Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a cada dia que passa, cada jogo que passa, o incômodo dos verdadeiros torcedores do São Paulo cresce a o copo da paciência transborda. E agora, além de não conseguirmos ganhar fora de casa, estamos perdendo em casa. O time do Atlético-MG é bom? É. É favorito ao título? É. Mas estava desfalcado de vários titulares e na zona de rebaixamento. Esse tipo de time tem condição de vir e ganhar no Morumbi? Em tempos normais não teria. Mas hoje, tem sim senhor.
Rogério Ceni disse na coletiva que ele ficou incomodado, porque o São Paulo tinha o jogo nas mãos, administrado, e acabou perdendo. Se ele não sabe a razão disso, eu explico: ele, o técnico.
No intervalo do jogo postei nas redes sociais que o São Paulo estava dominando o jogo, mas estava perdendo, e que algo deveria ser feito. O time começou o jogo no mesmo formato das últimas partida, num 3-4-3, mas desta vez aprimorado, pois tinha Cueva em campo e o peruano, apesar de não ter sido fantástico, ao menos retomou parte de seu bom futebol. Mas Lucas Pratto, que disse que não comemoraria gol contra o Atlético-MG, parece ter se incomodado demais e perdeu gols que normalmente não perde.
Ma Rogério voltou para o segundo tempo com Thiago Mendes no lugar do ineficaz Wellington Nem. Marcinho sai da ala direita para jogar de ponta esquerda. E com 45 segundos ele marcou o gol, entrando em diagonal, recebendo linda assistência de Junior Tavares. A justiça começava a ser feita no placar.
O São Paulo era todo ataque. Uma blitz foi formada e as chances de gol foram sendo desperdiçadas. O Atlético só se defendia. Militão já jogava no meio de campo, pois não havia a quem marcar. Mas então Rogerio Ceni faz a bobagem: coloca Bruno, entendi, para atacar um pouco mais pelo lado direito, e tira Militão, deixando em campo Lucão, que sempre faz questão de aprontar alguma coisa. Então se torna desnecessário falar o que aconteceu.
Então eu estou incomodado com a derrota no Morumbi. Mais incomodado ainda porque nosso próximo jogo será contra outro Atlético, o do Paraná, em Curitiba, onde nunca conseguimos uma vitória. A participação certa no G6, que nos mantinha no grupo dos que vão à Libertadores se tivéssemos ganho, com a derrota nos colocou próximos ao Z4 e uma nova derrota na quarta-feira – quase certa – poderá nos colocar ali.
Vejo que a diretoria está se movimentando, negociando daqui, conversando dali, mas de concreto, até agora, nada. Já tive – e dei – informação sobre Petros, Mancuello, Diogo Polenta, Arboleda, Jonatan Gomez, Aderlan Santos (muito prazer), mas de fato, o que vai muito rápido são as vendas dos jogadores. Assim foi com David Neres, Lyanco, Luiz Araújo. E o time foi sendo desmontado e hoje está pior do que era, algo praticamente impossível.
Vi que alguns leitores criticaram todos esses nomes. Muito mas por não conhecê-los do que por terem informações e serem sabedores da condição técnica de cada um. Eu procuro me informar e quando não tenho qualquer referência, me reservo a esperar para ver e depois dar minha opinião. A não ser em casos como daquele zagueiro do Santos, o Kleber, que seria uma aberração, então gritei aqui e, para nossa felicidade, a negociação foi encerrada.
A essa altura do campeonato não estou querendo se vão pagar muito dinheiro pelo Petros ou não, se o Mancuello é caro, não me interessa. Quero ver em campo um time de brio, ganhador, que sinta vergonha quando perde dentro de sua própria casa.
Quanto a Rogério Ceni, tenho eterno respeito e admiração pelo goleiro e ídolo que foi. Mas como técnico, ao menos até agora, tem sido uma enorme decepção. Não consigo ver uma jogada ensaiada, mudanças táticas durante o jogo. E ele tem tido o que todos os treinadores querem: tempo para treinar. Sou contra a troca de treinador no meio da temporada, mas entendo que já passou da hora de Vinicius Pinotti, e o próprio Leco, chamarem Rogério Ceni para conversar e darem um ultimato nele. É hora de entender o que está acontecendo. Antes que seja tarde.