Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o sábado foi de muita movimentação pelos corredores do Morumbi. Conselheiros da oposição comemorando a já inevitável renúncia de Carlos Miguel Aidar. Grupos articulando posições para nova eleição, que deve ocorrer em novembro. Apesar de ter ficado cada vez mais próxima a renúncia, os grupos ainda não deglutiram bem a situação e estão um tanto atônitos, apesar de confiantes que dias melhores virão.
Conversei com representantes de quatro correntes políticas do São Paulo: um ligado a Juvenal Juvêncio, outro à oposição autêntica, outro de uma ala que se tornou independente e outro que ainda, bem discretamente, se mantém fiel a Carlos Miguel Aidar. Longe de querer ser um consultor político, mas sugeri a eles que assim que Leco assumir o clube, nesse período de 30 dias, façam com que os diretores que entregaram seus cargos retornem às suas funções. Excluo nesse pedido os vice-presidentes: Júlio Casares, Douglas Schwartzmann e Antonio Donizette Gonçalves, nesse momento, não poderiam nem frequentar o clube, na minha visão.
Durante um mês, na minha opinião, Leco presidiria o clube preparando a nova eleição e os que já estavam em seus cargos dariam sequência ao trabalho, pois clube social e futebol profissional não podem ficar acéfalos. Hoje, na Barra Funda, quem dá a última palavra é o gerente José Eduardo Chimello. Convenhamos, precisa alguém de mais peso ali. E esses diretores não me consta que se envolveram com a podridão da alta cúpula desta administração.
Mas fui mais além: comecei a defender abertamente uma candidatura de união, que todas as forças aceitem, para completar este mandato até abril de 2017, quando, então, os grupos apresentariam seus candidatos, situação e oposição, para a nova eleição. Não sei se seria Leco, Fernando Casal de Rey, Roberto Natel, Eduardo Mesquita Pimenta, enfim, qual seria o nome de consenso que conseguiria aglutinar todas as forças, pacificar e alavancar a reconstrução do São Paulo. Por sorte, fui bem aceito em minha pregação e por isso passo a defender esta linha no Tricolornaweb.
Disse a esses representantes, que exercem liderança em seus grupos, que não aceitaria ver na vice-presidência, ou mesmo nas menores diretorias, nomes como Júlio Casares, Douglas Schwartzmann e Antonio Donizette Gonçalves. A nova diretoria tem que ser formada por pessoas acima de qualquer suspeita ética e moral. Mais do que uma gestão de vanguarda, ela tem que ser séria. Só assim vamos conseguir reconquistar o respeito de todos e os patrocinadores certamente voltarão. Vão saber que poderão colocar seus nomes em nosso Manto e que não será pedida qualquer comissão para isso.
Também afirmei que vamos começar a campanha pela expulsão de Carlos Miguel Aidar, Júlio Casares, Antonio Donizette Gonçalves (Dedé), Mara Casares e Osvaldo Vieira de Abreu do quatro social do São Paulo. Eles não tem mais qualquer possibilidade moral de andar pelas alamedas do Tricolor, junto a pessoas que para se tornarem sócios pagam, hoje, R$ 40 mil por um título e têm que apresentar, entre outros documentos, um atestado de antecedentes criminais. Portanto… Mais do que isso: esses, além de Cinira Maturana e Mariana Aidar, devem ser processadas criminalmente para devolverem aos cofres do São Paulo tudo o que “ganharam” em comissões.
Para encerrar, Leco não é o presidente dos meus sonhos. Longe, muito longe disso. Mas nesse momento, pelo que depreendi das conversas que tive, repito, com quatro setores fortes da área política do clube, me parece ser o único capaz de reunificar os diversos grupos e ser uma espécie de transição tranquila para em 2017, sim, termos um presidente que dignifique o São Paulo.