Vitória contra o Palmeiras mostra que o caminho certo começa a ser trilhado

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, foi um sábado memorável. O São Paulo, desacreditado por todos – inclusive por sua própria torcida – venceu o melhor time do País e não sofreu. A vitória foi conquistada de maneira natural, como “manda a lei”, dentro de um jogo de futebol.

Confesso que, assim como toda a torcida, fiquei apreensivo quando vi a escalação. Na sexta-feira cogitava-se que ele poderia entrar com três zagueiros, mas seria Lugano o líbero. No sábado surgiu a informação de que Buffarini teve nova lesão muscular e estaria fora do jogo. Mera substituição dele por Bruno e o resto permaneceria igual. Quando vi a escalação, com Lucão na zaga, Maicon como líbero e Marcinho na ala direita, me preocupei. Vi um time extremamente ofensivo, mas me perguntei: tinha que ser assim logo contra o Palmeiras?

A resposta veio logo e mostrou que Rogério Ceni estava absolutamente certo. Os três zagueiros jogavam bem abertos quando o time estava com a bola. Lucão e Rodrigo Caio viravam dois laterais, Maicon ficava centralizado e Jucilei guardava toda a defesa. O São Paulo atacava forte com Marcinho e Junior Tavares pelos lados, Cícero municiando o ataque, Luiz Araújo ganhando quase todas as jogadas e Pratto flutuando pelo meio da área. Quando era atacado, os três zagueiros fechavam, Marcinho e Junior recompunham a defesa, com Jucilei e Cícero à frente. A importância de Marcinho também foi no sentido de correr para cima do Michel Bastos. Jogando como lateral, ele não teria fôlego para aguentar o jogo todo.

Perceberam que falei todos os nomes, menos o de Cueva. Ele nem atacou, nem recompôs a defesa, nem ajudou, nem nada. Preciso perguntar a Freud o que está acontecendo como peruano para ver se ele explica.

Em alguns momentos do primeiro tempo o Palmeiras teve mais tempo de posse de bola. Mas os números, aos quais Rogério Ceni se apegava tanto, não foram suficientes para dar a vitória aos verdes.

É importante destacar que vi no time muita obediência tática e muita determinação. O primeiro tempo terminou em 0 a 0, mas vi o São Paulo, tão desacreditado, jogando de igual para igual com o Palmeiras, tido como o melhor time do Brasil.

No segundo tempo – vejam o que escrevi acima, sobre Marcinho e Michel Bastos -, Marcinho aproveita falha de Michel, toca uma bola perfeita para Lucas Pratto que maca um belo gol, colocando a bola entre o goleiro e a trave. Esse mesmo Pratto que, depois, faria uma assistência perfeita para o gol de Luiz Araújo.

Nem o pênalti para o Palmeiras, logo após o primeiro gol, tirou os jogadores do sério. Me parecia que, ainda que sofrêssemos o gol de empate, buscaríamos a vitória. Mas eles ajudaram, mandando para fora. Fiquei impressionado com a forma que o São Paulo administrou o jogo e a vitória. Tentei me lembrar uma defesa de Renan e não consegui. Houve um chute que passou raspando a trave no começo do jogo, do Jean, e o pênalti que o mesmo Jean perdeu. De resto, não foi uma única bola ao gol. Sinal que o sistema defensivo funcionou perfeitamente. E o ataque também.

Não sei se esse será o esquema mantido para os próximos jogos, mas sei que o caminho certo começa a ser trilhado. Por isso que sempre é bom dar tempo ao tempo. Ele nos mostra quando estamos certos e quando estamos errados. Vamos São Paulo!

 

Vitória contra ninguém, mas de importância interplanetária

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb. Fui para o Morumbi nessa segunda-feira – como o faço em TODOS os jogos do São Pasulo – ciente de que não veria um show de futebol. Aliás, esse time, pelo que mostrou até agora, não nos permite esperar apresentações de gala. Mas fui na certeza que o São Paulo venceria a partida. E como disse Jucilei, “não importa se de um ou meio a zero”. O importante era ganhar.

Vejamos: se tivesse ocorrido uma tragédia e o São Paulo perdido o jogo do Avaí, certamente hoje uma imensa crise estaria instalada no Morumbi. Uma diretoria que mal assumiu – não falo do presidente, que é reincidente – levaria nos ombros uma culpa que não tem, mas por estar “de plantão” seria levada a debelar a crise. E isso passaria, necessariamente, pela demissão de Rogério Ceni e contratação, quase de forma imediata, de um técnico que chegasse, com o campeonato em andamento, e desse um jeito nesse time.

A vitória sobre o pobre coitado do Avaí, no mínimo, afastou essa crise e devolveu o ar para Rogério e os jogadores respirarem, tirando aquele sufoco por que eles estavam passando.

Os mais céticos, por redes sociais ou mesmo no estádio, já faziam contas de que faltam 42 pontos, ou que, no jogo em que valiam seis pontos, ganhamos a parada. Vão ser negativos assim prá lá. E não vou falar que tenho otimismo cego e que acho que, depois deste jogo, o campeão voltou.

Rogério Ceni continua errando em substituições. O jogo estava controlado e o São Paulo dominava o meio de campo, quando Thiago Mendes se machucou. Entendi o viés ofensivo de Ceni ao colocar Thomas no lugar de Thiago. Mas o meio de campo se quebrou e o Avaí passou a dominar a partida. O erro só foi corrigido quando ele colocou João Schmidt em campo no lugar de Cueva. Aí voltamos a ter domínio do jogo e até chegamos ao segundo gol.

O que ficou patentado mais uma vez foi o total mau preparo físico do elenco. No primeiro tempo o time voou, criou chances, dois golaços poderiam ter saído – Pratto e Cueva -, domínio completo. Cícero espetacular, Jucilei nem se fale, Rodrigo Caio cobrindo Lugano, Thiago Mendes voando. Chegou o segundo tempo e nos sobrou Jucilei, realmente um gigante. Os demais sucumbiram ao cansaço. Isso porque só estamos jogando uma vez por semana. Algo tem que ser feito de maneira urgente para resolver essa questão física. E não me parece que possa ser outro caminho, a não ser a troca do preparador físico.

Então, para finalizar, a vitória foi sobre um simples Avaí, mas teve importância interplanetária para o momento em que vivemos. Nosso primeiro semestre acabou em três jogos. Nosso ano poderia ter acabado na segunda rodada do Brasileiro. Há os que digam que estamos em décimo primeiro lugar, dois pontos acima da zona de rebaixamento. Eu prefiro ver que estamos em em décimo primeiro lugar, mas a um ponto da zona da Libertadores, ou a três pontos do titulo.

A nova diretoria e o patrocínio

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, tenho sido muito cobrado por alguns leitores a me posicionar sobre a nova diretoria. Já o fiz no Jornal Tricolornaweb. Cheguei a intitulá-la de “Ação entre amigos”. Também vi muitas críticas ao novo patrocínio obtido pelo São Paulo, junto ao Banco Intermedium e a MRV Engenharia. Pois bem, vamos ao fatos e à minha opinião. Lembrando que em ambos os casos meu posicionamento já foi firmado no Jornal Tricolornaweb.

Tenho dito consecutivamente que não faço críticas à diretoria antes de seis meses de gestão. Esse é o tempo mínimo que julgo necessário para um cidadão tomar posse de seu cargo, analisar o que tem para trás, ver o que está previsto para a frente e passar a desenvolver seu trabalho, já com tempo de mostrar algum resultado ou, ao menos, permitir que se vislumbre alguma coisa de futuro. Foi assim nas gestões de Marcelo Portugal Gouvea, Juvenal Juvêncio, Carlos Miguel Aidar e não será diferente com Leco.  Lógico que críticas ou elogios pontuais vão surgir aqui. Isso é do dia a dia.

O presidente reeleito tem uma novidade pela frente: implantar o novo estatuto. Diz que exinguem-se os cargos de vice-presidentes e diretores adjuntos, na área executiva, excetuando-se aí o Social. E que profissionais do ramo, com pleno conhecimento, deveriam se contratados. Leco optou por colocar conselheiros nessas funções.

Pois bem: será que um professor de Finanças da Faculdade de Administração de Empresas da Universidade Mackenzie, há longos anos, não tem competência para ser o diretor Financeiro do São Paulo? Será que um engenheiro com 30 anos de carreira, tendo exercido sua profissão em grandes empresas nacionais, ocupando altos cargos, não tem competência para ser diretor de Infraestrutura do São Paulo? Será que um jornalista, que atuou na Veja – por mais que eu abomine essa revista, tenho que reconhecer que é a maior do País – e outros órgãos da grande imprensa, sendo secretário de Comunicação do governador Geraldo Alckmin, não tem competência para ser o diretor de Comunicação? Será que um administrador de empresas, apesar de jovem, não tem competência para ser o diretor Administrativo do São Paulo, exatamente por ser jovem? Mas não vivemos brigando contra a velha guarda e querendo renovação? Talvez tenha ficado um grande ponto de interrogação no diretor executivo de Futebol. Esse realmente não tem a experiência desejada, mas, volto ao ponto de partida, vou dar tempo para ele mostrar sua competência.

Não estou com isso dizendo que essa diretoria será fantástica, que o diretor de Comunicação e Marketing vai revolucionar o mercado, que o diretor financeiro vai zerar o déficit ou que o diretor de Infraestrutura vai acabar com as rachaduras por ventura existentes no estádio num passe de mágica. O que entendo é que, apesar de ter sido uma espécie de ação entre amigos, não foram colocados paraquedistas nas funções. E, convenhamos, pense junto comigo, se você assume um cargo e tem que contratar profissionais, os tendo ao seu lado, sendo conhecidos seus,  você também vai optar por eles. Eu faria assim. É uma questão de confiança.

Quanto ao patrocínio, que prevê que em três anos o São Paulo vai receber R$ 42 milhões – R$ 14 milhões por ano -, não vejo com olhos negativos como muitos tem visto. Sei que é muito pouco para um clube do tamanho do São Paulo, mas nesse momento está valendo aquela máxima: “Tuas glórias vem do passado”. O presente está nebuloso.

Mas vejamos: temos o menor valor de patrocínio de camisa entre todos os grandes. Mas Palmeiras, Santos, Botafogo, Grêmio, Atlético-MG e até o Atlético-PR estão disputando três torneios simultaneamente: Libertadores, Brasileiro e Copa do Brasil; o Flamengo, que acaba de ser eliminado da Libertadores, tem Brasileiro e Copa do Brasil e entrará na Sul-Americana; Cruzeiro também tem Brasileiro e Copa do Brasil; o Corinthians e o Fluminense seguem na Sul-Americana, além do Campeonato Brasileiro. Lembrando que todos estes torneios seguem o ano inteiro. E o São Paulo? Apenas Campeonato Brasileiro. Contem quantas vezes, no máximo, nossos jogos serão mostrados até o final do ano, seja em TV aberta, seja em fechada, e contem a quantidade de jogos destes outros times. Como poderemos ter patrocínio maior que os outros?

Só revertendo o quadro atual no campo, ganhando o Brasileiro ou, no mínimo, indo para a Libertadores no próximo ano, poderemos melhorar essa situação. O contrato feito com o Banco Intermedium prevê, que após um ano e meio de vigência, se surgir alguma proposta superior ele tem que cobrir ou, ao menos igualar. Se não o fizer, o contrato é rescindido sem qualquer multa.

Vamos tentar ter um pouquinho de otimismo, apesar de reconhecer que é muito difícil. Mas ficar com negativismos, torcendo para que tudo dê errado, não vai levar o São Paulo a lugar nenhum. Sensacional a campanha que os torcedores estão fazendo mostrando união com o time. Isso ganhou as redes sociais e emocionou os jogadores. Espero que eles não tenham sangue de barata e que comecem, já nesta segunda-feira, a dar a volta por cima.

O Tricolornaweb mantém sua posição e slogan que ostenta há 13 anos: é o site que está com o São Paulo.

 

Derrota esperada em jogo “perdível”

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, nada fora do que poderia ser esperado: o São Paulo perdeu para o Cruzeiro no Mineirão, na estreia do Campeonato Brasileiro. Ou vocês esperavam por algo diferente?

O Brasileiro é um campeonato longo, com 38 rodadas. A média que todos os treinadores fazem é de 76 pontos para conquistar o título. São 19 vitórias em casa e 19 empates fora, podendo perder um jogo, mas recuperando com uma vitória fora do Morumbi. Isso, repito, na média. Portanto o resultado viável seria o empate neste domingo. Se perdemos, teremos que encontrar algum adversário aí e ganhar, digo, fora de casa.

Ao contrário da última quinta-feira, o São Paulo não jogou mal. Desta vez serei obrigado a concordar com Rogerio Ceni que o time teve o domínio da bola por mais tempo, criou algumas oportunidades, mas não conseguiu marcar. O Cruzeiro, além de um erro grotesco de Rodrigo Caio, com ótima defesa de Renan, teve o lance do gol, que foi uma infantilidade absurda de Maicon. Aliás, de todo o sistema defensivo, porque ele saiu para cobrir a lateral, Rodrigo Caio foi cobrir Maicon e ninguém cobriu as costas de Rodrigo Caio. Talvez se tivéssemos tido “tempo para treinar” erros assim poderiam ser evitados, em razão do posicionamento.

Não concordei, no entanto, com a escalação do time. Por que João Schmidt? Vai embora em um mês, não está comprometido, não entra em dividida e seus passes são sempre para trás ou, no máximo, de lado. Não há um passe sequer em evolução. E não é um bom marcador. Deveria ser afastado do elenco, ou no máximo compor banco. Ali deveria estar jogando Cícero. Se ele não estava em condição, que entrasse com o Thomas.

Outro fator muito claro: continuamos dependendo unica e exclusivamente do Cueva. Se ele joga, o time vai bem. Se não joga, o time padece. E mais uma vez Cueva não jogou. Foi muito bem substituído no intervalo, mas Rogerio, mais uma vez, errou, pois deveria voltar com Thomas, não com Luis Araujo. Ele quis dar velocidade ao time, mas quem iria armar o jogo? Ninguém. E Luis Araujo, de novo, entrou achando que era o Neymar. Até fez duas boas jogadas, mas de resto, foi o Marlos versão 2017.

E o Junior Tavares? O badalado lado esquerdo do São Paulo, que dava certo contra o Oeste, a Linense, o Santo André, viveu uma soberba. Luis Araujo já virou banco. E Junior Tavares tem que sentar no banco um pouco também. É hora de colocar esse Edimar para jogar para vermos no que é que dá.

Vamos ter uma semana pela frente. Só temos o Campeonato Brasileiro para jogar e, via de regra, teremos uma semana para treinar. Vamos lá que segunda-feira da outra semana será o Avaí em casa. Se hoje o jogo era “perdível”, o próximo é absolutamente vencível. E só isso. Vencível!

Mais um vexame. E outros podem vir por aí.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, de novo vivemos um vexame dentro de nossa casa. Isso mostra o quanto o São Paulo se apequenou nos últimos tempos. Depois de sermos eliminados num Campeonato Paulista por um time como a Penapolense, por exemplo, ou mesmo fora de nossa casa na Copa do Brasil pelo Juventude, time da série C do Brasileiro, agora somos eliminados pelo Defensa y Justicia, time que nunca disputou um torneio internacional em sua história e ostenta a 14ª colocação no Campeonato argentino.

Seria fácil demais eu chegar aqui e ficar xingando o presidente, o diretor de futebol, o técnico. Mas espera um pouco: como vou bater no Vinicius Pinotti, se ele assumiu o cargo na véspera da tragédia? O Rogério Ceni está implantando um trabalho. Reconheço que tem sido muito falho até agora, mas ainda sou daqueles que continuam apoiando sua permanência. E vou citar como exemplo o Corinthians, responsável pela maior vergonha da história do futebol brasileiro em torneios internacionais (exceção feita aos 7 a 1 da Alemanha), ao perder para o Tolima na pré-Libertadores. Ali, quando todos fritaram indelevelmente o Tite, o presidente bancou sua permanência, foi às comprar, montou um time competitivo e foi campeão da Libertadores do ano seguinte e mundial.

Esse é o exemplo que deve ser seguido. Leco, a quem responsabilizo, sim, por essa situação, afinal ele já está no cargo há quase dois anos, tem que pegar o touro a unha e ir buscar jogadores que cheguem para serem titulares. Chega de fazer política, presidente. De ficar dando espaço para pessoas que falam o que o senhor gosta de ouvir. Aqueles que o criticam querem, tenha certeza, seu sucesso. Sua eleição já passou. Agora só daqui a três anos e meio e o senhor não pode se candidatar a mais nada. Então largue a política de lado e vá para as compras. Nós, sócios e torcedores, hoje pagamos o seu salário, de acordo com o novo estatuto, e temos, mais do que nunca, o direito de cobrá-lo.

Agora vou me referir a  Rogério Ceni.  M1TO, sem dúvida alguma o maior ídolo da nossa história, mas completamente imaturo para ser técnico de um dos maiores clubes do mundo – ao menos na história -. Entretanto defenso sua permanência, me baseando no exemplo que dei acima. Só que ele tem que descer do pedestal, deixar a arrogância de lado e admitir que o time está uma draga. Não há padrão tático, não há jogadas ensaiadas, a defesa é falha, o ataque ineficiente e há erros de passes de meio metro. Falta confiança nos jogadores, além de competência técnica. Não adianta ficar com essa conversa de que tivemos 60 ou 70 por cento de posse de bola, que evoluímos, que isso ou aquilo.

A conclusão lógica e única é que fomos eliminados pela terceira vez em três jogos seguidos, de três campeonatos diferentes. E nessa  última com um agravante: tivemos 17 dias só para treinar. E o time conseguiu piorar. E muito.

Me desculpem sequer ter falado do jogo em si. Desnecessário. Todos viram o que foi o São Paulo, um arremedo de time. Jogadores sem noção de responsabilidade em campo. Os que tinham, faltava a técnica. Por isso atribuo a maior parte da culpa aos jogadores, que não tem competência, em sua maioria, de vestirem o nosso manto.

Temo pelo Brasileiro sim. Ou, repito, Leco assume a responsabilidade e sai às compras, ou no final do ano estaremos lamentando outra tragédia em nossa história, já tão manchadas pelos últimos papelões.

Antes de criticar, vamos dar o tempo necessário

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, alguns leitores estão me cobrando, no site ou por e-mail, um posicionamento firme quanto às indicações feitas por Leco para a diretoria executiva. O nome mais discutido é o de Rodrigo Gaspar que, surpreendentemente para todos, foi nomeado diretor Administrativo, cargo que será remunerado. Portanto, ele terá que deixar o Conselho Deliberativo.

Todos que acompanham o Tricolornaweb desde seus primórdios, em 2002, conhecem minha conduta e maneira de tratar as diretorias do São Paulo. Dou seis meses de crédito, para que a diretoria possa ver onde se meteu, o tamanho do buraco, mostrar para o que veio e começar a trabalhar. Entendo ser este um tempo mais do que suficiente, em três anos que tem a duração do mandado do presidente, para que as coisas aconteçam ou se mostrem como serão.

Fiz isso com Marcelo Portugal Gouvea, Juvenal Juvêncio, Carlos Miguel Aidar (até com ele), por que não faria com Leco? Sim, podem dizer que ele foi reeleito, portanto já conhece o tamanho do buraco e é co-partícipe desta situação. Eu digo, então, que agora é tudo diferente. Enquanto lá atrás um advogado era vice-presidente de Marketing, hoje há um profissional do setor. O vice-presidente Administrativo era alguém que nada tinha a ver com a profissão. Hoje temos um profissional, ainda que conselheiro.

O que não entendo, e isso deixei claro no meu comentário do Jornal Tricolornaweb desta sexta-feira, é a razão de tantos conselheiros que profissionalmente estão identificados com as funções que irão exercer, agora remunerados, e outrora não serviam para os cargos. Isso nem Freud conseguirá entender.

Outra coisa: também disse em meu comentário na Rádio Tricolornaweb que as indicações estão me parecendo uma ação entre amigos. Mas vamos entender: eu, ou você, assumindo um cargo de tanta importância como é o de presidente do São Paulo, colocaria um inimigo ou desconhecido para ocupar determinado cargo de, também, grande importância? Por mais que o estatuto tenha profissionalizado o clube, não me parece que funcioná como uma verdadeira empresa, onde o chefe do RH vai a uma agência de empregos, solicita um profissional, seleciona e contrata. Aqui a situação é um pouco diferente.

Voltando a Rodrigo Gaspar, o nome mais questionado dos que foram indicados, fiz uma rápida busca em seu perfil no Linkedin e fiquei positivamente surpreso. Pelo que apresenta ali – e  parto do pressuposto que ninguém vai mentir deliberadamente num perfil público -, tem extrema capacidade para exercer essa função. Elias Albarello e Márcio Ait também condizem com suas funções, mediante retrospectos profissionais apresentados. Minha dúvida fica por conta de Vinicius Pinotti à frente do futebol. Mas, então, volto ao ponto de partida deste editorial para frisar que é de meu feitio dar seis meses de prazo, uma espécie de carência, para que os trabalhos surtam efeito ou, no mínimo, mostrem indicativos futuros. E assim vou proceder.

Dia 15 de maio surgirão novos nomes no Conselho Administrativo. Vamos aguardar para ver o que mais virá. E boa sorte, São Paulo. Sucesso a todos. O bom desempenho de vocês terá como resultado um São Paulo mais forte. Não jogo contra, sempre a favor. Portanto, vamos ao trabalho.

Mais uma vez o Tricolornaweb saiu na frente

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, mais uma vez saímos na frente. No Cantinho da Política, quadro que mantivemos agora dentro do Jornal Tricolornaweb, antecipamos todas as escolhas feitas para a composição do Conselho Administrativo e da diretoria.

Já antes da eleição havíamos antecipado que Júlio Casares, Silvio Médici e Adilson Alves seriam os indicados pela chapa da situação para concorrer, no pleito, para o Conselho Administrativo. Alguns dias depois os demais órgãos de imprensa começaram a dar vazão a essa informação.

Na sexta-feira anterior à eleição, também foi o Tricolornaweb o primeiro a informar que a oposição estava apresentando três cheques que teriam sido dados por Abílio Diniz a Leco, em 2015. Somente no dia seguinte os demais sites publicaram a informação.

Na véspera do último dia para inscrição das chapas, também foi o Tricolornaweb o primeiro veículo a anunciar o nome de Sergio Barbour, que seria o vice de José Eduardo Mesquita Pimenta.

Agora os fatos se repetem. O Tricolornaweb levantou a possibilidade de Adalberto Baptista ser um dos indicados ao Conselho Administrativo. Teria partido de Roberto Natel essa indicação. Três dias depois darmos a notícia os demais órgãos de imprensa começaram a reverberar a informação.

No Jornal Tricolornaweb desta quinta-feira (27), demos a informação que Adalberto Baptista tinha caído e seria Julio Conejero, genro de Juvenal Juvêncio, o terceiro nome indicado para compor o Conselho Administrativo, entre os independentes. Agora vejo alguns sites começarem a dar essa informação.

O Tricolornaweb também informou, com quase uma semana de antecedência dos outros órgãos, que Vinicius Pinotti seria o diretor de Futebol e Carlos Belmonte do Social. Na última quarta-feira antecipamos que Elias Barquete Albarello foi convidado para assumir a diretoria financeira. E nessa quinta-feira fomos os primeiros a dar que Marcelo Portugal Gouvea Filho foi convidado para a diretoria jurídica.

O Tricolornaweb é isso: jornalismo sério, sem sensacionalismo, com informação responsável e precisa, sempre à serviço do São Paulo. Mas entendam: estar à serviço do São Paulo não significa abaixar a cabeça e aceitar qualquer informação de cabresto. Aqui existe fonte séria, que sabe o que fala.

Por isso o Tricolor continua sendo o site que está com o São Paulo.

Obrigado a todos vocês que nos acompanham e fiquem certos que aqui não se dorme em serviço.

As eliminações foram no Morumbi. E ainda teve juiz ajudando!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo não foi eliminado da Copa do Brasil na quarta-feira, muito menos para o Corinthians neste domingo. As eliminações ocorreram nos dois jogos do Morumbi, quando perdemos de 2 a 0 e tornou-se missão impossível a recuperação.

O São Paulo que vimos em Belo Horizonte foi aquele que deveríamos ter visto no jogo do Morumbi, e não o vimos. Futebol agressivo, partindo para cima, com vontade, raça e querendo ganhar o jogo. Não fosse a lambança do Rodrigo Caio, quem sabe a primeira missão impossível não teria acabado com êxito.

Mas a segunda foi neste domingo. E de novo com a participação decisiva da arbitragem. Já no jogo do Morumbi, no primeiro gol Jô estava impedido. Hoje, mais uma vez, o impedimento. E foi escandaloso, sem necessidade de replay ou coisa semelhante. Pior: teve um idiota, verdadeiro idiota, que se diz analista de futebol porque foi árbitro – ruim demais, diga-se de passagem – Paulo Cesar Oliveira, que brigou com a imagem na Globo e quis provar que a bola desviou em Pratto. Corinthiano como ele é, não poderia fazer outra coisa, a não ser justificar o erro medonho do bandeirinha.

Mas no jogo em Itaquera o São Paulo entrou jogando na frente, como se esperava. Dominou o Corinthians, teve posse de bola. O Corinthians ficou acuado em seu campo. O gol, impedido, saiu no último lance do primeiro tempo. Aliás, tivesse o péssimo árbitro marcado a falta de Romero em Maicon, que era até para expulsão, esse lance não aconteceria. E, digo mais: nem falta foi no lance.

Evidente que o São Paulo entrou muito tenso no segundo tempo. É fato que, fanático como eu sou e ardente cumpridor do “Time da Fé”, esperava o tal milagre, apesar de ter plena consciência, quando voltava à realidade, de que seria impossível. Quanto mais depois do gol. O time ainda encontrou seu gol, mas com o empate nos despedimos do Paulista.

Agora sobram 17 dias para Rogerio Ceni dar padrão a este time. O próximo jogo será dia 11 de maio, pela Sul-Americana na sequência começa o Brasileiro. É o tempo que a nova diretoria tem para se estruturar, correr atrás de jogadores, reforçar este elenco e Rogerio dar o descanso necessário para o grupo, para não ficar depois falando que os jogadores estão cansados. Com 17 dias para descanso e treinamento, não vou admitir desculpas lá na frente. Ainda que sejam do M1TO.

As surpresas desagradáveis que o São Paulo nos causa

Quando você pensa que tudo vai bem, que as coisas vão começar a melhorar, que o novo estatuto vai trazer rigidez no trato das coisas do São Paulo, você acaba deparando com alguns absurdos que te deixam incrédulo e sem força de ser otimista. Quanto mais quando você pega para analisar nomes que podem compor o Conselho Administrativo, síntese maior de mudança no novo estatuto.

Vamos observar como será formado este Conselho: presidente e vice-presidente eleitos (Carlos Augusto de Barros e Silva e Roberto Natel), três eleitos pelo Conselho Deliberativo (Júlio Casares, Adilson Alves e Silvio Médici), três independentes indicados pelo presidente, com qualificações específicas, mas aprovados pelo Conselho de Administração (nesse momento apenas Raí foi indicado) e um indicado pelo Conselho Consultivo. É a qui que a coisa pega.

O Conselho  Consultivo do São Paulo é formado por conselheiros e consultores. A indicação tem que ser, obrigatoriamente, entre os conselheiros. Ali estão todos os ex-presidentes da diretoria e do Conselho Deliberativo. E sabem, amigos leitores, quem ainda fazer parte deste Conselho? Carlos Miguel Aidar. Sim, o nefasto ex-presidente do São Paulo pode, num repente, ser indicado pelo Conselho Consultivo e isso independeria de aprovação de qualquer outro órgão.

Vejam quem são os conselheiros do Consultivo: Affonso Renato Meira, Carlos Miguel Aidar, Fernando Casal de Rey, Ives Gandra Martins, José Augusto Bastos Neto, José Carlos Ferreira Alves, José Douglas Dallora, José Eduardo Mesquita Pimenta, laudo natel, Milton José Neves, Paulo Amaral e Paulo Planet Buarque.

Apenas para satisfazer qualquer curiosidade, os consultores são: Abílio Diniz, Claudia Lúcia Fonseca Fanucchi, José Eduardo Martins Cardoso, Marcos da Costa, Paulo de Barros Carvalho, paulo Nathanael Pereira de Souza, Pedro paulo Teixeira Manus, Roberto Justus e Sydney Sanches. Mas esses, repito, não podem ser indicados, por não serem conselheiros.

Entre os membros do Conselho Consultivo, José Eduardo Mesquita Pimenta não pode ser indicado. Primeiro porque concorreu à eleição e foi o candidato derrotado. Além do mais, é presidente do órgão e cabe a ele indicar, não ser indicado.

É evidente que não me passa pela cabeça que ele indique Carlos Miguel Aidar. Mas estou escrevendo esse artigo para manifestar meu inconformismo com sua presença ainda neste Conselho. Ele foi expulso do Conselho Deliberativo. Já à época eu manifestei minha repulsa ao fato dele ainda permanecer como sócio do clube e eu ter que, uma hora ou outra, cruzar com ele naquele espaço.

Mas agora vi que a coisa é pior ainda: ele não só continua sócio, como também participando do órgão que deveria, em tese, reunir os cardeais são-paulinos, aqueles que tem exemplo a dar para o clube. E o legado que ele deixou não pode, em hipótese alguma, ser respaldo para algum cargo em qualquer lugar do São Paulo.

Espero estar enganado, mas nesses primeiros dias pós eleição, nada mudou no ambiente do Tricolor. E lembrem-se que agora o Cantinho da Política é um quadro dentro do Jornal Tricolornaweb. Hoje à noite trarei novidades deste tabuleiro de xadrez.

Um São Paulo diferente que voltou a animar a torcida

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a vitória do São Paulo sobre o Cruzeiro nesta quarta-feira, em Belo Horizonte, por mais que nos tenha causado a eliminação da Copa do Brasil, serviiu para dar novo ânimo à o torcida. Ora, o time jogou um futebol redondo, lembrando o início do ano, postado na frente, sufocando os mineiros. Não é exagero falar que poderíamos ter ganho de 4 a 1, tais as chances que tivemos e foram desperdiçadas.

É preciso considerar que Cueva, nosso principal jogador, esteve numa noite irreconhecível. Talvez em posição errada, o fato é que ele fez jogadas bisonhas e perdeu todas as bolas. Ainda no começo do jogo ele perdeu duas oportunidades: a primeira num chute cruzado de Cícero, quando ele não conseguiu desviar a bola e a segunda, muito clara, de frente com o goleiro, tentou tirar tanto que tirou do gol.

Lucas Pratto, além do gol, e de sair da área para criar várias jogadas perigosas, teve também grande oportunidade, e a bola bateu no travessão.

Tivemos o azar de perder Bruno. Ele começou muito bem o jogo e deixou patente que ele, apesar dos pesares, é o melhor lateral direito que temos no elenco. Sua saída fez com que Wesley fosse deslocado para a lateral, entrando Jucilei no meio. Foi instantânea a melhora do Cruzeiro. O jogo começou a ser feito em cima de Wesley, obrigando Maicon sair sempre na sua cobertura.

No segundo tempo o time continuou administrando o jogo, esperando a chance de atacar. Mas uma falha bisonha de Rodrigo Caio originou o gol de empate. Rogério Ceni colocou Gilberto e Thomas, tirando Cícero e Cueva e o time voltou a crescer.

E voltamos a perder gols: Jucilei, embaixo do gol, jogou por cima; Gilberto teve outra chance, Pratto também. Mas não deu. Gostei muito da estreia de Morato. Num momento em que o sucesso subiu à cabeça de Luis Araújo, é bom ele ficar um pouco no banco. Junior Tavares é outro. A hora que o sucesso descer de sua cabeça, talvez ele volte a produzir para o time.

O que ficou para a torcida, e é onde eu falou que voltou o ânimo, é que houve entrega. E se jogar esse futebol, com essa entrega, domingo, podemos voltar a ter esperança de que nem tudo está perdido. As duas péssimas partidas que fizemos no Morumbi nos colocaram nessa situação. Mas há condição de virar domingo. Essa é a esperança.