Mais uma bela vitória, mas com a defesa falhando

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo continua apresentando um futebol que eu gosto de ver. Ofensivo, com o ataque funcionando muito bem, mas pagando o preço de uma defesa desguarnecida.

Vejo alguns pontos que devem ser acertados ao longo do tempo. Jucilei será titular do time, e isso não tenho a menor dúvida. Deverá entrar no lugar de João Schmidt, até porque ele vai embora no meio do ano. A defesa está se ressentindo de um leão de chácara à sua frente e Jucilei pode ser esse jogador, além de ter bom passe e saber sair jogando.

Outro ponto que pode ser corrigido já é a descida dos laterais. Pela tradição tática do futebol, quando um desce o outro fica. No São Paulo os dois estão descendo concomitantemente. João Schmidt que é técnico, mas está longe de ser um marcador contumaz, não consegue proteger a zaga e quando perdemos a bola lá na frente, a dupla de zaga fica no mano a mano. Para piorar, Maicon ainda não encontrou seu bom futebol este ano, Rodrigo Caio está abaixo do nível que pode render, enquanto Breno e Lugano estão completamente fora de forma.

Aliás, mais uma vez, é com muita tristeza que imputo a Breno culpa pelos dois gols que sofremos nesta quarta-feira. Já houvera sido assim contra o Novorizontino. É verdade que ontem ele contou a colaboração decisiva de Bruno para que os gols do PSTC saíram.

Agora, um parágrafo aberto  para falar de Cícero: como esse jogador evoluiu de sua passagem anterior pelo São Paulo para esta. É o típico volante moderno, absolutamente técnico e com um bom sentido de marcação. Não é primeiro volante, mas funciona como coringa e vai desde essa posição até a de centro-avante. Encaixou como uma luva no time.

E quero destacar também Lucas Pratto. Não marcou nenhum gol nesta quarta-feira, mas a assistência que deu para o segundo gol de Cícero foi espetacular. Sem contar que ele sai da área, permitindo outras penetrações e dá assistências, misturando técnica, oportunismo e raça. Uma grande contratação.

Em resumo, mais uma vez fiquei muito feliz com o que vi. Sempre disse e repito: prefiro ver um time que tome dois gols por partida, mas que marque quatro do que um que não tome gol, mas tente ganhar por 1 a 0, no sufoco. Sou mais, muito mais, Rogerio Ceni do que os retranqueiros do nosso futebol.

Empate em Novo Horizonte só ocorreu por falha individual

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo mais uma vez, saiu de um 2 a 0 e deixou o adversário empatar no final da partida. O que ocorreu com o Mirassol, no Morumbi, voltou a acontecer neste sábado, em Novo Horizonte. Desta vez, no entanto, não podemos jogar a culpa no esquema tático ofensivo de Rogério Ceni. Nesta noite os dois gols do Novorizontino foram em falhas individuais de Breno: no primeiro o pênalti e no segundo em que ele não pulou. Nítida falta do tempo de bola.

Antes de mais nada quero deixar claro que aprovo 100 por cento o esquema tático ofensivo que Rogério Ceni vem implementando. Se temos uma defesa muito vazada, também temos um ataque muito positivo. Portanto, prefiro um esquema onde o time tome três gols mas faça cinco, do que não tome nenhum e, eventualmente, faça um.

Vamos registrar alguns pontos que nos prejudicaram e podem sr considerados com desculpas absolutamente válidas para o empate desta noite: o campo era um verdadeiro pasto, pois choveu o tempo todo; o time era misto, com mais jogadores reservas do que titulares; a dupla de zaga não seria esta, pois Rodrigo Caio iria jogar. Só não jogou por ter tido torcicolo momentos antes da partida; o time ainda está em formação, assimilando um novo sistema tático.

Dito tudo isso, volto a repetir o que já escrevi no editorial pós Mirassol: também fiquei puto com aquele empate. Mas entendo a situação e nesta noite de sábado fiquei muito mais chocado pelas falhas terem ocorrido exatamente com Breno, em quem deposito muita confiança e espero ver voltar a jogar em grande estilo.

Entendo que Rogério Ceni errou numa substituição. Quando ele voltou para o segundo tempo com Jucilei, esperava que fosse no lugar de Araruna. Shaylon, que fez um péssimo primeiro tempo, deveria ter sido substituído por Lucas Fernandes. É verdade que com a mudança que ele fez, liberando Thiago Mendes para atacar mais, saiu o segundo gol. Mas o time perdeu em armação, ficou sem ter o jogador que dá o passe final de maneira certeira. Isso também nos levou aos problemas defensivos.

Não resta dúvidas que iremos à outra fase do Paulista. Agora os pensamentos estão voltados para  a próxima quarta-feira, quando enfrentaremos o time paranaense pela Copa do Brasil. Lá, com time completo, a conversa será diferente.

 

O futebol alegre do São Paulo está gostoso de ver

Amigo são-paulino. leitor do Tricolornaweb, estou gostando muito de ver o São Paulo jogar na era Rogerio Ceni. É um futebol moleque, onde o time todo vai para cima do adversário como uma avalanche, sufoca, encurrala, enfim, tem a postura que sempre quis ver. Marca muitos gols. Também sofre muitos, é verdade. Mas o saldo está positivo.

Rogerio Ceni está utilizando esquema semelhante ao de Juan Carlos Osorio. Sei que lá tomamos uma goleada no Morumbi, mas jogávamos um futebol que todos elogiavam. O que precisa ser encontrado é o equilíbrio de como fazer um time tão ofensivo, mas sem descuidar da defesa.

Quando o adversário está com a bola, o São Paulo tem uma formação onde Pratto fica sozinho à frente, atrás dele fica uma linha de cinco e mais atrás outra de quatro. O problema está nos contra-ataques que sofremos.

Neste jogo contra o São Bento ficou escancarada a visão de vazio defensivo. O São Paulo teve o domínio de bola na maior parte do tempo. Não poucas vezes Maicon aparecia como meia e o único jogador que ficava no meio de campo, como defensor, era Rodrigo Caio. Também havia o inverso. Uma bola perdida nestas circunstâncias é fatal para sofrermos o gol.

Percebam que o primeiro gol do São Bento saiu de um contra-ataque, em que Rodrigo Caio – que aliás fez uma péssima partida nesta noite – teve que sair para cobrir Junior Tavares, tomou no meio das pernas. Maicon teve que sair para cobrir Rodrigo e no escanteio nosso zagueiro da Seleção Brasileira falhou, não subindo com o atacante adversário.

Talvez a entrada de Jucilei como primeiro volante possa resolver esse problema. João Schmidt é muito técnico, tem bom passe, mas não é o leão de chácara que precisamos para atuar na frete da zaga. Thiago Mendes também não faz essa função. Muito menos Cícero. Está claro que Rogerio optou por um meio de campo leve e de bons passes, abrindo mão do brucutu. Mas esse tipo de jogador acaba sendo necessário.

Não vou entrar no time dos que estão preocupados com esse esquema de jogo. Prefiro ver o time continuar sofrendo com a defesa, tomando dois gols por jogo, mas fazendo três, quatro ou cinco lá na frente, do que voltarmos ao estilo Bauza/Ricardo Gomes, onde um a zero era goleada e o jogo se arrastava de forma deprimente.

Estou muito feliz com o início de Rogerio Ceni no São Paulo. Acho que tudo será uma adaptação, dos jogadores entenderem suas ideias e dele perceber algumas coisas que precisam ser melhoradas. E vamos em frente.

Empate no Morumbi está dentro do aprendizado

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, estou contente com o empate no Morumbi contra o Mirassol por 2 a 2, depois de estar ganhando por 2 a 0? Claro que não. Estou “puto” da vida com o time por essa bobeada gigantesca? Também não.

O time, nitidamente, está em lua de mel e ainda de ressaca com a brilhante vitória contra o Santos na última quarta-feira. Fez 2 a 0, estava sobrando no jogo. Era natural que Rogerio Ceni começasse a fazer alguns testes, afinal, tem que sentir na prática o elenco que tem em mãos.

O problema é que fez de forma errada. Colocou Buffarini, de novo, na lateral esquerda, jogando Junior Tavares para o meio de campo. Buffarini ficou perdido e Junior mais ainda. Colocou Neilton para ver se fazia alguma coisa. Continuou  vendo que ele não faz nada.

A única substituição que não vou criticar foi a entrada de Lucas Fernandes,. É preciso começar a dar ritmo para o garoto que deverá ser, em caso de suspensão ou convocação para a Seleção peruana, o substituto imediato de Cueva.

Nossa maior preocupação, no entanto, é com a defesa. Tomamos nove gols em quatro jogos, o que parece um absurdo. É verdade que o ataque tem sido muito produtivo, mas não podemos continuar vendo essa peneira imensa.

Parece que temos que nos acostumar a algumas falhas inevitáveis em todos os jogos. Por exempllo, Bruno, Buffarini e Sidão dificilmente passarão um jogo sem cometer ao menos uma falha grave.

Temos Thiago Mendes, muito participativo, mas que não consegue acertar um único último passe. E João Schmidt, com ótimo passe, mas que não funciona como primeiro volante, porque a zaga fica completamente descoberta. Aqui Jucilei cairá muito bem.

Mas, apesar dos pesares, é um time em formação com um técnico em início de trabalho e carreira. Acho que teremos muitas alegrias este ano, mas os tropeços vão acontecer. Esse foi um deles. Espero que pare por aí.

‘Sardinhada’ no embalo de Luis Araujo, Cueva e Rogerio Ceni

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o Campeonato Paulista é uma porcaria, só serve para derrubar técnicos, o time deve jogar com reservas, o mais importante é a Libertadores, só liga para ele quem não está nela, blá blá blá. Concordo com tudo isso. Mas que ganhar do Santos, dentro da Vila, de virada, por 3 a 1, é bom demais, isso ninguém duvida.

Eu tomo por base o Paulistão como preparatório para o Campeonato Brasileiro – já que este ano não temos Libertadores -. Nesse aspecto estou gostando muito do que estou vendo.

Não tenho dúvidas em afirmar que Rogério Ceni virou o jogo, deu um nó tático em Dorival Junior e é diretamente responsável por essa vitória. Viu que Neilton era o ponto fraco do time, pois, além de não atacar, não ajudava na marcação. Isso deixou Buffarini sobrecarregado e ali virou uma verdadeira avenida.

Então, no intervalo, tirou Neilton e voltou com Luis Araujo. Eu, que tenho tratado o garoto de Marlos versão 2017, queimei a língua e vi Luis Araujo acabar com o Santos. Com Cueva distribuindo o jogo á vontade, o São Paulo sobrou no segundo tempo. E só não fez o quarto gol por absoluta infelicidade de Gilberto.

Aliás, um parágrafo para falar de Cueva. Esse é um verdadeiro meia. Não se esconde no jogo numa ponta. Corre o campo todo, flutua pelos diversos setores do ataque, tem chute, bons dribles e ótimas assistências. O que ele fez com três zagueiros do Santos no terceiro gol, deixando Luis Araujo cara a cara com o goleiro para marcar, foi impressionante. Que achado.

Rogerio Ceni chegou com a inspiração ofensiva de Juan Carlos Osorio. Também com substituições que equilibram o time. Tem ótima visão tática. Isso tudo já nos dá um grande otimismo de que este ano não será em nada parecido com 2016. E mais: começo a achar que, com as entradas de Jucilei e Pratto, temos condições plenas de brigar por títulos.

Obrigado, São Paulo, pela maravilhosa noite de quarta-feira que você me proporcionou.

Goleada sobre a Ponte e uma pequena amostra do que pode ser o time

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo sobrou em campo e goleou impiedosamente a Ponte Preta por 5 a 2, no Morumbi. Vários pontos positivos puderam ser vistos no jogo e procurarei destacá-los aqui.

Rogério Ceni parece ter feito o elenco entender que ele é o técnico, ele manda, é companheiro mas é o chefe. Suas ordens devem ser respeitadas. Seu esquema tático, típico europeu, tem que ser assimilado.

Fiquei muito atento a sua movimentação durante a partida. Estava sentado bem atrás do banco de reservas do São Paulo. Ele ainda demonstra estar jogando. Caminha o tempo todo, de frente e de costas, como fazia quando estava no gol. Vai trás das bolas, as pega e as devolve com rapidez. É um jogador no banco. Conversa com os jogadores o tempo todo, chama a atenção quando há erros grosseiros, indica posição, pede para o time avançar, enfim, parece que está na função há décadas.

Cada gol que o São Paulo marcava algum jogador saía correndo em sua direção para comemorar com ele. Naquele momento recebia instruções que eram imediatamente passadas aos jogadores a quem o recado tinha sido encaminhado.

Percebe-se que o “psicológico” do time está em alta. A Ponte estava muito fechada, totalmente lá atrás. Todos, literalmente todos atrás da linha da bola. E o São Paulo tinha dificuldade para penetrar. Num contra-ataque, após erro do passe de Thiago Mendes, a Ponte marcou o gol. O São Paulo de 2016 teria se abatido e certamente seria presa fácil para ser derrotado.

Mas não. O time foi para a frente, seguiu em cima como se nada tivesse acontecido e os gols foram aparecendo. Cueva foi o motorzinho do time. Fico imaginando o peruano metendo as bolas que deu para Gilberto e Luis Araujo para Lucas Pratto. Começo até a sonhar com algo bem mais alto este ano.

Rogerio mostrou saber o que quer. O time jogou boa parte do tempo no 4-3-3. Em alguns momentos o time aparecia com 4-4-2. Mas com 4 a 1 no placar ele mudou o esquema. Tirou Cícero e colocou Lugano, mudando o sitema para o 3-5-3. Testou uma variação que pode ser usada em outros jogos.

O time está sendo formado. Jucilei e Lucas Pratto, certamente, serão titulares. Acredito que João Schmidt perderá o lugar, até porque ele só ficará no São Paulo até o meio do ano. Já Lucas Pratto, indispensável dizer no lugar de quem ficará.

Outro detalhe: partida sensacional do lateral Junior Tavares. Bem na marcação, ótimo no apoio, abusado, partiu para cima do marcador com vários dribles. Acho que encontramos uma joia para uma posição que temos carência. Precisamos, sim, de outro lateral, mas para disputar posição com Junior.

De resto, 5 a 2 sobre a Ponte Preta, um time da série A do Brasileiro, é para dar moral para qualquer elenco, em início de temporada, antes de um clássico. Que venha o Santos!

E não esqueçam: ouçam a Rádio Tricolornaweb. Muita emoção no ar para vocês.

O São Paulo venceu e isso é o que importa

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo segue da Copa do Brasil. Venceu o Moto Clube por 1 a 0, em São Luis, mesmo sem apresentar um futebol brilhante.

Na realidade decidiu sua sorte com um minuto e meio de jogo, quando Gilberto recebeu a bola dentro da área e marcou o gol. Depois o jogo foi muito chato, muito fraco.

O São Paulo voltou a apresentar erros no seu sistema defensivo, teve muita lentidão na passagem da defesa para o ataque, motivado, principalmente, pelo estilo de jogo de Thiago Mendes e Cícero. Cueva ficou um pouco mais avançado e participou menos da ligação defesa-ataque.

Quando eu digo que o fundamental foi a vitória e a classificação é por uma razão simples: no caso de ontem, antes ganhar de 1 a 0, jogando mal e passar, mesmo que no fundo não represente absolutamente nada na história do clube, uma derrota e a consequente eliminação fariam uma fumaça gigantesca no clube e a própria condição de Rogério Ceni como técnico começaria a ser contestada.

Entendo que esse foi um bom jogo para que Rogerio tenha analisado o time e concluído sobre as consequências das mudanças que fez. Me parece certo que Rodrigo Caio tem que ser zagueiro, que Junior Tavares vai melhor na esquerda do que Buffarini improvisado, que Jucilei chegará para ser titular nesse meio de campo e que Lucas Pratto deveria ter vindo ontem para jogar.

Não quero pegar no pé de Gilberto e de Chavez, mas os gols que eles perdem são absolutamente irritantes. E nem vou falar de Luiz Araujo, o Marlos versão 2017. Mas a chegada de Lucas Pratto deverá resolver essa posição carente do nosso ataque.

Agora, foco no paulista, porque a Copa do Brasil vai demorar um pouco para ter sequência. Morumbi lotado no domingo para recebermos Rogério Ceni, sua verdadeira estreia em solo paulista.

Na derrota de Barueri, o destaque positivo ficou para a torcida ausente

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo começou pessimamente o Campeonato Paulista, perdendo por 4 a 2 do Audax. É preciso reconhecer que o adversário é o atual vice-campeão paulista, mas temos, também, que ficar atentos para o que Rogerio Ceni tem em mãos. É praticamente o mesmo elenco do ano passado, sem David Neres que vinha resolvendo algumas partidas.

É verdade que chegaram Cícero e Wellington Nem, em que coloco muita fé. Mas faltam o lateral esquerdo e o centro-avante. Os dois gols que Chavez marcou neste domingo não podem iludir o torcedor, até porque no começo do segundo tempo ele cometeu dois erros grotescos, que poderiam ter decidido a partida a nosso favor.

O esquema tático apresentado pelo São Paulo foi o mesmo adotado nos dois jogos da Florida Cup. A diferença é que pela frente estava o Audax. Ano passado esse time eliminou todos os grandes jogando com a defesa compacta e saída rápida em contra-ataque, com pleno domínio de bola e sempre ficando duas opções para definição da jogada. O Santos foi o único a não ser batido pelo Audax, pois Dorival Junior colocou o time atrás, esperando o time de Osasco. Aí Fernando Diniz se complicou e perdeu o jogo.

Não acho que o São Paulo deveria entrar recuado. Entendo o estilo de Rogerio Ceni, que parece ser bastante ofensivo. Mas cuidados deveriam ser tomados. Não vi Rodrigo Caio e Thiago Mendes fazerem qualquer proteção à zaga. Além do mais, Douglas falhou gritantemente em três gols; Maicon e Bruno também estavam em péssimo dia; e Buffarini completou a lambança que foi a defesa.

Interessante foi notar que mesmo tomando dois gols em dez minutos o São Paulo não se desesperou. Teve calma para voltar ao domínio do jogo, chegou ao empate e poderia até ter virado no começo do segundo tempo, como citei no início deste comentário. Mas os dois gols do Audax no segundo tempo vieram num momento em que o preparo físico já tinha chegado no final e os jogadores se arrastavam em campo. Sem contar com o estado do gramado de Barueri, que era péssimo.

O destaque, então, ficou para a torcida que aderiu ao boicote, puxado por nosso site, por blogueiros ligados ao São Paulo e pelas próprias torcidas organizadas. O estádio ficou absolutamente vazio, com pouco mais de 2.200 torcedores. A torcida mostrou para aquele cidadão que preside o Audax que o São Paulo não é uma brincadeira e não está aí para ser ridicularizado. Aqui trata-se de um tricampeão mundial, tricampeão de Libertadores, hexacampeão Brasileiro, multi campeão paulista e de outros torneios. E assim tem que ser tratado: co muito respeito.

Parabéns, torcida Tricolor. Hoje, como já ocorrera inúmeras vezes, você fez a diferença.

E aguardem! Dia 10 de fevereiro o Tricolornaweb completará 13 anos de existência. Teremos uma novidade no ar.

Quadro político sucessório muda e Eduardo Mesquita Pimenta pode ser candidato

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, ainda ontem escrevi uma matéria editorializada neste espaço (pode ser lida com a indicação no pé da página), mostrando o quadro sucessório atual. Ali falei que dificilmente haveria mudança nas postulações. Ali disse que o nome de Julio Casares, de extrema simpatia do empresário Abilio Diniz, não tinha tido boa receptividade entre os conselheiros de oposição. Júlio, é bom que se diga, não queria ser candidato.

Também falei que o único nome que poderia ser viabilizado para concorrer pela oposição, com chances claras de ganhar, era o de Fernando Casal de Rey. Mas ele também me garantiu que não será candidato. Só que essa garantia, segundo algumas fontes fidedignas, já não é mais de 100 por cento. Diríamos que hoje é de, aproximadamente, 90 por cento.

Mas no meio deste cenário surge um nome que, essas mesmas fontes, me garantiram que poderá ser lançado: Eduardo Mesquita Pimenta, o presidente mais vencedor da história do São Paulo. Se até ontem era impossível se pensar nessa possibilidade, hoje não é mais. Pimenta conta com a imensa simpatia de Abilio Diniz, que, mesmo de fora, tenta manipular a política do São Paulo para que caminhe pela sua vontade. E ele não aceita em hipótese alguma apoiar Leco, e também sente-se de saia justa para apoiar Roberto Natel.

No meio de todo esse pacote surgem as denúncias, com ameaças de apuração aqui e acolá. No Conselho Deliberativo se fala na reabertura da apuração do escândalo da Far East, algo que foi estranhamente arquivado pelo presidente da Comissão Disciplinar do  Conselho, José Roberto Opice Blum, com a complacência do presidente do Conselho Deliberativo, Marcelo Pupo, que disse não ter nada a fazer.

Alguns conselheiros contrários a esta abertura contra-atacam e dizem que vão pedir, também, a reabertura da denúncia contra o assessor da Presidência Rodrigo Gaspar, por ter, em determinado momento, chamado Rodrigo Caio de “jogador de condomínio” e Michel Bastos de “erva daninha”, nas redes sociais. O caso também foi arquivado. E, cá para nós, a gravidade de um e de outro escândalo tem uma diferença que vai daqui a Tokio.

A derrota de Leco neste momento começa a se desenhar. Se  não pelos possíveis nomes da oposição – Fernando Casal de Rey e Eduardo Mesquita Pimenta -, mas pelo nome que ele colocou como coordenador de sua campanha: José Augusto Bastos Neto. Esse foi, sem dúvida alguma, o segundo pior presidente da história do São Paulo, só não sendo pior do que Carlos Miguel Aidar. Ela garantiu a Leco que tem um grupo com 40 conselheiros. Na realidade, não chega a dez. E nem tem influência tão forte assim sobre eles.

Outro que está na canoa de Leco é o vice-presidente Administrativo, José Roberto Canassa, mas que detém em seu grupo, no máximo, sete conselheiros.

Iludido com a promessa de Bastos Neto, Leco tem contra si um crescente número de apoiadores de Roberto Natel e agora um nome muito forte da oposição. Vangaurda, Participação e Legião são grupos que contém cerca de 60 conselheiros e, numa reunião realizada na noite desta quarta-feira com Leco, disseram que estarão juntos, sem qualquer divisão, numa única direção. E esse sentido pode não ser Leco.

Também ouvi de meus interlocutores que, em Eduardo Mesquita Pimenta aceitando e lançando sua candidatura, tudo o que foi dito até hoje em termos de apoio a este ou aquele passa a não valer. E todos deverão caminhar em sua direção.

Como disse ontem, mantenho aqui: está aberta a temporada de traições.

Quadro sucessório do São Paulo pode apontar final inédito

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o momento é de decisão política dentro do clube. Nos próximos dias teremos a definição de quais serão os candidatos à presidência. Reputo essa como uma das eleições mais importantes da nossa história. Afinal, o futuro presidente vai ter que moldar o clube dentro do novo estatuto e, até por isso, ficará no cargo por três anos e meio, já que a partir de 2020 a eleição será em dezembro.

Carlos Augusto de Barros e Silva, naturalmente, será candidato á reeleição. Mas tem contra si Roberto Natel, ex-vice-presidente, que saiu do cargo para buscar votos entre conselheiros e se viabilizar. Natel propôs a Leco a realização de uma prévia, que indicaria o candidato da situação, mas a ideia foi rejeitada pelo atual presidente.

A oposição decidiu por não lançar candidato antecipadamente. Esperou que nomes aparecessem e fossem viabilizados, junto a conselheiros e também a sócios. Newton do Chapéu, que foi candidato contra Leco, na sucessão de Carlos Miguel Aidar, não entrou nessa cotação.

O nome que começou a ser formulado e jogado para análises dentro da oposição foi o de Júlio Casares, ex-vice-presidente de Comunicação e Marketing. Nome preferido de Abilio Diniz – que não quer a menor proximidade com Leco – acabou sendo rejeitado pela maioria dos conselheiros, pelo que pude apurar nos bastidores. Talvez o fato de ser coordenador do grupo político Participação, ao qual pertence Leco, tenha pesado para isso. Aliás, que fique claro, nas várias vezes que conversei com Casares, ele me garantiu que não postulava candidatura à presidência do São Paulo.

O nome que surgia de dentro da oposição era o de José Roberto Opice Blum. Mas seus deslizes na apuração das denúncias da Far East e outros escândalos que chegaram até a Comissão Disciplinar do Conselho Deliberativo, além da sua relação muito próxima com Carlos Miguel Aidar, o alijaram da disputa.

O fato é que o único nome, hoje, na oposição que conseguiria arregimentar apoiadores e viria com muita força seria o do ex-presidente Fernando Casal de Rey. Mas ele me afirmou algumas vezes, categoricamente, que não passa pela sua cabeça voltar ao comando do Tricolor.

Então o quadro hoje se resume no seguinte: Leco e Roberto Natel deverão ser os dois candidatos à presidência do São Paulo.  E muitas traições no campo político ocorrerão nos próximos dias.

Boa parte da diretoria atual do clube está nas mãos de grupos que, pelo que apurei, estarão ao lado de Roberto Natel, mas permanecem “fiéis” a Leco. São os casos do diretor Social, Manuel Moreira e o diretor Administrativo, José Moreira. Os dois pertencem ao grupo Legião, que tende a apoiar, maciçamente, a candidatura de Natel. Já o vice-presidente Social, Carlos Henrique Sadi, e o diretor de Tênis, Fernando Yanaguibashi  pertencem ao grupo Legenda, que é o partido de Roberto Natel. E Júlio Casares – volto ao seu nome -, coordenador do Participação, deve apoiar Roberto Natel. Fernando Bracalle Ambrogi, diretor de Esportes Amadores, deve seguir com Leco. Os vice-presidentes Administrativo, José Roberto Canassa – oriundo da oposição -, e de Comunicação e Marketing, José Francisco Manssur, também devem seguir com o atual presidente.

Então Leco ficaria com boa parte do Participação, mas teria como principais apoiadores grupos que outrora foram oposição e que, até pelo bem do São Paulo, cederam nomes para compor a diretoria. Cito aqui especificamente o assessor da presidência, Rodrigo Gaspar, e o diretor de Comunicação, Edson Lapolla. Me lembro que quando Leco foi eleito, defendi que houvesse união de situação e oposição para higienizar o São Paulo da administração Aidar. E esse foi, seguramente, um grande legado desta diretoria.

Mas o ineditismo fica por conta do seguinte ponto: no quadro que desenhei, Roberto Natel pode ter  apoiá-lo partidos da atual diretoria, enquanto Leco teria com ele boa parte dos partidos da antiga oposição. De onde concluo, de forma grosseira, que Leco poderá ser o candidato de oposição à sua própria gestão.

A temporada de traições está aberta.