Num jogo onde o nível técnico foi soterrado, um ponto deve ser comemorado

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, nunca pensei que um dia fosse comemorar um ponto conquistado da Ilha do Retiro contra esse arremedo de time que é o Sport Recife. Antes temido, sempre levou certo favoritismo por jogar em casa. Mas no momento, sem seu principal jogador – Diego Souza – o time é horrível. E nós conseguimos ser assim, iguaizinhos. Por isso, para quem vinha de três derrotas fora de casa – Cruzeiro, Ponte Preta e Corinthians -, esse empate ficou de bom tamanho e considero um ponto ganho na tabela, ao invés de dois pontos perdidos.

Confesso que fiquei muito empolgado com a escalação de Rogério Ceni. Nesta terça-feira, no Jornal Tricolornaweb, cheguei a antecipar que entendia, pelas entrelinhas das entrevistas, que essa seria a escalação. Aliás, seria óbvia que a fosse, também, no domingo, contra o Corionthians.

O time até começou bem, temos que reconhecer. Criou algumas chances, mesmo sem ter chutado em gol. Mas o time conseguiu dominar o jogo, isso até os 20 minutos. Aí o Sport equilibrou e até melhorou. O São Paulo só voltou a crescer no final do primeiro tempo, quando teve uma chance incrível desperdiçada por Pratto. Entendam: Pratto não perdeu aquele gol, quase fez sentado, caído, mas pelo local onde passou a bola, é de se lamentar.

Nossos problemas continuavam sendo os mesmos: na ausência de Cueva, Thomas foi escalado para ser o armador, mas não conseguiu armar uma única jogada; Wellington Nem, quem deveria puxar com velocidade uma das pontas, perdia todas as bolas; Cícero, de quem se espera alguma coisa, seja marcando, seja atacando, não fez nem uma coisa, nem outra.

Rogerio esperou começar o segundo tempo e mudou o esquema tático. Colocou Wesley no lugar de Thomaz, adiantou Militão, colocou Marcinho na frente, pelo lado esquerdo, e trouxe Nem para o meio, como armador. Aí a coisa piorou. Nem continuou perdendo todos os lances, Marcinho, pouco acionado, quando o era também errava e o ataque do São Paulo não existia. Para piorar, começamos a correr alguns riscos, fazendo com que Renan se destacasse com algumas defesas importantes. A situação só não foi pior porque nós temos Jucilei. E esse jogador é um monstro. Ganhou todas, parou tudo, joga por todos.

Não vamos brigar pelo título, isso é líquido e certo. Mas acredito, sim, numa briga pela Libertadores. Já será um degrau alto demais para este elenco que temos.

6 comentários em “Num jogo onde o nível técnico foi soterrado, um ponto deve ser comemorado

  1. Não brigaremos pelo título… DE NOVO.

    E tem razão o Lorenzo: Chape perdeu o time inteiro a menos de 6 meses e tá ae, brigando no G4. SPFC está montando o time a 10 anos.

  2. ????? ESPERAR o que dessa kartolaida ????
    muito menos desse timeko de terceira linha.
    O Chapekoense perdeu todo um time e e’ vibrante,
    a PP tem um elenko muito menos badalado e karo q o nosso
    e e’ melhor, muito melhor, mas ainda de terceira.
    Entao, falar o que ????
    Critiquem a vontade Ceni, e jogadores
    mas nunca a diretoria.
    A diretoria e’ de uma competencia imensa
    para buskar o nada.

  3. Não brigamos por títulos há anos. São Paulo Futebol Clube: de um clube vencedor para um clube vendedor. Que diferença faz uma única letra em uma palavra!

  4. Paulo pontes ,Você acredita em libertadores com Rogério ceni como treinador?

    Por favor , diga-me o que você vê no Rogério ceni como treinador que leva a você fazer essa afirmação ?

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