Na escuridão das imagens, uma vitória contra tudo e contra todos

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, jogar contra o Patético Paranaense em Curitiba sempre é sinônimo de suspense. Nós sempre sabemos que alguma coisa poderá acontecer.

Lembram-se do que esses imbecis, que se acham um time grande, mas não conseguem ser médios, fizeram com Kaká? Lembram-se das armadilhas causadas para o São Paulo? Lembram-se da final da Libertadores, que queriam fazer lá, mesmo contra as regras? E depois de tomarem de 4 no Morumbi ficaram tentando impugnar o título? Lembram-se que por dois anos (os dois últimos) proibiram torcida do São Paulo lá e exigiram torcida única? Agora foi a escuridão, o jogo que só quem estava lá viu, com ingressos a R$ 150,00. Ou quem adotou uma estratégia, como eu, que não tive garantia de cabo de rede de internet para transmitir o jogo de lá e fui obrigado a “armar” com um amigo para ligar a câmera de seu celular por uma rede social privada e transmitir para mim o jogo. Assim pude transmitir na Rádio Tricolornaweb.

Esse mesmo Patético Paranaense, que tem no tal de Petraglia seu mentor intelectual, que pressiona tudo e todos, mais ou menos nos moldes que Eurico Miranda fazia em São Januário, para ganhar a qualquer custo. Talvez aí a explicação para não assinar com o Premiere e o jogo em que estava perdendo ir até 51, depois 53, depois 55 minutos.

Foi contra tudo isso que conseguimos trazer três pontos de lá. Se ficamos tantos anos sem conseguir vencer na Arena, agora já faz alguns anos que eles não conseguem ganhar de nós dentro do campo deles.

Cuca fez o que se previa: manteve Juanfran no banco, porque ele está fora de forma, e colocou Vitor Bueno no lugar de Pato/Everton/Toró. E Vitor Bueno acabou sendo o nome do jogo. Sem posição fixa, ele jogou aberto, no meio, como meia, como centro-avante, enfim, ocupou várias posições.

O Patético levou perigo no primeiro minuto de jogo. Depois o São Paulo equilibrou e passou a dominar a partida até marcar o gol. É bom que se diga que o Patético bateu muito. No primeiro tempo foram 15 faltas deles contra cinco do São Paulo. Mesmo assim o árbitro deu apenas um cartão amarelo para o zagueiro deles e um cartão para Reinaldo.

No segundo tempo o São Paulo continuou melhor, mas a entrada de Vitinho mudou o panorama do jogo. O Patético passou a fazer três contra dois pelos lados, pois sua jogada praticamente única é o cruzamento, e ganhar todas as jogadas sobre Igor Vinicius/Antony, Reinaldo/Vitor Bueno.

Cuca se viu obrigado a reforçar a marcação. Não adiantava mais sair para cima deles e deixar campo livre para os contra-ataques. Assim ele colocou William Farias para fechar o meio com Tchê Tchê; depois colocou dois laterais: Leo e Juanfran, tirando Liziero e Antony. Isso matou boa parte dos ataques deles, além do que, nos poucos cruzamentos que ainda conseguiam fazer, encontravam Arboleda e Anderson Martins muito bem posicionados, cortando tudo, ou Thiago Volpi em grande noite mais uma vez.

Dessa forma o São Paulo saiu de Curitiba com três pontos improváveis, pelo time que mandamos para lá e pelo histórico, mas que nos colocou definitivamente na briga pelo título, a apenas dois pontos do líder.

Efetivamente, ligamos a seta para o lado esquerdo e não pedimos passagem. Simplesmente passamos!

Na estreia, Dani já dá a vitória ao São Paulo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, foi um domingo diferente no Morumbi. Não por causa do sol, do dia bonito, do jogo às 16h, do estádio lotado. Nada disso. Foi mesmo pelas estreias de Daniel Alves e Juanfran.

Apesar da infeliz ideia de lançar o terceiro uniforme bem no dia em que o mundo estaria vendo Daniel Alves de volta ao futebol brasileiro, a festa foi completa, incluindo a vitória sobre o Ceará por 1 a 0. Aliás, a ideia foi por demais infeliz mesmo. A imagem de Daniel Alves é tão forte e sua estreia foi tão importante – fez o gol que nos deu a vitória – que a camisa ficou em segundo plano.

Daniel começou nervoso – e confessaria isso após o jogo -, errando passes, perdendo domínio de bola, nada a ver com o jogador que aprendemos a admirar na Seleção da CBF.

Juanfran, por sua vez, mostrou que está sem ritmo, mas que será o dono da posição e nos fará um bem danado, pois marca certo e sabe ir ao ataque, além de contar com uma experiência invejável.

O São Paulo não jogou bem, apenas o suficiente para ganhar de 1 a 0. Teve uma defesa sólida, principalmente pela ótima partida de Anderson Martins. Tchê Tchê não conseguiu dar, à frente da zaga, a segurança que Luan dá. Liziero, retornando de longo tempo parado, também não foi bem.

Mas a decepção maior ficou por conta de Antony. O garoto pareceu inibido pela presença de Daniel Alves e, no início, tentou poucas jogadas agudas, preferindo sempre recuar a bola para o meia; depois, quando tentou partir para cima do marcador, perdeu todas as jogadas. Arriscou alguns chutes ridículos para o gol. Tem crético. E muito. Mas neste domingo ficou devendo bastante.

O gol de Daniel Alves foi bem trabalhado. Juanfran coloca a bola na diagonal para a área, o zagueiro falha, Raniel, o pivô, recebe de costas para o gol e arruma para Dani. Ele dá um toque, limpa a defesa e coloca no canto. Ou seja: mesmo nervoso, errando muito, fez o gol e nos deu a vitória.

Quero destacar aqui, também, Thiago Volpi. Mais uma vez ele foi fundamental, com três grandes defesas. Uma delas lembrou a de Rogério Ceni, na cobrança de falta de Gerard na final do Mundial de 2005. Mas, como dizem, um grande time tem que começar por um grande goleiro. E nós começamos.

Resumindo, Daniel Alves e Juanfran, que seriam o foco no jogo deste domingo, mostraram que chegaram para elevar o status do São Paulo. Com eles voltamos a nos agigantar. E sermos muito respeitados. Aliás, basta olhar na tabela. Mesmo com um jogo a menos que os demais, estamos em quinto, empatados com o Atlético-MG, mas perdendo por uma vitória. Estamos a três pontos do segundo colocado e a cinco do líder. O que quer dizer que se ganharmos do Athlético-PR quarta-feira, em Curitiba, chegaremos ao quarto lugar, empatados com Flamengo e Palmeiras, tendo desvantagem no número de vitórias para o time carioca e de saldo de gols para o Palmeiras. E ficaremos a dois pontos do líder Santos.

Para quem não conseguia ver uma luz no fim do túnel, parece que a claridade surgiu. E com muita força.

Vitória de um time sobre um time líder, com V maiúsculo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o que vimos no Morumbi neste sábado foi um jogo entre dois times que procuram jogo, que tem organização tática, variam seus esquemas no decorrer da partida e brilham, fazem o torcedor sair satisfeito do estádio. Melhor ainda quando a vitória sorri para o São Paulo. E, convenhamos, uma vitória com V maiúsculo.

Entendo que a torcida deve vaiar quando as coisas vão mal. Deve apoiar integralmente durante o jogo e, se for o caso, demonstrar sua opinião no intervalo e no final com vaias, se esse for o caso. Entretanto não entendi as vaias no final do primeiro tempo. Talvez tenha sido mais pelo fato de o São Paulo ter sofrido gol nos últimos minutos, do que propriamente pelo jogo.

O Santos teve mais chances que o São Paulo. Thiago Volpi fez uma defesa gigante; algumas bolas passaram raspando a trave. Mas o São Paulo também criou oportunidades. Mais do que isso, impôs uma marcação severa, praticamente dentro da área santista, impedindo que a saída de bola foi eficiente, como gosta Sampaoli. Algumas vezes estivemos muito perto de roubar a bola e fazer o gol.

Mas acho que Cuca entrou com o time errado. Por mais que eu tenha feito a leitura que ele queria velocidade com Toró e Everton e presença ofensiva com Pato e Raniel, entendo que Toró na direita não rende o que dele se espera e seria muito mais benéfico ter entrado com Hernanes.

O resultado negativo do primeiro tempo obrigou Cuca a ousar um pouco mais. Ele tirou Luan, recuou Tchê Tchê e colocou Hernanes. Adiantou o time e, em dez minutos, o São Paulo já tinha virado o jogo. Foi avassalador. Futebol digno de um time que quer disputar o título do Brasileiro.

Pato, num segundo tempo mais do que inspirado, além de ter feito um bonito gol (o primeiro), ainda nos brindou com um golaço, roubando a bola no meio de campo, partindo contra três, com arranque e técnica e fazendo o terceiro gol, praticamente definindo a partida.

Inegável que Raniel tentou dar emoção ao jogo, ao marcar um gol contra. Mas o São Paulo foi adulto e soube administrar a partida. Mais do que isso, o São Paulo foi um time que ganhou de um time que lidera o Brasileiro. E os dois apresentaram um futebol digno de um clássico San-São dos bons tempos.

Contratação de Daniel Alves é sinônimo de resgate do pensamento grandioso do São Paulo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, Daniel Alves é do São Paulo. Algo que poderia ser impensável há uma semana, se tornou real. E tenho convicção de que essa contratação é sinônimo de resgate do pensamento grandioso, gigante e vencedor do São Paulo. Voltamos aos bons tempos.

Para que o acordo fosse fechado, muita água rolou por debaixo da ponte. A partir de uma viagem detonada por muitos torcedores e conselheiros da oposição (e os muristas também), pela foto que Raí postou com a namorada em Roland Garros, passando pelo silêncio providencial de toda a diretoria para que nada vazasse, os encontros no CT da Barra Funda durante a estada da Seleção Brasileira ali para o treinamento na Copa América, os conselhos de Casemiro, Miranda, Militão e David Neres, a presença gigantesca de Raí, que é respeitado em todos os cantos do mundo.

Vi algumas pessoas questionando o tempo de contrato. Três anos e meio para um jogador com 36 anos é muita coisa. Ele vai acabar o contrato com 40 anos. Lembro que Zé Roberto foi contratado pelo Palmeiras com 39, jogou até os 42 em altíssimo nível. Por isso, não me afeto com essa questão.

Daniel Alves foi eleito o melhor jogador da Copa América. E não tenho dúvida em afirmar: é o melhor lateral direito em atividade no futebol mundial. Consequentemente, é o melhor lateral direito que o São Paulo terá depois de Cafu.

Não vou aqui dizer, com alguns afirmaram, que é a maior contratação da história do São Paulo. Se voltarmos ao passado – que não vi -, termos Leônidas da Silva, Zizinho; se voltarmos ao passado – que eu vivi – veremos Gerson, Toninho Guerreiro, Pedro Rocha. E por aí vamos. Épocas que o São Paulo tinha uma mentalidade vencedora. E vencia. Depois que passamos a ter mentalidade de vira-latas, nos tornamos alvo de chacota de torcedores rivais.

Não há como criticar essa diretoria neste ano de 2019. Trouxe Cuca, um técnico de ponta, que 98% dos torcedores brasileiros gostariam de ter em seus times; trouxe Thiago Volpi, o melhor goleiro que tivemos depois de Rogerio Ceni; trouxe Hernanes, unanimidade dos torcedores são-paulinos; trouxe Alexandre Pato, que se não era unanimidade, era vontade de imensa e massacrante maioria. E segurou as promessas. Agora traz Daniel Alves. É atitude de pensamento campeão.

Alguns reclamam do alto valor que será pago para um jogador de 36 anos. Prefiro que o São Paulo dispenda valores altos para Daniel Alves do que para alguns perebas aí que ganham 300, 400 mil reais por mês e não saem do Reffis. Quando saem, ficam no banco.

Contratar Daniel Alves significa dizer: queremos ser campeões. Voltamos a pensar como time grande, vencedor. Por isso, seja bem vindo, Daniel Alves. Obrigado Leco. Obrigado Raí. Vocês pensaram como deve pensar um dirigente do São Paulo. A torcida vai retribuir, podem ter certeza.

Depois da vitória obrigatória, veio a vitória importante

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo conseguiu um grande resultado neste sábado, no Rio de Janeiro, ao ganhar do Fluminense por 2 a 1. Quando digo que temos, no Campeonato Brasileiro, obrigação de ganhar os jogos em casa e de empatar fora para pensarmos em título, coloco alguns que são “ganháveis” fora para compensar os “perdíveis” longe do Morumbi.

O jogo contra o Fluminense era um destes que tínhamos condição de ganhar. E ganhamos. Não foi do jeito que o são-paulino quer; não foi do jeito que um torcedor brasileiro exigente quer. Mas valeu pelos três pontos e isso é o que vai contar lá no final do campeonato.

Jogar contra times dirigidos por Fernando Diniz requer inteligência. Sabendo marcar e não caindo na arapuca que ele arma, a presa fica fácil. O São Paulo não fez o “abafa” no início para forçar o erro na saída de bola. Permitiu que o Fluminense fizesse o jogo dele, de toques de bolas, muitas vezes envolventes.

Mesmo assim saímos na frente do marcador. O gol de Reinaldo, com a colaboração do goleiro carioca, colocou o Fluminense em desespero. Ele já entrou na rodada na zona de rebaixamento e a derrota seria catastrófica.

Ao invés de ir para cima, se aproveitando da situação, o time voltou a recuar e deu muito espaço para o adversário. Em outras palavras, repetiu o que aconteceu no jogo contra o Palmeiras. O castigo veio. Depois de duas oportunidades, onde Thiago Volpi salvou o time, o empate aconteceu.

Cuca não mudou no intervalo, mas com dez minutos do segundo tempo sacou Hernanes e Pato e colocou Toró e Everton. O time voltou a ter velocidade e ganhou contra-ataques, sempre puxado por Everton.

Thiago Volpi ainda fez mais uma grande defesa, mas o São Paulo passou a ter mais domínio das ações e deixou de correr tantos riscos. E foi num contra-ataque, mais uma vez armado por Everton, que a sorte sorriu para nós. O pênalti marcado pelo VAR e convertido por Reinaldo não coroou uma grande apresentação, mas premiou a luta dos jogadores, que em nenhum momento desistiram do jogo. Apenas recuaram por determinação óbvia do técnico. Parece que os últimos acontecimentos na saúde de Cuca tiraram dele a vontade de vencer e encheram de medo seu modo se ser.

Entretanto, dormimos no G4, na pior das hipóteses acabaremos a rodada na quinta posição, ou seja, na mesma colocação que entramos. E, se olharmos a tabela, veremos que não perdemos há oito jogos. E mais: temos apenas uma derrota no Brasileiro. Então acho melhor abaixarmos um pouco as cornetas e olharmos o time com visão mais positiva.

Em 15 minutos, São Paulo mostra que “pode”, se quiser.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, bastaram 15 minutos para o São Paulo aplicar uma goleada na Chapecoense na noite desta segunda-feira, no Morumbi. Para quem não assistiu ao jogo e só ficou sabendo do resultado, vai imaginar que foi uma partida dos sonhos. Digamos que em partes sim.

Vi muitas críticas ao técnico Cuca pela apatia do time no primeiro tempo. E mais: que fez substituições para corrigir os erros que cometeu na escalação. Mas pergunto: deixasse, de início, Pato no banco para entrar com Everton ou Toró, não seria chamado de burro?

Cuca entrou com o que, entendo, o São Paulo tem de melhor. Exceção a Pablo, que está no departamento médico, o time é este que ele colocou em campo. A única surpresa foi a entrada de Igor Vinicius na lateral no lugar de Hudson. Mas houve explicação de Cuca após o jogo: “Hudson pediu para não ser fixado na lateral, pois é volante e é ali que quer jogar”. Mas acho que com isso perdeu a posição de titular, pois é apenas marcador e Luan vai muito bem e é o dono do posto de primeiro volante.

Pato e Antony passaram 45 minutos fazendo a diagonal errada, pois já a faziam na intermediária. A Chapecoense colocava todos os seus jogadores à frente da área e congestionava tudo por ali. Enquanto as laterais ficavam abandonadas, o jogo era truncado pelo meio. A Chapecoense teve mais domínio de bola que o São Paulo e chegou a ameaçar. Thiago Volpi foi exigido numa grande defesa.

Cuca percebeu a lentidão e os erros. Tirou Pato e Luan, recuou Tchê Tchê para primeiro volante, deu mais liberdade para Hernanes colocando Everton ao seu lado e Toró aberto na esquerda.

Foi um espetáculo. Em 15 minutos já estava 3 a 0. As substituições perfeitas: Everton faz a jogada para o primeiro gol de Antony; Toró marca um golaço; Raniel marca pressão, a defesa falha e ele marca o terceiro. Para coroar, no fim, Cuca coloca Vitor Bueno que marca o quarto gol. Ou seja: Cuca venceu a partida.

Mas será que é difícil jogar em alto nível a partida toda? Contra o Palmeiras fizemos 15 minutos de sonhos, marcando um gol, perdendo outros. Depois paramos. Contra a Chape fizemos 15 minutos de sonhos, depois de uma apatia coletiva. Depois, com consciência, administramos o resultado.

Se o time pode apresentar esse futebol que apresentou em pouco espaço de tempo, é porque tem o que evoluir. E isso me dá esperança que podemos, sim, chegar longe. Afinal, estamos apenas ultrapassando a metade do primeiro turno. Tem muita água para rolar embaixo desta ponte.

E meu destaque final para a estreia das transmissões dos jogos do São Paulo na Rádio Tricolornaweb. Os ouvintes que nos acompanharam entenderam que não queríamos competir com as narrações tradicionais. A ideia era nos posicionar ao lado dos ouvintes, que estavam assistindo o jogo no Premiere para bater papo, comentar o jogo. E o retorno da audiência foi gigante. Só posso agradecer e falar que é apenas o começo. Vem mais por aí.

Vamos São Paulo!

São Paulo empatou pela covardia do time em campo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a extrema covardia do time em campo fez com que o Palmeiras encontrasse um resultado, ainda que através de um gol “cagado”, mas fruto de sua insistência em campo.

O começo do São Paulo no clássico foi avassalador. O time foi para cima, mostrou jogadas que demonstravam práticas em treinos, com infiltrações pelos lados, pelo meio. Antony tinha descidas agudas, Hernanes municiava o ataque, Reinaldo apoiava pela esquerda, trocando de posição do Tchê Tche, Pato e Pablo alternavam posição na frete. Enfim: era um time jogando.

Tanto é que com 10 minutos abrimos o placar, em jogada de Hudson para Hernanes que cruzou para Pablo marcar. Antes já houvera ocorrido jogada semelhante, só que pelo lado esquerdo e envolvendo Pato.

Deu a impressão que aquele bom time que sabemos que temos e que está no papel sairia para a realidade. O tal quarteto mágico, com Hernanes, Pato, Pablo e Antony iria arrebentar.

Mas com 15 minutos o time começou a recuar, colocar a marcação atrás da linha de meio de campo e dar espaço para o Palmeiras. O adversário, por sua vez, passou a mandar no jogo. Começou a criar chances. Thiago Volpi defendendo. Viveu de contra-ataques, mas aí Pablo se machucou. Acabou o São Paulo.

A substituição feita por Felipão no intervalo, colocando Carlos Eduardo para jogar aberta, desmontou nosso sistema defensivo. Cuca tinha colocado Tchê Tchê para jogar pela esquerda, auxiliando a marcação, já que Pato não costuma voltar. Mas Hudson ficou vulnerável e, por mais que Antony se esforçasse para cobrir seu setor, o Palmeiras continuou envolvendo o São Paulo.

O São Paulo ainda teve duas chances: uma com Raniel, no comecinho do segundo tempo e outra com Pato. A primeira, gol absolutamente perdido; a de Pato, uma defesa gigantesca de Weverson. Fora isso, sobraram alguns contra-ataques, mas erramos todas as saídas.

Aliás, Thiago Volpi rifafa a bola para o meio do campo e, com um ataque completamente baixo, perdíamos todas. O Palmeiras envolveu, tentou, Volpi defendia. Mas uma infelicidade, Dudu chuta,a bola prensa com Reinaldo, sobe, cai de repente, Volpi falha e a bola bate na trave e entra. Nós somos vítimas de gols “cagados” do Palmeiras.

Mas aí fica a seguinte questão: onde estão os 21 dias de treinos? O que foi feito nesse período? O Palmeiras jogou quarta-feira pela Copa do Brasil, poupou cinco jogadores, e acabou o jogo voando, enquanto o São Paulo acabou o jogo morrendo Cadê a preparação física? Cadê o embasamento técnico/tático?

Meu Deus, até quando vamos ter que aguentar essa incompetência generalizada? O que acontece no São Paulo? Temos um ótimo time no papel, um dos melhores técnicos do País, e o time não anda.

Eu disse que não aceitaria outro resultado que não a vitória. E não aceito. A incompetência continua imperando e, se a coisa continuar assim, nem vaga para a Libertadores nós vamos conseguir.

Chegou a hora. Agora só aceito a vitória

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, neste sábado, depois de mais de um mês, o São Paulo volta a campo. E terá pela frente um adversário que está diretamente na posição oposta a nossa: enquanto não vencemos há sete jogos, o Palmeiras ganhou as últimas sete partidas (estou me referindo só a Campeonato Brasileiro). Portanto, é o jogo do líder contra o nono colocado. Um time com 25 pontos e outro com 14.

Mesmo assim, com todos esses dados, não aceito outro resultado que não a vitória nesta sábado. Claro que há fatores que podem mudar minha opinião, tipo gol mal anulado do São Paulo, pênalti não dado a nosso favor, expulsão de jogadores do Tricolor, gol irregular do Palmeiras, enfim, são fatores que não podemos administrar.

Mas levando-se em conta que tudo vai correr normalmente, que a arbitragem será boa, que o VAR vai funcionar direitinho para os dois lados, só a vitória vai me convencer de que o trabalho começa a ser bem feito.

Entendia, após o jogo contra o Atlético-MG, que o São Paulo não deveria dar folga para os jogadores. Cuca deveria usar esse período da Copa América para treinar o grupo. Mas a justificativa de que jogadores seriam dispensados nesse período e outros chegariam para criar a Família São Paulo acabou me convencendo. Cuca disse que 20 dias seriam suficientes para isso.

Então tá. Não chegou o lateral que ele queria, mas Hudson cobre bem o setor. Chegou o centro-avante que ele pediu – Raniel -, mas entendo que Pablo e Pato farão melhor a função ali na frente, se revezando. Portanto, digamos, o time que ele tem nas mãos não é dos piores. Garanto que o São Paulo, se não tem o melhor elenco do País – e está longe disso – tem um time competitivo. E conta com a vantagem de disputar apenas o Brasileiro, enquanto outros tem que se preocupar com mais campeonatos.

Assim sendo, jogo no Morumbi, com torcida única, depois de 20 dias de muito treino, só pode ter um resultado: vitória. Se não ganhar, afastados os fatores que citei acima, serei um corneteiro a bradar meu instrumento por aqui.

Precisamos buscar o novo. Estamos fartos de oportunistas de plantão.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, estamos a um ano e meio da eleição presidencial, mas a movimentação nos bastidores da política do clube são gigantescos. Nomes e mais nomes começam a surgir. Muitos são postulantes, poucos – ou nenhum – pode mudar alguma coisa caso venha ser eleito.

Tenho sido questionado aqui no nosso portal, ou nas redes sociais, em público ou por mensagens diretas, sobre o que penso de novas forças políticas, novas lideranças dentro do São Paulo. Tenho respondido a todos que hoje não consigo enxergar no horizonte algum nome que possa mudar esse quadro. Não por não haver alguém, no Conselho Deliberativo – só conselheiro pode ser candidato à presidência – em condição de encarar uma candidatura maior e ser uma cabeça nova à frente do clube. Mas por não ter visto até esse momento alguns nomes em quem deposito extrema confiança manifestarem esse desejo.

Perdoem a falta de modéstia, mas vou começar a usar a força que o Tricolornaweb exerce entre conselheiros para sugerir a algumas pessoas a candidatura. Não quero correr o risco de chegar em dezembro de 2020 e ver algum oportunista de plantão, político de raiz, assumir a presidência do clube.

Existem, sim, pessoas de ambos os lados, ou seja, da situação e da oposição, jovens de idade e de pensamento, que podem arejar aquela sala de vidros do Morumbi e resgatar o São Paulo que sempre quisemos ver de volta. E notem que nesse momento não estou me importando se é da situação ou da oposição. Como eu disse, há bons nomes, no terreno que procuro, para assumir a condução do clube.

Não podemos mais ficar nas mãos de pessoas que só querem se aproveitar do clube, que em algum momento tenham se envolvido em alguma operação duvidosa e que venham trazer mais vergonhas ao clube.

Tenho, sim, repito, nomes dos dois lados. Não vou falar, pois, como já disse, não me constam que sejam candidatos e poderia, se tornasse público, causar algum mal-estar a eles. Mas estarei de olho na movimentação política dos bastidores, torcendo para que alguns captem minha mensagem telepática e comecem a pensar nessa possibilidade. Chega da mesmice. Chega de incompetência.

Mudanças esperadas, mas o “novo” ainda está distante

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o elenco se reapresentou nesta segunda-feira e algumas decisões foram tomadas: Biro Biro teve seu contrato rescindido; Nenê, Jucilei e Bruno Peres foram liberados para procurar clubes. Atitudes tomadas nesta segunda-feira, mas que poderiam ter sido feitas há dez dias. Afinal, para quem está com dificuldade para pagar as contas e até atrasando direito de imagem de alguns jogadores (informação da Folha de São Paulo), ter dez dias a menos de salários – altos, diga-se de passagem – já ajuda.

Mas esses afastamentos não se traduzem em novidade. Não era segredo para ninguém que estes jogadores não estavam nos planos de Cuca, assim como não estão Willian Farias, Everton Felipe e alguns outros que deverão ter o destino longe do São Paulo.

Mas onde está o “novo”? Não me refiro a alguma venda ou dispensa de jogador, mas de contratação. Ninguém chegou. Enquanto do outro lado do muro do CT, onde sobram dinheiro e jogador, ainda assim trouxeram Ramires, do lado de cá continuamos com o mesmo elenco, só um pouco mais fraco. Sim, pois acredito que Nenê poderá fazer falta, já que tem entrado em alguns jogos e ajudado o São Paulo com assistências.

Aliás, quero voltar em Biro Biro. Que contratação, heim Raí? Que visão de futebol! Contrata um cara que, em seis meses, jogou 49 minutos. Essa daí vai ter que ser muito bem explicada. Se é que existe algum argumento par tal.

Com isso quero dizer que as promessas não vingaram. Aquela história de dar folga ao elenco para formar a família São Paulo, ou seja, na volta os excluídos já teriam seus destinos fixados, além de que os reforços pedidos por Cuca se apresentariam junto dos demais jogadores, não foi concretizada. A tal reformulação no departamento de futebol se prendeu a três nomes: preparador físico, analista de desempenho e funcionário agressor de torcedor. E só.

Mas, como disse no editorial anterior, torcedor que sou do clube da fé, continuo vendo aquela luz no fim do túnel. Ainda que quase apagada, tenho óculos para vê-la. Espero que não seja o farol do trem.