São Paulo, patético, perde dois pontos no Morumbi

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo foi absolutamente patético neste domingo de manhã linda, sob o olhar de 45 mil pessoas, dentro do Morumbi. O empate com o Bahia verdadeiramente representa dois pontos perdidos, e não um ganho. Por mais que estejamos dentro da média que qualquer time almeja para pensar em título – dois pontos por jogo e estamos com 11 – convenhamos que não se pode comemorar um empate com o Bahia, dentro de casa.

E não adianta reclamar da arbitragem. Desde sempre sabemos que vão procurar beneficiar Flamengo e Corinthians. E assim está sendo. Não expulsaram o marginal que agrediu Pato pelas costas, mas expulsaram Toró, injustamente, porque o próximo jogo é contra quem? Sim. Corinthians, em Itaquera.

Mas não foi a arbitragem quem fez o São Paulo jogar um péssimo futebol, onde as peças mais importantes – e as menos também – não funcionaram. Mais por erro tático imposto por Cuca do que propriamente pela condição dos atletas.

Se puxarem no PodCast as edições do Jornal Tricolornaweb, eu vinha pedindo essa escalação: Volpi; Hudson, Bruno Alves, Walce e Reinaldo; Tchê Tchê, Liziero e Hernanes; Antony, Pato e Toró. Mas não pedia Hernanes e Pato se revezando como falsos noves e falsos meias. Essa invenção de Cuca fez com que os dois, que são nossos principais jogadores, não rendessem absolutamente nada. Aliado a isso, as promessas que temos também fracassaram. Antony parecia muito preocupado com a convocação para a Seleção, se esquecendo do São Paulo; Toró teve chances que ele mesmo criou para concluir jogadas, mas sempre tentou um drible a mais e perdeu a bola. Foram os quatro, em resumo, um cemitério de jogadas. Antony ainda acertou um chute na trave. Mas é muito pouco, ou quase nada, para quem almeja ser ídolo da torcida e vem sendo o queridinho de todos.

Para piorar um pouco mais a situação, depois de um primeiro tempo em que o São Paulo não jogou, Cuca tira Pato no intervalo e coloca Helinho. Aí o ataque, que ainda teve um ou outro lampejo com Pato, acabou de vez. Helinho é um jogador que não está pronto para o profissional. Deve ser devolvido para Cotia ou ficar treinando com os profissionais algum tempo, sem jogar, para adquirir forma e experiência. Ele já entra cansado em campo. Não acompanha a descida dos adversários, não ganha um drible, não conclui em gol. Enfim, é um jogador em quem não se pode confiar.

Não estou pessimista nem achando que 2019 será um fracasso, mas erros como os deste domingo não podem ser repetidos por Cuca. E o elenco tem que saber que não estamos no Campeonato Brasileiro para sermos coadjuvantes. Nosso lugar é no protagonismo. Espero que vocês me calem a boca com uma vitória quarta-feira, pela Copa do Brasil, e outra domingo que vem, contra o Corinthians, em Itaquera.

Voltamos à velha máxima: o que vale é a vitória!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, foi um domingo difícil. Impossível na cabeça de qualquer são-paulino imaginar-se um dia jogando contra Rogério Ceni, torcendo contra o M1TO. Mas esse dia chegou. E, como preguei a semana toda no Jornal Tricolornaweb, todo respeito do mundo a Rogério Ceni. Todas as homenagens seriam absolutamente merecidas e seriam até poucas para o que ele representou ao São Paulo e já significa ao Fortaleza. Mas quando a bola rolasse, teríamos que esquecer tudo, porque a instituição São Paulo está acima de tudo e de todos. Não tem Rogério Ceni, Raí, Leco, seja quem for, que se iguale à instituição.

Dito isso, parece que os jogadores do Tricolor respeitaram demais a presença de Ceni no banco do Fortaleza. Afinal, esqueceram do que é jogar futebol e fizeram um primeiro tempo pífio, típico daqueles solteiros e casados que passaram a manhã inteira na praia de Fortaleza, tomando uma caipirinha, comendo um peixinho, e vieram de pança cheia para jogar uma pelada.

Se alguém merecia sair ganhando no primeiro tempo, esse time seria o Fortaleza. Thiago Volpi foi exigido ao menos três vezes e garantiu o resultado para o São Paulo. O meio de campo não tinha criatividade alguma. Hudson, Tchê Tchê e Liziero ficaram o tempo todo marcando e não conseguiram ligar o ataque uma única vêz. Antony e Everton viraram auxiliares de laterais, enquanto Toró ficava abandonado lá na frente do meio de dois zagueiros. E ainda assim o São Paulo sofreu vários contra-ataques, com jogadores cearenses de velocidade entrando nas costas da zaga.

A mudança feita por Cuca no intervalo mudou o time. Hernanes entrou no lugar de Igor Vinicius, outro que não justificou a escalação, passando Hudson para a lateral direita. Isso consertou aquele setor e encorpou o meio de campo. O Fortaleza se preocupou em marcar Hernanes e perdeu a velocidade e o contra-ataque.

Com a entrada do Profeta o time equilibrou o jogo e passou a ter bola no ataque. As jogadas passaram a sair.

O gol acabou sendo um detalhe, pois sairia a qualquer momento. E depois, com o Fortaleza se lançando ao ataque, o São Paulo teve mais duas chances claras em contra-ataques, mas Antony perdeu um gol, em bela assistência de Hernanes, e o próprio Profeta acabou perdendo outro.

Não sei se levado à emoção e ao respeito a Rogério Ceni, ou por qual motivo, mas o fato é que foi a pior exibição do São Paulo nas mãos de Cuca. Mesmo assim trouxemos os três pontos de Fortaleza. Assim como falamos que um mal resultado, perdendo pontos em casa, será sentido lá na frente, essa vitória lá em Fortaleza será lembrada positivamente lá na frente, mesmo o time tendo feito uma má apresentação.

Empate foi ruim, mas time deve ser respeitado

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, não posso estar contente por empatar com o Morumbi, mesmo sendo contra o badalado Flamengo que, em campo, de badalado não tinha nada, pois era todo reserva. Mas temos que reconhecer que o time não se acomodou, que buscou o gol o jogo inteiro, enquanto eles caíram, fizeram cera, deram porrada, tudo sob a complacência do tal Ricardo Marques Ribeiro, uma gazela empinada, e do VAR. Isso prova mais uma vez que jogar contra os times queridinhos da mídia – entenda-se Globo -, Flamengo e Corinthians, vai demandar muito futebol.

Entendo que Cuca inventou e se deu mal. Seria simples demais entrar com Hudson de lateral direito; Liziereo e Tchê Tchê no meio de campo, mantendo o quarteto que deu muito certo em Goiânia. Ao colocar Walce como lateral direito, o garoto se perdeu. O gol saiu pelo seu setor e ele ficou visivelmente nervoso, errando jogadas simples.

Cuca mudou o sistema ao perceber isso. Trouxe Walce para líbero, levou Hudson para o lado direito e passou a jogar no 3-5-2.

Pato comandava o time, alternava posição com  Toró e Antony e era o jogador mais perigoso do São Paulo. Sua contusão quebrou o time. Já perdendo por 1 a 0, o Tricolor perdia seu principal jogador, articulador e finalizador.

Everton entrou no lugar de Pato e a perda foi visível. Não ganhou um lance, foi presa fácil para a retranca flamenguista e fez o  São Paulo perder efetividade.

Cuca continuou arrumando o time. Ainda no primeiro tempo colocou Hernanes e tirou Anderson Martins, amarelado. Mas Hernanes não é nem sombra do que foi no passado. E o time continuou perdendo em potência ofensiva.

Só melhorou no segundo tempo quando Antony e Toró “entraram” no jogo. Apagados no primeiro tempo, os dois incendiaram a partida.

Tchê Tchê, o melhor em campo, virou atacante. Lá atrás somente Bruno Alves e Walce. O São Paulo amassou o Flamengo. Conseguiu empatar já perto dos 40 minutos do segundo tempo. Teve tempo de virar. Teve chance de virar, mas não conseguiu.

No entanto, não faltaram luta, raça e técnica. Não ganhamos, mas há o que reclamar. E vou guardar o final deste meu comentário para isso.

O tal de Ricardo Marques Ribeiro, uma verdadeira gazela em campo, foi absolutamente condescendente com tudo o que o Flamengo fez. Tendo marcado o gol aos nove minutos do primeiro tempo, passou o resto do jogo dando porrada e caindo em campo. A entrada do urubu em Pato era para expulsão direta. A entrada que deram em Antony no segundo tempo era, da mesma forma, para expulsão direta. E o lance do Hernanes, que ia entrar na área, na direção do gol, e tomou uma rasteira por trás? Não era para expulsão drieta? Os jogadores do Flamengo caíam despudoradamente, sob o olhar fraterno do árbitro.

Vai ser  muito difícil jogar contra Flamengo e  Corinthians, apesar do VAR. Ele pode amenizar a coisa, mas não vai acabar com tudo o que fazem para estes times.

Perdemos a liderança, mas continuamos no pelotão da frente. O campeonato é longo e tenho confiança que o time vai brigar o tempo todo lá em cima.

Vitória de um time que começa a jogar futebol

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo venceu o Goiás e, mais do que isso, jogou futebol. O primeiro tempo da partida foi digna de um time que sabe praticar esse esporte, coisa que há muito, mas muito tempo mesmo não víamos no Tricolor.

Quando vi a escalação, tive a reação de aumentar minha admiração por Cuca, pois ao contrário de muitos técnicos medíocres e retrógrados, mesmo jogando fora de casa colocou um time visivelmente ofensivo para dominar o jogo desde o início. A formação com dois volantes – Hudson e Tchê Tchê – e quatro jogadores de frente, me levaram à época onde o time jogava no 4-4-2.

Sei que entre Pato, Toró, Antony e Everton, sempre dois voltavam para sair com a bola a partir do meio de campo. Isso coube muito a Pato e a Antony. Mas Toró e Everton também fizeram esse papel.

Destaque para Alexandre Pato. Foi um jogador completo. Chamou para si a responsabilidade e participou diretamente de todas as principais jogadas do time. Foi quem mais fez o papel de armador, mas também apareceu como centro-avante – foi nessa posição que marcou o gol – e de ponta.

A movimentação destes quatro jogadores foi muito intensa, com trocas constantes de posições. Até lá atrás essas inversões aconteceram. Não foram poucas as vezes que Igor Vinicius surgiu do pelo lado esquerdo, Tchê Tchê ia pelo lado direito e Reinaldo fechava o meio.

Tivemos algumas ultrapassagens, coisa, também, que há muito não víamos no time. O primeiro gol foi assim, com a bola dominada por Antony, Igor Vinicius passando e recebendo a bola nas cosas do lateral para rolar para Pato.

O fato é que jogamos como se estivéssemos no Morumbi. O São Paulo sobrou no jogo.  Soube segurar o ímpeto do Goiás, que jogava em casa e vinha de uma vitória contra o Fluminense, e fazer prevalecer sua técnica.

A arbitragem bem que tentou nos prejudicar algumas vezes: o gol do Goiás teve impedimento marcado pelo bandeirinha e não confirmado pelo VAR. O comentarista de arbitragem da Globo, o tal Sálvio Spinola, conseguiu ver um pé do Bruno Alves – talvez o calcanhar – dando condição para o jogador do Goiás. E notem que ele viu isso sem ter uma câmera na mesma linha. Depois o mesmo comentarista tentou arrumar um pênalti do Toró, algo tão absurdo quanto este ser comentando arbitragem. O árbitro de campo, não contente com as lambanças, ainda marcou uma falta de Igor Vinicius e expulsou o lateral. O lance é muito claro, visto de todos os ângulos: não houve falta. O VAR viu, chamou o árbitro, mas ele, para não ter o orgulho ferido, confirmou o lance.

Isso quer dizer o seguinte: teremos um Campeonato Brasileiro onde vamos ter que jogar muito para ganhar dos adversários e muito mais ainda para superar erros de arbitragem, incluindo VAR. E mais ainda para calar o pessoal da Globo, galinhas e urubus, que com seus comentários nocivos tentam jogar a arbitragem contra o São Paulo.

Mas, mantendo esse nível, vamos brigar lá em cima e estaremos entre os favoritos, tenho absoluta certeza disso.

Time não foi tão bem, mas ganhou. E isso é fundamental.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo começou bem o Campeonato Brasileiro. Não foi o futebol dos sonhos, mas vencemos. E isso é fundamental num campeonato como estes. Dentro de casa, então, é pura obrigação.

Faltam entrosamento e melhor condição física de alguns jogadores, principalmente os que chegaram agora. Mesmo assim já deram um toque diferente no time. O segundo gol nasceu de uma jogada preciosa de Tchê Tchê. Pato, quando caiu pelo lado, fez uma jogada brilhante, indo à linha de fundo e dando o gol para Tchê Tchê, que perdeu.

São relances, eu sei, mas que mostram o que esse time pode nos trazer de bom neste Brasileiro.

Outro detalhe: sei que o time do Botafogo é limitadíssimo, mas não corremos um único risco. Cuca posicionou bem a defesa e fez uma linha de proteção à frente dela, não permitindo nem espaço para o Botafogo jogar no campo do São Paulo.

Os gols surgiram naturalmente. Antes do primeiro, já era para estarmos ganhando, se Igor  Vinicius cruzasse uma fração de segundos mais rápido, ou se Pato esperasse uma fração de segundos para avançar. Seu gol não teria sido anulado. Mas é fato que ele estava impedido.

Mesmo com o tempo passando, o São Paulo foi colocando volume de jogo até marcar seu gol, em assistência perfeita de Antony para Everton.

No segundo tempo o Botafogo veio para cima. Mas, repito, sem criar chance alguma de perigo para o gol do São Paulo. Cuca colocou Hernanes no lugar de Igor Gomes, mas nada mudou. Aí colocou Toró no lugar de Pato. E o jogo incendiou. Para o São Paulo.

O garoto entrou com um apetite fenomenal. Quase marcou um gol, num contra-ataque que puxou. Incomodou a defesa do Botafogo o tempo todo. Obrigou o time carioca a recuar, tirando aquela pressão que ele começava a exercer sobre o São Paulo.

O segundo gol matou o jogo de vez e o time teve tranquilidade para administrar o resultado.

Cuca vai conseguir dar molde a este time, tenho certeza. Com o tempo voltarão Luan, Liziero, Rojas e Pablo. Tenho muita fé que  coisas boas vão nos acontecer este ano. Que os santos tricolores nos ouçam.

São Paulo chegou muito longe. Mas perdeu para ele mesmo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo perdeu para ele mesmo o título deste ano. Jogamos contra um adversário inofensivo, que a única coisa que sabe fazer é se defender e achar uma bola para contra-ataque ( achou) e acertar um escanteio (acertou). O São Paulo foi medroso, jogou para empatar e levar para os pênaltis, sentiu-se inferior ao seu adversário. Aliás, respeito (para não dizer medo) que já aflorou no jogo de ida no Morumbi. O dever de casa era mais do que necessário. Mas nós deixamos para decidir em Itaquera. E perdemos.

O jogo inteiro foi horrível, indigno de uma final de Campeonato Paulista, dos dois lados. Ouso dize que o Corinthians joga tão feio, mas tão feio, que atrapalha o adversário e o faz jogar feio também. Mas foi horrível.

Confesso que quando saiu o primeiro gol do Corinthians senti que o jogo tinha terminado. Seriam 60 minutos (15 que faltavam para acabar o primeiro tempo e 45 do segundo) de ataque contra defesa. Mas conseguimos empatar no último lance do jogo.

Eu entendi a formação inicial de Cuca. Ao invés de entrar com time mais ofensivo optou pela segurança. Inegável que Jucilei é um grande ladrão de bola. Mas ele matou Luan, que ficou perdido, pois há tempos não joga mais como segundo volante, ocupou o mesmo espaço que Jucilei e deixou Igor Vinicius sozinho para armar o time. Everton Felipe voltava para ajudar o meio, mas Igor não entrava por aquele setor de ataque. Everton perdia todas as bolas na esquerda e Antony era figura completamente apagada no jogo. Mas marcou o gol. E isso vale muito.

Se Cuca errou na escalação, piorou no segundo tempo. Voltou com Hernaes no lugar de Everton Felipe. O profeta foi jogar no meio dos zagueiros, de costas para o gol, quando o forte é bater forte de fora da área, ou seja, jogar de frente para o gol. Ali o normal seria ter tirado Jucilei e voltado com Hernanes. Simplesmente tivemos um jogador a menos.

Depois colocou William Farias no lugar de Everton, que saiu machucado. Também não entendi. Na entrevista ele explicou que Luan também tinha acusado uma contusão. Mas a situação de Everton era pior. Ele não quis deixar o setor fragilizado. Vou aceitar essa explicação para não ficar pior sua responsabilidade pela derrota.

Mas chegamos muito longe. Um time que foi montado com um técnico aprendiz no começo do ano, que foi desmontado e refeito no terceiro mês, com um técnico tampão e que acabou o campeonato com o novo técnico, é digno de piada. O planejamento até este momento foi zero. E ninguém pode discordar que só chegamos até aqui porque temos bons valores revelados em Cotia, que andaram resolvendo jogos contra o Ituano e segurando o rojão. Mas, como eu disse no início, se chegamos longe demais, hoje perdemos para nós mesmos. Para nossa fragilidade, nosso medo, nosso sentimento de inferioridade frente aos demais grandes de São Paulo. Continuamo sendo a quarta força do Estado, sem ganhar um único clássico e marcando um único gol: o de hoje.

Não posso deixar de comentar um lance que o VAR não pegou (ou não quis pegar): bola alta na área, Henrique sobe com Hernanes e me te a mão na bola. É pênalti em qualquer lugar do mundo, menos em Itaquera, contra o Corinthians. Incrível (ou normal) a Globo mostrar só uma vez o replay e ninguém comentar nada. Não perdemos por causa deste lance, mas ele poderia ser um diferencial, pois era segundo tempo e o placar estava 1 a 1.

Não quero viver do “se”, mas da nossa realidade. Continuamos  na fila. Com boas perspectivas pela frente, é verdade. Para o Brasileiro teremos Alexandre Pato, Tchê Tchê, Pablo recuperado, Hernanes em forma. Além, é claro, da molecada de Cotia (se o sr. Leco não sair vendendo por aí). Vamos esperar por esses dias melhores. Apesar que nos últimos sete anos, entra ano sai ano, e nós esperamos por dias melhores. Triste realidade.

 

Empate não define campeonato, porque podemos ganhar em Itaquera

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo não conseguiu furar a retranca do Corinthians e só empatou em 0 a 0, o jogo de ida, no Morumbi. Mas, pelo futebol apresentado, tem chance plena de ganhar em Itaquera. Afinal, eliminamos o Palmeiras dentro de sua própria casa. Não podemos nos esquecer disso.

Os números estão estampados: o São Paulo teve domínio total do jogo. Não vou dizer que o Corinthians foi tão retrancado e medroso como contra o Santos, mas chegou perto. Não teve vontade de atacar e desde o primeiro minuto era visível a cera do goleiro Cássio, sem que a arbitragem tomasse qualquer atitude.

Outra coisa: não vi na hora, pois estava no estádio, mas agora, pelas imagens que e mandaram, está claro que houve um pênalti contra o Corinthians e o VAR aceitou. Então, para que o VAR? Aquele tipo de lance já vi muitas vezes em outros jogos e, mesmo sem o VAR, juiz dando pênalti. Mas como é contra o Corinthians, nada se marca.

Gostei muito do garoto Luan. Para mim, o melhor em campo. Anulou Jadson, comandou o meio de campo, jogando quase que sozinho na função e deu conta plena do recado. A defesa também esteve muito firme. Hudson e Reinaldo fizeram boa partida. Nosso grande problema foi o ataque: Everton, Gonzalo Carneiro (horrível), Everton Felipe (horrível) e Antony (estava adoentado e por isso jogou muito mal), acabaram fazendo água. A situação só melhorou um pouco com a entrada de Hernanes, que pelo menos chutou a gol.

Não sei ao certo o que aconteceu com Liziero. Foi um desconforto muscular. Mas da última vez, ele ficou 20 dias fora. O que espero é Hernanes em forma para domingo que vem, assim como Pablo. Afinal, se tivemos um Luan gigante, sentimos falta de um centro-avante. Gonzalo Carneiro não dá e Everton Felipe foi muito mal. A própria entrada de Nenê deu um pouco mais de consistência ofensiva, com ele centralizado, do que o time vinha tendo.

Sei que o Corinthians vai ter que sair um pouco mais em Itaquera. Na realidade, via tentar matar o jogo nos primeiros 15 minutos. Se não conseguir, vai se fechar e explorar o erro do São Paulo para matar no contra-ataque. Teremos que jogar com muita inteligência, mas tenho certeza que o título está aberto.

Classificação para final começa a recolocar o São Paulo em seu devido lugar

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, estamos em êxtase. Eliminar o Palmeiras, time efusivamente abastecido pela Crefisa e amado pelos órgãos de imprensa também abastecidos pela financeira, dentro da Arena, não tem preço. Sei que não ganhamos nada. Que se perdermos a final continuaremos na fila. Mas para ganhar, tem que chegar. E chegamos. Quando poucos acreditavam nessa possibilidade, o São Paulo voltou a ser grande, gigante, e agora aguarda quem será seu adversário.

O tempo todo o São Paulo jogou de igual para igual. Não se acovardou. Não se retrancou. Dividiu os espaços do campo, teve posse de bola, criou chances, teve um gol anulado (bem anulado) e outras oportunidades. E o melhor: por mais que o Palmeiras também tenha tido um gol anulado – bem anulado -, não teve grandes chances, a não ser uma, no segundo tempo, com grande defesa de Thiago Volpi.

Se  ainda ontem eu imaginava que teria que me contentar com um jogo amarrado, o São Paulo se defendendo o tempo todo para levar para as penalidades, hoje vi que voltamos a ser grandes e não nos intimidamos nem com torcida, nem com a cavalice adversária. Sim, porque Bruno Henrique e Felipe Melo, principalmente, tentaram intimidar nossas crias de Cotia. Mas nem Luan, nem Liziero, nem Igor Gomes e muito menos Antony se curvaram a eles.

O time teve sobriedade para jogar e administrar a partida. Soube impor ritmo quando necessário, e reduzir essa velocidade quando o jogo assim o pedia.

Gostei muito das trocas constantes de posição na frente. Antony, Everton Felipe e Everton se alteravam entre os lados do campo e o meio. Isso bagunçou completamente a defesa adversária. Se marcasse homem a home, perderiam seus laterais. Ao marcar por zona, os dois zagueiros nunca sabiam que entraria por lá.

O fato é que Cuca conseguiu implantar um esquema tático e fazer os jogadores compreenderem o posicionamento. Etá de parabéns. Mas não posso deixar de exaltar o trabalho de Mancini. Como já disse em outros comentários, deixou meio caminho andado para Cuca. E mostrou a André Jardine que se ele tivesse sido um pouquinho só ousado e colocado a garotada para jogar, talvez hoje estivéssemos disputando a Libertadores.

Repito: não ganhamos nada. Mas, assim como lembro que o último Paulista foi em 2005 e o último Brasileiro em 2008, não me lembro qual foi a última final que chegamos. Então quero sentir essa emoção e comemorar, mesmo sabendo que não ganhamos nada ainda. Mas estamos muito próximos disso.

Parabéns aos jogadores, à comissão técnica e à torcida. Essas pontas unidas, não tem diretoria que consiga derrubar.

Empate não foi bom, mas há que se reconhecer a evolução do time

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o empate do São Paulo com o Palmeiras neste sábado, no Morumbi, não foiu bom para nós. Primeiro porque nunca é bom empatar em casa, ainda que seja em um clássico. Segundo porque teremos que decidir na Arena Palestra, onde nunca vencemos. Portanto, nesse ponto o resultado foi muito ruim. Mas se pensarmos que até outro dia éramos motivo de chacota, perdíamos e empatávamos com qualquer time em nosso campo, vamos reconhecer que evoluímos bem, afinal do outro lado estava o badalado Palmeiras, time que mais tem dinheiro no futebol brasileiro e que mais investiu.

Vou dizer mais: o São Paulo merecia a vitória. Sei que foram duas bolas na trave – uma de cada lado – que teve um pênalti para o Palmeira invalidado pelo VAR. Pera lá! Não foi pênalti. O árbitro estava louco para ajudar o time da Crefi…e marcou. Só não contava com a astúcia do VAR. Teve gol anulado do São Paulo. Nisso o árbitro marcou sem pestanejar e não deu tempo para o VAR analisar o lance.

Aliás, o árbitro, tal de Vinicius Furlan, aceitou passivamente o rodízio de faltas feito pelos jogadores do Palmeiras, tanto para bater em Antony quanto para bater em quem puxava o contra-ataque. Certamente são ordens de Felipão. Se ele tivesse adotado esse sistema na Seleção Brasileira, certamente não teria tomado de 7 a 1 para a Alemanha. Ou teria três jogadores expulsos, porque os árbitros internacionais não são tão bananas quanto os nossos.

Por isso afirmo: o São Paulo merecia a vitória e entendo que o juiz teve participação ativa no empate para o Palmeiras.

Indispensável dizer que Antony, na minha visão, foi o melhor do time. Mas para minha grata surpresa Everton Felipe fez outra boa partida. Parece que não compramos uma bomba assim quanto vínhamos falando.

E também preciso constatar que Vagner Mancini fez um bom trabalho. Remodelou o time, botou a garotada boa para jogar, uma garotada que não treme na base, não amarela, encara o adversário, ainda que seja numa semifinal do Paulista, ainda que seja o Palmeiras. E, principalmente, fez o time se reerguer, os jogadores não entrarem derrotados em campo. Mancini mostrou que o São Paulo tem condição de encarar qualquer time e vai entregar a Cuca meio caminho andado.

Com os reforços de Pato e agora Tchê Tchê, acredito que Cuca poderá fazer com que tenhamos um ano um pouco mais feliz do que os outros. E temos que dar méritos a Vagner Mancini, que mudou a forma do São Paulo jogar e começou a nos devolver a confiança no time.

Se vamos para a final, ou seja, se vamos ganhar na Arena ou empatar e ganhar nos pênaltis, não sei. Não somos favoritos. Mas Cuca estará no banco e domingo, tudo pode acontecer.

Melhor das quartas, São Paulo está entre os quatro do Estado

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, estamos na semifinal do Paulista, onde nunca poderíamos imaginar estar fora, e de quebra fomos o melhor time das quartas-de-final, com duas vitórias, enquanto nossos rivais ganharam em casa e empataram fora. É o tal negócio de olharmos o copo pela metade e entendermos que já tem metade cheia. Os pessimistas preferem olhar e ver que ainda tem metade vazia.

Se não repetiu o jogo de domingo, com toda aquela intensidade, marcação alta, muita pressão e domínio de bola, o time fez o que dele se esperava: ser armou bem do meio de campo para trás, não permitiu que o Ituano pressionasse e deixou Antony e Everton Felipe abertos, prontos para o contra-ataque. O gol só não saiu no primeiro tempo porque Everton Felipe errou um drible e perdeu a bola. Ganhasse a jogada, iria parar na cara do gol.

Apesar de um time jovem, não houve afobação. Ao contrário, muita maturidade para não se deixar levar pela torcida contrária. Apesar que, vamos reconhecer, a torcida do São Paulo se fez presente e lotou o espaço destinado a ela. Mas o quarteto de Cotia, Luan,  Igor Gomes, Liziero e Antony, ditou o ritmo do jogo. Aliás, é impressionante como Liziero voltou bem do tempo inativo por causa da contusão. O time está leve, veloz, técnico. E ele tem muita responsabilidade nisso.

Senti falta de um pouco mais de Igor Gomes. Mas o garoto, surpresa no domingo, foi realidade nesta quarta-feira e, por isso, foi bem marcado.

Agora estamos nas semifinais. Entramos como azarão contra o Palmeiras. É o sinal dos tempos. O São Paulo, de tantas glórias e tradições, tantos títulos, tanto gigantismo, hoje entra num clássico, dentro do Morumbi, não sendo favorito. Se acostumou a ser a quarta força do Estado.

Está em tempo de mudar. E o momento é agora. É vencer o Palmeiras no sábado, se possível por mais de um gol de diferença, e depois ver o que dá na Arena, já com Cuca no comando. Quem sabe a história comece a ser reescrita neste sábado e o São Paulo passe a caminhar para o posto de onde nunca deveria ter saído.

Só espero, independente de passar pelo Palmeiras ou não, que a diretoria não pense que o elenco está completo e com isso ganharemos o Brasileiro. Não. Pato veio. Ótimo. Demos um chapéu na Crefisa. Mas precisamos de outros reforços, pontuais, pedidos por Cuca. O dinheiro existe, pois a folha de pagamento tem sido reduzida. Para o São Paulo retornar a este ponto alto, é preciso investimento. E eu estou louco, mas louco mesmo, para chegar no final do ano e falar: “Raí, eu tinha motivo para confiar em você”. “Leco, desculpe pelas críticas, você foi um baita presidente.”

Me permitam isso, por favor.