernas de controle financeiro e uma separação mais clara entre interesses políticos e decisões estratégicas do futebol sem, contudo, abandonar o clube Social.

O debate que se impõe é simples: o São Paulo deseja manter o modelo atual ou iniciar um novo ciclo? Os defensores da mudança argumentam que o clube precisa recuperar o protagonismo institucional que marcou sua história. O Tricolor sempre foi reconhecido como referência de organização, planejamento e excelência administrativa. Foi assim que construiu sua trajetória vitoriosa e se tornou um dos maiores clubes do mundo.

Para a oposição, recolocar o São Paulo nesse caminho exige mais do que discursos ou promessas de continuidade. Exige coragem para implementar reformas, profissionalizar setores estratégicos e estabelecer critérios técnicos na condução do clube. A convicção é de que somente uma gestão moderna e eficiente será capaz de devolver ao São Paulo o lugar de destaque que jamais deveria ter perdido.

No fim das contas, cabe ao eleitor são-paulino avaliar qual projeto representa melhor os interesses da instituição. Mas uma coisa parece certa: o futuro do clube dependerá menos de ataques e narrativas mentirosas eleitorais e mais da capacidade de apresentar propostas concretas para reconstruir um São Paulo forte, respeitado e preparado para os desafios das próximas décadas.

Vitória obrigatória nos traz um suspiro abençoado

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, finalmente pudemos respirar um pouco mais aliviados neste final de semana. A vitória sobre o Vasco no Morumbi por 1 a 0 fez com que chegássemos aos 42 pontos e, mesmo que matematicamente ainda não garantidos na Série A em 2027, ao menos levou a nossa possibilidade de rebaixamento para 0,1%. São 45 pontos o mínimo necessário, mas em oitavo lugar, com oito clubes atrás de nós até o Z4, serão muitos cruzamentos e um enfrentando o outro, o que nos permite essa tranquilidade.

Sobre o jogo, Dorival errou novamente. O time que ele colocou em campo pode até ter sido correto, mas a disposição dos jogadores completamente errados. Ele insisti em escalar Newton como zagueiro e deixa o meio de campo acéfalo de marcação, ou seja, sem primeiro volante. Esses erros tem se repetido e a consequência é o São Paulo dominado o tempo todo. O primeiro tempo parecia que o jogo estava sendo disputado em São Januário.

Dorival começou a resolver a questão no intervalo. Voltou com Lucas e Sabino, fez Newton adiantar um pouquinho, ampliou a marcação de Bobadilla sobre Lescano (aliás, que partida do Bobadilla) e aumentou a condição técnica do time.

Aliás, começou com Lucas a jogada do gol. Ele leva a bola, entrega a Bobadilla, que passa a Pedro Lima para o lateral dar uma assistência perfeita para Arthur, o melhor em campo, marcar o gol.

Mérito de Dorival dar liberdade para Arthur jogar em todo o campo, não ficar pisando na linha lateral. Arthur virou o meia real do São Paulo, com muita técnica. Ele aparece na esquerda, na direita, pelo meio, tanto que o gol ele fez na posição de centro-avante. Meia que o São Paulo não tem, porque Marcos Antonio é uma aberração. O pior em campo. A única coisa que sabe fazer é tocar a bola para trás, para o zagueiro, ou para o lado. Quando pega um contra ataque e chega na área, não sabe o que fazer com a bola.

Ainda tivemos Rafael fazendo um verdadeiro gol, com a defesa realizada nos últimos minutos, em mais uma falha da defesa. Nesse ponto, também, Dorival tem errado muito. Nossa defesa com três zagueiros (naquele momento Osório, Arboleda e Sabino) e dois volantes (naquele momento Newton e Pablo Maia), não conseguiram impedir o Vasco de chegar várias vezes dentro da área no final da partida.

Enfim, os três pontos foram fundamentais nessa luta incessante contra o risco de rebaixamento. Teremos três jogos difíceis pela frente: Mirassol e Bahia, fora de casa e o clássico contra o Corinthians na Vila Belmiro. Se conseguirmos três pontos nestes três jogos, me darei por satisfeito, visto a situação do clube.

Lembrando que os jogadores continuam jogando sem receber. Estão com três meses de direitos de imagem atrasados, porque mais uma vez a diretoria não cumpriu o prometido. A antecipação da Ticket Master seria para quitar atrasados. Mas o São Paulo preferiu pagar juros bancários. Eita 2026 que não acaba nunca.

A Corja que Salvou o São Paulo

O que aconteceu no São Paulo Futebol Clube nos últimos meses não foi obra do acaso, nem fruto de uma súbita iluminação daqueles que sempre estiveram no poder. Foi resultado direto de mais de cinco anos de mobilização, denúncia e resistência. O Somos Todos São-Paulinos esteve na linha de frente dessa luta quando ninguém mais tinha coragem de enfrentar a diretoria que afundou o clube em crises, escândalos e desprezo pela própria torcida. Enquanto alguns jornalistas preferiam defender o indefensável, atacando quem ousava questionar a gestão, nós seguimos firmes, mesmo quando nos olhavam de olhos torcidos. E agora fomos chamados de “corja”.

Sim, somos a corja — mas a corja que limpou o São Paulo, não a corja que o destruiu. Somos aqueles que não se calaram diante da arrogância, da incompetência e da blindagem midiática que tentava transformar fracasso em virtude. Por mais de cinco anos, enfrentamos narrativas distorcidas, tentativas de deslegitimar o movimento e ataques pessoais vindos de quem deveria fiscalizar o poder, não servi-lo.

A expulsão de Julio Casares – e sua turma – não foi apenas um ato administrativo: foi um marco histórico. Representou a vitória da torcida, da mídia alternativa e de todos que se recusaram a aceitar que o São Paulo fosse tratado como propriedade privada de dirigentes que confundiram o clube com seus próprios interesses. Representou o fim simbólico de um ciclo de soberba, corrupção, gestão temerária e descaso.

Hoje, o São Paulo se prepara para respirar novos ares. Não porque o sistema quis mudar, mas porque foi obrigado a mudar. E essa obrigação nasceu da pressão popular, da persistência de quem nunca desistiu, da coragem de quem enfrentou insultos para defender o que é certo. A história registrará que, quando o clube mais precisou, não foram os “especialistas” nem os “analistas” que o salvaram. Foi a torcida. Foi a mídia independente. Foi o Somos Todos São-Paulinos.

Se ser corja significa lutar pelo São Paulo, então que sejamos corja para sempre.

Tendo Calleri decisivo e Lucas como diferencial, São Paulo conseguiu os três pontos

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb. o São Paulo conseguiu os três pontos que eram obrigatórios neste sábado, no Morumbi, ao bater o Vitória por 2 a 1. O time teve Calleri voltando a ser decisivo e Lucas um diferencial para a qualidade técnica do time subir. Tudo isso apesar dos erros de Dorival Jr.

Dorival continua insistindo em não escalar Newton no lugar certo. Ele o coloca como zagueiro pela direita, lateral, ala, mas não como volante. E o time continua sofrendo pela falta de um cabeça de área, até porque não podemos contar com o baixo nível de Pablo Maia para o setor. Além do mais, Bobadilla e Djhordney não fazem essa função. O gol do Vitória deixou clara essa questão. O jogador chuta da meia lua absolutamente vazia, com Bobadilla dentro da área.

O lado positivo do técnico neste sábado foi ter tirado Pablo Maia e Marcos Antonio do time e dado chance desde o início da Djhordney, que voltou a fazer boa partida, além do Newton – só que em lugar errado -.

Mas continuamos padecendo de qualidade técnica e tática, porque Dorival não consegue dar padrão ao time. Meio de campo espaçado, Calleri sozinho lá na frente e zaga mal posicionada. De novo retomo o gol do Vitória, onde a bola viajou de um lado para outro e veio para a frente da área, com a defesa só olhando.

Substituições erradas, quebrando mais ainda o meio de campo, mas o lado bom: a entrada de Lucas. Deu um up na qualidade técnica, o que nos possibilitou chegar à vitória. A jogada começa com ele e é concluída por Calleri, depois de tentativas de Bobadilla e Gustavo Santana. Aliás, Gustavo Santana, uma boa promessa, não pode jogar junto de Calleri, pois ambos ocupam o mesmo espaço.

Enfim, chegamos a 39 pontos e precisamos de mais seis para pensar com maior tranquilidade o próximo ano.

O amanhã do São Paulo é sempre pior do que hoje. Dentro e fora de campo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo fez uma partida medonha contra o Cruzeiro, perdeu de 2 a 0 e poderia ter perdido de 5 ou 6 que não seria absurdo. Foi um ponto fora da curva? De maneira alguma. Apenas a rotina.

Temos o usual de falar sempre que foi a pior partida do time no ano, ou na década. Mas a cada jogo que passa, a impressão que fica é exatamente essa. Lembram-se da vitória contra o Internacional, no Morumbi? Ganhamos por 1 a 0, mas fomos inteiramente dominados pelos gaúchos.

Dorival Jr está completamente perdido. Insiste com alguns jogadores como Pablo Maia, Rafael Tolói e Marcos Antonio, que visivelmente não conseguem produzir nada de benéfico ao time, tendo como consequência os danos. Tolói tem falhado sucessivamente nos gols que sofremos; Pablo Maia não encontra lugar em campo e atrapalha em todos; Marcos Antonio, talvez pela sua baixa estatura, tem se escondido atrás de jogadores da defesa.

Só Toloi é culpado pelos gols? Ele teve participação negativa em todos, mas conta com a colaboração de Arboleda, que também não encontra posição em campo. Tudo isso depois de dez dias de treinos, sem jogos.

Parece ficar claro a cada dia que Toloi tem que sair e Osório tem que entrar; que o meio de campo deve ser formado por Newton, Djhordney e Pedro Ferreira, nos lugares de Pablo Maia, Bobadilla e Marcos Antonio. O tal “motorzinho” do time, me parece, está fundido.

E Bobadilla? Foi para a Copa como grande estrela do São Paulo para ser negociado, marcou um gol contra na estreia, ficou no banco do segundo jogo entrando por 10 minutos, ficou no banco no terceiro jogo, atrapalhou o time no quarto, voltou abaixo de sua condição técnica, jogou e se contundiu, ficando longo tempo parado. E o São Paulo tem a cara de pau de acusar o Departamento Médico da Seleção do Paraguai pelo seu estado clínico.

O time tem vivido da lucidez de Arthur e de um Calleri brigando sozinho entre os zagueiros adversários. E o time não consegue chegar e sofre muito.

Fora de campo essa diretoria nefasta fez uma chantagem pública, com direito a choros e humilhações, para aprovar a Ticket Master. O mote era o pagamento de quatro meses de atraso dos direitos de imagens dos jogadores. A antecipação veio, muito meos do que a tiqueteira havia prometido, foi pago apenas um mês, e temos em nossa frente um transfer ban do Galoppo, e uma luz cortada (já foi religada) num dos estacionamentos do clube.

Sempre pergunto o que mais tem para acontecer, mas não encontro dificuldades para dificuldade para responder quando o outro dia nasce. E 2026 não acaba nunca.

A diretoria pagou um mês dos quatro de atraso; o time jogou um quarto dos 90 minutos

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a impressão que ficou é que a diretoria prometeu pagar todos os atrasados ao ser aprovada a nova tiqueteira – Ticket Master -, mas pagou somente um dos quatro meses atrasados de direito de imagem. Então o time jogou bem até os 25 minutos, perdeu chances, fez o gol. Mas logo em seguinte, entrado no segundo quarto, tomou o empate e foi dominado pelo Santos.

É claro que isso é uma metáfora que estou desenhando – sim, porque se eu escrever esses incultos da diretoria não entenderão – , mas temos que levar em consideração o que Dorival falou na entrevista:

– Eu só acredito que um clube vá se organizar e se respeitar internamente quando todas as pessoas que participarem desse processo abram mão do seu lado pessoal em prol da organização e da dignidade de um clube de futebol. Quando isso acontecer, o São Paulo dará um passo muito grande em busca de uma organização e de voltar a ser tudo que sempre foi no cenário esportivo mundial. Nós precisamos que todos os são-paulinos de verdade se juntem. Dividimos clubes, o país em partidos políticos, e isso não tem feito bem para ninguém. Espero que os clubes possam ter uma unidade. Quando isso acontecer, não tenho dúvidas de que esse clube vai voltar a ser gigante.

Dorival conseguiu mudar o foco da derrota, da sua incapacidade de montar e gerir o time e transferiu para a diretoria a responsabilidade pela derrota. Isso não é nada do que nós, da mídia alternativa, não temos apontado e falado ao longo do tempo. Mas Dorival tem que fazer o seu trabalho, saber comandar o vestiário como fazia Crespo. Ou pensam que na época do argentino as coisas andavam às mil maravilhas? Não esqueçam que Crespo era o técnico quando Casares foi deposto da presidência.

Dorival errou na escalação. Ele tem algum caso com Pablo Maia, não é possível. Mesmo assim, desfazendo a linha de três zagueiros – o que nunca deveria ter feito – conseguiu povoar o meio de campo e o São Paulo tinha o domínio do jogo. Mas ao ver o Santos atacando muito pelo lado esquerdo, com Cebolinha, ele corrigiu da pior maneira: ao invés de fazer Pablo Maia ou Bobadilla cair pelo lado direito para fechar a marcação, ele trouxe Maia para a zaga pela direita. Com isso desmontou o meio de campo e ganhou um zagueiro que não tem noção do que é esse setor.

O resultado já sabemos. Ele poderia ter voltado com Osório ou Sabino recompondo a defesa, ou mesmo com Newton que pode jogar por ali, mas manteve o time inalterado. E assim fomos facilmente derrotados.

Diga-se de passagem, Tolói teve participação direta nos dois gols. No primeiro estava a cinco metros de Gabriel. No segundo caiu de bunda num drible do santista.

O São Paulo não teve poder de reação. Foi um catado, vivendo de jogadas individuais, como o lance de Arthur que quase se transformou em golaço, ou um chute de longe do Danielzinho, ambos com grndes defesas do goleiro do Santos.

Outra diferença: enquanto o Santos tem Gabriel Prazão, Diógenes e João Paulo (terceiro goleiro), nós temos Rafael, Coronel e algum terceiro goleiro. O tal de Coronel me faz sentir falta do Rafael. Acho que não preciso dizer mais nada.

O Z4 não está fora de cogitação. E olhem que não sou alarmista, nem pessimista. Estou sendo apenas realista.

Editor do Tricolornaweb decide apoio para a eleição presidencial

Depois de bastante analisar as correntes políticas e identificar quem serão os possíveis candidatos a presidente do São Paulo, eu decidi meu apoio: será a Marcelo Marcucci Portugal Gouvêa. E a razão é óbvia: quem luta desde a segunda semana de janeiro de 2021 contra a gestão Casares, e que durante cinco anos procurou, denunciou e provou a corrupção que acabou com o São Paulo, não poderia, em hipótese alguma, apoiar qualquer candidatura que não fosse da oposição.

Desde maio deste ano muitos nomes tem sido falado. Começando por Dáurio Speranzini, a quem hipotequei apoio imediato, passando por Rogerio Caboclo, a quem afirmei que nunca daria um apoio, chegamos em Marcelinho Portugal Gouvêa. Destarte, até por conhecê-lo de longo tempo no clube, me parece ser o melhor nome para tentar recolocar o São Paulo nos eixos.

Também entendo que a chapa que se desenha na oposição, com Marcelinho para a presidência, Eduardo Alfano para vice e Fábio Mariz de Oliveira para a presidência do Conselho Deliberativo desperta, no mínimo, muita credibilidade e passado ilibado, o que pesou bastante em minha decisão.

Reafirmo, como em outras eleições, que o Tricolornaweb não terá partido e continuará trazendo notícias de maneira jornalística como sempre o fez nestes 22 anos. Mas eu me permito apoiar quem eu acho que poderá resgatar o São Paulo.

Quando vejo o outro lado, encontro pessoas, algumas até com boa ficha de serviços prestados, mas que estiveram até o último dia com Júlio Casares, tentando, inclusive, evitar seu afastamento. Vejo pessoas que seguem na gestão Massis, apenas um continuísmo da corja casariana. Entendo, assim, que uma possível vitória de qualquer representante da situação determinará que seguiremos rumo ao mais profundo precipício, onde, inclusive, já nos encontramos.

Rumos podem ser corrigidos ali na frente, mas sempre com o sentimento de são-paulinismo operante. Porém, do lado da situação, esse sentimento está muito longe de existir.

Reafirmando, estou com Marcelinho, por um resquício de esperança que tenho da retomada do São Paulo aos seu caminho de glórias.

Vitória obrigatória, mas com muito sofrimento

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo venceu o Internacional no Morumbi, com um gol marcado por Calleri, cobrando pênalti com 15 minutos do primeiro tempo, ainda sob o silêncio da torcida organizada. Acho que assim deveria persistir por todo o jogo, pois foi só sair o gol e a torcida fazer barulho para o time recuar por inteiro e ficar sento pressionado pelo Internacional.

Ainda no primeiro tempo o São Paulo conseguiu equilibrar um pouco. Com o estreante Pedro Lima fazendo uma grande partida, partindo para cima dos adversários, indo à linha de fundo, infiltrando pelo meio, com boas variações de jogadas, Arthur teve liberdade para jogar pelo meio ou pelo lado esquerdo. Mas foi muito mal e não cumpriu nenhuma das funções de forma convincente.

Dorival errou grotescamente em todo o jogo. Não é segredo para ninguém que o Inter joga no sistema 3-6-1. Por isso é um dos piores ataques do Brasileiro. Portanto, não havia necessidade alguma de entrar com três zagueiros. Ficaram Domingos Duarte (depois Sabino), Arboleda e Toloi marcando Alan Patrick, que nem atacante é. Acho até que o sistema tático era 3-7-0.

Enquanto isso o meio campo perdia completamente a parada. Com seis jogadores do Inter por ali e nós só com Djhordney e Marcos Antonio, com apoio dos alas, a bola não saia do nosso campo. É bem verdade que Rafael não fez uma única defesa, mas muito mais por ruindade extrema do Internacional do que por mérito do São Paulo.

Dorival já deveria ter voltado com Danielzinho. Ele poderia ter tirado Luciano (como tirou na metade do segundo tempo), Arthur ou mesmo um zagueiro. Precisava de mais gente no meio de campo. Demorou uma eternidade para isso, e quando fez a alteração, não houve efeito nenhum e a situação ficou inalterada até o final.

Fora três pontos fundamentais, que nos afastaram, de novo, do Z4. Temos que chegar aos 48 pontos para respirar tranquilamente. Estamos com 36. São mais 12. Temos que contar com os jogos em casa, de vitória obrigatória para isso. Teremos, até o final do Brasileiro: Santos, Vitória, Vasco, Corinthians, Fluminense e Remo. Os 12 pontos serão obrigatórios contra Vitória, Vasco, Fluminense e Remo, considerando empates com Santos e Corinthians. Seriam 14 pontos que nos levaria a ficar com 50 pontos e planejar 2027 com outra diretoria, menos nociva que as últimas e a atual.

Dorival toma um banho tático de Arruabarrena. Porém tem coisas mais profundas na eliminação

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo empatou por 1 a 1 com o Boca Juniors e foi eliminado da Copa Sul-Americana nesta terça-feira, num Morumbi lotado. Descansados após terem sido poupados no clássico contra o Palmeiras, os titulares jogaram mal e foram dominados pelos argentinos.

Em seus melhores momentos na temporada, o São Paulo de Dorival Júnior subiu suas linhas para marcar pressionando a saída de bola do adversário. Em um Morumbi lotado, como citei, com jogadores descansados e precisando do resultado, porém, isso não aconteceu. Foi o Boca quem subiu as linhas e o São Paulo não soube como sair delas. E com isso assistiu o Boca jogar como queria, fazer o tempo passar, sem fazer cera.

O trio de zaga do São Paulo teve uma exibição tenebrosa no quesito recuperar a posse de bola, com Arboleda rebatendo as tentativas do Boca e devolvendo a posse ao adversário, além de Domingos e Sabino errando passes e complicando a saída de jogo.

Com Danielzinho e Marcos Antônio em dias péssimo, o Tricolor perdeu totalmente o meio-campo e virou mero espectador da partida em diversos momentos.

Na segunda etapa, a zaga teve o erro fatal: Sabino subiu demais a marcação sem motivo aparente, Arboleda acompanhou e perdeu a jogada, dando espaço nas costas para Lozano receber totalmente livre e invadir a área sozinho para marcar o gol. Rafael ainda bateu na bola, mas sem força para desviar[

O São Paulo até esboçou uma reação, sem qualquer plano tático, indo para o abafa. Chegou a empatar com Ryan, mas o gol foi anulado por um impedimento milimétrico, mandrake, que dependeu da boa vontade das linhas traçadas beneficiarem um lado ou outro. Como sempre, não fomos nós os beneficiados, ainda que jogando no Morumbi. No finalzinho Domingos Duarte empatou, mas de nada adiantou.

As mais de 55 mil pessoas que compareceram ao Morumbi com certeza esperavam mais disposição de um time descansado e que precisava vencer. E acabaram sendo responsabilizadas pela eliminação. Afinal, Dorival disse, na coletiva, que a razão do time ter jogado tão abaixo da média foi pela pressão sentida com a presença da torcida. Ou seja: culpa nossa, mais uma vez.

E assim o São Paulo continua desrespeitando o torcedor. A diretoria rouba, nós denunciamos, a torcida se une pela saída da corja, e nós (mídia alternativa e torcida) somos responsabilizados pela crise do clube. O time joga mal, perde (empata, mas e eliminado), e a torcida é quem leva a culpa. Talvez seja melhor sábado deixarmos o Morumbi às moscas, contra o Internacional. Quem sabe os jogadores não se sintam pressionados.

Mas a eliminação tem um quadro muito mais grave que o simples erro de Dorival. Vivemos uma semana em que o cidadão senil que ocupa a cadeira da presidência resolveu usar os jogadores como bois de piranha ao anunciar que não pagaria os salários por conta da não aprovação da tiqueteira, quando, na verdade, já tinha dinheiro oriundo de dois empréstimos no valor total de R$ 25 milhões (Bancos Rendimento e Daycoval) para pagar os salários e, inclusive, os direitos de imagem atrasados.

A cada dia que passa sinto que o ano de 2100 vai chegar e 2027 não.