A noite em que as invenções deram errado

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, os embalos de sábado à noite devem ser esquecidos pelo torcedor do São Paulo. Tomar de 3 a 0 do Goiás em pleno Morumbi, é para estragar a noite e o final de semana de qualquer um que torça para este time e tenha amor por este manto vitorioso.

Acho que Juan Carlos Osório foi o grande culpado da derrota. Não gosto de invenções. Elas vinham dando certo. Estávamos ganhando alguns jogos, apesar de eu entender erradas algumas escalações. Mas nesta noite ele exagerou.

Talvez Osório pense que temos o melhor elenco do mundo. Traz, consigo, a formação europeia onde os clubes tem porte para concentrar no elenco 22 jogadores titulares. Nós, a muito custo, temos 12 ou 13 titulares.

Não se pode imaginar que ele tire de uma vez do time Ganso e Luis Fabiano, por exemplo. Se quer mesclar para poupar, saiba fazer.

Na noite desta sábado o São Paulo entrou com um amontoado de jogadores, a maioria reservas – a defesa, por exemplo, não tinha um titular – e o ataque improvisado, já que faltava um homem referência. Alexandre Pato tem dado mostras que quando joga aberto, fechando em diagonal, rende muito. Como referência, seu rendimento cai.

Concordo com quem diz que a contusão de Breno logo aos sete minutos prejudicou o esquema armado por Osório.  Mas não posso imaginar que a saída de um jogador faça um time como o São Paulo tomar o vareio que tomou do Goiás, um dos últimos colocados do campeonato, dentro do Morumbi.

Continuo gostando e apoiando o trabalho de Juan Carlos Osório, mas quando ele pisar na bola vou criticá-lo. Para mim foi responsável pelo empate que tivemos contra o Avaí, no Morumbi, e pela derrota deste sábado.

Não há o que se falar do time. Claro que estava modorrento em campo. Mas a responsabilidade é inteira do treinador que escalou o time sem um armados, contando com Wesley para esse papel, já que Michel Bastos não consegue jogar por ali.

Então, depois desta derrota, tudo aquilo que poderíamos projetar de forma otimista foi por terra e voltamos a tentar brigar por uma vaga na Libertadores. E o ano estará salvo.

Vitória em Floripa e um professor Pardal que está dando certo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo ganhou do Figueirense e voltou a jogar bem. Assim como nas últimas partidas, o time marcou no campo do adversário, sufocou a saída de bola e chegou com tranquilidade aos gols que deram a vitória. A diferença de ontem para os jogos contra Atlético-MG e Corinthians foi que contra o Figueirense, as bolas entraram.

Muito tem me impressionado o trabalho de Juan Carlos Osório. Em pouco tempo ele deu padrão ao time, tem mexido com o elenco e, entre alternâncias táticas, feito com que todos compreendam sua filosofia e se entreguem ao time.

Não vou negar que me assusto com algumas substituições e escalações de Osório. Contra o Corinthians, por exemplo, achei uma temeridade colocar Luiz Eduardo desde o começo e promover a entrada de Breno. Ele provou que eu estava errado.

Ontem, inesperadamente, Osório muda todo o time e entra com Breno e Wesley como volantes, Thiago Mendes e Reinaldo como laterais e Auro como atacante pela direita. A figura do professor Pardal vem à minha mente, inevitavelmente.

Mas o que vimos foi um time atacando o tempo todo, Auro tendo excelente desempenho pela direita e Breno ganhando a confiança necessária, ainda que sinta falta de ritmo e melhor posicionamento em campo. Nesse quesito, aliás, ainda prefiro vê-lo como zagueiro do que jogando de volante. Mas o fato é que deu certo, pois Wesley faz perfeitamente o papel de segundo volante, e põe velocidade e qualidade na saída de bola.

Enfim, para quem gosta de futebol ofensivo como eu, está dando gosto ver o São Paulo jogar. Crítico que sou da atual diretoria, também sei elogiar. E, ao menos por enquanto, foi a melhor contratação deste ano o técnico Osório. Foi uma decisão pessoal de Athaide Gil Guerreiro, corroborado pelo presidente Carlos Miguel Aidar. E ele está correspondendo de forma muito positiva com toda a expectativa.

Agora é ganhar do Goiás sábado à noite, no Morumbi – vitória obrigatória – para terminar o primeiro turno do Brasileiro no G4 e projetar coisas melhores para o segundo turno.

 

O detalhe e a arbitragem nos tiraram a vitória

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo só empatou com o Corinthians no Morumbi. Digo só empatou porque merecia ganhar. E não era de pouco não. Só não saiu com a vitória porque colocou três bolas na trave no primeiro tempo e teve um pênalti absurdo e escandaloso não marcado aos 46 minutos do segundo tempo. Seria convertido? Não sei. Mas que a chance do cobrador marcar é, em geral, de 90 por cento, contra dez por cento de errar.

Com isso quero dizer que gostei muito do futebol apresentado pelo São Paulo neste domingo. Um futebol ofensivo, com marcação na frente, pressionando o Corinthians em seu campo, com todos os jogadores participando ativamente do jogo e demonstrando a vontade de vencer. Mais do que isso, Juan Carlos Osório mostrou que não tem medo de perder.

Hoje não consigo sequer separar os dois tempos, onde normalmente o time vai bem em um e cai no outro, ou vice versa. O time foi bem no todo da partida. Osório fez substituições que, a meu ver, nem seriam necessárias, mas que acabaram sendo eficientes. Bruno e Carlinhos, que faziam boa partida, foram sacados para entradas de Wesley e Auro. Michel Bastos foi para a ala esquerda. O São Paulo ganhou mais volume de jogo. Com Hudson vulnerável e já “amarelado”, Osório foi mais intrigante e audacioso ainda e colocou Breno, jogando ali, com volante, dando o primeiro combate.

Volto ao primeiro tempo para falar do gol do Corinthians. Como sempre, em falha do adversário. Não consigo ver esse time marcar um gol sem ser em roubada de bola num passe errado do adversário. E assim foi. Contra-ataque, defesa aberta, Rafael Tolói toma um drible e cai sentado, Lucão e Luiz Eduardo não acompanham e o gol sai. Absoluta injustiça.

Menos mal que logo no começo do segundo tempo Luis Fabiano empatou. E o time continuou em cima. Aí entra a arbitragem e deixo a pergunta: fosse o lance em que Uendel espalmou a bola para escanteio no Morumbi, aos 46 minutos, ocorrido no Itaquerão, com o personagem sendo Rafael Tolói, ou Lucão, ou Luiz Eduardo, ou  Breno, ou Michel Bastos, ou Carlinhos, ou Bruno. O árbitro marcaria escanteio ou pênalti. Acho que a resposta é evidente.

Se eu falar que isso demonstra a fragilidade que a diretoria tem nos bastidores da CBF vão falar que estou perseguindo Carlos Miguel Aidar. Que eu o acho um presidente medíocre, isso não resta a dúvida. Mas essa fragilidade junto à CBF começou na era Juvenal Juvêncio e permanece até hoje. Os erros de arbitragem que estão se sucedendo no Morumbi mostram bem o que estou dizendo. E é o tal negócio: se ganhar do Corinthians com juiz já é difícil, imaginem então se permitem que seus jogadores usem as mãos. Aí, dançamos.

Modernização administrativa foi um sonho de inverno

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, quando você imagina que tudo vai melhorar, que as mentes serão arejadas e poderão trabalhar pelo bem, chega a notícia que joga tudo por terra.

Longe de ser pessimista – me considero otimista até em excesso -, mas senti que o prédio que se edificava começava a ruir antes mesmo de ficar pronto após a reunião do Conselho Deliberativo, semana passada. Naquela ocasião, Abílio Diniz foi apresentado aos conselheiros pelo presidente Carlos Miguel Aidar. Ele seria o responsável pela profissionalização da gestão. Até deixou os conselheiros entusiasmados com sua explanação, mas usou uma frase que pode ter selado sua atuação no São Paulo: “eu vou ensinar a pescar, não dar o peixe”. Com isso deu o recado a quem esperasse que ele assinasse um cheque em branco que não o faria, mas trabalharia para trazer recursos ao clube.

Alguns leitores cobraram minha posição em relação ao tema e eu pedi que esperassem alguns dias, pois queria ver na prática os desdobramentos. Pelo que me havia chegado ao conhecimento, Abilio Diniz indicou o CEO e nomearia gerentes remunerados para cada área. Aos vice-presidentes e diretores atuais caberia a fiscalização dos trabalhos e a eles seria reportado tudo o que fosse feito. Mas, no português claro, Carlos Miguel Aidar viraria “Rainha da Inglaterra” e os vices e diretores os “assessores da rainha”.

Num primeiro momento achei a ideia fantástica. Seria a modernização da administração do São Paulo, início da recuperação financeira e abertura de um horizonte muito promissor. Por outro lado, conhecendo bem os vices e os diretores, achei que seria muito difícil ser implementado o projeto, pois afetaria o ego exacerbado de muitos deles.

E…Bingo! Acertei. Hoje deparo com a notícia de que Carlos Miguel Aidar está “fritando” Alexandre Bourgeois, o CEO trazido por Abílio Diniz. A explicação dada por membros da diretoria com os quais conversei é de que ele teria “vazado” a informação da venda do Boschilia e responsabilizado por não ter dado certo. Mas a leitura que faço é que tanto Carlos Miguel Aidar quanto os vice-presidentes não vão querer perder a boquinha e deixarem de mandar, se submetendo a ordens de quem nem conselheiro é, no caso Abílio Diniz e, pior, Alexandre  Bourgeois.

Dessa maneira começo a ver que nada vai mudar. Aidar criou o tal fundo dos notáveis e o que ele esperava era que Abílio Diniz chegasse com mais cheque e menos caneta. Aproveitou a situação de maneira política para abafar, naquela reunião do Conselho, explicações devidas pelo vice-presidente de Marketing e Comunicação, Douglas Schwartzmann, por ser representante de Jack Banafsheha no Brasil. Lembrando que Jack é proprietário da Zanetti Group – do qual Douglas é representante – e também da Far East, empresa que intermediou o contrato entre a Under Armour e o São Paulo e gerou uma comissão de R$ 18 milhões. Aliás, por falar nisso, o presidente disse que não pagaria e até agora ela não processou o São Paulo? Estranho, não?

 

São Paulo jogou grande futebol, mas falhas individuais causaram a derrota

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, fiquei pensando até agora, momento em que estou escrevendo esse comentário, sobre o que aconteceu ontem à noite, no Mineirão e como eu poderia expressar o que vi. Puxei no que minha mulher me falou no intervalo do jogo: “mas já está 3 a 0 contra o São Paulo?” E eu disse: ” e estamos jogando muito bem”.

Mas como podemos estar jogando bem e tomando de 3 a 0? Isso só o futebol, esse esporte que mexe com todos os nossos sentimentos, pode explicar.

O São Paulo dominou completamente o jogo. Desde o início, marcando pressão no campo adversário, parecia que o jogo era no Morumbi. As chances começaram a aparecer, como quase não vimos até agora ao longo deste campeonato. E os gols começaram a ser perdidos. Primeiro foi Pato, que ficou cara a cara com Vitor e “recuou! a bola para ele; depois foi Reinaldo, que poderia ter chutado para o gol, mas cruzou – errado – para Luis Fabiano; aí teve o próprio Luis Fabiano, com a bola desviando no zagueiro.

Mas veio um contra-ataque e, com a jogada começando pelo nosso lado esquerdo, onde Reinaldo deveria estar, mas não estava, saiu o primeiro gol, num lance de completa sorte do jogador atleticano, pois Rogério Ceni fez uma grande defesa, mas a bola rebateu na cabeça de Pratto.

O São Paulo voltou a atacar, ter as rédias do jogo. De novo a bola sobra para Pato que chuta forte e Vitor faz grande defesa. Novo contra-ataque e outro gol do Atlético, em falha de Lucão. O São Paulo continua no ataque, Ganso chuta uma bola na trave e Pato perde outro gol. De posse da bola, na sequência, Hudson erra o passe e propicia contra-ataque para o Atlético. Mais um gol.

Isso pode explicar o que aconteceu ontem. O São Paulo foi muito superior ao Atlético e os mineiros foram precisos, cirúrgicos. Portanto não se pode tirar o mérito da vitória atleticana, mas tivesse sido 3 a 3, ou tivesse ganho o São Paulo, não estaria nada errado. Coisas do futebol.

Entendo que já é o dedo de Juan Carlos Osório. Mas faço algumas ressalvas ao seu trabalho: Lucão não pode, de maneira alguma, ser volante. Ele é, no máximo, um zagueiro mediano e não pode passar disso; Centurion não pode ser centro-avante. Ele pode, no máximo, entrar no segundo tempo, jogar aberto, quando o time precisa de velocidade para o contra-ataque; por último, se joga com três zagueiros quando temos qualidade no elenco. Com o que temos, o melhor é jogar com dois, pois dois erram menos do que três.

É certo, entretanto que a apresentação de ontem não me faz tão pessimista quanto ao futuro no campeonato. Não penso em título, é lógico, mas não vou tão ao extremo em achar que ficaremos do meio para baixo na tabela. Acho que podemos, sim, brigar por uma vaga na Libertadores.

Conselho Deliberativo tinha o dever de mostrar que ainda era Soberano

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, eu deveria ter acreditado: tudo acabou em pizza na terça-feira da semana passada, numa pizzaria do Morumbi. Assim terminou a reunião do Conselho Deliberativo, tão aguardada para a noite de ontem.

De novo – e interessante – a aprovação da terceira camisa do São Paulo, sendo obrigatória as presenças das cores do clube. Nada de jogar de roxo, cinza ou outras cores que não as nossas tradicionais. E a fala de Abílio Diniz, que até outro dia era um crítico voraz da atual diretoria, e hoje é carregado nos braços pelo presidente. E muito blá blá blá.

A explicação que se esperava não veio. Douglas Schwartzmann, que havia dito que explicaria na reunião do Conselho a sua imoral – apesar de legal – ligação com Jack Banafsheha, não veio. E, até onde fui informado, já que um grande painel foi colocado em frente à sala de vidros, nenhum telão foi disponibilizado e o som da reunião foi cortado, apenas o vice-presidente de futebol, Ataíde Gil Guerreiro, foi questionar Douglas sobre o assunto – e fora do microfone, em off -, pedindo explicações, e o vice de Marketing se calou. E nada foi feito. O mesmo Ataíde que fez críticas ao presidente do Conselho, Carlos Augusto Barros e Silva durante a reunião. E Leco, que demonstrou omissão aceitando excluir da pauta o assunto Far East, retirou-se do plenário antes do final da reunião.  Talvez por não querer responder, se o assunto surgisse, o caso Jorginho Paulista, por exemplo, que está causando grande prejuízo ao clube.

O Conselho Deliberativo do São Paulo me lembrou o Congresso Nacional. Denúncias aparecem, CPIs são criadas, mas quem tem maioria faz com que nada se investigue, nada se explique e a sujeira é jogada para baixo do tapete. Pior: conselheiros ligados à diretoria – alguns – comemoram o fato com o discurso de que “o São Paulo está unido novamente”. Em que?

A Far East foi retirada de pauta, diga-se de passagem, por pedido do presidente Carlos Miguel Aidar, que oficiou o Conselho afirmando que não pagaria a comissão à empresa. Disse que o CEO vai levantar contratos feitos com o Habib´s e outros, na era Juvenal Juvêncio, e este da Far East.

É evidente que o Tricolornaweb se sente vitorioso nessa questão. Não fosse a matéria publicada semana passada, o rolo compressor da diretoria poderia ser passado no Conselho e a oposição não teria forças para barrar esse que, se investigado, pode se tornar num dos grandes escândalos do clube. Foi a partir da nossa publicação, com repercussões em outros vários órgãos sérios de imprensa, e que gerou repulsa do presidente, com ameaças infundadas e desmascaradas aqui, que ele sentiu-se coagido e pressionado a suspender esse pagamento.

Mas, por outro lado, não posso deixar de me indignar e questionar: que empresa é esta tal de Far East? Será que alguém, tipo Douglas Schuartzmann, poderia me apresentar ao Jack Banafsheha? Gostaria de saber se ele pode intermediar contratos de patrocínio para o Tricolornaweb. Prometo a ele, em contrato, uma comissão de 20 por cento. Três meses depois do negócio efetuado digo a ele que só pagarei 15 por cento e, alguns dias depois, digo que não vou pagar nada. Será que ele vai agir comigo como está agindo com o São Paulo? Toma um “calote” de R$ 18 milhões e fica quietinho? Não entra na Justiça para processar o clube por que?

Por tudo isso que não vamos parar. O Tricolornaweb continua investigando a Far East e espero, em breve, ter mais novidades. Estou acostumado em minha carreira, modéstia à parte, vitoriosa, a lidar com as maiores corrupções da história do País. Participei diretamente do impeachment de Fernando Collor de Mello. Então não me tratem como agitador ou coisa que o valha. Apenas, como jornalista, quando sinto faro de que algo está errado, vou a fundo até desvendar a última linha do novelo de lã.

E nem por isso deixou de me emocionar cada vez que ouço o Hino do nosso São Paulo, ou vejo nosso time em campo.Aliás, é por amar tanto este clube, sem interesses escusos, que estou nessa empreitada.

Conselho Deliberativo tem o dever de mostrar que ainda é Soberano

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o Conselho Deliberativo terá uma sessão neste noite que promete ser bastante acalorada. Mas os conselheiros têm obrigação de mostrar que nosso Conselho ainda é Soberano. E não podem se deixar levar por inclusões de última hora que visam mudar o foco.

O presidente do Conselho, Carlos Augusto Barros e Silva, tem tido um desempenho digno até este momento. Por mais que tenha merecido críticas ao longo dos últimos anos – aqui ninguém passa ileso -, Leco está tendo uma conduta irrepreensível, digna do nosso Conselho. Ele não aceitou passar para aprovação o contrato com a Far East na última reunião e criou uma comissão de conselheiros para receber e analisar o tal contrato.

Ocorre que o presidente Carlos Miguel Aidar desrespeitou esta comissão e não fez o encaminhamento do contrato. Resta saber qual a razão. E é isso o que espero que os conselheiros cobrem esta noite. Mormente depois da publicação que fizemos semana passada, mostrando que Douglas Schwartzmann, vice-presidente de Marketing e Comunicação do São Paulo, é representante, há 30 anos, da Zanetti, empresa que tem como endereço o mesmo logradouro da Far East, em Los Angeles, e que, por conseguinte, tem como dono a mesma pessoa,  Jack Banafsheha. Aliás, um contrato que foi assinado, entre outros, por ele, quando era diretor de Comunicação, e não pelo então diretor de Marketing, Rui Barbosa. E deixamos claro que, por mais que não seja ilegal, era – e é – imoral. E em nenhum momento fizemos qualquer ilação, mas sim, afirmação.

Abro um parágrafo aqui para lembrar o que tem marcado a administração de Carlos Miguel Aidar nestes pouco mais de 15 meses à frente do São Paulo: admitiu que havia um contrato com a própria namorada, Cinira Maturana. Ela ganharia 20% de comissão em negócios que fizesse com o clube. Pressionado pelos conselheiros, Cinira pediu desligamento do clube e Aidar afirmou que ela não ganhou nada, porque não fez qualquer negócio. Depois anunciou cheio de pompas o contrato com a Under Armour. E nele também havia comissão. Só que de “apenas” 15%, o que geraria o pagamento de R$ 18 milhões a Far East, empresa intermediadora. Ah! Numa reunião semana passada ele admitiu reduzir para R$ 15 milhões o pagamento. O mais incrível é que ele decide diminuir e a Far East Trading Global aceita passivamente. E outra: até agora não cobrou essa comissão, atrasada desde maio, quando  a Under Armour entrou oficialmente no São Paulo. Êta empresa boa para trabalhar essa aí; e, só para lembrar, desde agosto do ano passado não temos um patrocinador em nossa camisa. Que departamento de Marketing operante esse aí.

Fato que tem um projeto ambicioso, de criar um fundo de investimentos que arrecade até R$ 100 milhões para pagar dívidas imediatas, renegociar contratos futuros com base na nova legislação e equilibre as finanças do clube, tendo como pagamento aos investidores jovens talentos criados em Cotia. Discutível mas, a grosso modo, me parece interessante.

Voltando à reunião do Conselho Deliberativo, comparo nossa situação de hoje ao que vem acontecendo, por exemplo, com Eduardo Cunha, presidente da Câmara Federal. Foi denunciado de ter recebido US$ 5 milhões. Ao invés de explicar, aboliu o tema e ficou criticando a forma como foi feita a denúncia, tentando cancelar as provas por terem sido apresentadas em fôro inadequado, atirando farpas em quem teria patrocinado as investigações e a denúncia. Até agora o que vi nesse caso envolvendo a Far East foi isso. Reclamação de perseguição por interesses outros, mas nenhuma explicação do mérito do assunto.

A bola está com o Conselho Deliberativo. E o dia é hoje. Abílio Diniz, que até outro dia era um crítico ácido á gestão Aidar, foi contratado como gestor, ou CEO, ou dêem o nome que quiserem para seu cargo, e, convidado, irá ocupar alguns minutos da reunião apresentando seu projeto. Reputo como muito importante sua fala. Mas não deverá ser a manchete da reunião. Ou a decepção dos são-paulinos será muito grande com seus conselheiros. O Tricolornaweb vai acompanhar a reunião detalhadamente.

 

Em tempo: acabo de receber a informação que o presidente Carlos Miguel Aidar encaminhou ofício ao presidente do Conselho Deliberativo, Carlos Augusto Barros e Silva, comunicando que suspendeu temporariamente o contrato que previa pagamento de comissão de R$ 18 milhões pela intermediação do acordo com a Under Armour. No comunicado, o presidente são-paulino explica para Leco que retirou temporariamente o acordo com a Far East das obrigações do clube até que seja feita uma renegociação de valores. O objetivo, segundo o ofício, é permitir que o São Paulo arque com seus outros compromissos sem piorar a crise financeira que enfrenta.

Reforço minha tese: que empresa boa para trabalhar é esta Far East. O devedor – no caso o São Paulo – paga quando quiser, e quanto quiser e ela não fala nada. Vai ser inocente útil prá lá. Mas o Tricolornaweb continua esperando as explicações devidas, que não pode ser diluídas por manobras ilusionistas. Temos consciência de nosso papel e sabemos que nossa publicação pesou muito nessa decisão do presidente do clube.

 

 

Vitória obrigatória e necessária para nos manter vivos na ponta da tabela

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, não foi o espetáculo dos sonhos, nem o futebol mais lindo do mundo, mas foi suficiente para uma vitória magra, porém obrigatória e necessária contra o Cruzeiro, no Morumbi. Em campeonato equilibrado como o Brasileiro, onde a maioria das equipes se equivale, não se pode sequer pensar em empatar em casa, quando o objetivo é o título. E para o São Paulo, a meta nunca pode ser outra.

O time teve um início menos impetuoso que nos outros jogos, quando costuma partir para cima, principalmente dentro de casa. Jogando com três na frente e Boschilia bem adiantado para fazer a armação, teve, no entanto, uma improvisação feita a mando de Osório e cumprida por Milton Cruz: Rodrigo Caio, originalmente volante mas que também joga na zaga, foi lá para trás e Lucão, que é só zagueiro, foi jogar de volante.

Essas invenções me preocupam muito. Ele fez com que o São Paulo jogasse praticamente com dez em campo, pois Lucão estava absolutamente perdido no tempo e no espaço. Para nossa sorte Ganso e Luis Fabiano não estavam jogando e Boschilia voltava para ajudar na marcação. Foi o que equilibrou a partida.

Só que com essa sobrecarga, ele não conseguiu jogar mais avançado e fazer o que seria seu papel. Errou muitos passes, tentou dribles infrutíferos e deixou na torcida o sentimento de que não temos um meia de ligação e dependemos de Ganso.

Boa surpresa foi a partida de Carlinhos, que estava afastado do time por contusão. Retornou muito bem e enquanto teve gás, foi um grande destaque em campo. Chutou para o gol, fez a assistência perfeita para o gol de Pato, marcou bem, foi perigoso no ataque. E a grande atuação na defesa ficou por conta de Rafael Tolói, que deixou de assistir o atacante jogar para se antecipar e ganhar todas as jogadas. Mesmo Rodrigo Caio, enquanto não se arvorou em sair com passes, foi muito bem na defesa.

O Cruzeiro teve algumas chances, principalmente depois da entrada de Leandro Damião. Milton Cruz fez uma substituição arriscada para reforçar a defesa, colocando Edson Silva. É que contra o Avaí Osório fez a mesma coisa e foi uma água só. Hoje, não. Edson Silva, inclusive, salvou gol certo de Damião.

No final, o 1 a 0 ficou de bom tamanho e serviu para manter o time na parte de cima da tabela, brigando pelo título. Contra o Atlético-MG, quarta-feira, naturalmente entraremos com zebra. Mas vai que ela pinta. Não custa nada torcer. E eu vou torcer muito.

Time sem alma, perdido, sem vontade, reflexo de uma diretoria ineficaz

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo perdeu do Sport, na Arena Pernambuco, teve dois jogadores expulsos, além do técnico Juan Carlos Osório. Vamos considerar que a derrota para o Sport, em Recife, estava nos nossos planos. Ou seja, é absolutamente normal. Não nas circunstâncias em que ela veio e que levou à tona o que acontece hoje nos interior do Tricolor.

O time até começou jogando bem, dominando as ações. Dava impressão que poderia voltar com um ponto para São Paulo. O esquema 3-5-2 implantado por Osorio parecia ser bom. A bola ficava o tempo todo com o São Paulo e até os 15 minutos o Sport não conseguiu criar absolutamente nada. Mas a partir daí a zaga começou a falhar. Thiago Mendes e Michel Bastos não davam conta das descidas dos dois avantes abertos do Sport. Edson Silva e Rafael Toloi não conseguiam acompanhar a marcação e sobrava tudo em Lucão. Par piorar, Rodrigo Caio e Hudson não conseguiam fazer a barreira na frente da área e o time fica completamente vulnerável.

O Sport passou  mandar no jogo e, feito o primeiro gol, fez ruir qualquer tentativa que houvesse do São Paulo, pois o Tricolor mais uma vez, no primeiro revés, não soube como fazer para reagir. Isso já havia acontecido nos jogos contra o Palmeiras e o Atlético-PR, quando time esteve melhor mas sucumbiu quando sofreu o gol.

Osorio ainda mudou algumas coisas no segundo tempo. Alterou 3-5-2, tirando Edson Silva e colocando Luis Fabiano; depois reforço a lateral colocando Reinaldo no lugar de Centurion, passando Michel Bastos para  frente. Mas aí Ganso foi expulso. Ele procurou o tempo todo essa situação. Depois foi a vez de Luis Fabiano, também bem expulso. E na sequência o próprio Osorio. Nada mais havia a fazer, a não ser torcer para não ser goleado. Os 2 a 0 ficaram de bom tamanho.

Entendo que a arbitragem foi excessivamente rigorosa com o primeiro cartão dado a Ganso e Luis Fabiano. E também a Osorio. Mas se a regra é esta, temos que criticar quem a fez. Aos jogadores cabe aceitá-la. Portanto, todos foram bem expulsos. E procuraram isso. Desde o início do jogo Ganso se mostrava visivelmente irritado e Luis Fabiano entrou apenas para isso. A impressão clara que dá é que os dois não queriam encarar o Morumbi, domingo que vem, contra o Cruzeiro. O peso da torcida poderia ser muito forte para eles.

E tudo que está acontecendo tem como maior e grande culpada a diretoria. Omissa preocupada apenas em fazer  política, não está a altura do São Paulo que queremos. Desde que Juvenal Juvêncio rompeu com Carlos Miguel Aidar, que os podres começara a sair por todos os lados, não temos mais paz. E o time é isso daí, retrato dos desmandos e ineficiência da diretoria.

Mas vou parar por aqui, pois sobre Aidar e sua turma falarei mais para a frente.

Com novo sócio-torcedor São Paulo tenta resgatar aquilo que um dia foi sua criação

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo lançou, nesta terça-feira, o novo pacote do Sócio-Torcedor. Cedo ainda para avaliar seus resultados, me permitem, no entanto, fazer uma pré-análise positiva.

A maior novidade do novo programa foi a criação de uma moeda própria para os aderidos aos oito planos disponíveis. As moedas foram batizadas de “tricolores” e podem ser trocadas por produtos vendidos por parceiros do Clube de Vantagens ou ações especiais organizadas pela diretoria de marketing do Tricolor.

No pagamento das mensalidades dos planos, que giram entre R$ 12 e R$ 489, cada “tricolor” equivale a R$ 5. Em relação a compras e ações de empresas parceiras, o câmbio varia e pode gerar mais pontos, além de descontos nos produtos. As parcerias firmadas envolvem restaurantes, lojas on-line de eletrônicos, roupas, brinquedos e até cervejas.

Outra característica apresentada como novidade pelos cartolas são-paulinos é o ranking de fidelidade em jogos. Cada plano de sócio-torcedor já contempla o aderido com tempos diferentes de prioridade de compra, de 24h a 84h, mas a ideia é premiar quem comparecer ao Morumbi com mais frequência. Assim, o membro do plano mais barato pode chegar a ter as mesmas 84 horas de antecipação de um aderido do plano mais caro.

O sistema funcionará da seguinte forma: a cada dois jogos consecutivos no Morumbi, o sócio ganha uma estrela. Se a sequência for interrompida, o torcedor perde uma estrela. Com uma estrela, a prioridade é de 36h, passando por 48h, 60h, 72h e 84h até o status máximo de cinco estrelas acumuladas.

Com o lançamento do novo programa o São Paulo tenta resgatar algo que um dia foi o precursor. O clube foi o primeiro a criar o Sócio Torcedor, copiado pelos demais clubes do País. Mas parou no tempo, ficou para trás e hoje corre para recuperar o espaço perdido.

Oxalá os objetivos sejam alcançados. Nós, do Tricolornaweb, torcemos muito por isso e estaremos aqui para ajudar na divulgação e aplaudir o eventual sucesso do plano.