Rogério se incomodou com o resultado. Eu estou incomodado com tudo!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a cada dia que passa, cada jogo que passa, o incômodo dos verdadeiros torcedores do São Paulo cresce a o copo da paciência transborda. E agora, além de não conseguirmos ganhar fora de casa, estamos perdendo em casa. O time do Atlético-MG é bom? É. É favorito ao título? É. Mas estava desfalcado de vários titulares e na zona de rebaixamento. Esse tipo de time tem condição de vir e ganhar no Morumbi? Em tempos normais não teria. Mas hoje, tem sim senhor.

Rogério Ceni disse na coletiva que ele ficou incomodado, porque o São Paulo tinha o jogo nas mãos, administrado, e acabou perdendo. Se ele não sabe a razão disso, eu explico: ele, o técnico.

No intervalo do jogo postei nas redes sociais que o São Paulo estava dominando o jogo, mas estava perdendo, e que algo deveria ser feito. O time começou o jogo no mesmo formato das últimas partida, num 3-4-3, mas desta vez aprimorado, pois tinha Cueva em campo e o peruano, apesar de não ter sido fantástico, ao menos retomou parte de seu bom futebol. Mas Lucas Pratto, que disse que não comemoraria gol contra o Atlético-MG, parece ter se incomodado demais e perdeu gols que normalmente não perde.

Ma Rogério voltou para o segundo tempo com Thiago Mendes no lugar do ineficaz Wellington Nem. Marcinho sai da ala direita para jogar de ponta esquerda. E com 45 segundos ele marcou o gol, entrando em diagonal, recebendo linda assistência de Junior Tavares. A justiça começava a ser feita no placar.

O São Paulo era todo ataque. Uma blitz foi formada e as chances de gol foram sendo desperdiçadas. O Atlético só se defendia. Militão já jogava no meio de campo, pois não havia a quem marcar. Mas então Rogerio Ceni faz a bobagem: coloca Bruno, entendi, para atacar um pouco mais pelo lado direito, e tira Militão, deixando em campo Lucão, que sempre faz questão de aprontar alguma coisa. Então se torna desnecessário falar o que aconteceu.

Então eu estou incomodado com a derrota no Morumbi. Mais incomodado ainda porque nosso próximo jogo será contra outro Atlético, o do Paraná, em Curitiba, onde nunca conseguimos uma vitória. A participação certa no G6, que nos mantinha no grupo dos que vão à Libertadores se tivéssemos ganho, com a derrota nos colocou próximos ao Z4 e uma nova derrota na quarta-feira – quase certa – poderá nos colocar ali.

Vejo que a diretoria está se movimentando, negociando daqui, conversando dali, mas de concreto, até agora, nada. Já tive – e dei  – informação sobre Petros, Mancuello, Diogo Polenta, Arboleda, Jonatan Gomez, Aderlan Santos (muito prazer), mas de fato, o que vai muito rápido são as vendas dos jogadores. Assim foi com David Neres, Lyanco, Luiz Araújo. E o time foi sendo desmontado e hoje está pior do que era, algo praticamente impossível.

Vi que alguns leitores criticaram todos esses nomes. Muito mas por não conhecê-los do que por terem informações e serem sabedores da condição técnica de cada um. Eu procuro me informar e quando não tenho qualquer referência, me reservo a esperar para ver e depois dar minha opinião. A não ser em casos como daquele zagueiro do Santos, o Kleber, que seria uma aberração, então gritei aqui e, para nossa felicidade, a negociação foi encerrada.

A essa altura do campeonato não estou querendo se vão pagar muito dinheiro pelo Petros ou não, se o Mancuello é caro, não me interessa. Quero ver em campo um time de brio, ganhador, que sinta vergonha quando perde dentro de sua própria casa.

Quanto a Rogério Ceni, tenho eterno respeito e admiração pelo goleiro e ídolo que foi. Mas como técnico, ao menos até agora, tem sido uma enorme decepção. Não consigo ver uma jogada ensaiada, mudanças táticas durante o jogo. E ele tem tido o que todos os treinadores querem: tempo para treinar. Sou contra a troca de treinador no meio da temporada, mas entendo que já passou da hora de Vinicius Pinotti, e o próprio Leco, chamarem Rogério Ceni para conversar e darem um ultimato nele. É hora de entender o que está acontecendo. Antes que seja tarde.

Num jogo onde o nível técnico foi soterrado, um ponto deve ser comemorado

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, nunca pensei que um dia fosse comemorar um ponto conquistado da Ilha do Retiro contra esse arremedo de time que é o Sport Recife. Antes temido, sempre levou certo favoritismo por jogar em casa. Mas no momento, sem seu principal jogador – Diego Souza – o time é horrível. E nós conseguimos ser assim, iguaizinhos. Por isso, para quem vinha de três derrotas fora de casa – Cruzeiro, Ponte Preta e Corinthians -, esse empate ficou de bom tamanho e considero um ponto ganho na tabela, ao invés de dois pontos perdidos.

Confesso que fiquei muito empolgado com a escalação de Rogério Ceni. Nesta terça-feira, no Jornal Tricolornaweb, cheguei a antecipar que entendia, pelas entrelinhas das entrevistas, que essa seria a escalação. Aliás, seria óbvia que a fosse, também, no domingo, contra o Corionthians.

O time até começou bem, temos que reconhecer. Criou algumas chances, mesmo sem ter chutado em gol. Mas o time conseguiu dominar o jogo, isso até os 20 minutos. Aí o Sport equilibrou e até melhorou. O São Paulo só voltou a crescer no final do primeiro tempo, quando teve uma chance incrível desperdiçada por Pratto. Entendam: Pratto não perdeu aquele gol, quase fez sentado, caído, mas pelo local onde passou a bola, é de se lamentar.

Nossos problemas continuavam sendo os mesmos: na ausência de Cueva, Thomas foi escalado para ser o armador, mas não conseguiu armar uma única jogada; Wellington Nem, quem deveria puxar com velocidade uma das pontas, perdia todas as bolas; Cícero, de quem se espera alguma coisa, seja marcando, seja atacando, não fez nem uma coisa, nem outra.

Rogerio esperou começar o segundo tempo e mudou o esquema tático. Colocou Wesley no lugar de Thomaz, adiantou Militão, colocou Marcinho na frente, pelo lado esquerdo, e trouxe Nem para o meio, como armador. Aí a coisa piorou. Nem continuou perdendo todos os lances, Marcinho, pouco acionado, quando o era também errava e o ataque do São Paulo não existia. Para piorar, começamos a correr alguns riscos, fazendo com que Renan se destacasse com algumas defesas importantes. A situação só não foi pior porque nós temos Jucilei. E esse jogador é um monstro. Ganhou todas, parou tudo, joga por todos.

Não vamos brigar pelo título, isso é líquido e certo. Mas acredito, sim, numa briga pela Libertadores. Já será um degrau alto demais para este elenco que temos.

A derrota em Itaquera pode ser atribuída a Ceni e à zaga

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, pela milésima vez o São Paulo perde do Corinthians em Itaquera unicamente por falhas individuais. Todos estão carecas de saber que o Corinthians joga na falha do adversário, com toques certeiros e rápidos, contra-ataques fulminantes. E o São Paulo, que teria entrado com a missão de deixar a bola com o adversário para contra-atacar foi, primaria e inocentemente, atraído para o campo do oponente e, com menos de dez minutos, já estávamos perdendo o jogo.

Quando vi a publiquei a escalação, vendo o time que Rogério colocou em campo, finalizei o texto dizendo: espero que dê certo. Não deu. Mas qualquer um ali já sabia que não daria. Entrar com um time que tem o trio de zaga formado por Lucão, Maicon e Douglas; jogar sem um jogador de criação; colocar dois centro-avantes na frente. De longe já se via que não daria.

Por isso atribuo a Rogério Ceni responsabilidade direta pela derrota. Uma zaga excessivamente lenta contra um ataque excessivamente veloz. Ele tinha, pela lógica, que ter repetido o time que começou contra o Vitória, apenas trocando Maicosuel, que não jogaria mesmo, por Thomas. Lucão e Maicon deveriam jogar com Militão enfiado por ali. O meio com Bruno, Jucilei, Cícero e Junior Tavares. Era o óbvio, mas nosso treinador não gosta de obviedades. Prefere invencionices. Lucão falhou no primeiro gol, pois cabia a ele o combate a Romero; Maicon errou grotescamente no meio de campo, dando o contra-ataque para o Corinthians; e falhou novamente no terceiro gol, mas foi “ajudado” por Douglas que, lento, cometeu o pênalti.

Verdade que o time melhorou no segundo tempo. A entrada de Bruno no lugar de Lucão trouxe o time um pouco mais para cima do Corinthians. Também depois, com a entrada de Wellington Nem no lugar de Cícero, o time equilibrou a partida. Prova maior que se Rogério Ceni não tivesse feito a bobagem da escalação inicial, poderíamos ter outra sorte no jogo.

Porém, chamo a atenção para um detalhe: no banco tínhamos três goleiros. Por que motivo? Não temos jogadores nem para compor o banco. A maioria está no departamento médico. E tenho que ouvir o Zé Mario Campeis falar que está tudo bem, o preparo físico do elenco está supimpa. Oras, vá contar história para outro.

E os senhores, da diretoria? Refiro-me, diretamente, a Pinotti e Leco: vamos trabalhar sério e começar a contratar para ontem? Mas contratar jogadores que venham para ser titulares e em condição física. Não adianta trazer Maicosuel com dor no púbis, Denilson, que ninguém conhece. Nós estamos agonizando. Perdemos mais um clássico e permanecemos sendo motivo de chacota. Os senhores ficam em suas salas, com ar condicionado, vivendo exclusivamente num ambiente são-paulino, não percebem o que nós, torcedores, passamos em nosso meio, seja familiar, seja profissional.

O São Paulo está virando um time pequeno. Já é, sem dúvida alguma, a quarta força do Estado. O clube continua vendendo jogadores que ainda nos davam esperança de conseguir alguma coisa, e na reposição trazem jogadores que, quando muito, disputarão lugar no banco. Onde é que vocês querem nos levar?

Chega. Paciência tem limite. E o meu estourou.

Jogo contra o Vitória mostrou que teremos fortes emoções ao longo do ano

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o ano será de muitas emoções. Estou praticamente convencido de que ficaremos muito longe da situação trágica do ano passado, quando ficamos fazendo contas para nos livrar da zona de rebaixamento. Mas nada me faz crer – e espero estar errado – que brigaremos pelo título. Quando muito, pela Libertadores.

É evidente que esse quadro que estou traçando pode mudar daqui a dois meses, quando se fechar a janela de transferências de jogadores para a Europa. Não dá para saber quem ainda vai e as peças que estão chegando de substituição, por enquanto, não me trazem nenhum suspiro de emoção, pois pelo histórico apresentado, são piores do que os que estão saindo.

O jogo contra o Vitória nesta quinta-feira, no Morumbi, mostrou exatamente isso. Quem estava em campo era o que tínhamos de melhor. Faltavam Cueva e Rodrigo Caio. Mas, salvo algum engano, é esse time que vai jogar contra o Corinthians em Itaquera, no domingo. Preocupante.

Rogerio começou com o esquema tático que deu certo contra o Palmeiras. Mas Lucão, desta vez, foi Lucão. No final do jogo tentou de todas as formas dar um gol para o Vitória. Só que o São Paulo tinha Renan Ribeiro, pois ele fez, num desses erros, duas defesas gigantescas, caído, e ainda teve Militão salvando em cima da risca. Na outra bobagem Jucilei salvou.

O São Paulo sentiu falta de alguém para armar o jogo. Com a quadra de meio de campo formada por Bruno, Jucilei, Cícero e Junior Tavares, deixando na frente Marcinho, Pratto e Maicosuel, faltava aquele que pudesse voltar para receber a bola e municiar o ataque. Então dependíamos do Junior Tavares sair correndo por um lado, o Bruno pelo outro, para tentar jogar a bola na área.

Só tivemos algumas chances porque temos Pratto. Ele sai da área, ele chuta para o gol, ele cabeceia, ela dá passes, ele desarma, ele briga pela bola, ele é completo.

Com a entrada de Thomas no segundo tempo, no lugar de Maicosuel, a situação melhorou. Por incrível que pareça ele entrou bem e começamos a ter a ligação do meio para o ataque. Mesmo que o primeiro gol não tenha saído em jogada sua, foi numa briga de Marcinho pela direita, cuja bola acabou sobrando para Pratto, mas Thomas estava na entrada da área, como meia, para receber a bola e bater no gol.

Aí começamos a tomar sufoco, sustos, com Lucão fazendo das suas, Bruno também fazendo bobagens pelo outro lado e, é fato, corremos muitos riscos. Mas que tem Pratto, tem tudo. E ele marcou um golaço, encerrando a partida.

Então acho que vai ser assim até o final do ano. O remédio é ganhar todos os jogos no Morumbi e ir tentando beliscar um empate aqui, outro ali, quando jogarmos fora de casa. Domingo, por exemplo, um empate terá gosto de vitória.

Pior que a derrota, é o amadorismo de alguns setores do São Paulo

O São Paulo perdeu, de novo, em Campinas, para a Ponte Preta. É um tabu difícil de ser quebrado. Mas naquela velha história, foi fora de casa, vá lá. Mas pior que a derrota é o amadorismo que ronda nosso clube.

O preparo físico continua deprimente. O time simplesmente desaparece no segundo tempo. Você torce muito para que tudo se resolva no primeiro tempo, para que na etapa final o time possa jogar fechadinho, sem grandes combates ou correrias, porque se for assim a gente dança. E dançamos. Pior: ninguém faz qualquer menção de trocar os preparadores físicos. A situação é patente: o time não aguenta correr 90 minutos, o Reffis está lotado de jogadores, e continuamos batendo palmas com as orelhas. E o principal detalhe, que afunda ainda mais essa preparação física: estamos jogando apenas uma vez por semana. Se estivéssemos em dois torneios – ou três como alguns times grandes – a coisa iria ser pior ainda.

Agora, para coroar o que chamo de amadorismo, Cueva é impedido de jogar pelo uso de um spray que contém uma substância que se considera doping. No momento que recebi a informação, chequei com outras pessoas e, mais uma vez, minha fonte estava certa. Publiquei na coluna “Alguém me disse” a informação, confirmada pelos demais sites apenas depois que a escalação do São Paulo foi confirmada.

A princípio imaginei que o atleta, inadvertidamente, teria usado o medicamento e, por precaução, o clube o tirado do jogo. Mas deixava o alerta: se houve conhecimento prévio do Departamento Médico, era amadorismo total. E foi pior: não só havia conhecimento, como o spray foi receitado por um dos médicos da equipe. O próprio dr. José Sanches assumiu a responsabilidade. Vejam abaixo o que ele disse:

– A responsabilidade é nossa, do departamento médico. Não vamos entrar em detalhes, não tem sentido. Não tem de haver caça às bruxas. O produto tem indicações, é um bom produto, mas não muito usado no nosso meio. É um spray que contém uma substância que a chance era muito pequena de dar problema. Mas, quando você fala em doping, não pode ter chance nenhuma. A repercussão para a pessoa (jogador) e a instituição é muito grave. Preferimos passar por tudo isso, esse constrangimento. Foi um deslize que tem de ser atribuído ao departamento. Já passamos para a diretoria e não gostou. O atleta foi gentil de entender o equívoco ocorrido.

É preciso, sim, saber quem foi o médico. Ou se o nome não for divulgado, pela conhecida “ética médica”, a diretoria tem obrigação de intervir e punir. Por mais que Cueva não estivesse em sua melhor forma, melhor com ele do que com Thomas, que mais uma vez entrou e se escondeu no jogo.

Aliás, por falar em jogo, o time até que fez um bom primeiro tempo. O esquema tático funcionou, apesar das poucas chances criadas, mas o São Paulo dominou a partida. Marcinho ganhava quase todas as jogadas pelo seu lado, enquanto Luíz Araújo, nas poucas bolas que lhe eram dadas, também levava vantagem.

Mas, como eu disse acima, se não resolvemos o jogo no primeiro tempo, sobra o segundo onde o cansaço bate e o ritmo cai. Numa dessas tomamos o gol, exatamente pelo setor onde Junior Tavares deveria estar, só que ele não teve fôlego para recompor e deixou o buraco. Aí ficava impossível uma reação.

Por mais que o São Paulo tenha tentado algo, com Bruno entrando no lugar de Lucão para forçar mais o ataque pelo lado direito, com Gilberto somando-se a Pratto lá na frente, não oferecemos perigo e os jogadores da Ponte sempre chegavam na frente dos atletas do São Paulo em qualquer dividida.

A derrota não é daquelas irrecuperáveis, mas intercepta uma série boa que o time estava conseguindo e, por isso, levantando o moral do elenco.

Agora é esperar o Vitória, quinta-feira, no Morumbi. Espero que os jogadores estejam descansados.

Vitória contra o Palmeiras mostra que o caminho certo começa a ser trilhado

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, foi um sábado memorável. O São Paulo, desacreditado por todos – inclusive por sua própria torcida – venceu o melhor time do País e não sofreu. A vitória foi conquistada de maneira natural, como “manda a lei”, dentro de um jogo de futebol.

Confesso que, assim como toda a torcida, fiquei apreensivo quando vi a escalação. Na sexta-feira cogitava-se que ele poderia entrar com três zagueiros, mas seria Lugano o líbero. No sábado surgiu a informação de que Buffarini teve nova lesão muscular e estaria fora do jogo. Mera substituição dele por Bruno e o resto permaneceria igual. Quando vi a escalação, com Lucão na zaga, Maicon como líbero e Marcinho na ala direita, me preocupei. Vi um time extremamente ofensivo, mas me perguntei: tinha que ser assim logo contra o Palmeiras?

A resposta veio logo e mostrou que Rogério Ceni estava absolutamente certo. Os três zagueiros jogavam bem abertos quando o time estava com a bola. Lucão e Rodrigo Caio viravam dois laterais, Maicon ficava centralizado e Jucilei guardava toda a defesa. O São Paulo atacava forte com Marcinho e Junior Tavares pelos lados, Cícero municiando o ataque, Luiz Araújo ganhando quase todas as jogadas e Pratto flutuando pelo meio da área. Quando era atacado, os três zagueiros fechavam, Marcinho e Junior recompunham a defesa, com Jucilei e Cícero à frente. A importância de Marcinho também foi no sentido de correr para cima do Michel Bastos. Jogando como lateral, ele não teria fôlego para aguentar o jogo todo.

Perceberam que falei todos os nomes, menos o de Cueva. Ele nem atacou, nem recompôs a defesa, nem ajudou, nem nada. Preciso perguntar a Freud o que está acontecendo como peruano para ver se ele explica.

Em alguns momentos do primeiro tempo o Palmeiras teve mais tempo de posse de bola. Mas os números, aos quais Rogério Ceni se apegava tanto, não foram suficientes para dar a vitória aos verdes.

É importante destacar que vi no time muita obediência tática e muita determinação. O primeiro tempo terminou em 0 a 0, mas vi o São Paulo, tão desacreditado, jogando de igual para igual com o Palmeiras, tido como o melhor time do Brasil.

No segundo tempo – vejam o que escrevi acima, sobre Marcinho e Michel Bastos -, Marcinho aproveita falha de Michel, toca uma bola perfeita para Lucas Pratto que maca um belo gol, colocando a bola entre o goleiro e a trave. Esse mesmo Pratto que, depois, faria uma assistência perfeita para o gol de Luiz Araújo.

Nem o pênalti para o Palmeiras, logo após o primeiro gol, tirou os jogadores do sério. Me parecia que, ainda que sofrêssemos o gol de empate, buscaríamos a vitória. Mas eles ajudaram, mandando para fora. Fiquei impressionado com a forma que o São Paulo administrou o jogo e a vitória. Tentei me lembrar uma defesa de Renan e não consegui. Houve um chute que passou raspando a trave no começo do jogo, do Jean, e o pênalti que o mesmo Jean perdeu. De resto, não foi uma única bola ao gol. Sinal que o sistema defensivo funcionou perfeitamente. E o ataque também.

Não sei se esse será o esquema mantido para os próximos jogos, mas sei que o caminho certo começa a ser trilhado. Por isso que sempre é bom dar tempo ao tempo. Ele nos mostra quando estamos certos e quando estamos errados. Vamos São Paulo!

 

Vitória contra ninguém, mas de importância interplanetária

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb. Fui para o Morumbi nessa segunda-feira – como o faço em TODOS os jogos do São Pasulo – ciente de que não veria um show de futebol. Aliás, esse time, pelo que mostrou até agora, não nos permite esperar apresentações de gala. Mas fui na certeza que o São Paulo venceria a partida. E como disse Jucilei, “não importa se de um ou meio a zero”. O importante era ganhar.

Vejamos: se tivesse ocorrido uma tragédia e o São Paulo perdido o jogo do Avaí, certamente hoje uma imensa crise estaria instalada no Morumbi. Uma diretoria que mal assumiu – não falo do presidente, que é reincidente – levaria nos ombros uma culpa que não tem, mas por estar “de plantão” seria levada a debelar a crise. E isso passaria, necessariamente, pela demissão de Rogério Ceni e contratação, quase de forma imediata, de um técnico que chegasse, com o campeonato em andamento, e desse um jeito nesse time.

A vitória sobre o pobre coitado do Avaí, no mínimo, afastou essa crise e devolveu o ar para Rogério e os jogadores respirarem, tirando aquele sufoco por que eles estavam passando.

Os mais céticos, por redes sociais ou mesmo no estádio, já faziam contas de que faltam 42 pontos, ou que, no jogo em que valiam seis pontos, ganhamos a parada. Vão ser negativos assim prá lá. E não vou falar que tenho otimismo cego e que acho que, depois deste jogo, o campeão voltou.

Rogério Ceni continua errando em substituições. O jogo estava controlado e o São Paulo dominava o meio de campo, quando Thiago Mendes se machucou. Entendi o viés ofensivo de Ceni ao colocar Thomas no lugar de Thiago. Mas o meio de campo se quebrou e o Avaí passou a dominar a partida. O erro só foi corrigido quando ele colocou João Schmidt em campo no lugar de Cueva. Aí voltamos a ter domínio do jogo e até chegamos ao segundo gol.

O que ficou patentado mais uma vez foi o total mau preparo físico do elenco. No primeiro tempo o time voou, criou chances, dois golaços poderiam ter saído – Pratto e Cueva -, domínio completo. Cícero espetacular, Jucilei nem se fale, Rodrigo Caio cobrindo Lugano, Thiago Mendes voando. Chegou o segundo tempo e nos sobrou Jucilei, realmente um gigante. Os demais sucumbiram ao cansaço. Isso porque só estamos jogando uma vez por semana. Algo tem que ser feito de maneira urgente para resolver essa questão física. E não me parece que possa ser outro caminho, a não ser a troca do preparador físico.

Então, para finalizar, a vitória foi sobre um simples Avaí, mas teve importância interplanetária para o momento em que vivemos. Nosso primeiro semestre acabou em três jogos. Nosso ano poderia ter acabado na segunda rodada do Brasileiro. Há os que digam que estamos em décimo primeiro lugar, dois pontos acima da zona de rebaixamento. Eu prefiro ver que estamos em em décimo primeiro lugar, mas a um ponto da zona da Libertadores, ou a três pontos do titulo.

A nova diretoria e o patrocínio

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, tenho sido muito cobrado por alguns leitores a me posicionar sobre a nova diretoria. Já o fiz no Jornal Tricolornaweb. Cheguei a intitulá-la de “Ação entre amigos”. Também vi muitas críticas ao novo patrocínio obtido pelo São Paulo, junto ao Banco Intermedium e a MRV Engenharia. Pois bem, vamos ao fatos e à minha opinião. Lembrando que em ambos os casos meu posicionamento já foi firmado no Jornal Tricolornaweb.

Tenho dito consecutivamente que não faço críticas à diretoria antes de seis meses de gestão. Esse é o tempo mínimo que julgo necessário para um cidadão tomar posse de seu cargo, analisar o que tem para trás, ver o que está previsto para a frente e passar a desenvolver seu trabalho, já com tempo de mostrar algum resultado ou, ao menos, permitir que se vislumbre alguma coisa de futuro. Foi assim nas gestões de Marcelo Portugal Gouvea, Juvenal Juvêncio, Carlos Miguel Aidar e não será diferente com Leco.  Lógico que críticas ou elogios pontuais vão surgir aqui. Isso é do dia a dia.

O presidente reeleito tem uma novidade pela frente: implantar o novo estatuto. Diz que exinguem-se os cargos de vice-presidentes e diretores adjuntos, na área executiva, excetuando-se aí o Social. E que profissionais do ramo, com pleno conhecimento, deveriam se contratados. Leco optou por colocar conselheiros nessas funções.

Pois bem: será que um professor de Finanças da Faculdade de Administração de Empresas da Universidade Mackenzie, há longos anos, não tem competência para ser o diretor Financeiro do São Paulo? Será que um engenheiro com 30 anos de carreira, tendo exercido sua profissão em grandes empresas nacionais, ocupando altos cargos, não tem competência para ser diretor de Infraestrutura do São Paulo? Será que um jornalista, que atuou na Veja – por mais que eu abomine essa revista, tenho que reconhecer que é a maior do País – e outros órgãos da grande imprensa, sendo secretário de Comunicação do governador Geraldo Alckmin, não tem competência para ser o diretor de Comunicação? Será que um administrador de empresas, apesar de jovem, não tem competência para ser o diretor Administrativo do São Paulo, exatamente por ser jovem? Mas não vivemos brigando contra a velha guarda e querendo renovação? Talvez tenha ficado um grande ponto de interrogação no diretor executivo de Futebol. Esse realmente não tem a experiência desejada, mas, volto ao ponto de partida, vou dar tempo para ele mostrar sua competência.

Não estou com isso dizendo que essa diretoria será fantástica, que o diretor de Comunicação e Marketing vai revolucionar o mercado, que o diretor financeiro vai zerar o déficit ou que o diretor de Infraestrutura vai acabar com as rachaduras por ventura existentes no estádio num passe de mágica. O que entendo é que, apesar de ter sido uma espécie de ação entre amigos, não foram colocados paraquedistas nas funções. E, convenhamos, pense junto comigo, se você assume um cargo e tem que contratar profissionais, os tendo ao seu lado, sendo conhecidos seus,  você também vai optar por eles. Eu faria assim. É uma questão de confiança.

Quanto ao patrocínio, que prevê que em três anos o São Paulo vai receber R$ 42 milhões – R$ 14 milhões por ano -, não vejo com olhos negativos como muitos tem visto. Sei que é muito pouco para um clube do tamanho do São Paulo, mas nesse momento está valendo aquela máxima: “Tuas glórias vem do passado”. O presente está nebuloso.

Mas vejamos: temos o menor valor de patrocínio de camisa entre todos os grandes. Mas Palmeiras, Santos, Botafogo, Grêmio, Atlético-MG e até o Atlético-PR estão disputando três torneios simultaneamente: Libertadores, Brasileiro e Copa do Brasil; o Flamengo, que acaba de ser eliminado da Libertadores, tem Brasileiro e Copa do Brasil e entrará na Sul-Americana; Cruzeiro também tem Brasileiro e Copa do Brasil; o Corinthians e o Fluminense seguem na Sul-Americana, além do Campeonato Brasileiro. Lembrando que todos estes torneios seguem o ano inteiro. E o São Paulo? Apenas Campeonato Brasileiro. Contem quantas vezes, no máximo, nossos jogos serão mostrados até o final do ano, seja em TV aberta, seja em fechada, e contem a quantidade de jogos destes outros times. Como poderemos ter patrocínio maior que os outros?

Só revertendo o quadro atual no campo, ganhando o Brasileiro ou, no mínimo, indo para a Libertadores no próximo ano, poderemos melhorar essa situação. O contrato feito com o Banco Intermedium prevê, que após um ano e meio de vigência, se surgir alguma proposta superior ele tem que cobrir ou, ao menos igualar. Se não o fizer, o contrato é rescindido sem qualquer multa.

Vamos tentar ter um pouquinho de otimismo, apesar de reconhecer que é muito difícil. Mas ficar com negativismos, torcendo para que tudo dê errado, não vai levar o São Paulo a lugar nenhum. Sensacional a campanha que os torcedores estão fazendo mostrando união com o time. Isso ganhou as redes sociais e emocionou os jogadores. Espero que eles não tenham sangue de barata e que comecem, já nesta segunda-feira, a dar a volta por cima.

O Tricolornaweb mantém sua posição e slogan que ostenta há 13 anos: é o site que está com o São Paulo.

 

Derrota esperada em jogo “perdível”

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, nada fora do que poderia ser esperado: o São Paulo perdeu para o Cruzeiro no Mineirão, na estreia do Campeonato Brasileiro. Ou vocês esperavam por algo diferente?

O Brasileiro é um campeonato longo, com 38 rodadas. A média que todos os treinadores fazem é de 76 pontos para conquistar o título. São 19 vitórias em casa e 19 empates fora, podendo perder um jogo, mas recuperando com uma vitória fora do Morumbi. Isso, repito, na média. Portanto o resultado viável seria o empate neste domingo. Se perdemos, teremos que encontrar algum adversário aí e ganhar, digo, fora de casa.

Ao contrário da última quinta-feira, o São Paulo não jogou mal. Desta vez serei obrigado a concordar com Rogerio Ceni que o time teve o domínio da bola por mais tempo, criou algumas oportunidades, mas não conseguiu marcar. O Cruzeiro, além de um erro grotesco de Rodrigo Caio, com ótima defesa de Renan, teve o lance do gol, que foi uma infantilidade absurda de Maicon. Aliás, de todo o sistema defensivo, porque ele saiu para cobrir a lateral, Rodrigo Caio foi cobrir Maicon e ninguém cobriu as costas de Rodrigo Caio. Talvez se tivéssemos tido “tempo para treinar” erros assim poderiam ser evitados, em razão do posicionamento.

Não concordei, no entanto, com a escalação do time. Por que João Schmidt? Vai embora em um mês, não está comprometido, não entra em dividida e seus passes são sempre para trás ou, no máximo, de lado. Não há um passe sequer em evolução. E não é um bom marcador. Deveria ser afastado do elenco, ou no máximo compor banco. Ali deveria estar jogando Cícero. Se ele não estava em condição, que entrasse com o Thomas.

Outro fator muito claro: continuamos dependendo unica e exclusivamente do Cueva. Se ele joga, o time vai bem. Se não joga, o time padece. E mais uma vez Cueva não jogou. Foi muito bem substituído no intervalo, mas Rogerio, mais uma vez, errou, pois deveria voltar com Thomas, não com Luis Araujo. Ele quis dar velocidade ao time, mas quem iria armar o jogo? Ninguém. E Luis Araujo, de novo, entrou achando que era o Neymar. Até fez duas boas jogadas, mas de resto, foi o Marlos versão 2017.

E o Junior Tavares? O badalado lado esquerdo do São Paulo, que dava certo contra o Oeste, a Linense, o Santo André, viveu uma soberba. Luis Araujo já virou banco. E Junior Tavares tem que sentar no banco um pouco também. É hora de colocar esse Edimar para jogar para vermos no que é que dá.

Vamos ter uma semana pela frente. Só temos o Campeonato Brasileiro para jogar e, via de regra, teremos uma semana para treinar. Vamos lá que segunda-feira da outra semana será o Avaí em casa. Se hoje o jogo era “perdível”, o próximo é absolutamente vencível. E só isso. Vencível!

Mais um vexame. E outros podem vir por aí.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, de novo vivemos um vexame dentro de nossa casa. Isso mostra o quanto o São Paulo se apequenou nos últimos tempos. Depois de sermos eliminados num Campeonato Paulista por um time como a Penapolense, por exemplo, ou mesmo fora de nossa casa na Copa do Brasil pelo Juventude, time da série C do Brasileiro, agora somos eliminados pelo Defensa y Justicia, time que nunca disputou um torneio internacional em sua história e ostenta a 14ª colocação no Campeonato argentino.

Seria fácil demais eu chegar aqui e ficar xingando o presidente, o diretor de futebol, o técnico. Mas espera um pouco: como vou bater no Vinicius Pinotti, se ele assumiu o cargo na véspera da tragédia? O Rogério Ceni está implantando um trabalho. Reconheço que tem sido muito falho até agora, mas ainda sou daqueles que continuam apoiando sua permanência. E vou citar como exemplo o Corinthians, responsável pela maior vergonha da história do futebol brasileiro em torneios internacionais (exceção feita aos 7 a 1 da Alemanha), ao perder para o Tolima na pré-Libertadores. Ali, quando todos fritaram indelevelmente o Tite, o presidente bancou sua permanência, foi às comprar, montou um time competitivo e foi campeão da Libertadores do ano seguinte e mundial.

Esse é o exemplo que deve ser seguido. Leco, a quem responsabilizo, sim, por essa situação, afinal ele já está no cargo há quase dois anos, tem que pegar o touro a unha e ir buscar jogadores que cheguem para serem titulares. Chega de fazer política, presidente. De ficar dando espaço para pessoas que falam o que o senhor gosta de ouvir. Aqueles que o criticam querem, tenha certeza, seu sucesso. Sua eleição já passou. Agora só daqui a três anos e meio e o senhor não pode se candidatar a mais nada. Então largue a política de lado e vá para as compras. Nós, sócios e torcedores, hoje pagamos o seu salário, de acordo com o novo estatuto, e temos, mais do que nunca, o direito de cobrá-lo.

Agora vou me referir a  Rogério Ceni.  M1TO, sem dúvida alguma o maior ídolo da nossa história, mas completamente imaturo para ser técnico de um dos maiores clubes do mundo – ao menos na história -. Entretanto defenso sua permanência, me baseando no exemplo que dei acima. Só que ele tem que descer do pedestal, deixar a arrogância de lado e admitir que o time está uma draga. Não há padrão tático, não há jogadas ensaiadas, a defesa é falha, o ataque ineficiente e há erros de passes de meio metro. Falta confiança nos jogadores, além de competência técnica. Não adianta ficar com essa conversa de que tivemos 60 ou 70 por cento de posse de bola, que evoluímos, que isso ou aquilo.

A conclusão lógica e única é que fomos eliminados pela terceira vez em três jogos seguidos, de três campeonatos diferentes. E nessa  última com um agravante: tivemos 17 dias só para treinar. E o time conseguiu piorar. E muito.

Me desculpem sequer ter falado do jogo em si. Desnecessário. Todos viram o que foi o São Paulo, um arremedo de time. Jogadores sem noção de responsabilidade em campo. Os que tinham, faltava a técnica. Por isso atribuo a maior parte da culpa aos jogadores, que não tem competência, em sua maioria, de vestirem o nosso manto.

Temo pelo Brasileiro sim. Ou, repito, Leco assume a responsabilidade e sai às compras, ou no final do ano estaremos lamentando outra tragédia em nossa história, já tão manchadas pelos últimos papelões.