Amistoso é amistoso, Copa é Copa

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, parece que a Seleção Brasileira não aprendeu que uma Copa do Mundo deve ser tratada como uma Copa, não como um jogo amistoso, onde Neymar pode dar quantos dribles quiser que ninguém vai quebrá-lo. Admiro o técnico Tite, mas reconheçamos que hoje ele foi mal.

Nunca poderá ser considerado normal um empate, em jogo de Copa do Mundo, com a Suíça. Fato que o gol de empate foi irregular, pois houve falta clara em Miranda – cadê o árbitro de vídeo ? -, mas isso é pouco para justificar o futebol pobre apresentado pela Seleção.

Quando falamos que o Marcelo foi o melhor em campo, já dá para perceber que a situação foi complicada. Não que Marcelo seja um mau jogador. Mas os destaques, em geral, tem que ficar para Neymar, Felipe Coutinho, Gabriel Jesu e assim por diante.

Neymar sumiu em campo. E é aí que observamos que só quem é cego ou “pachecão” pode querer traçar uma comparação entre ele e Cristiano Ronaldo. Enquanto um ficou submisso à marcação adversária, algumas vezes com falta, é verdade, mas há como superar a situação, o outro marcou três gols contra a Espanha e carregou sua Seleção nas costas.

Não vi aquela Seleção onde William abria pela direita, entrava na diagonal e causava um inferno na defesa adversária, nem o Neymar que decide jogos, nem o Gabriel Jesus que resolve no Manchester City. Apenas Felipe Coutinho, autor de um golaço, mas que também sumiu em campo e não armou nada.

Os lances mais perigosos aconteceram quando Paulinho apareceu na área, como homem surpresa, ou com as descidas constantes de Marcelo.

Tite ainda tentou colocar o time para a frente, mas as substituições não deram nada certo.

Creio que o Brasil vai se classificar, mas terá que melhorar muito para passar pelas oitavas-de-final, seja contra a Alemanha, seja contra o México.

 

Paulo Pontes

Na noite dos namorados, um baile no Morumbi

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo fez o que todos esperavam: ganhou do Vitória no Morumbi. Mais do que isso, goleou. Mais ainda: jogou bem. Então os pessimistas vão falar: “mas o juiz expulso um um jogador do Vitória aos 35 minutos do primeiro tempo. Sim, mas ali o São Paulo já estava ganhando e muito próximo de fazer o segundo gol. O resto foi consequência.

Diego Aguirre teve um problema pouco antes do jogo: Militão, com amigdalite, não foi para o Morumbi. Ele entrou com Araruna na lateral direita e Lucas Fernandes aberto pela direita.

O começo do jogo foi muito truncado. O árbitro Igor Junio Benevenuto de Oliveira é daquele tipo que não gosta de futebol, ou acha que está apitando vôlei. Qualquer esbarrão é falta. Aí, com tantas faltas marcadas, o jogo não anda e os cartões começam a aparecer. Daí para frente é fácil saber o que aconteceu.

Mas quando Nenê marcou aquele gol antológico, dando um chapéu na frente da área e colocando a bola no ângulo, o São Paulo já tinha tomado as rédeas da partida e o placar era justo. A linha tática muito bem delineada, com Jucilei e Hudson se revezando em quem ficava mais atrás e quem se adiantava um pouco, os laterais balanceados na hora de descer e Everton, como sempre, dado uma canseira doida na marcação baiana pelo lado direito da defesa.

Depois da expulsão veio o segundo gol e a partida ficou decidida. Sabia-se que o Vitória não teria forças para reagir e o negócio seria administrar.

Mesmo assim o São Paulo fez o terceiro gol e aí passou a tocar mais a bola. Aguirre foi colocando a garotada em campo e tirado os mais experientes, como as substituições de Everton por Caique, Diego Souza por Brenner e Nenê por Liziero.

Eu pensei que Aguirre fosse dar uma chance para o Morato. Eu entendia que a substituição que deveria ser feito logo de cara seria a entrada de Morado no lugar de Nenê, com Lucas Fernandes passando a fazer o meio. Isso porque Nenê estava amarelado e o risco era grande de algo pior.

No fim foi Lucas Fernandes quem foi expulso. Era lógico que o juiz passou o jogo todo procurando expulsar alguém do São Paulo. O que não pode é o cara, com 3 a 0 no placar ser expulso. Não tinha nem que dividir bola.

O que fica finalizando, é que o time cumpriu uma meta muito superior a que toda a torcida imaginava. Méritos totais para Diego Aguirre. Méritos totais dentro de campo, para Nenê, Everton, Diego Souza, Jucilei e Hudson. E também os três zagueiros.

Agora é saber o que vai acontecer na janela de transferências. Mas se nenhuma tragédia se abater sobre o elenco, podemos sonhar muito mais alto no restante do Brasileiro.

Vitória inesperada e que precisa ser muito comemorada

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo venceu um jogo que eu computava como derrota certa. Tenho falado constantemente que um time, que tem como meta vencer o Brasileiro, precisa, na média de pontos, ganhar todos os jogos em casa (fazer três pontos) e empatar todos fora (um ponto). Claro que uma vitória fora (três pontos) pode ser trocada por duas derrotas, pois a somatória é a mesma que se tivéssemos empatado as três. Em casa não tem jeito. Empatou, tem que ganhar fora para recuperar os pontos. Existem aqueles jogo como visitante que são “ganháveis”. Existem outros que são “perdíveis”. E esse era um daqueles que eu projetava zero ponto. Mas ganhamos.

Quando vi a escalação, imaginei que o time atuaria da mesma forma como jogou contra o América-MG e venceu por 3 a 1. Naquele jogo Araruna foi a surpresa. O restante do time foi esse mesmo. Por isso não critiquei Aguirre, como o fiz há duas semanas, entendo que para jogar contra um time num estádio onde não vencemos há 36 anos, o melhor a fazer era reforçar a marcação.

O primeiro tempo caminhava de forma até chata. O São Paulo tinha mais a posse de bola, mas não criava. O Atlético teve duas oportunidades, forçando Sidão – cruzes – a duas boas defesas. Hudson e Jucilei faziam marcação muito forte na proteção da nossa área. Araruna, originalmente terceiro volante, atuava como ala, pois Militão em alguns momentos virava terceiro zagueiro. Somente nos últimos dez minutos o time resolveu colocar pressão e foi marcar a saída de bola do time de Fernando Diniz dentro da grande área. Aí as fragilidades do time do Paraná começaram a aparecer.

No segundo tempo, a situação se manteve desde o começo. Marcação pressão. E foi assim, num erro grosseiro da defesa atleticana, que recuperamos uma bola, houve o pênalti e Nenê marcou o gol.

O Atlético passou a tentar atacar de forma inconsequente. A torcida vaiando, brigando com o time e os nervos aumentando. Por mais que Sidão sempre nos leve a fortes emoções, a defesa e o meio de campo não permitiram que isso acontecesse. Ainda que Hudson tenha feito uma falta boba nos acréscimos da partida, na meia lua, o time foi perfeito no quesito marcação.

Méritos para Diego Aguirre, que conseguiu revestir o São Paulo do espírito uruguaio, encontrou em Hudson o parceiro ideal para Jucilei, formou uma zaga forte e conseguiu dar velocidade ao contra-ataque do São Paulo, mesmo com dois jogadores pesados lá na frente – Nenê e Diego Souza – que muitos quiseram fazer crer que não poderiam jogar juntos. Hoje entendemos que eles precisam jogar juntos.

Temos que comemorar muito essa vitória. Se perdêssemos, como era de se esperar, ficaríamos seis pontos atrás do Flamengo, podendo virar nove, pois o time carioca deve ganhar amanhã do Paraná. Uma distância considerável. Sem contar que muitos times poderiam nos passar. Com a vitória estamos em segundo e, por mais que sejamos ultrapassados pelos critérios de desempate, temos certeza que iremos para o intervalo da Copa do Mundo entre os cinco primeiros. Até porque não imagino outro resultado, que não a vitória na terça-feira, no Morumbi.

E ao Patético Paranaense, um consolo: se forem para a Série B, nós demos uma forcinha.

Partida horrível, perdemos dois pontos e vimos que não temos elenco

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, falar que não temos elenco, parece chover no molhado. Temos um bom time, sim, mas elenco…está muito longe de termos. O empate em 0 a 0 no Morumbi contra o Internacional foi foto sem retoques nem fotoshop do nosso elenco.

Então vão falar: estávamos sem 11 jogadores. Vamos lá: Nenê (faz muita falta), Cueva (nem tanto), Rodrigo Caio (pouca), Hudson (mais ou menos), Valdívia (incógnita), Jucilei (muita, mas ficou fora por opção do Aguirre), Carneiro (nem estreou), Morato (quase nunca jogou), Regis (reserva), Edimar (alguém sentiu falta?), Bruno Alves (esse fez falta) e Marcos Guilherme (nem é mais do São Paulo). Em resumo: de quem é do São Paulo, podemos dizer que dois fizeram muita falta (Nenê e Bruno Alves) e Jucilei, que, repito, não jogou porque Aguirre quis poupar.

Então essa balela de falar que estávamos sem 11 para jogar o futebol pífio que jogamos nesta terça-feira, é balela. Aliás, desculpem a comparação, mas jogando numa terça-feira contra o Internacional, que ano passado estava na série B, me parecia jogo desta série do Brasileiro, e não da divisão de elite.

Gostei muito da entrevista de Diego Aguirre. Consciente, sincero, disse que “quando não dá para ganhar, é melhor não perder”. Esculhambou o futebol dos dois times e disse que o placar foi absolutamente justo. Tentou justificar alguma coisa com o excesso de jogos, mas aceitou que o time foi muito mal.

Sobre Aguirre, por mais que tenha gostado da entrevista, não aceitei o que ele fez com o time. Pensando que teremos apenas mais dois jogos, depois haverá um intervalo de um mês, ele não deveria ter poupado Jucilei; deveria ter entrado com Paulinho pela direita; não deveria, em hipótese alguma, ter feito aquela substituição ridícula colocando Araruna e tirando Trellez. Não que o colombiano não devesse sair. O problema é que Araruna não deveria entrar.

Na entrevista de Aguirre, quando ele fala que quando não se pode ganhar é melhor não perder, talvez tenha tentado explicar essa substituição para reforçar a marcação. Mas foi de doer, porque Araruna é ruim demais.

Este é o nosso elenco. Se ficarmos sem três jogadores, a coisa faz água. São dois pontos que dificilmente conseguiremos recuperar. Só se vencermos este Internacional, lá em Porto Alegre. E o que esperar para sábado, em Curitiba? Não sei. Vai que o time chega lá e ganha…É melhor engolir tudo o que falei.

Dois tempos opostos: o time perdeu, mas continua com crédito

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, não vou entrar na maré dos derrotistas, que aproveitam de uma derrota – doída, sim – para achar que tudo o que foi feito até agora não prestou e que vamos lutar para não cair. Já já virão as contas de quantos pontos faltam para nos livrar do rebaixamento. O comentário no Tricolornaweb é e sempre será livre, mas tenho o direito de avaliar os que entendem que só empurramos bêbados na ladeira e coisas do tipo como derrotistas.

Vamos analisar o jogo desta noite. O primeiro tempo do São Paulo foi soberbo. Encarou o Palmeiras de igual para igual, dentro da Arena, não ficou fechadinho lá atrás, equilibrou a posse de bola, manteve as jogadas que vinham dando certo normalmente.

A defesa estava segura e o Palmeiras não criou uma única chance (até porque se tivesse criado, teria marcado, com Sidão no gol…). A defesa sólida, Jucilei e Hudson formando uma parede na frente da zaga, Militão e Reinaldo se revezando nas descidas, Marcos Guilherme e Everton imprimindo velocidade e Nenê cadenciando o jogo quando preciso. Fizemos um a zero e poderíamos até ter feito o segundo.

A contusão de Hudson começou a colocar tudo a perder. Petros entrou sem ritmo, desligado da partida, passeando em campo. Mesmo assim tivemos um contra-ataque, onde Marcos Guilherme se enrolou com a bola. Tivesse dado um toque rápido, Everton iria sozinho em direção ao gol, partindo do meio de campo. Seria 2 a 0 e a fatura estaria liquidada.

Ao invés disso, tomamos um gol onde Reinaldo, de novo, foi facilmente batido e Sidão cortou para o meio da área. Tomamos o segundo gol impedido. Do terceiro, nada a reclamar.

Foram detalhes que marcaram o jogo. Perder faz parte do roteiro. Perder um clássico, na casa do adversário, com torcida única, é mais do que natural. O grande problema é o tabu. É não conseguirmos sequer empatar no campo deles. Mas lembrem-se que eles não ganham uma partida do Brasileiro, no Morumbi, desde 2002.

Então não vou pegar tudo o que o time fez até agora, que lhe garante na vice-liderança – sei que pode perdê-la até o fim da rodada – por conta de uma derrota. Mas, mesmo que perca a vice- o máximo que pode acontecer é ficarmos um ponto atrás do líder, pois se o Corinthians ganhar do Flamengo empate com o time carioca e nos passa um ponto; mesma coisa o Fluminense, se ganhar do Paraná, empata com o São Paulo e nos passa por número de vitórias.

Portanto a situação está muito longe de ser trágica. Comentava aqui no Jornal Tricolornaweb outro dia que, se conseguirmos chegar na Copa do Mundo entre os cinco primeiros colocados, vou comemorar muito. É que eu sabia que teríamos o Palmeiras e o Atlético-PR nas Arenas e já contava com derrotas. Assim como conto com vitórias sobre o Internacional e o Vitória.

Finalizando, Aguirre tem minha confiança, o time tem meu crédito. Como disse no início, não sou derrotista e não vou entrar nessa esfera de que está tudo horrível, nada presta, não vamos chegar a lugar nenhum, etc. etc.

Mais uma vitória, liderança invicta e ótimo momento para o clássico

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, mais uma vitória do São Paulo. Desta vez no Morumbi, onde é obrigatório vencer. Portanto, dentro das contas para chegar ao título, somamos os três pontos que precisávamos. Mas ganhamos do América, fora, recuperando os dois pontos que perdemos para o Atlético-MG no Morumbi. Qual o resultado disso? Estamos na liderança, invictos.

Mais uma vez o time mostrou bom futebol. Já fora assim contra o Santos, contra o América e agora contra o Botafogo. Time consistente, com poucos espaços entre a defesa e o ataque, jogando bem compactado, tendo muita velocidade nos contra-ataques, marcando com determinação, tendo muita raça e se entregando como um todo. É o estilo uruguaio de ser, eu sei. Mas está me fazendo bem. Ou melhor, vou consertar: está nos fazendo bem.

É verdade que o time não começou bem. Talvez o esquema de jogo do Botafogo tenha surpreendido Aguirre. Tanto isso é verdade que perdemos o meio de campo e os cariocas marcaram no início do jogo. Certo que foi aos 15 minutos, mas o jogo ficou parado oito minutos. Portanto, considera-se o início da partida.

Cheguei a me preocupar no estádio. Mas por pouco tempo. O São Paulo veio para cima e, ainda no primeiro tempo, abriu 3 a 1. Isso foi fruto de jogadas trabalhadas e, principalmente, de contra-ataques.

Ao contrário do jogo em Belo Horizonte, onde entrou com três volantes, desta vez Aguirre optou por três atacantes, sendo dois bem abertos e um centralizado. Isso deu liberdade para que Nenê flutuasse em campo e municiasse o ataque da maneira que quisesse. Marcos Guilherme e Everton fizeram o papel de atacar com rapidez e defender com vontade, auxiliando Regis e Edimar.

No segundo tempo o Botafogo até teve mais posse de bola, mas nada que ameaçasse a meta do São Paulo. Aliás, o segundo gol saiu de uma falta boba na lateral da área. Aguirre chamou a atenção sobre isso na coletiva pós jogo, que tinha alertado os jogadores para esta jogada do Botafogo.

Outra razão para a queda de rendimento do São Paulo, além da intensa entrega do primeiro tempo, foram as substituições. Os três jogadores que estão desequilibrando lá na frente e decidindo (Nenê, Diego Souza e Everton) saíram para se pouparem para o clássico. Claro que o ritmo do time caiu bastante, até porque Valdívia, que entrou no lugar de Everton, só fez bobagem.

Mesmo assim o São Paulo poderia ter aberto 4 ou 5 a 1 no placar, não tivessem perdido os gols que perderam Everton e Marcos Guilherme. Isso significa dizer que o contra-ataque funcionou muito bem.

É fato que Diego Aguirre arrumou um time. Primeiro foi a defesa, depois o meio de campo e por último o ataque. O resultado está aí. Estamos descrentes do futebol do São Paulo e, pelo que sofremos nos últimos anos, sempre achando que é fogo de palha e que uma hora a coisa vira e nós vamos patinar lá atrás.  Só que o momento me permite afirmar que chegamos como favoritos para o clássico de sábado, contra o Palmeiras e que hoje somos, sem sobra de dúvidas, um dos candidatos ao título brasileiro.

 

Tricolornaweb encerra coluna Cantinho da Política. Está no ar o Forum!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, decidi encerrar a coluna “Cantinho da Política”. E cabe aqui minha explicação.

Quando iniciei esta coluna, a ideia era dar temas importantes, que dissessem respeito a decisões que os conselheiros deveriam tomar ou ações que eles poderiam propor dentro do Conselho Deliberativo. Sempre fiz questão de procurar um conselheiro da situação e outro da oposição, independentemente até de terem a mesma opinião sobre determinado tema.

Os dois primeiros assuntos escolhidos foram “Separação Futebol-Social” e “Eleição direta para presidente”, respectivamente. Minha ideia, para esta semana, era colocar o terceiro uniforme como tema de debate, pois o Conselho Deliberativo aprovou, ano passado, essa possibilidade por um determinado número de jogos, mas a camisa deveria respeitar as cores do São Paulo. Tanto que o time usou, em alguns jogos, a camisa preta. Muito diferente de outrora, quando entrou com um uniforme amarelo, mais parecendo um pote de mostarda que um uniforme de futebol.

O problema é que os conselheiros não querem se manifestar, não assumem uma posição publicamente. Eu até esperava que isso fosse acontecer, mas quis ter na prática a certeza. E tive. Entre os que contatei, convidando para participar do debate, alguns disseram que me ligariam – não ligaram -, outros que se afastaram da política – mas continuam conselheiros, com todas as benesses -, outros que são terceira via, não podendo, portanto, serem colocados na situação, nem na oposição – mas não votam coluna do meio entre o sim e o não no Conselho, até onde sei -. Teve explicação de todos os tipos.

A coluna, com apenas duas semanas de vida, virou tema central de comentários entre os conselheiros. Mas na hora de colocar a cara para fora e debater, aí a coisa pega.

Quero aqui deixar claro que não fiz contato ou convidei os que estão ocupando algum cargo na diretoria, por questões óbvias. Isso seria feito no futuro, mas esse tempo não existirá nesta coluna.

O Cantinho da Política vai continuar sendo feita como sempre existiu no nosso portal. Sempre que algum assunto desta área merecer destaque, aparecerá no meio do noticiário. Nada mais do que isso. Aliás, quando se fala em política, isso é o máximo que os seus componentes merecem, em todos os níveis.

No lugar desta coluna estou criando o Forum. Será um espaço a mais para debates dos nossos leitores. Não haverá periodicidade para colocarmos temas, pois eles ficarão ali por muito tempo. Para começar coloco exatamente a questão do terceiro uniforme. E espero, dos leitores, sugestões de temas que queira debater para que eu abra novas janelas.

Garanto a todos que os conselheiros vão ler. Se vão tomar alguma atitude usando os debates como orientação ou mesmo sugestão, já são outros quinhentos.

 

Paulo Pontes

A vitória em Minas pode nos levar a sonhos mais altos

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo fez grande partida em Belo Horizonte e conseguiu sua primeira vitória como visitante. Ao bater o América-MG no Independência, o Tricolor recuperou os dois pontos que perdeu em casa, para o Atlético-MG e voltou para a média considerada para um time disputar – e ganhar – o título.

Fiquei bastante irritado – aliás, como sempre – com Diego Aguirre. Quando recebi a escalação e vi Araruna no time, esbravejei muito, mas disse no vídeo que está gravado na Home do Tricolornaweb: se ganhar, vai ser nota 10. Se perder, vai ser nota zero. Só não dei 10 para ele porque Araruna, na minha visão, jogou muito mal, e isso pode ser atribuído à sua escalação, responsabilidade do uruguaio.

Mas o time foi muito agudo, manteve a mesma pegada do clássico do último domingo e não se abalou pela arena onde, muito raramente, conseguimos algum resultado positivo. Marcou um gol logo no começo, em belíssimo contra-ataque, passe de Nenê para Everton, passe de Everton para Diego Souza e o gol.

O gol de empate que sofremos nem foi devido ao time ter recuado, como tem ocorrido quando saímos na frente. Houve falhas sequentes do meio de campo que não marcou, de Everton que não voltou, de Reinaldo que tomou no meio das canetas, de Bruno Alves que também tomou no meio das canetas e de Arboleda que não marcou ninguém.

Mas o São Paulo não se abalou. Manteve o ritmo de jogo e o América, vamos reconhecer, também. Time bem montado com boas jogadas, criou problemas para o São Paulo, obrigando Sidão fazer duas defesas gigantescas. Mas o São Paulo chegou ao segundo gol em pênalti claríssimo, convertido por Nenê.

No segundo tempo o quadro não mudou. Assim como o América vinha para cima, o São Paulo encontrava facilidade para sair nos contra-ataques. O terceiro gol, um golaço de Nenê em cobrança de falta, acabou sendo a pá de cal em qualquer possibilidade de reação.

O próprio Aguirre percebeu isso e começou a mudar o time para poupar alguns jogadores.

A vitória ganha mais importância pelo momento do campeonato. Certamente a torcida vai responder e irá em grande número ao Morumbi. Quarta-feira, é vitória obrigatória contra o Botafogo. Nosso próximo adversário, sábado, será o Palmeiras, na Arena. O time está pressionado joga contra o Cruzeiro na quarta-feira, em Belo Horizonte, e pode entrar em frangalhos, moralmente, contra o  São  Paulo, que por sua vez, entrará de cabeça erguida e cheio de moral.

Vamos ver se isso de consolida ou fica só na teoria. Eu acho que vira realidade. E isso pode nos permitir sonhos mais altos.

 

Se não temos futebol bonito para comemorar, comemoremos a raça e a vitória num clássico

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo cumpriu a missão que todos os analistas indicam num campeonato de pontos corridos, que é o de ganhar em casa e, pelo menos, empatar fora. Mas a vitória neste domingo, no Morumbi, teve como elemento principal ser um clássico. E o Santos foi o único time que derrotou o São Paulo, no Morumbi, este ano. Jogamos os clássicos do Paulista fora de casa. Os únicos que jogamos como mandantes foram contra o Santos – derrota – e Corinthians – vitória.

Contestei antes do início do jogo a colocação de Arboleda  no banco. Fui ironizado, após o jogo, nas redes sociais, pois todos entenderam  que a dupla Bruno Alves e Anderson Martins foi muito bem, até a expulsão do segundo. Bem, só que eu fiz uma crítica antes da bola rolar. Depois do jogo, é mais fácil analisar as coisas e acertar.

É fato que a defesa foi bem. Bruno Alves, por exemplo, foi gigante, um monstro. Anderson Martins vinha bem, até o lance da expulsão. Entendo absolutamente discutível, mas fico com a visão que tive no campo (e depois na TV), que o árbitro foi excessivamente rigoroso. De qualquer forma, reconheço uma entrada afoita do zagueiro, que apesar de ter ficado parado alguns dias, no Reffis, não demonstrou falta de ritmo de jogo.

Os dois laterais também foram bem, com funções muito semelhantes: quando um descia, o outro ficava. Geralmente era Reinaldo quem mais arriscava o ataque. Aí Militão fechava para formar um terceiro zagueiro e Marcos Guilherme cobria o corredor direito. Aliás, ele pode ter técnica limitada, mas que sobre vontade, determinação e entrega a Marcos Guilherme, isso é inegável.

O São Paulo dominou o primeiro tempo quase que integralmente. Poderia ter feito gol logo no primeiro minuto de jogo, numa troca de passes maravilhosa entre Hudson, Nenê, Marcos Guilherme e Diego Souza, com o centro-avante errando bisonhamente o chute, de frente para o gol. Logo depois foi a vez de Militão cabecear uma bola sozinho, de dentro da pequena área, de frente para o gol, só que para fora.

O Santos não conseguia chegar perto da área do São Paulo. A marcação era precisa, com o time compactado, não dando espaço para o time praiano. A linha de 4-4-2 ficava bem evidente, com Jucilei, Hudson, Marcos Guilherme e Everton formando a linha de quatro avançada, deixando Nenê e Diego Souza mais a frente.

Depois do gol o São Paulo recuou, como tem acontecido sucessivamente. No entanto, o Santos teve uma chance num belo chute de fora da área, para grande defesa de Sidão, e uma falha do goleiro, em um cruzamento da direita, que quase redundou no gol santista. De resto, por mais que o Santos tenha ficado mais com a bola, tentando pressionar, praticamente não entrou na área do São Paulo, repito, graças a ótima atuação da zaga e dos volantes Jucilei – monstro – e Hudson.

Além de não levar tanto perigo ao gol do São Paulo, nós estivemos muito mais próximos de aumentar o placar, só não o fazendo porque desperdiçamos, no mínimo, dois contra-ataques que poderiam ser mortais.

Subimos bem na tabela, ainda estamos no prejuízo dos pontos, mas há muito tempo para recuperá-los. O time tem uma semana para trabalhar bem seu potencial para o jogo contra o América, em Belo Horizonte, no próximo domingo. Quem sabe ocorra aí a primeira vitória fora de casa.

Sobre Aguirre, contesto e sempre vou criticar algumas escalações, mas sei compreender quando ele encaixa o time e o fez isso hoje, certamente. E aos mais críticos e céticos em relação ao trabalho dele, quero apenas lembrar que ficamos anos sem ganhar um único clássico. Tinha torcedor preferindo ganhar clássico do que título. Aguirre, em pouco tempo dirigindo o time, já ganhou dois clássicos. Então vamos cornetar menos e torcer e apoiar mais.

Prestação de contas de um ano me permite dar crédito à diretoria

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, os senhores puderam ler, nas matérias que produzi, o que foi a prestação de contas feita pela diretoria nesta terça-feira. Já me pronunciei no Jornal Tricolornaweb de ontem (15) – aliás, só abordei esse assunto – mas acho importante deixar consignado aqui, em editorial. E quero que entendam que não sou apaixonado por essa diretoria e há uma longa distância entre dar crédito a partir do que vi e ou vi e achar que é a melhor coisa do mundo. Aliás, preciso cumprimentar publicamente o novo diretor de Comunicação, Guilherme Palenzuela, pela realização do encontro, pois o São Paulo estava ficando muito escondido de sua torcida, com o muro gigantesco que levantado blindando diretores e jogadores.

É incontestável que a dívida vem sendo reduzida. O rombo estratosférico que Juvenal Juvêncio causo ao São Paulo, aprofundado, em parte, por Carlos Miguel Aidar, é o responsável direto pelos desmanches consecutivos no time e razão maior de não ganharmos nada há muitos anos.

O presidente Leco foi taxativo na reunião: “não vou empurrar com a barrida a dívida e passar para o meu sucessor. Já me falaram que prefeririam que eu deixasse uma dívida de R$ 1 bilhão, mas ganhasse um título. Mas eu vou no caminho exatamente contrário”.

Pela promessa de Elias Albarello, diretor Financeiro, até final de 2019 a dívida bancária estará zerada; o São Paulo, que ainda vai precisar vender jogadores este ano, não mais o fará ano que vem; o time que foi montado, se não é tido como favorito absoluto a qualquer título, no mínimo pode ser colocado no patamar de quem vai brigar por algo bom no Brasileiro. Logo, entendo que a opção foi correta, e quem esperou até agora para ter um time de altíssimo padrão, pode esperar mais um ano, contanto que o atual elenco não nos faça passar o desespero que passamos em 2017. Aliás, Leco disse que sofreu muito ao imaginar que poderia ser o primeiro presidente a cair com o time para a série B, mas depois disse não ver nenhum desdém se isso vier a ocorrer. Espera aí, cara pálida! Eu vejo, sim, todos os desdéns do mundo se formos rebaixados. Será vergonha histórica e uma mancha para sempre em nosso cartel.

Sobre as obras, não sou engenheiro nem tenho elementos técnicos para contestar a afirmação do diretor de Infraestrutura, Eduardo Monteiro, de que para cobrir o Morumbi é preciso refazer a fundação, algo impensável em termos de custo. E o que será feito – suporte para a usina solar, telões, televisões, prolongamento do andar térreo até a pista de atletismo e utilização do espaço do fosso para a colocação de banheiros químicos, troca da iluminação atual para lead – acho que vai modernizar bastante o nosso estádio. E lembro que 2/3 do Morumbi já são cobertos.

No futebol mantenho minha confiança em Raí, pois inegavelmente é um cara do meio e que conhece bastante. Cinco meses de trabalho dele como diretor de Futebol é muito pouco para uma avaliação derradeira. Nós, ultimamente, temos sido imediatistas e isso ajuda a colocar o time no padrão derrotista em que se encontra. Se perde três jogos seguidos já queremos a demissão do técnico, independentemente dele ter um mês ou um ano no cargo; um diretor assume e em cinco meses – depois de dez anos de erros sucessivos – já tem obrigação de apresentar um trabalho vitorioso, ganhando todos os títulos que disputou.

Estou contente com Diego Aguirre? Claro que não. Mas não vou aqui pregar a sua demissão, pois quanto mais se mexe, mais se estraga o trabalho. E dentro da diretoria – não vou citar nomes – há um consenso que André Jardine é o técnico do futuro. Quem sabe do início de 2019. Mas para ganhar esse status ele precisa se adaptar um pouco mais no trato e no controle de um grupo de jogadores profissionais, muitos deles tarimbados em seleções ou com carreiras internacionais.

O fato de dar crédito à diretoria não significa dizer que não vou cobrar. Ao contrário, anotei cada dado, cada promessa, e cada uma no seu tempo, do diretor responsável pelo setor e, obviamente, do presidente, será cobrada aqui no Tricolornaweb. Estamos atentos.