Saída da Sul-Americana não pesa em nosso momento. Mas é outra eliminação.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, não estou revoltado, arrancando os cabelos, por termos sido eliminados da Sul-Americana. Em todos os meus comentários,no Jornal Tricolornaweb, defendi que Aguirre colocasse um time misto, poupando os mais cansados pela maratona de jogos. Entendo que o Brasileiro é a prioridade.

De outra ponta, foi mais uma eliminação, para um time que não existe, como não existia o Defensa y Justicia. Um time nojento, do mais puro sangue argentino, que bate muito, catimba mais ainda e se retranca como nem o Juventus de Milton Buzetto sabia fazer naqueles anos do Moleque Travesso. Isso dói. E tem que doer. Do contrário estaremos nos acostumando a viver de disputar campeonatos, não de ganhar.

Menos mal que ganhamos o jogo. Golaço de Liziero. Mas a partida não teve nada de diferente do que vimos no Morumbi. Arrisco até a dizer que se Liziero não tivesse se machucado, faríamos o segundo gol e traríamos a classificação.

O importante é que o time mostrou o mesmo padrão de jogo que vem praticando no  Brasileiro. Não se acovardou, foi para cima do adversário, numa verdadeira panela de pressão, e jogou como se nada estivesse acontecendo. Principalmente no segundo tempo, quando Aguirre percebeu que poderíamos ganhar e colocou Everton e Bruno Peres em campo.

Isso, inclusive, nos leva à constatação que Lucas Fernandes é, no máximo, um reserva meia boca e Araruna só serve para quebrar um galho como volante, pela sua dedicação. Mais ainda, que temos um time titular muito bom, mas o elenco deixa a desejar.

Jean foi bem, com duas boas defesas, mas assim como Sidão, não me inspira confiança. Acho que já passou da hora de Aguirre dar chance para Lucas Perri. A torcida tem o direito de saber se ele é, mesmo, esse jovem promissor que todos falam, ou se também será eterna promessa.

E voltamos nossos olhos apenas para o Brasileiro Enquanto alguns, inclusive os que estão próximos de nós, estão em três competições, nós estamos em apenas uma e passaremos a jogar, basicamente, uma vez por semana. Não há mais espaço para reclamação do calendário. O que há, agora, é a obrigação de ganhar o hepta.

Vitória de um time com cara de time e com a marca de quem é líder

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo bateu o Sport e segue firma na liderança do Brasileiro. Mais do que a vitória foi o futebol convincente que jogou. Eu dizia no último domingo que vencemos o Vasco jogando, talvez, a pior partida do campeonato. Fruto de um time cansado, por uma maratona desumana de jogos, com suas dificuldades e viagens. Agora, uma semana de distância daquele jogo para este, time descansado, voltamos a ver o São Paulo poderoso em campo.

O time ganhou mais corpo do que tinha com Jucilei no meio. Se a saída de bola fica um pouco mais lenta, ganhamos no poder de marcação, onde ele é genial. A proteção da defesa, que vinha sendo bem feita por Hudson, ganha mais qualidade e força. E Hudson também participa desse setor com muita competência. Bruno Peres, pelo lado direito, parecia que já estava no time há muito tempo. Apesar de faltar ritmo de jogo, não faltou empenho e dedicação.

Desde os primeiros movimentos ficava claro que o time iria dominar a partida e que o gol sairia com naturalidade. Tivemos algumas chances perdidas, mas não demorou para encontrar o gol em assistência de Everton para Diego Souza.

Mesmo com o gol o time não recuou. Continuou com a posse de bola e dando as cartas na partida.  Reinaldo e Everton faziam grande dupla pelo lado esquerdo, o mais explorado. Mas quando a bola vinha para a direita. Rojas conseguia levar perigo ao gol do Sport.

No segundo tempo o time pernambucano voltou com ataque reforçado. Poderia parecer que teríamos alguma dificuldade na marcação. Que nada. Em jogada maravilhosa, Rojas deu a bola para Nenê, com muita competência, marcar o segundo gol.

Desse momento para a frente foi muito toque de bola para evitar o cansaço ou jogadas divididas. Esse, aliás, foi o grande detalhe: o São Paulo teve domínio de bola. Não precisou ficar correndo atrás do adversário.

Aguirre, então, tirou Nenê, Diego Souza e Rojas para colocar jogadores que precisam de ritmo, como Shaylon, Trellez e Everton Felipe.

Só não posso dizer que a partida foi perfeita, porque depois do gol que sofremos, tivemos dois minutos de desequilíbrio. Anderson Martins quase coloca tudo a perder numa saída errada, que gerou o contra-ataque do Sport.

Mas Hudson acabou com tudo num lindo lançamento para Trellez, que marcou o terceiro gol e fechou o placar do jogo.

Assim como eu tinha medo da nossa sequência anterior (Flamengo, Corinthians, Grêmio e Cruzeiro) acho que essa é para pavimentar o caminho do título: Vasco, Sport (já foram), Chapecoense, Paraná, Ceará e Fluminense, sendo que nosso único jogo fora é o do Paraná. Já fizemos seis pontos. Se fizermos mais 12 nesses quatro jogos restantes – nada impossível -, o título estará muito perto. Bastará ganharmos os jogos “ganháveis” e empatarmos alguns fora para comemorarmos o hepta no final do ano.

Um líder com garra, vontade e determinação. Isso resume o São Paulo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, cada vez fica mais claro que um time para ser campeão precisa ter muita técnica e ótimos jogadores. Se não tem isso, então tente a superação com garra, vontade e determinação. E o São Paulo tem isso. A consequência lógica é a liderança que assumimos neste domingo, após vencer o Vasco por 2 a 1 no Morumbi.

Cabe a nós entendermos, também, a mão de Diego Aguirre nesse time. Cara honesto, trabalhador, que conseguiu transmitir para seus jogadores a raça uruguaia. E teve mão forte para fazer com que eles entendessem e, mais do que isso, aplicasse em campo. O que vemos no time é que não há bola perdida, não espaço para o adversário armar jogadas, as divididas são sempre nossas.

Também fica em suspenso aquela imagem de que o time não sabe jogar com a bola nos pés. Hoje precisou de dois minutos com a bola nos pés para fazer 1 a 0. Isso permitiu que o time passasse a marcar atrás da linha de meio de campo e o Vasco tivesse a posse de bola. Apesar de não termos aproveitado os contra-ataques que tivemos, principalmente pela lentidão de Diego Souza, o Vasco não criou uma única oportunidade, mesmo tendo mais posse de bola.

Veio o segundo tempo e o quadro se manteve. O jogo estava completamente administrado pelo São Paulo. Mas uma bobeada da zaga – principalmente Bruno Alves – o Vasco aproveitou um contra-ataque e empatou a partida.

Aí entrou a mão do técnico. Diego Aguirre precisava que o time fosse mais à frente, e com qualidade.  Tirou Militão e colocou Bruno Peres. Depois trocou dois nomes decisivos no time, mas que se arrastavam em campo: Nenê e Diego Souza, colocando Gonçalo Carneiro e Trelles.

Como sempre, fiquei intrigado com as substituições, mas deu certo. Trellez dá um belo lançamento para Everton, que brilhantemente ganha do zagueiro, e devolve o presente na cabeça do colombiano.

E aí, com 2 a 1, o que se viu em campo foram os jogadores se atirando em frente à bola, evitando que o Vasco pudesse chutar para o gol, e com direito, ainda, de perdermos um gol com Trellez, num grande contra-ataque puxado por Rojas. Mas veio a vitória e a liderança.

Aguirre mais uma vez foi sincero e mereceu nota 10 na entrevista. Disse que o time tem que ter os pés no chão. Reconheceu que o Vasco foi melhor em momentos da partida, mas justificou o excesso de jogos difíceis – Flamengo, Corinthians, Grêmio e Cruzeiro – como responsável por essa condição. Por isso deu dois dias de folga a todo o elenco, disse que não devem pensar em futebol, para quarta-feira todos voltarem revigorados para a nova sequência. Não quer falar em título. Esse é Aguirre, um técnico cujo trabalho eu conhecia muito pouco, mas colocava em dúvida sua competência, e hoje me declaro um grande fã deste uruguaio. Realmente, o casamento São Paulo – Uruguai sempre dá certo.

Ah!, e para encerrar: #SegueoLíder

Derrota na Sul-Americana tem aspectos positivos

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo perdeu um jogo que nem o mais descrente torcedor acreditaria que ele pudesse perder. Embalado no Brasileiro, vice-líder, time bem montado, entrosado, jogando contra um tipo “Santo André” da Argentina, dentro do Morumbi, seria de 3 para cima. E perdemos.

Foi um jogo de um time só. O São Paulo teve 70% de posse de bola. Faltaram finalizações. O Colón, por sua vez, foi o típico time argentino. O mais argentino de todos. Jogou com 11 jogadores atrás da linha da bola, formando duas linhas de cinco e catimbando tudo o que podia. O primeiro chute a gol do São Paulo, de Hudson, já fez com que o goleiro dele demorasse uma eternidade para bater o tiro de meta. Bem, se com três minutos já estava fazendo cera, era possível perceber o que seria o jogo.

O time não conseguia criar. As jogadas pelos cantos do campo até saíam, mas na área a zaga tirava a bola com facilidade. A catimba era insuportável, tudo com a absoluta complacência do árbitro uruguaio. Nem acho que ele roubou. Ele é horrível mesmo. Aceitou todo tipo de cera dos argentinos, inverteu faltas, foi horrível.

Aguirre armou o time com Bruno Peres jogando como volante. Em alguns momentos Militão formou como terceiro zagueiro e Bruno abriu pela lateral. Na maior parte do tempo, no entanto, era Bruno quem mais chegava na frente e Hudson ficava. Ele deu dois bons chutes a gol, mas a bola foi para fora.   Só que Bruno Peres estava completamente sem ritmo de jogo.

Aí, mais uma vez, tenho que elogiar Aguirre. Ele, como milhões de são-paulinos, cravou que definiríamos a classificação no Morumbi. Então era hora de dar ritmo de jogo para Bruno, pois domingo será o último jogo de Militão.

Aguirre ainda tentou mudar no segundo tempo. Colocou Shaylon no lugar de Bruno, mas o garoto mais uma vez não conseguiu mudar nada; colocou Gonzalo Carneiro, mas ele matou algumas bolas de canela. E tomamos o gol. Chute de fora da área, desvio em Hudson, bola no ângulo.

O São Paulo que já estava nervoso em campo, pilhou ainda mais. Mas esse excesso de nervosismo acabou fazendo com que entrássemos, literalmente, no jogo dos argentinos. Eles provocaram, nós batemos. Diego Souza só não foi expulso pela extrema ruindade do árbitro. Mas Brenner foi. Empurrou o cara na frente do juiz. E o jogo se encaminhou para o final com o São Paulo perdido nos nervos e os argentinos se atirando ao chão para ganhar cada vez mais tempo.

Dá para reverter? Claro que dá. E é aí que entra o título deste comentário: Derrota na Sul-Americana tem aspectos positivos. O time tem que voltar o foco para os jogos. A soberba estava começando a aparecer no elenco e na torcida. O campeão já tinha voltado e éramos imbatíveis. O time ganhou tudo o que ganhou até agora pela extrema concentração e entrega em todos os jogos. E isso não aconteceu nesta noite fria no Morumbi, com mais de 36 mil pagantes.

Aguirre mesmo falou: lá será outra  história. Também acho. Se jogarmos sério, e essa luz foi que nos acendeu, reverteremos o placar.

Outro dado positivo: Aguirre percebeu que tem que treinar mais jogadas quando temos a bola. No contra-ataque somos mortais. Quando temos a bola e precisamos propor o jogo, nos atrapalhamos um pouco.

Por tudo isso, que a derrota nos ajude a enxergar o que pode estar obscuro às nossas vistas.

São Paulo é um dos mais sérios candidatos ao título. Vitória em BH selou essa afirmação.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, não há mais como não admitir: o São Paulo é, sim, candidato ao título de hepta campeão brasileiro este ano. A vitória em Belo Horizonte nos deu provas de que não vamos brigar apenas pelo G4, mas pelo título.

Quando voltamos da Copa do Mundo, era comum a análise de que esses quatro jogos apontariam qual a nossa realidade. Eu fazia cálculos de seis pontos, com vitória sobre Corinthians  e empates no Rio, em Porto Alegre e em Belo Horizonte. Quando ganhamos do Flamengo e do Corinthians, disse aqui que a missão estava cumprida. Mas que se viesse mais um ponto, ou seja, sete, estaria contente. Vieram mais três. Não me interessa se o Cruzeiro jogou sem dois ou três titulares. Nós jogamos sem quatro (Militão, Arboleda, Jucilei e Hudson).

Li algumas coisas aqui no site, pela manhã, que Raí tinha que acordar para contratar jogadores, pois não tínhamos reservas a altura para Jucilei e Hudson. Espera um poco: os reservas dos dois são Araruna e Liziero. O problema é que Militão também estava fora. Os dois da lateral (esquecendo, já Militão) são Bruno Peres e Regis. Aí o Araruna teve que ser improvisado de lateral e o Luan entrou no meio. E ganhamos o jogo. Será que precisamos, mesmo, fazer alguma loucura atrás de um volante?

O São Paulo foi cirúrgico no jogo. Não podemos exigir que o time vá jogar no Mineirão e que vá para cima do Cruzeiro. Mas soubemos nos defender, dominar a partida no momento certo e quando a chance apareceu, caixa. Desta vez não desperdiçamos, como na quinta-feira, contra o Grêmio.

No segundo tempo contamos com a sorte. Pênalti – bobo de Anderson Martins – e  travessão nos ajudou. Depois definimos a partida, num contra-ataque mortal, com gol de Everton.

Quando perdemos o jogo na quinta-feira, fiz meu comentário colocando o “se” como predominando, ao termos o gol perdido por Nenê, ao tomarmos o empate logo em seguida, e assim por diante. Talvez o “se” tenha funcionado a nosso favor, pois o Cruzeiro perdeu o pênalti e, logo depois, fizemos o segundo gol.

A conclusão que chego é a seguinte: Aguirre fez do São Paulo um time maduro, pronto para jogar contra quem for e onde for. E a partir de agora, as coisas mudam e os jogos serão bem mais fáceis para nós. A sequência da morte nós já passamos. E ganhamos nove pontos em 12 possíveis. Os outros que se virem para competir com o Tricolor.

O hepta não é um sonho. Hoje é uma realidade.

Derrota de Porto Alegre teve o “se” como pronto principal

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo perdeu do Grêmio em Porto Alegre, num jogo daqueles onde no início do campeonato, quando você pega a tabela para fazer projeções, coloca como “perdível”. Mas foi, para o nosso lado, tristemente o jogo do “se”, aquela partícula que não existe no futebol, mas que sempre está presente e faz um grande estrago.

Alguém tem dúvida que “se” Nenê tivesse feito o gol o São Paulo teria saído com a vitória? O primeiro tempo acabaria com 2 a 0 no placar para nós, pressão para cima do Grêmio e o time podendo jogar para segurar um longo resultado. Mas Nenê não fez o gol e o Grêmio conseguiu empatar aos 49 minutos. Então o “se” mudou o rumo do jogo.

Seria imaginável que Militão fizesse a lambança que fez, no lance que originou o segundo gol? Claro que não. “Se” ele tivesse feito o correto, chutaria a bola para a frente e o time se reorganizaria. Poderíamos tomar o gol em outro momento? Sim. Mas isso “se” o Grêmio conseguisse furar nossa defesa.

Portanto, neste jogo de Porto Alegre o “se” foi extremamente rude com o nosso time. Sem contar o árbitro, carioca canalha, que tirou Hudson, Militão e Arboleda da partida contra o Cruzeiro. No lance de Hudson, nem falta foi. No de Militão, falta normal. O único cartão admissível foi o de Arboleda. Sem contar que ele usou dois pesos, duas medidas: cartões para o São Paulo e nada para o Grêmio. Mas isso continua sendo resultado de uma força inexistente que temos nos bastidores.

Analisando a partida em si, começamos muito bem, marcando o gol logo no começo. E depois suportamos a pressão natural do Grêmio. Nosso problema estava do lado direito, onde Militão tomava um baile de Everton e Rojas não conseguia ajudar. Hudson começou a ajudar nessa marcação, mas depois que recebeu o cartão amarelo, tirou o pé e  passou a marcar à distância. Isso também ajudou o Grêmio a crescer muito na partida.

No segundo tempo o time foi mais para a frente. Nenê, que estava jogando muito recuado, passou a alternar o lado do campo com Everton. Rojas ficou mais adiantado, mas estava numa péssima jornada. O jogo estava equilibrado, quando Militão fez aquela pataquada, passou a bola para o Hudson, que estava de costas para o campo adversário, com três gremistas em volta dele. Claro, perdeu a bola e saiu o gol.

Aguirre demorou para mudar o time. Fez as alterações que eu imaginava, mas muito tarde, sem tempo de surtirem efeito.

Mas estamos no lucro ainda. Na projeção que fiz para a volta da Copa, imaginava ganharmos seis pontos, com uma vitória e três empates. Já ganhamos esses seis pontos. O que viesse a mais seria lucro. E vamos buscar esse bônus contra o Cruzeiro, no Mineirão.

Vi alguns comentários no Opinião de são-paulino “durante o jogo”, que deixei por conta da emoção, coração batendo forte e uma forma de jogar para fora a irritação. Mas não podemos jogar por terra tudo o que foi feito até agora. Ganhamos do líder, dentro do Maracanã, um clássico, ainda que no Morumbi e perder para o Grêmio lá em Porto Alegre é a coisa mais natural do mundo. Estamos tendo a sequência mais difícil do campeonato. Uma sequência que time nenhum teve. Não esqueçam que ela se repetirá no segundo turno, mas de forma inversa.

Dito isso, estamos muito bem. Não vamos brigar só pelo G4 não, pela Libertadores. Vamos brigar pelo título. O trabalho está no caminho certo. Perdemos, mas continuamos na vice-liderança, a dois pontos do líder. Ou seja: se daqui até o fim do campeonato tivermos resultados iguais – São Paulo e Flamengo – bastará, no confronto direto, ganhar aqui no Morumbi que seremos campeões. Portanto, reconheço que é horrível perder, mas vamos em frente porque esse ano promete coisas muito boas para nós.

Mais uma vitória convincente. Mérito total de Diego Aguirre

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, não nego que estou em êxtase. Vi alguns leitores discordarem quando chamei Aguirre de gênio. Então me deixa explicar: quando subi da sala de imprensa para o local onde assisto o jogo, na Cativa (poderia ir para uma cabine, com ar condicionado, mas prefiro ficar junto da galera), falei a meu filho e ao Flávio, leitor e assíduo comentarista deste site, meu amigo, que não criticaria o Aguirre antes do jogo por escalar Edimar e Reinaldo para a vaga do Everton. Lembrei que em Belo Horizonte, na partida contra o América-MG, fiquei perplexo dele escalar Araruna de ponta direita. E ganhamos de 3 a 1. Portanto, dava crédito a ele. E disse mais: se ganharmos, ele será gênio.

E foi o que aconteceu: ganhamos, ainda com dois gols de Reinaldo, aquela que um dia chamamos de Ruinaldo e hoje chamamos de Kingnaldo. E tenho, aqui, que reconhecer que Vinicius Pinotti, quando diretor de Futebol, fez questão de segurar Reinaldo de volta da Chapecoense e mantê-lo no elenco.

Mais uma vez o time fez uma grande partida. Dominou o jogo desde o início. Com pouco mais de cinco minutos de partida já havia finalizado três vezes ao gol. Todas as bolas altas, fossem em cobranças de escanteio, fossem em cobranças de faltas, nossos atacantes e zagueiros ganhavam lá na frente. Só a mira estava errada, pois todas iam para fora. Mas o domínio era total.

Estava evidente que o Corinthians veio para empatar em 0 a 0. Em boa parte do jogo colocou os 11 jogadores atrás da linha da bola. E batia à vontade, contando com a complacência do árbitro. O jogador mais adiantado ficava aquém do semi-círculo central. E o São Paulo atacava com quase todo o time. Apenas os dois zagueiros e, algumas vezes, Edimar, mantinham posição.

O gol já poderia ter saído no primeiro tempo, não fosse a afobação de nossos atacantes, pilhados em impedimentos algumas vezes. Mas era inegável que se alguém tivesse que estar na frente no marcador, esse alguém seria o São Paulo.

No segundo tempo o cenário não mudou. Só que, numa cobrança de escanteio, mais uma vez ganhamos no alto e a bola foi na direção do gol. Anderson Martins. Pensei na hora: agora vamos nos fechar lá atrás e garantir o 1 a 0. Me enganei. O time continuou marcando o Corinthians em seu campo, forçando o erro do adversário.

Impressiona cada vez mais a determinação desse time. Marca centímetro por centímetro do campo. Se antecipa em todas as bolas. Quando não consegue pegar, recupera lá atrás. Não permite sobras, apesar de duas ou três bolas terem passado perto da nossa trave. Mas ultimamente a sorte está ao nosso lado.

A noite seria de Reinaldo, coroando a genialidade de Aguirre. O primeiro dele num frango de Cássio. O segundo, um golaço. E ele acabou se tornando o nome do jogo, o nome da noite maravilhosa no Morumbi.

Então deparamos com o seguinte: quando voltamos da Copa, comparando com o Flamengo, víamos que tínhamos três jogos fora e um no Morumbi – clássico – enquanto o Flamengo tinha um fora e três em casa. Era, para nós, a sequência da morte. Ou de mostrar onde podemos chegar. Eu fazia um cálculo de que ganhar seis pontos nesses quatros jogos já me deixaria contente e confiante na briga lá na ponta. Mas já conquistamos esses seis pontos nos dois primeiros jogos, enquanto líder ganhou apenas três.

Se perdermos do Grêmio em Porto Alegre, não haverá o menor problema. Esse é um daqueles jogos que chamamos, no início do campeonato, de “perdível”. Mas não acredito em derrota. Do jeito que o time está jogando, com a pegada e a técnica, no mínimo sairemos de lá com um empate. Se não arrancarmos outra vitória.

Que tudo continua como está. A nossa alma está lavada, como há muito não acontecia. Vamos, São Paulo!

Vitória maiúscula, de um time que vai brigar pelo título

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, foram quase 40 dias que nos separaram da última partida do  Brasileiro, quando ganhamos, no Morumbi, do Vitória, por 3 a 0, para este jogo do Maracanã. E durante a Copa surgiram as dúvidas:

  • O São Paulo vai perder jogadores?

  • O time vai suportar essa briga pela ponta?

  • A parada da Copa não vai tirar o embalo?

Alguns disseram que só tínhamos batido em bêbado na primeira fase do Brasileiro e que os reais adversários viriam agora. Pois bem. O primeiro veio. O líder Flamengo, no Maracanã. E passamos o carro sobre os urubus.

Foi uma vitória maiúscula, sim, de um time que briga, sim pelo título. Pelos meus cálculos, fizesse o São Paulo seis pontos nessa sequência de jogos (3 contra o Corinthians, no Morumbi, e três empates fora com Flamengo, Grêmio e Cruzeiro), e acreditar na briga pelo título. Ganhando do líder, então, a coisa fica bem mais séria do que imaginei.

A postura do São Paulo pode ser notada desde o início da partida. Seria lógico que o Flamengo tomasse a iniciativa. Caberia ao São Paulo suportar a pressão. E foi o que aconteceu. Em 15 minutos o São Paulo já estava equilibrando as ações e passou a ter o domínio da partida.

Só não saímos ganhando, já no primeiro tempo, por absoluta influência da arbitragem. Dois impedimentos inexistentes e um pênalti não marcado. Mesmo assim o time começou a sobrar em campo. Militão fazia grande partida na dobradinha com Rojas, que também teve estreia brilhante. Do lado esquerdo Reinaldo e Everton funcionavam bem.

Apesar da saída de Jucilei, contundido, o time não sofreu tanto, pois Hudson preencheu muito bem o setor e foi um leão em todo jogo. Só achei que Liziero precisava ser mais ativo na sua função. Talvez tenha sentido a pressão no Maracanã.

No segundo tempo, gol do São Paulo e a partir daí ocorreu o que se esperava: o Flamengo veio para cima e o time se fechou. E temos que tirar o chapéu para Diego Aguirre. Vai montar bem o sistema defensivo assim lá longe.

Tomamos sufoco? Sim. Tivemos taquicardia?  Sim. Mas saímos do Maracanã com três pontos que, até há pouco tempo, eram impensáveis. Mas estamos firmes e fortes na luta pelo título do Brasileiro deste ano. Nosso orgulho está voltando pouco a pouco. Quem sabe volte por inteiro até o final do ano.

Em tempo, preciso completar. Não podemos ficar chorando por erros grosseiros de arbitragem contra nós nesse Brasileiro. Não podemos esquecer que nosso ilustríssimo presidente se ausentou na votação que houve sobre aprovar ou não o VAR para o Campeonato. Portanto, teremos que nos resignar pelos erros.

Chega de Copa. Que volte o Brasileiro!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a Copa acabou. Parabéns à França, que mereceu o título, apesar de eu ter torcido muito pela Croácia na final. Que volte o Brasileiro. Mais: que entre em campo o São Paulo, pois este longo jejum está me causando mau humor.

O balanço que podemos fazer desta paralisação para a Copa é bom. Vendemos mais de R$ 100 milhões em jogadores e não desmontamos a espinha dorsal do time, nem desfalcamos a equipe considerada titular. Aliás, reforçamos, pois perdemos Marcos Guilherme e Valdívia, mas veio Joao Rojas, que pelos treinos que vi, é menos veloz, no entanto mais técnico e inteligente do que Marcos Guilherme.

Perdemos Cueva, mas, garanto, ganhamos um problema a menos no elenco. Ele tumultuava por ser muito chinelinho, descompromissado. E não seria titular em hipótese alguma, com Nenê jogando o futebol que está apresentando.

Perdemos Bruno (ou ganhamos com sua saída) e veio Bruno Peres . Temos que considerar que é uma troca muito vantajosa. E ganhamos Carneiro, que está recuperado e será ótima opção para o ataque.

Em resumo: a diretoria fez muito dinheiro, enxugou o elenco, reduziu a folha de pagamento e não enfraqueceu o time. Quando eu falei que daria o devido tempo e confiaria em Raí e sua equipe (Ricardo Rocha e Lugano), visava, principalmente, a janela de  meio de ano. Ele prometeu que não desmontaria o time. E cumpriu.

Acho que caminhamos para um segundo semestre com bons motivos para estarmos otimistas. Não sei se conquistaremos algum título, mas vamos brigar até o fim por ele. E isso eu já não tenho mais dúvida.

A Seleção “corinthiana” de Tite deu adeus à Copa

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, acabou a Copa do Mundo para o Brasil. A Seleção parou naquela que, em minha opinião, é a melhor Seleção do torneio e para quem endereçarei minha torcida a partir de agora para ganhar o título.

Nunca torci contra a Seleção do Brasil, até porque sei muito bem separar a corja da CBF, a quadrilha da política nacional, da camisa amarela. Me emociono em ouvir o Hino Nacional, principalmente quando para, por conta do tempo, e o público segue cantando até o fim. Indescritível. Só brasileiro é capaz de tal ato. Se nunca torci contra, me dou o direito, também, de não bater a cabeça na parede e querer pular de um viaduto, pois essa vontade eu tenho, unica e exclusivamente, quando é o São Paulo em campo e é eliminado de algum torneio, por menos importante que seja. Portanto, entendam que torci pelo Brasil, mas entendo que a derrota não afetará meu estado emocional em nada.

Falando do jogo, Fernandinho foi uma catástrofe. O “se” não existe no futebol, nem na vida, mas acredito que “se” Casemiro tivesse jogado, nossa sorte poderia ter sido outra. Mas também falharam William, Gabriel Jesus, Neymar, Felipe Coutinho, Paulinho, Marcelo, Fagner – lateral de condomínio – e Alisson.

O único que salvo nesse emaranhado de ruindade de hoje é Miranda. Soberbo, ganhou todas do temido Lukako. Sobrou na defesa. Mas foi impotente para ajudar o time a vencer, até porque sua função não é marcar gols.

De resto, fico pensando que tivesse Tite – para mim o melhor técnico brasileiro da atualidade – convocado jogadores sem a paixão corinthianesca, olhando alguns que ficaram de fora e que mereciam estar lá, talvez o Brasil pudesse ir mais em frente.

Começo pelo goleiro: escolheria dois entre os três que ele levou, mas faria de Diego Alves meu titular; nunca levaria Fagner para a lateral, mesmo com a contusão de Daniel Alves. Se formos ficar apenas no futebol brasileiro, acho Marcos Rocha mais jogador que ele. Vou parar por aqui, pois depois de uma derrota é fácil falar que tudo está errado.

Mas remonto a outro tema, talvez menos importante do que o “corinthianismo” da Seleção, mas fundamental para nós, são-paulinos: nunca o Brasil ganhou uma Copa sem jogadores do São Paulo. Em 1958 tínhamos Dino Sani e De Sordi; em 1962 eram Bellini e Jurandir; 1970 Gerson, o canhotinha de ouro; 1994 eram Zetti, Leonardo, Cafu, Muller; em 2002 foram Rogério Ceni, Belleti e Kaká. Portanto nunca o Brasil ganhou uma Copa sem jogadores do São Paulo.

Talvez fosse o momento de, nessa renovação que haverá – tudo indica será feito pelo próprio Tite -, ele tire o distintivo da âncora que carrega no peito e pense que a Seleção é do Brasil. E, mais do que isso, sem o São Paulo não se ganha nada.