A diretoria pagou um mês dos quatro de atraso; o time jogou um quarto dos 90 minutos

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a impressão que ficou é que a diretoria prometeu pagar todos os atrasados ao ser aprovada a nova tiqueteira – Ticket Master -, mas pagou somente um dos quatro meses atrasados de direito de imagem. Então o time jogou bem até os 25 minutos, perdeu chances, fez o gol. Mas logo em seguinte, entrado no segundo quarto, tomou o empate e foi dominado pelo Santos.

É claro que isso é uma metáfora que estou desenhando – sim, porque se eu escrever esses incultos da diretoria não entenderão – , mas temos que levar em consideração o que Dorival falou na entrevista:

– Eu só acredito que um clube vá se organizar e se respeitar internamente quando todas as pessoas que participarem desse processo abram mão do seu lado pessoal em prol da organização e da dignidade de um clube de futebol. Quando isso acontecer, o São Paulo dará um passo muito grande em busca de uma organização e de voltar a ser tudo que sempre foi no cenário esportivo mundial. Nós precisamos que todos os são-paulinos de verdade se juntem. Dividimos clubes, o país em partidos políticos, e isso não tem feito bem para ninguém. Espero que os clubes possam ter uma unidade. Quando isso acontecer, não tenho dúvidas de que esse clube vai voltar a ser gigante.

Dorival conseguiu mudar o foco da derrota, da sua incapacidade de montar e gerir o time e transferiu para a diretoria a responsabilidade pela derrota. Isso não é nada do que nós, da mídia alternativa, não temos apontado e falado ao longo do tempo. Mas Dorival tem que fazer o seu trabalho, saber comandar o vestiário como fazia Crespo. Ou pensam que na época do argentino as coisas andavam às mil maravilhas? Não esqueçam que Crespo era o técnico quando Casares foi deposto da presidência.

Dorival errou na escalação. Ele tem algum caso com Pablo Maia, não é possível. Mesmo assim, desfazendo a linha de três zagueiros – o que nunca deveria ter feito – conseguiu povoar o meio de campo e o São Paulo tinha o domínio do jogo. Mas ao ver o Santos atacando muito pelo lado esquerdo, com Cebolinha, ele corrigiu da pior maneira: ao invés de fazer Pablo Maia ou Bobadilla cair pelo lado direito para fechar a marcação, ele trouxe Maia para a zaga pela direita. Com isso desmontou o meio de campo e ganhou um zagueiro que não tem noção do que é esse setor.

O resultado já sabemos. Ele poderia ter voltado com Osório ou Sabino recompondo a defesa, ou mesmo com Newton que pode jogar por ali, mas manteve o time inalterado. E assim fomos facilmente derrotados.

Diga-se de passagem, Tolói teve participação direta nos dois gols. No primeiro estava a cinco metros de Gabriel. No segundo caiu de bunda num drible do santista.

O São Paulo não teve poder de reação. Foi um catado, vivendo de jogadas individuais, como o lance de Arthur que quase se transformou em golaço, ou um chute de longe do Danielzinho, ambos com grndes defesas do goleiro do Santos.

Outra diferença: enquanto o Santos tem Gabriel Prazão, Diógenes e João Paulo (terceiro goleiro), nós temos Rafael, Coronel e algum terceiro goleiro. O tal de Coronel me faz sentir falta do Rafael. Acho que não preciso dizer mais nada.

O Z4 não está fora de cogitação. E olhem que não sou alarmista, nem pessimista. Estou sendo apenas realista.

Editor do Tricolornaweb decide apoio para a eleição presidencial

Depois de bastante analisar as correntes políticas e identificar quem serão os possíveis candidatos a presidente do São Paulo, eu decidi meu apoio: será a Marcelo Marcucci Portugal Gouvêa. E a razão é óbvia: quem luta desde a segunda semana de janeiro de 2021 contra a gestão Casares, e que durante cinco anos procurou, denunciou e provou a corrupção que acabou com o São Paulo, não poderia, em hipótese alguma, apoiar qualquer candidatura que não fosse da oposição.

Desde maio deste ano muitos nomes tem sido falado. Começando por Dáurio Speranzini, a quem hipotequei apoio imediato, passando por Rogerio Caboclo, a quem afirmei que nunca daria um apoio, chegamos em Marcelinho Portugal Gouvêa. Destarte, até por conhecê-lo de longo tempo no clube, me parece ser o melhor nome para tentar recolocar o São Paulo nos eixos.

Também entendo que a chapa que se desenha na oposição, com Marcelinho para a presidência, Eduardo Alfano para vice e Fábio Mariz de Oliveira para a presidência do Conselho Deliberativo desperta, no mínimo, muita credibilidade e passado ilibado, o que pesou bastante em minha decisão.

Reafirmo, como em outras eleições, que o Tricolornaweb não terá partido e continuará trazendo notícias de maneira jornalística como sempre o fez nestes 22 anos. Mas eu me permito apoiar quem eu acho que poderá resgatar o São Paulo.

Quando vejo o outro lado, encontro pessoas, algumas até com boa ficha de serviços prestados, mas que estiveram até o último dia com Júlio Casares, tentando, inclusive, evitar seu afastamento. Vejo pessoas que seguem na gestão Massis, apenas um continuísmo da corja casariana. Entendo, assim, que uma possível vitória de qualquer representante da situação determinará que seguiremos rumo ao mais profundo precipício, onde, inclusive, já nos encontramos.

Rumos podem ser corrigidos ali na frente, mas sempre com o sentimento de são-paulinismo operante. Porém, do lado da situação, esse sentimento está muito longe de existir.

Reafirmando, estou com Marcelinho, por um resquício de esperança que tenho da retomada do São Paulo aos seu caminho de glórias.

Vitória obrigatória, mas com muito sofrimento

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo venceu o Internacional no Morumbi, com um gol marcado por Calleri, cobrando pênalti com 15 minutos do primeiro tempo, ainda sob o silêncio da torcida organizada. Acho que assim deveria persistir por todo o jogo, pois foi só sair o gol e a torcida fazer barulho para o time recuar por inteiro e ficar sento pressionado pelo Internacional.

Ainda no primeiro tempo o São Paulo conseguiu equilibrar um pouco. Com o estreante Pedro Lima fazendo uma grande partida, partindo para cima dos adversários, indo à linha de fundo, infiltrando pelo meio, com boas variações de jogadas, Arthur teve liberdade para jogar pelo meio ou pelo lado esquerdo. Mas foi muito mal e não cumpriu nenhuma das funções de forma convincente.

Dorival errou grotescamente em todo o jogo. Não é segredo para ninguém que o Inter joga no sistema 3-6-1. Por isso é um dos piores ataques do Brasileiro. Portanto, não havia necessidade alguma de entrar com três zagueiros. Ficaram Domingos Duarte (depois Sabino), Arboleda e Toloi marcando Alan Patrick, que nem atacante é. Acho até que o sistema tático era 3-7-0.

Enquanto isso o meio campo perdia completamente a parada. Com seis jogadores do Inter por ali e nós só com Djhordney e Marcos Antonio, com apoio dos alas, a bola não saia do nosso campo. É bem verdade que Rafael não fez uma única defesa, mas muito mais por ruindade extrema do Internacional do que por mérito do São Paulo.

Dorival já deveria ter voltado com Danielzinho. Ele poderia ter tirado Luciano (como tirou na metade do segundo tempo), Arthur ou mesmo um zagueiro. Precisava de mais gente no meio de campo. Demorou uma eternidade para isso, e quando fez a alteração, não houve efeito nenhum e a situação ficou inalterada até o final.

Fora três pontos fundamentais, que nos afastaram, de novo, do Z4. Temos que chegar aos 48 pontos para respirar tranquilamente. Estamos com 36. São mais 12. Temos que contar com os jogos em casa, de vitória obrigatória para isso. Teremos, até o final do Brasileiro: Santos, Vitória, Vasco, Corinthians, Fluminense e Remo. Os 12 pontos serão obrigatórios contra Vitória, Vasco, Fluminense e Remo, considerando empates com Santos e Corinthians. Seriam 14 pontos que nos levaria a ficar com 50 pontos e planejar 2027 com outra diretoria, menos nociva que as últimas e a atual.

Dorival toma um banho tático de Arruabarrena. Porém tem coisas mais profundas na eliminação

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo empatou por 1 a 1 com o Boca Juniors e foi eliminado da Copa Sul-Americana nesta terça-feira, num Morumbi lotado. Descansados após terem sido poupados no clássico contra o Palmeiras, os titulares jogaram mal e foram dominados pelos argentinos.

Em seus melhores momentos na temporada, o São Paulo de Dorival Júnior subiu suas linhas para marcar pressionando a saída de bola do adversário. Em um Morumbi lotado, como citei, com jogadores descansados e precisando do resultado, porém, isso não aconteceu. Foi o Boca quem subiu as linhas e o São Paulo não soube como sair delas. E com isso assistiu o Boca jogar como queria, fazer o tempo passar, sem fazer cera.

O trio de zaga do São Paulo teve uma exibição tenebrosa no quesito recuperar a posse de bola, com Arboleda rebatendo as tentativas do Boca e devolvendo a posse ao adversário, além de Domingos e Sabino errando passes e complicando a saída de jogo.

Com Danielzinho e Marcos Antônio em dias péssimo, o Tricolor perdeu totalmente o meio-campo e virou mero espectador da partida em diversos momentos.

Na segunda etapa, a zaga teve o erro fatal: Sabino subiu demais a marcação sem motivo aparente, Arboleda acompanhou e perdeu a jogada, dando espaço nas costas para Lozano receber totalmente livre e invadir a área sozinho para marcar o gol. Rafael ainda bateu na bola, mas sem força para desviar[

O São Paulo até esboçou uma reação, sem qualquer plano tático, indo para o abafa. Chegou a empatar com Ryan, mas o gol foi anulado por um impedimento milimétrico, mandrake, que dependeu da boa vontade das linhas traçadas beneficiarem um lado ou outro. Como sempre, não fomos nós os beneficiados, ainda que jogando no Morumbi. No finalzinho Domingos Duarte empatou, mas de nada adiantou.

As mais de 55 mil pessoas que compareceram ao Morumbi com certeza esperavam mais disposição de um time descansado e que precisava vencer. E acabaram sendo responsabilizadas pela eliminação. Afinal, Dorival disse, na coletiva, que a razão do time ter jogado tão abaixo da média foi pela pressão sentida com a presença da torcida. Ou seja: culpa nossa, mais uma vez.

E assim o São Paulo continua desrespeitando o torcedor. A diretoria rouba, nós denunciamos, a torcida se une pela saída da corja, e nós (mídia alternativa e torcida) somos responsabilizados pela crise do clube. O time joga mal, perde (empata, mas e eliminado), e a torcida é quem leva a culpa. Talvez seja melhor sábado deixarmos o Morumbi às moscas, contra o Internacional. Quem sabe os jogadores não se sintam pressionados.

Mas a eliminação tem um quadro muito mais grave que o simples erro de Dorival. Vivemos uma semana em que o cidadão senil que ocupa a cadeira da presidência resolveu usar os jogadores como bois de piranha ao anunciar que não pagaria os salários por conta da não aprovação da tiqueteira, quando, na verdade, já tinha dinheiro oriundo de dois empréstimos no valor total de R$ 25 milhões (Bancos Rendimento e Daycoval) para pagar os salários e, inclusive, os direitos de imagem atrasados.

A cada dia que passa sinto que o ano de 2100 vai chegar e 2027 não.

O time escalado demonstrou que o São Paulo não quer ganhar, nem se importa com a Série B

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, quando peguei a escalação do São Paulo para esse jogo contra o Palmeiras, tive um impacto e concluí: a diretoria e o técnico Dorival Jr entregaram os pontos, não querem ganhar e nem se importam com a Série B. Entrar com um time cem por cento reserva contra o Palmeiras, na casa deles, é pedir para ser goleado sem dó nem piedade.

Sou obrigado a confessar, no entanto, que o São Paulo equilibrou o jogo no primeiro tempo. Talvez o Palmeiras tenha subestimado nosso time e entendido que não precisaria se esforçar, porque a vitória viria a qualquer momento. E foi o que aconteceu. Por obra e autoria nossa, porque foi nos nossos erros que perdemos o jogo.

É evidente que, mesmo jogando de igual para igual, não poderíamos esperar uma vitória. Afinal, time que tem no ataque Victor Sá e André Silva, não pode nem pensar em ganhar um jogo na Série B. Ferreira ficou correndo prá lá e prá cá, tentando alguma coisa. O único que acompanhou o ponta e fez alguma coisa foi Cauly. Mas nós também sabemos que a régua de qualidade é baixa demais.

Mas aí começaram os erros. Osório faz uma falta violenta, estúpida, perto da bandeira de escanteio do lado direito (oposto ao que ele joga na defesa) e é -muito bem – expulso. O que era difícil, ficou praticamente impossível. Até porque, faltando dois minutos para acabar o primeiro tempo, o tal de Coronel resolve fazer cerca, o árbitro reverte o tiro de meta em escanteio e daí sai um segundo escanteio e o gol. Poderíamos ter ido para o vestiário com 0 a 0. Mas Coronel fez o serviço.

Seria óbvio que ele voltasse com Arboleda para recompor a defesa, mas tão óbvio como isso seria a saída de Victor Sá, uma assombração em campo. Mas Dorival tirou Cauly, perdeu o meio de campo para o Palmeira e aí viramos presa fácil.

Um erro de Pablo Maia – sempre ele – dando passe errado na saída da área, permitiu ao Palmeiras fazer uma jogada como se faz nas peladas de praia. Jogadores tocando, chegando à linha de fundo, cruzando para o centroavante que está em cima da risca do gol só para empurrar para dentro. Pablo Maia tentou mais uma vez, ao cair sentado e perder a bola, na frente da área, mas eles não marcaram. Arthur também tentou, da mesma forma o Palmeiras não marcou. E nós saímos da Arena só com 2 a 0, fazendo cera no final para não tomar mais gol. Retrato puro de um time que se apequenou de vez.

O interessante é que Dorival poupou cem por cento dos titulares e nós jogamos terça-feira, no Morumbi. O Palmeiras usou cem por cento dos titulares e vai jogar em Quito, a mais de 3.500 metros de altitude. Sinal dos tempos.

A decisão de entrar com o time reserva, tem uma das duas possibilidades de explicação: ou foi ideia de Dorival, com cumplicidade da diretoria, ou da diretoria, com cumplicidade de Dorival. Tudo para tentar ganhar US$ 750 mil com uma eventual classificação para a semifinal da Sul-Americana. Ainda que tenhamos voltado a ficar apenas cinco pontos do Z4 do Brasileiro.

Definitivamente, vai chegar o ano de 2100 e não chega 2027.

São Paulo perde oportunidades e se perde no jogo. A síndrome do segundo tempo voltou

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo até deu a impressão que traria uma vitória de Buenos Aires, mas acabou sofrendo de nova síndrome do segundo tempo e sucumbiu ante um Boca que parecia perdido, mas que mostrou que sua camisa ainda entorta varal, assim como a nossa.

Aliás, mais do que a importância de um jogo da Sul-Americana, o jogo teve sintomas de nostalgia, quando durante décadas os dois clube ostentaram os degraus mais altos da rivalidade na América do Sul. Hoje o Boca é um arremedo do que foi e o São Paulo…desnecessário falar alguma coisa.

No jogo, foram 30 minutos de total domínio do São Paulo. O trio de zaga funcionando bem, Marcos Antonio encostando na frente, Iago e Lucas Ramon avançando pelos lados e as oportunidades foram surgindo. Primeiro foi Luciano que cabeceou para grande defesa do goleiro argentino e depois Caller, que perdeu um gol inacreditável.

Mas, como eu disse, durou 30 minutos. Aí o Boca acordou para o jogo e começou a rondar a área do São Paulo. As deficiências começaram a surgir, principalmente no setor de meio de campo, onde Pablo Maia estava completamente perdido e Marcos Antonio não acompanhava a descida dos argentinos.

Na transmissão eu e o Dario Campos comentávamos que Dorival deveria voltar com Newton no lugar de Pablo Maia para dar maior consistência ofensiva. Ou até Danielzinho, o que faria o futebol de Marcos Antonio melhorar. Só que Dorival não mexeu, mas o Boca sim. Não com troca de jogadores, mas com troca de posição em campo, formando um carrossel. Em pouco tempo o gol saiu e as fragilidades do São Paulo ficaram patentes. O ataque morreu, o meio de campo não existiu e a defesa passou a bater cabeça o tempo todo.

O São Paulo voltou a ser o time omisso no segundo tempo que tem sido este ano. As exceções talvez tenham sido os jogos contra RB Bragantino e Atlético-MG.

A culpa maior, no meu entender, foi de Dorival. Ele desmontou uma dupla de meio de campo que estava dando muito certo, com Danielzinho e Marcos Antonio, para colocar Pablo Maia que não consegue mais jogar futebol. E depois de estragado, quando viu a coisa complicar, deveria ter colocado Newton, a quem ele tanto pediu à diretoria. Mas os erros continuaram, porque ele colocou Danielzinho no lugar de Marcos Antonio e Newton aos 47 minutos do segundo tempo. Grotesco.

Dá para virar. O estrago não foi tão grande. Mas tivéssemos um técnico com um pouquinho mais de capacidade, e jogadores com mas vontade em campo, não se dobrando a amores passados pelo Boca, no mínimo com um empate teríamos saído de Buenos Aires.

São Paulo faz partida sólida e ganha com méritos, se afastando do risco

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo conseguiu fazer uma grande apresentação neste sábado, no Morumbi, vencendo o Atlético-MG por 2 a 0. O time apresentou uma solidez defensiva muito grande, com o meio de campo fluindo e o ataque funcionando, até porque a bola chegou nos atacantes, principalmente pelos lados do campo.

O trio de defesa formado por Domingos Duarte, Arboleda e Sabino foi perfeito. Não houve uma falha sequer. O time, nesse esquema de necessidade premente de vitória, joga para a frente, sem volante cabeça de área. Depende da atuação perfeita da zaga. E isso aconteceu. Além de defender, várias vezes Sabino se fingiu de meia e avançou, sempre levando perigo ao gol adversário e o que é mais importante: não perdeu bola dando chance ao contra ataque adversário, com lacuna na defesa.

O meio de campo com Danielzinho e Marcos Antonio deixa o time mais leve, mais veloz, com muita movimentação e passes certos. Arthur se movimenta por todos os cantos, com técnica apurada. Luciano, apesar de mais lento, conseguiu ser bom companheiro para Gustavo Santana que promete muito. Continuando nesse ritmo, deverá ser o sucessor de Calleri.

Deixei por último os alas. Dorival tem alternado as escalações. Quando coloca Iago de um lado, põe Buta do outro para segurar um pouco. A mesma coisa ele faz quando coloca Wendel, liberando Lucas Ramon pelo outro lado. Mas o jogo só foi resolvido depois que Iago entrou. Participou diretamente do primeiro gol e marcou o segundo, provando que é titular e não se discute mais.

O time já havia apresentado um bom futebol contra o RB Bragantino. Só que ali sofreu um pouco. Tomou um gol e viu a síndrome do segundo tempo viva em sua frente. Mas venceu. Com a segunda vitória consecutiva, a imagem que fica é que Dorival conseguiu encontrar o time certo para tirar o São Paulo desta zona sufocante em que se encontrava e pensar em terminar o ano sem solavancos.

É muito agradável quando posso fazer um comentário elogiando o time e vendo algo em que possa me ancorar para pensar apenas positivamente.

Com bom primeiro tempo, São Paulo evitou a síndrome do segundo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, finalmente passamos um final de semana aliviados. Depois de quatro meses, um time com a envergadura do São Paulo, com uma camisa que entorta varal, voltou a vencer. Uma vitória de extrema importância, pois nos levou para uma provisória décima posição, mas, principalmente, nos afastou momentaneamente do Z4.

O espiral de baixa que o time estava vivendo, tirando a confiança dos jogadores e da torcida, estava colocando a nau com o nariz para baixo e nos levando para uma situação da qual dificilmente sairíamos.

Dorival Jr conseguiu montar um time confiável para uma partida sólida, sem correr riscos. Com uma formação inicial de 3-4-3, onde os três zagueiros – Domingos Duarte, Arboleda e Sabino – estiveram quase perfeitos, o time pode se preocupar em ir para a frente com maior tranquilidade. Danielzinho esteve longe de ser um cabeça de área, mas funciona muito bem quando tem Marcos Antonio ao seu lado. Ambos viram o futebol crescer e as chegadas foram mais fortes.

Méritos para Luciano que lutou por uma bola num lance onde ele havia sofrido falta não marcada por Daronco. A insistência resultou no pênalti – o VAR precisou de oito minutos para convencer Daronco a marcar – e de Gustavo Santana, que marcou um digno gol de centroavante.

A partir daí, e por todo o segundo tempo,  RB Bragantino se abriu, pois saiu em caça de um melhor resultado. O São Paulo passou, então, a perder oportunidades. Uma com Arthur, outra com Luciano, outra com André Silva. Enfim, elas se enfileiraram.

A falta de confiança da torcida é tão grande que com 42 minutos eu falava no ar que ainda não iria comemorar. E o gol do Bragantino aos 45 minutos, com mais sete por jogar, me deixou em pânico. Mas conseguimos levar o jogo até o fim e sair com os três pontos. Aliás, coincidentemente, repetimos o resultado do primeiro turno em Bragança. Lá marcaram Calleri e Sabino.

Verdade que o acerto de Dorival Jr na montagem do time se desfez no segundo tempo. Quando ele colocou Pablo Maia, André Silva e Ferreira, o time acabou. Virou aquele que nós vínhamos falando: digno de uma Série B. Mas chegamos até o fim.

Uma semana para o time se preparar para jogar com o Atlético-MG, de novo no Morumbi. Outra vez obrigação de vencer esse jogo, até porque na sequência iremos ao Chiqueiro. E aí é se armar para perder de pouco. Ou, quem sabe, conseguir a grande zebra da rodada.

É importante ressaltar que em campo o time deu a resposta. E eu espero que essa vitória traga de volta a confiança necessária para a equipe chegar ao fim do ano sem sustos, sem sobressaltos.

O dia que o Conselho pode salvar o São Paulo ou enterrá-lo de vez

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o Conselho Deliberativo tem hoje um dos dias mais importantes de sua história: o de salvar o São Paulo. Ou decretar de vez sua insolvência, enterrando o clube em sua história de glórias, que vem do passado. Estará em votação a Reforma Estatutária, a mais séria, desenvolvimentista, das últimas décadas. Uma reforma que não é o golpe, como a feita pelo presidente deposto e futuramente encarcerado, Júlio Casares.

A reforma, elaborada originalmente por Daurio Speranzini, Eudardo Alfano e Flávio Marques, que depois teve as mãos de Vinicius Pinotti e, sim, Rogerio Caboclo, colocam o São Paulo no século XXI. Permitem que o futebol se desligue das amarras políticas viciadas do clube social e abra as portas para investimentos externos sem, no entanto, se tornar uma SAF.

É uma reforma que lida com a governança. Dá, por exemplo, ao Conselho de Administração, a força que lhe é inerente em qualquer empresa multinacional. Ela deve ter o poder de decisão sobre os atos da diretoria, mais especificamente do presidente. Acaba o “dizer amém” a tudo o que o presidente encaminha. Para vocês terem uma ideia do que é a atual, quando Casares ainda era presidente e Massis, como vice, membro do Conselho de Administração, Massis aprovou tudo sem ler um único contrato. E isso foi falado por ele numa reunião logo que assumiu.

No novo formato, já alterado por acordo, serão quatro executivos contratados de agências (sempre três para cada função, com escolha feita pelo Conselho Deliberativo), três conselheiros indicados pelo CD e um quarto do Consultivo. Na proposta original seriam nove, com um a mais dos independentes. Isso foi tirado para reduzir a ira dos mais conservadores, que não admitem existir um órgão, principalmente com pessoas estranhas ao clube, que se sobreponha ao presidente.

Outros fator importante é a retirada do Compliance da égide da presidência, colocando o setor como subordinado do Conselho de Administração. Se pegarmos o que Roberto Armelin fez – ou não fez – na gestão Casares, percebe-se que é um grandioso salto de qualidade.

A reforma também responsabiliza criminalmente dirigentes que lesarem o clube. A má administração, conhecida como gestão temerária, poderá punis com maior rapidez e consequências mais graves o próprio presidente.

Todos os setores ligados ao futebol, passando pela Comunicação, Marketing, Jurídico e o próprio Futebol, serão profissionais e ficará vedada a participação de conselheiros ou mesmo indicações políticas para os setores. Sempre serão buscados nome de destaque no mercado.

Eu tenho informações que existem nomes de peso, investidores de peso, esperando a votação desta reforma. Pela abertura que será dada e pela certeza de confiança que o clube passará, em breve poderemos começar a solucionar essa crise profunda. É fato que só entrará em vigor em 02 de janeiro de 2027, até porque é uma mudança estatutária que atinge a governança e isso não ser faz dentro do próprio mandato. Quando isso ocorre, é golpe, como foi a reeleição de Júlio Casares, um dos maiores golpistas – em todos os sentidos – da história do São Paulo.

O Tricolornaweb vai expor nomes e fotos de quem votar contra qualquer item. As 54 propostas foram condensadas em 12 itens. Não admitimos qualquer voto não, por qualquer explicação.

A aprovação desta reforma nos proporcionará condição para, em três anos, estarmos atingindo o patamar do Palmeiras e voltarmos a disputar títulos importantes. Sua reprovação nos levará a insolvência em até três anos, pois com tudo o que o clube fatura, já não consegue pagar contas de água e luz. O que dirá salários de jogares e dívidas com os bancos.

Quem votar sim para todos os itens mostrará que é são-paulino e que ama o São Paulo. Quem votar conta, mostrará que torce para outro time e só quer ver o fim do São Paulo. Aos mais conservadores, mais idosos, uma dica: guardem em suas memórias afetivas o Século XX. Mas permitam que o São Paulo se prepare, com muito atraso, para o Século XXI. Ou ele marcará o final deste clube que ainda é um dos mais importantes do mundo.

Contra a Chapecoense, São Paulo encarnou a Série B

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo decidiu encarnar a Série B. Com a partida dantesca que jogou em Chapecó neste domingo, como dito no Mesa Redonda, o Tricolor decretou seu rebaixamento. Perdemos de um time que só ganhou uma partida no Brasileiro até então – do Santos, na estreis – e estava, portanto, há 21 jogos sem vencer.

Que o elenco é horrível, estamos alertando há tempos. Mas o time também me parece ser medonho e o técnico pior ainda.

A dupla de zaga foi risível, para não dizer “chorável” . Domingos Duarte tomou um drible de criança na várzea no final do jogo; Sabino deu um escanteio, que originou o gol, quando não tinha ninguém perto dele e Rafael, talvez mudo, não o avisou disso; depois, no segundo tempo, recuou de cabeça uma bola para Rafael que gerou outro escanteio; os laterais mergulharam na ruindade da zaga e completaram o estrago; sem contar que o meio de campo não tinha marcação e um meia que não serve nem para time da série C, quando mais para o São Paulo. Arthur, nosso grande destaque, perdeu um gol absurdo e errou todos os passes.

Mas vamos entender que Dorival, um péssimo treinador, escalou o time do empresário Giuliano Bertolucci. Cauly fez as pazes com ele. Cauly completa seu 14º jogo com a camisa do São Paulo atuando por pelo menos 45 minutos. Caso cumpra 20 jogos nessa minutagem, a cláusula de compra obrigatória será acionada. Valor de € 2 milhões, pouco mais de R$ 12 milhões. Ou seja: mais seis jogos, atuando ao menos um tempo, e nós, que temos dinheiro sobrando, vamos ter que comprar em definitivo esse meia maravilhoso. Claro, contém ironia.

Eu sou otimista e, mesmo o time perdendo de 2 a 0, faltando um minuto para terminar, ainda acredito no empate. Sempre fui assim. Mas estou jogando a toalha. As apresentações do São Paulo não tem dado esperança de que algo possa mudar. E temos que levantar as mãos aos céus, pois só não estamos no Z4 por absoluta incompetência – maior do que a nossa – de quem está atrás do São Paulo. E olha que estamos lutando muito para ingressar nessa região, onde moralmente já nos encontramos há muito tempo.

Enquanto o time se derrete em campo e na classificação, nossos conselheiros continuam achando que vivemos os anos 1960 e que o modelo atual de clube associativo é o melhor que existe. Que octogenários, com pensamentos arcaicos conseguirão resolver o problema do clube, que já é pré-insolvente. Que não precisamos de uma reforma estatutária, que permita que o clube se modernize, separe o futebol do social, abra as portas para os investidores, ainda que não se torne uma SAF, para voltar a ser São Paulo.

Não querem perder o Status Quo. SE temos que responsabilizar Hary Massis por estarmos virtualmente rebaixados, afinal foi ele quem mandou Crespo embora quando o São Paulo era líder, e trouxe Roger Machado e agora esse ser que nos dirige, o caos é comandado pela atual situação e, por que não, pela oposição.

Os conselheiros da situação, que apoiaram Casares desde o início e continuam na gestão Massis, são parte da corja. Os da oposição, em sua grande maioria, pela total omissão e resposta contra esse estado de coisas, também são culpados.

Que a situação está trabalhando para derrotar a reforme estatutária, não é segredo para ninguém, O pseudo candidato Adilson Alves, que tem medo de lançar seu nome por saber que seu curriculum virá à tona, tergiversa quando é perguntado se votará a favor ou contra. Mas seu grupo, como todos os outros, vota contra.

Pior é a oposição, que também tem nomes importantes que votam contra. E um pré-candidato a presidente que não assume publicamente ser a favor para não se inviabilizar com os conservadores. Parece que ele também faz parte destes conservadores.

Assim, com a série B se aproximando e sem reforma estatutária aprovada, caminhamos para a insolvência total em até três anos. Por isso as nossas glórias vem do passado.