Virada no clássico. Time continua crescendo

O São Paulo demonstrou mais uma vez que está atingindo o patamar que todos gostaríamos de ver. Neste sábado de Morumbi vazio, que transformou o palco que joga a nosso favor em campo neutro, conseguiu uma grande vitória, de virada, sobre o Santos, tido como o melhor time do Paulista até então.

O São Paulo, tão criticado por todos, é o único que, com duas rodadas de antecipação, já está matematicamente classificado para a próxima fase. Só não está garantido na primeira posição. Outros grandes,como Palmeiras e Santos, ainda tem que lutar. Corinthians pode ficar de fora da próxima fase. Mas nós não conseguimos ver esse mérito no time.

Os pessimistas vão falar que nossa vitória só aconteceu porque estávamos com 11 contra dez. Mas e daí? Por acaso o animal do time do Santos, tal de Jobson, não merecia expulsão? Para mim teria que ser expulso na primeira entrada sobre Daniel Alves quando tomou o amarelo. Então o problema não é nosso.

Temos que reconhecer, também, a ousadia e coragem do Fernando Diniz. Enquanto muitos manteriam o time daquele jeito, só colocando as peças mais para a frente, ele tirou Bruno Alves e colocou Pablo. Foi, sim, responsável direto pela vitória.

Aliás, em relação à classificação antecipada, só não estamos classificados desde a última rodada, e com o primeiro lugar garantido, graças aos dois roubos que sofremos no Morumbi, contra Novorizontino e Corinthians. Seriam mais quatro pontos que nos dariam essa condição, além de nos permitir ser o melhor time do torneio, tendo todas as vantagens na última fase.

Sei que não temos elenco suficiente para suportar todas as competições deste ano. Mas nas que estamos, por enquanto, não há o que reclamar. Só a derrota contra o Binacional, em razão dos erros e gols perdidos. Mas é inegável que o time está crescendo cada vez mais e se tornando um time confiável. Quem sabe o título paulista os dê essa confiança e diminua nossa “cornetagem”.

Além de Fernando Diniz e Pablo, não posso deixar de destacar Daniel Alves. Assumiu o meio de campo, a maestria do time e, com 36 anos, é incansável. E Antony. Esse, que bom, foi vendido. E muito bem vendido. Porque não vai fazer falta alguma.

Vamos São Paulo, vamos São Paulo. Vamos ser campeões!

Vitória contra LDU teve o tamanho do verdadeiro São Paulo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo finalmente provou,na Libertadores, o que eu esperava ver, depois da pré-temporada. O placar de 3 a 0 tirou os pessimistas do marasmo, encheu de moral o time e deu confiança ainda maior àqueles que já viam a evolução deste time. A noite foi de muita festa no Morumbi. Revivemos bons tempos da Libertadores.

Sei que estou sendo repetitivo, mas perdemos o jogo no Peru pelos gols absurdamente perdidos por Pablo (2) e Antony. Tivéssemos feito 4 a 0 ali, no primeiro tempo, tudo seria diferente. Sei que muitos diriam que foi só o Binacional, com alguns estão pensando em dizer que a vitória de ontem foi só sobre a LDU. Tipo, “quero ver contra o River”. Esses mesmos, se ganharmos do River, vão falar: “mas foi no Morumbi, quero ver ganhar lá”.

Não é possível contestar a evolução do time. Há muito tempo não vemos um plano tático sendo executado no São Paulo. Adoramos encher a bola dos outros times. Técnico bom é técnico de time adversário. O nosso sempre é burro.

Repito aqui: não sou fã do Fernando Diniz. Não faço parte da imprensa modinha que o ama de paixão. Mas sei ter a humildade de reconhecer que as críticas que fiz no passado hoje se transformam em elogios. O estilo tic tac, que estava irritando, hoje enche os olhos. O São Paulo está desfilando técnica, aliada à vontade que os jogadores estão demonstrando. Ou não acham que entraram com sangue nos olhos nesta quarta-feira?

Desde o sorteio dos grupos, previa nove pontos no Morumbi e, no mínimo, três fora. Esses três poderiam ser cinco (contava com uma possível vitória contra o Binacional). Ainda podemos fazer os três pontos fora. Basta ganhar da LDU ou do River lá. Sei que isso já é bem mais difícil. Mas se fizermos os nove pontos aqui, dois empates lá nos possibilitarão a classificação.

Ontem vi algumas atuações gigantescas. Casos de Daniel Alves e Igor Gomes. Também Reinaldo e Tchê Tchê estiveram muito bem. Não podemos desconsiderar Pato e a dupla de zaga. Vitor Bueno e Antony tiverm participação direta em dois gols. E Juanfran, um operário da bola, também esteve em grande noite. Enfim, o time todo foi bem.

O massacre imposto pelo São Paulo nos primeiros 20 minutos não poderiam seguir o jogo todo. Muitos falam que o São Paulo recuou, mas esquecem que do outro lado existe outro time, que também tenta atacar. Por mais que tenha “recuado”, o São Paulo não correu grandes riscos. Thiago Volpi fez algumas boas defesas, mas principalmente de bolas cruzadas. O lado direito da LDU é muito forte. Fernando Diniz vai ter que pensar nisso na partida de volta.

Para encerrar, mantenho meu otimismo. Olho nas estatísticas e vejo que vencemos todos os jogos que disputamos esse ano no Morumbi, exceção de dois: Corinthians e Novorizontino. Como fomos escandalosamente roubados nestes dois jogos, acho que posso considerar que estamos cem por cento em nosso estádio. Estamos liderando o grupo e virtualmente classificados para a próxima fase do Paulista e em segundo lugar, pelos critérios de desempate na Libertadores. Acho que são componentes interessantes para esse meu otimismo.

O foco agora é o Santos. Pois que venham as sardinhas.

Time sofrível neste domingo. Mas nada tem a ver com quarta-feira

Amigo são-paulino, foi sofrível, para não dizer ridículo e estapafúrdio, o jogo do São Paulo neste domingo, em Ribeirão Preto, contra o Botafogo. A derrota, o resultado em si, foi o que menos me importou. Só uma hecatombe para nos tirar da próxima fase do Paulista.

Eu que sou contra poupar jogadores, pois entendo que o Flamengo ganhou tudo ano passado sem deixar ninguém de fora, desta vez concordei com Fernando Diniz. Primeiro porque conversei com médicos que me explicaram didaticamente, que nenhum ser humano – salvo os que já moram lá – consegue ter atividade física normal numa altitude de quase quatro mil metros. O time chegou na manhã de sexta-feira, após um jogo onde os jogadores acabaram mortos. Teriam que treinar no sábado e já viajar para Ribeirão Preto (algo em torno de quatro horas de viagem)

Além do mais, eu queria ver o que temos de elenco. Queria ver Trellez, Brenner, Everton, Shaylon e os garotos. Foi uma grande decepção.

Só não concordo com algumas precipitações passionais de parte de nossa torcida. Querer fechar Cotia que não nos dá qualquer retorno é apagar da memória o que já nos deu. Kaká, Julio Batista, Lucas Moura, David Neres, Antony. Apenas para citar alguns. Por si ó esses que citei já pagaram todo o investimento.

Querer misturar o jogo de hoje com o de quarta, outro absurdo. Vi leitor criticando quem entende, como eu, que o time está em evolução. Sim, está. Basta ver as chances de gol criadas nos jogos. Querer justificar uma opinião de que não há evolução pelo que foi visto neste domingo, outro absurdo. O time que entrou em campo nada tem a ver com o time titular.

Se me falarem que não temos elenco, então vou concordar. Aliás, tenho dito frequentemente que temos um bom time, mas não temos elenco. Alguns jogadores como Toró, Shaylon, Liziero e Brenner, me parece, não vão virar nada. Outros, como Everton e Anderson Martins, não passam de reservas. Isso sem contar o tempo de Reffis que Everton já ficou e deverá ficar novamente.

Continuo me mantendo otimista. Vamos ganhar quarta-feira da LDU. Vamos ganhar do Santos sábado, pelo Paulista. Vamos ganhar do River semana que vem. E tudo voltará ao trilho normal.

Perdemos da altitude e dos gols perdidos

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a derrota para o Binacional foi uma das mais inesperadas dos últimos tempos. Diria que foi mais inesperada do que a eliminação para o Talleres ano passado, no Morumbi, na pré-Libertadores.

No grupo em que estamos, tido e havido como o grupo da morte, o Banacional seria o saco de pancadas. E nós perdemos para o tal saco de pancadas. Só espero que o São Paulo não tome o lugar do time peruano no grupo.

O São Paulo tinha obrigação de ganhar esse jogo. E para ganhar tinha que fazer, mais ou menos, o que fez no primeiro tempo. Partir para cima e decidir a partida. E poderia ter feito isso. Fez o gol com 20 minutos, e aí começou a perder gols: Antony, Pablo, outra vez Pablo e outra vez Antony.

Pelo que jogou e criou, se saíssemos com 3 ou 4 a zero no placar, não seria nada exagerado. Mas ficamos no um a zero, repetindo os erros dos últimos jogos.

Veio o segundo tempo, o gás acabou, o time parou e tomou a virada. E se livrou, ainda, de tomar mais gols.

Há como criticar Fernando Diniz? A obrigação do técnico é montar um time que tome poucos gols e faça muitos. O time do São Paulo sofre poucos gols. Ontem, o segundo gol, por exemplo, foi obra da altitude, pois em condição normal, o Tiago Volpi até poderia tentar a defesa. Mas a velocidade da bola é impressionante.

O time está criando muitas oportunidades. A todo momento aparece alguém livre, de frente com o goleiro. É a obrigação do técnico criar essa possibilidade. Mas não é o técnico quem define a jogada e perde o gol.

Então alguns vão falar: “o técnico é culpado porque mantém esses jogadores”. Ok. Então vamos tirar o Antony e o Pablo, que estão perdendo muitos gols. E vamos colocar quem? Trellez? Toró? Helinho?

Até outro dia queriam execrar o Pato. Agora ele está marcando gols. Esqueceram da execração ou estão só esperando que ele fique dois jogos sem marcar para ir para cima dele de novo?

O dr. Alfredo Salim Helito, médico de família, clínico geral do Hospital Sírio e Libanês, me ligou e disse: “o time estava bem, fez um ótimo primeiro tempo”. Mas, como médico posso falar. Jogar numa altitude dessa, não tem ser humano que aguente”.

Podemos criticar Pablo e Antony, sim. Podemos questionar a quantidade de gols perdidos. Mas jogar nas costas dos jogadores a paralisia do segundo tempo, é ser irracional.

Estou frustrado, sim, não derrotado. Acho que vamos nos recuperar. Temos time e futebol para isso.

Pelos últimos jogos, time está pronto para a Libertadores

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, tenho dito ao longo dos jogos que o teste para mim será a estreia na Libertadores. Tenho afirmando que gostaria que o time levasse a sério o Campeonato Paulista, mas que sabemos o quão importante é o torneio intercontinental.

Enquanto muitos torcedores passaram os dois primeiros meses do ano execrando Fernando Diniz, só encontrando falhas, evitando ressaltar as virtudes, eu, que nunca fui fã desse treinador, disse que esperaria para ver.

Não concordei com a tese que ele já estava com esse elenco ano passado e, portanto, o time deveria começar o ano voando. Em 2019 ele pegou o time na metade final do Brasileiro. Não teve tempo de implantar sua metodologia, suas idéias de trabalho.

Agora começando com a pré-temporada, isso foi possível. O time mudou seu jeito de jogar.Tabelas, ultrapassagens, retomada, pressão no campo adversário, enfim, tudo que ele pensa sobre o futebol estamos vendo no São Paulo.

Os três últimos jogos foram fundamentais para percebermos em que patamar estamos. Dominamos o Corinthians. Só não ganhamos porque perdemos gols absurdos. Contra o Oeste, uma goleada. Contra a Ponte Preta, neste domingo, vitória sem sustos. E o principal: jogando bem.

Esse era o estágio que eu esperava que o time chegasse nesse momento. quando já temos um mês de jogos realizados e partimos para nossa meta do ano: a Libertadores.

Vamos ser campeões? Não sei. Vamos passar de fase? Não sei. Isso só o tempo dirá. Mas como um apaixonado torcedor, aquele que sempre usa a fé para acreditar sempre, acho que teremos boas coisas a comemorar esse ano. E com Fernando Diniz. Apesar dos pesares.

E para mim o time é esse: Thiago Volpi; Juanfran, Arboleda, Bruno alves e Reinaldo; Tchê Tchê, Daniel Alvese Igor Gomes; Pablo, Pato e VitorBueno.

Vamos torcer muito. Sempre a favor, nunca contra. Acho que vai dar!

O empate de sábado: gols perdidos, arbitragem…

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, não posso ser incoerente em relação à minha opinião. Portanto o empate contra o Corinthians no Morumbi, sábado, foi um resultado ruim para o São Paulo. Assim como achei bom o empate com o Palmeiras, ainda que em Araraquara, mas um clássico com torcida única, não posso achar bom o empate no Morumbi,

Temos com adicionais deste mau resultado o fato do Corinthians ter entrado em campo abalado psicologicamente com a recente eliminação da Libertadores e o fato do time ainda estar sendo remontado, enquanto o São Paulo manteve toda sua estrutura do ano passado.

Isso no entanto não me tira da mente que estamos evoluindo, que o time tem jogado bem, pressionado o adversário. Nos 90 minutos de sábado, o Corinthians foi melhor e pressionou dos 40 aos 45 do primeiro tempo e nos últimos dez minutos de jogo. Ou seja: 15 minutos do total de 90. De resto o São Paulo dominou e criou chances.

O que não pode é o Pato perder o gol que perdeu, cara a cara com Cássio; ou Hernanes que poderia chutar de primeira, mas preferiu entrar de bola e tudo e perdeu a chance; ou Pablo, que bateu com ângulo da entrada da área, mas para fora. O cenário, portanto, se repetiu: o time cria, mas não marca.

Outro agravante que explica – não justifica – o empate é a arbitragem. Foi um escândalo. Vim observando o jogo todo. Três faltas no primeiro tempo. Duas para o São Paulo, uma para o Corinthians. O São Paulo bateu as faltas rapidamente, ele mandou voltar. O Corinthians bateu a falta rapidamente, ele deixou seguir.

Aí teve o pênalti. Não houvesse ele marcado uma falta idêntica a favor do Corinthians dois minutos antes, eu até poderia entender que era uma questão de interpretação. Mas foi muito evidente, escandaloso. Isso também explica – não justifica – o empate.

Então é assim: acho que o time está evoluindo, que o trabalho de Fernando Diniz começa a aparecer. Mas precisa marcar gols. Se colocar a bola para dentro, não vamos chegar a lugar nenhum. Eu continuo acreditando.

Na primeira derrota do ano, São Paulo foi superior. E a arbitragem…

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, O São Paulo conheceu em Santo André sua primeira derrota no ano. Um dos três únicos invictos, até ontem, no Campeonato Paulista, o Tricolor foi batido pela equipe do ABD por 2 a 1, debaixo de muita chuva e um gramado completamente encharcado.

Como eu digo sempre, campo encharcado, sol forte, chuva forte, bola pesada, bola diferente, frio, tudo é comum para as duas equipes. Erros de arbitragem não. De novo tivemos erros contra nós. O primeiro gol do Santo André foi irregular. Houve um pênalti não marcado a nosso favor.

De novo vou na contramão de todos que comentam no Tricolornaweb. Não vejo um fim de mundo, nem risco algum. O São Paulo, assim como o fez contra o Novorizontino, massacrou o Santo André. Vitor Bueno perdeu um gol absurdo; Pablo perdeu outro; Fernando Henrique fez grandes defesas.

O que eu quero dizer com isso? Que o time está criando, está finalizando. Só não está acertando o gol. E isso requer treinamento.

Semana passada trouxemos a informação que, resolvidas as questões de saída de bola e criação, o time treinava finalização. então precisa treinar muito mais.

Nesse Campeonato Paulista, de acordo com o Futstats, o São Paulo chutou 100 vezes ao gol. Mas marcou apenas seis vezes. É muito pouco.

Fernando Diniz precisa acertar a defesa, que sem Bruno Alves ficou uma peneira. Menos mal que ele enfrenta o Corinthians. E para completar, não acho que estamos no caminho errado. Eu só não sou desesperado por resultados. Não quero que o São Paulo se equivalha a Ceará e Botafogo, por exemplo, que já trocaram seus treinadores este ano. Síndrome de time pequeno.

Meu prazo é 05 de março. Por mais que eu queira que o time faça do Campeonato Paulista uma Libertadores, não me parece que o São Paulo ficará fora da fase decisiva do Campeonato.

Portanto, sem desespero agora.

São Paulo foi operado em empate com Novorizontino

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, poucas vezes presenciei algo tão acintoso, de flagrante incapacidade atrelada a má índole de um trio de arbitragem. Aliás, vou falar de uma dupla de arbitragem, pois o bandeira que estava acompanhando a defesa do São Paulo no primeiro tempo nada teve a ver com a lambança feita.

Os erros, que classifico como roubo também no Morumbi, desrespeitaram o torcedor, o jogador, o clube e o próprio futebol. Não há esporte que sobreviva com pessoas da estirpe deste juiz e do bandeirinha que anulou os dois gols legítimos de Alexandre Pato.

O São Paulo empatou 1 a 1 com o Novorizontino. O placar moral seria, no mínimo, 4 a 1. Dois gols legítimos anulados; três pênaltis claros não marcados. E vejam que considero 4 a 1 porque seriam os dois gols de Pato e considero que o São Paulo poderia desperdiçar dois dos três pênaltis. Se convertesse todos seria 6 a 1.

A superioridade do time foi flagrante. O goleiro Thiago Volpi não fez uma única defesa. Reconheço que o time esteve aberto a contra-ataques, mas vi uma rapidez muito grande na recuperação do time, na transição ataque defesa, a ponto de não permitir uma única chance de gol para o time do interior – a única que a defesa não chegou, saiu o gol -.

Vi muitas críticas de torcedores pelo fato do São Paulo não ter vencido o time reserva do Novorizontino. Mas convenhamos: com todos estes ingredientes colocados no cardápio molhado do Morumbi, é possível criticar o time? Sem contar os erros que nos tiraram a vitória, há ainda a presença do goleiro Oliveira, com, no mínimo, quatro defesas impressionantes, evitando gols do São Paulo.

Foi um massacre. Aliás, foram dois massacres: o do São Paulo contra o Novorizontino, e o da arbitragem contra o São Paulo.

Apesar de reconhecer que a imprensa, em sua maioria, tratou o assunto como deveria ser tratado, vi alguns sites colocando que a arbitragem foi polêmica. Ridículo. Não teve nada de polêmica. Teve de incompetência e assalto, isso sim.

Espero que a diretoria faça o que tem que ser feito. Raí foi correto ao ir à zona mista e detonar a arbitragem para a imprensa; Lugano foi correto em detonar a arbitragem em suas redes sociais; mas falta o principal: Leco tem que ir à Federação Paulista de Futebol, exigir providências, romper com a FPF e colocar o time reserva – ou sub-20 – para disputar o restante do Paulista. Mas acho que aí já é pedir demais para essa diretoria.

Não aceito críticas de impotência do time no jogo desta segunda-feira. Nenhum time consegue jogar contra uma arbitragem tão danosa quando a que tivemos nesse jogo. Por isso continuo vendo, sim, evolução no time. Sigamos em frente.

Longe do ideal, time está evoluindo

Amigo são-paulino, leitor do Tricornaweb, vi os comentários aqui no site e nas redes sociais e continuo achando que o pessimismo exagerado está imperando, com muita força, em nossa torcida. Se ganha um jogo, ganhou, porque o adversário é fraco. Se perde, é porque nosso time é muito fraco.

Empatamos um clássico contra o Palmeiras, com mando do adversário, ou seja, torcida única contra, empatamos, jogando melhor em vários momentos da partida e só ouvi reclamações. Ganhamos ontem da Ferroviária, em Araraquara, de virada, mostrando que o time não se abateu quando tomou o gol, e continuei lendo e ouvindo lamentações.

Estamos esquecendo que esse é apenas o terceiro jogo pós pré-temporada, que o preparo físico ainda não é o ideal – aliás, está longe de ser alcaçado – e que a qualidade técnica padece desta falta de estágio físico.

Quando sofreu o gol, o São Paulo já tinha perdido duas oportunidades com Pato (uma que o goleiro defendeu e outra que foi no travessão, uma com Pablo. Depois que sofremos o gol o time não se abateu, foi para cima e logo empatou, um golaço de Hernanes.

Começou o segundo tempo e viramos o jogo. O São Paulo continuou conduzindo as ações, apesar da Ferroviária ter sido obrigada a sair para o jogo.

Na realidade, nosso sofrimento maior foi nos últimos minutos, quando o recuo foi excessivo e a Ferroviária chegou a ter uma chance clara aos 48 minutos. E acho que, bem treinado, o time que começou ontem tem que ser o titular para sempre.

Mas no balanço, a vitória foi importante e se olharmos a tabela de classificação geral, só estamos atrás do Santo André, que fez três jogos e teve três vitórias. E estamos reclamando do time, que não rende, que isso e aquilo.

Repito: não estamos jogando o futebol dos sonhos. Mas eu quero isso? Nesse momento, o que eu quero são vitórias e títulos. O resto a gente vê depois.

Empate com Palmeiras pode ser considerado bom resultado

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, temos que perder esse complexo de vira-lata, acabar com o pessimismo extremo que possuímos – enquanto torcedores do São Paulo – e olhar com um pouco mais de boa vontade o que acontece.

Em qualquer época da história do futebol, um empate num clássico, quando o mando é do adversário, e hoje isso significa torcida única -, te que ser tido como bom resultado. Se alguém tem que lamentar o resultado deste domingo, em Araraquara, esse alguém é o Palmeiras.

Ao contrário da maioria dos comentários que li no Opinião de são-paulino, os quais respeito, não entendo que o São Paulo foi dominado e se safou da derrota. Concordo que o jogo foi fraco tecnicamente, mas credito isso ao fato de ser o segundo jogo após a pré-temporada, sob um sol de 35 graus centígrados.

O São Paulo teve maior domínio das ações no primeiro tempo, pressionou a saída de bola do Palmeiras. Isso naturalmente cansa mais do que o normal.

O Palmeiras teve duas grandes oportunidades. E uma Dudu apareceu cara a cara com Thiago Volpi, que fez grande defesa; na outra Ramires acertou a trave, com chute de fora da área. O São Paulo também teve duas: com Hernanes, chutando de fora da área, a bola desviando em Gomez e indo a escanteio, mas passando raspando a trave, e outra com Helinho, chute de fora da área para grande defesa de Wewerton.

No segundo tempo, as chances também foram iguais: o Luiz Adriano acertou uma cabeçada no travessão e o Daniel Alves perdeu aquele gol absurdo, após lançamento brilhante do Thiago Volpi.

Portanto não vi o Palmeiras superior ao São Paulo em nenhum momento. Ah! Os últimos dez minutos. Verdade. O São Paulo se fechou e o Palmeiras foi para cima. Mas criou alguma chance efetiva? Não.

Uma derrota no clássico deste domingo não seria prenúncio de rebaixamento no Brasileiro, nem eliminação precoce na Libertadores, assim como uma vitória não seria certeza de título nessas mesmas competições. Mas, como parâmetro do que pode vir por aí, estou confiante que 2020 nos trará algumas alegrias.

Não sei se estou sozinho nessa balada. Mas vou seguir otimista, afinal, torço para o Time da Fé.