Antes de criticar, vamos dar o tempo necessário

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, alguns leitores estão me cobrando, no site ou por e-mail, um posicionamento firme quanto às indicações feitas por Leco para a diretoria executiva. O nome mais discutido é o de Rodrigo Gaspar que, surpreendentemente para todos, foi nomeado diretor Administrativo, cargo que será remunerado. Portanto, ele terá que deixar o Conselho Deliberativo.

Todos que acompanham o Tricolornaweb desde seus primórdios, em 2002, conhecem minha conduta e maneira de tratar as diretorias do São Paulo. Dou seis meses de crédito, para que a diretoria possa ver onde se meteu, o tamanho do buraco, mostrar para o que veio e começar a trabalhar. Entendo ser este um tempo mais do que suficiente, em três anos que tem a duração do mandado do presidente, para que as coisas aconteçam ou se mostrem como serão.

Fiz isso com Marcelo Portugal Gouvea, Juvenal Juvêncio, Carlos Miguel Aidar (até com ele), por que não faria com Leco? Sim, podem dizer que ele foi reeleito, portanto já conhece o tamanho do buraco e é co-partícipe desta situação. Eu digo, então, que agora é tudo diferente. Enquanto lá atrás um advogado era vice-presidente de Marketing, hoje há um profissional do setor. O vice-presidente Administrativo era alguém que nada tinha a ver com a profissão. Hoje temos um profissional, ainda que conselheiro.

O que não entendo, e isso deixei claro no meu comentário do Jornal Tricolornaweb desta sexta-feira, é a razão de tantos conselheiros que profissionalmente estão identificados com as funções que irão exercer, agora remunerados, e outrora não serviam para os cargos. Isso nem Freud conseguirá entender.

Outra coisa: também disse em meu comentário na Rádio Tricolornaweb que as indicações estão me parecendo uma ação entre amigos. Mas vamos entender: eu, ou você, assumindo um cargo de tanta importância como é o de presidente do São Paulo, colocaria um inimigo ou desconhecido para ocupar determinado cargo de, também, grande importância? Por mais que o estatuto tenha profissionalizado o clube, não me parece que funcioná como uma verdadeira empresa, onde o chefe do RH vai a uma agência de empregos, solicita um profissional, seleciona e contrata. Aqui a situação é um pouco diferente.

Voltando a Rodrigo Gaspar, o nome mais questionado dos que foram indicados, fiz uma rápida busca em seu perfil no Linkedin e fiquei positivamente surpreso. Pelo que apresenta ali – e  parto do pressuposto que ninguém vai mentir deliberadamente num perfil público -, tem extrema capacidade para exercer essa função. Elias Albarello e Márcio Ait também condizem com suas funções, mediante retrospectos profissionais apresentados. Minha dúvida fica por conta de Vinicius Pinotti à frente do futebol. Mas, então, volto ao ponto de partida deste editorial para frisar que é de meu feitio dar seis meses de prazo, uma espécie de carência, para que os trabalhos surtam efeito ou, no mínimo, mostrem indicativos futuros. E assim vou proceder.

Dia 15 de maio surgirão novos nomes no Conselho Administrativo. Vamos aguardar para ver o que mais virá. E boa sorte, São Paulo. Sucesso a todos. O bom desempenho de vocês terá como resultado um São Paulo mais forte. Não jogo contra, sempre a favor. Portanto, vamos ao trabalho.

Mais uma vez o Tricolornaweb saiu na frente

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, mais uma vez saímos na frente. No Cantinho da Política, quadro que mantivemos agora dentro do Jornal Tricolornaweb, antecipamos todas as escolhas feitas para a composição do Conselho Administrativo e da diretoria.

Já antes da eleição havíamos antecipado que Júlio Casares, Silvio Médici e Adilson Alves seriam os indicados pela chapa da situação para concorrer, no pleito, para o Conselho Administrativo. Alguns dias depois os demais órgãos de imprensa começaram a dar vazão a essa informação.

Na sexta-feira anterior à eleição, também foi o Tricolornaweb o primeiro a informar que a oposição estava apresentando três cheques que teriam sido dados por Abílio Diniz a Leco, em 2015. Somente no dia seguinte os demais sites publicaram a informação.

Na véspera do último dia para inscrição das chapas, também foi o Tricolornaweb o primeiro veículo a anunciar o nome de Sergio Barbour, que seria o vice de José Eduardo Mesquita Pimenta.

Agora os fatos se repetem. O Tricolornaweb levantou a possibilidade de Adalberto Baptista ser um dos indicados ao Conselho Administrativo. Teria partido de Roberto Natel essa indicação. Três dias depois darmos a notícia os demais órgãos de imprensa começaram a reverberar a informação.

No Jornal Tricolornaweb desta quinta-feira (27), demos a informação que Adalberto Baptista tinha caído e seria Julio Conejero, genro de Juvenal Juvêncio, o terceiro nome indicado para compor o Conselho Administrativo, entre os independentes. Agora vejo alguns sites começarem a dar essa informação.

O Tricolornaweb também informou, com quase uma semana de antecedência dos outros órgãos, que Vinicius Pinotti seria o diretor de Futebol e Carlos Belmonte do Social. Na última quarta-feira antecipamos que Elias Barquete Albarello foi convidado para assumir a diretoria financeira. E nessa quinta-feira fomos os primeiros a dar que Marcelo Portugal Gouvea Filho foi convidado para a diretoria jurídica.

O Tricolornaweb é isso: jornalismo sério, sem sensacionalismo, com informação responsável e precisa, sempre à serviço do São Paulo. Mas entendam: estar à serviço do São Paulo não significa abaixar a cabeça e aceitar qualquer informação de cabresto. Aqui existe fonte séria, que sabe o que fala.

Por isso o Tricolor continua sendo o site que está com o São Paulo.

Obrigado a todos vocês que nos acompanham e fiquem certos que aqui não se dorme em serviço.

As eliminações foram no Morumbi. E ainda teve juiz ajudando!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo não foi eliminado da Copa do Brasil na quarta-feira, muito menos para o Corinthians neste domingo. As eliminações ocorreram nos dois jogos do Morumbi, quando perdemos de 2 a 0 e tornou-se missão impossível a recuperação.

O São Paulo que vimos em Belo Horizonte foi aquele que deveríamos ter visto no jogo do Morumbi, e não o vimos. Futebol agressivo, partindo para cima, com vontade, raça e querendo ganhar o jogo. Não fosse a lambança do Rodrigo Caio, quem sabe a primeira missão impossível não teria acabado com êxito.

Mas a segunda foi neste domingo. E de novo com a participação decisiva da arbitragem. Já no jogo do Morumbi, no primeiro gol Jô estava impedido. Hoje, mais uma vez, o impedimento. E foi escandaloso, sem necessidade de replay ou coisa semelhante. Pior: teve um idiota, verdadeiro idiota, que se diz analista de futebol porque foi árbitro – ruim demais, diga-se de passagem – Paulo Cesar Oliveira, que brigou com a imagem na Globo e quis provar que a bola desviou em Pratto. Corinthiano como ele é, não poderia fazer outra coisa, a não ser justificar o erro medonho do bandeirinha.

Mas no jogo em Itaquera o São Paulo entrou jogando na frente, como se esperava. Dominou o Corinthians, teve posse de bola. O Corinthians ficou acuado em seu campo. O gol, impedido, saiu no último lance do primeiro tempo. Aliás, tivesse o péssimo árbitro marcado a falta de Romero em Maicon, que era até para expulsão, esse lance não aconteceria. E, digo mais: nem falta foi no lance.

Evidente que o São Paulo entrou muito tenso no segundo tempo. É fato que, fanático como eu sou e ardente cumpridor do “Time da Fé”, esperava o tal milagre, apesar de ter plena consciência, quando voltava à realidade, de que seria impossível. Quanto mais depois do gol. O time ainda encontrou seu gol, mas com o empate nos despedimos do Paulista.

Agora sobram 17 dias para Rogerio Ceni dar padrão a este time. O próximo jogo será dia 11 de maio, pela Sul-Americana na sequência começa o Brasileiro. É o tempo que a nova diretoria tem para se estruturar, correr atrás de jogadores, reforçar este elenco e Rogerio dar o descanso necessário para o grupo, para não ficar depois falando que os jogadores estão cansados. Com 17 dias para descanso e treinamento, não vou admitir desculpas lá na frente. Ainda que sejam do M1TO.

As surpresas desagradáveis que o São Paulo nos causa

Quando você pensa que tudo vai bem, que as coisas vão começar a melhorar, que o novo estatuto vai trazer rigidez no trato das coisas do São Paulo, você acaba deparando com alguns absurdos que te deixam incrédulo e sem força de ser otimista. Quanto mais quando você pega para analisar nomes que podem compor o Conselho Administrativo, síntese maior de mudança no novo estatuto.

Vamos observar como será formado este Conselho: presidente e vice-presidente eleitos (Carlos Augusto de Barros e Silva e Roberto Natel), três eleitos pelo Conselho Deliberativo (Júlio Casares, Adilson Alves e Silvio Médici), três independentes indicados pelo presidente, com qualificações específicas, mas aprovados pelo Conselho de Administração (nesse momento apenas Raí foi indicado) e um indicado pelo Conselho Consultivo. É a qui que a coisa pega.

O Conselho  Consultivo do São Paulo é formado por conselheiros e consultores. A indicação tem que ser, obrigatoriamente, entre os conselheiros. Ali estão todos os ex-presidentes da diretoria e do Conselho Deliberativo. E sabem, amigos leitores, quem ainda fazer parte deste Conselho? Carlos Miguel Aidar. Sim, o nefasto ex-presidente do São Paulo pode, num repente, ser indicado pelo Conselho Consultivo e isso independeria de aprovação de qualquer outro órgão.

Vejam quem são os conselheiros do Consultivo: Affonso Renato Meira, Carlos Miguel Aidar, Fernando Casal de Rey, Ives Gandra Martins, José Augusto Bastos Neto, José Carlos Ferreira Alves, José Douglas Dallora, José Eduardo Mesquita Pimenta, laudo natel, Milton José Neves, Paulo Amaral e Paulo Planet Buarque.

Apenas para satisfazer qualquer curiosidade, os consultores são: Abílio Diniz, Claudia Lúcia Fonseca Fanucchi, José Eduardo Martins Cardoso, Marcos da Costa, Paulo de Barros Carvalho, paulo Nathanael Pereira de Souza, Pedro paulo Teixeira Manus, Roberto Justus e Sydney Sanches. Mas esses, repito, não podem ser indicados, por não serem conselheiros.

Entre os membros do Conselho Consultivo, José Eduardo Mesquita Pimenta não pode ser indicado. Primeiro porque concorreu à eleição e foi o candidato derrotado. Além do mais, é presidente do órgão e cabe a ele indicar, não ser indicado.

É evidente que não me passa pela cabeça que ele indique Carlos Miguel Aidar. Mas estou escrevendo esse artigo para manifestar meu inconformismo com sua presença ainda neste Conselho. Ele foi expulso do Conselho Deliberativo. Já à época eu manifestei minha repulsa ao fato dele ainda permanecer como sócio do clube e eu ter que, uma hora ou outra, cruzar com ele naquele espaço.

Mas agora vi que a coisa é pior ainda: ele não só continua sócio, como também participando do órgão que deveria, em tese, reunir os cardeais são-paulinos, aqueles que tem exemplo a dar para o clube. E o legado que ele deixou não pode, em hipótese alguma, ser respaldo para algum cargo em qualquer lugar do São Paulo.

Espero estar enganado, mas nesses primeiros dias pós eleição, nada mudou no ambiente do Tricolor. E lembrem-se que agora o Cantinho da Política é um quadro dentro do Jornal Tricolornaweb. Hoje à noite trarei novidades deste tabuleiro de xadrez.

Um São Paulo diferente que voltou a animar a torcida

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a vitória do São Paulo sobre o Cruzeiro nesta quarta-feira, em Belo Horizonte, por mais que nos tenha causado a eliminação da Copa do Brasil, serviiu para dar novo ânimo à o torcida. Ora, o time jogou um futebol redondo, lembrando o início do ano, postado na frente, sufocando os mineiros. Não é exagero falar que poderíamos ter ganho de 4 a 1, tais as chances que tivemos e foram desperdiçadas.

É preciso considerar que Cueva, nosso principal jogador, esteve numa noite irreconhecível. Talvez em posição errada, o fato é que ele fez jogadas bisonhas e perdeu todas as bolas. Ainda no começo do jogo ele perdeu duas oportunidades: a primeira num chute cruzado de Cícero, quando ele não conseguiu desviar a bola e a segunda, muito clara, de frente com o goleiro, tentou tirar tanto que tirou do gol.

Lucas Pratto, além do gol, e de sair da área para criar várias jogadas perigosas, teve também grande oportunidade, e a bola bateu no travessão.

Tivemos o azar de perder Bruno. Ele começou muito bem o jogo e deixou patente que ele, apesar dos pesares, é o melhor lateral direito que temos no elenco. Sua saída fez com que Wesley fosse deslocado para a lateral, entrando Jucilei no meio. Foi instantânea a melhora do Cruzeiro. O jogo começou a ser feito em cima de Wesley, obrigando Maicon sair sempre na sua cobertura.

No segundo tempo o time continuou administrando o jogo, esperando a chance de atacar. Mas uma falha bisonha de Rodrigo Caio originou o gol de empate. Rogério Ceni colocou Gilberto e Thomas, tirando Cícero e Cueva e o time voltou a crescer.

E voltamos a perder gols: Jucilei, embaixo do gol, jogou por cima; Gilberto teve outra chance, Pratto também. Mas não deu. Gostei muito da estreia de Morato. Num momento em que o sucesso subiu à cabeça de Luis Araújo, é bom ele ficar um pouco no banco. Junior Tavares é outro. A hora que o sucesso descer de sua cabeça, talvez ele volte a produzir para o time.

O que ficou para a torcida, e é onde eu falou que voltou o ânimo, é que houve entrega. E se jogar esse futebol, com essa entrega, domingo, podemos voltar a ter esperança de que nem tudo está perdido. As duas péssimas partidas que fizemos no Morumbi nos colocaram nessa situação. Mas há condição de virar domingo. Essa é a esperança.

Mais importante do que a reeleição de Leco é a implementação do novo estatuto

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, Leco foi reeleito presidente do São Paulo e permanecerá à frente do clube até dezembro de 2020. Bom para alguns, ruim para outros, mas 123 conselheiros fizeram essa opção, contra 102 que preferiram José Eduardo Mesquita Pimenta.

Algumas conclusões a se tirar dessa eleição:

  • O crescimento da oposição foi patente. Teve pouco mais de 30 votos na eleição anterior, quando Newton Ferreira perdeu para o próprio Leco, na complementação de mandato que era de Carlos Miguel Aidar, que renunciou depois do gigantesco número de denúncias sobre sua conduta;
  • A baixaria em que se transformou essa campanha. Jamais vi isso na história do São Paulo. Ela se igualou às piores campanhas dos mais baixos cleros políticos que existem nos mais distantes rincões do País;
  • Ao contrário do que se imaginava, o São Paulo sai desta eleição mais dividido do que nunca. Quando Carlos Miguel Aidar renunciou, eu pedi, pelo Tricolornaweb, união entre os dois pontos divergentes na política do clube para que o São Paulo se reerguesse. Mas nesse momento, com um número gigantesco de vertentes partidárias, a divisão aumentou.

Leco tem um compromisso inadiável: a implementação do novo estatuto. A Comissão de Administração já começou a ser montada com a eleição de Julio Casares, Adilson Alves Martins e Silvio Medici, e a confirmação do nome de Raí. Ele já disse que precisará, no mínimo, de 15 dias para montar sua diretoria, até porque a partir de agora são nove profissionais de mercado, reconhecidamente capacitados, que deverão ser contratados para exercer as respectivas funções para a qual se formaram.

Leco também não pode deixar o futebol de lado. Mesmo sabedor que sou do buraco financeiro que o clube ainda tem, a criatividade tem que estar presente e um time de ponta deve ser montado. Com títulos ganhamos visibilidade, o preço do patrocínio sobe e as empresas passam a procurar o clube. E essa montagem de time tem que começar hoje, não daqui a 15 dias.

Por último, e peço desculpas por falar de nós mesmos, a certeza de que o Tricolornaweb cumpriu mais uma vez com sua função jornalística, de noticiar os fatos bons ou rins, de um lado ou de outro, sem pender para nenhum dos dois candidatos. Quando fiz as entrevistas com Leco e Pimenta, um deles ficou sabendo para quem eu estava torcendo. Falei a um deles no fim da entrevista, fora do ar, mas deixei claro que não poderia, pela ética que sempre norteou minha carreira, deixar transparecer no Tricolornaweb e que a linha editorial permaneceria a mesma.

Apesar de ser taxado de oposicionista quando denunciei erros da diretoria, e de ser “vendido” ao Leco quando denunciei coisas da oposição, fique muito feliz pelas mensagens que recebi no final da eleição, de ambos os lados, cumprimentando o Tricolornaweb pelo trabalho jornalístico que realizamos, sem tendências, e com isenção.

O dia 18 de abril também ficará marcado na história do Tricolornaweb. Além de fazermos a cobertura em tempo real, com a página Eleições carregando automaticamente a cada minuto, também fizemos a primeira transmissão ao vivo pela Rádio Tricolornaweb. Como ainda atuamos com PodCast, não sendo uma rádio web, não tínhamos condições técnicas de transmitir ao vivo. Então fizemos uma parceria com a Frequência Máxima Rádio Web, do amigo Nil Zabine, e transmitimos por inteiro a sessão que elegeu o novo presidente do São Paulo.

Isso rendeu recordes de audiência para as duas rádios e para o site, além de bombar nas redes sociais, pois as atualizações também foram feitas no Twitter e Facebook, além de vídeos “ao vivo” que fizemos pelo Face.

Por isso duas certezas: a de que o Tricolornaweb manteve sua linha, prestou serviços jornalísticos dignos da ética profissional e de que torceremos muito, mas muito mesmo, para Leco ser um grande presidente fazer do São Paulo o grande clube mundial que sempre foi.

Chega de explicações para eliminações. Queremos vitórias!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o saco estourou. Chega de humilhações, de passar vergonha, de virar motivo de piada dos outros torcedores, de ficar procurando desculpas para dar no dia seguinte para justificar mais uma derrota, mais uma iliminação.

Eliminação, sim. Por que? Alguém acha, de coração, que vamos chegar no Mineirão e ganhar de 3 a 0 do Cruzeiro? Alguém acha, de coração, que vamos chegar no Itaquerão e ganhar de 3 a 0 do Corinthians?

Costumo escrever meus comentários algumas horas após a partida. Hoje não. Hoje é quase no ato. Não dá. Não vou esperar a adrenalina abaixar, muito menos me acalmar. Quase 44 mil pessoas na quinta-feira e mais de 45 mil hoje. Não sou torcedor de sofá. Sou torcedor de ir ao Morumbi numa quarta-feira à noite, com frio e chuva, assistir um jogo contra um Novorizontino da vida pelo Campeonato Paulista. Por isso falo com cátedra. Chega! Não dá!

Nesse momento o Tricolornaweb está rompendo oficialmente com as candidaturas de Carlos Augusto Barros e Silva e José Eduardo Mesquita Pimenta. O mínimo que eu exijo é que ambos façam um documento de fé pública, encaminhem para o nosso site para ser publicado, se comprometendo já na quarta-feira, ganhe quem ganhar, a começar a montar o elenco para o Campeonato Brasileiro. Não quero elenco para 2018. Quero para 2017 ainda. Estou de saco cheio de ouvir e eu mesmo escrever que o time está em formação, que tem jogadores machucados. Chega! Enganação tem limite.

O Tricolornaweb, que pauta sua existência por dar uma trégua mínima de seis meses ao presidente eleito, para então começar as cobranças, não vai agir assim. Se a atitude que estamos cobrando não for tomada, seremos oposição radical ao próximo presidente, seja ele quem for.

Entendam bem, não estou com isso querendo dizer que apoiava o Leco e passei a apoiar o Pimenta, ou vice-versa. Não. O Tricolornaweb nunca apoiou nenhum dos candidatos, nem vai apoiar. Pelo contrário: estamos afirmando já a nossa posição futura, de completa oposição a qualquer um dos dois que ganhar. Ou vão pensar no São Paulo como um dos maiores times do mundo, ou vão ser cornetados até na hora em que estiverem dormindo.

Chega de humilhação. Chega de eliminação. Chega de experiências mal sucedidas e infrutíferas. Repito: não me venham com imbecilidades que só cabem na cabeça dos políticos de que estou fazendo o jogo da oposição. Eu não tenho lado. Meu lado é, sempre foi e sempre será o São Paulo. Lamento apenas se alguns da minha relação pessoal, que outrora pensavam assim, hoje pensam como os políticos.

A campanha presidencial deste ano foi uma das mais baixas da história do São Paulo. Vergonhosa. Um lixo. De parte a parte. E os conselheiros – nem todos, é claro – são culpados por tudo o que está acontecendo, pois ficam inertes a esse desmando que está o time.

Chega! Ou assinam um documento público para poderem ser cobrados no futuro e assumem a responsabilidade ou terão uma oposição radical pela frente, uma oposição que não pensa em benesses políticas, mas num São Paulo com um time digno da torcida que tem.

Derrota de um time em formação para um já formado

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, eu estou tão louco, irritado e chateado quanto todos vocês que amam verdadeiramente o São Paulo e que não esperam – ou até torcem – por uma derrota para aproveitar-se politicamente da situação. E, lamentavelmente, é o que estou vendo, de novo, em algumas redes sociais.

Mas aqui quero falar sobre o jogo. Não vou atirar pedras em Rogério Ceni, muito menos no time. Verdade que do outro lado tinha um técnico que já passou até pela Seleção Brasileira. Mas eu não trocaria, nunca, um Rogério Ceni por dez Manos Menezes. Não aceito o modo do seu time jogar.

O primeiro tempo evidenciou as duas formas de jogar futebol: o São Paulo com total posse de bola e o Cruzeiro com os 11 jogadores no campo de defesa. Fazia duas linhas de cinco, às vezes alternando para um 5-4-1. Com isso preencheu os espaços e não deixou o São Paulo jogar. Até porque para esse tipo de jogo, é necessário aquele jogador que desequilibre numa jogada pessoal, numa assistência bem feita. Só assim.

Nesta noite não tivemos esse jogador. Cueva faz, sim, muita falta. Essas pragas de seleções, que tiram jogadores a todo momento dos clubes que paga seus salários e os devolve machucados. Por causa de uma porcaria – que me perdoem os peruanos – de um jogo da Seleção do Peru, que sequer sonha em pensar numa classificação para a Copa do Mundo, não temos nosso principal jogador, aquele que é responsável pela criação de 90% das jogadas, nos mais importantes jogos do semestre, até esse momento.

Claro que não posso afirmar categoricamente que se Cueva estivesse jogando o resultado seria diferente, até porque o “se” não existe no futebol. Mas time que tem, se alternando na armação, Thiago Mendes – que não acerta passe de um metro -, Wellington Nem – que quer ser driblador, mas não consegue passar por um único jogador – e Cícero – que hoje fez a pior partida em toda sua história no São Paulo -, não pode querer chegar muito longe.

E mais: o São Paulo se perdeu depois do primeiro gol, contra de Pratto. Até então o Tricolor tinha o domínio do jogo, mas aí, a retranca armada por Mano Menezes acabou prevalecendo e o jogo ficou a caráter para o Cruzeiro, pois o São Paulo, mais do que nunca, precisava partir para cima para tentar o empate.

Vou colocar um pouquinho de culpa em Rogerio Ceni por ter pedido a contratação de alguns jogadores e não demonstrar confiança em seu potencial. E aqui exemplifico com Thomas. Ele veio para ser o substituto de Cueva, já que o imediato, Lucas Fernandes, mais uma vez está machucado e Shaylon decepcionou nas vezes que entrou. Mas Rogério preferiu insistir com o trio que citei acima e que não consegue armar absolutamente nada.

Cícero, que vem sendo um bom jogador no time, foi grotesco. Quase entregou dois gols para o Cruzeiro no primeiro tempo, errou todos os passes e perdeu a bola aérea para Hudson, que marcou o segundo gol. Ele foi, seguramente, o pior em campo.

Mas vou aqui dar outro argumento:  time do Cruzeiro vem em formação desde o ano passado. Teve um Campeonato Brasileiro de ajustes, correu risco num primeiro momento, mas depois se livrou bem da situação e foi brigar por uma vaga para a Libertadores. O trabalho seguiu este ano, basicamente, com os mesmos jogadores e alguns reforços. O São Paulo, ao contrário, mudou muitas peças e a principal: o técnico.

Sinto que Rogério Ceni se perdeu um pouco depois dos 3 a 0 contra o Palmeiras. Sua opção ofensiva começou a ser contestada por alguns conselheiros e o presidente Leco chamou sua atenção. Como sua visão é ofensiva, ele se perdeu no todo e o time parou de render o que vinha rendendo.

Mas ele está montando o time. Tenho dito frequentemente aqui que o elenco é limitado. Temos um bom time titular, não um bom elenco. E nesse time titular falta Cueva. Portanto, não há muito o que reclamar, pois o próprio técnico dá mostras que não há um substituto.

Vamos virar o foco agora para o jogo contra o Corinthians. É evidente que, por mais otimista que eu queira ser, a Copa do Brasil já era. O que nos resta, nesse momento, é o Paulista, o clássico. Então vamos pensar nisso, mas sem entrar em desespero em caso de derrota. Para mim, esse time vai engrenar no Brasileiro, com alguns reforços que, obrigatoriamente, terão que ser contratados.

É isso.

Os gols voltaram na frente e continuam zerados atrás

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo massacrou o Linense e venceu por cinco a zero no Morumbi. É o quarto jogo seguido sem sofrer gols e, o mais importante: o ataque voltou a funcionar, coisa que também não acontecia já há um bom tempo.

Alguns vão falar que o time do Linense não é parâmetro para nada. Sei disso. Tanto é que o time que entrou em campo foi mesclado. Não jogaram Cueva – contundido – Lucas Pratto e Jucilei entrou apenas pela contusão de Rodrigo Caio. Além do mais, estávamos tomando gol de Mirassol, Botafogo, Ituano, tão medianos quanto o Linense. E marcávamos só um gol no São Bernardo – rebaixado -, Botafogo, e assim sucessivamente nos últimos jogos.

Então temos que ver que esse jogo serviu, sim, para uma espécie de treino de alto nível para o que vem pela frente. E o que virá serão jogos decisivos, clássicos do futebol brasileiro e a hora de poupar jogadores passou. Temos Cruzeiro na quarta-feira pela Copa do Brasil, clássico no final de semana – provavelmente Corinthians -, de novo Cruzeiro na outra quarta e de novo clássico no Paulista no outro domingo.

Gostei muito da partida de Buffarini. Disparado o pior em campo na última quarta-feira, neste sábado ele entrou ligado numa tomada 220v e correu muito, deu carrinho, teve ótima recuperação em alguns contra-ataques do Linense, marcou em cima, apareceu na frente, não perdeu uma única jogada. De fato ele é desprovido de qualidade técnica invejável, mas compensa com força e raça.

Também gostei muito do Tomas. Me parece ser o cara ideal para substituir Cueva em contusões, convocações, suspensões ou mesmo quando Rogerio for poupá-lo. Jogador rápido, insinuante, fez uma linda assistência para Gilberto, que não teve o domínio da bola, arrumou a bola na medida para Thiago Mendes marcar um de seus gols, marcou seu gol, criou outros lances. Enfim, temos que esperar mais um pouco, mas esse parece que veio para ser o substituto de Cueva quando se fizer necessário.

Também vi outra ótima partida de Lucão, muito firme na zaga, chegando sempre no tempo certo e mostrando que está encontrando seu futebol e que poderá vir a ser aquele jogador que todos no clube falavam e que os torcedores não viam. Quiçá isso se realize. Jogando nesse nível, teremos um zagueiro para encher os olhos da torcida.

Gilberto, como sempre, entra e arrebenta. Acho que Pratto é mais jogador do que ele, mas Gilberto vem mostrando que estamos muito bem servidos nessa posição. Pratto terá muitas convocações e desfalcará o São Paulo muitas vezes. Gilberto será útil demais para o time.

Para encerrar, quero falar, de novo, de Jucilei. Que espetáculo de jogador. Pelo que apurei, seu empréstimo é de um ano e o valor do passe está fixado em 4 milhões de Euros. Tem que se virar e pagar. O cara é bom demais. É responsável direto pela melhora substancial do sistema defensivo e tem um passe perfeito, coisa rara nos volantes de hoje. Baita contratação.

Agora acabou  a brincadeira e a fase de testes. Agora temos que apurar se realmente o trabalho está no caminho certo ou tem que ser mudada a trajetória. E aqui não estou falando em obrigação de conquista de título nem que Rogério tem que sair se o time decepcionar. É um começo do trabalho e teremos as primeiras provas para ver a nota que será dada ao aluno. Espero dar um 10.

Apesar dos pesares, o empate não foi um mau resultado

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, deixando “cornetices” e “tietagens” de lado, observando o que foi o jogo e com que e contra que time jogamos, não podemos ficar frustrados. Quantos jogadores considerados titulares estavam em campo? Se não estou enganado, três: Rodrigo Caio, Jucilei e Lucas Pratto. Oras, jogando contra um time argentino – vou repetir – jogando contra um time argentino, numa panelinha, com um jogador a menos durante 18 minutos, não podemos reclamar.

Minha contestação está em Rogério Ceni ter decidido poupar todo mundo para o “terrível” jogo de sábado, no Morumbi, contra o fortíssimo e arrebatador Linense, podendo até perder por um gol de diferença. Aí sim moram minhas críticas.

Mas Rogério Ceni não foi mal apenas nessa opção, mas nas substituições que fez. Nessa de poupar, deixou Junior Tavares no banco e improvisou, mais uma vez, Buffarini na esquerda. Bolas, era evidente que daria errado, porque sempre deu. E olha que ele se matou em campo. Mas é ruim, e não tem nadica de nada de pé esquerdo. Claro que tomou um cartão amarelo logo de cara, na primeira que foi cortar como destro, uma jogada feita para um canhoto cortar. Isso com cinco minutos de jogo.

Outra coisa é Wellington nem. Continua uma aberração. Teve duas chances absolutamente claras de gol, mas parece não saber chutar. Perdeu os gols. Ah, mas ele era meia. Ok. Não fez uma única assistência. Ah, mas ele, depois, foi jogar aberto. Tá bom, mas não ganhou uma única bola.

Junior Tavares, quando ia entrar, pensei: ele vai tirar o Buffarini. Simples assim. Ou então, vai tirar o João Schmidt, colocar o Buffarini na direita, o Araruna no meio e pronto. Quando vi que ele tirou o Chaves, rapidamente imaginei: vai colocar o Araruna no meio, o Buffarini a direita e resolvido. Não. Ele colocou o Junior Tavares literalmente no lugar do Chaves. Ora, evidentemente coisa boa não ia acontecer, até porque o técnico deles mandou forçar o jogo para cima do Buffarini. Pronto. Expulsão. “Mérito” do Rogério Ceni.

Para piorar mais, ele tira o Shaylon e coloca o Wellington, para arrumar a defesa e nitidamente segurar o empate. Bolas, mas sem entrar o Wellington, o time tinha quatro defensores (Araruna, Lucão, Rodrigo Caio e Junior Tavares), dois volantes (Jucilei e João Schmidt), um meia para ajudar por ali (Shaylon) e dois atacantes (Wellington Nem e Pratto). Por que então colocar o Wellington?

E o Shaylon? Esse aí teve a segunda chance consecutiva e não aproveitou. Entrou e ficou completamente perdido. Em alguns lances alongava um passe curto, mas que não era nem passe, e nem ficava para seu domínio. Ele não sabia o que fazer com a bola. Estava nitidamente assustado.

Levando-se tudo isso em consideração, os erros nas opções e a expulsão, o empate não pode ser considerado como um mau resultado. E é claro que não estou preocupado com essa classificação. Se jogar um tiquinho só de bola no jogo de volta aqui, no Morumbi, em maio, goleia. Mas, por favor, vamos botar o pessoal para jogar. Ninguém se cansa para ir no caixa receber os salários que, diga-se de passagem, estão em dia (e não é mais do que a obrigação do clube). Então vamos lá, porque o momento dos testes já ficou para trás.