Objetivo alcançado: livres do rebaixamento. Parabéns aos envolvidos!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, ufa! agora podemos dizer de boca cheia: estamos livres da ameaça de rebaixamento. Time grande, como eu costumo dizer, cai. Time gigante, não cai. Agora podemos sair para comemorar, bebemorar, encher a cara, faltar no trabalho na segunda-feira, mesmo sendo feriado em algumas cidades do País.  A comemoração não pode acabar tão cedo. Temos em nossa história que mais uma vez, em 2017, não fomos rebaixados. Não importa que não conseguimos ganhar nada. Nossa grande feito, nossa grande medalha, nossa grande conquista foi não sermos rebaixados.

Obrigado presidente Leco, por nos ter dado essa alegria. Talvez se você tivesse escolhido para dirigir o futebol um cara competente, que conheça mesmo o ramo, não só por ter jogado de zagueiro no Arquidiocesano, nós estivéssemos em outra situação nesse momento. Talvez com 70 pontos, pouco menos, pouco mais. Não seria a mesma emoção. Assim como em 2016, quando terminamos em décimo lugar, depois de termos flertado um tempão com o Z4, nós tivemos um 2017 repleto de emoções.

Não pense que foi fácil ficar todo esse tempo fazendo contas, torcendo para Corinthians, Palmeiras e Santos contra Ponte Preta, Atlético-GO, Coritiba, Avaí, Sport, Vitória. Não. Foi difícil para caramba, quanto mais que nós, convenhamos, não estávamos acostumados a brigar nessa posição da tabela. Outrora nossa briga era lá em cima, pela ponta. Garanto que a experiência de torcer, em diversos momentos, para Corinthians e Palmeiras não foi tarefa fácil. Mas a vida nos obrigou a isso.

Agradeço de coração ao diretor de Futebol, Vinicius Pinotti, por ter trazido Hernanes, Petros, Arboleda, jogadores fundamentais na nossa recuperação. Também agradeço por ter trazido Marcinho, Denilson, Aderllan, Maicosuel, Thomas, por querer comprar em definitivo o Edimar. Sem eles não teríamos o plantel medíocre que temos, a ponto de neste domingo, o Dorival Jr ter que colocar o Junior Tavares como meia, porque não tinha um jogador a altura para substituir o Hernanes. E quem substituiu, não deu conta do recado. Mas, vamos combinar, não fosse esse elenco tão recheado de péssimos jogadores, nós não teríamos passado um ano tão emocionante, patinando na parte de baixo da tabela.

Então galera, vamos comemorar muito esse grande e heroico empate contra o Botafogo, em pleno Pacaembu. Não há mais a remota chance matemática de sermos rebaixados. Essa foi a nossa grande conquista. E vamos, desde já, começar a nos preparar para 2018. Certamente as emoções se repetirão. Jucilei pode ir embora; Gilberto, já é certo, vai; Hernanes também, lá pelo meio do ano. Mas nós teremos de volta o Reinaldo Tiririca. Quer melhor do que isso?

Ah, sobre o jogo deste domingo: foi horrível. Medonho. Ate tivemos uma chance, mas o Pratto chutou a bola na trave. E foi tudo. Mas isso não importa. O campeão tomou de 3 a 0 lá no Rio de Janeiro. Amanhã vamos poder tirar uma com a cara deles. Faixa carimbada.

Desculpem, mas não dá para falar mais ainda o que eu penso. Eu avisei: no momento certo, quando o sufoco acabasse, eu falaria. Agora, sai da frente.

São Paulo não cai mais. Começo a me preocupar com 2018

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, quando o São Paulo empatou com o Vasco cravei aqui que o time estava livre do risco de rebaixamento. O tal número mágico, 47 pontos, é mais uma questão de segurança para matemático bradar por aí que não erra nunca do que plena realidade.

A derrota para o Grêmio nesta quarta-feira foi, portanto, absolutamente normal para um time que tem potencial, no máximo, para brigar por essa posição intermediária na tabela. Deverá ganhar do Botafogo domingo, no Pacaembu; provavelmente vai perder do Coritiba, no Couto Pereira; e ganha do Bahia em São Paulo. E assim fechamos um ano medíocre, em que tivemos tensões extremas e pouquíssimas alegrias. Ouso dizer que a única coisa boa que tivemos este ano foi a marca da nossa torcida. Provamos que deixamos de ser uma torcida modinha, abraçamos  o time e fomos para cima. E que isso sirva de alerta para aqueles dirigentes que se julgam donos do São Paulo. Não o são.

O primeiro tempo foi deplorável. Me questiono como o São Paulo consegue superar, jogo após jogo, a incompetência e incapacidade de atuar fora de seus domínios. Ganhamos apenas três jogos em todo o  Campeonato Brasileiro. Somos a segunda pior campanha como visitante. E, nitidamente, o Grêmio estava treinando com o São Paulo. Usou aquele que é tricampeão mundial, tricampeão da Libertadores, hexacampeão brasileiro, ou seja, que outrora foi grande, como sparring. E nosso time não se aproveitou disso para forçar o jogo e colocar a gauchada para correr e dividir as bolas. Fomos complacentes com os preparativos do Grêmio para a final da Libertadores.

E com todo esse treino de luxo o Grêmio precisou de uma falha grotesca de marcação do Edimar para marcar seu gol, meio sem querer. Aliás, o próprio Grêmio demonstrava não estar muito afim de jogo.

Por falar em Edimar, a única explicação que encontro para sua compra em definitivo é pelo diretor de Futebol, Vinicius Pinotti, ter sido um grande zagueiro no Arquidiocesano e entender muito bem deste setor do time. Ele dever ter olhos de crocodilo e vê o que nós, humanos, não enxergamos. E se julga no direito de ficar irritadinho, típico daqueles mauricinhos, quando teço críticas a ele. Vai chorar no WhatssApp dos conselheiros. Meu Deus!!

Dorival ainda tentou mudar alguma coisa. Tirou o ineficiente Maicosuel e colocou Lucas Fernandes para o segundo tempo. Melhorou, é fato. Mas chance que é bom tivemos duas com o Pratto, sem contar o gol que ele fez e o juiz anulou – mal, diga-se de passagem -. E foi só. Aliás, Lucas Pratto está numa fase em que sabemos que bola para ele é bola perdida. Marcos Guilherme dá uma no cravo, como o gol que fez contra o Vasco, outra na ferradura, como a maioria das partidas em termos ofensivos.

Outra coisa que ficou patente: o São Paulo continua dependendo diretamente de Cueva. Hernanes fica sobrecarregado sem o peruano. É presa fácil de marcar. Petros se perde na saída de bola e Jucilei deixa o time lento. Não há profundidade. Não há criatividade. A marcação cresce para cima de Hernanes e não aparece ninguém para ajudar. O pior é que não dá nem para culpar o técnico. Dorival tentou Shaylon, não deu certo; tinha tentado Lucas Fernandes, também não deu; tentou Maicosuel, pior ainda.

Está patente que não temos um time. Antes eu falava que não tínhamos elenco. Hoje afirmou que não temos time. Para almejarmos alguma coisa para 2018, dos 11 que são considerados titulares – porque os reservas são piores ainda – eu manteria Arboleda, Rodrigo Caio, Jucilei, Petros, Hernanes, Cueva e Lucas Pratto. O resto é posição vaga. Não são Edimar, Araruna, Militão, Bruno, Junior Tavares, Buffarini, Marcos Guilherme, Marcinho, Denilson, Maicosuel, Shaylon ou qualquer outro que vão resolver.

Ou se leva a sério o peso da camisa do São Paulo, que entorta varal, ou teremos um 2018 igual ou pior que 2017. E Leco, a partir deste momento, passa a ser diretamente responsável por isso. No novo estatuto, assalariado que é, tendo que administrar o São Paulo como uma empresa, não pode cruzar os braços para pagar dívidas políticas e deixar o futebol nas mãos de um aventureiro de perfumes. E digo mais: alguns ainda falam que o lugar dele é no Marketing. Esqueçam. Quem trouxe e bancou Alan Cimerman para gerenciar nosso Marketing não pode voltar para lá, sob risco de fazer voltar quem tanto mal fez para o São Paulo.

Chega! O copo transbordou. Empatar com o Vasco em São Januário e perder do Grêmio no Olímpico seriam resultados normais se o time estivesse brigando lá em cima, fazendo uma campanha vencedora. Não. A partir do momento que eu achar tudo isso normal estarei me nivelando aqueles que só querem se beneficiar do São Paulo. Que desfilam incompetência ancorada no estatuto que não permite grandes mudanças.

Não vou entrar na onda do “Fora Leco”, porque isso não vai acontecer. Será apenas um bordão a mais sem a necessária consequência. Mas o prazo de seis meses que dei para falar da administração, prorrogado pela situação desesperadora do time, quando todos os que verdadeiramente torcem pelo São Paulo se uniram e abraçaram o time, acabou. Ou o presidente Leco, devidamente remunerado para a função, demite o diretor de futebol, também remunerado em regime de CLT e contrata alguém que entende do assunto para gerenciar o setor, ou será responsabilizado diretamente por qualquer coisa que ocorrer com o São Paulo. E a esses dois – Leco e Pinotti – dedico o título do Corinthians, a ida para a Libertadores, de maneira direta, de Palmeiras e Santos, e a nossa conquista de não cairmos para a série B. O São Paulo talvez até vá, ainda, para a Libertadores. Mas será a premiação maior da incompetência administrativa no futebol.

 

O empate, que poderia soar como derrota, teve gosto de vitória

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o empate dentro de São Jaunuário, com toda a pressão que sabemos se imposta lá dentro pelo jeito arcaico de administrar um clube, com o Vasco da Gama, em hipótese alguma pode ser considerado um resultado ruim. Tivesse o São Paulo feito um primeiro turno digno de sua grandiosidade, como está fazendo o segundo turno, seria um resultado para comemorarmos um ponto ganho, e não dois perdidos.

O time jogou muito mal. Assim como quinta-feira, contra a Chapecoense no Pacaembu, sentiu muito a falta de Cueva. Hernanes é o responsável direto pela recuperação do time no Brasileiro, mas não pode ter em seus ombros a obrigação de marcar, dar assistências, chutar, cabecear, enfim, fazer o papel de dez jogadores. Com Cueva em campo, as atenções dos marcadores adversários se dividem. Sem Cueva, sobra Hernanes e ele não consegue jogar.

O primeiro tempo do São Paulo foi muito ruim. Aliás, o jogo foi horrível. O gol do São Paulo só saiu porque o volante do Vasco fez lambança, Marcos Guilherme foi persistente e acertou um pombo sem asa, marcando o gol. Não dá nem para falar que era um resultado injusto, porque ninguém estava jogando absolutamente nada. O erro poderia ocorrer para qualquer um dos lados. Foi para nós.

O Vasco voltou para o segundo tempo com um time mais adiantado. E foi ficando cada vez mais ofensivo de acordo com o passar dos minutos. O São Paulo, bem postado, conseguia segurar o resultado. Mas o recuso excessivo do time começou a proporcionar chances para os cariocas. Sidão apareceu em pelo menos três oportunidades de forma decisiva, com grandes defesas.

Petros, jogador que é fundamental no equilíbrio do time no meio de campo, estava em péssimo dia, errando todos os passes, sendo desarmado com facilidade e não conseguindo dar o combate que lhe é característico. Edimar errava tudo. Jucilei sobrecarregado na frente da área. Arboleda tirando tudo. Rodrigo Caio também muito bem. Mas chega um momento em que as coisas dão erradas e, desta vez, a sorte sorriu para o Vasco que empatou o jogo. Agora, sim, um resultado justo, porque o São Paulo estava completamente acuado, sendo massacrado pelo time cruzmaltino.

Aí veio o fatídico lance de Militão, expulso direto, sem mesmo receber o cartão amarelo. Discutível, eu sei, mas entendo que o amarelo estaria de bom tamanho. Até porque dois minutos depois de sua expulsão, um jogador do Vasco deu entrada semelhante em Hernanes e recebeu o amarelo. A diferença é que a pancada foi mais embaixo.

Bem, vou destacar um parágrafo para Leandro Vuadem. Quando vi que ele estava escalado para apitar esse jogo, senti um certo alívio. Árbitro de personalidade, não iria se dobrar as pessoas costumeiras de Eurico Miranda em São Januário. Ledo engano. Vuadem passou a dar faltas inexistentes contra o São Paulo, próximas a área, nitidamente criando situações para o Vasco chegar ao empate. No primeiro tempo foi uma entrada de Rodrigo Caio – na bola -, na meia lua da área; no segundo tempo uma entrada de Arboleda e uma de Lucas Pratto. Todas faltas inexistentes e muito perigosas. Portanto, expulsar Militão – para mim de forma errada – e não expulsar o jogador do Vasco, mostrou que ele estava agindo com dois pesos e duas medidas. E assim foi até o fim.

Então, levando-se em consideração que o time não jogou nada, morreu fisicamente no segundo tempo, sentiu a pressão fortíssima da torcida adversária e do campo com gramado muito ruim, e teve um árbitro prejudicando o São Paulo o tempo todo, só posso considerar esse empate um grande resultado e acreditar, aliás, ter certeza, que esse tal de Z4 já não nos pertence mais. Afinal, faltando quatro rodadas, o primeiro da lista tendo nove pontos a menos e alguns times entre o São Paulo e o Sport, a página já é virada. Não vou focar a Libertadores, apesar de ainda ser possível, mas ao menos a manutenção até a 12ª posição para termos direito à Copa Sul-Americana.

Empate, apesar de ruim, foi normal dentro das características deste campeonato

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, ninguém pode comemorar o empate em 2 a 2 com a Chapecoense, no Pacaembu, na noite desta quinta-feira. Mas há que se compreender que resultados surpreendentes tem ocorrido neste Brasileiro. Basta lembrar que o líder e virtual campeão perdeu dos dois últimos colocados dentro de Itaquera.

Além do mais, o retrospecto deve ser lembrado, o São Paulo nunca conseguiu uma vitória contra a Chape como mandante. Dá para considerar esse time uma asa negra que temos, assim como o Atlético-PR< jogando na Arena da  Baixada.

O primeiro tempo do São Paulo foi completamente apático. Dava a impressão que era Hernanes e mais dez. Ele driblava, lançava, chutava, cabeceava, marcava, desarmava, enfim, jogou sozinho. Em determinado momento não entendi a razão dele estar jogando mais recuado do que Petros. Mas fez parte de sua iteligência, pois Gilson Kleina colocou dois jogadores para marcar Hernanes. Seu recuo foi para pegar a bola ainda no campo de defesa e armar o jogo a partir dali.

Jogando melhor, a Chape chegou ao gol. Cruzamento de Reinaldo da esquerda, no meio da pequena área, nas mãos de Sidão. Só que nosso goleiro não foi na bola e tomamos o gol. Falha grotesca dele, pois era bola para encaixar, nem para socar.

Araruna fazia uma péssima partida. Marcos Guilherme, por mais que cuidasse do lado esquerdo não deixando Apodi subir, perdeu uma jogada clara de gol, numa cobrança de falta ensaiada (estava dormindo), e Shaylon se omitia do jogo.

Dorival, acertadamente, voltou com Lucas Fernandes para o segundo tempo, tirando Araruna. Perdeu a força de Petros no meio de campo, mas ao colocá-lo na lateral deu maior poder ofensivo ao time. E a Chape estava vivendo de contra-ataques.

O São Paulo cresceu muito, foi para cima, começou um massacra, mas tomou um contra-ataque, pênalti e o segundo gol. Eu joguei a toalha. Achei que poderia ser ainda pior, pois o time se lançaria todo à frente e deixaria a zaga desguarnecida.

Dorival continuou botando atacante. Colocou Gilberto e tirou Shaylon. Já não existia mais esquema tático. Era Jucilei como volante, Luca Fernandes de meia, Pratto saindo para dar assistência, Gilberto enfiado na área e Marcos Guilherme na esquerda. Hernanes foi para a frente. Até Arboleda virou atacante.

Foi muita pressão e, meio na marra, saíram os dois gols que nos deram um ponto precioso, já que a derrota, pelas circunstâncias da partida, era iminente.

Não vou, no entanto, criticar o time e chamá-lo de incompetente. Temos a segunda melhor campanha do segundo turno. Dorival Jr foi contratado com a missão de refazer o que Rogério Ceni desfez: um time. Tirá-lo do Z4 e evitar o vexame maior.  Tirou. Brigar pela Libertadores já seria algo impensável há dois meses. Estamos brigando. Ainda dependemos das nossas forças para chegar a um bom posicionamento que, dependendo do que Grêmio e Flamengo farão na Libertadores e Sul-Americana, respectivamente, darão ao nono colocado uma vaga. E nós estamos nessa briga.

Teremos dois jogos muito difíceis pela frente? Claro que sim. Mas antes sabermos que se perdermos os dois jogos poderemos, no máximo, da adeus a uma chance de classificação para a Libertadores do que viver o que vivíamos há algumas semanas, onde uma derrota significava a volta ao Z4.

Ficou nesta quinta-feira a vontade dos jogadores e o poder de reação. Isso nos dá esperança de que dias melhores, ainda que sejam em 2018. virão.

Rádio Tricolornaweb Musical entra nos anos 70, auge da ditadura.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a Rádio Tricolornaweb Musical entra, a partir desta quarta-feira, nos anos 70. Como todos tem acompanhado, estamos fazendo uma retrospectiva histórica da música e dos fatos que marcaram o último ano do século XIX, todo o século XX e o século XXI.

Nossa série histórica começou em 1900. Deste, que foi o último ano do século XIX fizemos um programa único até 1914, com a música mais executada em cada ano. Repetimos a estratégia de 1915 a 1929 e de 1930 a 1944. Entre 1945 e 1949 apresentamos as três músicas mais executadas em cada ano. A partir de 1950, temos apresentado uma retrospectiva do que de mas importante aconteceu no Brasil e no mundo e as 15 músicas mais executadas ano a ano.

Preciso deixar claro que não é uma invenção minha ou opção pelo meu gosto a sequência de músicas que estamos mostrando. O Hit Parade é fruto de uma intensa pesquisa que fiz em vários institutos, nacionais e internacionais, com historiadores musicais, estudiosos no assunto, e nessa somatória, consegui encontrar as 15 músicas mais ouvidas, mais tocadas no rádio a cada ano. Não quer dizer, necessariamente, as mais vendidas. Repito: são as mais executadas.

Os ouvintes estão percebendo que tento dar caráter real nos programas. Me localizo no último dia do ano e faço a retrospectiva do que de mais importante aconteceu. No Hit Parade tento lembrar os programas antigos, quando isso ainda existia no rádio.

Naturalmente, para viver com realidade o momento, não poderia deixar de citar a ditadura e o que aconteceu dentro das redações. Chegamos ao ano de 1970, que vai ao ar hoje, que talvez tenha sido o mais horrendo que tivemos durante o Regime Militar, com o general Emílio Garrastazu Médici aparecendo de radinho de pilha no Maracanã, torcendo para o Brasil, Os Incríveis com “Eu te amo meu Brasil, eu te amo”, os “90 milhões em ação, prá frente Brasil, do meu coração”, o “Brasil, Ame-o ou deixe-o”.

Senti na pele a ditadura, pois no final dos anos 70, começo dos anos 80, já frequentava redações. Nunca fui militante de nada, nem de esquerda, nem de direita. Mas sofri com a censura. Trabalhei com um sensor ao meu lado me dizendo que palavras poderia utilizar, que notícias poderia dar.

Fui mal interpretado por um leitor, o sr. Antonio Tricolor, que criticou duramente a forma com que tenho tratado a ditadura militar, nos programas do Hit Parade. Pedi desculpas a ele e peço a todos os leitores, mas, repito, estou tentando dar uma roupagem de realidade nos programas, como se estivéssemos, mesmo, vivendo aquele dia, aquela semana, aquele ano.

Sei que muita gente está baixando esses programas e gravando-os em pen drive. Seria muito desonesto de minha parte tentar marcar essas gravações com incursões ideológicas. Não faz parte da minha ética esse tipo de jornalismo.

Portanto, espero que vocês continuem nos prestigiando. A Rádio Tricolornaweb veio para ficar. Mas para isso preciso de vocês.

Vitória fundamental, mas a torcida deu outro show

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, não existe mais risco de rebaixamento. Por mais que a “nota de corte”, segundo alguns matemáticos, seja 47 pontos, para mim o Z4 virou passado, são favas contadas. A vitória sobre o Atlético-GO deixou claro que o time está em franca recuperação e que já pode começar, efetivamente, a ter como meta a classificação para a Libertadores.

Por mais que o técnico Dorival Jr e os jogadores, principalmente Hernanes, ainda não admitam isso – e é muito bom que assim seja – nós, torcedores, já podemos fazer cálculos e vislumbrar esse prêmio, num ano que parecia perdido, que o rebaixamento parecia premente, mas que hoje está afastado e novos ares estão nos nossos pulmões.

A torcida, mais uma vez, foi um show a parte. De acordo com cálculos, mais de 70% dos torcedores presentes ao Serra Dourada eram são-paulinos. Ou seja: mais uma vez mostramos que somos a grande torcida do futebol brasileiro neste momento.

Essa massa torcedora fez com que o time jogasse como se estivesse no Morumbi. Por mais que nos primeiros cinco minutos a bola tivesse ficado mais com os goianos, o São Paulo passou a equilibrar o jogo e dominar a partida. As chances começaram a ser criadas. Os gols começaram a ser desperdiçados, mas num contra-ataque, numa linda arrancada de Cueva, a bola vai a Petros e vê Pratto livre, lança o centro-avante dentro da área que faz a assistência para  gol de peito de Hernanes, lembrando Raí no Mundial contra o Barcelona.

Até o final do primeiro tempo foi domínio absoluto, administrando o resultado, criando novas oportunidades, mostrando que ali não era o Morumbi, mas estava muito próximo disso.

No segundo tempo, sem ter outra opção, o Atlético se lançou mais ao ataque. O São Paulo recuou. Até os 20 minutos, enquanto Cueva esteve em campo, ainda arriscou alguns contra-ataques. Mas depois, com as entrada de Shaylon, essa opção desapareceu e o jeito foi marcar. E muito. Cobrir a entrada da área, reforçar a marcação nas laterais e na saída de meio de campo e, quando recuperava a bola, tentar fazer o tempo passar.

Claro que isso custou alguns calmantes para nós, torcedores, mas a defesa se comportou muito bem e a dupla de volantes, à frente da zaga, foi gigantesca.

Ganhamos, e não poderia haver outro resultado. Agora temos que ganhar, também, da Chapecoense na quinta-feira, para chegarmos domingo que vem, em São Januário, num confronto direto com o Vasco pelo oitavo lugar. Isso se não houver tropeço nos próximos dois jogos do time carioca. E o caminho para a Libertadores estará sendo pavimentado.

Portanto, não foi um espetáculo digno de uma valsa de Strauss, mas o time foi científico e, com isso, trouxe três pontos fundamentais para casa.

Vitória maiúscula de um time que sabe o que pode fazer

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a vitória do São Paulo no clássico do Pacaembu neste sábado, sobre o Santos, mostrou um time maduro, que sabe o que quer o o quanto pode fazer. Em cinco minutos matou o jogo e, mesmo tomando um gol ainda no primeiro tempo, não se abalou, manteve a serenidade e a seriedade na disputa das bolas.

O time esteve ligado numa tomada 220 volts o tempo todo. Ganhou todas as divididas, a marcação antecipou todas as bolas e, jogando no campo adversário, não permitiu que o Santos levasse perigo ao gol de Sidão. Tanto que nos 90 minutos o único chute que o Santos deu a gol foi o que entrou, aliás, indefensável para Sidão.

Sempre achei que a dupla de volantes do São Paulo deveria ser Jucilei e Petros. Só que não da maneira que Dorival tentou implantar com Jucilei mais adiantado e Petros na cabeça de área. O time ficava lento e facilitava a vida do adversário.

No jogo contra o Flamengo, pelo fato de Maicosuel não poder jogar, Jucilei ganhou a posição que era de Lucas Fernandes. Já naquele jogo foi um gigante. E neste sábado novamente. Desarmou quase todas as jogadas de ataque do Santos, cadenciou o jogo quando era necessário, aprimorou a saída de bola e deu mais consistência ao meio de campo.

Mas o grande nome do jogo foi Hernanes. Com muito mais liberdade para chegar ao ataque, ele foi o armador do time. Nem por isso abandonou a marcação, dando sempre o primeiro combate. Jogando numa dupla função, de volante de saída e meia, deixou Cueva livre para flutuar no campo entre a esquerda e a direita. E o peruano foi bem, correspondendo ao que se espera dele.

A zaga, com a proteção de Jucilei e Petros, ficou mais forte e correu menos riscos. Jogando na sobra, ficou fácil para Arboleda e Rodrigo Caio jogarem na sobra. E nada passou por ali.

Por mais que o gol do Santos tenha sido uma falha de posicionamento de Petros, pois deveria estar ali na cabeça de área, não dá para criticar nosso volante, pois há 14 partidas está pendurado e não toma o terceiro cartão amarelo. Continua jogando duro marcando em cima, mas de forma absolutamente legal.

Jogando o futebol que jogaram nestas duas partidas, podemos dizer que Jucilei, Petros, Hernanes e Cueva foram um meio de campo para ninguém botar defeito.

Eu me empolguei sim. Apesar de jogarmos em casa, ganhamos de Flamengo e Santos, com vitórias maiúsculas. Ainda não vislumbro nada de ótimo para nós. Estou baseado em Hernanes e Petros, que disseram que a meta é chegar aos 47 pontos. Depois de pensa em alguma coisa. Mas já começo a achar que, a partir deste momento, só  uma grande tragédia para nos devolver ao Z4.

Reunião do Conselho para apurar relação Pinotti – Cimerman não pode virar teatro

O Conselho Deliberativo do São Paulo convocou para o dia 31 de outubro a reunião extraordinária para apurar a relação do diretor executivo de Futebol, Vinicius Pinotti, com o ex-gerente de Marketing, Alan Cimerman. O pedido foi protocolado por integrantes da oposição após o surgimento de documentos que comprovavam que o dirigente pagou mesadas no valor de R$ 9.100,00 entre abril de 2016 e fevereiro de 2017 a Cimerman. Os documentos foram obtidos e publicados pelo Uol.

Alan Cimerman é suspeito de comandar um esquema de venda irregular de ingressos e camarotes nos shows do U2 e Bruno Mars, que estão sendo realizados no Morumbi neste mês e em novembro, caso que vem sendo investigado pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais. O atual diretor de Comunicação e Marketing do São Paulo, Marcio Aith, calcula que cerca de R$ 2 milhões foram desviados.

Essa será a segunda reunião extraordinária a ser realizada este ano. A primeira foi por conta da demissão de Rogério Ceni e teve a presença de Leco, o presidente do clube. De acordo com o estatuto do clube, o presidente do Conselho, Marcelo Pupo, tinha até 30 dias para convocar a reunião. Para tanto, era necessário que o documento entregue no dia 10 deste mês tivesse ao menos 50 assinaturas de conselheiros. Foram obtidas 55 assinaturas. No entanto, de acordo como estatuto, por não ser conselheiro, Pinotti não é obrigado a comparecer.

Já me posicionei sobre o fato aqui e no Jornal Tricolornaweb. Esses pagamentos foram feitos por Vinicius Pinotti para Alan Cimerman como forma de suprir os descontos que ele teve ao ser contratado para exercer a função de gerente de Marketing pelo regime de CLT, já que a promessa era de que ele faria um contrato de pessoa jurídica. Isso foi vetado pelo então vice-presidente de Comunicação e Marketing, José Francisco Manssur.

Os pagamentos, pelos recibos que eu tive acesso, foram feitos diretamente por Pinotti à empresa de Alan. Isso não remete a crime algum, pois Pinotti faz com o dinheiro dele o que bem entender. Se quiser sair voando de helicóptero e jogando para baixo, é problema dele.

O que precisa ser investigado é a mentira, pois Pinotti disse ter sido um empréstimo para pagamento de despesas com tratamento de saúde do pai de Alan, enquanto o ex-gerente disse que seria por serviços de marketing prestados por ele a Pinotti.

À época salientei – e mantenho essa posição – que, por existirem duas versões, poderiam ser uma verdadeira e uma mentirosa, ou duas mentirosas. Nunca duas verdadeiras. O que se viu é que ambas foram mentirosas. E, repito, é exatamente isso que tem que ser investigado. Além do mais, que razão faria Vinicius Pinotti ter tanta ligação com Alan Cimerman, se sua reputação no mercado já não era das melhores?

São explicações que precisam ser dadas e que os conselheiros cobrem, não repitam cenas de aplaudir em pé, enquanto continuam torpedeando pelas redes de WhatsApp. Essa reunião tem que ser para valer, não pode virar mais um teatro, pois o São Paulo já está cheio de comédias trágicas, não precisando de mais alguma.

 

São Paulo se mostrou adulto e maduro contra o Flamengo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo conseguiu uma grande vitória contra o Flamengo neste domingo, no Pacaembu. Fez um primeiro tempo espetacular, sabendo que tinha pela frente um time muito técnico e forte. Soube equilibrar o jogo e passar a ter domínio da partida. Só não consigo explicação para a mudança radical de postura de quarta-feira para este domingo, pois contra o Fluminense foi uma apatia crônica. Hoje todos elétricos e ligados no jogo.

Dorival Junior escalou Jucilei no lugar de Lucas Fernandes. Ele atuou como primeiro volante, posição em que se destacou muito desde que chegou ao São Paulo, enquanto Petros tinha um pouco mais de liberdade para avançar.

O que vimos foi um Jucilei gigante, ganhando todas as bolas, desarmando todos os ataques do Flamengo e Petros complementando essa marcação. Com isso Hernanes ficou mais liberado para ir ao ataque e revezou com Cueva a armação de jogadas. O gol de Pratto saiu quando o São Paulo já merecia marcar. Alguns reclamaram que foi com a mão. Garanto que depois do jogo, vendo pela TV o lance, não fiquei com essa impressão. Além do mais, ainda que tivesse batido no braço dele, foi chutada por um zagueiro do Flamengo.

No segundo gol ficou claro que há uma jogada ensaiada nos treinos, algo que não via há muito tempo no São Paulo. Sidão já havia feito esse tipo de lançamento buscando Pratto no círculo central, com o argentino desviando a bola de cabeça para alguém que corria pelo lado, e com Edimar, que da mesma forma cabeceava buscando Marcos Guilherme. Na primeira que fez pela direita, iniciou um golaço, porque foi muito rápido. Lançamento de Sidão, cabeçada de Militão, avanço de Cueva e cruzamento certeiro para Hernanes. Foi fulminante.

Domínio total do jogo. Eu dizia nas redes sociais, no intervalo da partida, que o time estava jogando tão bem que se melhorasse iria estragar. Torcia muito para Dorival não fazer nada de errado, pois os 2 a 0 poderiam ser ilusórios, como aliás todas as vitórias parciais tem sido este ano.

O time voltou igual, apesar de Cueva ter reclamado de contusão. Mas ficou em campo. O Flamengo cresceu, foi para cima. A entrada de Diego foi fundamental para o time passar a sufocar o São Paulo. Mas quando os cariocas furavam o bloqueio de Jucilei e Petros, encontravam a dupla de zaga, Arboleda e Rodrigo Caio, muito inspirados e seguros.

Em certo momento, já esperando que Dorival tirasse Cueva e colocasse Lucas Fernandes, comentei com amigos que o São Paulo estava administrando tanto a partida, com tanta certeza do que estava fazendo, que estava dando até medo.

Sidão foi chamado a intervir de forma quase milagrosa duas vezes, já no final da partida. Mas isso não apaga o que o time fez. Se não repetiu o primeiro tempo no segundo, ao menos teve maturidade para segurar o resultado e conquistar os três pontos, que nos deixaram quatro pontos a frente do Vitória, primeiro time dentro do Z4, e tendo entre nós e os baianos, o Avaí e o Sport.

Temos que continuar com os pés no chão, nos preparando para o clássico de sábado, contra o Santos, conscientes de que precisamos como nunca da vitória. Teoricamente, dos oito jogos que faltam para terminar o Brasileiro, precisamos de mais três vitórias para nos livrarmos matematicamente de qualquer risco. Só depois disso vamos pensar se a Sul-Americana é possível, ou mesmo a Libertadores. Por enquanto, nossa luta continua contra o Z4.

Outra derrota: está tudo completamente errado

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, aos poucos as figuras, a quem cabe a responsabilidade de gerir as coisas do São Paulo, estão nos jogando na vala dos comuns, no mais profundo precipício, cuja entrada muitas vezes pode ser irreversível.

A derrota para o Fluminense no Maracanã não ocorreu apenas dentro de campo. Na realidade ela foi reflexo de tudo o que ocorre nos bastidores do São Paulo. Tenho tentado ao máximo de afastar dos temas políticos, até porque fiz parte do movimento vitorioso do Resgate Tricolor, que tinha por objetivo trazer Muricy Ramalho de volta e abraçar o time, como toda a coletividade são-paulina, digo, aqueles que realmente amam o São Paulo, decidirão por fazer.

Chega um momento, no entanto, que os campos se confluem e não há mais como dissociar uma coisa da outra. Em campo, o time foi inoperante, frágil, ridículo. Fora dele, algumas pessoas exageraram no direito de serem inúteis e infelizes.

Não consegui entender até agora as substituições que Dorival Jr fez. Um leitor comentou no site que, ciente da derrota, poupou Cueva e Pratto para o jogo de domingo. Até me fez refletir sobre a tese. Mas depois, ouvindo a entrevista de Dorival, ele disse exatamente o contrário. Falou que tentou algo novo e não deu certo.

Mas como daria certo, cara pálida? Você tem um time limitadíssimo, que depende de jogadas individuais de atletas como Hernanes, Cueva e Pratto.  Aí você tira dois deles, deixa o time sem um atacante de meio de área e bom cabeceador, para tentar jogadas aéreas, e fica com dois – Marcos Guilherme e Thomas -, correndo de um lado para o outro, confundido a zaga adversária. Pratto não estava bem, é certo, mas não poderia sair. Cueva estava crescendo no jogo. Mas parece que o técnico não viu isso. Marcos Guilherme era figura nula, mas continuou em campo. Então concluo: ou eu não entendo absolutamente nada de futebol ou Dorival fez bobagens.

Outra coisa: que uniforme horrível. E isso culpo os conselheiros, em sua imensa maioria, que aprovaram esse terceiro uniforme. E não me venham falar que sou saudosista, conservador e outras coisas mais. A camisa é feia demais. Já tinha falado isso quando ela foi apresentada e no primeiro jogo em que foi utilizada.

Mas vamos lá: a camisa preta ainda vai. Faz parte de nossas cores. Só que com calão e meias grenás, parecia o arremedo do uniforme do Juventus. Aliás, o time da Moóca tem um uniforme muito bonito. Além do mais, não temos grená nas nossas cores. Não é possível querer o grená passar por vermelho. Só se for para daltônicos. Então “parabéns” aos conselheiros por ter descaracterizado o São Paulo. Talvez eu possa fazer uma leitura disso: é para que, se for rebaixado, haja um disfarce e não pareça ser o São Paulo.

Agora volto à política. Pelos números que recebi, 12 pessoas, entre conselheiros e diretores, foram para o Rio de Janeiro. É uma prática antiga, que vem de antes de Juvenal Juvêncio. Recebi diversas fotos que alguns tiraram em pontos turísticos do Rio de Janeiro. Aqui vi dois problemas: alguns conselheiros, em suas redes de WhatsApp – volto a dizer que tenho acesso ao que se fala nessas redes por cinco fontes diferentes – detonaram os que foram e o presidente Leco, que os mandou.

Não vou pegar pesado com Leco pois, como eu disse, isso é prática comum no São Paulo. É mais ou menos como a política nacional. Imputaram ao PT a organização da corrupção no Brasil. E eu sempre disse que não foi o PT quem criou a corrupção, pois quando Pedro Álvares Cabral chegou aqui em 1500, ele e os portugueses já corromperam os índios para “pegarem” as índias. O PT aprimorou e exagerou o ato de corromper. E deixo claro que ao fazer a comparação a faço por mera metáfora, pois em hipótese alguma posso associar corrupção à gestão de Leco.

O que não pode é conselheira, caso da Marcela Gatti, ficar fazendo check in em rede social, no Hotel Hilton Copacabana, com a frase: “vida muito difícil”. Sim, devia estar difícil mesmo, às custas do São Paulo. Desnecessária essa publicação. Mas deu abertura para que eu cobre diretamente todos, eu disse TODOS os conselheiros: quero ver se na próxima reunião alguém vai pedir para verificar as contas dessa viagem ou vão ficar como sacrossantos, aplaudindo de pé Vinicius Pinotti quando for falar sobre futebol e se resignando, como cordeiros, às ordens dos seus líderes.

Infelizmente, enquanto nós, torcedores e responsáveis por publicações – me incluo nos dois casos – tentamos blindar o time das questões políticas e abraçá-lo para sair de vez dessa situação que nos encontramos, muitos conselheiros do clube, que só pensam em si acima de tudo, continuam transformando num inferno a vida no São Paulo.