AeroLeco é mais um triste episódio do interminável sequestro do São Paulo

O Globo Esporte fez um editorial sobre o Aereoleco, e eu vou reproduzir aqui em sua íntegra.

“Nenhuma palavra escrita desta linha para baixo depende do resultado do jogo desta quarta-feira. O São Paulopode golear ou ser goleado pelo Talleres, e não deixará de ser um clube sequestrado por interesses medíocres de seus dirigentes e conselheiros.

O atropelamento sofrido na última década por Corinthians e Palmeiras tem tudo a ver com a pequenez da administração do São Paulo. O mais novo golpe em sua torcida foi usar um jogo importantíssimo para promover uma excursão de senhores que pouco colaboram com o clube.

A versão presidente de Leco tem sido assim. Capaz de insultar ídolos e levar para passear qualquer um que tenha votado nele ou possa representar uma dor de cabeça ao seu mandato. Seus atos após 40 meses no cargo mostram que Leco não queria ser presidente para melhorar o São Paulo, mas sim para satisfazer um capricho. Egocentrismo. Encantamento.

Leco, presidente do São Paulo — Foto: Marcos Ribolli

Leco, presidente do São Paulo — Foto: Marcos Ribolli

Entre os turistas do AeroLeco está Douglas Schwartzmann. Entre 2014 e 15, tornou-se o principal aliado de Carlos Miguel Aidar, que renunciaria meses depois por denúncias de corrupção. Uma gravação feita pelo ex-vice Ataíde Gil Guerreiro mostrava ele e Aidar, brigados, ambos acusando Schwartzmann de pedir comissões nos mais diversos negócios.

Desde então, nada foi provado contra Schwartzmann. Há 15 meses, ele criticou ferozmente a benesse de viagens a conselheiros e pediu impeachment de Leco. Agora se beneficia dela. Porque no São Paulo a palavra tem pouco valor. Elogia-se hoje para demitir amanhã. Critica-se hoje para se beneficiar amanhã. Promete-se hoje para descumprir amanhã. São todos iguais.

O São Paulo está sequestrado. É refém. Está sufocado num porão do Morumbi onde essa gente se reúne periodicamente para debater o futuro sem qualquer conhecimento. Não sabem de futebol, não sabem de administração, não sabem de gestão. E para o profundo sofrimento de milhões de torcedores, não há previsão de resgate.

Ninguém pede resgate e ninguém se mostra disposto a resgatá-lo.

O São Paulo está fadado ao enfraquecimento sem freios se continuar nas mãos de 0,0007%– ínfimo percentual de conselheiros diante da imensa terceira maior torcida do país. Esses que babam por banalidades como ingressos e passagens. O álibi de Leco de ter herdado um clube caótico prescreveu. Ele é tão responsável como seus antecessores, e daqui para frente mais do que eles.

Douglas Schwartzmann, ex-diretor de marketing e conselheiro do São Paulo — Foto: Marcelo Hazan

Douglas Schwartzmann, ex-diretor de marketing e conselheiro do São Paulo — Foto: Marcelo Hazan

Entre a coragem de fazer o São Paulo avançar e o comodismo de se ajeitar na política de conchavos, o presidente deixa clara sua opção. Entre a ousadia de procurar mentes novas, apolíticas e dispostas a estimular o São Paulo e o conforto de se cercar de bajuladores, também.

Acalmar o Conselho com agradinhos como viagens ao lado dos jogadores é método ultrapassado. Já era velho quando praticado por Juvenal Juvêncio, muito mais competente, mas tão eficaz em cultivar poder que se perdeu em meio a conchavos e alianças.

A versão oficial diz que o AeroLeco simboliza a pacificação do clube com o convite a diversos partidos políticos são-paulinos. É preciso ser muito burro para aceitar essa explicação. Pacificar com carne, vinho e cerveja argentinas? Ignorar que quem se abraça hoje trocou insultos há meses e trocará novamente em 2020, quando haverá eleições?

Entregar cargos executivos a conselheiros também serve para pacificar? Tornar um assessor pessoal remunerado é pacificador?

Enquanto isso, não há planos para o Morumbi, para o CT da Barra Funda, para o marketing, não há ambição para o futebol, não há sintonia entre base e profissional, não há nada que possa interessar ao torcedor.

A indecente viagem de Córdoba ficará gravada como um dos tristes capítulos do interminável sequestro do São Paulo.”

Globo Esporte

Nota do PP: eu iria escrever um editorial nesta linha. Mas o Globo Esporte, através de seu editor Alexandre Lozetti, falou por mim. Por isso coloquei neste espaço de meus comentários.

O time deste domingo deve ser analisado individual, não coletivamente

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo venceu o São Bento por 1 a 0, golaço de Henanes. A vitória seria obrigatória, jogasse com qual formação fosse. Titular, misto ou reserva. Até Sub-20. Tinha que ganhar. E ganhou. Pronto. É o que basta para falar do todo da partida.

A análise que quero fazer é individual. Quando recebi a escalação gostei, pois entendo que só veremos a qualidade do elenco se ele for colocado à prova. Não é treinando contra Sub-20 em Cotia que os jogadores vão mostrar se podem ou não serem substitutos dos titulares. Além do mais, exceção feita ao Palmeiras, que tem uma financeira por trás e pode se dar ao luxo de ter três times, nós continuamos, como a quase totalidade dos times, buscando ter um time, com bons reservas que possam substituir os reservas em casos de contusão, suspensão ou mesmo fazendo rodízio.

Não é só pelo jogo contra o São Bento que vamos poder cravar se o elenco é forte, confiável, ou não. É por uma sequência, mas é fato que já deu para ter ideia se melhoramos ou pioramos em relação ao ano passado. E acho que evoluímos.

Nossos dois goleiros – Thiago Volpi e Jean – são melhora que Sidão e Jeanm que tínhamos em 2018; nossos laterais reservas – Igor Vinicius e Leo – são melhoras que Edimar. E fico por aqui porque não tínhamos lateral direito reserva. E vou além: gostei bastante de Igor Vinicius e Léo. Ambos cobrem bem a defesa, fazem a linha de fundo, quando precisam entram na diagonal, partem para cima dos marcadores. Entendo que Reinaldo e Bruno Peres ainda são titulares, mas com o tempo Igor Vinicius pode assumir essa posição.

Rodrigo foi uma boa surpresa. Me pareceu muito firme na zaga. É bem verdade que teve ao seu lado Bruno Alves, que para mim deveria ser titular do time ao lado de  Arboleda. Mas o garoto mostrou personalidade, inclusive para sair jogando algumas vezes, se aventurando no ataque.

Apesar de alguns erros de passes – problema crônico de todos os volantes do São Paulo – Willian Farias me pareceu bom marcador. Sabe se posicionar à frente da zaga e dar cobertura quando os zagueiros descem. Já Araruna…bem, Araruna é Araruna. Muitas vezes me dá desânimo em assistir ao jogo do São Paulo quando vejo essa garoto em campo. Bom menino, mas com futebol muito limitado.

Gostaria muito de ter visto Jonathan Gomez jogando como segundo volante, desde o início do jogo. Mas ele entrou no lugar de Hernanes. E perdeu o pênalti. Então sua volta foi horrorosa. Terei paciência para esperar e vê-lo, uma hora, jogando de segundo volante.

Na frente, me parece que Helinho está sentindo muito a mudança para o profissional e as cobranças que tem sido feitas contra ele. Já Antony, que se encheu de moral com a conquista da Copinha e o prêmio de melhor jogador do torneio, entrou com muita confiança e mostrou que poderá fazer sucesso. Só acho que ambos devem ganhar uma atenção especial da comissão técnica no que tange à parte física. Precisam ganhar massa muscular, pois são frágeis e não aguentam uma dividida.

Para fechar, Gonzalo Carneiro não é o cara que tem que ser titular, mas pode ser útil num momento de necessidade de atacantes com movimentação. Ele brigou muito e isso me deixou confortável para elogiar seu futebol.

Projetando a quarta-feira, me parece claro que Hernanes começa jogando e Nenê também, com Helinho indo para o banco. Do contrário Jardine não deixaria o garoto jogando a partida inteira hoje e Nenê no banco. Acho que a sinalização foi clara.

A semana começa com essa decisão. O ano de 2019 chega, finalmente, à temporada.

Quero o técnico do Sub-20, não o fake dele.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, durante o jogo desta quinta-feira, no Pacaembu, lá pelos 40 minutos do primeiro tempo, um amigo me perguntou: “Nosso técnico não seria aquele que era do Sub-20?”. Minha resposta foi rápida: “Esse é fake”.

Cadê o Jardine que ganhou tudo com o Sub-20, que fazia um time jogar bonito, permitia que nós, leigos, entendêssemos a tática montada, e sobrava nos torneios? Cadê o técnico prodígio, que muitos aqui mesmo no Tricolornaweb pediam para ser fixado como técnico do profissional, que em entrevista após um jogo no Morumbi, ainda como interino, batia no peito e bradava que se achava em condição de comandar a locomotiva?

Sei que estamos na pré-temporada, eu mesmo tenho tratado o Paulista como tal. Mas esse período está acabando: resta apenas uma partida, domingo, contra o São Bento. Quarta-feira que vem a cobra vai fumar. E se não souber domar, o ano estará perdido, em pleno mês de fevereiro.

Vi um post do Sombra, comandante do Estádio 97 e nosso colunista, onde ele diz que “se o ano do São Paulo for a Libertadores, o planejamento, incluindo escolha do treinador, foi errada. Se o objetivo é a longo prazo, a derrota e o mau futebol ainda são aceitáveis. Ainda.” Perfeito. Corroboro da mesma opinião. Mas confesso que a essa altura do campeonato, já iniciando o mês de fevereiro, levando-se em conta que o elenco se apresentou em 03 de janeiro, então com um mês de treinamentos e seis jogos realizados, o balanço é muito ruim: duas vitórias e quatro derrotas. Isso, num campeonato por pontos corridos, nos colocaria na zona de rebaixamento.

E notem: podem criticar a diretoria, seja lá o que for, mas garanto que o elenco do São Paulo deste ano é muito melhor do que o de 2018. Digo mais: do time titular, ou que se imagina como o principal, todos, eu disse todos seriam titulares em outras equipes grandes. Portanto o erro está no banco, não no campo.

Contra o Santos sofremos um gol de cabeça, onde Arboleda e Bruno Alves não se entenderam e Thiago Volpi não saiu para cortar a bola na pequena área. Contra o Guarani tomamos um gol de cabeça, onde Arboleda e Anderson Martins marcavam seus jogadores, mas Liziero, a quem caberia acompanhar quem vinha de trás, falhou. Ou seja: bola aérea em nossa área está virando um tormento. Só quero lembrar que o futebol argentino trabalha muito com esse tipo de jogada. E andei vendo alguns lances do Talleres, é um time que joga fechado e quando desce, sempre o faz pelas laterais com bolas alçadas para a área.

Voltando ao jogo desta quinta-feira, verdade seja dita: Jardine mostrou que é muito ofensivo. Enquanto outros técnicos terminariam com dois volantes, mudando apenas as peças da frente, ele terminou com um zagueiro e um volante. O São Paulo massacrou o Guarani. O goleiro deles foi o melhor em campo, fazendo ao menos cinco defesas impressionantes. Isso tudo pode até amenizar a derrota, mas fica a pecha de um técnico que tentou de tudo, mas parou na armadilha do Osmar Los, aquele que quase rebaixou o time lá de Itaquera.

Talvez o erro tenha sido colocar laterais funcionando como meias, pois Bruno Peres e Reinaldo entravam em diagonal, não auxiliavam Helinho e Everton. Talvez o erro tenha sido fazer de Arboleda o armador e elemento surpresa. Sim, em dois momentos a bola foi atravessada de um lado a outro, dentro da área, e foi ele quem aparece para, atabalhoadamente, perder o gol. Talvez o erro tenha sido fazer de Pablo um meia, porque Diego Souza quer ser centro-avante. Não tivemos nem um, nem outro.

Enfim, quando se imaginava que ontem teríamos em campo, finalmente, o time que vai jogar na quarta-feira que vem, para que eles possam folgar no domingo, não tivemos. E não sabemos qual é esse time.

A pré-temporada está acabando. Domingo é o último teste. Que Deus nos ajude.

Derrota fora dos planos, mas condizente com o momento dos times

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo perdeu o clássico, que serviria como termômetro do estágio em que nos encontramos nessa pré-temporada. Mas o resultado foi absolutamente justo e mostrou que o Santos está bem à nossa frente. Curiosamente ele não fez pré-temporada em Orlando, na Florida Cup. Pelo que me consta, jogou um único amistoso – contra o Corinthians, em Itaquera – e já iniciou o Campeonato Paulista. Três jogos, três vitórias.

Não estou aqui para analisar o Santos, mas confesso que fiquei surpreso como Sampaoli conseguiu, em tão pouco tempo, embutir suas ideias e plano de jogo ao elenco e os jogadores assimilares. Mais do que isso, realizarem em campo o que se pediu em treino. Na mesma proporção, me prendendo apenas ao clássico deste domingo, me surpreendeu como Jardine não conseguiu embutir no elenco suas ideias e plano de jogo e os jogadores não assimilarem e, consequentemente, não traduzirem em campo o que eventualmente treinam.

Derrotas fazem parte de qualquer caminhada num campeonato. Mas não podemos aceitá-las passivamente, sem questionarmos ou apontarmos erros. Li um comentário aqui no Tricolornaweb que o time que esteve em campo contra o Santos jogou o mesmo futebol daquele que disputou o segundo turno do Brasileiro de 2018. Fato! Muito bem observado.

Jardine prima pelo futebol ofensivo, posse de bola e marcação alta, ou seja, no campo adversário. Hoje, ele mesmo confessou na coletiva, não ousou atacar tanto e jogou um pouco mais recuado, esperando erros do Santos para contra-atacar. Só que o Santos não errou e o São Paulo tomou um verdadeiro baile no Pacaembu. Não fossem ao menos duas defesas maravilhosas de Thiago Volpi, e o goleada estaria desenhada. Ele falou no primeiro gol, sim, mas salvou o time de algo muito pior.

Helinho justificou o que defendi no editorial pós conquista da Copinha. Apesar de estarmos muito felizes, temos que ter calma e não podemos ficar exigindo que subam esse ou aquele. Helinho é um bom jogador, mas não tem porte físico. Por isso não parte para cima dos adversários como o faz no sub-20. Por isso não defendo a subida de Antony & cia. Vamos dar tempo ao tempo e prepará-los adequadamente, não para vender, mas para ocuparem um espaço considerável no time profissional.

Continuo não me jogando do 25º do prédio, assim como não esgotei estoque das casas de fogos nas duas vitórias anteriores. Ainda há mais dois jogos antes de chegarmos à Libertadores. Vou esperar esse dia.

Para encerrar, um recadinho a Leco, Raí e os demais palpiteiros, que vão entender o que quero dizer: o time não está pronto para jogar qualquer torneio, ao contrário do que os senhores pregam. Jogadores do quilate de Diego (Flamengo), Ganso e Pato caberiam e cabem, sim, no time. Um já renovou o contrato e vocês não trouxeram. Ainda restam dois. Estou de olho.

Temos que comemorar muito a Copinha, mas continuo esperando algo dos profissionais

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, temos que comemorar, e muito, o título conquistado nesta sexta-feira da Copinha. Pela quarta vez o São Paulo levanta essa taça, que é o maior campeonato sub 20 do futebol brasileiro. Mas isso não pode maquiar as obrigações que temos este ano. O que quero dizer é que a conquista da Copinha não desobriga o clube a ganhar títulos do profissional, como Paulista, Brasileiro, Libertadores e Copa do Brasil.

Estou alertando isso pelas imagens que vi. No momento da entrega da taça, as figuras que mais chamaram a atenção nas imagens foram o presidente Leco e o presidente do Conselho Deliberativo, Marcelo Pupo. Acho até justo que eles extravasem a alegria como maiores mandatários do clube. Talvez para eles essa título surja como um alívio e eles pensem que entrará no currículo de ambos para ficar para a história. Sim, ficará, no Sub-20. Mas eu quero título no profissional. Quero ganhar o Paulista, a Libertadores, o Brasileiro, a Copa do Brasil. Se eu for me contentar com o título da Copinha, como sendo a grande conquista do ano, então tenho que reverenciar o Corinthians, que muitas vezes usa a vitória da Gaviões no Carnaval para mostrar que ganharam algo importante.

Eu sei que muitos de vocês que estão lendo meu comentário vão falar que estou de mau humor, que briguei com minha mulher ou que não sei ver as coisas do lado bom, só sei criticar a diretoria. Não estou fazendo críticas e, repito, temos que comemorar muito essa conquista. Meu alerta é para que não usem esse título politicamente para encobrir eventuais fracassos futuros.

Falando do título em si, desde o início da Copinha disse que, ao contrário do que todos falavam, não tinha o São Paulo como favorito. Sem seis jogadores titulares do time – Igor Gomes, Toró, Luan e Walce na Seleção Sub-20, Helinho e Rodrigo no time principal -, já era de se esperar que o time fracassasse. Para piorar perdeu Gabriel Sara, o grande nome, o meia, o responsável por assistências e “fazedor” de gols. Não era para ser favorito.

Mas o time foi crescendo. O padrão tático adotado por Jardine, pouco alterado por Orlando Ribeiro, foi bem interpretado pelos jogadores. Por mais que substituições fossem feitas, por contusões ou suspensões, ou mesmo cansaço, pouca coisa se alterava. Muito domínio da bola, marcação no campo adversário, nada de chutões. É o São Paulo da base que nos acostumamos a ver ganhar títulos e mais títulos. Mas faltava a Copinha para essa geração.

No entanto, Orlando Ribeiro que trouxe o time até a final, e tinha tudo para ser consagrado com mais uma grande vitória, fez bobagem e quase colocou tudo a perder. Ganhando por 2 a 0, ainda que no segundo tempo, fez seis substituições, descaracterizou o time, tirou os principais jogadores – Rodrigo Nestor, Antony e Gabriel Novaes – e trouxe o Vasco para cima. Tomou o empate e quase toma a virada. Foi salvo por Thiago Couto, gigante defendendo pênaltis. Que ele aprenda a lição.

Parabéns garotada de Cotia. Cada vez mais prova que é vencedora. Me orgulho muito de um dia, na era Juvenal Juvêncio, ter denunciado o esquema de empresários que ali existia, estragando um trabalho que tinha tudo para dar certo. Na época fui processado pelo Geraldo (já falecido) e Silva, o empresário. Ambos tiveram o corpo jurídico financiado pelo São Paulo (foi o escritório de Itagiba Francês, conselheiro do SP). Ganhei a ação. Ali mostrei que Cotia deveria servir, pelo investimento que se faz, para formar jogadores para o São Paulo e gerar lucros para o clube, não para empresários.

Hoje, com pessoas certas nos lugares certos, Cotia está rendendo bons frutos. Se não revelou grandes talentos, ao menos ganhou tudo o que disputou. Só peço que os torcedores tomem um pouco de cuidado com algumas ilusões. Antony é craque, mas não tem físico para jogar no profissional. Idem para Rodrigo Nestor, que não aguenta um tranco de um cara mais velho. Portanto, que se dotem de potencial físico esses garotos, ou vamos continuar ganhando títulos no Sub-20 e não revelando ninguém em condição de nos dar alegrias no time de cima.

Parabéns, São Paulo FC, pelo seu aniversário. Parabéns São Paulo FC, pelo brilhante título conquistado na Copinha!

 

 

Campeões! Jogadores do Tricolor homenageiam garotinha Larissa

Na luta contra um câncer no cérebro há dois anos, a garotinha Larissa, de apenas seis, ganhou uma bonita homenagem dos garotos do São Paulo antes do jogo da final da Copinha, contra o Vasco: todos rasparam a cabeça para arrancar um sorriso do novo xodó tricolor. Larissa faz quimioterapia para se curar da doença e, por isso, tem a cabeça raspada. A garotinha é fã de Diego e Antony.

  • O grupo viu o Antony raspando a cabeça e todo mundo resolveu adotar. A Larissa é nossa fã, minha e dele, e bastante fã do São Paulo. Tiramos um sorriso dela, um momento de felicidade, isso é o mais importante – disse o capitão Diego, ao Sportv, após a conquista do títulos no pênaltis. O volante entrou com a menina no colo.

 

Fonte: Lance

São Paulo continua sendo aprovado nos testes da pré-temporada

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo goleou o Novorizontino nesta quinta-feira, fora de casa. Sim, fora de casa. Isso é o que quero chamar a atenção. Não me lembro, durante as passagens de Dorival Jr e Diego Aguirre, de golearmos alguém em casa. Muito menos fora. Era um tal de 1 a 0 (quando conseguia) e segura o jogo.

É inegável que André Jardine tem viés ofensivo e está implantando isso no time. Se ainda não é possível ver totalmente claro o esquema tático, já dá, ao menos, para sentir essa tendência.

Nos tempos de Aguirre, a preocupação era com a defesa e a marcação. O time jogava com três volantes. Chegou a jogar com três volantes e três zagueiros. Jardine, por sua vez, manteve no jogo desta quinta-feira dois volantes, mas colocou um quadrado lá na frente.

Apesar de Nenê começar aberto pela direita – de onde, inclusive, deu uma linda assistência para Everton marcar o primeiro gol -, Diego Souza vindo de trás, Everton na esquerda e Pablo centralizado, as trocas de posições foram constantes. Ora Pablo voltava e Diego Souza virava referência (foi assim que ele fez o segundo gol); ora Pablo abria por um lado e Nenê centralizava; mesmo Everton não mantinha posição fixa.

Só que, convenhamos, a mudança radical de estilo de jogo de Aguirre para Jardine leva um certo tempo. Demanda muito treino e alguns jogos. Por isso o Campeonato Paulista está sendo muito bom. E não pensem que não quero ser campeão paulista, que estou dando de ombros para esse campeonato. Quero ganhar sim. Quero ganhar todos os campeonatos que participamos: Paulista, Libertadores, Brasileiro, Copa do Brasil. O que tiver pela frente. Se for para disputar só para participar, é melhor não ir. Mas entendo que, contra adversários fracos, temos que nos impor e fazer os testes necessários.

Em resumo, pegamos dois times do interior e goleamos: um em casa e um fora. Nossos maiores adversários derraparam contra esses mesmos times do interior. O único que está emparelhado com o São Paulo é o Santos. Por isso o clássico de domingo será muito bom para testarmos nosso estágio.

E não posso encerrar meu comentário sem deixar aqui minha saudação ao nosso São Paulo, completando hoje 89 anos de existência. Suas glórias vem do passado, voltarão no presente e seguirão no futuro.

 

A pré-temporada continua, agora com duas derrotas e uma vitória

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, tenho que ser coerente com meu pensamento, ou seja, comigo mesmo. Se não me joguei do 25º andar de um prédio por termos perdido do Einstracht Frankfurt e do Ajax, não saí correndo para a casa de fogos para queimá-los em comemoração a “estupenda” goleada que aplicamos sobre o Mirassol.

O que pude constatar é que o time vem mostrando, ainda que lentamente, alguma evolução. Que tivemos um ganho enorme com Pablo no comando de ataque, é patente. Que no time que goleou o Mirassol ainda falta Hernanes, também é fato. Mas nesse caso, a ausência nem foi tão sentida pela bela apresentação de Nenê, responsável por três dos quatro gols do São Paulo.

Reputo os dois jogos da  Florida Cup e os primeiros cinco jogos do Paulista como preparatórios para a partida do dia 06 de fevereiro, em Córdoba, contra o Talleres. Aí sim a pré-temporada terá acabado e entramos no ano para valer. Claro que não podemos nos dar ao luxo de perder jogos no Paulista, porque o regulamento prevê rebaixamento. Mas me pareceria vergonhoso, ainda que Jardine colocasse o time reserva para jogar, que não conseguíssemos classificação para as fases finais.

Sinto que o problema do lado direito permanece. Helinho não ajuda na marcação, Bruno Peres é limitado nesse quesito, o que significa dizer que ainda não encontramos um substituto para Militão. Não sei se Igor Vinicius pode ser esse jogador. Acredito que em pouco tempo Jardine o colocará num jogo do Paulista. Quanto a Bruno Peres, muito ruim lá atrás, mas ajuda bem lá na frente. Mas precisamos de um lateral, não de um jogador de frente.

Pablo, disse na coluna “Sobe e Desce”, me lembra muito o estilo de Careca, um dos melhores centroavantes que vi em minha vida. Não estou cometendo o deslize de falar que o futebol de ambos se equivale. Disse que lembra o estilo. Não fica fixo, sai bem da área, abre espaços, é rápido, tem bom impulso, tem técnica, enfim, esse setor do time que nos deixava sem velocidade ano passado foi arrumado.

Acho que, ao menos no Paulista, André Jardine poderia fazer um teste: colocar Hernanes no lugar de Hudson. Fixaria Jucilei à frente da zaga, prenderia um pouco mais os laterais – quando um desce o outro fica – e deixaria Hernanes como segundo volante, com ótima chegada lá na frente, dividindo com Nenê a função de armador do time. Se der certo, teremos um meio de campo com Jucilei, Hernanes e Nenê. Fazendo Helinho e Everton voltarem para ajudarem na marcação por seus lados, acho que é bem possível arriscar.

Vamos ver a próxima partida contra o Novorizontino, mais um jogo da nossa pré-temporada de luxo. E seguimos a vida.

Mais uma derrota, mas ainda é o começo do trabalho

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, ninguém gosta de perder, mas não podemos determinar o final de 2019 no segundo jogo da pré-temporada. Vi comentários de “fora Jardine”, “vamos brigar para não cair”, “Raí montou um elenco horrível”, “Biro-Biro não presta”, “Thiago Volpi não fez uma defesa difícil, tomou todas que foram para o gol”. Calma lá!

Podem me xingar, falar que sou cego, seja o que for, mas querer pregar o cáos no segundo jogo do ano, numa pré-temporada, aí já é demais. Em 2016, com Rogerio Ceni como técnico, fomos campeões desta Florida Cup. Depois chegamos voando no Paulista, goleando todos que vinham pela frente. Até tomar de 3 a 0 do Palmeiras e o mundo cair. Daí para a frente, brigamos sempre para não cair.

O que quero dizer é o seguinte: ou se faz uma pré-temporada condizente ou fica treinando em Cotia, sem jogar contra ninguém, e deixa para ver como está o elenco a hora que estiver valendo alguma coisa.  E vou justificar minha tese: no primeiro tempo, enquanto o time titular esteve em campo, ganhamos de 1 a 0 do Ajax e o time holandês não teve uma única chance de gol. No segundo tempo, com o time completamente reserva, perdemos de 3 a 1. Mas o que se imaginava: que o time reserva do São Paulo fosse ganhar do titular do Ajax?

E não adianta xingar o Jardine porque mudou todo o time. A Florida Cup, para nós, brasileiros, é para isso. É para testar e dar ritmo a todos os atletas. E foi o que ele fez.

Parece estar claro que ele tem bem definidos nove dos 11 titulares. Até que Rojas volte, o time terá Bruno Peres, Arboleda, Jucilei, Hudson, Hernanes, Helinho, Pablo e Everton. As dúvidas ficam no gol, pois numa partida jogou Thiago Volpi e na outra Jean; e na zaga, pois ele quis ver Anderson Martins, mas acredito que jogará Bruno Alves.

Do time titular: Hernanes está começando a entrar no ritmo e se entrosar com o time; Pablo idem; os demais jogadores, que já vem do ano passado, também estão entrando no ritmo. Não esqueçam que o elenco se reapresentou quinta-feira da semana passada, viajou na sexta-feira, treinou sábado, domingo, segunda, terça e quarta-feira, jogou quinta-feira, treinou sexta-feira e jogou no sábado. Então foram seis dias de treino ao todo desde a reapresentação.

Agora será uma semana inteira, já em São Paulo, para treinamentos, no CT da Barra Funda, para jogar sábado, contra o Mirassol, pelo Campeonato Paulista. Serão cinco jogos pelo Campeonato Paulista (Mirassol, Novorizontino, Santos, Guarani e São Bento) para então jogarmos na Argentina, pela Libertadores.

Portanto, vamos guardar nosso stress e possíveis críticas ao trabalho para os jogos da Libertadores, pois até lá, para mim, será uma grande preparação, com treinos – alguns valendo, outros não – para dar conjunto ao time. Um conjunto não tão difícil de pegar, afinal a diretoria conseguiu manter todos os titulares que jogaram no ano passado. Um passo à frente na preparação.

Estreia não foi a esperada. Mas vamos com calma

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, ninguém gosta de iniciar o ano perdendo, quanto mais quando terminamos o outro ano também com derrota. Mas temos que entender que o time alemão esta no auge, no meio da temporada, enquanto o São Paulo está em pré-temporada, com jogadores ainda sendo apresentados um para o outro.

Nâo vou fazer comentário individual sobre os jogadores, ou mesmo sobre o jogo, porque depois de 15 anos, é a primeira partida do São Paulo que perco. Estava em Juína,, a 720 quilômetros de Cuiabá (MT), prestando uma consultoria de comunicação, e encarei 12 horas de viagem de ônibus de volta desta cidade a Cuiabá para pegar o vôo para São Paulo. Só que o jogo foi disputado exatamente no momento em que eu estava em trânsito e internet, nessas estradas, nem por sonho.

Quero agradecer o Jeferson Fernandes, que assistiu a Helo Cavalari na confecção das notas dos jogadores.

Com base no que li, parece que Anderson Martins não pode ser titular, que Bruno Peres continua o mesmo, que Hudson também não evoluiu e que os reforços, como Hernanes e Pablo, precisam de tempo para adaptação. Também li que Nenê voou em campo e que Bruno Alves tem que ser titular da zaga, ao lado de Arboleda.

Está muito difícil falar essa palavra para a torcida do São Paulo, mas: CALMA! Não vamos desde já fritar contratações, diretoria e técnico. Esse é o grande mal da nossa torcida – e me incluo nela – . Ou tem vitórias consecutivas, com apresentação de gala, goleando, ou não serve. E as coisas não são assim.

Amanhã, contra o Ajax, mais um teste. Vamos ver o que nos aguarda.