Partida contra o Inter mostra que quando quer, o time faz

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a vitória do São Paulo sobre o Internacional foi de fundamental importância para o ano de 2020. O fato de entrarmos já na fase de grupos nos permite fazer uma boa pré-temporada, esquentar o motor no Paulista para chegar tinindo na Libertadores.

Mais do que isso, o jogo mostrou que quando o time quer, é capaz de fazer uma baita partida. Não tenho receio em afirmar que foi o melhor primeiro tempo que fizemos nas mãos de Fernando Diniz. E só caímos no segundo tempo após sofrermos o gol. Ainda assim porque Marcio Araujo encheu o time de volantes para segurar o resultado, o que nos colocou em risco.

Mas foi possível ver Daniel Alves correndo – e jogando – muito mais que muitos garotos, Igor Gomes sendo um verdadeiro meia, Antony um verdadeiro jogador de definição, contra-ataque preciso, Tchê Tchê primoroso na condução da bola da defesa para o ataque, Arboleda ganhando todas em cia e em em baixo, Bruno Alves anulando Guerreiro. Enfim: vimos um time.

Mas por que não jogamos sempre assim? Essa é a grande pergunta cuja resposta não aparece.

Eu disse aqui no Tricolornaweb na terça-feira que, caso vencesse o Inter na quarta, Diniz seria mantido no cargo. E aconteceu. Não é o técnico dos meus sonhos. Aliás, passa longe disso. Mas entre ele e Mano Menezes, que era o nome mais próximo do Morumbi, fico com ele Até porque, perder por perder pode ser com os dois. Então que perca jogando para a frente, bonito, não retrancado, de forma medrosa,

Outra coisa: a torcida está pegando muito no pé do Pablo. Ele está abaixo, fato. Mas quero lembrar que ele ficou quase a metade do ano parado, com muitas contusões, e continua sendo o artilheiro do time no ano. Será que vamos queimar mais um?

Como sempre digo, eu prefiro olhar o meio copo cheio de água do que o meio copo vazio. Por isso continuo acreditando no time. Enquanto alguns que se dizem são-paulinos torcem contra para aproveitarem e encherem de críticas a diretoria, eu nunca torcerei contra e se tiver que elogiar a diretoria vou elogiar.

Então, sigamos, mesmo não sendo do nosso gosto, mas torcendo pelo sucesso.

Mais um fiasco. De humilhação em humilhação, seguimos rumo ao G4

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, sei que vocês devem estar pensando que estou maluco, pois jogo um título que começa com o abismo e termina com as alturas.

Mas é fácil entender. O número de humilhações que passamos nesse Brasileiro é absurdo. Continuamos sem ganhar clássicos nas arenas, tomamos goleada aqui e acolá, perdemos de times próximos do rebaixamento no Morumbi, e mesmo assim estamos a uma simples vitória contra o Internacional, em casa, para nos garantirmos no G4, até porque no G6, graças a Rogério Ceni, já estamos.

Evidentemente o São Paulo só alcançará esse patamar pela absoluta inércia dos adversários, que conseguiram ser piores ainda. Mas quando olhamos para a frente, precisamos pegar um binóculo para enxergar o campeão, Flamengo, que fez 30 pontos a mais do que nós. Sabem o que é isso? É mais do que a Chapecoense fez no Brasileiro. Portanto eu poderia dizer que estamos a uma Chapecoense de distância do Flamengo; o Santos, virtual vice-campeão, está 14 pontos à nossa frente.

É bom que se note que estamos em sexto no campeonato e só vamos para o G$ (se conseguirmos)graças ao fato de Flamengo e Athletico-PR já estarem na Libertadores (lembrando que um ganhou Libertadores e Brasileiro e o outro ganhou Copa do Brasil e Sul-Americana).

Não sobrou ninguém do lado de trás. Tirando Inter e Corinthians, que estão na briga conosco pelo G4, sobram Fortaleza, Bahia, Goiás e outras coisas do mesmo nível. Ou seja: vamos por inércia, apesar das constantes humilhações.

Em Porto Alegre vi um jogo horrível no primeiro tempo, digno de série B. No segundo tempo, por incrível que pareça, o São Paulo começou melhor. Em quatro minutos, duas chances de gol não convertidas. Depois entre os 10 e os 15 minutos o Grêmio teve três chances de gol, convertidas.

Essa a nossa diferença. Nós até criamos, mas não fazemos. Foi assim contra o Fluminense, o Athletico-PR, o Ceará, o Santos, o Grêmio, e assim sucessivamente. E os fiascos se repetem.

Raí garantiu Fernando Diniz, mas até a página 2. Disse que não está totalmente contente com o trabalho. De imediato afirmo: fui e continuo radicalmente contra a demissão agora. Se ganharmos do Inter quarta-feira, aí pode demitir, porque o objetivo (mínimo obrigatório) foi atingido. Apesar que o banco será ocupado por Marcio Araújo, já que Fernando Diniz está suspenso.

E podemos começar a pensar 2020 com rigor. Talvez fosse providencial a mudança em todo o departamento de futebol, não só em Diniz. Mas isso já é assunto para outro editorial.

A vitória sobre o Vasco foi boa. Melhor ainda foi Daniel Alves

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, sei que vou ser apedrejado, mas não faço coro com aqueles torcedores que só viram coisas negativas no time na vitória desta quinta-feira, no Morumbi, sobre o Vasco da Gama, por 1 a 0.

Tenham a paciência de assistir de novo o jogo e vejam quantas vezes o Vasco conseguiu passar do meio de campo no primeiro tempo. O São Paulo continuou com o famoso “tic tac” de Fernando Diniz, mas desta vez no campo de ataque. Daniel Alves chamou a responsabilidade para si e com um meio de campo leve, apenas Tchê Tchê para marcar lá atrás, a bola rolou o tempo todo no nosso campo de ataque.

Chances foram criadas, gols forram perdidos, o goleiro do Vasco fez, no mínimo, duas grandes defesas. O São Paulo não correu risco algum, não sofre contra-ataque, sufocou o Vasco.

No segundo tempo o time recuou um pouco. Permitiu ao Vasco crescer e Thiago Volpi salvou duas vezes a meta do São Paulo. Mesmo assim ainda tivemos chances em contra-ataques, desperdiçados, mais uma vez, pelo demora em nossos jogadores de liberarem a bola para quem está em melhor condição. Então, se há alguma restrição a fazer é nos últimos dez minutos de partida. De resto, o São Paulo mandou e administrou o resultado.

Depois do jogo, no entanto, a nota ficou por conta de Daniel Alves. A entrevista que concedeu na zona mista, e que a Web Rádio São Paulo transmitiu ao vivo, foi destruidora. Ele detonou a política interna do São Paulo, as trocas de treinadores (foram quatro este ano), a briga pelo poder. Enfim: falou o que todos nós falamos o tempo todo aqui no Tricolornaweb.

Se entendo que ele é um jogador e deve se limitar a isso, deixando que que está na política se resolva, ou seja, uma inversão de hierarquia, por outro acho que ele colocou o dedo na ferida e exteriorizou o que ocorre no CT da Barra Funda e que nós, torcedores, ou jornalista, somos privados de saber.

Curiosamente as reações contrárias que vi até agora foram de pessoas ligadas à oposição. Isso pode até me levar à ilação de que foi algo “orientado” pela diretoria, um recado com assinatura de alguém que está acima dele. Ou seja: não teria sido algo espontâneo, que possa ter partido dele. Não podemos nos esquecer que Daniel Alves é muito ligado a Raí e esses dias saiu uma matéria, que publicamos aqui no Tricolornaweb, que conselheiros estão pressionando muito Leco a não renovar contrato com o diretor de futebol para o próximo ano.

Seja “pau mandado” ou espontâneo, o fato é que a política interna está destruindo o São Paulo. Essa é a real explicação por estarmos há tanto tempo sem ganhar nada. E, sem mudanças drásticas, 2020 será mais um ano para sofrermos.

Empate medíocre de um time ridículo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o empate com o Ceará sofrido aos 50 minutos do segundo tempo serviu apenas para uma coisa: ratificar o quanto ridículos são este time e esta comissão técnica.

Já durante o primeiro tempo eu falava, na transmissão da Rádio Tricolornaweb, que eu esperavao time jogando o futebol apresentado no segundo tempo da partida contra o Santos, mas eu estava vendo a repetição do primeiro tempo daquele jogo.

Fizemos um gol, sim, mas sem merecer. Thiago Volpi já havia feito uma grande defesa antes disso. Além do mais, nossa única chance havia sido uma com Igor Gomes, grotescamente perdida. Ele, da marca do pênalti só o goleiro na frente, chutou quase fora do estádio. Portanto a vitória parcial era absolutamente injusta.

Para piorar a situação, o time voltou para o segundo tempo jogando completamente recuado. O estilo Fernando Diniz tão decantado de marcar a saída de bola do adversário, foi trocado pela retranca.

Ainda assim tivemos duas ótimas oportunidades de definir o jogo, ambas com Daniel Alves. A primeira ele entrou tabelando com Liziero, mas na hora de concluir preferiu passar para o garoto, que tropeçou e não marcou. A segunda com Antony, que puxou o contra-ataque e deixou Daniel na cara do gol e ele acabou perdendo o domínio da bola.

E foi Daniel Alves, quem mais experiência tem no time, que perdeu os dois gols que poderiam ter matado a partida, quem foi brincar com a bola no ataque no último minuto, e ao invés de segurar a bola, levar para a lateral, preferiu jogar na área para Raniel. Ele perdeu a bola, surgiu o contra-ataque e Léo, que já tinha cometido um erro grotesco antes, não marcou quem entrava pelo seu lado e ainda desviou a bola de Volpi. Ou seja: serviço completo.

Só não vou falar que Diniz não deveria ter tirado Reinaldo, Liziero e Antony porque foram eles quem pediram substituição. Mas os que entraram ajudaram a piorar o que já estava ruim.

Vamos para a Libertadores, mas por inércia. Os que vem atrás estão piores ainda do que nós. Resta torcer para não termos mais uma decepção na quinta-feira, no Morumbi, contra o Vasco, para conseguirmos ficar o G4.

A instabilidade do time assusta

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, é assustadora a instabilidade que o time apresenta jogo após jogo. Verdade que consegue uma trajetória quase sempre ruim, mas tem momentos, lapsos eu diria, de time bom e consegue fazer o jogo como fez neste sábado na Vila Belmiro, quando teve um primeiro tempo pífio e o 1 a 0 ficou barato demais, porém fez um segundo tempo de time grande e o 1 a 0 a nosso favor ficou pouco para o que jogamos.

Daniel Alves, tanto criticado por alguns torcedores, foi o diferencial. Ele levou o time ao empate e poderia ter levado à vitória, não fosse Pablo perdendo os gols que perdeu.

Me assusta muito, também, a queda de rendimento da defesa. Nós ainda somos a melhor do Brasileiro, ao lado do Palmeiras. Mas os erros cometidos por Bruno Alves, principalmente em saídas de bola, e Arboleda (o pênalti cometido neste sábado é prova disso) deixam o que tínhamos de diferencial positivo igualado aos demais departamentos do time. Se o meio de campo tem dificuldade de criação e o ataque não funciona, uma vitória só virá ao acaso.

Durante o jogo eu falava na Rádio Tricolornaweb que Jorge Sampaoli e Fernando Diniz tem estilos quase iguais. A diferença é que o jeito de jogar de Sampaoli funciona satisfatoriamente, enquanto o de Diniz irrita.

Inegável reconhecer que a mudança que Diniz fez no intervalo, tirando Jucilei e colocando Liziero, melhorou o time, o tornou mais ofensivo. Tanto que entendo que o São Paulo merecia a vitória.

A dificuldade que temos de considerar o empate na Vila como bom resultado está diretamente ligada às derrotas para Fluminense e Athletico-PR dentro do Morumbi. Tivéssemos feito nossa obrigação de casa, o empate contra o Santos estaria sendo muito comemorado.

Quem sabe, repetindo o segundo tempo deste sábado no domingo que vem, em Fortaleza, possamos comemorar uma vitória sobre o Ceará.

Dura derrota, grande vexame

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, é difícil até começar a escrever, tal a depressão e a falta de vontade que tenho, mas a obrigação não me permite calar. Foi um vexame o que aconteceu no Morumbi nesta quinta-feira. Ressuscitamos mais um morto, tiramos o Fluminense do Z4, saímos, consequentemente do G4, e ainda fomos colocados na roda. Ridículo.

Fernando Diniz foi patético. Entrar no Morumbi, contra um time da zona de rebaixamento, jogando com três volantes, é no mínimo risível. Ele foi burro se escalou Jucilei, Tchê Tchê e Liziero como um trio de volantes. Ele também foi burro se escalou esse trio, mas deixando Liziero como meia.

O time até mostrou alguma coisa nos primeiros 20 minutos de jogo. Poucas chances, apenas domínio de bola. Mas nossa zaga, que ainda é a melhor do campeonato, voltou a falhar. No primeiro gol, O atacante sobe mais que Arboleda e marca. No segundo, um contra-ataque, Bruno Alves toma o drible da vaca no meio de campo.

O São Paulo sentiu a bordoada. O time, que até tentava alguma coisa, se apagou e o Fluminense virou dono das ações.

Durante o intervalo, na transmissão da Rádio Tricolornaweb, eu pedia que ele fosse ousado e colocasse Hernanes no lugar de Liziero e Pato no lugar de Jucilei. Parece que ele me ouviu, pois foi o que fez. Se eu dei nota 2 para ele, daria para mim também, pois Pato e Hernanes são caricaturas dos jogadores que fora, que terão que curtir boas férias e fazer ótima pré-temporada, ou estarão fadados não terminarem o ano que vem no São Paulo.

Em determinado momento, eu cronometrei, o Fluminense ficou rodando a bola por 3’30, sem que ninguém do São Paulo tentasse ou conseguisse recuperá-la. Fomos colocados na roda literalmente. E daí até o final do jogo, foi um circo de horrores. O São Paulo não mereceu mais do que isso na partida.

Era uma vitória obrigatória, como será domingo, contra o Athletico. Mas creio que essa derrota nos deixará fora do G4. Porque a tabela favorece o Grêmio, que já nos passou. Além do mais, o Grêmio é um time coeso, organizado, estruturado. E nós somos isso aí.

Nos altos e baixos, em Chapecó tivemos “altos”

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a vitória contra a Chapecoense neste sábado à noite, na Arena Conda, foi boa, mostrou um time que soube aproveitar as oportunidades que teve, m as não pode nos iludir e achar que “agora vai”. Até porque, outras vezes já pensei assim e me dei muito mal. Então vamos no jogo a jogo.

Novidade no time, Jucilei esteve muito bem. Fez o papel de sair com a bola perto de Thiago Volpi. Como sempre, Bruno Alves e Arboleda abrindo na linha lateral, próximos ao bico da grande área; Daniel Alves e Reinaldo se posicionando nas linhas laterais, próximas ao meio de campo; Antony e Vitor Bueno se posicionando nas linhas laterais, na intermediária adversária. O miolo ficava para Igor Gomes e Tchê Tchê que se alternavam em vir buscar a bola e levar para o ataque.

Correu tudo muito bem. Não erramos uma única saída de bola. Ainda fizemos muita pressão na saída da Chape. Por isso o primeiro gol saiu logo. Os catarinenses estavam muito recuados e o São Paulo com domínio total do campo e do jogo.

Com o gol, a Chape foi obrigada a se abrir e vir para cima. Abriu espaço para os contra-ataques. Num deles, Daniel Alves fez lindo lançamento para Antony, que disparou para a frente, serviu Vitor Bueno que fez um golaço, com direito a drible no goleiro.

No intervalo Fernando Diniz substituiu Daniel Alves, que fazia grande partida, por Juanfran. Dani teria sentido uma fadiga muscular. O espanhol, muito mais defensivo, não entrou bem no jogo. Visivelmente fora de ritmo, quase entregou um gol para o adversário, numa cobrança de falta em que ele tenta atravessar para Arboleda, na frente da área, e erra.

Mas não foi só isso. Jucilei, que estava há três meses sem jogar, sentiu o ritmo do jogo, afinal ele foi muito empenhado, e saiu. Essas substituições, aliadas a pressão da Chape fizeram com que Thiago Volpi entrasse em ação. E fez, no mínimo, três defesas portentosas. A maior delas numa cabeçada de Douglas, à queima roupa, contra o chão, de dentro da pequena área. Impressionante.

Mas ainda conseguimos fazer o terceiro, também em contra-ataque. Aliás, um golaço de Antony. E viria o quarto, que foi anulado pelo VAR. O mesmo VAR que não reconheceu um pênalti claríssimo em Antony, ainda no primeiro tempo.

Não vou usar a frase que está em cartaz nas principais salas de cinema desta cidade, que diz que “está bom, mas está ruim; está ruim, mas está bom”. Mas vou me fixar que a vitória foi importantíssima, diria quase obrigatória, e nos deu respiro no G4. Mas temo que ter olho aberto e manter o ritmo, afinal, os dois próximos jogos serão no Morumbi e os seis pontos serão mais do que obrigatórios.

Derrota vexatória e vergonhosa

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornawe, depois de termos tido a experiência, domingo, de como ser fácil marcar gols, tivemos a realidade nesta quarta-feira de como ser fácil sofrer humilhação. A imagem que ficou para mim, para representar essa vergonha, foi Felipe Mello, quando marcou o segundo gol, correr para a torcida e sinalizar que “aqui mandamos nós”. Em se tratando de São Paulo, isso é fato.

Não tem fim essa série de vexames. Jogando em Itaquera ou na Arena das pepas, a vergonha é a mesmo. Perdemos ali e acolá.

Então vão falar: mas ganhamos no Morumbi. Esse ano, sim. Ano passado, não. Ano retrasado, também não.

Portanto, enquanto a derrota é certa fora, a vitória nunca é certeira em casa. E quem um dia já foi temido por todos, hoje virou alvo de chacota. Esse é o nosso São Paulo destes tempos.

No jogo contra o Palmeiras, a única coisa boa em campo foi a partida do Vitor Bueno. Mas o Fernando Diniz, talvez contrariado por ele estar destoando do restante do time, resolveu tirá-lo. Tinha outros nove jogadores para mexer. Mas tirou o único que ainda fazia alguma coisa. E depois, na coletiva, disse que o Vitor Bueno estava cansado. Mentira. Vitor Bueno ficou no banco com cara de paisagem. Só não gritou um monte porque tem consciência que algo que falasse poderia piorar ainda mais a situação.

Por sorte continuamos no G4. Independente de outros resultados, como estávamos quatro pontos na frente de quem vinha em quinto e sexto, não havia como perder a posição. Mas sábado teremos que fazer alguma coisa. E essa alguma coisa significa vencer. Se não quisermos ficar para trás até no troféu consolo, que é chegar na Libertadores ano que vem.

Depois de um primeiro tempo comum, vimos como é fácil marcar gols

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo conseguiu mais uma vitória, sob Fernando Diniz, jogando no Morumbi. Agora sobre o Atlético-MG. São quatro jogos em casa, quatro vitórias. Diniz está cem por cento como mandante.

A cada jogo que passa o “jeito Fernando Diniz de ser” se molda no time. Não tem chutão, não tem erros de passe, as bolas são passadas com segurança e o time está criando oportunidades. Reconheço que o jogo, muitas vezes, fica modorrento, pois a bola começa a rolar de zagueiro para zagueiro e até para goleiro. Mas essa acaba sendo uma tática funcional, pois quando o time adversário avança a marcação e a bola volta para Thiago Volpi, rolada por Bruno Alves, Tchê Tchê ou Arboleda, Volpi lança nas laterais buscando Reinaldo ou Igor Vinicius, e o ataque é certeiro. Só não acaba em gols porque Pato tem perdido uma infinidade deles.

O primeiro tempo neste domingo foi assim. Exatamente como descrevi acima. Cheguei a comentar no intervalo a dificuldade que o time encontra para marcar um gol. Tem que ser sempre chorado.

Mas o segundo tempo mostrou que o São Paulo sabe marcar gols e tem facilidade para isso. Aos 6 minutos Antony faz o que ele sempre deveria fazer: vai para cima do lateral, chega na linha de fundo e cruza para trás. Aí Igor Gomes, ao seu lado, só colocou para o fundo do gol. Cinco minutos depois foi a vez do mesmo Igor Gomes acertar um lançamento perfeito para Vitor Bueno marcar o segundo. Fácil, fácil, fácil.

Talvez quando Pablo estiver em campo, Pato jogar pelo lado e o meio continuar funcionando, os placares sejam mais dilatados ou não tenhamos tanta dificuldade em chegar ao gol.

O principal de tudo, além da boa apresentação, foi que nos consolidamos no G4. Temos dois jogos complicados, que são Palmeiras e Chapecoense, ambos fora. Mas se conseguirmos trazer um empate da Arena Palestra, acredito que partiremos em ótimas condições de obter uma vitória em Chapecó. E a nossa busca, mais do que manter o G4, já será alcançar o Santos e deixar que ele se vire com a manutenção do G4.

Vitória valeu pelos três pontos. E só.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, não podemos deixar de reconhecer que num campeonato por pontos corridos o que interessa é a vitória, quanto mais quando é dentro de casa, que se torna obrigatória. Mas neste jogo contra o Avaí, isso é a única coisa que temos a comemorar. O resto, só lamentar e nos preocupar.

Jogamos contra a segunda pior defesa do Brasileiro. Desde os 20 minutos do primeiro tempo esse time, que está na zona de rebaixamento (último colocado), jogou com um homem a menos, já que Brener foi (bem) expulso por uma entrada violenta em Bruno Alves. E mesmo assim não conseguimos fazer um marcador mais elástico, que nos daria alguma vantagem em caso de empate em pontos com alguns concorrentes pelo G4.

Também pudera. Fernando Diniz entrou com três volantes (Luan, Tchê Tchê e Liziero) e três atacantes (Antony, Pato e Vitor Bueno). Eu, de cara, não concordei com essa escalação. Por mais que tenha achado acertada sua decisão de colocar Daniel Alves na lateral, então mantivesse Hernanes no meio, ou, se quisesse mais velocidade, começasse com Igor Gomes.

Entendo que a opção de Fernando Diniz é pelos passes curtos, tabelas curtas, jogo envolvente até chegar ao gol adversário. Mesmo assim, qualquer um dos dois que citei acima daria mais qualidade ao passe do que Liziero.

Foi ousado, reconheço, quando tirou, no intervalo Bruno Alves (que sentia dores no local e pediu para sair) e colocou Igor Gomes, passando Luan para a zaga. Mas pudera, jogando contra um time que tinha o centro-avante, enquanto não havia sido expulso, jogando em sua intermediária e depois da expulsão, jogou praticamente dentro da área, não haveria razão para tantos jogadores defensivos.

O gol saiu aos 6 minutos do segundo tempo e o São Paulo parece que se contentou com o resultado. É verdade que Pato perdeu um gol incrível, quando o jogo ainda estava empatado, e depois algumas outras oportunidades foram desperdiçadas. Mas a vitória magra sobre o Avaí dentro do Morumbi me preocupa muito e me faz crer que, mesmo a briga pelo G4, será muito difícil. Para nossa sorte, os times que vem atrás estão piores do que o São Paulo. Não fosse por isso, já estaria descrente até de ficarmos no G6.

Que triste sina essa que continuamos vivendo.