Blefe no Cantinho da Política? Eu provo!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, acho que em mais de 13 nos de existência, e de acessos que milhares de vocês fizeram e continuam fazendo em nosso site diariamente, já me deram a honra de depositar confiança e fé no meu trabalho.

Acredito que me conhecem o suficiente para saber que quando faço uma denúncia contra alguém da cúpula do São Paulo, o faço com extrema dor no coração, pois vejo que nosso clube está sangrando pelos malfeitos de algumas pessoas que, de uma forma ou de outra, estiveram ou estão no comando do clube.

Semana passada, na Rádio Tricolornaweb, denunciei contratos irregulares feitos na era Carlos Miguel Aidar, onde o diretor de Comunicação era Douglas Schwartzmann, e que eu não tinha entendido a razão de quatro empresas nesta área serem contratadas para fazer, quase que praticamente o mesmo serviço. Algumas com valores estratosféricos, pois eu lembro que o clube mantém em seu quadro funcional quatro jornalistas no Morumbi e outros quatro no CT da Barra Funda, com extrema competência profissional.

Falei ali que se não era ilegal era, no mínimo, imoral. E afirmo que foi um desperdício com o dinheiro do São Paulo.

Nas redes sociais a repercussão foi assustadora. Para meu orgulho, cem por cento de crença na minha informação. Mas dentro do clube alguns conselheiros, ávidos por me desacreditar, começaram a espalhar aqui e acolá que era um blefe, que eu não provaria nada e estaria a serviço da campanha de Leco.

Em relação a “estar a serviço da campanha de Leco”, esperem que virei com algumas “novidades” na rádio Tricolornaweb amanhã.

Mas vou apresentar algumas provas do que denunciei. Abaixo as primeira e última páginas do contrato feito com a Serg, de Sergio Malbergier, assessor de imprensa de Abílio Diniz, que recebeu três parcelas de R$ 10 mil sem nunca ter aparecido no clube para nada. Dizem que fazia reuniões fora do clube com Carlos Miguel Aidar. Mas vejam que o objeto do contrato é dar assessoria de comunicação.

 

O contrato é longo e, por isso, não publico todas as páginas. Estranho que, tal qual no caso Far East, o Sergio Malbergier não recebeu mais nada e não processou o clube. Deve ser são-paulino de coração.

Abaixo o aditamento de contrato da Saboy, empresa que também prestava assessoria de comunicação ao São Paulo. Na campanha seu proprietário, Marco Antonio Sabino, teria cobrado R$ 30 mil. Mas depois de Carlos Miguel Aidar eleito, passou a cobrar R$ 65 mil, reajustado logo depois para R$ 80 mil.

 

Eu não ia postar os contratos. Os guardava para me defender em eventuais processos. Mas a postagem não invalida as provas. Portanto, os ofendidos, fiquem à vontade. Mais uma vez deixo claro que pode não ser ilegal mas é, no mínimo, imoral e um mau uso do dinheiro do São Paulo.

Triste é saber que conselheiros da oposição estão tomando as dores de Carlos Miguel Aidar, entendendo que com essa denúncia estou atacando a candidatura Pimenta. Só posso ter pena destes seres desprovidos de inteligência, que o máximo que sabem é ver fantasmas em suas vidas.

A orquestra desafinou. Mas é só a primeira derrota

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, não estou desesperado, preocupado nem nada negativo em relação ao time. A derrota para o Palmeiras foi ruim, vergonhosa, uma goleada. Mas isso iria acontecer em algum momento. O Barcelona foi à Paris e tomou de 4 a 0 para o PSG. Só por isso deixou de ser respeitado?

Lógico que nem de longe estou fazendo comparação do São Paulo com o Barcelona, mas apenas usando como exemplo. Não dá para falar que o time só ganhou de times pequenos. O Santos, na Vila, não é pequeno. Ganhamos, ainda que nos pênaltis, do Corinthians na Florida Cup. Por isso temos que ter calma. Afinal, perdemos para o atual campeão brasileiro, que reconhecidamente tem um elenco muito superior ao nosso.

Se completo já seria um jogo difícil, por ser na casa dos verdes, imaginem sem Cueva, o maestro do time, a cabeça pensante. No momento em que vi que ele não entraria em campo comecei a temer pelo pior.

Rogério Ceni, e aqui vai a minha crítica, montou um time que sabe jogar no ataque. Por isso marca muitos gols, apesar de tomar muitos também. Ele não poderia entrar com o time na defesa. O São Paulo de Ceni não sabe jogaar assim. Na minha visão o jogador para entrar no lugar de Cueva seria Lucas Fernandes ou Shaylon. Jucilei continua fora de forma e o João Schmidt se acha um craque, mas erra oito em cada dez passos. O time ser armado por Thiago Mendes não dá, pois ele erra todos os últimos passes e Cícero não apareceu para o jogo. Conclusão: fomos presa fácil.

Mas tudo isso, talvez, ficasse para trás não houvesse um personagem maior no jogo para nos prejudicar e levar à derrota: Denis. Talvez alguns ainda possam falar que ele evitou uma goleada maior, com uma defesa mágica numa cabeçada, quando estava 2 a 0. Não. Talvez fosse normal aquela bola entrar, não os três gols que entraram. Falha total de Denis.

Concluo que não temos goleiro. Somados Denis, Sidão e Renan, não temos meio goleiro. Denis e Sidão já mostraram. Renan ainda não, mas com pessoas com as quais eu conversei, que frequentam o dia a dia do CT, todos, rigorosamente todos, me afirmaram: o Renan não é goleiro para o São Paulo. É uma eterna promessa, que vive machucado e  nunca entra em forma. Portanto dá para entender a razão de nenhum técnico colocá-lo como titular.

Montamos um ótimo time, com elenco razoável. Mas a diretoria precisa pensar de maneira extremamente urgente na contratação de um goleiro, que venha para ser titular. Chega de testes com esses que lá estão e não servem para vestir a camisa do São Paulo.

Mais uma partida com muito volume e futebol bonito

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, está enchendo os olhos ver o São Paulo jogar. Nesta quarta-feira contra o ABC, pela Copa do Brasil, o Tricolor impôs um ritmo alucinante, com um volume de jogo não visto há anos e com uma infinidade de oportunidades criadas, ora paradas nas mãos do goleiro adversário, ora paradas pela trave.

A facilidade de penetração do ataque na defesa adversária pode estar ligada às constantes trocas de posição entre os atacantes. Nesta quarta-feira Cueva era meia, depois jogava aberto por um dos lados do campo, com Luiz Araújo aberto pelo outro lado, e em outros momentos entrava como centro-avante, com Lucas Pratto saindo um pouco da área.

O primeiro gol aconteceu exatamente nessa formação. Cueva recebe como centro avante, no meio da área, e Luis Araujo aparece de trás para chutar para o gol.

É claro que essa mudança constante de posição deixa qualquer defesa quebrada, pois ninguém sabe a quem marcar.

Somado a isso, ainda temos um meio de campo que avança em bloco. Cícero e Thiago Mendes auxiliam o ataque de perto e os laterais se tornam opções a todo momento.

Rogério Ceni, responsável direto por esse futebol maravilhoso que estamos apresentando, já modificou o posicionamento da defesa. João Schmidt praticamente ficou como terceiro zagueiro durante boa parte do jogo. É fato que sofremos mais um gol, mas foi de bola parada e, de novo, uma falha individual, no caso Breno que não conseguiu subir com o avante potiguar.

Esto refletindo aqui e não sei se o futebol do São Paulo no sábado, na Arena Palestra, será tão ofensivo. Mas, de outra forma, entendo que o esquema tático de Rogério Ceni não permite que o time jogue para trás. Portanto, espero outro grande jogo. Aliás, está sendo muito gostoso assistir esse futebol do São Paulo.

 

A goleada teve erros de arbitragem sim: mas pró e contra.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, parece que todos os jornalistas – e me incluo nisso – que cobriram e/ou assistiram ao jogo preferiram ficar destacando os erros de arbitragem nos gols do Cícero e Luiz Araújo. Por isso começo esse meu comentário por esse caminho.

É verdade que o gol de Cícero teve um impedimento que foi uma aberração, porque não foi lance rápido nem ele estava a centímetros, mas estava pelo menos um metro impedido.

Isto posto, no gol de Luiz Araujo, efetivamente a bola bateu na mão dele. Mas não entendo como proposital, mas sim casual. A bola bate primeiro em sua cintura e depois no braço. Ele estava escorregando. Portanto, naquela rapidez do lance, só se ele não tivesse braço. Além do mais, no lance que originou o gol ocorreram ao menos dois pênaltis sobre Wellington Nem, não  marcados. Depois deste lance, Luiz Araujo foi derrubado em cima da risca da grande área, perto do árbitro, e ele deu falta. Houve também um impedimento dado de Thiago Mendes de forma errada. Thiago estava cara a cara com o goleiro e iria marcar o gol. No balanço de tudo, entendo que o São Paulo acabou sendo tão prejudicado quanto ajudado. Portanto: placar justo.

O time atuou de forma diferente neste domingo. Começou em cima do Santo André, fez o gol logo no começo e depois recuou um pouco. Diminuiu o ímpeto do ataque, trouxe a marcação um pouco para trás e administro o jogo, correndo poucos riscos de sofrer um gol.

E o gol que tomamos, quando já ganhávamos por 2 a 0, foi, de novo, por falha individual. A bola é cruzada na área, Sidão rebate mal e a defesa não consegue recuperar a bola. Era uma bola que Sidão poderia agarrar ou espalmar para fora, nunca para dentro da área, na direção do atacante do Santo André que entrava em velocidade, de frente para o gol.

Mas o time se comportou bem. Diferente de outros jogos, que ao sofrer o primeiro gol entrou em parafuso e acabou cedendo o empate, desta vez teve o domínio do jogo e acabou conseguindo ampliar o marcador sem maiores dificuldades.

Destaco as excelentes atuações de Cícero e Luiz Araujo e a boa atuação, de novo, de Cueva. Também vejo em Jucilei o primeiro volante titular que dará a guarnição necessária à defesa. Mas ele ainda visivelmente fora de ritmo e de preparo físico.

Se mantivermos essa sede de gols – sede que está sendo satisfeita – nos jogos contra o ABC, acredito em goleadas aqui e em Natal. E vamos continuar apoiando o trabalho de Rogério Ceni, que está só começando, mas já está encantando.

Mais uma bela vitória, mas com a defesa falhando

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo continua apresentando um futebol que eu gosto de ver. Ofensivo, com o ataque funcionando muito bem, mas pagando o preço de uma defesa desguarnecida.

Vejo alguns pontos que devem ser acertados ao longo do tempo. Jucilei será titular do time, e isso não tenho a menor dúvida. Deverá entrar no lugar de João Schmidt, até porque ele vai embora no meio do ano. A defesa está se ressentindo de um leão de chácara à sua frente e Jucilei pode ser esse jogador, além de ter bom passe e saber sair jogando.

Outro ponto que pode ser corrigido já é a descida dos laterais. Pela tradição tática do futebol, quando um desce o outro fica. No São Paulo os dois estão descendo concomitantemente. João Schmidt que é técnico, mas está longe de ser um marcador contumaz, não consegue proteger a zaga e quando perdemos a bola lá na frente, a dupla de zaga fica no mano a mano. Para piorar, Maicon ainda não encontrou seu bom futebol este ano, Rodrigo Caio está abaixo do nível que pode render, enquanto Breno e Lugano estão completamente fora de forma.

Aliás, mais uma vez, é com muita tristeza que imputo a Breno culpa pelos dois gols que sofremos nesta quarta-feira. Já houvera sido assim contra o Novorizontino. É verdade que ontem ele contou a colaboração decisiva de Bruno para que os gols do PSTC saíram.

Agora, um parágrafo aberto  para falar de Cícero: como esse jogador evoluiu de sua passagem anterior pelo São Paulo para esta. É o típico volante moderno, absolutamente técnico e com um bom sentido de marcação. Não é primeiro volante, mas funciona como coringa e vai desde essa posição até a de centro-avante. Encaixou como uma luva no time.

E quero destacar também Lucas Pratto. Não marcou nenhum gol nesta quarta-feira, mas a assistência que deu para o segundo gol de Cícero foi espetacular. Sem contar que ele sai da área, permitindo outras penetrações e dá assistências, misturando técnica, oportunismo e raça. Uma grande contratação.

Em resumo, mais uma vez fiquei muito feliz com o que vi. Sempre disse e repito: prefiro ver um time que tome dois gols por partida, mas que marque quatro do que um que não tome gol, mas tente ganhar por 1 a 0, no sufoco. Sou mais, muito mais, Rogerio Ceni do que os retranqueiros do nosso futebol.

Empate em Novo Horizonte só ocorreu por falha individual

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo mais uma vez, saiu de um 2 a 0 e deixou o adversário empatar no final da partida. O que ocorreu com o Mirassol, no Morumbi, voltou a acontecer neste sábado, em Novo Horizonte. Desta vez, no entanto, não podemos jogar a culpa no esquema tático ofensivo de Rogério Ceni. Nesta noite os dois gols do Novorizontino foram em falhas individuais de Breno: no primeiro o pênalti e no segundo em que ele não pulou. Nítida falta do tempo de bola.

Antes de mais nada quero deixar claro que aprovo 100 por cento o esquema tático ofensivo que Rogério Ceni vem implementando. Se temos uma defesa muito vazada, também temos um ataque muito positivo. Portanto, prefiro um esquema onde o time tome três gols mas faça cinco, do que não tome nenhum e, eventualmente, faça um.

Vamos registrar alguns pontos que nos prejudicaram e podem sr considerados com desculpas absolutamente válidas para o empate desta noite: o campo era um verdadeiro pasto, pois choveu o tempo todo; o time era misto, com mais jogadores reservas do que titulares; a dupla de zaga não seria esta, pois Rodrigo Caio iria jogar. Só não jogou por ter tido torcicolo momentos antes da partida; o time ainda está em formação, assimilando um novo sistema tático.

Dito tudo isso, volto a repetir o que já escrevi no editorial pós Mirassol: também fiquei puto com aquele empate. Mas entendo a situação e nesta noite de sábado fiquei muito mais chocado pelas falhas terem ocorrido exatamente com Breno, em quem deposito muita confiança e espero ver voltar a jogar em grande estilo.

Entendo que Rogério Ceni errou numa substituição. Quando ele voltou para o segundo tempo com Jucilei, esperava que fosse no lugar de Araruna. Shaylon, que fez um péssimo primeiro tempo, deveria ter sido substituído por Lucas Fernandes. É verdade que com a mudança que ele fez, liberando Thiago Mendes para atacar mais, saiu o segundo gol. Mas o time perdeu em armação, ficou sem ter o jogador que dá o passe final de maneira certeira. Isso também nos levou aos problemas defensivos.

Não resta dúvidas que iremos à outra fase do Paulista. Agora os pensamentos estão voltados para  a próxima quarta-feira, quando enfrentaremos o time paranaense pela Copa do Brasil. Lá, com time completo, a conversa será diferente.

 

O futebol alegre do São Paulo está gostoso de ver

Amigo são-paulino. leitor do Tricolornaweb, estou gostando muito de ver o São Paulo jogar na era Rogerio Ceni. É um futebol moleque, onde o time todo vai para cima do adversário como uma avalanche, sufoca, encurrala, enfim, tem a postura que sempre quis ver. Marca muitos gols. Também sofre muitos, é verdade. Mas o saldo está positivo.

Rogerio Ceni está utilizando esquema semelhante ao de Juan Carlos Osorio. Sei que lá tomamos uma goleada no Morumbi, mas jogávamos um futebol que todos elogiavam. O que precisa ser encontrado é o equilíbrio de como fazer um time tão ofensivo, mas sem descuidar da defesa.

Quando o adversário está com a bola, o São Paulo tem uma formação onde Pratto fica sozinho à frente, atrás dele fica uma linha de cinco e mais atrás outra de quatro. O problema está nos contra-ataques que sofremos.

Neste jogo contra o São Bento ficou escancarada a visão de vazio defensivo. O São Paulo teve o domínio de bola na maior parte do tempo. Não poucas vezes Maicon aparecia como meia e o único jogador que ficava no meio de campo, como defensor, era Rodrigo Caio. Também havia o inverso. Uma bola perdida nestas circunstâncias é fatal para sofrermos o gol.

Percebam que o primeiro gol do São Bento saiu de um contra-ataque, em que Rodrigo Caio – que aliás fez uma péssima partida nesta noite – teve que sair para cobrir Junior Tavares, tomou no meio das pernas. Maicon teve que sair para cobrir Rodrigo e no escanteio nosso zagueiro da Seleção Brasileira falhou, não subindo com o atacante adversário.

Talvez a entrada de Jucilei como primeiro volante possa resolver esse problema. João Schmidt é muito técnico, tem bom passe, mas não é o leão de chácara que precisamos para atuar na frete da zaga. Thiago Mendes também não faz essa função. Muito menos Cícero. Está claro que Rogerio optou por um meio de campo leve e de bons passes, abrindo mão do brucutu. Mas esse tipo de jogador acaba sendo necessário.

Não vou entrar no time dos que estão preocupados com esse esquema de jogo. Prefiro ver o time continuar sofrendo com a defesa, tomando dois gols por jogo, mas fazendo três, quatro ou cinco lá na frente, do que voltarmos ao estilo Bauza/Ricardo Gomes, onde um a zero era goleada e o jogo se arrastava de forma deprimente.

Estou muito feliz com o início de Rogerio Ceni no São Paulo. Acho que tudo será uma adaptação, dos jogadores entenderem suas ideias e dele perceber algumas coisas que precisam ser melhoradas. E vamos em frente.

Empate no Morumbi está dentro do aprendizado

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, estou contente com o empate no Morumbi contra o Mirassol por 2 a 2, depois de estar ganhando por 2 a 0? Claro que não. Estou “puto” da vida com o time por essa bobeada gigantesca? Também não.

O time, nitidamente, está em lua de mel e ainda de ressaca com a brilhante vitória contra o Santos na última quarta-feira. Fez 2 a 0, estava sobrando no jogo. Era natural que Rogerio Ceni começasse a fazer alguns testes, afinal, tem que sentir na prática o elenco que tem em mãos.

O problema é que fez de forma errada. Colocou Buffarini, de novo, na lateral esquerda, jogando Junior Tavares para o meio de campo. Buffarini ficou perdido e Junior mais ainda. Colocou Neilton para ver se fazia alguma coisa. Continuou  vendo que ele não faz nada.

A única substituição que não vou criticar foi a entrada de Lucas Fernandes,. É preciso começar a dar ritmo para o garoto que deverá ser, em caso de suspensão ou convocação para a Seleção peruana, o substituto imediato de Cueva.

Nossa maior preocupação, no entanto, é com a defesa. Tomamos nove gols em quatro jogos, o que parece um absurdo. É verdade que o ataque tem sido muito produtivo, mas não podemos continuar vendo essa peneira imensa.

Parece que temos que nos acostumar a algumas falhas inevitáveis em todos os jogos. Por exempllo, Bruno, Buffarini e Sidão dificilmente passarão um jogo sem cometer ao menos uma falha grave.

Temos Thiago Mendes, muito participativo, mas que não consegue acertar um único último passe. E João Schmidt, com ótimo passe, mas que não funciona como primeiro volante, porque a zaga fica completamente descoberta. Aqui Jucilei cairá muito bem.

Mas, apesar dos pesares, é um time em formação com um técnico em início de trabalho e carreira. Acho que teremos muitas alegrias este ano, mas os tropeços vão acontecer. Esse foi um deles. Espero que pare por aí.

‘Sardinhada’ no embalo de Luis Araujo, Cueva e Rogerio Ceni

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o Campeonato Paulista é uma porcaria, só serve para derrubar técnicos, o time deve jogar com reservas, o mais importante é a Libertadores, só liga para ele quem não está nela, blá blá blá. Concordo com tudo isso. Mas que ganhar do Santos, dentro da Vila, de virada, por 3 a 1, é bom demais, isso ninguém duvida.

Eu tomo por base o Paulistão como preparatório para o Campeonato Brasileiro – já que este ano não temos Libertadores -. Nesse aspecto estou gostando muito do que estou vendo.

Não tenho dúvidas em afirmar que Rogério Ceni virou o jogo, deu um nó tático em Dorival Junior e é diretamente responsável por essa vitória. Viu que Neilton era o ponto fraco do time, pois, além de não atacar, não ajudava na marcação. Isso deixou Buffarini sobrecarregado e ali virou uma verdadeira avenida.

Então, no intervalo, tirou Neilton e voltou com Luis Araujo. Eu, que tenho tratado o garoto de Marlos versão 2017, queimei a língua e vi Luis Araujo acabar com o Santos. Com Cueva distribuindo o jogo á vontade, o São Paulo sobrou no segundo tempo. E só não fez o quarto gol por absoluta infelicidade de Gilberto.

Aliás, um parágrafo para falar de Cueva. Esse é um verdadeiro meia. Não se esconde no jogo numa ponta. Corre o campo todo, flutua pelos diversos setores do ataque, tem chute, bons dribles e ótimas assistências. O que ele fez com três zagueiros do Santos no terceiro gol, deixando Luis Araujo cara a cara com o goleiro para marcar, foi impressionante. Que achado.

Rogerio Ceni chegou com a inspiração ofensiva de Juan Carlos Osorio. Também com substituições que equilibram o time. Tem ótima visão tática. Isso tudo já nos dá um grande otimismo de que este ano não será em nada parecido com 2016. E mais: começo a achar que, com as entradas de Jucilei e Pratto, temos condições plenas de brigar por títulos.

Obrigado, São Paulo, pela maravilhosa noite de quarta-feira que você me proporcionou.

Goleada sobre a Ponte e uma pequena amostra do que pode ser o time

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo sobrou em campo e goleou impiedosamente a Ponte Preta por 5 a 2, no Morumbi. Vários pontos positivos puderam ser vistos no jogo e procurarei destacá-los aqui.

Rogério Ceni parece ter feito o elenco entender que ele é o técnico, ele manda, é companheiro mas é o chefe. Suas ordens devem ser respeitadas. Seu esquema tático, típico europeu, tem que ser assimilado.

Fiquei muito atento a sua movimentação durante a partida. Estava sentado bem atrás do banco de reservas do São Paulo. Ele ainda demonstra estar jogando. Caminha o tempo todo, de frente e de costas, como fazia quando estava no gol. Vai trás das bolas, as pega e as devolve com rapidez. É um jogador no banco. Conversa com os jogadores o tempo todo, chama a atenção quando há erros grosseiros, indica posição, pede para o time avançar, enfim, parece que está na função há décadas.

Cada gol que o São Paulo marcava algum jogador saía correndo em sua direção para comemorar com ele. Naquele momento recebia instruções que eram imediatamente passadas aos jogadores a quem o recado tinha sido encaminhado.

Percebe-se que o “psicológico” do time está em alta. A Ponte estava muito fechada, totalmente lá atrás. Todos, literalmente todos atrás da linha da bola. E o São Paulo tinha dificuldade para penetrar. Num contra-ataque, após erro do passe de Thiago Mendes, a Ponte marcou o gol. O São Paulo de 2016 teria se abatido e certamente seria presa fácil para ser derrotado.

Mas não. O time foi para a frente, seguiu em cima como se nada tivesse acontecido e os gols foram aparecendo. Cueva foi o motorzinho do time. Fico imaginando o peruano metendo as bolas que deu para Gilberto e Luis Araujo para Lucas Pratto. Começo até a sonhar com algo bem mais alto este ano.

Rogerio mostrou saber o que quer. O time jogou boa parte do tempo no 4-3-3. Em alguns momentos o time aparecia com 4-4-2. Mas com 4 a 1 no placar ele mudou o esquema. Tirou Cícero e colocou Lugano, mudando o sitema para o 3-5-3. Testou uma variação que pode ser usada em outros jogos.

O time está sendo formado. Jucilei e Lucas Pratto, certamente, serão titulares. Acredito que João Schmidt perderá o lugar, até porque ele só ficará no São Paulo até o meio do ano. Já Lucas Pratto, indispensável dizer no lugar de quem ficará.

Outro detalhe: partida sensacional do lateral Junior Tavares. Bem na marcação, ótimo no apoio, abusado, partiu para cima do marcador com vários dribles. Acho que encontramos uma joia para uma posição que temos carência. Precisamos, sim, de outro lateral, mas para disputar posição com Junior.

De resto, 5 a 2 sobre a Ponte Preta, um time da série A do Brasileiro, é para dar moral para qualquer elenco, em início de temporada, antes de um clássico. Que venha o Santos!

E não esqueçam: ouçam a Rádio Tricolornaweb. Muita emoção no ar para vocês.