Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, nem o mais afastado torcedor do nosso time gostaria que 2018 repetisse 2017. Um ano de sofrimento, ridicularizações, chacotas, ano em que não conquistamos nada e nosso único troféu foi fugir do rebaixamento. Foi sofrimento demais e não quero isso para o próximo ano.
Podem me chamar de inocente, mas já vejo grande avanço no fechamento deste ano e abertura do próximo. Com a real profissionalização do futebol, carro-chefe do nosso clube, o cenário passa a ficar mais claro, decente e quem é do ramo cuida do que sabe.
Desde o momento em que o nome de Raí foi anunciado como novo diretor-executivo de Futebol, banquei meu apoio e entendi que esse era o caminho. O departamento não poderia mais ser gerido por amigos do rei, por quitação de dívidas políticas ou algo semelhante. E percebam que nem acho que a passagem de Vinicius Pinotti pelo Futebol tenha sido só negativa. O balanço é ruim, mas temos que lembrar que foi ele quem trouxe Hernanes, Petros, Arboleda e Marcos Guilherme, todos titulares absolutos. Entretanto vendeu promessas como Luiz Araujo e David Neres muito antes do tempo. Vejam o que está jogando Neres no Ajax e quanto vale hoje se passe. Ele não sabia falar a língua dos boleiros.
Raí chegou com carta branca. Ao menos foi isso o que apurei. Tanto que a gerência de futebol, a princípio, poderia ficar com algum “conselheiro diretor” ou Lugano. Ricardo Rocha nunca foi um nome falado pelos corredores do Morumbi. Mas chegou falando a língua de Raí. O trabalho vai visar, em primeiríssimo lugar, devolver ao São Paulo seu estilo tradicional de jogo. Definido isso, o elenco começa a ser composto. E o técnico, seja o que está no momento, seja o que vier no futuro, vai ter que manter essa linha de jogo. É a devolução da identidade são-paulina de jogar futebol. Isso me anima muito.
Jogadores como Denis, Renan, Buffarini, Denilson, Marcinho, entre outros, eram tidos como atletas que não poderiam continuar no São Paulo e deveriam ser defenestrados. Já saíram. Há outros, ainda, no elenco, que não podem e nem devem continuar. Também deverão sair. Jucilei foi contratado em definitivo. Era desejo da imensa maioria da torcida. Jean foi comprado. Não sei se o negócio foi bom. Não tenho condição de avaliar pois não vi Jean jogar. O tempo dará essa resposta.
Mais do que ficarmos insultando a diretoria por qualquer atitude que tome, temos que reconhecer que, finalmente, as mentes foram arejadas e temos, hoje , um comando no futebol de quem entende do assunto, de quem não deixará a política entrar e contaminar o ambiente do CT da Barra Funda.
Com as contratações que certamente serão feitas, com a estrutura que temos, com essa corrente que Raí e Ricardo Rocha farão em torno do elenco, com a torcida nota um milhão que tivemos este ano, tenho certeza que 2018 nos trará alegrias e o São Paulo será recolocado no patamar de onde nunca deveria ter sido tirado.
Que o ano que chega seja repleto de conquistas, é também o que desejamos a todos os nosso amados leitores, são-paulinos queridos.