Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, não vou dizer que chegamos no fundo do poço, mas estamos mergulhando de cabeça em sua direção. Por que perdemos da Ponte? Não. Pelo conjunto da obra.
Vou analisar o jogo contra a Ponte, tema central deste comentário. No papel a formação que eu defendia: Hernanes como segundo volante, Nenê centralizado, dois jogadores abertos e um centro-avante. Autêntico 4x3x3 da década de 1970. Independente de nomes, já que alguns foram poupados, outros sentiram contusão – Jucilei -, ele colocou os quatro defensores – Araruna, Arboleda, Bruno Alves e Reinaldo -, os tres da linha de meio – William Farias, Hernanes e Nenê – e os três atacantes – Antony, Gonzalo e Everton -.
Funcionou? Não. Mas por que? Difícil explicar. Mas é fato que Nenê não conseguiu dar uma única assistência, chutar uma bola a gol, e isso era função dele; Hernanes, por sua vez, não teve fôlego para descer, ajudar a armar o ataque e voltar para ajudar na marcação. A consequência foi um meio campo dominado pela Ponte e nosso ataque sem ser acionado.
Algumas vezes Antony voltava até a defesa para pegar a bola e ir para o ataque. Mas quem deveria fazer o um dois com ele seria Araruna. Bem, aí já não preciso falar mais nada. Porém, do lado esquerdo essa força funcionaria com Reinaldo e Everton. Da mesma forma não tivemos uma ultrapassagem, triangulação dos dois com um meia. Ou seja: nada aconteceu.
Então já começo a achar que é Jardine quem não está treinando adequadamente o time, ou não está sabendo passar sua mensagem, ou não está sendo respeitado. Ele fala e os jogadores não fazem.
É pouco tempo para pensarmos em mudanças drásticas? Sim. Estamos na primeira quinzena de fevereiro, o ano nem bem começou, o trabalho está só no início e nós já queremos mudar tudo. Entretanto essa primeira quinzena de fevereiro pode nos causar sérios problemas de uma eliminação no Campeonato Paulista e, pior, na LIbertadores. Essa primeira quinzena de fevereiro pode matar nosso primeiro semestre e, praticamente, nosso ano.
Gosto do Jardine e tinha muita confiança e esperança em seu trabalho. Mas não consigo ver nem sombra do futebol apresentado pelo Sub-20, que ganhou tudo e que fez dele um treinador em potencial. Talvez esteja faltando o pulso do diretor de futebol. Talvez Raí tenha perdido a voz com o elenco.
Talvez falte a imposição de um presidente. Mas esse está mais preocupado em pavimentar seu caminho político do que com o futebol em si.
Triste São Paulo. Mergulhando a todo vapor para o fundo do poço.
#ForaLeco
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