Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, alguns leitores estão me cobrando, no site ou por e-mail, um posicionamento firme quanto às indicações feitas por Leco para a diretoria executiva. O nome mais discutido é o de Rodrigo Gaspar que, surpreendentemente para todos, foi nomeado diretor Administrativo, cargo que será remunerado. Portanto, ele terá que deixar o Conselho Deliberativo.
Todos que acompanham o Tricolornaweb desde seus primórdios, em 2002, conhecem minha conduta e maneira de tratar as diretorias do São Paulo. Dou seis meses de crédito, para que a diretoria possa ver onde se meteu, o tamanho do buraco, mostrar para o que veio e começar a trabalhar. Entendo ser este um tempo mais do que suficiente, em três anos que tem a duração do mandado do presidente, para que as coisas aconteçam ou se mostrem como serão.
Fiz isso com Marcelo Portugal Gouvea, Juvenal Juvêncio, Carlos Miguel Aidar (até com ele), por que não faria com Leco? Sim, podem dizer que ele foi reeleito, portanto já conhece o tamanho do buraco e é co-partícipe desta situação. Eu digo, então, que agora é tudo diferente. Enquanto lá atrás um advogado era vice-presidente de Marketing, hoje há um profissional do setor. O vice-presidente Administrativo era alguém que nada tinha a ver com a profissão. Hoje temos um profissional, ainda que conselheiro.
O que não entendo, e isso deixei claro no meu comentário do Jornal Tricolornaweb desta sexta-feira, é a razão de tantos conselheiros que profissionalmente estão identificados com as funções que irão exercer, agora remunerados, e outrora não serviam para os cargos. Isso nem Freud conseguirá entender.
Outra coisa: também disse em meu comentário na Rádio Tricolornaweb que as indicações estão me parecendo uma ação entre amigos. Mas vamos entender: eu, ou você, assumindo um cargo de tanta importância como é o de presidente do São Paulo, colocaria um inimigo ou desconhecido para ocupar determinado cargo de, também, grande importância? Por mais que o estatuto tenha profissionalizado o clube, não me parece que funcioná como uma verdadeira empresa, onde o chefe do RH vai a uma agência de empregos, solicita um profissional, seleciona e contrata. Aqui a situação é um pouco diferente.
Voltando a Rodrigo Gaspar, o nome mais questionado dos que foram indicados, fiz uma rápida busca em seu perfil no Linkedin e fiquei positivamente surpreso. Pelo que apresenta ali – e parto do pressuposto que ninguém vai mentir deliberadamente num perfil público -, tem extrema capacidade para exercer essa função. Elias Albarello e Márcio Ait também condizem com suas funções, mediante retrospectos profissionais apresentados. Minha dúvida fica por conta de Vinicius Pinotti à frente do futebol. Mas, então, volto ao ponto de partida deste editorial para frisar que é de meu feitio dar seis meses de prazo, uma espécie de carência, para que os trabalhos surtam efeito ou, no mínimo, mostrem indicativos futuros. E assim vou proceder.
Dia 15 de maio surgirão novos nomes no Conselho Administrativo. Vamos aguardar para ver o que mais virá. E boa sorte, São Paulo. Sucesso a todos. O bom desempenho de vocês terá como resultado um São Paulo mais forte. Não jogo contra, sempre a favor. Portanto, vamos ao trabalho.