Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo dominou o jogo quase que inteiro contra o Palmeiras, mas perdeu pela total falta de eficiência, o que sobrou para o adversário. Em determinado momento ouvi Bauza elogiando o domínio de bola do time, mas reclamando da falta de finalizações.
O primeiro tempo foi o retrato do domínio contra a eficiência. O São Paulo teve a bola nos pés quase a totalidade do jogo. Poucas chances, é verdade, mas o jogo esteve sob controle. João Schimidt aparecia como um verdadeiro condutor do meio de campo, marcando, virando o jogo, passes perfeitos, aparecendo como homem surpresa na frente, mostrando que, na atual fase, merece um lugar no time titular. Chegou até a marcar um gol anulado erroneamente pela arbitragem, pois ele não estava impedido.
Carlinhos aparecia em boa partida, fazendo jogadas pela esquerda com Rogerio. O problema é que o atacante, que sempre pedimos no time titular, mais uma vez foi muito mal. Daniel mostrava-se um meia de movimentação, mas faltava ritmo de jogo e ele acabava perdendo muitas jogadas. Com isso o meio de campo do São Paulo parecia acéfalo, a não ser pela boa performance de João Schimidt.
O segundo tempo não foi diferente. O São Paulo continuou com melhor toque de bola, apesar do Palmeiras adiantar a marcação e tentar atrapalhar a saída de bola do Tricolor. Mesmo assim ninguém arriscava um chute ao gol. E foi numa falha de Carlinhos, já com Ganso e Calleri em campo, que o Palmeiras foi para o contra-ataque e marcou o primeiro gol. Exemplo da eficiência.
O São Paulo desmoronou em campo. Bauza ainda colocou Centurion no lugar de Rogério, mas o time não conseguia andar. Foi totalmente dominado pelo Palmeiras, que marcou o segundo gol com Robinho aparecendo sozinho, na cabeça de área, exatamente onde deveria estar Hudson (alguém sabe onde ele estava?). O jogo já tinha ido para o brejo.
Como Bauza poupou quem ele julga titular para o jogo da próxima quarta-feira, que os deuses tricolores olhem por ele, pois é o jogo que nos interessa.