Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, é doído ser eliminado mais uma vez do Campeonato Paulista, não conseguindo chegar à final? Sim. É doído ser eliminado pelo Corinthians? Muito. É doído ser eliminado com um gol de cabeça de um “anão”, aos 3 minutos de um acréscimo inexplicável de cinco minutos? Muito, muito e muito. É doído ser eliminado, depois de tudo isso, nas cobranças de pênaltis, quando estávamos a dois minutos da classificação? Muito, muito, muito, muito, muito e muito.
Isso resume meu sentimento em relação ao final da partida, ao resultado que mais uma vez nos fez perder em Itaquera e nos manter como único time a não conseguir eliminar o Corinthians no Eliminates Stadium. Pior: nunca conseguimos uma vitória lá.
Inegável, no entanto, agora sim analisando o todo da partida, que vimos um São Paulo muito diferente do que nos acostumamos a ver nos últimos anos. Um time com atitude, encurtando a marcação, dividindo todas as bolas, não amarelando, tendo consciência e postura tática. Errada ou não, o fato é que o desenho era perceptível em campo.
Os quatro zagueiros bem distribuídos, Jucilei se fixando quase como um zagueiro na frente da dupla de área, Petros e Liziero completando esse triângulo, ficando Nenê com a responsabilidade de criar as jogadas para Marcos Guilherme e Trellez.
O primeiro tempo do São Paulo foi tão perfeito, no propósito que colocou em campo, que mesmo o Corinthians tendo maior posse de bola, conseguiu ter duas chances, com Emerson Sheik, ambas as bolas indo para fora. O São Paulo teve chances com Nenê, quase marcando um gol olímpico, com Militão e com Trellez, todos parando nas mãos de Cássio. O de Trellez o mais absurdo, pois um centro-avante não pode perder esse tipo de gol. Cássio estava fora da área. Se ele tocasse por cima, ou a bola passaria, ou Cássio cometeria a falta e poderia ser expulso. Ele fez tudo errado.
No segundo tempo o time recuou demais. Era lógico que o Corinthians iria aumentar a pressão. Precisava do gol. Mas continuou parando no bom posicionamento do time, que não dava espaço para jogadas. Nosso adversário passou a viver de cruzamentos, por cima e por baixo, sempre interceptados por Arboleda e Bruno Alves, que faziam uma partida perfeita, de gigantes.
A saída de Nenê complicou tudo. Ouvi algumas críticas à substituição feita pelo Aguirre, mas o Nenê pediu para sair. Estava se arrastando em campo. Só que ele era o cara que segurava a bola, tinha a saída para o ataque, puxava dois ou até três jogadores corinthianos em sua marcação. O São Paulo começou a cair a partir deste ponto, pois Lucas Fernandes não teve qualidade para suprir a ausência de Nenê, Diego Souza já entrou cansado e Caíque não viu a cor da bola.
O gol do Corinthians talvez tenha feito justiça ao time que mais atacou, mas penalizou, principalmente, Bruno Alves. Naquele espaço da área, a marcação sobre o Rodriguinho seria dele. Ele não estava ali. Estava atrás. É um erro primário de fundamento do zagueiro.
Nos pênaltis, pura loteria, a sorte pendeu para o lado deles. Aliás, aqui vou deixar a sorte de lado. Se Cássio teve muita sorte na defesa que fez do pênalti cobrado por Liziero, já que a bola bate no travessão e sai, não se pode dizer em relação à defesa consciente e fácil que fez na cobrança de Diego Souza. E aqui puxo um espaço somente para falar desse jogador.
Diego Souza só aceitou sair do Sport e vir para o São Paulo para estar numa vitrine melhor e ir para a Copa do Mundo. Chegou dizendo que seria centro-avante, pois essa seria posição carente para Tite. Nunca fez nada que pudesse garanti-lo no time titular. Foi para o banco e a partir daí, todas as vezes que entrou durante o jogo, fosse com Dorival Jr, com Jardine ou com Aguirre, sempre demonstrou extrema má vontade. Hoje não foi diferente e a cobrança de pênalti que executou comprova que ele não tem o menor comprometimento, o menor respeito pela camisa que veste. Por isso estou abrindo a campanha de “Fora Diego Souza”. Não quero ver mais essa mercenário vestindo a camisa do São Paulo.
Para encerrar, deixo claro que vou dormir puto, sim, mas pela derrota e não pela atitude do time. Acredito que esta semana parado, treinando para enfrentar o Atlético-PR em Curitiba na próxima quarta-feira, pela Copa do Brasil, será muito produtivo para Aguirre conhecer um pouco mais o elenco. E tenho convicção, pela amostra dada, que com dois ou três bons reforços, além de ficarmos longe da briga contra o rebaixamento no Brasileiro, vamos brigar por algo muito bom lá na frente. Quem sabe, o título.