Domínio total, perda pela falta de eficiência

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo dominou o jogo quase que inteiro contra o Palmeiras, mas perdeu pela total falta de eficiência, o que sobrou para o adversário. Em determinado momento ouvi Bauza elogiando o domínio de bola  do time, mas reclamando da falta de finalizações.

O primeiro tempo foi o retrato do domínio contra a eficiência. O São Paulo teve a bola nos pés quase a totalidade do jogo. Poucas chances, é verdade, mas o jogo esteve sob controle. João Schimidt aparecia como um verdadeiro condutor do meio de campo, marcando, virando o jogo, passes perfeitos, aparecendo como homem surpresa na frente, mostrando que, na atual fase, merece um lugar no time titular. Chegou até a marcar um gol anulado erroneamente pela arbitragem, pois ele não estava impedido.

Carlinhos aparecia em boa partida, fazendo jogadas pela esquerda com Rogerio. O problema é que o atacante, que sempre pedimos no time titular, mais uma vez foi muito mal. Daniel mostrava-se um meia de movimentação, mas faltava ritmo de jogo e ele acabava perdendo muitas jogadas. Com isso o meio de campo do São Paulo parecia acéfalo, a não ser pela boa performance de João Schimidt.

O segundo tempo não foi diferente. O São Paulo continuou com melhor toque de bola, apesar do Palmeiras adiantar a marcação e tentar atrapalhar a saída de bola do Tricolor. Mesmo assim ninguém arriscava um chute ao gol. E foi numa falha de Carlinhos, já com Ganso e Calleri em campo, que o Palmeiras foi para o contra-ataque e marcou o primeiro gol. Exemplo da eficiência.

O São Paulo desmoronou em campo. Bauza ainda colocou Centurion no lugar de Rogério, mas o time não conseguia andar. Foi totalmente dominado pelo Palmeiras, que marcou o segundo gol com Robinho aparecendo sozinho, na cabeça de área, exatamente onde deveria estar Hudson (alguém sabe onde ele estava?). O jogo já tinha ido para o brejo.

Como Bauza poupou quem ele julga titular para o jogo da próxima quarta-feira, que os deuses tricolores  olhem por ele, pois é o jogo que nos interessa.

No empate na Argentina, ao menos teve luta

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, não dá para não considerar o empate contra o River, em Buenos Aires, um bom resultado. Afinal, o fato de termos perdido do  The Strongest em pleno Pacaembu já era, por si só, sinal de amplo favoritismo dos argentinos.

Se o time não apresentou um futebol vistoso, ao menos foi de muita luta e entrega. Os jogadores não se intimidaram com a fanática torcida argentina, dividiram quando tiveram que dividir, chutaram quando tinha que chutar e deram entradas firmes, quando isso se fez necessário.

Não fosse a falha ridícula de Denis e os erros crassos de arbitragem, a nosso dano, o São Paulo teria saído com boa vitória de lá.

Começo pela falta clara em Calleri, que sofreu um sanduiche entre o zagueiro e o goleiro. E o árbitro nada deu. No contra-ataque, escanteio e a falha grotesca de Denis. No final do primeiro tempo, pênalti claro em Calleri não marcado pelo árbitro caseiro. Poderíamos considerar que se marcasse a falta, não sofreríamos o gol e, teoricamente, teríamos marcado o segundo de pênalti. Vitória praticamente garantida.

Mas, arbitragem à parte, Denis fez quatro defesas importantes, mas goleiro quer ser titular do São Paulo não pode se dar ao luxo de falhar do jeito que falhou, por mais que viesse fazendo boa partida.

Outro que está em péssima fase e poderia ficar um pouco fora do time é Thiago Mendes. Ainda com 0 a 0, quase ele deu um gol para o River ao cabecear uma bola para trás, onde estava o atacante argentino. A bola bateu no travessão. Errou muitos passes, atrapalhou jogadas, inclusive uma em que Kardec poderia fazer o gol. Sem contar no gol que perdeu, após brilhante passe de Ganso

Aliás, nosso problema está sendo a dupla de volantes. Thiago Mendes em péssima fase e Hudson limitadíssimo. Talvez fosse o momento de Rodrigo Caio ocupar sua verdadeira posição, como volante, no lugar de Hudson.

Quanto a Bauza continua fazendo alterações ininteligíveis. Quanto tirou Carlinhos, o óbvio seria a entrada de Rogerio. Ele colocou Caramelo para reforçar a marcação na direita, quando o grande problema estava na esquerda em cima de Mena. Mas é um treinador que sempre joga para trás e não podemos esperar nada mais dele.

Com tudo isso, e apesar de tudo isso, foi um bom resultado. O São Paulo tem obrigação de ganhar do Trujillanos, vencer River e o time venezuelano no Morumbi e ir em busca de um empate em La Paz. Assim conseguiremos nossa classificação.

Derrota mostrou elenco e técnico que temos

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, foi mais um vexame. Aliás, nos últimos tempos, estamos nos acostumando a isso. Seja na política do clube, com todo o horror causado pela gestão de Carlos Miguel Aidar, seja pela ineficácia do time, aliada a um técnico típico daqueles de time pequeno, nossos dissabores vem aumentando dia após dia, jogo após jogo. Já perdemos no último sábado para a Ponte com um gol do Reinaldo, aquele mesmo. Agora tomamos uma virada para um time que tem como cabeça pensante Cañete. Durma-se com um barulho destes.

Mais uma vez o time não apresentou nada que pudesse dar a impressão que as coisas estavam se ajeitando. Os primeiros dez minutos de jogo foram de domínio total do São Bernardo. Parecia até que o jogo era no campo adversário. O máximo que o São Paulo conseguiu fazer ao longo de todo o primeiro tempo foi equilibrar o jogo.

Não podemos nos esquecer do pênalti aos três minutos de jogo, bisonhamente desperdiçado por Calleri. Aliás, o centro-avante argentino perdeu a penalidade e matou de canela todas as bolas que recebeu. Matou várias jogadas que começavam com Ganso e com Carlinhos, até porque com Centurion nenhuma jogada dava certo já na origem.

Mas o São Paulo ainda terminou ganhando o primeiro tempo graças a um belo gol de Ganso, chutando de fora da área, e participações seguras de Lugano e Rodrigo Caio na defesa. Carlinhos apareceu bem em várias jogadas, que acabaram não redundando em gol.

No segundo tempo o time morreu. Não sei se faltou fôlego ou foi ordem de Bauza para reduzir o ritmo, o fato é que não se criou mais nada e o corpo ficou mole. Ganso passou a errar passes de dois metros; Bruno passou a perder as descidas; Carlinhos não acertou mais uma jogada e a deficiência no passe de Thiago Mendes se acentuou.

Então Bauza vem com sua já conhecida substituição: tira Centurion e coloca Wesley. Ele entra para jogar pelo lado direito do ataque, mas na realidade não passa de um terceiro volante, que tem a missão de jogar aberto ajudando Bruno. Então, de novo, temos três volantes para segurar uma vitória por 1 a 0 contra o São Bernardo.  Mas a incompetência é tanta que nem isso ele conseguiu. Logo após a entrada de Wesley saiu o gol de empate.

No desespero ele colocou Rogério, mas de novo errou: tirou Mena, que estava mal, é verdade, mas ao menos segurava lá atrás para Carlinhos avançar, e manteve três volantes no time. Pior: ainda fez Ganso recuar um pouco mais. E tomamos o segundo gol. Ele, então tira Thiago Mendes para colocar Kardec, e bota Ganso como volante. Ou seja: continuamos com três volantes.

Em resumo: Bauza é um técnico retranqueiro, que não tem um esquema tático visível, o que dirá variação tática, que mexe sempre da mesma maneira, é inventor, sempre pensando no defensivo, não consegue, no entanto, arrumar a defesa e, concluindo, é técnico de time pequeno. E não me venham com a estória de que ganhou duas Libertadores. Foi com LDU e San Lorenzo. O primeiro, tendo como grande aliada a altitude absurda de Quito; o segundo, por mero acaso. Mas então teremos que considerar o técnico que levou o Once Caldas ao título da Libertadores um gênio.

Tenho, sim, saudade do Osorio. Queria, desde sempre, que Cuca fosse o nosso técnico. Mas vamos continuar com Bauza, aquele que um dia ousei chamar de “Tite argentino”. Quero pedir publicamente desculpas a Tite.

Não sei o que nos espera na quinta-feira. Ou melhor, até sei. Mas nunca perco a esperança de que um dia esse time vai acordar para a vida e sentir o peso desta camisa. Apesar do técnico que está lá no banco.

O São Paulo venceu, mas continua devendo futebol

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo fez mais uma partida chata, sonolenta, onde conseguiu a vitória sobre o Mogi Mirim por 2 a 0, num Pacaembu vazio, tão vazio quanto o futebol que o time tem apresentado. Após a derrota de sábado para a Ponte Preta, escrevi em meu comentário que o perder ali ou ter ganho do Rio Claro no Pacaembu, no meio de semana, tinha sido apenas um detalhe. Num marcou e no outro tomou o gol. Não teve poder de reação e o futebol apresentado nos dois jogos foi igual.

Nesta noite de terça-feira não foi nada diferente. O futebol ficou por aí, sabe lá Deus por onde anda, e o time acaba encontrando um gol, ou dois, graças a jogadas individuais. Assim foi com o passe dado por Bruno para Rogerio, jogada que já efetuavam desde bem antes da chegada de Bauza, e de um chute de fora da área de Ganso. E nada mais, a não ser dois lançamentos de Ganso – para Calleri e para Hudson -, lances que os dois perderam o gol.

Bauza, no entanto, no afã de inventar posições, conseguiu estragar alguma coisa que vinha dando certo. No meio de campo, Hudson sempre foi primeiro volante. E só sabe fazer isso. Já Thiago Mendes foi colocado por Osorio como segundo volante, e foi grande destaque do time no segundo semestre do ano passado. pois sabe conduzir a bola, tem bom chute de meia e longa distância e facilidade para penetrar como elemento surpresa. Bauza inverteu a função dos dois e hoje temos um volante que não sabe chegar e outro que não tem a marcação fixa como ponto forte.

As invenções e teimosia de Bauza continuam com a insistência de tornar Rogerio um meia, para disputar posição com Paulo Henrique Ganso, e deixar espaço livre para Centurion jogar como titular. É uma mistura de invencionice com xenofobia. Só pode ser. Sem contar que os jogadores erram passes de dois metros. Parece que não há treinamento de fundamentos.

Mas o futebol que o São Paulo vem apresentando é de uma monotonia platônica. Eu ousara, no começo, a falar que o Bauza era o Tite argentino. Só que a diferença entre os dois, agora vejo, é gigantesca. Por isso acabamos o jogo contra o Mogi Mirim, em pleno Pacaembu, jogando com três volantes, isso porque não considero Carlinhos volante. Se não seriam quatro.

E assim será contra o São Bernardo, no sábado. Mais um jogo chato. Tomara consigamos a vitória. Ao menos dá um pouquinho de moral para o jogo contra o River na próxima semana, porque se dependermos do futebol deste time treinado por Bauza, pode esquecer.

Em tempo: quero lamentar o falecimento de Márcio Aranha, ocorrido no início da partida desta terça-feira. Conselheiro vitalício do São Paulo, foi um dos grandes dirigentes que tivemos no futebol.

Perder ou ganhar é uma questão de detalhe

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo perdeu da Ponte em Campinas. A diferença entre o perder neste sábado e o ter ganho do Rio Claro na última quarta-feira ficou por apenas um detalhe: contra o Rio Claro nós marcamos e contra a Ponte nós sofremos um gol. Porque o futebol apresentado pelo time nos dois jogos foi absolutamente idêntico: não existiu.

Não sou do tipo saudosista que não enxerga a modernidade, mas não vi até agora um esquema que tenha sido adotado por Bauza. Jogar com três volantes é o cúmulo do absurdo e mostra claramente que ele não conhece os jogadores que tem. Senão vejamos:

  • Ganso não é o jogador indicado para armar o ataque, chegar na área para tabelar, chutar para o gol, conseguir grandes infiltrações vindo de trás. Enfim, Ganso é o cara que precisa ter três jogadores que se movimente na frente para render alguma coisa;
  • Ao jogar com três volantes, espera-se que os laterais apoiem bastante, pois a zaga está protegida dos contra-ataques adversários. Mas Bruno e Mena também guardam posição e só vão para a frente em algumas poucas oportunidades;
  • Thiago Mendes, que ano passado foi destaque deste time, marcando e chegando bem na frente, hoje só marca. E mal. Como Wesley não tem cacoete de atacante e Hudson é só marcador, não podemos contar com a chegada dos volantes na frente.
  • Nesta formação Calleri (ou Kardec) está jogando sozinho lá na frente, brigando com três ou quatro zagueiros. Ele nunca irá render o que dele se espera.

Para piorar as coisas, ele, quando necessário, passa a fazer substituições para recuperar o prejuízo. Mas as faz de forma errada, pois arranca os volantes e recua Ganso. Até acho que Paulo Henrique Ganso pode jogar na intermediária, fazendo a transposição e municiando o ataque, mas como volante ele terá que, primeiro marcar, depois ser meia. Perde-se um talento, ainda que adormecido, na frente para ter um péssimo marcador.

Não estou no time dos que defendem a saída imediata de Bauza, mas por conversas que tive nos bastidores, a prova dele será a Libertadores. Se for eliminado nesta primeira fase, dificilmente ele seguirá à frente do time. O sonho de Ataíde Gil Guerreiro, e do próprio Leco, é trazer Osorio de volta, mas isso só ocorrerá se ele for demitido da Seleção do México, algo muito improvável de acontecer este ano. Então…

Mais uma vitória no jeito Bauza de ser

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo venceu o Novorizontino nesta quarta-feira, num Pacaembu vazio e chuvoso, retrato do momento que vivemos, onde o time continua merecendo críticas de seus torcedores.

Quando disse no título que foi mais uma vitória no jeito Bauza de ser é porque o time colocado em campo, foi, de novo, extremamente defensivo. Assim como fiquei inconformado de ter terminado jogo contra o Rio Claro com quatro volantes, não posso admitir o time entrar para um jogo contra o frágil Novorizontino com três volantes e sem meia. Sim, porque Bauza quis fazer de Rogerio um meia, no estilo Ganso, e não deu muito certo.

Mas o time entrou com Thiago Mendes, Wesley e João Schimidt, Rogerio pela meia, Michel Bastos aberto pela esquerda e Kardec centralizado. E o primeiro gol só saiu porque Rogério sofreu um pênalti, após lançamento de Michel Bastos. Atentem, no entanto, para um detalhe: Michel que lançou o fez pelo lado do campo, para Rogério, que recebeu, entrando pelo meio. Apesar das posições, está claro que é Michel quem tem que fazer a assistência e Rogerio quem tem que definir.

Bauza tem insistido com Rogerio nesse setor. Basta ver que, via de regra, ele entra  no lugar de Ganso. Ontem foi Ganso quem entrou no lugar dele. Não quer acreditar que isso seja para mostrar que Centurion joga por não ter substituto em sua posição. Assim ele está queimando Rogerio, que tem característica única jogar aberto, fechando em diagonal para chutar ao gol.

De resto foi um jogo sonolento, onde o gol saiu no começo e depois o time tocou a bola de um lado para o outro. Não correu riscos, é verdade, a não ser por um cute da entrada da área que exigiu boa defesa de Denis. E é, portanto, o que veremos com Bauza. Time defensivo, tentando marcar um gol e não tomar nenhum. É o jeito Bauza de ser.

São Paulo está próximo da maior derrota de sua história

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, temo afirmar isso, mas o São Paulo está próximo, muito próximo da maior derrota de sua história. Não foi a humilhante goleada por 6 a 1 do arquirrival Corinthians, nem a nefasta derrota para o The Strongest no Pacaembu, nos fazendo o The Waker. Mas é a quase certa absolvição de Carlos Miguel Aidar pela Comissão Disciplinar, e que deverá ser corroborada pelo “egrégio” Conselho Deliberativo.

O depoimento de Carlos Miguel Aidar a esta comissão foi algo espantoso. Ele foi recebido pelo presidente da Comissão, José Roberto Opice Blum, com um tapete vermelho estendido, abraços, tapinhas nas coisas, risos e confrarias. Aliás, o fato não é novidade ao meu leitor, pois havia publicado a notícia no dia em que houve o tal depoimento. E não retiro o que falei naquele dia: foi uma conversa entre amigos, e não um depoimento. Opice Bum agiu como se ficasse horrorizado com as “denúncias” lançadas contra o amigo Aidar. Agiu como um amigo pronto a defendê-lo.

Agora fiquei sabendo pelo blog do Juca Kfouri que Aidar foi embora no carro de Douglas Schwartzmann, sim, aquele mesmo a quem acusou de pedir comissão em tudo e a todos e que, por sua vez, prometeu, no auge de sua ira, processar Aidar. Parece que as amizades falam mais alto que o ardor da raiva.

Curiosamente, o que também não é novidade ao meu leitor, Ataíde Gil Guerreiro foi recebido quase como um criminoso por este mesmo Opice Blum. O presidente da Comissão só desdenhou da gravação feita por Ataíde. Até agora não se pronunciou sobre seu conteúdo. Em resumo: protege Aidar, que na gravação oferece comissão a Ataide e confessa que sua namorada frauda o São Paulo, e agride Ataíde, que ousou gravar este crime.

Vamos lembrar, mais uma vez, quem é José Roberto Opice Blum. Advogado, desembargador aposentado, amigo particular de Carlos Miguel Aidar, foi convidado pelo ex-presidente para ser vice-presidente do Conselho Deliberativo. Almejava ser, numa sequência, o sucessor de Aidar e contaria com seu apoio. Só não foi vice de Leco no Conselho por estar radicado nos Estados Unidos e não ter como regressar ao Brasil a tempo de assumir honroso cargo.

Então a pizza está prontinha para ser servida. O que o Tricolornaweb publicou em 12 de fevereiro (leia aqui ), está se concretizando. Carlos Miguel Aidar será absolvido pela Comissão Disciplinar do São Paulo, enquanto Ataíde Gil Guerreiro corre sério risco de ser condenado, perder o cargo de conselheiro e ser expulso do clube, por ter feito e divulgado tal gravação.

Tudo isso será feito com a aquiescência do Conselho Deliberativo.  Sei que existem muitos conselheiros conscientes e que tentarão lutar contra este fato, mas Marcelo Abranches Pupo Barboza, presidente do Conselho, fará como Pilatos e lavará as mãos, numa atitude pré elaborada. Aliás, esta noite haverá reunião do Conselho. Será uma grande oportunidade para a oposição e aqueles que se dizem verdadeiramente são-paulinos e que querem apuração séria e punição aos responsáveis pelos desmandos ocorridos no clube, cobrarem de Opice Blum e Pupo Barboza resultados das investigações, pois ao se calarem esta noite, tornar-se-ão coniventes com tudo.

Será, sem dúvida, a maior derrota da história do São Paulo, causada por senhores ditos são-paulinos, mas que não passam de aproveitadores das benécies dos cargos que ocupam.

Minha esperança está centrada no Ministério Público, que por pedido de 14 conselheiros da oposição, passou a apurar este período lúgubre de nossa história. E com o MP não tem brincadeira. Talvez tenha sido esse o motivo de Carlos Miguel Aidar ter contratado o advogado de José Dirceu para defendê-lo, até porque na Comissão Disciplinar, ele já tem o Opice Blum.

Futebol de resultado. Mas contra o Rio Claro?

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo conseguiu uma vitória magra contra o fraco Rio Claro, no Pacaembu, com gol de cabeça de Rodrigo Caio. E depois segurou o resultado. E dizem que esse é o tal futebol de resultado. Ganhou, é fato. Mas não me agradou e nunca irá me agradar esse sistema de jogo ultra defensivo.

Desde o início de jogo a única jogada que soava efeito era o cruzamento alto na área. É bem verdade que Ganso, mais recuado, olhava o jogo de frente e conseguia fazer alguns bons lançamentos, colocando atacantes dentro da área de frente com o gol. Mas esperar que Centurion aproveite um passe e converta em gol já é demais. E Calleri, por mais que seja muito esforçado, não estava numa tarde boa e também perdeu oportunidades.

A boa partida de Carlinhos, ajudando na função de meio de campo e servindo, em outras vezes, como um verdadeiro atacante pela esquerda, compensou a fragilidade tática ofensiva do time. Aliás, taticamente, no ataque, a única coisa que vi até agora foi o “muricibol”. Bauza deve ser muito bom, mesmo, para armar defesas. E como não consegue criar jogadas ofensivas, parte para os cruzamentos. E foi numa dessas jogadas, uma cobrança de falta feita por Carlinhos, que Rodrigo Caio apareceu e marcou de cabeça.

Feito o gol, as bobagens começaram a ser feitas. Ele tirou o inútil Centurion para colocar Wesley e fechar o lado direito. Depois colocou Rogerio no lugar de Ganso, que estava jogando boa partida e conseguia fazer boas jogadas pelo chão. E para culminar colocou João Schimidt no lugar de Carlinhos. Em resumo: terminou o jogo com quatro volantes, nenhum armador, e com Rogerio e Calleri perdidos na frente, sem ter alguém para lhes passar a bola.

Eu até poderia admitir esse futebol de resultado se tivesse ganho do Corinthians ou do horrível The Strongest. Mas esse tipo de jogo mostrou-se ineficiente quando se toma um gol. Ele é fácil de ser praticado quando se está ganhando de 1 a 0. Mas quando está perdendo, o tal “futebol de resultado” desaparece.

Não quero ser corneteiro, pois sei que ganhamos o jogo. Mas, convenhamos, ganhar do Rio Claro por 1 a 0, no Pacaembu, terminando o jogo com quatro volantes, desculpe, não posso comemorar nem soltar rojões.

 

Derrota vergonhosa no Pacaembu

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, foi vergonhoso o futebol do São Paulo no Pacaembu, que acabou culminando com a derrota para o The Strongest por 1 a 0. Um time sem criatividade, sem padrão tático. Aliás, teve sim: bola alta na área para alguém cabecear. Como lembrou os tempos de Muricy Ramalho. Só que ali  ganhamos título brasileiro. Tinha Jorge Wagner cruzando e Washington cabeceando. Hoje temos gente que chuta a bola para a área, e gente que pula de olhos fechados para a bola.

O São Paulo dominou o jogo, é verdade. Mas perdeu, também pura verdade. O São Paulo teve algumas oportunidades claras de gol, é verdade, mas perdeu por ruindade e egoismo de seus jogadores. E por isso perdeu, porque no time adversário não houve ruindade nem egoismo. Quem poderia fazer o gol tocou a bola para outro, em melhor condição, e o gol saiu.

No nosso caso, Ganso fez um passe perfeito para Michel Bastos, por trás da defesa e ele, de frente com o goleiro, dá um bico para cima. Poderia ter escolhido o canto ou tocado para o meio da área, onde Calleri se apresentava. Depois, Bruno fez assistência perfeita para Kieza, por trás da defesa, no meio da área, cara a cara com o goleiro, e ele chuta para fora. Chances aproveitadas, 2 a 1 e sairíamos com a vitória. Mas estamos contando a derrota.

Bauza, meu companheiro, você recebeu zero de nota deste editor. Insistir com Centurion já ultrapassou a barreira da burrice. Você poderia ser acusado de xenofobia. Colocar Ganso jogando de costas para o gol é outra aberração. Mas você consegue piorar: põe Ganso jogando como segundo volante. E não dá padrão tático ao time. Tinha comi missão consertar a defesa e não conseguiu. Mas conseguiu, sim, estragar o ataque e deixar o meio de campo desorganizado.

Até acho que você fez as alterações que deveria fazer. Mas para que remediar, se poderia ter entrado curado? Para que gastar substituições se poderia ter entrado com Rogério e Calleri? Me desculpe falar isso, companheiro Bauza, mas estou começando a pensar que seu negócio é ganhar Libertadores com LDUs da vida, times pequenos que dependem da altitude para jogar e se retrancam no campo adversário para garantir um empate. Espero estar errado.

E Michel Bastos? Esse, elevado ao cargo de capitão, que tem obrigação de ser o exemplo e representar o técnico no gramado, é um absoluto alienado de tudo isso. Não nos representa. Falta aquele algo a mais. Falta empatia com a torcida, o que ele efetivamente não a tem, desde o dia em que marcou um gol e mandou a torcida calar a boca. Não tem perdão.

Estou “p” da vida sim. Como estão todos aqueles que amam o São Paulo. Por ser extremamente otimista, não vou dizer que a Libertadores já foi. Mas que acho que ficou muito difícil, isso não há dúvida. E nem é tanto pelo padrão dos adversários. Mas é pelo futebol que estamos jogando. O São Paulo está perdendo para ele mesmo.

Mais uma vez Lucão. Até quando? E o título da Libertadores Sub 20

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo perdeu em Itaquera e a derrota pode ser atribuída diretamente a Lucão. Assim como naquela fatídica tarde da goleada, quando ele falhou em, ao menos, dois gols, neste domingo ele deu o primeiro gol para o Corinthians e falhou no segundo, pois era ele quem marcava o atante corinthiano que cabeceou a bola para o gol.

Nas redes sociais cobraram minha implicância com Lucão durante a partida, pois também poderia atribuir a derrota no primeiro tempo a Calleri, que perdeu um gol incrível, cara a cara com Cássio; e no segundo tempo a Mena, que também perdeu gol incrível, cabeando de dentro da pequena área, em cima de Cássio. Bem, nesse caso eu poderia atribuir a “não vitória” aos dois, mas analisaria o fato em cima de um empate eventual. Portanto não retiro minha opinião de que Lucão foi, sim, o grande e quase único culpado pela derrota. Mais uma vez.

O jogo, aliás, foi muito ruim. Triste de ver. Futebol de extrema marcação, pegado, faltoso, com muitas bolas divididas, um mega congestionamento em cada ponto do campo onde a bola se encontrava. Mas por incrível que pareça, o São Paulo conseguiu fazer com que o Corinthians não tivesse chances no primeiro tempo e começava a ter o domínio do jogo, quando Lucão fez a bobagem.

Claro que o futebol do time poderia ter sido melhor se Ganso tivesse entrado no jogo. Muito marcado, ele se omitiu da partida ao invés de procurar um lugar no campo onde se livrasse da marcação. E Centurion, mais uma vez, foi a figura negativa do ataque. Ele não chuta a gol, não consegue cruzar, não dá assistências e não consegue acompanhar o lateral adversário para marcar. Com isso Calleri teve que jogar sozinho entre dois ou até três zagueiros corinthianos. Ainda assim conseguiu perder um gol e dar trabalho a Cássio.

No segundo tempo o time foi mais para frente e pressionou muito o Corinthians. Teve reais chances de gol. Além da cabeçada de Mena, a bola passou duas vezes muito próximo a Ganso e ele não alcançou. Calleri também teve outra oportunidade, mas parou na defesa adversária, num bate rebate. Isso prova que a entrada de Rogério foi ótima para dar esse poder ofensivo ao time.

Mas de novo, quando o São Paulo era melhor, sofre o segundo gol. Cobrança de escanteio, Ganso resvala na bola e ela vai para o atacante que está sendo marcado por Lucão. O que acontece? Gol. A conclusão é que Lucão deveria ser proibido de jogar em Itaquera. Ele – o São Paulo – sofrem de “arenofobia”, pois não consegue ganhar um jogo nas novas arenas.

Vou considerar que, pelo prisma da filosofia de Edgardo Bauza, o time se comportou relativamente bem. Mas as falhas individuais nos fizeram perder de novo. Que nos sirva de lição, enquanto é tempo.

Conquista da Libertadores Sub 20

Essa garotada do São Paulo é muito interessante. Parece sempre ter o jogo nas mãos. Parece nunca sentir o peso da camisa e da partida. Mas na hora de decidir, acaba decidindo. O título conquistado da Libertadores Sub 20 serviu, principalmente, para dar cancha aos jogadores. O próprio técnico André Jardine, que faz um brilhante trabalho em Cotia, disse isso. São jogadores que já vão subir prontos para serem utilizados por Bauza.

A garotada ganhou da bola e, quando foi preciso, no tapa também. Parabéns, garotada de Cotia. Valeu pelo esforço. O São Paulo é o primeiro clube brasileiro a conquistar a Libertadores da América nesta categoria. É nossa grife sendo estampada também no Sub 20!