Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo foi absolutamente patético neste domingo de manhã linda, sob o olhar de 45 mil pessoas, dentro do Morumbi. O empate com o Bahia verdadeiramente representa dois pontos perdidos, e não um ganho. Por mais que estejamos dentro da média que qualquer time almeja para pensar em título – dois pontos por jogo e estamos com 11 – convenhamos que não se pode comemorar um empate com o Bahia, dentro de casa.
E não adianta reclamar da arbitragem. Desde sempre sabemos que vão procurar beneficiar Flamengo e Corinthians. E assim está sendo. Não expulsaram o marginal que agrediu Pato pelas costas, mas expulsaram Toró, injustamente, porque o próximo jogo é contra quem? Sim. Corinthians, em Itaquera.
Mas não foi a arbitragem quem fez o São Paulo jogar um péssimo futebol, onde as peças mais importantes – e as menos também – não funcionaram. Mais por erro tático imposto por Cuca do que propriamente pela condição dos atletas.
Se puxarem no PodCast as edições do Jornal Tricolornaweb, eu vinha pedindo essa escalação: Volpi; Hudson, Bruno Alves, Walce e Reinaldo; Tchê Tchê, Liziero e Hernanes; Antony, Pato e Toró. Mas não pedia Hernanes e Pato se revezando como falsos noves e falsos meias. Essa invenção de Cuca fez com que os dois, que são nossos principais jogadores, não rendessem absolutamente nada. Aliado a isso, as promessas que temos também fracassaram. Antony parecia muito preocupado com a convocação para a Seleção, se esquecendo do São Paulo; Toró teve chances que ele mesmo criou para concluir jogadas, mas sempre tentou um drible a mais e perdeu a bola. Foram os quatro, em resumo, um cemitério de jogadas. Antony ainda acertou um chute na trave. Mas é muito pouco, ou quase nada, para quem almeja ser ídolo da torcida e vem sendo o queridinho de todos.
Para piorar um pouco mais a situação, depois de um primeiro tempo em que o São Paulo não jogou, Cuca tira Pato no intervalo e coloca Helinho. Aí o ataque, que ainda teve um ou outro lampejo com Pato, acabou de vez. Helinho é um jogador que não está pronto para o profissional. Deve ser devolvido para Cotia ou ficar treinando com os profissionais algum tempo, sem jogar, para adquirir forma e experiência. Ele já entra cansado em campo. Não acompanha a descida dos adversários, não ganha um drible, não conclui em gol. Enfim, é um jogador em quem não se pode confiar.
Não estou pessimista nem achando que 2019 será um fracasso, mas erros como os deste domingo não podem ser repetidos por Cuca. E o elenco tem que saber que não estamos no Campeonato Brasileiro para sermos coadjuvantes. Nosso lugar é no protagonismo. Espero que vocês me calem a boca com uma vitória quarta-feira, pela Copa do Brasil, e outra domingo que vem, contra o Corinthians, em Itaquera.