Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, vou separar o momento que vivemos, de pura crise, do jogo deste domingo. O Time jogou um bom primeiro tempo, com proposta de jogo definida, conseguiu marcar um gol com 12 minutos e passou a atuar nos contra-ataques. Bem no estilo do que tem feito o líder do campeonato.
Mas qual a diferença entre ambos? Enquanto lá eles tem Fagner e Arana, dois ótimos laterais, nós temos Buffarini e Edimar. E se não forem esses, Bruno e Junior Tavares. Enquanto eles fazem um a zero e quando precisam, seus laterais marcam muito bem e atacam melhor ainda, os nossos atacam pessimamente, marcam pior ainda. Os quatro gols nasceram pelo lado esquerdo do ataque do Palmeiras, na avenida Buffarini. No primeiro, cruzamento da esquerda e Edimar, marcando a bola, não alcança. No segundo, por mais que Jucilei tenha tomado um drible desconcertante, a marcação teria que ser do Buffarini, que acomodou-se com um tranco que tomou do Michel Bastos; no terceiro gol, de novo jogada pela esquerda; e no quarto, aonde estava Buffarini.
E temos agravantes: não temos linha de impedimento, como o Corinthians tem. Para piorar, no quarto gol, Rodrigo Caio está passeando, saindo da área para a frente, e limita-se a olhar do outro lado, ver o jogador do Palmeiras entrando, cruzando e saindo o gol.
Mas vamos voltar ao primeiro tempo. Deveríamos nos fechar e manter os contra-ataques que estavam saindo. Tomamos a virada para 2 a 1, em pouquíssimos minutos. Mas tivemos uma grande jogada de ataque, com Marcos Guilherme acertando o travessão. Depois conseguimos empatar.
No segundo tempo, o cenário se repetiu. O Palmeiras atacando e o São Paulo contra-atacando. E foi mais gritante. Rodrigo Caio perde um gol absurdo, como já houvera perdido no Morumbi e em Florianópolis. Aí é a vez de Marcos Guilherme descer num contra-ataque, ter dois jogadores abertos de cada lado, ele preferiu o drible e perdeu a bola. No contra-ataque do Palmeiras, gol. Aí a coisa degringolou e o São Paulo não teve forças para buscar o empate. Acabou tomando o quarto gol, quando já estava literalmente na roda.
Mesmo assim, não entendi Dorival Jr. colocar Denilson e não Maicosuel. A semana toda ouvimos falar que ele foi um espetáculo nos treinos, que isso e aquilo. E não entra nunca para jogar? Outra coisa: está claro que a troca de posições entre Jucilei e Petros não deu certo. Perdemos o Jucilei como grande marcador e que sabe sair com a bola dominada para termos um jogador perdido em campo, e ficamos com um Petros que corre de um lado para o outro e acaba deixando um buraco no meio da defesa, pois está sozinho na cabeça de área. Sem contar o Cueva, que continua um zero a esquerda.
Mas, apesar de tudo isso, em resumo: o jogo foi muito bom, eletrizante, o time jogou relativamente bem, mas o resultado foi horrível e a crise continua. Pensem bem: tivesse Marcos Guilherme feito o gol no lance em que chutou no travessão, ter agido corretamente no contra-ataque que perdeu a bola e Rodrigo Caio marcado o gol, já que estava embaixo da trave, teríamos ganho o jogo e tudo estaria diferente. Mas, como disse várias vezes Muricy Ramalho, a bola pune. E puniu o São Paulo.
Como nosso adversário não é o Palmeiras, mas são Ponte, Vitória, Botafogo, Vasco, Bahia, Coritiba, espero que Dorival Jr use esses 13 dias que terá até o próximo jogo para impor seu sistema tático, fazer com que os jogadores entendam e, principalmente, arrume essa defesa. Arboleda não jogará a próxima partida, Talvez seja o momento de estrear Aderllan, que até agora só conseguiu ficar no banco em dois jogos.
Aliás, por falar nisso, vou começar já a cobrar explicações de Vinicius PInotti, diretor de Futebol, sobre algumas contratações: Denilson e Maicosuel. Mas também preciso responsabilizar José Jacobson e Alexandre Médicis, ex-diretor e ex-vice-presidente de Futebol, respectivamente, por Marcinho, Edimar, Tomas. E ao ex-diretor Ataíde Gil Guerreiro, por ser se dobrado aos pedidos insanos de Paton Bauxa, e contratado, entre outros, Buffarini. Citei apenas alguns, que comprovam a mediocridade que vivemos, que parte de uma diretoria incompetente, passa por conselheiros omissos – da situação e da oposição – e deságua no time e, em última análise, em nós, torcedores, pois vocês, como eu sempre digo, tem salas e se fecham no Morumbi. Nós vamos à luta, ao nosso trabalho, encontrar com torcedores adversários, e continuamos sendo motivo de chacota.
Já falei lá atrás e vou voltar a cobrar: Leco, deixe esse Pinotti de lado, antes que você afunde com ele, seja humilde, deixe essa empáfia que te domina, tenha um gesto de grandeza e traga Muricy Ramalho já, para gerenciar o futebol. Salve o time enquanto é tempo, ou você estará enterrado para todo o sempre no São Paulo por omissão, se o time cair, e não terminará seu mandato.