Transparência, transparência: abra as asas sobre nós!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, mais uma vez a diretoria do Tricolor está colocada em xeque. Nesta terça-feira, três fatos, especialmente, balançaram as estruturas do Morumbi: as entrevistas do ex CEO Alexandre Bourgeois e do presidente do Conselho Deliberativo, Carlos Augusto Barros e Silva e  a carta de Abílio Diniz. Nesses três casos sobraram denúncias seríssimas e uma tentativa clara de tornar limpas as administrações de Juvenal Juvêncio e Carlos Miguel Aidar, ou de mostrar os erros que foram cometidos.

Começo pela entrevista de Alexandre Bourgeois. Ele diz que foi demitido pelo assessor de imprensa Olivério Junior, após ter sido ameaçado por ele, que é faixa preta de judo e que teria prometido bater nele caso o cruzasse na rua. Olivério Junior trabalho comigo na Bandeirantes e nunca vi nele atitude violenta. Mas aqui retrato fielmente o que disse o ex CEO e acrescento: a assessoria de imprensa em questão é a dirigida por Marco Antonio Sabino. Salvo erro de valores – aliás, eles dificilmente podem ser comprovados – receberia R$ 30 mil por mês. Só quero lembrar que o clube já dispõe de duas assessorias de imprensa: uma que cuida do Social e outra do Futebol. Esta, a terceira, é para cuidar da imagem do presidente e institucional da marca. Pelo visto está cuidando “muito bem”. E para piorar, segundo o Leco, o Olivério também presta assessoria de imprensa para Andres Sanches e para o Corinthians.

O mais grave, no entanto, está no meio da entrevista à Folha de São Paulo. E aqui trago, em aspas, o trecho que surge como uma denúncia seríssima: “. O dinheiro do Boschilla entrou e foi gasto em 2 horas, pagando 11 empresários. Isso está correto? Ninguém negociou nada com ninguém. Simplesmente pagou, aleatoriamente R$ 25 milhões da venda dele. Não havia vontade política para ter de fato profissionalização.”

Ou seja: 11 empresários dividiram o bolo da transferência do Boschilia e o clube ficou a ver navios, sem receber praticamente nada. Quem são esses empresários? Sempre a maldita comissão. Ou as malditas comissões. A ponto de não sobrar nada para o clube. É isso?

O presidente Carlos Miguel Aidar emitiu uma nota oficial – aliás, ultimamente o que mais este presidente tem feito é emitir nota oficial – e atacou duramente o CEO, desacreditando tudo o que ele disse na entrevista e dando outras versões para sua demissão. Mas em nenhum momento refutou a acusação seríssima, repito, que foi feita sobre a divisão do dinheiro da venda do Boschilia.

Outro fato agravante vem da entrevista do presidente do Conselho Deliberativo, Carlos Augusto Barros e Silva, ao blog do Menon. Ali o Leco diz, em determinado ponto que Cinira Maturana, a namorada de Carlos Miguel Aidar, continua no pedaço

-Ela não saiu. Continua lá todo dia. O que mudou é que não está mais escrito. Mas continua. Eu me orgulho de haver derrubado esse caso dos 20% e o outro, de 15% da Far East, relativo ao contrato da Under Armour.

Portanto, Cinira Maturana continua agindo no São Paulo. Em que lugar? No Morumbi? Em Cotia? Na Barra Funda? É muito triste tudo isso.

E passo para o terceiro ponto. Um ponto que, para mim, pode resolver tudo isso ou mostrar a cara real do presidente: a oferta de Abilio Diniz, na carta endereçada a ele e tornada pública. Abílio se dispõe a ajudar financeiramente o clube pagando uma auditoria:

-Gostei muito quando você prometeu contratar uma das quatro grandes firmas de auditoria do mercado para fazer um diagnóstico preciso da situação financeira do clube. Pois bem, diante da gravidade e da urgência da situação, e atendendo a seus pedidos recorrentes para que eu aporte recursos, ofereço financiar a contratação imediata da PriceWaterhouseCoopers, uma das quatro grandes auditorias defendidas por você.

Com essa atitude Abílio Diniz, de quem não sou admirador, colocou Carlos Miguel Aidar contra a parede. É xeque-mate: ou ele aceita e verá todos os contratos feitos desde a era Juvenal Juvêncio até os dias de hoje auditados, e mostrará que é transparente como sempre pregou (SQN), ou não aceita e será para sempre acusado de tentar encobrir seus atos. E quem tem medo de investigação, é porque deve no cartório. Essa, portanto, será minha leitura.

Não dá mais para continuar esse estado de coisas. O nome do São Paulo está cada vez mais sendo jogado na lata do lixo por uma administração incompetente, carregada de denúncias e que ficará conhecida no futuro como a “Direção das Comissões”. Carlos Miguel Aidar tem a obrigação de aceitar a proposta de Abílio Diniz e abrir os porões do Morumbi para quem realmente manda no clube, que são os sócios e, acima de tudo, os torcedores.

Os Conselheiros, por sua vez, tem obrigação de apurar, cobrar, importunar para que a verdade apareça. Aqueles que são da oposição tradicional, os recém chegados juvenalinos e até aqueles que se mantém no barco do presidente, mas que querem o bem do São Paulo. Chega de passar vergonha. Chega de ver denúncias por todos os cantos. Chega de reuniões às escondidas com contratos prá lá de duvidosos. Ou vocês vão permitir que o caso Boschilia fique sem explicação? Ou vocês vão deixar que os contratos continuem sem uma real e clara auditoria? Ou vocês vão permitir que Carlos Miguel Aidar continue reinando absoluto, se achando acima do bem e do mal, sem tomar uma atitude digna de um conselheiro do São Paulo.

A palavra está com o Conselho Deliberativo do Tricolor. O  Tricolornaweb vai cobrar e estampar os nomes dos conselheiros que, por um motivo ou por outro, continue inerte face a tudo o que está acontecendo!

Mesclando ataque e contra-ataque, São Paulo faz partida perfeita

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, como é bom escrever o título que escrevi nesse editorial. Não me chamem de passageiro do barco que vai de acordo com a maré, pois aqui faço a análise exclusiva deste jogo. E o São  Paulo fez uma partida perfeita. Se impôs e ganhou como quis do Grêmio, dentro de sua casa.

Osorio colocou em campo um time que jogava, no papel, no 4-2-3-1, mas que poderia mudar para o 4-4-2, o 4-3-3 e até o 3-5-2. Para isso bastava recuar Breno e colocá-lo como líbero, ao invés do volante, que foi sua posição; abrir Michel por um lado, Pato por outro e Ganso pelo meio; ou mesmo Carlinhos poderia abrir de um lado com Pato mais centralizado. Enfim, foram alterações táticas que ele foi fazendo ao longo da partida, com os mesmos jogadores. A troca constante de posições fez com que, não apenas uma vez, Thiago Mendes aparecesse na área como centro-avante; ou Rodrigo Caio saísse da defesa e fosse no ataque tabelar com Michel Bastos.

O que vi neste domingo foi um futebol efetivamente moderno, onde o time ataca desde o início, marca pressão a saída do adversário, quando perde a bola preenche os espaços defensivos e tem velocidade para sair no contra-ataque. Assim foi o primeiro gol, onde Alexandre Pato corta um bola na defesa, entrega a Breno que dá a Ganso, que vira de primeira e deixa Thiago Mendes livre, que lança Pato e o gol acontece.

Por mais que o Grêmio tentasse pressionar, principalmente depois do 1 a 0, a defesa estava bem postada. Poucas foram as chances que os gaúchos tiveram dentro da área. E nos contra-ataques as oportunidades iam surgindo e o time ia perdendo. Foram muitas chances. Até outro contra-ataque puxado por Rogerio, que ganha a bola na defesa e vai embora, até marcar o gol.

 

Matheus Reis foi perfeito. Fez o que um verdadeiro lateral deve fazer. Primeiro é a marcação. E nesse quesito não perdeu uma única jogada. Depois vem o ataque. E quanto foi, também teve sucesso. Torci muito para que ele fizesse uma boa partida. Acho que temos um lateral-esquerdo.

Também o Thiago Mendes, ganhando cada vez mais confiança nessa posição e se firmando como volante. E mais Pato, Ganso, Carlinhos, Rodrigo Caio, com partida memorável. O destaque negativo ficou, para mim, com Michel Bastos. Lento, perdeu muitas bolas e mostrou certa apatia durante o jogo.

Não quero dizer que essa apresentação do São Paulo pode e deve ser repetida nas próximas partidas. Afinal, acho que o Tricolor é o time mais instável deste Brasileiro. Portanto a credibilidade em todos ainda é muito baixa. Mas que dá um alento, isso dá.

Foi uma vitória incontestável, com V maiúsculo. Para gaúcho nenhum por defeito. E para torcedor do São Paulo comemorar muito, pois nos mantivemos beirando o G4 após duas partidas dificílimas jogadas fora de casa – Santos e Grêmio – e agora faremos duas no Morumbi. Será a hora de ganharmos seis pontos.

Mais uma goleada em clássico

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo foi derrotado de novo, em clássico, e com goleada. Recentemente já perdemos do Palmeiras por 3 a 0 e 4 a 0 e agora foi a vez do Santos.

Curiosamente a história do jogo poderia ter sido diferente nesta quarta-feira. Aos 14 segundos Ganso deixou Rogerio na cara do gol, mas ele chutou para fora. Depois houve uma falta clara sobre Pato, praticamente na risca da grande área, e o árbitro não marcou.

Não quero com isso dizer que o São Paulo ganharia o jogo, mas que o cenário poderia ser diferente, não resta a menor dúvida. Imaginem se Rogério marca aquele gol, a pressão seria outra. Mas o “se” não entra em campo e depois disso, mais precisamente a partir dos 20 minutos, o São Paulo foi dominado e engolido pelo Santos.

Nosso ataque, que é o que de melhor temos nesse momento, não se encontrava. Apesar das trocas de posição entre Pato, Wilder e Rogerio, a bola não chegava, ou quando eles conseguiam a bola, perdiam com facilidade. Ganso, muito bem marcado, não conseguiu espaço para criar.

Não vou questionar a decisão de Juan Carlos Osorio, de ter deixado Michel Bastos no banco, mas ele fez muita falta. Osorio disse que ele poderia “estourar” e por isso preferiu poupá-lo. Sua ideia foi dar um pouco mais de consistência na marcação, com Thiago Mendes e Hudson. Só que o lado esquerdo da defesa continuou uma tragédia. Hudson, não poucas vezes, apareceu jogando pelo lado esquerdo, tentando fechar o corredor por ali.

Tomamos o primeiro gol por erro de Wilder, que perdeu a bola no meio de campo e cometeu a falta, que originou o gol; tomamos o segundo gol por um erro grotesco de Reinaldo, que perdeu a bola na entrada da área; tomamos o terceiro gol porque Pato e Wesley ficaram marcando o lado esquerdo, enquanto Reinaldo…ah, sei lá onde estava. E Edson Silva…ah, também sei lá onde estava. Enfim, Pato e Wesley marcando Vitor, que ganhou e cruzou para Ricardo Oliveira, que estava sozinho na área.

E poderia ter sido pior, não fossem duas grandes defesas de Renan. Aliás, um ponto a destacar é nosso goleiro. Tem feito boas partidas, não falhou, até agora, em nenhum gol, e entendo já não ser precipitado afirmar que poderá, sim, ser o sucessor de Rogério Ceni. Denis vai continuar no banco.

Agora pegaremos o Grêmio em Porto Alegre. Não espero coisa boa, não. Acho que domingo à noite estaremos bem distantes do G4.

280, 137 ou 240? Afinal, qual é a dívida do São Paulo?

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, cada vez mais a imagem desta diretoria instalada no São Paulo cai no meu conceito de credibilidade. Ano passado, no auge da briga entre Carlos Miguel Aidar e Juvenal Juvêncio, o atual mandatário tricolor anunciou que a dívida do clube era de impagáveis R$ 280 milhões. Sexta-feira, passada, como num passe de mágica, Aidar anunciou que foi “induzido ao erro” – só não disse por quem – e que a dívida real era de R$ 137 milhões, então pagáveis.

Agora, reportagem da Folha de São Paulo aponta que a dívida do clube é de R$ 240 milhões e dá como fonte o  vice-presidente de administração e finanças, Osvaldo Vieira de Abreu. Ele explicou que o valor de R$ 137 milhões anunciado como dívida total de 2014 não levou em conta dívidas operacionais e a Timemania, e resulta da subtração de R$ 13 milhões de disponibilidade de uma dívida bancária total de R$ 150 milhões. “É dívida financeira. Você sabe a data, ele [Aidar] estava analisando o semestre [de 2014]. Se você pega a dívida financeira, bancária, toda a dívida com instituições financeiras, é aquela mesmo”, disse Osvaldo Vieira de Abreu.

Então me pergunto: seria proposital essa bagunça de números, para que ninguém consiga saber a realidade da saúde financeira do clube?

O blog do Juca Kfouri trouxe, na sexta-feira, um dado interessante que, no mínimo, me faz refletir. Ele lembra que denunciou ano passado o acordo que Carlos Miguel Aidar queria fazer com a BWA, que consistia em vender a bilheteria do Morumbi por pouco mais de dez anos em troca do pagamento integral da dívida do São Paulo. Mas, na época – e até sexta-feira passada – essa dívida era de R$ 280 milhões. O fato de toda a publicidade que foi dada ao caso ter alertado o Conselho Deliberativo e impedido de o negócio ser feito, seria o motivo da tal “indução ao erro” do presidente, para justificar brusca queda no valor total da dívida?

Por outro lado, recebi correspondência do conselheiro vitalício Edson Lapolla, que me aponta alguns dados curiosos, com datas coincidentes. Exponho os pontos para que vocês, leitores, façam a análise.

Lapolla aponta que  em 06 de maio de 2014, um mês após eleito, assinou contrato com a TML Foco Consultoria e Assessoria Empresarial, com remuneração de 20% para intermediação e agenciamento de serviços e negócios em geral, de sua namorada, Cinira Maturana da Silva. Depois do fato denunciado pelo Tricolornaweb (foi o primeiro a noticiar, pois acompanhávamos a reunião do Conselho Deliberativo onde isso foi levantado pela oposição), ele convocou uma coletiva, disse que era normal o caso, mas com toda a repercussão acabou anunciando a extinção do contrato. Só que essa rescisão, de fato, só ocorreu em 05 de janeiro deste ano.

Ainda em maio do ano passado, durante análise dos contratos firmados pelo presidente e sua diretoria, aparecem o da Under Armour e da Far East Global Holding. Só que o contrato é datado de 26 de setembro de 2014, portanto enquanto ainda estava em vigência o contrato com a TML, com o mesmo objeto.

Assim como também divulgamos há algumas semanas, essa comissão de 15% contratada com a Far East não está prevista apenas sobre o fornecimento de material esportivo com a Under Armour, mas sobre outras receitas e até bonus de campeonatos e torneios disputados pelo clube. Ha estimativa feita por conselheiros que esse valor alcance R$ 30 milhões.

Também na sexta-feira passada, o vice-presidente de Comunicação e Marketing do São Paulo convocou alguns blogs “amigos do clube” para uma conversa franca. E falou à vontade. Lógico que não fomos convidados para a conversa, pois não aceitaríamos a palavra oficial sem os devidos questionamentos que se fizessem necessários. Talvez por isso ele não atenda nossas ligações, quando temos a denúncia e queremos apurar a verdade. Talvez a palavra verdade faça parte de um dicionário obsoleto, em desuso por essa diretoria, acostumada a criar factoides para desviar o foco de tudo que paira sobre ela e que joga por terra qualquer explicação oficial que se queira impor a quem quer fazer jornalismo limpo e transparente.

Então afinal, de quanto é a dívida do São Paulo?

Vitória com autoridade. E uma grata surpresa

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo todo remendado, conseguiu uma vitória importante neste sábado, contra o Internacional, que veio inteiro ao Morumbi. Imaginem que tivemos nossa defesa sem algum dos titulares, o lateral esquerdo reserva, o volante reserva, e um ataque que nunca jogou. Méritos a Juan Carlos Osorio que conseguiu fazer esse time andar.

A grata surpresa ficou para a estreia de Rogerio, jogador formado no interior de Pernambuco, revelado pelo Náutico e destaque da série B do Brasileiro pelo Vitória. Pois o garoto entrou jogando em sua estreia, não se intimidou e desde os primeiros minutos dava mostra do que poderia fazer no jogo. E que seu gol seria consequência do seu trabalho. E assim foi. Rogerio foi, efetivamente, o melhor em campo e por isso mereceu nota 10 deste modesto editor.

Osorio não deixou o São Paulo mudar seu estilo de jogo, implantado desde que ele chegou ao Morumbi, e já no começo partiu para cima. A marcação adiantada, os dribles desconsertantes de Rogerio e finalizações não tão boas. Afinal, tínhamos Centurion como centro-avante. Mas o volume de jogo era grande.

O Internacional até conseguiu equilibrar o jogo a partir dos 20 minutos e em duas oportunidades obrigou Renan a fazer boas defesas. Mas no todo do primeiro tempo, o Tricolor teve mais posse de bola e soube alternar as jogadas pela direita e pela esquerda, com Michel Bastos avançando sempre como segundo volante.

No segundo tempo a superioridade foi ainda maior. Ganso começou a aparecer mais no jogo, chamar a responsabilidade para si e o toque ficou muito refinado. Bruno, que no começo só guardava posição, arriscou o ataque e fez grande jogada. Mas de novo voltou a ficar preso, sem passar do meio de campo.

Com o time marcando o Inter em seu campo, o domínio foi total. Depois do primeiro gol, então, foi um massacre. O São Paulo fez o segundo e poderia ter ampliado o marcador, não tivesse reduzido o ritmo de jogo. Um time formado com muitos reservas colocou na roda o time titular do Internacional, outrora tido como um dos favoritos à disputa do título.

Arrisco dizer que com a volta de alguns titulares – principalmente Pato – e a manutenção de Rogerio no time titular, poderemos conquistar um grande resultado na próxima quarta-feira, na Vila Belmiro.

A falta de pontaria derrubou o São Paulo em Joinville

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo não poderia ter perdido dois pontos em Joinville nesta noite de quarta-feira. Se quer brigar pela Libertadores, já que o título, a meu ver, está quase impossível, não pode se dar ao luxo de não vencer um time que está na zona de rebaixamento, ainda que jogando em sua casa.

O São Paulo começou o jogo sendo pressionado pelo Joinville, mas com 15 minutos já ditava as regras da partida e mantinha o domínio. Mas o time ressentia de boas finalizações, porque a defesa catarinense jogava em linha, forçando o impedimento, só que muito mal treinada. E aí faltou o lançamento preciso para a boa penetração. Ganso, que geralmente fica omisso no jogo mas acerta um lançamento preciso, botando o companheiro na cara do gol, nesta noite fez o inverso:  participou bastante, mas errou muito.

Mesmo assim Wilder, de novo, acertou um chute no travessão e no final do primeiro tempo Michel Bastos perdeu um gol inacreditável, após o Joinville também ter acertado uma bola na trave.

No segundo tempo o jogo ficou ainda mais aberto e foi o Joinville quem teve as melhores oportunidades, parando nas mãos de Renan.

Mas coube a Alexandra Pato perder o gol da vitória, pois no último lance da partida, em cobrança de escanteio, a bola sobrou para ele dentro da pequena área e o goleiro fez um milagre.

Estivéssemos lá na frente, poderíamos considerar o empate como bom resultado por ter sido fora, mas na atual circunstância, entendo que perdemos dois pontos, ao invés de ganharmos um.

Vitória fácil de um time óbvio

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo não teve a menor dificuldade para vencer a Ponte Preta por 3 a 0 no Morumbi, neste sábado à noite. Ganso, Pato e Michel Bastos lideraram o time e o futebol fluiu. E, claro, quando estes três jogadores estão a fim de jogar, a coisa fica muito mais fácil. Sem contar que a escalação colocada em campo foi daquelas que podem ser chamadas de “óbvias”.

Osorio poupou Carlinhos e retornou Michel Bastos para o lugar onde rende mais, que é do meio para a frente, caindo pelo lado direito. Michel não só criou chances como marcou um gol. Achei, também, que a dupla de volantes escalada – Thiago Mendes e Wesley – tornou o meio de campo mais rápido, não só na saída de bola, como na cobertura da zaga.

É verdade que a Ponte teve algumas oportunidades, paradas nas mãos de Renan que voltou a ter bela atuação. Mas isso deveu-se, principalmente, a lentidão de Luiz Eduardo, que tem que ser coberto por um volante. E não temos nem como pensar num eventual reserva, pois este é Edson Silva, muito mais lento ainda do que ele.

Na sequência teremos o Jonville, em Santa Catarina, time que está brigando contra o rebaixamento, mas que me parece ser quase impossível escapar da queda. Temos que fazer esta marcação pressão no campo do adversário desde o início e buscar o gol. É possível vencer. Assim vamos solidificando nossa posição no G4, até porque título…acho que já ficou para trás.

Classificação obrigatória na Copa do Brasil

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo goleou o Ceará por 3 a 0, em Fortaleza, reverteu a situação e obteve a classificação para as quartas-de-final da Copa do Brasil. Como escrevi no título deste comentário, foi uma vitória obrigatória. Seria um dos maiores vexames de nossa história se fôssemos eliminados da competição pelo time reserva do penúltimo colocado da Série B do Campeonato Brasileiro. Já foi vergonhosa a derrota no Morumbi. Menos mal que houve a recuperação.

O São Paulo não apresentou aquele futebol dos sonhos, mas ao menos lutou e buscou o resultado. O Ceará, por sua vez, não jogou e apelou para o anti-jogo, com muita violência. Aliás, o árbitro foi preciso na expulsão do jogador cearense, que merecia ser preso pela entrada criminosa que deu em Alexandre Pato. Eu, inclusive, não consegui entender tanto nervosismo dos cearenses, que podiam perder até por 1 a 0 que estariam classificados.

Carlinhos continuou jogando aberto pela direita, com Michel Bastos fazendo a posição de segundo volante. De novo fez boa partida taticamente e funcionou bem para o time, a ponto de sofrer o pênalti que originou o primeiro gol do Tricolor.  Falta apenas um pouco mais de entendimento com Bruno, pois Carlinhos fecha o corredor, tirando o espaço para a descida do lateral direito e mesmo para o 1 – 2.

Não gostei da participação de Wilder, que me pareceu muito nervoso, mas também acho que é cedo para fazer qualquer avaliação. Em compensação, estou gostando muito das partidas de Thiago Mendes. Acho que ainda falta um pouco de confiança para ele, mas marcou um golaço e não deu sopa para o azar na cabeça de área, à frente dos zagueiros.

De resto, pouco a comentar, a não ser que o time buscou a vitória o tempo todo e, mesmo com 2 a 0 e Hudson entrando para compor o meio de campo, não ficou atrás e continuou  busca pelo terceiro gol, que acabou saindo com Alexandre Pato.

Não vou sair soltando fogos por aí porque, repito, foi obrigação. Mas a vitória serviu para quebrar aquela sequência de derrotas que o time vinha tendo e estamos nas quartas-de-final da Copa do Brasil.

Roubo + estelionato + incompetência = derrota

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo foi claramente roubado no Maracanã neste domingo, quando perdeu para o Flamengo por 2 a 1. O primeiro gol carioca saiu após falta não marcada; houve, no mínimo, um pênalti não marcado a favor do Tricolor; e a não expulsão do zagueiro flamenguista, na falta cometida sobre Carlinhos. Isso poderia explicar a derrota do São Paulo o Maracanã. Um ROUBO escandaloso a dano do Tricolor. Mas o time jogou mal, com muitos desfalques e novas invenções de Osorio.

Aí entra a pergunta: mas o que o treinado poderia fazer? Hoje temos apenas quatro zagueiros no elenco, já que Toloi foi negociado: Breno, Lucão, Luiz Eduardo e Edson Silva. Só que Breno está machucado e Lucão para para a Seleção Olímpica semana que vem. Então tem o Rodrigo Caio. Ele é volante e também vai para a Seleção Olímpica. Portanto teremos Luiz Eduardo e Edson Silva. Para as laterais temos Bruno, Auro – que vez por outra entrega um gol para o adversário -, Reinaldo – que sempre dá gol para o adversário – e Carlinhos.

Perdemos nos últimos tempos Denilson e Souza, volantes titulares e de confiança de Osorio. Ficamos com Hudson, Wesley e Thiago Mendes. E um tal de Lyanco. Para a meia temos apenas Paulo Henrique Ganso, porque Michel Bastos voltou a ser lateral e Boschilia foi negociado. E no ataque os machucados Kardec e Luis Fabiano, o quase negociado Pato, os osvaldos argentino e colombiano e um João Paulo que não se sabe até onde vai vingar.

Some-se tudo isso e vamos chegar a um resultado: estelionato. Sim, estelionato desta diretoria para cima de Juan Carlos Osorio. Quando Carlos Miguel Aidar e Ataide Gil Guerreiro foram atrás dele e o convenceram a deixar a Colômbia e vir para o Brasil, venderam um clube equilibrado, vencedor com grande elenco e finanças em dia. Quando ele chegou aí deparou com a dívida gigantesca, cuja culpa não é exclusiva de Carlos Miguel Aidar, atraso em direitos de imagens e jogadores sendo negociados um atrás do outro. A base estrutural da equipe se desmanchou. No lugar dos que estavam , com experiência internacional, começaram a chegar outros, reserva de um time mexicano ou titular de time da quarta divisão.

Chegamos ao ponto, esta semana, em que Osorio precisou escalar um goleiro na linha para completar os 22 jogadores que realizavam o coletivo. O patrimônio do clube sendo vilipendiado. Em vendas de jogadores alcançamos 54 milhões de reais, mas as dívidas estão aí e o elenco de dissolvendo. É uma diretoria nefasta aos interesses do São Paulo. Repito: do São Paulo.

Aliado a tudo isso, a incompetência do time. Centurion não sabe concluir uma jogada, dar um drible, fazer um lançamento. Carlinhos não é ponta direita e Pato, definitivamente, não quer jogar pelo meio, mas pelas pontas. Os volantes são fracos, a defesa lenta e ainda armamos o contra-ataque do adversário. Tudo isso explica mais essa derrota.

Sei que alguns vão entrar aqui em defesa da diretoria. Não há problema. Admito o debate. Mas ninguém vai mudar minha forma de pensar. Vamos perder o técnico nas próximas horas. Ele não vai deixar a oportunidade de dirigir a Seleção mexicana passar para ficar neste baú sem fundo. E me assusta o que pode vir pela frente, pois não há, nesse momento, um único nome capaz de agregar forças no São Paulo, que esteja desempregado. Deus me livre Celso Roth, Joel Santana e outros que tais. Vamos, no final, ter que engolir Milton Cruz e a retranca salvadora. E eu vou lamentar muito, mas muito mesmo, se Osorio realmente sair.

Triste fim deste São Paulo de Aidar.

A sucessão de vexames continua

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a sucessão de vexames que o São Paulo está nos proporcionando é impressionante. Perder de 3 a 0 do Goiás, no Morumbi, já foi uma vergonha imensa. Perder de 2 a 1 para o Ceará, último colocado na Série B do Brasileiro, e com time totalmente reserva, nos levou ao fundo do poço.

Para não dizer que foi tão patético quanto sábado, ao menos nesta quinta-feira o time criou chances, teve 23 finalizações e sofreu os gols em dois contra-ataques. A bola bateu na trave, raspou a trave, bateu na cabeça do goleiro, na bunda do goleiro, o zagueiro tirou em cima da linha, enfim, tudo é verdade. Mas é o tal negócio: se vira. Tem que botar a bola para dentro.

Vão reclamar que o juiz não deu um pênalti enquanto ainda estava 0 a 0. Verdade. Mas nem isso serve como desculpa para a derrota. O time foi um catado. Tudo aquilo que vimos nos últimos jogos em que o time até fez crer que mereceria confiança, foi por água abaixo. Um verdadeiro catado, onde lateral esquerdo vira volante e depois ponta direita, zagueiro vira centro-avante, meia vira volante e atacante vira lateral esquerdo. E ninguém sabe o que fazer com a bola. Então…bola para a área. E ninguém para cabecear.

Este é o triste quadro do São Paulo. Um técnico com métodos europeus, num futebol tupiniquim, onde jogadores, mimados, se sentem incomodados. Vai saber se não estão de sacanagem com o Osório.

Ainda aposto no Osorio. Admiro muito seu método de futebol ofensivo, com marcação no campo do adversário e chegada com força na frente, ainda que a defesa fique um tanto vulnerável. Mas o excesso de mudanças jogo após jogo me deixa encafifado, com a certeza que o entrosamento nunca existirá. Por mais que Luis Fabiano tenha dito, no intervalo, que o time treina a formação pretendida por Osorio durante a semana, não é com dois treinos que o conjunto será formado.

É possível vencer em Fortaleza e trazer de lá a classificação. Mas para isso muita coisa terá que mudar em uma semana. Principalmente a vergonha terá que ser estampada na cara destes jogadores mimimi.