Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo perdeu por 1 a 0 para o Atlético-Mg em Belo Horizonte, nesta quarta-feira, mas se tivesse sido de 3 ou 4 não seria demais. Foi um massacre. Não sei se Dorival quis colocar um time recuado, para explorar o contra-ataque, ou foi pego de surpresa pelo jogo muito ofensivo imposto por Osvaldo de Oliveira, mas é fato que o São Paulo passou o primeiro tempo inteirinho sem dar um único chute a gol.
O que mais me impressiona é que Dorival Junior tem tido prazos infindáveis para treinar o time e não consegue fazer algo produtivo. Foram 15 dias, depois três jogos e mais dez dias. E tudo continua como era. Um meio de campo ineficiente, defesa batendo cabeça e ataque inoperante.
E, convenhamos, o time titular – nem falo elenco – não é tão ruim assim. Tem jogadores em nível de Seleção. Também entendo que as ausências de Cueva e Arboleda foram fundamentais. Mas do outro lado, jogadores importantes também estavam ausentes. Além do mais, Dorival teve dez dias para montar o time com quem quisesse para o lugar dos dois. De pronto optou por Bruno Alves e no meio demorou para definir por Gomez. Mas nada deu certo.
Jonathan Gomez estava perdido no meio. Não marcava, não armava, não chutava. Petros ficava sobrecarregado, porque Lucas Fernandes não conseguia acompanhar as descidas de Marcos Rocha e Marcos Guilherme foi engolido por Fabio Santos. Militão e Bruno Alves batiam cabeça, com Robinho destruindo a marcação dos dois.
Eu não consigo entender a razão de Dorival ter demorado tanto para mexer no time. E mexeu errado. Hernanes não vinha bem, é verdade, mas é um jogador imprescindível, que de repente faz uma jogada de craque e sai o gol. A entrada de Maicosuel deveria ter ocorrido já no intervalo, no lugar de Marcos Guilherme. E Jucilei deveria, também no intervalo, ter entrado no lugar de Gomez, para dar mais consistência à marcação, liberando Hernanes para chegar mais na frente. Mas ele não fez nada disso.
Sidão fez, no mínimo, três defesas gigantescas, impedindo, sim, a goleada. E poderíamos ter saído de BH com um empate, o que já seria uma grande conquista pelo que jogamos, não fosse o pênalti infantil, absolutamente ridículo, cometido por Bruno Alves.
Por isso que vimos é que tenho imposto aqui nos comentários os pés no chão. Entendo que, nesse ponto, Dorival também está certo. Não adianta fazer contas e imaginar que ganhando um jogo podemos chegar perto do oitavo lugar, sonhar com o G8 para a Libertadores e outros mais. Nossa briga até o final do campeonato será contra o Z4. Vitória no Pacaembu, no sábado, é obrigação. Até porque, a depender dos jogos de hoje, poderemos entrar em campo sábado no Z4, essa incômoda situação que nos acompanhou durante todo o Brasileiro.