Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a vitória do São Paulo sobre o Cruzeiro nesta quarta-feira, em Belo Horizonte, por mais que nos tenha causado a eliminação da Copa do Brasil, serviiu para dar novo ânimo à o torcida. Ora, o time jogou um futebol redondo, lembrando o início do ano, postado na frente, sufocando os mineiros. Não é exagero falar que poderíamos ter ganho de 4 a 1, tais as chances que tivemos e foram desperdiçadas.
É preciso considerar que Cueva, nosso principal jogador, esteve numa noite irreconhecível. Talvez em posição errada, o fato é que ele fez jogadas bisonhas e perdeu todas as bolas. Ainda no começo do jogo ele perdeu duas oportunidades: a primeira num chute cruzado de Cícero, quando ele não conseguiu desviar a bola e a segunda, muito clara, de frente com o goleiro, tentou tirar tanto que tirou do gol.
Lucas Pratto, além do gol, e de sair da área para criar várias jogadas perigosas, teve também grande oportunidade, e a bola bateu no travessão.
Tivemos o azar de perder Bruno. Ele começou muito bem o jogo e deixou patente que ele, apesar dos pesares, é o melhor lateral direito que temos no elenco. Sua saída fez com que Wesley fosse deslocado para a lateral, entrando Jucilei no meio. Foi instantânea a melhora do Cruzeiro. O jogo começou a ser feito em cima de Wesley, obrigando Maicon sair sempre na sua cobertura.
No segundo tempo o time continuou administrando o jogo, esperando a chance de atacar. Mas uma falha bisonha de Rodrigo Caio originou o gol de empate. Rogério Ceni colocou Gilberto e Thomas, tirando Cícero e Cueva e o time voltou a crescer.
E voltamos a perder gols: Jucilei, embaixo do gol, jogou por cima; Gilberto teve outra chance, Pratto também. Mas não deu. Gostei muito da estreia de Morato. Num momento em que o sucesso subiu à cabeça de Luis Araújo, é bom ele ficar um pouco no banco. Junior Tavares é outro. A hora que o sucesso descer de sua cabeça, talvez ele volte a produzir para o time.
O que ficou para a torcida, e é onde eu falou que voltou o ânimo, é que houve entrega. E se jogar esse futebol, com essa entrega, domingo, podemos voltar a ter esperança de que nem tudo está perdido. As duas péssimas partidas que fizemos no Morumbi nos colocaram nessa situação. Mas há condição de virar domingo. Essa é a esperança.