Empate não define campeonato, porque podemos ganhar em Itaquera

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo não conseguiu furar a retranca do Corinthians e só empatou em 0 a 0, o jogo de ida, no Morumbi. Mas, pelo futebol apresentado, tem chance plena de ganhar em Itaquera. Afinal, eliminamos o Palmeiras dentro de sua própria casa. Não podemos nos esquecer disso.

Os números estão estampados: o São Paulo teve domínio total do jogo. Não vou dizer que o Corinthians foi tão retrancado e medroso como contra o Santos, mas chegou perto. Não teve vontade de atacar e desde o primeiro minuto era visível a cera do goleiro Cássio, sem que a arbitragem tomasse qualquer atitude.

Outra coisa: não vi na hora, pois estava no estádio, mas agora, pelas imagens que e mandaram, está claro que houve um pênalti contra o Corinthians e o VAR aceitou. Então, para que o VAR? Aquele tipo de lance já vi muitas vezes em outros jogos e, mesmo sem o VAR, juiz dando pênalti. Mas como é contra o Corinthians, nada se marca.

Gostei muito do garoto Luan. Para mim, o melhor em campo. Anulou Jadson, comandou o meio de campo, jogando quase que sozinho na função e deu conta plena do recado. A defesa também esteve muito firme. Hudson e Reinaldo fizeram boa partida. Nosso grande problema foi o ataque: Everton, Gonzalo Carneiro (horrível), Everton Felipe (horrível) e Antony (estava adoentado e por isso jogou muito mal), acabaram fazendo água. A situação só melhorou um pouco com a entrada de Hernanes, que pelo menos chutou a gol.

Não sei ao certo o que aconteceu com Liziero. Foi um desconforto muscular. Mas da última vez, ele ficou 20 dias fora. O que espero é Hernanes em forma para domingo que vem, assim como Pablo. Afinal, se tivemos um Luan gigante, sentimos falta de um centro-avante. Gonzalo Carneiro não dá e Everton Felipe foi muito mal. A própria entrada de Nenê deu um pouco mais de consistência ofensiva, com ele centralizado, do que o time vinha tendo.

Sei que o Corinthians vai ter que sair um pouco mais em Itaquera. Na realidade, via tentar matar o jogo nos primeiros 15 minutos. Se não conseguir, vai se fechar e explorar o erro do São Paulo para matar no contra-ataque. Teremos que jogar com muita inteligência, mas tenho certeza que o título está aberto.

Classificação para final começa a recolocar o São Paulo em seu devido lugar

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, estamos em êxtase. Eliminar o Palmeiras, time efusivamente abastecido pela Crefisa e amado pelos órgãos de imprensa também abastecidos pela financeira, dentro da Arena, não tem preço. Sei que não ganhamos nada. Que se perdermos a final continuaremos na fila. Mas para ganhar, tem que chegar. E chegamos. Quando poucos acreditavam nessa possibilidade, o São Paulo voltou a ser grande, gigante, e agora aguarda quem será seu adversário.

O tempo todo o São Paulo jogou de igual para igual. Não se acovardou. Não se retrancou. Dividiu os espaços do campo, teve posse de bola, criou chances, teve um gol anulado (bem anulado) e outras oportunidades. E o melhor: por mais que o Palmeiras também tenha tido um gol anulado – bem anulado -, não teve grandes chances, a não ser uma, no segundo tempo, com grande defesa de Thiago Volpi.

Se  ainda ontem eu imaginava que teria que me contentar com um jogo amarrado, o São Paulo se defendendo o tempo todo para levar para as penalidades, hoje vi que voltamos a ser grandes e não nos intimidamos nem com torcida, nem com a cavalice adversária. Sim, porque Bruno Henrique e Felipe Melo, principalmente, tentaram intimidar nossas crias de Cotia. Mas nem Luan, nem Liziero, nem Igor Gomes e muito menos Antony se curvaram a eles.

O time teve sobriedade para jogar e administrar a partida. Soube impor ritmo quando necessário, e reduzir essa velocidade quando o jogo assim o pedia.

Gostei muito das trocas constantes de posição na frente. Antony, Everton Felipe e Everton se alteravam entre os lados do campo e o meio. Isso bagunçou completamente a defesa adversária. Se marcasse homem a home, perderiam seus laterais. Ao marcar por zona, os dois zagueiros nunca sabiam que entraria por lá.

O fato é que Cuca conseguiu implantar um esquema tático e fazer os jogadores compreenderem o posicionamento. Etá de parabéns. Mas não posso deixar de exaltar o trabalho de Mancini. Como já disse em outros comentários, deixou meio caminho andado para Cuca. E mostrou a André Jardine que se ele tivesse sido um pouquinho só ousado e colocado a garotada para jogar, talvez hoje estivéssemos disputando a Libertadores.

Repito: não ganhamos nada. Mas, assim como lembro que o último Paulista foi em 2005 e o último Brasileiro em 2008, não me lembro qual foi a última final que chegamos. Então quero sentir essa emoção e comemorar, mesmo sabendo que não ganhamos nada ainda. Mas estamos muito próximos disso.

Parabéns aos jogadores, à comissão técnica e à torcida. Essas pontas unidas, não tem diretoria que consiga derrubar.

Empate não foi bom, mas há que se reconhecer a evolução do time

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o empate do São Paulo com o Palmeiras neste sábado, no Morumbi, não foiu bom para nós. Primeiro porque nunca é bom empatar em casa, ainda que seja em um clássico. Segundo porque teremos que decidir na Arena Palestra, onde nunca vencemos. Portanto, nesse ponto o resultado foi muito ruim. Mas se pensarmos que até outro dia éramos motivo de chacota, perdíamos e empatávamos com qualquer time em nosso campo, vamos reconhecer que evoluímos bem, afinal do outro lado estava o badalado Palmeiras, time que mais tem dinheiro no futebol brasileiro e que mais investiu.

Vou dizer mais: o São Paulo merecia a vitória. Sei que foram duas bolas na trave – uma de cada lado – que teve um pênalti para o Palmeira invalidado pelo VAR. Pera lá! Não foi pênalti. O árbitro estava louco para ajudar o time da Crefi…e marcou. Só não contava com a astúcia do VAR. Teve gol anulado do São Paulo. Nisso o árbitro marcou sem pestanejar e não deu tempo para o VAR analisar o lance.

Aliás, o árbitro, tal de Vinicius Furlan, aceitou passivamente o rodízio de faltas feito pelos jogadores do Palmeiras, tanto para bater em Antony quanto para bater em quem puxava o contra-ataque. Certamente são ordens de Felipão. Se ele tivesse adotado esse sistema na Seleção Brasileira, certamente não teria tomado de 7 a 1 para a Alemanha. Ou teria três jogadores expulsos, porque os árbitros internacionais não são tão bananas quanto os nossos.

Por isso afirmo: o São Paulo merecia a vitória e entendo que o juiz teve participação ativa no empate para o Palmeiras.

Indispensável dizer que Antony, na minha visão, foi o melhor do time. Mas para minha grata surpresa Everton Felipe fez outra boa partida. Parece que não compramos uma bomba assim quanto vínhamos falando.

E também preciso constatar que Vagner Mancini fez um bom trabalho. Remodelou o time, botou a garotada boa para jogar, uma garotada que não treme na base, não amarela, encara o adversário, ainda que seja numa semifinal do Paulista, ainda que seja o Palmeiras. E, principalmente, fez o time se reerguer, os jogadores não entrarem derrotados em campo. Mancini mostrou que o São Paulo tem condição de encarar qualquer time e vai entregar a Cuca meio caminho andado.

Com os reforços de Pato e agora Tchê Tchê, acredito que Cuca poderá fazer com que tenhamos um ano um pouco mais feliz do que os outros. E temos que dar méritos a Vagner Mancini, que mudou a forma do São Paulo jogar e começou a nos devolver a confiança no time.

Se vamos para a final, ou seja, se vamos ganhar na Arena ou empatar e ganhar nos pênaltis, não sei. Não somos favoritos. Mas Cuca estará no banco e domingo, tudo pode acontecer.

Melhor das quartas, São Paulo está entre os quatro do Estado

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, estamos na semifinal do Paulista, onde nunca poderíamos imaginar estar fora, e de quebra fomos o melhor time das quartas-de-final, com duas vitórias, enquanto nossos rivais ganharam em casa e empataram fora. É o tal negócio de olharmos o copo pela metade e entendermos que já tem metade cheia. Os pessimistas preferem olhar e ver que ainda tem metade vazia.

Se não repetiu o jogo de domingo, com toda aquela intensidade, marcação alta, muita pressão e domínio de bola, o time fez o que dele se esperava: ser armou bem do meio de campo para trás, não permitiu que o Ituano pressionasse e deixou Antony e Everton Felipe abertos, prontos para o contra-ataque. O gol só não saiu no primeiro tempo porque Everton Felipe errou um drible e perdeu a bola. Ganhasse a jogada, iria parar na cara do gol.

Apesar de um time jovem, não houve afobação. Ao contrário, muita maturidade para não se deixar levar pela torcida contrária. Apesar que, vamos reconhecer, a torcida do São Paulo se fez presente e lotou o espaço destinado a ela. Mas o quarteto de Cotia, Luan,  Igor Gomes, Liziero e Antony, ditou o ritmo do jogo. Aliás, é impressionante como Liziero voltou bem do tempo inativo por causa da contusão. O time está leve, veloz, técnico. E ele tem muita responsabilidade nisso.

Senti falta de um pouco mais de Igor Gomes. Mas o garoto, surpresa no domingo, foi realidade nesta quarta-feira e, por isso, foi bem marcado.

Agora estamos nas semifinais. Entramos como azarão contra o Palmeiras. É o sinal dos tempos. O São Paulo, de tantas glórias e tradições, tantos títulos, tanto gigantismo, hoje entra num clássico, dentro do Morumbi, não sendo favorito. Se acostumou a ser a quarta força do Estado.

Está em tempo de mudar. E o momento é agora. É vencer o Palmeiras no sábado, se possível por mais de um gol de diferença, e depois ver o que dá na Arena, já com Cuca no comando. Quem sabe a história comece a ser reescrita neste sábado e o São Paulo passe a caminhar para o posto de onde nunca deveria ter saído.

Só espero, independente de passar pelo Palmeiras ou não, que a diretoria não pense que o elenco está completo e com isso ganharemos o Brasileiro. Não. Pato veio. Ótimo. Demos um chapéu na Crefisa. Mas precisamos de outros reforços, pontuais, pedidos por Cuca. O dinheiro existe, pois a folha de pagamento tem sido reduzida. Para o São Paulo retornar a este ponto alto, é preciso investimento. E eu estou louco, mas louco mesmo, para chegar no final do ano e falar: “Raí, eu tinha motivo para confiar em você”. “Leco, desculpe pelas críticas, você foi um baita presidente.”

Me permitam isso, por favor.

 

No melhor jogo do São Paulo no ano, time quase se classificou. Quase.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo fez uma partida digna de suas tradições. Não. Não sou louco. Não estou dizendo que jogou um futebol que nos permita imaginar que ganharemos todos os títulos que ainda disputamos este ano. Mas o time impôs seu jogo e venceu o Ituano no Morumbi. Até outro dia empatávamos com o Red Bull, perdíamos do Guarani…

As mudanças de Vagner Mancini deixaram o time muito mais leve e rápido. Talvez esteja aí a explicação de Cuca querer tanto Tchê Tchê, Roger Guedes, Keno, afinal, ele quer um time leve e rápido. O quarteto de Cotia possibilitou isso nessa tarde. Luan, Liziero, Igor Gomes e Antony jogaram o fino da bola e mostraram que não se assustam com o peso da camisa.

Já no primeiro tempo era possível perceber a movimentação do time e o envolvimento que fazia no Ituano. Hudson do lado direito e Reinaldo do lado esquerdo se aproximavam bastante de Antony e Everton Felipe. Pablo muitas vezes fazia o pivô ou saía da área. Nesse espaço entrava Igor Gomes. Não à toa ele marcou um gol, depois de ter perdido uma chance.

Aliás, honra seja feita, Hudson fez uma grande partida. Muito forte na marcação e apoiando muito o ataque. Talvez Mancini tenha encontrado o lugar para ele. Pelo jogo de hoje, banco para Bruno Peres (já estava) e Igor Vinicius.

Fiquei com medo de ter um segundo tempo reverso. Me lembro que comentei ter gostado do primeiro tempo contra o Palmeiras, por exemplo. Mas no segundo tempo virou água.

Desta vez não. O time se manteve na frente, com muita troca de bola e um alto volume de finalizações. Foram mais de 20 em todo o jogo. Foram duas bolas na trave. As oportunidades foram criadas. Os jogadores, que antes não chutavam a gol nem de dentro da área, hoje chutaram de longe. Parecia um time jogando mesmo.

Depois do segundo gol, também de Igor Gomes, houve chance de ampliar o marcador. Mesmo com 2 a 0, sem fazer mais nenhum gol, julgava a classificação garantida. Porém o gol do Ituano, em falha de Thiago Volpi – um cara de 1,70 não pode ganhar de cabeça de um goleiro de 1,88 e que joga com as mãos -, ligou a luz amarela no final do túnel. Por isso digo que o São Paulo esteve quase classificado. Quase, mas não está e vai ter que repetir essa atuação em Itu se quiser ir para a semifinal do Paulista.

Mas, convenhamos, faz muito tempo que não terminamos um domingo e pensamos na segunda-feira com um sorriso no rosto, com a certeza que não seremos “zoados”, ao menos até quarta-feira. Porém notem: a vitória deste domingo, a boa apresentação do time, os destaques de Cotia, tudo isso não pode nos fazer esquecer os desmandos que ocorrem fora de campo. Os erros gritantes desta diretoria não serão enterrados por uma boa apresentação do time. Jogamos bem, sim. Mas ainda estamos longe, muito longe, de vislumbrarmos grandes resultados e conquistas om esse elenco.

Portanto, estamos conscientes de que muita coisa ainda precisa mudar.

Classificação no sufoco, como tem sido nossa história recente

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo passou para as quartas-de-final do Campeonato Paulista. Também, seria um vexame gigantesco se não passasse. Apear de que, nos últimos anos, temos nos acostumado a passar por situações humilhantes, como nunca ter ganho um jogo dentro dos estádios de Palmeiras e Corinthians, sermos eliminados por times que nunca ouvimos falar (tipo o fortíssimo Defensa Y Justicia), ou na pré-Libertadores, brigar desesperadamente contra rebaixamento, flertando com a série B. Então não poderia ser diferente.

E nós continuamos aprestando a imagem da impotência, da fragilidade. Para a classificação conseguimos empatar com um rebaixado do Campeonato Paulista. Mais: terminamos, na classificação geral, em novo lugar. Fosse outro o regulamento, como o da Paulista A2, por exemplo, estaríamos fora.

Aí alguns podem falar: “Ah, mas estavam faltando vários jogadores”. Verdade: Arboleda, Hernanes, Nenê, Rojas e Everton. Quase meio time. Apesar que Nenê, teoricamente, é reserva. Mas isso confirma o que estamos dizendo há muito tempo: não temos elenco. No Brasileiro de 2018 tínhamos um time bom, mas sem peça de reposição.

Aliás, Aguirre fez milagre com esses mesmos jogadores no Brasileiro. Mas foi demitido, por pressão nossa (torcida) mesmo. Acho que vimos que fizemos besteira. André Jardine não conseguiu fazer nada e Vagner Mancini menos ainda. Ou seja: Aguirre não era o culpado.

O primeiro tempo do jogo desta quarta-feira foi horrível e o São Paulo foi patético, pressionado pelo São Caetano. Os laterais Igor Vinicius e Reinaldo um desastre. Gonzalo Carneiro apanhando da bola e Pablo jogando sentado o tempo todo.

No segundo tempo Everton Felipe entrou no lugar de Gonzalo. É tão ruim quanto. Mas Antony chamou a responsabilidade, partiu para cima de seu marcador, criou chances e marcou o gol. Pronto. Tudo voltou ao estado anterior.

O São Caetano cresceu, pressionou e empatou. E só não ganhou por duas ou três grandes defesas de Thiago Volpi.

A diretoria tem que explicar – e o Conselho tem que cobrar – algumas contratações. Esse Everton Felipe é um exemplo. Não jogaria em nenhum clube do interior disputando a primeira divisão. E está no São Paulo. Pior: completamos o pagamento mês passado, depois de já termos visto seu futebol (ou não visto, pois não o tem) ano passado.

Por isso o São Paulo está onde está. E o Ituano entra como favorito. Não tenho dúvidas que teremos extrema dificuldade para ganhar e chegar à semifinal.

E enquanto tudo isso acontece, estamos preocupados em apagar a crise Mancini – Jean. Fácil de resolver: manda os dois embora e engole o prejuízo. Mais um. Também, para quem pagou 13 milhões de reais pelo Diego Souza e mandou de graça para o Botafogo, não vai chorar por perder 10 milhões que pagou pelo Jean. Isso é o São Paulo de hoje.

 

Somos a quarta força do Estado. Ou a nona. O São Paulo está morrendo.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, por um instante eu até achei que daria certo. Acabado o primeiro tempo, apesar do 0 a 0, eu vi que o time tinha evoluído e que até tinha ido bem. Acreditei que no segundo tempo chegaríamos ao gol e, finalmente, venceríamos um clássico. Afinal, mando nosso, torcida única. Mas o que já nos acostumamos aconteceu, tomamos um gol (golaço) e perdemos de novo.

Depois da derrota, joguei nas redes sociais que somos, de fato, a quarta força do Estado. Abertos e desguarnecidos para todos os tipos de piadinha, preconceituosas ou não. Mas com razão de nos enxovalhar de todas as formas. Aí meus seguidores me corrigiram: quarta força? Olhe a classificação geral do Paulista. Olhei. Estamos em nono lugar. É a nossa situação.

Vou falar do jogo, afinal o comentário é sobre mais uma derrota. Primeiro tempo bom, time marcando bem, saindo rápido, criando chances, não dando chances. Hernanes fazendo sua melhor partida desde que retornou. Antony ganhando a maioria das jogadas pela direita. Gonzalo abrindo pelo canto, Reinaldo entrando em diagonal. Enfim, vi um time jogando e entendi que houve evolução.

Mas no segundo tempo, tudo voltou como dantes do quartel de Abrantes. O time se desorganizou, o Palmeiras cresceu, passou a jogar nos erros do São Paulo, erros que aconteceram e propiciaram chances ao adversário.

Mas foi a saída de Hernanes, machucado, que teve com consequência a derrota. Por isso atribuo culpa a Vagner Mancini. Ficamos sem meia, com meio de campo acéfalo. Por mais que não primem por qualidade alguma, deveria ter colocado Everton Felipe ou Jonathan Gomes. Ele colocou Brenner e nos deixou completamente desorganizados.

O gol do Palmeiras foi um golaço, sem dúvida. Mas não tivesse saído ali, sairia de outra forma. O São Paulo morreu em campo e acabo sendo presa fácil para o Palmeiras.

Está mais do que provado que nosso elenco é fraquíssimo e que não será o Cuca quem vai dar um título para nós, com isso que temos.

Aliás, seguimos nossa pré-temporada. Enquanto todos os grandes times estão disputando dois ou três torneios (Paulista, Libertadores ou Sul-Americana e Copa do Brasil), nós estamos prestes a ficar de fora do único que estamos jogando. Leco e sua trupe já nos fizeram passar uma vergonha absoluta, sendo eliminados na Pré-Libertadores, também nos farão passar outra vergonha, ficando de fora das quartas-de-final do Paulista.

E não querem Pato. Porque Cuca quer Tchê Tchê e Keno. Só que a chance deles virem é perto de zero. A de Pato vir é grande. Mas para que vamos investir num jogador destes se o Palmeiras tem lugar para ele?

O São Paulo não quis Ganso. Aliás, parte da torcida (menos eu) também. Ele está arrebentando no Fluminense. Pato também não interessa. Joga muito. E jogador acima da média não pode integrar esse elenco medíocre que temos.

Nessa pré-temporada, com dois meses e meio, já demitimos um técnico, estamos com um tampão e logo teremos o terceiro técnico. Montamos um time no início do ano – eu falei no início do ano – e estamos montando outro. Isso que é organização. Isso que é planejamento.

Raí, que decepção profunda com você. Leco, que certeza absoluta que tudo daria errado partindo de você. Conselheiros, que revolta latente por ver a politicagem correndo solta, o clube destruído pelas chuvas e o time destruído pela incompetência. Mas um carguinho aqui, uma carteirinha ali, uma viagenzinha acolá resolvem o problema.

Pobre São Paulo. Está morrendo dia a dia, aos olhos impotentes de todos nós. Não nasci para assistir o fim do clube que tanto amo. Por isso sofro tanto.

São Paulo merecia ganhar, mas só empatou com a Ferroviária

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, mais uma vez temos que “comemorar” um empate contra um time pequeno do interior do Estado. Sim, porque, por mais que eu entenda que o São paulo foi muito superior no segundo tempo e até mereceu a vitória, tenho também que admitir que tomamos um vareio no primeiro tempo e o 1 a 0 para a Ferroviária foi um placar pequeno, só justificado por duas ótimas defesas de Thiago Volpi.

Mancini manteve o esquema que vem implantando há três jogos, com três zagueiros. Mas ao sofrer o gol, aliás, um golaço, viu a Ferroviária se fechar todo lá atrás e um zagueiro sobrar. Anderson Martins estava jogando como meia, próximo à área adversária. Arboleda, o líbero, aparecia em alguns momentos como ponta. Os únicos que guardavam posição eram Bruno Alves e Luan. Por isso, com pouco mais de 20 minutos, ele tirou Anderson Martins e colocou Helinho.

Gonzalo Carneiro, que no início jogava aberto e até conseguiu criar boas jogadas por ali, aproveitando-se de seu porte físico e velocidade, foi deslocado para o meio. Aí começou uma certa confusão: Gonzalo tirava espaço de Pablo e Helinho não abria, tirando espaço de Antony. Na realidade a ideia era fazer um triângulo com Antony, Helinho e Igor Vinicius. O problema é que Helinho, no afã de mostrar serviço, individualizou muitas jogadas e chutava para o gol de qualquer maneira, causando alguns chutes bizarros.

No segundo tempo o time voltou mais organizado. Isso permitiu que a pressão aumentasse até que Hernanes marcasse o gol de empate. Depois disso ainda tivemos mais algumas chances com Hernanes, Pablo, Helinho, duas bolas batendo na trave. Então o  São Paulo, pelo segundo tempo, merecia a vitória.

Mas é fato que ficamos no empate. Hoje estamos em segundo lugar no Campeonato Paulista, empatados com o Ituano, perdendo no saldo de gols. O Oeste está dois pontos atrás. Os últimos jogos serão o clássico contra o Palmeiras, mando nosso, no Pacaembu, e o São Caetano, no Anacleto Campanela. Pelo que estou vendo, temo que a grande vergonha de não se classificar para a próxima fase do Paulista está muito perto de acontecer.

Vitória mostra que as coisas podem começar a mudar

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, depois de muito tempo o São Paulo conseguiu uma vitória. Posso dizer que positiva, pois foi fora de casa. Isso aponta que as coisas podem começar a mudar. Afinal, recuperamos a liderança do grupo deste frágil Campeonato Paulista e nos posicionamos no lugar de onde nunca deveríamos ter saído.

Atribuo a Vagner Mancini os méritos desta vitória. Ele entrou com os três zagueiros, mas percebeu que o tima não criava, o Bragantino não atacava e o jogo estava monótono, como foi o primeiro tempo. Alguém teria que “ousar” primeiro. E Ele voltou com Diego Souza no lugar de Bruno Alves. Prendeu um pouco Igor Vinicius, fez com que Hernanes se aproximasse mais da área e colocou Diego e Pablo juntos pelo meio da área, com Antony e Helinho abertos.

O time cresceu, começou a criar chances, mas ainda faltava alguém para armar o jogo, já que Hernanes continua sem ritmo e sem forma física. Mancini então colocou Nenê, tirou Helinho e o jogo começou a fluir um pouco mais.

É fato que o Bragantino também cresceu, teve chances, mas Pablo mostrou oportunismo marcando o primeiro gol, em bola “ajeitada” por Diego Souza e Arboleda marcou o segundo, em escanteio cobrado por Nenê. Isso, por si só, mostra que Mancini foi muito bem, viu o jogo e mudou a condição.

Se o time não foi tão bem, ao menos não faltou vontade. Os jogadores brigaram muito pela posse de bola. Ruim tecnicamente no primeiro tempo, melhor no segundo. O fato é que a vitória pode devolver a confiança que está abalada há tempos.

Agora uma semana para treinar, o jogo contra a Ferroviária sábado, no Pacaembu, mas uma semana de treino e o Palmeiras no outro sábado, no Morumbi. Aí, então, vamos ver se podemos começar a comemorar o ano e não ficar lamentando as lambaças que foram feitas até agora.

Tricolornaweb e o uso político do site

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, é inacreditável, mas faltando 21 meses para a eleição (sim, será em novembro de 2020), o inferno tomou conta do clube. Os grupos políticos alvoroçados, as acusações de lado a lado tomaram tom mais elevado, o desespero por conseguir uma boquinha, seja quem for o presidente atual ou futuro, está fazendo com que o clima político fique insustentável. Só faz bem para quem participa diretamente dele, pois está infectado pela mosca.

Às vezes sei que pareço repetitivo – e sei que sou -, mas é necessário sempre deixar claro nossa posição. Com a certeza de que voltaremos ao tema mais algumas vezes até a eleição: o Tricolornaweb não tem lado, não é vermelho nem amarelo, não é situação nem oposição. O Tricolornaweb tem três cores: vermelho, branco e preto. Nunca tomamos partido em uma eleição nem tomaremos na futura. Se queremos participar do gripo #ForaLeco não quer dizer que estamos abraçados com a oposição.

Se nós não vamos ter lado na eleição, menos ainda permitiremos que nosso espaço seja usado para palanque político ou lavagem de roupa suja. Já disse inúmeras vezes que nosso espaço é livre, democrático e, desde que haja respeito, o debate é aberto e as opiniões podem – e devem – ser confrontadas. As agressões com ofensas serão por mim comentadas, publicamente, para na reincidência serem bloqueadas.

Houve um fato muito triste, um comentário no Alguém me disse que postei ontem sobre o grupo de conselheiros que esteve com Leco no sábado. Sem fundamento algum, uma leitora fez sérias acusações a uma sócia do clube. Acusações gravíssimas, que ninguém pode fazer sem ter como provar. Além disso, deveria ser feito através deste editor. A leitora deveria ter me procurado, passado a denúncia, as provas que eu não teria o menor problema de fazê-la. A consequência disso foi um Boletim de Ocorrência registrado pela ofendida. Já fui informado disso.

Apesar de ter sido uma leitora a responsável pelo comentário (cujo IP vou entregar à polícia, se for solicitado), também caberá a mim responder criminalmente, por ser editor do site.

Então vou deixar claro: qualquer comentário que eu perceba daqui para a frente que seja ofensivo e tenha caráter pessoal, será excluído do site. Continuarei pregando a democracia que sempre defendi, mas, com todas as preocupações que já tenho em minha vida, não posso agora “segurar bronca” de pessoas que buscam um espaço político. Ainda mais de covardes, que usam pseudônimos por não terem a coragem de colocar a cara para fora, como é o caso dessa leitora, que certamente não existe.

Então fica bem claro: o Tricolornaweb não será palanque político de ninguém. Nossos leitores tem todo o direito de continuar comentando a favor ou contra a diretoria, a favor ou contra a oposição. Saberei identificar quem está fazendo o uso político do Tricolornaweb. E, assim sendo, esse ser será banido.