Catado do São Paulo perde mais uma. Agora para um que está no Z4

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o catado do São Paulo perdeu para o Remo, numa pixotada do grotesco Enzo Dias e que Rafael aceitou ( o chute era defensável).

Ah! mas o time era o titular. Um catado. Aliás, como tem sido o ano todo. Talvez o único que tenha conseguido extrair alguma coisa desse elenco mambembe foi Crespo, que inacreditavelmente nos deixou na liderança do Brasileiro, mas que a diretoria fez questão de mandar embora, já que ele poderia colocar a perder a estratégia traçada desde a era Juvenal, de nos levar para a série B.

A chegada de Roger Machado nos recolocou nesse caminho e Dorival veio dar sequência à cartilha.

Esse presidente non sense conseguiu ter três treinadores no prazo de um mês. Manteve Rui Costa e assim o fará durante parada da Copa. Não tem coragem de dar uma palavra. Se esconde mais do que avestruz.

O que foi o São Paulo deste jogo contra o Remo? Um time sem esquema tático, com jogadores mostrando uma qualidade digna de série B e já demonstrando que se a calamidade ocorrer, teremos sérios problemas, pois perdemos do Remo (que vai voltar para lá) e do Juventude (que deverá continuar lá).

Alan Franco tem alguma moral para dar a dura que deu no Osório (o melhor do time, ao lado de Arthurt)? O Enzo Dias, pior em campo, pode culpar o Osorio pelo gol, sendo que ele foi o único culpado? Podemos ter um meio de campo tão vazio e fraco como esse com Pablo Maia e Danielzinho? Podemos ter um André Silva como meia? Podemos ter um atacante como Ferreira que não completa uma única jogada?

André Silva como meia merece um parágrafo. Nessa posição de 10, em meu tempo de vida, vi Gerson, Pedro Rocha, Ailton Lira, Pita, Raí, Ganso – sim, até ele -, e mais recentemente Hernanes. Hoje temos André Silva. Sinal dos tempos.

Até outro dia entrava em depressão por saber que vou ficar quase dois meses sem ver um jogo do São Paulo, assistindo a Seleção da CBF. Hoje dou graças a Deus e busco esperança que algo será feito pelo Dorival. Porque pelo Rui Costa, qualquer coisa que seja feita, a tendência é piorar.

Salve o Tricolor Paulista, amado clube Brasileiro. Tuas glórias, vem do passado.

Vitória do São Paulo não apaga a péssima preparação física do elenco

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo bateu o Boston River nesta terça-feira e garantiu a primeira posição em seu grupo da Sul-Americana. A vitória era uma obrigação. Um time com a camisa do São Paulo jogando com um time sem camisa, sem estádio, sem torcida. Formado numa esquina de Montevideo.

Entretanto, apesar da vitória, o time voltou a mostrar o mesmo quadro de partidas anteriores, quando voa no primeiro tempo, faz gol, cria e no segundo tempo desaparece, fruto de um preparo físico inexistente, completamente retrógrado, que além de não dar aptidão física, ainda tira jogadores por lesões.

Roger Machado foi embora, mas Paulo Paixão ficou. E com ele os revolucionários métodos de preparação física de 1980.

Quanto ao time, Dorval fez o futebol de Pablo Maia voltar a aparecer, Danielzinho se reencontrar e conseguiu achar uma posição menos sofrível para André Silva. Jogando ali atrás de Calleri, ele fez uma boa partida e até uma ótima assistência. É bem verdade que ele quis jogar no Calleri, mas acertou o Arthur e saiu o gol.

Aliás, que partida fez o Arthur. De novo. Fruto da volta de Lucas Ramon, que com suas descidas abertas permite a Arthur ir para o meio, onde seu futebol cresce muito.

Outro destaque é para o garoto Osorio. Que partida espetacular. Que lançamento para Arthur, que originou o segundo gol.

Como eu disse, foi um primeiro tempo exemplar, assim como houvera sido contra o Botafogo. Mas foi um segundo tempo, preocupante, como também fora contra o Botafogo.

Vamos esperar que durante a parada para a Copa do Mundo, depois de 20 dias de férias, o São Paulo possa entrar em ritmo para conseguir chegar aos 45 pontos no Brasileiro.

São Paulo teve primeiro tempo de Dorival e segundo de Roger

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, mais uma vez vivemos cenas dos últimos capítulos no Morumbi. O time começa bem, faz um logo no início da partida, desmonta qualquer estrutura defensiva que o adversário tivesse armado, tem domínio do jogo, não sofre lá atrás, consegue manter a bola na frente. Mas deixa tudo virar e se tornar um inferno no final.

Dorival mais um vez mandou a campo a escalação do Roger Machado. Com quatro na defesa, dois no meio e quatro na frente, teve amplo domínio do jogo. Wendel e Lucas Ramon apoiando muito bem o ataque, Arthur tendo liberdade para se movimentar por todos os lados do campo, Luciano ajudando o meio, Pablo Maia voltando a fazer boa partida. Foi um primeiro tempo dos sonhos.

Mas os incidentes continuam marcando o clube. Luciano se machuca ao marcar o gol, fica mais um pouco no campo para forçar um amarelo; aí é Sabino quem se machuca. E Dorival tem que queimar duas substituições em duas paradas ainda no primeiro tempo.

Com dois garotos em campo, Osório e Pedro Ferreira, o time se desestruturou. No segundo tempo o Botafogo veio para cima e o São Paulo ficou completamente acuado. A diferença foi tão gritante que a impressão que dava era que o São Paulo estava jogando com um jogador a menos.

Estava evidente que sofreríamos o empate. Foram dois gols (bem) anulados, e veio o gol. E quase tomamos a virada. Verdade que poderíamos ter feito 2 a 0 se Tapia não fosse tão ruim e chutasse reto, na placa de publicidade, uma assistência perfeita de Calleri. Poderíamos ter feito 2 a 1 se Tapia, de novo, não chutasse quase fora do estádio outra assistência perfeita de Calleri.

Isso nos remete à dedução de que se tem algum culpado pelo empate deste sábado, como da última terça-feira, não foi Dorival, como não foi Roger nas outras partidas: foi a diretoria. A sequência de contratações buscando comissões na era Casares/Belmonte/Rui Costa e a sequência deste último, que em nada mudou o procedimento na Barra Funda. Aliás, não me parece ter feito outros acordões, mas o time paga o preço de cinco anos de verdadeiros crimes cometidos contra a instituição. Elenco pobre (na técnica, não no salário), causando irritação e frustração em 22 milhões de verdadeiros torcedores.

Imaginem ser Roger Machado estivesse no banco terça-feira. E se estivesse neste sábado. Não defendo Roger. Acho um dos piores técnicos dos que passaram pelo Morumbi nos últimos tempos. Mas o problema não reside do banco, mas na alta cúpula.

Sobre Luciano, não posso concordar com críticas feitas a ele por forçar o cartão e se livrar do jogo em Belém. Não foi isso. Ele estava pendurado e a contusão dele vem de há dez dias. Ele não deveria ter jogado contra o Millonarios, pois agravou a situação. Ele não deveria ter entrado em campo contra o Botafogo, pois com quatro minutos, pelo simples toque na bola para empurrar para o gol, estourou o músculo. Ele terá que ficar, no mínimo 15 dias parado, entre tratamento fisioterápico e volta aos treinamentos. A previsão que se dá para esse tipo de contusão é de 25 a 30 dias. Ele forçou o amarelo inteligentemente para se livrar dos cartões, já que ele não iria de qualquer maneira a Belém e voltar zerado de pois da parada para a Copa do Mundo.

Aliás, essa parada será maravilhosa para nós. Para ajustar o elenco e para Dorival conhecer os jogadores e montar o melhor time possível para chegarmos aos 45 pontos. É o que nos resta neste ano.

Arbitragem e ruindade adversária salvaram o São Paulo de outro vexame

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo vai aumentando suas proezas dentro do Morumbi. A mais recente foi nesta noite de terça-feira, pela tétrica Sul-Americana. Conseguimos empatar com o Millonarios da Colômbia, com requintes de crueldade. Doria, não contente com a falha no gol, fez um pênalti para completar a noite de bobagens, mas o colombiano jogou na Praça Roberto Gomes Pedrosa. E o juiz resolveu encerra o jogo quando o Millonarios partia para um contra-ataque, dois contra um (Luan), chance de quase 100 por cento de marcar e virar o jogo,

Pior, muito pior do que o resultado e os fatos, foi o futebol apresentado pelo São Paulo. O time continua um amontoado em campo, sem saber o que fazer para furar uma defesa fechada, sem saber como variar uma jogada, enfim, com um futebol nível Sul-Americana, série B da Libertadores, e, consequentemente, nível Série B do Brasileiro, ainda que Rui Costa e Harry Massis façam discurso de título numa das Copas (só sobrou a Sul-Americana) e classificação para a Libertadores pelo Brasileiro.

E é bom que eu concorde com eles, porque se eu repetir Crespo, que afirmou ser nosso objetivo atingir os 45 pontos no Brasileiro, posso ser demitido do Tricolornaweb e da Rádio São Paulo.

Evidentemente não vou tecer críticas para Dorival. Não foi ele quem comandou o time, mas Milton Cruz. Ou então ele não teria colocado Wendel para fazer a dobra na esquerda com Enzo Dias. Não que Wendel tenha sido pior que Ferreira. Mas isso escancara nosso elenco, de qualidade medonha, montada com contornos interesseiros por Rui Costa, nunca nos esquecendo de Carlos Belmonte e Júlio Casares. Às vezes vamos batendo nas moscas de momento, deixando no lodo as que já saíram (de direito), mas não de fato.

Em três meses (porque só temos mais três jogos e aí tudo por 45 dias para para a “tão sonhada” Copa do Mundo), vamos chamar Dorival de burro. Mas ele não tem culpa. É um técnico mediano, porém fizemos isso com Rogerio Ceni, Zubeldia, Fernando Diniz, Carpini, Crespo, Roger e outros tantos. Pode vir o Guardiola. Enquanto esses seres continuarem orbitando a diretoria e esse elenco continuar montado à base de interesse de comissões de empresários, ninguém vai colocar o time no caminho das vitórias. E nossa meta sempre será chegar aos 45 pontos no Brasileiro, nos esquecendo das Copas, porque não temos competência para nada.

Falar de crise é redundância. De abandono, redundânia ao quadrado. De time horrível e derrota, redundância ao cubo.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, você não sabe o quanto é difícil eu escrever meus editoriais, comentários, em virtude do que estamos vivendo. Quando você pensa que há um fio de esperança para que as coisas melhorem, elas pioram a cada momento.

Quanto Carlos Miguel Aidar foi afastado (renunciou, e depois foi expulso do Conselho Deliberativo) e assumiu Leco, achávamos que seria o início de um novo horizonte. Vimos o que foi a gestão Leco. Aí chegou Júlio Casares, com ideias renovadoras, mostrando uma visão incrível de marketing e governança. Só que o fez tudo em benefício próprio. Dele e de sua corja. Ai entrou Massis. Agora vai. E está indo. Para o fundo do poço. Aliás, um poço sem fundo.

Que time foi esses que vimos em campo contra o Fluminense? Três laterais em campo, dois do mesmo lado. Wendel, que não é bom nem como lateral, sua verdadeira posição, foi colocado como meia, ou então como atacante pela esquerda para fechar o corredor. E tomamos um baile por ali, porque nem Wendel correspondeu, nem Enzo Dias segurou. Foi um horror.

Do outro lado um Lucas Ramon que voltou visivelmente sem as melhores condições, tendo que ser ajudado por Arthur o tempo todo para dar conta, e também não deu. O miolo de zaga numa disputa acirrada: Doria e Sabino tiraram no par ou ímpar quem seria o pior. Acho que acabou empatado em ruindade.

Danielzinho e Cauly são duas piadas de mau gosto. Aliás, Danielzinho até foi bem na mão de Crespo, formando o tripé com Bobadilla e Marcos Antonio. Mas agora está dando raiva vê-lo jogar. Diga-se de passagem, o paraguaio está surpreendendo e a diretoria está rezando para todos os santos para que ele faça uma grande Copa do Mundo pela Seleção do Paraguai e represente uma boa venda para os cofres do clube.

Falar de André Silva é perder tempo e mais uma redundância. Aí entram Ferreira, Tapia, Luan, Cedric (os 52 minutos). O que muda? Apenas os jogadores, porque o futebol continua sofrível

O Fluminense poderia ter aplicado uma sonora goleada no Maracanã. Perdeu contra ataques com chances claras, por tentativa de perfeccionismo, ou por pena do São Paulo.

Ah, claro, não posso deixar de falar de Milton Cruz. Pelos lados da Barra Funda, certamente uma das pessoas mais nocivas ao clube em todos os tempos. Mas continua sendo paparicado por essa diretoria funesta, cujo presidente – e isso descobri ontem – é são-paulino simpatizante, porque o coração é santista.

Realmente, o São Paulo virou terra de ninguém, largado à própria sorte, fadado a um melancólico fim. O que abnegados fizeram em 25 de janeiro de 1930 e, junto a outros, lutaram por 80 anos para construir e manter como um gigante, teve nos últimos 15 anos uma destruição total, a partir de Juvenal Juvêncio, passando pelos demais, chegando até hoje.

Torcer para o São Paulo é uma grande dureza.

Crise sem fim: eliminação na Copa do Brasil, segundo técnico demitido em menos de um semestre. Esse é o nosso São Paulo.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, bobagem e redundância eu ficar falando aqui que estamos no fundo do poço, que esse poço tem um fundo mais intenso por isso que ainda não atingimos, que estamos em crise, que sofremos nova humilhação. Tudo que tenho dito e vocês te reverberado nos últimos anos.

Nos acostumamos a passar vexames e tratar isso como natural. As coisas quando acontecem para nós, temos a tendência natural de reagir. Mas a casta que tomou conta do nosso clube, absolutamente nefasta e criminosa, está fazendo com que tenhamos como normal sermos eliminados por um time da série B, sermos goleados por um time que não faz parte da primeira prateleira do futebol – e enfrentamos esse time sábado, de novo -, trocarmos as páginas esportivas pelas policiais, assistirmos a manobras políticas para alguns se salvarem dentro do Conselho.

Do lado do futebol temos – ou tínhamos – uma comissão técnica digna de clubes da Série B, com um preparador físico que conseguiu em pouco mais de um mês, deixar seis jogadores com lesão muscular, com um técnico que não sabe nem de longe o que é um esquema tático, com jogadores sem receber, percebendo que a corja que se instalou no clube continua presente, ou de corpo ou de mente, com seus representantes. Não ha´ Calleri que aguente. Ele, inclusive, teve que se controlar na entrevista pós jogo de ontem para não falar algumas verdades, pois teria o mesmo caminho do Luiz Gustavo. No São Paulo é assim: se você falar a verdade, é demitido sumariamente. Porém, se falar bem da diretoria, pode levar o time a Série B, a humilhações, que nada vai acontecer e você será elogiar por esse presidente ultrapassado e grotesco, que se comunica, provavelmente, por telegrama ou fax.

Alias, ontem o tal Baby postou em suas redes sociais diversas ameaças a Massis. Será que ele vai fazer um BO ou isso só serve contra a Amanda Nunes, lider da torcida PCD Tricolor, que teve BO contra registrado por ter chamado Massis de mentiroso?

É, Massis, você, além de incompetente é um grande covarde. Perseguidor de jornalistas e advogados da mídia alternativa, que te colocam o dedo na cara e apontam as irregularidades.

Não canso de agradecer Júlio Casares e seus comparsas pelo que fizeram ao São Paulo. É um mal duradouro, sem fim. Ao menos pelos próximos meses.

Quanto a Roger, era inevitável sua demissão. Aliás, não deveria nem ter vindo. Só espero que o novo técnico não nos faça pedir “Volta Roger”.

Olten pode ter dado início a um golpe ao destituir Conselho de Ética

O presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu, pode ter dado início a um novo golpe no clube. Ao destituir os membros do Conselho de Ética, pode ter agido a serviço de Júlio Casares e seus comparsas para anular tudo o que já foi e o que será feito. E sabemos que golpe é uma coisa que essa corja ama.

O ofício justificando a destituição cita como justificativa que ela ocorreu “pelas insistentes manobras de condução processual, especial mas não limitadamente, a negativa do direito de apresentação de defesa nos termos estatutários, contrariando o princípio basilar do contraditório.”

Por mais que tenha afirmado que fica “ressalvado que todos os seus atos até agora perpetrados permanecem válidos, inclusive o relatório emitido em meu desfavor sobre meu afastamento provisório, bem como as demais instruções em curso”, a decisão, por constar a questão política, abre uma enorme brecha para a judicialização do tema.

Dedé, que foi ouvido nesta segunda-feira, véspera das destituições, Júlio Casares, Carlos Belmonte e Harry Massis, que além de terem relatores trabalhando nos processos, estão em estado bastante adiantado, já se mobilizam para pedir a anulação de tudo o que foi feito até agora o recomeço, protelando prazos e, com isso, ganhando tempo para articulações. Afinal, todos continuam sócios do clube e conselheiros.

Já do lado externo, Douglas Schwartzmann e Mara Casares já informaram que vão recorrer à Justiça pedindo anulação das suas expulsões, pelo mesmo fato constante no ofício de Olten, ou seja, de julgamento político.

O que se deduz é que Olten fez algo, em total desespero, para se salvar, e com isso pode salvar todos que estão envolvidos nessa lama toda. Afinal, essa corja sempre está unida e se merece.

Ainda tenho certeza que o novo Conselho de Ética vai pedir a expulsão de todos eles. É composto de nomes de minha estrita confiança, como Kalil Rocha Abdalla (Presidente), José Rubens de Macedo Soares Sobrinho, Luiz Augusto Lia Braga, Caio Forjaz e Carlos Sadi (membros). Mas já não tenho essa certeza se será ratificado pelo Conselho Deliberativo. Se antes se fazia a leitura de que um afastamento de Olten levaria seu grupo para apoiar a hipotética candidatura de Adilson, em represália à oposição, hoje se vê que a atitude do presidente do Conselho Deliberativo pode causar revolta em quem está ao lado dos grupos de Chapecó, Pupo, Legião e o ex do Dedé e todos votarem pelo arquivamento das ações.

Derrota para Corinthians teve a marca de Roger por não saber escalar o time

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, tenho evitado ao máximo depositar no treinador a culpa de alguns maus resultados do time. Não só de Roger, mas de Zubeldia, Crespo e daí por diante, por não terem culpa das 64 contratações que essa gestão (sim, a gestão bandida continua) com apenas dois nomes absolutamente incontestáveis: Calleri e Arthur.

Só que desta vez não dá para poupar o técnico. Você não pode admitir que o time vai jogar na casa do adversário, uma panela de pressão, e tenha o meio de campo escancarado. Os pontas não fecham, o time fica penso, correndo todo o mundo para um lado só ou para o outro. Desorganização total e time aberto. Só não fomos goleados porque o Corinthians é muito ruim também.

Mesmo assim, eles fizeram os cindo gols do jogo. Os três deles, um nosso e o outro, bem foi um presente de Fernando Diniz para nós, nesse esquema suicida que ele insiste em manter inalterado desde que começou sua carreira como técnico e já lhe causou vários reveses.

Aí, depois do jogo, ouço os treinadores falando suas habituais abobrinhas. Roger diz que o primeiro gol do São Paulo só saiu porque fez marcação alta e conseguiu recuperar a bola. Diniz justificando o gol com o “só não erra quem não faz”. A conclusão, para o lado de Diniz, é que ele sempre vai errar e do lado de Roger é que, mais uma vez, ele não sabe o que está falando.

Voltando ao nosso time, não dá para aguentar Cauly jogando. Ele colocou o Ferreira desde o início. Aí notamos que não dá para aguentar Ferreira jogando. O drible desconcertante que ele tomou do Matheuzinho no segundo gol foi de doer a costela. E não ganhou uma única bola lá na frente. Sentimos falta do Cauly. Danielzinho não acerta passe de dois metros. Sentimos falta de quem? Não sei. Não tem mais ninguém. Ah! em o Marcos Antonio. Deus do céu!

Vou repetir: desde que Rui Costa chegou no São Paulo e se uniu a Carlos Belmonte (que neste final de semana optou por passar num Resort em Taubaté ao invés de assistir a mais um vexame contra o Corinthians), foram 64 contratações, com muitos empresários ganhando poupudas comissões, dando até, se quisessem, pagar um final de semana de Resort em Taubaté, e o São Paulo padecendo em campo, sendo motivo de piada de todos – não só de corinthianos – porque, afinal de contas, viramos, mesmo, motivo de piada.

Time reserva sofre, mas sai do Chile com dever cumprido

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo entrou com um time completamente reserva para enfrentar o O’Higgins e conseguiu um empate, apesar de jogo sofrível e uma grande defesa de Coronel.

Roger agiu corretamente ao colocar jovens em campo, não tanto para serem testados, mas para começarem a ganhar experiência internacional no time profissional. Igor Felisberto, por exemplo, tem vasta experiência internacional, mas em seleções de base. No time de cima tudo muda. E foi importante a decisão de escalar os jovens.

Por falar em Igor Felisberto, ele não foi bem. Sentiu o peso da camisa. Mas Osorio surpreendeu e jogou como se estivesse na base, com cabeça alta, antecipações perfeitas, condução de jogadas com seriedade. Teve uma falha no final e quase causou o gol do adversário, mas absolutamente admissível. E teve problemas no jogo aéreo, talvez tenha que ser melhor trabalhado nesse quesito. Diga-se de passagem, Dória, com toda sua experiência, também não ganhou uma bola pelo alto.

Enzo Dias caiu muito de produção. Ele não tem mais aquela qualidade no ataque e tem tido problema no setor defensivo. Esse é um grande exemplo da involução de alguns jogadores na mudança Crespo – Roger. Jogadores que tinham desempenho acima do possível, casos de Enzo Dias, Bobadilla, Danielzinho e Calleri, caíram muito com o novo posicionamento e sistema tático aplicado por Roger.

Mas não vou criticar o técnico pela partida desta quinta-feira. O sofrimento do time reservas reflete exatamente o elenco que temos. Um ataque composto por Tapia, André Silva e Ferreira não pode produzir algo diferente do que fez: nada. Pensar que pagamos 32 milhões de reais por André Silva, 28 por Ferreira e 20 por Tapia. São 80 milhões de reais por três jogadores que não produzem absolutamente nada. E a culpa é do técnico. Entreguem esse trio nas mãos de Abel Ferreira e vejam se ele vai resolver alguma coisa.

Enfim, o empate era o objetivo. Conseguiu com o time suplente, poupou os titulares para domingo e o gerenciamento do elenco, digamos assim, está indo bem. Só não precisava ter levado os titulares para o Chile. De resto, nada a reclamar.

Devemos a Rafael e Roger os dois pontos perdidos contra o Bahia

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo empato com o Bahia de forma bisonha neste domingo, perdendo dois pontos “imperdíveis” para quem almeja disputar o título, ainda que seja algo utópico, brigar pelo G4 ou, ainda, fugir totalmente do Z4. CAlleri ficou quase cinco minutos dos acréscimos do segundo tempo com a bola perto da bandeira de escanteio. Ganhou faltas, tomou “ombrada” no queixo, caiu, arrumou confusão. Para em 40 segundos o Bahia ganhar um tiro de meta e marcar o gol.

O São Paulo esteve melhor em boa parte do jogo. Marcou o gol, tirou os espaços do Bahia e, mesmo recuado, teve três contra ataques que poderiam ter matado o jogo com uma bela goleada. Mas não temos jogadores de velocidade (só o Arthur) nem lançadores (só o Arthur). Não dá para assobiar e chupar cana ao mesmo tempo. Não existe jogador que bata escanteio e vá na área cabecear.

Quando o Bahia empatou, até ameaçou virar. Mas Calleri acertou uma assistência perfeita para Ferreira marcar e aí tudo parecia ter acabado.

Mas vamos voltar um pouquinho no jogo. Roger não fez nenhuma alteração no intervalo, porque não deveria mesmo. O time estava bem. Aí com cinco minutos do segundo tempo perde Lucas Ramon contundido. Queima a primeira colocando Cedric.

Qualquer torcedor menos entendido de futebol sabe que Lucas só estava no banco para sentir de novo o clima no estádio e que se entrasse, só seria com o jogo ganho, para jogar 15 minutos. Mas Roger queima a segunda substituição colocando Lucas com 15 minutos. Para piorar, queima as outras três – claro, só tinha mais uma parada – com 27 minutos. E Lucas se machuca logo em seguida e ficamos com dez em campo.

Ah, dirão alguns, mas quem poderia imaginar que o Lucas iria se machucar? Em primeiro lugar, técnico tem que ser precavido e inteligente na hora de mudar. Roger só colocou Lucas por questões de pressão e de politica. Na cabeça dele (e de Rui Costa) passou o filme de Lucas entrando, voltando dois meses antes do previsto, todos os méritos para o novo Departamento de Excrecência Médica -, faz um gol, a torcida vai ao delírio e todos viram heróis. Só que o filme não contava que, ao invés de uma epopeia, traria conteúdos shakespeariano no fim. Mostrou, sim, absoluta incompetência do treineiro. Nunca, eu disse NUNCA se coloca um jogador que está voltando de uma lesão grave em campo quando você já fez uma alteração por contusão e vai ficar com apenas mais uma parada.

Aí, para completar o quadro de Shakespeare, tiro de meta batido (depois de Calleri segurar a bola quase cinco minutos na bandeira de escanteio), um lateral recebe, vira para o outro, a bola é cruzada na área, Sabino desvia para cima e nosso goleiro, ao invés de fazer o óbvio, que é espalmar para fora (junto ao travessão), tenta agarrar e cai dentro do gol. Ou seja: ele recolocou uma bola que estava quase fora em jogo e deu o gol ao Bahia.

Time mal montado, jogando com dez, ganhando o jogo e consegue a peripécia de tomar um contra-ataque aos 56 minutos do segundo tempo.

Realmente é o retrato do São Paulo. Que passa por toda a corja que o administrou por cinco anos (80 por centro dela continua lá) e desagua no campo, com plena incompetência de muitos que vestem nossa camisa.