Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a última coisa que passaria na cabeça de um torcedor, por mais pessimista que fosse, seria uma eliminação do São Paulo para o CSA, time que acaba de sair da Série C para disputar a Série B do Brasileiro. E o São Paulo fez valer seu favoritismo e venceu por 2 a 0. Mas foram dois tempos completamente opostos.
O primeiro tempo foi medonho. O time conseguiu passar 45 minutos dando um único chute a gol, com Militão, após boa assistência de Cueva, enquanto o CSA deu cinco chutes, obrigando, em um deles, a Sidão fazer boa defesa. Não houve triangulações, jogadas em profundidade, contra-ataques, a lentidão imperou, a sonolência também. Parecia que o time estava chegando de quatro noites de muito carnaval, todos absolutamente acabados em campo. Não se mostrou absolutamente nada e eu não consigo acreditar que Dorival Jr, por mais que possa ser criticado por alguns torcedores, não consiga dar um mínimo de padrão para esse time.
No segundo tempo tudo foi diferente. O São Paulo voltou aceso e logo a três minutos, numa belíssima triangulação entre Cueva, Marcos Guilherme e Nene, o primeiro gol. Isso abriu a defesa do CSA e obrigou o time alagoano a atacar.
As oportunidades começaram a surgir e, ainda que sem muito entrosamento entre os quatro da frente, algumas jogadas saíram. Ficou claro que Cueva é a mola propulsora do time, por mais que Nene tenha boa qualidade técnica.
Militão e Reinaldo mostraram que podemos vislumbrar um ano sem o abismo que estava a nossa frente em termos de laterais. Reinaldo vem provando que sua passagem por times de menor expressão lhe fez muito bem e as partidas que vem fazendo, de regular para boas, lhe darão a confiança necessária. Militão, que ainda tem uma grande deficiência ofensiva, vem melhorando jogo a jogo, arriscando algumas descidas e chegado bem à linha de fundo. Só precisa treinar mais o fundamento do chute, pois isso ainda lhe falta.
No meio Jucilei é um gigante e nesta noite teve Hudson como seu coadjuvante. Mas ele sobra em campo.
O importante é Dorival Junior conseguir dar entrosamento ao quarteto formado por Cueva, Nene, Marcos Guilherme e Diego Souza. Jogando em carrossel, sem posição fixa, com Diego Souza saindo da área para permitir as entradas de Cueva, Nene e até Marcos Guilherme, com os meias se revezando pelas beiradas do campo, entendo que começamos e desenhar um bom time. Lembrando que Valdivia também pode fazer parte dessa brincadeira.
Enfim, o time começa a se acertar. Mas será preciso vencer o clássico no domingo para a confiança da torcida começar a aumentar. É preciso lembrar que 2017 foi traumatizante e o torcedor são-paulino ainda sofre com essas recordações. Mas vamos em frente porque conseguimos a quarta vitória consecutiva.