Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo ganhou do Grêmio em Porto Alegre, coisa que ninguém esperava, e empatou nesta quinta-feira com a Chapecoense no Morumbi, coisa que também ninguém esperava. E vejam como são as coisas: se o São Paulo tivesse ganho chegaria a 44 pontos, dez a menos que o líder. Levando-se em consideração que uma vitória contra o Avaí em Florianópolis é absolutamente normal e que o Santos ganhar no Itaquerão também, o São Paulo poderia chegar segunda-feira a apenas sete pontos do líder.
Mas esqueçam o que escrevi acima, como já disse um dia um certo ex-presidente da República. O time jogou tudo no lixo e mostrou que é, efetivamente, um dos mais – se não o mais – irregulares do campeonato. Menos mal que estamos na parte de cima da tabela e qualquer tragédia preconizada por alguns não tem a menos chance de acontecer.
O jogo era daqueles onde a resolução tinha que acontecer no primeiro tempo. Jogos contra times retrancados não podem ficar para ser resolvidos no segundo tempo, onde a pressão da torcida é alta, os nervos se afloram e nada mais acontece como deveria. E o São Paulo passou 45 minutos sem criar uma única oportunidade de gol. Pior: não deu um chute sequer a gol. Então fica difícil.
Aí vou na contramão dos que criticam Paulo Henrique Ganso. O time fica sem nenhuma criatividade. Por mais que ele seja um morto em campo, quando a bola chega para ele há uma limpeza de jogada. Sim. Ele consegue clarear o lance. E, ao menos uma vez na partida, vai encontrar um atacante entrando na diagonal ou mesmo pelo meio para receber a bola.
Só que com sua ausência, isso ficou por conta de Carlinhos e Wesley. Triste do time que depende destes dois para serem os seus armadores. Triste, portanto, do São Paulo. Aí Osorio fez o que parecia óbvio: inverteu Carlinhos com Michel Bastos. Carlinos continuou muito mal, mesmo jogando aberto no ataque e Michel não conseguia construir nada pelo meio. Luis Fabiano ficava preso entre os zagueiros adversários, sem qualquer movimentação e Pato estava num dia daqueles de dar raiva.
No segundo tempo, com as entradas de Centurion e Rogerio nos lugares de Pato e Carlinhos, o time ganhou ofensividade. Mas foi na base do abafa, da pressão desorganizada. E tome chuveirinhos inoperantes e, de novo, ninguém para encontrar um jogador entrando e passar a bola. Até quando pintava um possível contra-ataque para o São Paulo a transição era muito lenta e permita a Chapecoense se armar inteirinha no campo de defesa.
O 0 a 0, no final das contas, foi absolutamente justo. O São Paulo não foi sequer um protótipo do que foi no último domingo. Agora resta jogar contra o Avaí pensando apenas na permanência do G4 e se dedicar à Copa do Brasil. Quem sabe ainda não conquistamos um título este ano?