Um São Paulo diferente que voltou a animar a torcida

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a vitória do São Paulo sobre o Cruzeiro nesta quarta-feira, em Belo Horizonte, por mais que nos tenha causado a eliminação da Copa do Brasil, serviiu para dar novo ânimo à o torcida. Ora, o time jogou um futebol redondo, lembrando o início do ano, postado na frente, sufocando os mineiros. Não é exagero falar que poderíamos ter ganho de 4 a 1, tais as chances que tivemos e foram desperdiçadas.

É preciso considerar que Cueva, nosso principal jogador, esteve numa noite irreconhecível. Talvez em posição errada, o fato é que ele fez jogadas bisonhas e perdeu todas as bolas. Ainda no começo do jogo ele perdeu duas oportunidades: a primeira num chute cruzado de Cícero, quando ele não conseguiu desviar a bola e a segunda, muito clara, de frente com o goleiro, tentou tirar tanto que tirou do gol.

Lucas Pratto, além do gol, e de sair da área para criar várias jogadas perigosas, teve também grande oportunidade, e a bola bateu no travessão.

Tivemos o azar de perder Bruno. Ele começou muito bem o jogo e deixou patente que ele, apesar dos pesares, é o melhor lateral direito que temos no elenco. Sua saída fez com que Wesley fosse deslocado para a lateral, entrando Jucilei no meio. Foi instantânea a melhora do Cruzeiro. O jogo começou a ser feito em cima de Wesley, obrigando Maicon sair sempre na sua cobertura.

No segundo tempo o time continuou administrando o jogo, esperando a chance de atacar. Mas uma falha bisonha de Rodrigo Caio originou o gol de empate. Rogério Ceni colocou Gilberto e Thomas, tirando Cícero e Cueva e o time voltou a crescer.

E voltamos a perder gols: Jucilei, embaixo do gol, jogou por cima; Gilberto teve outra chance, Pratto também. Mas não deu. Gostei muito da estreia de Morato. Num momento em que o sucesso subiu à cabeça de Luis Araújo, é bom ele ficar um pouco no banco. Junior Tavares é outro. A hora que o sucesso descer de sua cabeça, talvez ele volte a produzir para o time.

O que ficou para a torcida, e é onde eu falou que voltou o ânimo, é que houve entrega. E se jogar esse futebol, com essa entrega, domingo, podemos voltar a ter esperança de que nem tudo está perdido. As duas péssimas partidas que fizemos no Morumbi nos colocaram nessa situação. Mas há condição de virar domingo. Essa é a esperança.

Mais importante do que a reeleição de Leco é a implementação do novo estatuto

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, Leco foi reeleito presidente do São Paulo e permanecerá à frente do clube até dezembro de 2020. Bom para alguns, ruim para outros, mas 123 conselheiros fizeram essa opção, contra 102 que preferiram José Eduardo Mesquita Pimenta.

Algumas conclusões a se tirar dessa eleição:

  • O crescimento da oposição foi patente. Teve pouco mais de 30 votos na eleição anterior, quando Newton Ferreira perdeu para o próprio Leco, na complementação de mandato que era de Carlos Miguel Aidar, que renunciou depois do gigantesco número de denúncias sobre sua conduta;
  • A baixaria em que se transformou essa campanha. Jamais vi isso na história do São Paulo. Ela se igualou às piores campanhas dos mais baixos cleros políticos que existem nos mais distantes rincões do País;
  • Ao contrário do que se imaginava, o São Paulo sai desta eleição mais dividido do que nunca. Quando Carlos Miguel Aidar renunciou, eu pedi, pelo Tricolornaweb, união entre os dois pontos divergentes na política do clube para que o São Paulo se reerguesse. Mas nesse momento, com um número gigantesco de vertentes partidárias, a divisão aumentou.

Leco tem um compromisso inadiável: a implementação do novo estatuto. A Comissão de Administração já começou a ser montada com a eleição de Julio Casares, Adilson Alves Martins e Silvio Medici, e a confirmação do nome de Raí. Ele já disse que precisará, no mínimo, de 15 dias para montar sua diretoria, até porque a partir de agora são nove profissionais de mercado, reconhecidamente capacitados, que deverão ser contratados para exercer as respectivas funções para a qual se formaram.

Leco também não pode deixar o futebol de lado. Mesmo sabedor que sou do buraco financeiro que o clube ainda tem, a criatividade tem que estar presente e um time de ponta deve ser montado. Com títulos ganhamos visibilidade, o preço do patrocínio sobe e as empresas passam a procurar o clube. E essa montagem de time tem que começar hoje, não daqui a 15 dias.

Por último, e peço desculpas por falar de nós mesmos, a certeza de que o Tricolornaweb cumpriu mais uma vez com sua função jornalística, de noticiar os fatos bons ou rins, de um lado ou de outro, sem pender para nenhum dos dois candidatos. Quando fiz as entrevistas com Leco e Pimenta, um deles ficou sabendo para quem eu estava torcendo. Falei a um deles no fim da entrevista, fora do ar, mas deixei claro que não poderia, pela ética que sempre norteou minha carreira, deixar transparecer no Tricolornaweb e que a linha editorial permaneceria a mesma.

Apesar de ser taxado de oposicionista quando denunciei erros da diretoria, e de ser “vendido” ao Leco quando denunciei coisas da oposição, fique muito feliz pelas mensagens que recebi no final da eleição, de ambos os lados, cumprimentando o Tricolornaweb pelo trabalho jornalístico que realizamos, sem tendências, e com isenção.

O dia 18 de abril também ficará marcado na história do Tricolornaweb. Além de fazermos a cobertura em tempo real, com a página Eleições carregando automaticamente a cada minuto, também fizemos a primeira transmissão ao vivo pela Rádio Tricolornaweb. Como ainda atuamos com PodCast, não sendo uma rádio web, não tínhamos condições técnicas de transmitir ao vivo. Então fizemos uma parceria com a Frequência Máxima Rádio Web, do amigo Nil Zabine, e transmitimos por inteiro a sessão que elegeu o novo presidente do São Paulo.

Isso rendeu recordes de audiência para as duas rádios e para o site, além de bombar nas redes sociais, pois as atualizações também foram feitas no Twitter e Facebook, além de vídeos “ao vivo” que fizemos pelo Face.

Por isso duas certezas: a de que o Tricolornaweb manteve sua linha, prestou serviços jornalísticos dignos da ética profissional e de que torceremos muito, mas muito mesmo, para Leco ser um grande presidente fazer do São Paulo o grande clube mundial que sempre foi.

Chega de explicações para eliminações. Queremos vitórias!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o saco estourou. Chega de humilhações, de passar vergonha, de virar motivo de piada dos outros torcedores, de ficar procurando desculpas para dar no dia seguinte para justificar mais uma derrota, mais uma iliminação.

Eliminação, sim. Por que? Alguém acha, de coração, que vamos chegar no Mineirão e ganhar de 3 a 0 do Cruzeiro? Alguém acha, de coração, que vamos chegar no Itaquerão e ganhar de 3 a 0 do Corinthians?

Costumo escrever meus comentários algumas horas após a partida. Hoje não. Hoje é quase no ato. Não dá. Não vou esperar a adrenalina abaixar, muito menos me acalmar. Quase 44 mil pessoas na quinta-feira e mais de 45 mil hoje. Não sou torcedor de sofá. Sou torcedor de ir ao Morumbi numa quarta-feira à noite, com frio e chuva, assistir um jogo contra um Novorizontino da vida pelo Campeonato Paulista. Por isso falo com cátedra. Chega! Não dá!

Nesse momento o Tricolornaweb está rompendo oficialmente com as candidaturas de Carlos Augusto Barros e Silva e José Eduardo Mesquita Pimenta. O mínimo que eu exijo é que ambos façam um documento de fé pública, encaminhem para o nosso site para ser publicado, se comprometendo já na quarta-feira, ganhe quem ganhar, a começar a montar o elenco para o Campeonato Brasileiro. Não quero elenco para 2018. Quero para 2017 ainda. Estou de saco cheio de ouvir e eu mesmo escrever que o time está em formação, que tem jogadores machucados. Chega! Enganação tem limite.

O Tricolornaweb, que pauta sua existência por dar uma trégua mínima de seis meses ao presidente eleito, para então começar as cobranças, não vai agir assim. Se a atitude que estamos cobrando não for tomada, seremos oposição radical ao próximo presidente, seja ele quem for.

Entendam bem, não estou com isso querendo dizer que apoiava o Leco e passei a apoiar o Pimenta, ou vice-versa. Não. O Tricolornaweb nunca apoiou nenhum dos candidatos, nem vai apoiar. Pelo contrário: estamos afirmando já a nossa posição futura, de completa oposição a qualquer um dos dois que ganhar. Ou vão pensar no São Paulo como um dos maiores times do mundo, ou vão ser cornetados até na hora em que estiverem dormindo.

Chega de humilhação. Chega de eliminação. Chega de experiências mal sucedidas e infrutíferas. Repito: não me venham com imbecilidades que só cabem na cabeça dos políticos de que estou fazendo o jogo da oposição. Eu não tenho lado. Meu lado é, sempre foi e sempre será o São Paulo. Lamento apenas se alguns da minha relação pessoal, que outrora pensavam assim, hoje pensam como os políticos.

A campanha presidencial deste ano foi uma das mais baixas da história do São Paulo. Vergonhosa. Um lixo. De parte a parte. E os conselheiros – nem todos, é claro – são culpados por tudo o que está acontecendo, pois ficam inertes a esse desmando que está o time.

Chega! Ou assinam um documento público para poderem ser cobrados no futuro e assumem a responsabilidade ou terão uma oposição radical pela frente, uma oposição que não pensa em benesses políticas, mas num São Paulo com um time digno da torcida que tem.

Derrota de um time em formação para um já formado

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, eu estou tão louco, irritado e chateado quanto todos vocês que amam verdadeiramente o São Paulo e que não esperam – ou até torcem – por uma derrota para aproveitar-se politicamente da situação. E, lamentavelmente, é o que estou vendo, de novo, em algumas redes sociais.

Mas aqui quero falar sobre o jogo. Não vou atirar pedras em Rogério Ceni, muito menos no time. Verdade que do outro lado tinha um técnico que já passou até pela Seleção Brasileira. Mas eu não trocaria, nunca, um Rogério Ceni por dez Manos Menezes. Não aceito o modo do seu time jogar.

O primeiro tempo evidenciou as duas formas de jogar futebol: o São Paulo com total posse de bola e o Cruzeiro com os 11 jogadores no campo de defesa. Fazia duas linhas de cinco, às vezes alternando para um 5-4-1. Com isso preencheu os espaços e não deixou o São Paulo jogar. Até porque para esse tipo de jogo, é necessário aquele jogador que desequilibre numa jogada pessoal, numa assistência bem feita. Só assim.

Nesta noite não tivemos esse jogador. Cueva faz, sim, muita falta. Essas pragas de seleções, que tiram jogadores a todo momento dos clubes que paga seus salários e os devolve machucados. Por causa de uma porcaria – que me perdoem os peruanos – de um jogo da Seleção do Peru, que sequer sonha em pensar numa classificação para a Copa do Mundo, não temos nosso principal jogador, aquele que é responsável pela criação de 90% das jogadas, nos mais importantes jogos do semestre, até esse momento.

Claro que não posso afirmar categoricamente que se Cueva estivesse jogando o resultado seria diferente, até porque o “se” não existe no futebol. Mas time que tem, se alternando na armação, Thiago Mendes – que não acerta passe de um metro -, Wellington Nem – que quer ser driblador, mas não consegue passar por um único jogador – e Cícero – que hoje fez a pior partida em toda sua história no São Paulo -, não pode querer chegar muito longe.

E mais: o São Paulo se perdeu depois do primeiro gol, contra de Pratto. Até então o Tricolor tinha o domínio do jogo, mas aí, a retranca armada por Mano Menezes acabou prevalecendo e o jogo ficou a caráter para o Cruzeiro, pois o São Paulo, mais do que nunca, precisava partir para cima para tentar o empate.

Vou colocar um pouquinho de culpa em Rogerio Ceni por ter pedido a contratação de alguns jogadores e não demonstrar confiança em seu potencial. E aqui exemplifico com Thomas. Ele veio para ser o substituto de Cueva, já que o imediato, Lucas Fernandes, mais uma vez está machucado e Shaylon decepcionou nas vezes que entrou. Mas Rogério preferiu insistir com o trio que citei acima e que não consegue armar absolutamente nada.

Cícero, que vem sendo um bom jogador no time, foi grotesco. Quase entregou dois gols para o Cruzeiro no primeiro tempo, errou todos os passes e perdeu a bola aérea para Hudson, que marcou o segundo gol. Ele foi, seguramente, o pior em campo.

Mas vou aqui dar outro argumento:  time do Cruzeiro vem em formação desde o ano passado. Teve um Campeonato Brasileiro de ajustes, correu risco num primeiro momento, mas depois se livrou bem da situação e foi brigar por uma vaga para a Libertadores. O trabalho seguiu este ano, basicamente, com os mesmos jogadores e alguns reforços. O São Paulo, ao contrário, mudou muitas peças e a principal: o técnico.

Sinto que Rogério Ceni se perdeu um pouco depois dos 3 a 0 contra o Palmeiras. Sua opção ofensiva começou a ser contestada por alguns conselheiros e o presidente Leco chamou sua atenção. Como sua visão é ofensiva, ele se perdeu no todo e o time parou de render o que vinha rendendo.

Mas ele está montando o time. Tenho dito frequentemente aqui que o elenco é limitado. Temos um bom time titular, não um bom elenco. E nesse time titular falta Cueva. Portanto, não há muito o que reclamar, pois o próprio técnico dá mostras que não há um substituto.

Vamos virar o foco agora para o jogo contra o Corinthians. É evidente que, por mais otimista que eu queira ser, a Copa do Brasil já era. O que nos resta, nesse momento, é o Paulista, o clássico. Então vamos pensar nisso, mas sem entrar em desespero em caso de derrota. Para mim, esse time vai engrenar no Brasileiro, com alguns reforços que, obrigatoriamente, terão que ser contratados.

É isso.

Os gols voltaram na frente e continuam zerados atrás

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo massacrou o Linense e venceu por cinco a zero no Morumbi. É o quarto jogo seguido sem sofrer gols e, o mais importante: o ataque voltou a funcionar, coisa que também não acontecia já há um bom tempo.

Alguns vão falar que o time do Linense não é parâmetro para nada. Sei disso. Tanto é que o time que entrou em campo foi mesclado. Não jogaram Cueva – contundido – Lucas Pratto e Jucilei entrou apenas pela contusão de Rodrigo Caio. Além do mais, estávamos tomando gol de Mirassol, Botafogo, Ituano, tão medianos quanto o Linense. E marcávamos só um gol no São Bernardo – rebaixado -, Botafogo, e assim sucessivamente nos últimos jogos.

Então temos que ver que esse jogo serviu, sim, para uma espécie de treino de alto nível para o que vem pela frente. E o que virá serão jogos decisivos, clássicos do futebol brasileiro e a hora de poupar jogadores passou. Temos Cruzeiro na quarta-feira pela Copa do Brasil, clássico no final de semana – provavelmente Corinthians -, de novo Cruzeiro na outra quarta e de novo clássico no Paulista no outro domingo.

Gostei muito da partida de Buffarini. Disparado o pior em campo na última quarta-feira, neste sábado ele entrou ligado numa tomada 220v e correu muito, deu carrinho, teve ótima recuperação em alguns contra-ataques do Linense, marcou em cima, apareceu na frente, não perdeu uma única jogada. De fato ele é desprovido de qualidade técnica invejável, mas compensa com força e raça.

Também gostei muito do Tomas. Me parece ser o cara ideal para substituir Cueva em contusões, convocações, suspensões ou mesmo quando Rogerio for poupá-lo. Jogador rápido, insinuante, fez uma linda assistência para Gilberto, que não teve o domínio da bola, arrumou a bola na medida para Thiago Mendes marcar um de seus gols, marcou seu gol, criou outros lances. Enfim, temos que esperar mais um pouco, mas esse parece que veio para ser o substituto de Cueva quando se fizer necessário.

Também vi outra ótima partida de Lucão, muito firme na zaga, chegando sempre no tempo certo e mostrando que está encontrando seu futebol e que poderá vir a ser aquele jogador que todos no clube falavam e que os torcedores não viam. Quiçá isso se realize. Jogando nesse nível, teremos um zagueiro para encher os olhos da torcida.

Gilberto, como sempre, entra e arrebenta. Acho que Pratto é mais jogador do que ele, mas Gilberto vem mostrando que estamos muito bem servidos nessa posição. Pratto terá muitas convocações e desfalcará o São Paulo muitas vezes. Gilberto será útil demais para o time.

Para encerrar, quero falar, de novo, de Jucilei. Que espetáculo de jogador. Pelo que apurei, seu empréstimo é de um ano e o valor do passe está fixado em 4 milhões de Euros. Tem que se virar e pagar. O cara é bom demais. É responsável direto pela melhora substancial do sistema defensivo e tem um passe perfeito, coisa rara nos volantes de hoje. Baita contratação.

Agora acabou  a brincadeira e a fase de testes. Agora temos que apurar se realmente o trabalho está no caminho certo ou tem que ser mudada a trajetória. E aqui não estou falando em obrigação de conquista de título nem que Rogério tem que sair se o time decepcionar. É um começo do trabalho e teremos as primeiras provas para ver a nota que será dada ao aluno. Espero dar um 10.

Apesar dos pesares, o empate não foi um mau resultado

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, deixando “cornetices” e “tietagens” de lado, observando o que foi o jogo e com que e contra que time jogamos, não podemos ficar frustrados. Quantos jogadores considerados titulares estavam em campo? Se não estou enganado, três: Rodrigo Caio, Jucilei e Lucas Pratto. Oras, jogando contra um time argentino – vou repetir – jogando contra um time argentino, numa panelinha, com um jogador a menos durante 18 minutos, não podemos reclamar.

Minha contestação está em Rogério Ceni ter decidido poupar todo mundo para o “terrível” jogo de sábado, no Morumbi, contra o fortíssimo e arrebatador Linense, podendo até perder por um gol de diferença. Aí sim moram minhas críticas.

Mas Rogério Ceni não foi mal apenas nessa opção, mas nas substituições que fez. Nessa de poupar, deixou Junior Tavares no banco e improvisou, mais uma vez, Buffarini na esquerda. Bolas, era evidente que daria errado, porque sempre deu. E olha que ele se matou em campo. Mas é ruim, e não tem nadica de nada de pé esquerdo. Claro que tomou um cartão amarelo logo de cara, na primeira que foi cortar como destro, uma jogada feita para um canhoto cortar. Isso com cinco minutos de jogo.

Outra coisa é Wellington nem. Continua uma aberração. Teve duas chances absolutamente claras de gol, mas parece não saber chutar. Perdeu os gols. Ah, mas ele era meia. Ok. Não fez uma única assistência. Ah, mas ele, depois, foi jogar aberto. Tá bom, mas não ganhou uma única bola.

Junior Tavares, quando ia entrar, pensei: ele vai tirar o Buffarini. Simples assim. Ou então, vai tirar o João Schmidt, colocar o Buffarini na direita, o Araruna no meio e pronto. Quando vi que ele tirou o Chaves, rapidamente imaginei: vai colocar o Araruna no meio, o Buffarini a direita e resolvido. Não. Ele colocou o Junior Tavares literalmente no lugar do Chaves. Ora, evidentemente coisa boa não ia acontecer, até porque o técnico deles mandou forçar o jogo para cima do Buffarini. Pronto. Expulsão. “Mérito” do Rogério Ceni.

Para piorar mais, ele tira o Shaylon e coloca o Wellington, para arrumar a defesa e nitidamente segurar o empate. Bolas, mas sem entrar o Wellington, o time tinha quatro defensores (Araruna, Lucão, Rodrigo Caio e Junior Tavares), dois volantes (Jucilei e João Schmidt), um meia para ajudar por ali (Shaylon) e dois atacantes (Wellington Nem e Pratto). Por que então colocar o Wellington?

E o Shaylon? Esse aí teve a segunda chance consecutiva e não aproveitou. Entrou e ficou completamente perdido. Em alguns lances alongava um passe curto, mas que não era nem passe, e nem ficava para seu domínio. Ele não sabia o que fazer com a bola. Estava nitidamente assustado.

Levando-se tudo isso em consideração, os erros nas opções e a expulsão, o empate não pode ser considerado como um mau resultado. E é claro que não estou preocupado com essa classificação. Se jogar um tiquinho só de bola no jogo de volta aqui, no Morumbi, em maio, goleia. Mas, por favor, vamos botar o pessoal para jogar. Ninguém se cansa para ir no caixa receber os salários que, diga-se de passagem, estão em dia (e não é mais do que a obrigação do clube). Então vamos lá, porque o momento dos testes já ficou para trás.

Vitória praticamente garantiu a semi e dá tranquilidade para ir à Argentina

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo fez 2 a 0 no Linense, poderia ter feito mais, perdeu muitas oportunidades, mas praticamente carimbou sua passagem para a semifinal.

O time não jogou bem, é verdade. Mesmo assim teve quase 15 oportunidades de gol. Lucas Pratto perdeu um gol que  não é de seu feitio perder, cara a cara com o goleiro, gol aberto. Outras tantas jogadas aéreas que ele concluiu mal, mas acabo fazendo seu gol.

O São Paulo aumentou suas jogadas aéreas e diminui as infiltrações. Isso tem uma clara explicação: estamos sem Cueva. Ele é o nosso articulador, é o cara capaz de decidir a partida numa jogada, de dar um drible desconcertante e servir alguém dentro da área, de cara para o gol. De organizar o time. Na minha opinião, sem Cueva o São Paulo se torna um time sem criatividade e é obrigado a partir para o “Plano B”, que é o chuveirinho.

E vamos ter que nos acostumar com isso. Lucas Fernandes está fora por um tempo, não sei se Thomaz seria esse jogador e Shaylon ainda é muito cru. Wellington Nem, Thiago Mendes e Cícero não são os jogadores para isso.

Neste domingo Thiago Mendes e Wellington Nem se revezaram nessa função, alterando de posição o tempo todo, mas o passe final não saiu de jeito nenhum. Tanto que o primeiro chute mesmo a gol foi dado aos 25 minutos. Até aí foi inteiro domínio de bola, mas com trocas de passes sem profundidade. Quando partiu para os cruzamentos e a bola aérea, o time começou a levar perigo.

Entendo que com 2 a 0 é possível pensar em mesclar o time para sábado que vem. Teremos uma maratona, que é um jogo na Argentina, volta em voo fretado em razão da greve geral que ocorre naquele País na quinta-feira, e não acredito, em são consciência, que possamos perder essa vaga para o Linense.

Uma coisa que não entendi foi a substituição feita por Rogerio Ceni. Ele deveria ter voltado no intervalo já com Thomaz no lugar de Wellington Nem. Mas tirou Luiz Araújo, que vinha fazendo uma boa partida.

Por outro lado, temos, efetivamente, um cabeça de área à altura do São Paulo. Jucilei, em forma, é titular absoluto e tomou conta da posição por ali. Ganhou toda, esbanjou categoria, força e capacidade. Fez com que nossa defesa não corresse risco algum, por mais que o ataque do Linense tenha sua fragilidade. Não importa. Nós estávamos tomando gol do vento por não ter esse cabeça de área.

Agora é pensar na Copa Sul-Americana. Mesmo sem Cueva, acho  que dá para buscar, no mínimo, um empate lá. Quiça, a vitória.

Jogo horrível, mas a vitória valeu para algumas coisas

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o jogo desta noite de quarta-feira em São Bernardo do Campo foi tenebroso, horrível, medonho, mas a vitória por 1 a 0 acabou servindo para algumas coisas: o time garantiu classificação em primeiro lugar do grupo e agora irá decidir as quartas-de-final no Morumbi; após 13 jogos sofrendo gol consecutivamente, ficamos, finalmente, um jogo com a defesa passando ilesa; se estávamos há cinco jogos sem vitória, agora estamos há cinco jogos sem perder.

Tudo isso devolve a confiança ao elenco, que é limitado, todos sabemos, e que precisa, até por esse status, ter motivos extras para levar o astral para cima. E, apesar de jogarmos com time totalmente reserva, foi possível e por isso essa vitória tem um peso dois no final das contas.

E atentem para um detalhe: o jogo foi medonho, de falta total de técnica e classe, o São Paulo dominou a maior parte do jogo mas quem levou mais perigo foi o São Bernardo, mas o São Paulo poderia ter saído do ABC com um placar de 4 a 0, tivesse o trio ridículo de arbitragem marcado dois pênaltis e validado o gol anulado por um impedimento inexistente. Sem contar que o mesmo jogador cometeu os dois pênaltis e ele já havia levado um amarelo. Logo a chance de uma enorme goleada, mesmo neste jogo medonho e com time reserva, foi plenamente conquistado e só não acontecer por interferência direta da arbitragem.

Quando eu digo que não temos elenco a altura da nossa grandeza não estou querendo dizer que um time reserva tem que entrar e ganhar de todos para mostrar que o elenco é forte. Fosse assim não haveria necessidade de ter o time titular, pois o reserva seria campeão. Mas precisamos ter jogadores que demonstrem ser capazes de substituírem os titulares e não permitirem queda de rendimento da equipe.

Se formos contar com Lucão, Douglas, Wellington, Chavez e Wesley, por exemplo, veremos que vamos enfrentar muita dificuldade. E nem estou falando do Neilton que, por incrível que pareça, entrou bem no jogo. Também estou poupando Shaylon, apesar de não esconder minha decepção com ele. Teve uma participação brilhante no Sub-20, foi tirado de Cotia e levado para a Flórida Cup, fez ótima pré-temporada marcando vários gols, dando passes, fazendo assistências, mas nessa noite não foi nem sombra do jogador que vimos no começo do ano. Se escondeu o tempo todo, mostrou-se muito tímido e sem confiança para dar os passes. Até participou do lance do gol, saindo dele o chute que originou o rebote e o gol, mas é muito pouco para quem se lança como meia no São Paulo.

Não vou queimar o garoto, espero muito dele, mas é um pouco de sinal de desespero. Lucas Fernandes está com distensão muscular e vai ficar afastado algumas semanas; Cueva teve um pequeno estiramento no Peru e não se sabe o que vai dar nos exames que vai fazer nesta quinta-feira. Tivesse Shaylon feito boa partida nesta quarta-feira, eu não tenho dúvidas que ele se credenciaria para ser o eventual substituto de Cueva, caso o peruano não possa jogar. Mas pelo que vi, acho temerário confiar a armação de um jogo decisivo para ele.

Agora é decisão. Serão, daqui para a frente sempre jogos decisivos em mata-mata: Paulista, Sul-Americana e Copa do Brasil. Não há mais espaço para testes, experiências, e blá-blá-blá. Agora é hora da onça beber água. Que saiamos bebê-la.

Defesa continua falhando e o time perdeu o brilho

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o empate do São Paulo com o Corinthians, no Morumbi, não pode ser considerado um resultado negativo. Por mais que tenha sido jogado em casa, com estádio lotado e torcida única, clássico é sempre clássico e detalhes podem decidir a partida.

No nosso caso, mais uma vez, a defesa apresentou esse detalhe e decidiu o jogo. Contra nós. Maicon saiu para marcar ninguém na lateral do campo e ficou no meio do caminho. Quando o cruzamento veio, Rodrigo Caio estava passeando pela área e Junior Tavares correu para tentar cobrir, mas não chegou a tempo. O fato é que Jô cabeceou completamente só, algo inadmissível.

Tirando o gol que tomamos, que foi algo corriqueiro em nosso histórico este ano, o fato é que o time perdeu o brilho. No intervalo do jogo cheguei a lançar nas redes sociais que a preocupação em arrumar a defesa tirou do time a vontade de atacar.

Por mais que alguns tenham criticado muito o excesso de gols sofridos pelo São Paulo, era muito gostoso ir ao Morumbi, ou mesmo pela televisão, ver o Tricolor jogar. Era certeza de muitos gols. E os placares eram de 5 a 2, e a 2, 4 a 2, e assim sucessivamente. Mas as críticas pesadas contra o sistema defensivo, que teve no próprio presidente Leco um porta-voz, acabaram mudando o jeito do time jogar e a consequência foi clara: diminuímos o número de gols sofridos (de dois para um por partida) mas também reduzimos, em proporção maior, o número de gols marcados.

Sinceramente, sempre defendi o esquema ofensivo implantado por Rogério Ceni. Entendia que seria possível, uma hora ou outra, sofrermos uma derrota, até por goleada. Mas no curso normal das coisas, as vitórias seriam mais comuns e consequentes em nosso caminho.

Outra coisa que pesou muito foram as ausências de Pratto e Cueva. Principalmente o nosso 10, que é o motorzinho do time e cresce muito em jogos importantes. Não é possível comparar o que perdemos e o que eles perderam, em termos de jogadores convocados. E, até por isso, não considero uma tragédia o resultado

Por falar em tragédia, li em algumas redes sociais algumas pessoas tentando politizar a morte do torcedor, que caiu da arquibancada. É no mínimo uma insanidade culpar o clube pelo ocorrido. O cidadão foi pular uma cerca gigantesca, que divide setores, e passou sobre o muro da arquibancada. Ninguém pode prever que o torcedor cometa uma loucura dessas.

Quando caiu a grade de proteção naquele jogo em que alguns torcedores desabaram e caíram no fosso, a situação foi diferente. Ali o clube era, sim, responsável pelo ocorrido. Mas neste domingo, não. Foi uma irresponsabilidade de alguém que estava fazendo alguma coisa errada. E pagou com sua vida o preço deste crime.

Lamento muito pela vida que se perdeu, mas uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

Espero que o time volte a ser aquele que era há quatro rodadas e que o futebol bonito volte a ser apresentado.

 

O empate em Ribeirão Preto mostrou o que todos sabemos: o elenco é fraco!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a partida entre São Paulo e Botafogo foi horrível de se ver. Sei que o gramado do estádio Santa Cruz é horroroso, que o São Paulo estava com quase todo o time reserva, blá blá blá, blá blá blá. Mas ficou patenteado o que todos já sabíamos, e muitos – como eu – não queriam ver: nosso elenco é muito fraco.

Temos até um bom time titular, capaz para fazer frente a qualquer equipe grande do futebol brasileiro. Mas campeonatos longos não se ganham com um time, mas com um elenco. E percebam que o Paulista nem é um campeonato tão longo assim, mas já estamos padecendo por essa falta de jogadores de qualidade para suprir ausência de titulares que, invariavelmente, serão convocados consecutivamente para as seleções de seus países.

Assim como já acontecera contra o Palmeiras, mais uma vez jogamos sem Cueva e, consequentemente, sem um homem de armação. Antes de começar a partida me perguntei “o que Rogério Ceni tem contra Lucas Fernandes”?, momento em que o reporter perguntou a ele e a resposta foi a de que o garoto não aguenta 90 minutos.

Depois que ele entrou no segundo tempo. no lugar de Bruno – que saiu por contusão -, percebi que ele começando o jogo ou não, é a mesma coisa. Parece que ele está com medo de divididas, inseguro, enfim, não superou o trauma das cirurgias pelas quais passou.

Araruna, que foi jogar no lugar de Bruno, teve atuação pior ainda da que vinha tendo no meio de campo. Nem lateral ele conseguia cobrar. Não entendo tanto amor por esse garoto.

Luiz Araújo ficou deslumbrado e o sucesso lhe subiu à cabeça. Fiz muitas críticas a este garoto ao longo do tempo, o intitulando, inclusive, de Marlos versão 2017. Ele calou minha boca e se tornou um jogador fundamental para o time. Só que passou a querer fazer gracinhas, toquinhos de calcanhar, mãos na cintura e sua única e grande jogada que era a velocidade com dribles agudos, deixou de existir.

Aliás, por falar em velocidade, o medo de tomar tantos gols como vinha tomando fez Rogério Ceni alterar o padrão tático do time. A equipe deixou de fazer aquela marcação pressão no campo do adversário, passou a esperar para tentar tomar a bola no meio de campo e prendeu mais os laterais. Não se vê mais os dois descendo ao mesmo tempo, como vinha acontecendo. Isso é bom, só que tirou do time o que existia de melhor que era o jogo ofensivo, que tomava dois mas marcava quatro. Eu, sinceramente, sempre preferi o esquema anterior, pois estava dando gosto de ver o time jogar, não esse futebol arrastado demonstrado nas últimas partidas, e também nesta quarta-feira.

Agora é foco total no clássico. Teremos vários desfalques mais uma vez. Mas é hora de Rogério Ceni dar uma chacoalhada no pessoal, fazer todo o mundo acordar e bola para cima do Corinthians. É o que espero.