Não confundir as demissões reais com as teatrais

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a terça-feira foi das mais tristes da história do São Paulo. Depois do soco na cara que Carlos Miguel Aidar tomou de Ataíde Gil Guerreiro, todos os membros da diretoria do grupo Legião decidiram entregar o cargo. Vendo o movimento acontecer, pois alguns exerciam cargos importantes – vice-presidência de futebol, diretoria social, diretoria de esportes amadores e diretoria de estádio – Aidar emitiu uma nota oficial pedindo todos os cargos para uma grande reforma. Durma-se com um barulho destes.

Como era de se esperar, todos entregaram seus cargos. Mas vamos aqui fazer uma diferença. Há os que renunciaram, caso dos ligados à Legião, e os que entregaram os cargos, casos de Douglas Schwartzmann, Júlio Casares e Antonio Donizette Gonçalves, apenas para citar os mais graúdos. Estes certamente voltarão, em alguns casos com cargos mais cobiçados e altos, como é o caso de Douglas Schwartzmann, que de acordo com a engenharia planejada há meses, iria galgar o cargo de vice-presidente de futebol.

Carlos Miguel Aidar está tentando reconstruir sua base. Ele está mandando e-mails e ligando para os diretores que renunciaram – não os que entregaram – oferecendo cargos mais altos. Mas ninguém está aceitando. Ele vai ter que recompor sua base em outros setores, outros grupos.

Entendam uma coisa: Aidar está em situação difícil, sim, mas não existe a menor, repito, a menor possibilidade de impeachment. São necessários 180 votos, num colégio de 240 conselheiros. Destes 240, mais de 40 não comparecem às sessões por questão de saúde ou elevada faixa etária. Convenhamos que entre os 200 que vão, Aidar tem mais de 20 conselheiros. Eu diria mais: ele ainda detém a maioria no Conselho Deliberativo.

O caminho mais viável seria a renúncia. Ele realmente está no olho do furacão e agora o próprio Conselho Consultivo, ao que parece, vai se manifestar. Ainda que não tenha poder nenhum, é apenas um órgão para consultas, ele é composto por todos os ex-presidentes do clube e do Conselho Deliberativo, além de convidados ilustres. Possui, por isso, um peso político infinito e um parecer, que está sendo elaborado, demonstrando que não há outro caminho a ser seguido por Carlos Miguel Aidar, que não seja a renúncia, pode ser fatal. Aliado à Moção de Desconfiança que está recebendo cada vez mais assinaturas, o quadro fica completo.

Vamos ver qual vai ser a composição de forças que Carlos Miguel Aidar conseguirá aglutinar para sua gestão. Mas tem que ficar muito claro a todos que receberão convite e estarão propensos a aceitar: a crise que o São Paulo vive está muito longe de ser política. É uma crise moral e ética, que está jogando o nome da instituição na lata do lixo.

O São Paulo está no fundo do poço e pede renúncia já!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o acontecimento desta terça-feira no Hotel Radisson, na Capital, quando o vice-presidente de futebol, Ataíde Gil Guerreiro, deu um soco na cara do presidente Carlos Miguel Aidar, que caiu e ainda, segundo testemunhas, pulou em seu pescoço gritando muito com ele, sendo separado por hóspedes e funcionários do hotel, mostra que não há mais como enlamear nosso nome nesse poço sem fundo criado, primeiro pela administração nefasta de Juvenal Juvêncio, e agora por esta profana de Carlos Miguel Aidar.

O atual presidente trouxe ao clube, sob o pretexto da modernização, a era do comissionamento, que passa, necessariamente pela sua namorada, Cinira Maturana, e esbarra, vez ou outra, em sua filha, Mariana Aidar. Os vice-presidentes por ele nomeados seguem a mesma cartilha. E aqui me refiro a Douglas Schwartzmann – como é que ficou a questão do Jack? -, e Júlio Casares – sempre de bem e disposto a defender quem está no poder -. O outro seria Ataíde Gil Guerreiro, o dono do soco. Mas, até onde pude apurar, ele parece ser uma pessoa muito séria e sua irritação está diretamente ligada a não concordância com a ingerência dessas pessoas no futebol e ao fluxo de empresários que teriam “autorização” para negociar jogadores. Claro, sempre “bem” acompanhados.

O Tricolornaweb foi responsável por várias denúncias contra esta diretoria. E acreditem: tenho muitas, mas muitas denúncias em meus arquivos. Não as publico por ainda faltarem alguma coisinha que “feche a conta” e me permita provar. Talvez alguns leitores mais ávidos vão me questionar e dizer que estou levantando poeira, agindo politicamente, etc, etc. O fato é que não vou dar motivo para ser processado. Além do mais, não vou ficar no “escondido”. Aguardem, pois eu e alguns colegas de profissão de outros veículos de comunicação estamos trabalhando juntos na coleta de provas das mais diversas denúncias. E em breve poderemos tornar públicas. É de cair o queixo.

Deixo aqui algumas perguntas, com respostas até óbvias, mas com a falta, ainda, da tal prova para que eu mesmo publique o nome: quem foi que pagou os R$ 400 mil reais ao Criciuma pelo Iago Maidana e cuidou do repasse ao time de Goiás, conseguindo uma Itaquerão Soccer para ser a intermediária? Qual a verdadeira história da venda de Rodrigo Caio não ter se concretizado? Acreditem: nos dois casos há coincidência de nomes. E há outros, muitos outros casos, que talvez mostrem a ira de Ataíde, contrário a estas negociatas.

Vamos voltar, então, às cenas de UFC. Por que a reunião de diretoria foi realizada num hotel, e não na sede do São Paulo? Quem pagou esta conta? O clube não está em sérias dificuldades financeiras? Por que gastar com um café da manhã num hotel requintado? Mesmo sendo fora do clube, o fato gera, por si só, a expulsão dos dois do quadro de conselheiros e do próprio clube. O Conselho Deliberativo vai fazer alguma coisa ou se fazer de cego?

Minha conclusão é que a gestão Aidar se desfez como pó e, já que o Conselho é incompetente para o impeachment, resta a ele renunciar. Não há mais o que esperar. Ele já causou danos demais à instituição e não pode, em nome de uma vaidade pessoal, permanecer à frente do São Paulo. Estamos sendo enxovalhados pelos rivais. Nem na Turissu, onde uma vez ele disse que era a República de Bananas, nem em Itaquera, vi algo parecido acontecer.

E com tudo isso estamos brigando pelo G4 e na semifinal da Copa do Brasil. Prova da força que é nossa camisa. Mas o Conselho Deliberativo tem o dever de intervir já na presidência, caso Aidar não renuncie. Seu presidente, Carlos Augusto Barros e Silva tem que encontrar uma linha no Estatuto que o permita fazer isso. Intervenha, apure todas as denúncias que circulam entre os conselheiros e puna os responsáveis. Não deixe que estas pessoas acabem com o São Paulo. Elas não são donas do clube. Os donos somos nós, sócios e torcedores, que não podemos mais passar por esta situação vexatória, de ver nosso nome nas páginas policiais, quando deveríamos vê-lo apenas nas páginas esportivas.

O Tricolornaweb  exige resposta já do Conselho. E quando as provas nos chegarem – estamos próximos – elas irão para o ar com tudo o que tem direito.

São Paulo ganha, mas a indefinição continua

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, ainda não foi neste sábado que ficamos sabendo qual será a decisão do técnico Juan Carlos Osorio. Na coletiva que concedeu logo após o final da partida, o técnico adiou para quarta-feira o anúncio do seu futuro.

Enquanto isso o time segue crescendo de produção, mostrando que encaixou o sistema que ele implantou. O time continua bastante agressivo e criando diversas oportunidades. Está faltando melhor pontaria. O número de chances criadas no jogo deste sábado foi espantoso. Muitas vezes parecia que os jogadores queriam entrar com boa e tudo. Ninguém arriscava um chute, ainda que da entrada da área.

Contamos, também, com uma arbitragem danosa, que anulou um gol legítimo do São Paulo e ainda não marcou pênalti a nosso favor, no início do segundo tempo. Mas as viradas de jogo feitas por Mathes Reis e Bruno, as saídas de bola com Lucão e Rodrigo Caio, tudo isso mostra que Osorio conseguiu implantar um sistema consistente, que ataca com volume e consegue firmar na marcação. E no meio de campo tem o desempenho de Thiago Mendes, que está crescendo a cada jogo.

Em nenhum momento temi pelo resultado. Por mais que faltasse aquela última bola, sentia que o gol sairia, tal o volume de jogo imposto pelo Tricolor.

Agora nos resta torcer por alguns resultados para nos mantermos no G4. Mas ainda que esses resultados não venham, estamos na briga. Sem contar a Copa do Brasil. O que significa dizer que, por mais que essa diretoria tente estragar tudo que existe no clube, o time continua conseguindo os resultados, ainda que a trancos e barrancos.

E eu continuo torcendo muito para Osorio continuar. Sei que é uma torcida inglória, mas é o que me resta.

Classificação foi garantida no Morumbi

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o empate do São Paulo com o Vasco, no Maracanã, foi mero cumprimento de tabela. A classificação para a semifinal da Copa do Brasil já havia sido decidido semana passada, no Morumbi, quando o Tricolor goleou o time carioca por 3 a 0. Seria inimaginável pensar que alguma catástrofe pudesse ocorrer e o time voltasse do Rio eliminado.

Vendo o desinteresse do Vasco, Osorio também colocou um time misto, mantendo Bruno, Matheus Reis e Ganso no banco. Só que o São Paulo abriu mão de jogar e viu o Vasco fazer o que bem quisesse. A nossa sorte é que, se o time titular cruzmaltino já é ruim, imaginem o misto.

Mesmo assim o São Paulo parecia fazer questão de perder. Wesley, principalmente, era o maestro, só que ao contrário. Perdeu a bola que originou o primeiro gol e fez outras duas grandes bobagens que quase originaram em gol do Vasco. O pior é que Lyanco, improvisado na lateral direita, não conseguia marcara na defesa e era péssimo no apoio.

Osorio, visivelmente irritado com a postura do time, decidiu voltar com Ganso e Bruno para o segundo tempo, tirando Wilder e Lyanco. O time mudou. Passou a ter mais domínio de bola, tocar mais, pressionar a saída do Vasco na defesa e, ainda que com muita preguiça, lembrou um pouco do São Paulo que temos visto jogar sob o comando do colombiano.

O gol de Centurion, que saiu de boa jogada de Ganso e Pato, matou o jogo. Foi aos 14 minutos do segundo tempo e, a partir daí, os cariocas tiveram certeza que seria, mesmo, impossível enquanto o Tricolor passou apenas a tocar a bola e administrar o tempo. E garantiu a classificação.

Não devemos nos iludir, no entanto, com a conquista da Copa do Brasil. Pelos corredores do Morumbi há quem dê como certo a saída de Osorio na semana que vem, quando o Campeonato Brasileiro fará uma pausa de dez dias em razão dos jogos da Seleção Brasileira pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. Por isso é bom se garantir e ganhar do Atlético-PR sábado, no Morumbi, para tentar a classificação para a Libertadores via Brasileiro.

Conselheiros cobraram respostas e obtiveram contradições

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a reunião do Conselho Deliberativo desta segunda-feira foi uma das mais tensas dos últimos anos. Em determinado momento, dois conselheiros por muito pouco não chegaram à agressão física. Os opositores fizeram as cobranças que o Tricolornaweb sugeriu ontem em editorial, mas nas respostas encontraram contradições e até o baton na cueca.

O primeiro constrangimento de Carlos Miguel Aidar foi causado por Abílio Diniz. Ele afirmou que o caso Maidana é baton na cueca, sugeriu a criação de uma comissão para acompanhar o trabalho da empresa de auditoria e se comprometeu a pagar por esse trabalho e disse que Aidar estava manchando no nome do São Paulo, pois ele queria uma empresa de consultoria, não de auditoria.

A comissão foi criada com nomes ligados a todas as correntes (Marcos Francisco, Mário Quezada, Onofre Boccuzzi, Jose Innocencio, Rodrigo Gaspar e João Alves Veiga) , o que nos faz acreditar que a auditoria será muito bem fiscalizada. Afinal, membros ligados a Aidar querem auditar os contratos feitos por Juvenal Juvêncio; os ligados a JJ querem auditar as contas de agora; e os da oposição querem que tudo seja auditado. Portanto, o resultado poderá ser muito bom.

O caso Jack e a Far East foi mais uma vez cobrado. E ontem, ao contrário da última reunião, de forma incisiva e direta. O vice-presidente de Marketing foi instado a dar explicações. Os conselheiros Roberto Natel, Edson Lapolla e Denis Ormrod  cobraram com veemeência, o que acabou desestabilizando Douglas Shwartzman. Nesse momento quase ocorreram agressões. No entanto Douglas, mais uma vez, saiu sem dar uma explicação conclusiva.

O ponto alto desta discussão foi quando Denis Ormrod perguntou quando e onde o Jack  Banafsheha assinou o contrato: se foi no Brasil nos Estados Unidos, na China. Einfim, em que lugar? Num primeiro momento nenhum membro da diretoria soube responder, quando então apareceu o diretor jurídico, Leonardo Serafim dos Anjos, muito insseguro, disse que foi no Brasil. Então o conselheiro Denis perguntou quando…eles não souberam responder. E o silêncio é uma resposta mais do que conclusiva.

O caso Maidana, enfim, é a grande ponta do iceberg. O vice-presidente de futebol, Ataide Gil Guerreiro, ficou bastante irritado com as acusações feitas por Abilio Diniz, e no fim acabou dizendo que toda a negociação foi conduzida por Carlos Miguel Aidar.

O presidente, último a falar na reunião, bastante abalado e constrangido com tantas acusações, não conseguiu explicar absolutamente nada. E ainda viu uma “moção de desconfiança” com 62 assinaturas ser apresentada contra ele. A moção só não foi votada por falta de quorum e só será aprovado com os votos de 75% dos conselheiros (180 votos), o mesmo número necessário para aprovação do impeachment. Isso significa que deverá ser levada a votação na próxima reunião e até lá, outros conselheiros poderão assinar a Moção. O Tricolornaweb vai divulgar os nomes de todos que assinaram.

O resumo da ópera é o seguinte: O ambiente político do São Paulo está destruído, graças a uma administração tortuosa de Carlos Miguel Aidar. Hoje ele tem maioria no Conselho mas não consegue aprovar mais nada. O caso Iago Maidana está na CBF. Se a entidade maior do futebol brasileiro condenar o São Paulo por esta contratação, a situação de Carlos Miguel Aidar ficará completamente arruinada. Se ele não renunciar, o impeachment será inevitável. E este é, por enquanto, o único caminho que vejo como mais lógico para sua destituição do cargo.

Mas, convenhamos, alguns conselheiros cumpriram seu papel de representantes dos sócios e torcedores do São Paulo. Pior do que imaginar que a imagem do clube ficará desgastada com um impeachment é continuar acobertando negócios duvidosos e obscuros desta diretoria.

Conselho tem a chance de limpar a imagem com sócios e torcedores

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, ficou muito ruim a imagem do Conselho Deliberativo do São Paulo, após a última reunião ter deixado passar em branco explicações necessárias sobre as várias denúncias que pesam sobre a diretoria, principalmente o caso Far East e o tal de Jack, fato levantado às vésperas daquela reunião e retirada de pauta por pedido do presidente Carlos Miguel Aidar, com aquiescência do presidente do Conselho. Carlos Augusto Barros e Silva.

Nesta segunda-feira o Conselho estará mais uma vez reunido para discutir as coisas do Tricolor. E não bastam dúvidas e mais dúvidas que precisam ser levantadas e esclarecidas, pelo bem maior que é o nosso São Paulo FC.

Casos como Iago Maidana – o escândalo do momento – e a Far East – ainda aquela -, não estão na pauta. Mas os conselheiros tem um tempo determinado para fazer indagações à diretoria, cobrando qualquer tipo de explicação. E é exatamente esta cobrança que esperamos seja feita e que aqueles que criticam abertamente a diretoria não fiquem, como da outra vez, com a voz embargada na garganta, sem colocá-la para fora.

O Tricolornaweb, que sem audácia se digna em representar uma pequena parcela de sócios e torcedores do São Paulo, exerce seu direito de expor e cobrar respostas da diretoria, através do nosso Conselho Deliberativo:

  • Qual a real explicação para a contratação de Iago Maidana? O jogador foi vendido pelo Criciúma por R$ 400 mil, ficou dois dias no Monte Cristo, time da terceira divisão do futebol de Goiás, e repassado pela Itaquerão Soccer, por R$ 2 milhões, sendo 60% do passe, e mais R$ 400 mil se jogar dez partidas como titular.  Uma hora foram Ataide e Chimello que compraram; outra foi Aidar; outra ele não sabia que era do Criciuma; outra sabia, mas não sabia. E mais: me disseram, e não coloco aqui como afirmação, mas como questionamento para esclarecer o fato, que Mariana Aidar e Cinira Maturana tiveram participação na negociação deste jogador. É verdade? Exigimos explicação, pois isso pode se tornar a gota necessária para transbordar esse copo já repleto de dúvidas e abrir o caminho para o encurtamento do mandato de Carlos Miguel Aidar;
  • Como está o caso Jack? A Far East, que teria um contrato de comissionamento com o São Paulo para receber R$ 18 milhões pela negociação com a Under Armour, não questionou na Justiça até agora o “calote”? Qual a relação entre o Jack Banafsheha e Douglas Schwartzmann, que é representante do Grupo Zanella no Brasil, grupo pertencente ao tal Jack. Na época o Tricolornaweb levantou e denunciou o fato afirmando ser um ato legal, mas absolutamente imoral. O Conselho tem obrigação de pedir explicação ainda hoje deste caso;
  • O ex-CEO, Alexandre Bourgeois, afirmou em várias entrevistas que o jogador Boschilia foi vendido por R$ 25 milhões, que desapareceram em duas horas, sendo distribuído entre 11 empresários. E o São Paulo não recebeu nada? Quem são esses empresários? Qual era a porcentagem do São Paulo sobre o jogador?
  • Abílio Diniz se ofereceu para pagar uma auditoria renomada, a PriceWaterhouseCoopers , para auditar TODAS as contas de clube, nas gestões de Juvenal Juvêncio e Carlos Miguel Aidar. A quem não interessa essa extensa auditoria? Ao grupo de Juvenal? Ao grupo de Leco? Ao grupo de Aidar? Enfim, mostre a cara e explique quem não quer autorizar a auditoria ampla que se necessita ser feita;
  • Por que a Comissão Disciplinar anda a caça de sócios que criticam a diretoria? Por que não agem corretamente e estão à mercê do vice-presidente Social, Antonio Donizette Gonçalves?

Alguns conselheiros de oposição estão coletando assinaturas para apresentar uma Moção de Desconfiança ao presidente Carlos Miguel Aidar. Isso, na prática, seria um aviso ao presidente de que ele está na marca de pênalti e que não pode cometer mais deslizes. Vamos tentar ter acesso à lista de assinaturas e publicar, para que o sócio e o torcedor do São Paulo saibam quem quer o bem da instituição. E vamos acompanhar a reunião do Conselho, na esperança que os conselheiros limpem sua imagem com os sócios e os torcedores do São Paulo. Isso apesar do presidente Carlos Miguel Aidar insistir em continuar ligando para a emissora que trabalho pedindo minha demissão. Vamos em frente.

Empate com sabor de goleada contra

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o empate entre São Paulo e Palmeiras neste domingo, no Morumbi, soou como uma derrota por goleada. Jogando o tempo todo muito melhor que o adversário, podendo marcar vários gols, sofre o empate com saída errada do M1TO, aos 48 do segundo tempo. É duro.

O time fez uma partida digna de São Paulo. Bem postado tecnicamente, Pato e Rogério trocavam constantemente de posição no ataque e Ganso conseguia sempre encontrar um livre para receber a bola. Também foram muitos os chutes de média e longa distância, o que chamou a atenção pois não vinha sendo uma característica do time.

A defesa se comportou com precisão. Thiago Mendes, à frente da zaga, foi o volante moderno com força na marcação e qualidade na saída de bola. Mérito de Osorio que enxergou essa posição para ele e foi, portanto, responsável pela partida primorosa que ele fez. Isso melhorou o desempenho da zaga, que não ficou tão exposta. E Rodrigo Caio e Lucão, além disso, também fizeram ótima partida.

Outro jogador que está me chamando muito a atenção é Carlinhos. Hoje ele foi volante, meia, ponta e lateral. Jogou em quatro posições táticas, de acordo com a necessidade do técnico em cada momento do jogo. O gol do São Paulo, inclusive, sai de uma recuperação de bola de Thiago Mendes, que arma o contra-ataque, lança Ganso que vira o jogo e lança Carlinhos pelo lado esquerdo. Como lateral ele avança, corta para o meio e chuta de pé direito, bola em diagonal, indefensável.

O time, que apertou muito até marcar o gol, a partir de então passou a tocar a bola e administrar o jogo. Como o Palmeiras avançou sua marcação, sobrou espaço para contra-ataques. E várias chances foram desperdiçadas por erros dos atacantes no último drible, ou último passe.

E aí aconteceu o fatídico gol de empate. Bem, nem preciso relatar aqui. Mas  Rogério Ceni nunca poderia ter feito o que fez. Agora o G4 ficou muito difícil, apesar de ainda estarmos somente a dois pontos do Palmeiras, mas nossa única chance de ir para a Libertadores ano que vem será ganhando a Copa do Brasil. Então, concentração lá.

Quando o time joga sério, o futebol aparece e a torcida agradece

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, vi, nesta quarta-feira, no Morumbi, o São Paulo jogar sério, focado na partida, buscando a vitória a todo momento, sem se descuidar da defesa e o resultado veio: 3 a 0. E digo: poderia ter sido de mais, não fosse o excesso de preciosismo de alguns jogadores, ou falta de sintonia total para perder gols e contra-ataques como perdemos.

O Vasco não teve uma única chance de dar trabalho ao São Paulo. É fato que o time carioca é medíocre, mas não estou aqui para avaliar a força do adversário, mas sim a apresentação do Tricolor. Até porque a falta de interesse -não entendo a razão – levou ao empate, no Morumbi, com a Chapecoense.

O time colocado em campo foi aquele considerado o titular na cabeça de Juan Carlos Osorio. E, confesso, gostei dele. O meio de campo forte, com dois volantes que se dividem em dar proteção à zaga, caso de Breno, e um que cobre os lados do campo e sai jogando, no caso Thiago Mendes. Com isso, mesmo com obrigação de ajudar na marcação, Ganso ganha certa liberdade para participar da armação das jogadas de ataque para o trio ofensivo. Com isso a defesa se estabilizou e o ataque voltou a marcar gols, aritmética elementar para um bom desempenho do time.

Entendo que a classificação já está garantida. Claro que o São Paulo tem que jogar com seriedade também no Rio de Janeiro. Mas tem que haver uma catástrofe para o time perder de 4 a 0 no Maracanã e ser eliminado da Copa do Brasil.

Toalha jogada para o Brasileiro. Resta a Copa do Brasil

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo jogou definitivamente a toalha para o Campeonato Brasileiro. Depois de empatar de forma medíocre com a Chapecoense em pleno Morumbi, e conseguir a proeza de perder para o Avaí neste domingo, nos restou ouvir o que Alexandre Pato falou: ” O São Paulo está priorizando a Copa do Brasil”.

Mas eu quero levantar aqui alguns pormenores: na Copa do Brasil teremos o Vasco, que vem de algumas vitórias consecutivas enquanto o São Paulo continua com extrema irregularidade. Supondo que seguiremos em frente, teremos, teoricamente, o Santos. E aí o caldo entorna. Não vejo o São Paulo, hoje, em condição de eliminar o Santos num mata mata.  Portanto, vaga da Libertadores muito distante por este caminho.

Pelo Brasileiro, tivesse ganho o jogo de quinta-feira e entrado com o melhor do elenco hoje, certamente estaríamos, no mínimo, com certa folga no G$. Mas estamos atrás do Palmeiras, a um ponto do Flamengo e de mais uma penca de times que vem no nosso calcanhar. E nosso próximo jogo é o Palmeiras. Ainda que seja no Morumbi, o verde está melhor do que nós, por mais que seja difícil admitir.

Hoje foi um absurdo. O time não se encontrou. Em determinados momentos do primeiro tempo, já perdendo por 1 a 0, até que esboçou um pouco de ataque. Mas quase nenhuma chance criada e o gol de Breno saiu na base da força de vontade e raça do nosso zagueiro.

No segundo tempo, quando bastava botar pressão para cima do Avaí que viraríamos o jogo, o time recuou, não pressionou, atraiu o Avaí e tomamos o segundo gol. E o São Paulo não fez mais nada que justificasse um simples empate.

Alguns jogadores admitiram que Luis Fabiano forçou o terceiro amarelo quinta-feira, para ficar livre para os próximos jogos, assim como ficou evidente que Renan forçou o terceiro amarelo, pois sabe que Rogério jogará contra o Palmeiras.

Então é assim. O time está focado na Copa do Brasil. Vamos ver o que será.

Empate com sabor de derrota mostra a gangorra que vive o time

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo ganhou do Grêmio em Porto Alegre, coisa que ninguém esperava, e empatou nesta quinta-feira com a Chapecoense no Morumbi, coisa que também ninguém esperava. E vejam como são as coisas: se o São Paulo tivesse ganho chegaria a 44 pontos, dez a menos que o líder. Levando-se em consideração que uma vitória contra o Avaí em Florianópolis é absolutamente normal e que o Santos ganhar no Itaquerão também, o São Paulo poderia chegar segunda-feira a apenas sete pontos do líder.

Mas esqueçam o que escrevi acima, como já disse um dia um certo ex-presidente da República. O time jogou tudo no lixo e mostrou que é, efetivamente, um dos mais – se não o mais – irregulares do campeonato. Menos mal que estamos na parte de cima da tabela e qualquer tragédia preconizada por alguns não tem a menos chance de acontecer.

O jogo era daqueles onde a resolução tinha que acontecer no primeiro tempo. Jogos contra times retrancados não podem ficar para ser resolvidos no segundo tempo, onde a pressão da torcida é alta, os nervos se afloram e nada mais acontece como deveria. E o São Paulo passou 45 minutos sem criar uma única oportunidade de gol. Pior: não deu um chute sequer a gol. Então fica difícil.

Aí vou na contramão dos que criticam Paulo Henrique Ganso. O time fica sem nenhuma criatividade. Por mais que ele seja um morto em campo, quando a bola chega para ele há uma limpeza de jogada. Sim. Ele consegue clarear o lance. E, ao menos uma vez na partida, vai encontrar um atacante entrando na diagonal ou mesmo pelo meio para receber a bola.

Só que com sua ausência, isso ficou por conta de Carlinhos e Wesley. Triste do time que depende destes dois para serem os seus armadores. Triste, portanto, do São Paulo. Aí Osorio fez o que parecia óbvio: inverteu Carlinhos com Michel Bastos. Carlinos continuou muito mal, mesmo jogando aberto no ataque e Michel não conseguia construir nada pelo meio. Luis Fabiano ficava preso entre os zagueiros adversários, sem qualquer movimentação e Pato estava num dia daqueles de dar raiva.

No segundo tempo, com as entradas de Centurion e Rogerio nos lugares de Pato e Carlinhos, o time ganhou ofensividade. Mas foi na base do abafa, da pressão desorganizada. E tome chuveirinhos inoperantes e, de novo, ninguém para encontrar um jogador entrando e passar a bola. Até quando pintava um possível contra-ataque para o São Paulo a transição era muito lenta e permita a Chapecoense se armar inteirinha no campo de defesa.

O 0 a 0, no final das contas, foi absolutamente justo. O São Paulo não foi sequer um protótipo do que foi no último domingo. Agora resta jogar contra o Avaí pensando apenas na permanência do G4 e se dedicar à Copa do Brasil. Quem sabe ainda não conquistamos um título este ano?