Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo não saiu de um empate grotesco contra o Novorizontino, em pleno Morumbi. Desta vez Dorival Jr colocou quase que o time titular em campo. Só não jogaram Arboleda, com Cueva e Diego Souza, nitidamente fora de forma, entrando no segundo tempo.
Pelo que vimos em campo na maior parte do jogo, o São Paulo tem um único meia: Cueva. Lucas Fernandes continua sendo a eterna promessa – e neste ano será banco mais uma vez -, enquanto Shaylon tem o estilo dos meias antigos, que quer receber a bola no pé para fazer alguma coisa. Não marca ninguém, não se desloca no campo, enfim, também não é o meia do time. Então dependemos do peruano, que este semestre ficará mais ligado à Seleção de seu País do que ao São Paulo e no próximo irá embora.
Na frente, um ataque de riso. Marcos Guilherme corre para todos os lados, ajuda na marcação, mas na frente foi um fiasco; Brenner sentiu o peso da camisa. Acredito que será um grande jogador, será a grande revelação de Cotia, mas temos que ter muito cuidado para não queimá-lo. Vivemos uma fase de jejum de títulos. Pior, estamos vindo de um ano onde o que mais fizemos foi brigar para não cair. E essa responsabilidade de ser o atacante do São Paulo, aquele que decide os jogos, não pode, nesse momento, pesar sobre os ombros de Brenner.
Outra coisa, é mais do que claro que precisamos urgentemente de reforços. Precisamos de um lateral, pois Militão é esforçado mas não é da posição e Bruno é uma aberração; de um atacante pelo lado, de velocidade, de um centro-avante e de um meia. Isso para termos um time titular e míseros três ou quatro reservas de qualidade.
Não defendo a saída de Dorival Jr. Nenhum time se torna campeão trocando de técnicos. A troca pura e simples dá sinal de que o planejamento não existe e, como tenho dito reiteradas vezes, confio em Raí e Ricardo Rocha. Só nos dois.
Entretanto, e acho que Dorival já percebeu isso, não é possível ficar utilizando dois ou três times no Paulista. Eu diria mais: é um absurdo pensar nisso. Não temos elenco. Temos, no máximo, um razoável time titular. E nosso único campeonato é o Paulista. Enquanto Palmeiras, Corinthians e Santos estão preocupados com a Libertadores, nós só temos o Paulista. E um jogo aí no meio do caminho contra o “fortíssimo” Madureira, pela Copa do Brasil. Se um atleta, bem preparado e bem pago, não puder jogar todas as partidas de um único campeonato, então para tudo e vai tratar de fazer outra coisa na vida.
E “tomem tento”, como diziam meus avós: o Campeonato Paulista rebaixa. Não quero viver, já no primeiro semestre, a sensação que vivi ano passado. Então, é bom ligar o refletor antes que tenhamos que sair procurando aquela luz no fim do túnel.