João Fonseca

O nascimento de um tricolorzinho e a série invicta.

Me tornei São Paulino aos 8 anos de idade, meu pai Santista Roxo tentou de todas as formas me tornar um “peixinho”, e  realmente não me lembro o porque de não ter sido, lembro-me apenas que foi no ano de 1992 na conquista do mundial que declarei e que sou até hoje São Paulino.

Todo pai tem o desejo que o filho torça pelo seu time, que possam ir juntos ao estádio, assistir aos jogos na TV, brincar e viver essa experiência. É ver um pedacinho de você sendo continuado naquele novo ser.

No dia Sete de Maio deste ano veio ao mundo meu pequeno Gabriel, meu primogênito tricolorzinho e confesso que por momento me preocupei com o legado futebolistico que tentarei passar para ele, afinal são anos de desilusão com um time que foi estraçalhado por diretorias nefastas, e que já a algum tempo não era mais aquele São Paulo que por anos me trouxe tantas alegrias.

Não conheço um pai que deseje um fardo pesado ao seu filho, nem tão pouco que ele vire motivo de chacota por causa de um time de futebol. Tornar meu filho um São Paulino passou de ser uma certeza à infelizmente ser uma dúvida.

Dia Nove de Maio, ainda na maternidade assisti ao primeiro jogo do São Paulo com o meu pequeno nos braços, e a vitória do Tricolor sobre o Rosário pela Sul Americana acendeu um fio de esperança, semana após semana o que vimos foi uma série invicta e uma arrancada impensável até para o mais otimista Tricolor.

Seria sorte de um pequeno Tricolor? Claro que brinquei muito com isso, a cada nova vitória do São Paulo cornetava os amigos “O meu filho nunca viu o São Paulo perder!!!”.

Infelizmente essa maré passou e voltamos para realidade, que na verdade não é, e não deve ser a nossa realidade, o São Paulo que me tornou torcedor é aquele Pré-copa do Mundo, é um time aguerrido, brigador e vencedor, não o time que vimos ano passado e que estamos vendo novamente nessa reta final de Brasileiro.

Nestes últimos anos o São Paulo foi desmontado e esgotado por um misto de soberga e ganância entranhados na administração do clube. Este sopro de esperança no 1º semestre serviu para nos lembrar de quem somos e para onde devemos ir. Nós somos o time da Fé.

É por isso que irei ensinar meu filho a torcer pelo São Paulo, não existe possibilidade de ser diferente. O estrago que foi feito não será reparado do dia para noite, mas espero que em pouco tempo possamos voltar a vibrar muito com o nosso time, e que meu filho possa também viver a experiência de ver um São Paulo vencedor e Soberano!

9 comentários em “João Fonseca

  1. João futebol é uma gangorra, um dia a gente sobe e outro dia a gente desce, só não pode cair para segunda rsrs vida que segue, vamos continuar cobrando os dirigentes mais investimento e seriedade, e o Gabriel vai ser TRICOLOR

  2. Boa noite João.
    Seu pequeno Gabriel terá grandes alegrias e saberá lidar com as fases como atual, afinal a gangorra do futebol é que o torna apaixonante.
    Parabéns pelo seu ótimo texto, sejam felizes.
    Abraço tricolor.

  3. Por mais longa que seja a noite o Sol sempre volta à brilhar.
    Infelizmente demos o azar de nesta geração termos os piores conselheiros e presidentes da história , que tal qual o PT , que teve a oportunidade de mudar o Brasil para melhor , preferiu a corrupção e cargos técnicos direcionados aos amigos do rei.
    Esse ano tivemos um alento do que éramos, e i ano que vem deve ser o ano da retomada do lugar que jamais deveríamos ter deixado que é o topo.
    O Gabriel será muito feliz torcendo para o SPFC.

  4. Gosto do otimismo de gente jovem,
    porem ja deixei claro meu descontentamento do que acontece por aqui.
    No plano politico, que sei nao e o caso, mas apenas para tracar um paralelo, penso e digo.
    Antes, desde sua fundacao tinhamos cidadaos na direcao que realmente buscavam
    o melhor para nossas cores, tivemos os melhores jogadores do paiz e alguns da AS, sempre buscando com amor e raizes os tops para nos representar
    e construimos nossa casa, nossa, e fim de papo.
    Desgracadamente veio essa era contemporanea e nem vou comentar porque valores repugnantes rondam nossa casa. Mesmo assim creio que se dependermos da forca da torcida algum dia colocaremos esse pessoal em seu devido lugar. Isso depende de nos, precisamos de lideres positivos. Ate la que seja O Sao Paulo acima de tudo *e Deus**acima* *de todos*. Isso e claro vai ser problema no momento.

  5. Olá João,

    Pode confiar, nós – eu, você e o pequeno Gabriel – veremos grandes vitórias e conquistas do Tricolor novamente.

    O futebol é cíclico. Talvez os “deuses do futebol” não tenham gostado do auto intitulado apelido de “Soberano” – pela extrema arrogância. Vamos eliminar esse termo do vocabulário dos torcedores da geração futura como o Gabriel.

    Muita saúde, paz, felicidades e vitórias do Tricolor para o Gabriel e toda sua família.

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