Waldir Albieri

Crônica de um tricolor

Não é novidade para nenhum são-paulino, que a instituição São Paulo FC está passando por uma crise sem precedentes em sua história. Como aqui foi bem demostrado no sábado passado, de forma pedagógica e cartesiana, por meio do brilhante trabalho realizado pelo Flavio Marques, o caos está estabelecido e dificilmente poderá ser revertido a curto prazo pela atual gestão, marcada por equívocos, mal feitos e decisões insanas.

O futebol vai mal, muito mal e o clube também. As instalações sociais estão funcionando de forma precária, faz 4 meses, desde a última enchente e no horizonte, não há perspectiva de melhoria.

Má sorte, com certeza não! Incapacidade gerencial seria o termo mais apropriado para sintetizar a situação. Diante desse cenário é que, como um torcedor tricolor desde que nasci, optei por deixar registrado neste espaço, algo de bom – difícil né? – Então, só me restou recorrer as nossas “glórias, que vêm do passado. Assim posto, detecto no fundo da minha memória tricolor, um assunto que tem sido recorrente em conversas com amigos: – como seria escalado o melhor São Paulo FC de todos os tempos.

Obviamente, esse tempo deverá ser adequado à idade de cada torcedor. Assim, penso que seria interessante saber como cada um dos leitores da coluna escalaria seu melhor time em todos os tempos, aquele dos sonhos. Bem, começando por mim, lembro que vi jogar em nosso gol, o grande José Poy, argentino, mas brasileiro de coração. Um craque debaixo das balizas.

A despeito dessa admiração, o meu goleiro seria o Rogério Ceni, insuperável quando se trata de bater recordes e somar conquistas. Na lateral direita, três nomes são imbatíveis: De Sordi, Forlan e Cafú. Por suas conquistas e carisma, eu escalaria o Cafú, muito embora a garra de Pablo Forlan fosse insuperável e admirável.

Na zaga, o mais perfeito par de zagueiros em todos os tempos, ambos se completavam. Oscar e Dario Pereyra foram o máximo quando se pensa numa zaga ideal. Como menção honrosa, cito o grande Mauro Ramos de Oliveira, que atuou mais de dez anos com a camisa tricolor. A nossa “Marta Rocha”, celebrado em campo pela sua elegância, liderança e classe dentro do gramado.

Na lateral esquerda o meu preferido não é uma unanimidade, sei disso. Mas fico com o Nelsinho, um lateral eficiente na marcação e muito bom no apoio, além de nascido na base e ser tricolor de coração.

Para formar o meu meio de campo, escolhi um volante clássico, Dino Sani e dois meias emblemáticos, cada um ao seu tempo, Gerson e Kaká. Menções honrosas para grandes craques que, cada um em seu tempo, envergou a jaqueta tricolor: Pita, Zizinho, Pedro Rocha, Benê e Muricy.

Na composição do ataque, as minhas dúvidas são bem menores: Muller, Careca e Canhoteiro, seria um ataque demolidor.

Resumindo a escalação que entraria em campo nos meus sonhos de torcedor: Rogério Ceni, Cafú, Oscar, Dario Pereyra e Nelsinho; Dino Sani, Gerson e Kaká; Muller, Careca e Canhoteiro. Um time que seria imbatível….   

6 comentários em “Waldir Albieri

  1. Como é bom ouvir histórias do nosso clube.

    O meu SPFC de todos os tempos é: Zetti, Cafu, Lugano, Valber e Júnior, Mineiro, Josué, Raí e Kaká, Muller e Careca. Técnico: Telê Santana

    Sei que cometi injustiças, acho o Rogério Ceni o maior nome da nossa história, mas debaixo das traves acho o Zetti mais completo.

  2. Deixo os meus agradecimentos públicos ao amigo Paulo Pontes pelo convite e abraços a todos os leitores do Tricolornaweb. Salve o Ticolor Paulista, amado clube brasileiro.

  3. Vou pedir permissão para escalar meu São Paulo de todos os tempos (que eu vi jogar, claro);
    Rogério Ceni; Forlan, Oscar, Dario Pereira e Junior; Roberto Dias, Pedro Rocha e Gerson; Muller, Careca e Zé Sergio. Técnico: Telê Santana.
    E vou montar um segundo time, como menções muito honrosas: Waldir Peres; Cafu, Valber, Ricardo Rocha e Gilberto; Chicão, Kaká e Pita; Lucas Moura, Serginho e Mário Sergio. Técnico: Muricy Ramalho.

  4. Tanta gente boa que passou pelo nosso tricolor em todos os tempos, nem vou citar os meus que sao muitos, todos jogariam nesse timeko mediocre que hoje nos impuseram por incompetencia e outros fatores mais. Diretoria e conselheiros malditos e descompromissados com nossa historia. Sera que vao continuar a nos humilhar com a contratacoes de refugos para esquentar banco, e, trenero para fazer esquema covarde queimando os atacantes, quem vai fazer gols se a bola nao chega. Nao adianta ter Mueller, Kareka e Parana, ou Canhoteiro ou Ze Sergio se essa merda de trenero os faz vir marcar atras do nosso ala, nao tendo um plano B quando recuperamos a bola. Acorda gente da torcida tricolor a continuar assim e melhor pregar a tampa do caixao. A humilhacao continuara e nao nos prometeram isso, esta no nosso Hino. Honre- o seus mierdas du karajo.

  5. Olá Waldir,

    Agradeço mais uma vez os elogios ao trabalho publicado aqui semana passada, mas vou direto à discussão do assunto que realmente gostamos de debater: nossos craques imortais.

    No gol deixo a memória afetiva falar mais alto e escalo o seu xará Waldir Peres. Waldir disputou três Copas do Mundo como goleiro do SPFC, sendo titular em 1982 da fantástica seleção de Telê Santana. Um pegador de pênaltis como poucos foi fundamental no Paulista de 1975 e Brasileiro 1977. Em jogo na Europa desmoralizou Paul Breitner – alemão conhecido como melhor batedor de pênaltis do mundo – ao defender duas cobranças consecutivas.

    Na lateral direita vou de Getulio, que nos dava esperanças a cada falta próxima (e às vezes nem tão próxima) à área. Seus gols de falta foram essenciais na campanha do nosso primeiro título Brasileiro.
    Fujo da maioria ao eleger Válber e Ronaldão para a zaga. Válber tinha habilidade impressionante e contribuía com o time ao ter saída de bola precisa e de qualidade. Nos matava do coração às vezes, mas não falhava. Ronaldão passava meses sem perder uma bola – pelo alto, por baixo ou dividida. Para a lateral esquerda fico com a técnica apurada e elegância em campo de Marinho Chagas.

    Meu médio volante é e sempre será Chicão. Quem idolatra Lugano pela garra não conheceu Chicão. Na Copa de 78 o moço de Piracicaba intimidou Luke e Mário Kempes, destaques da seleção Argentina, em pleno estádio de Rosário. Completo o meio campo com Cacá – que depois virou Kaká e foi eleito melhor jogador do mundo – e Pedro Rocha – camisa 10 clássico que uma vez foi apontado por Pelé como um dos maiores jogadores de todos os tempos.

    No ataque sigo o relator com Mueller e Careca – autor do gol mais emocionante que presenciei na minha vida – mas incluo na ponta esquerda Zé Sérgio, ponta de arranque e habilidade espetaculares que podia jogar dos dois lados.

    Colocaria esse esquadrão sob o comando de Rubens Minelli, paulistano do Ipiranga que iniciou a dinastia de técnicos “gaúchos” introduzindo no futebol Brasileiro conceitos de intensidade e marcação total até então característicos apenas do futebol Europeu.

    Menção honrosa a todos os indicados pelo Waldir e a jogadores como Mario Sergio, Denilson, Serginho Chulapa, Ricardo Rocha, Renato (Morungaba), Cafú, Silas, Sidnei Tobias,… ficaria aqui horas listando grandes jogadores.

    Um abraço e obrigado Waldir por nos fazer recordar tantos momentos de glória.

    • Resumindo:
      Waldir Peres, Getulio, Válber, Ronaldão e Marinho Chagas.
      Chicão, Kaká e Pedro Rocha, Mueller, Careca e Zé Sérgio. Técnico: Rubens Minelli.

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