São Paulo mostrou maturidade e venceu com merecimento

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo venceu com méritos o Atlético-PR neste sábado à noite, no Pacaembu. Com muita movimentação no ataque e noite muito inspirada de Cueva, conseguiu uma virada e mostrou que teve maturidade suficiente para afastar aquele trauma de todo o campeonato, pois quando tomava um gol entrava em parafuso.

O primeiro tempo foi de domínio completo do São Paulo. O grande problema foi que o time não finalizou. Foi apenas um chute a gol durante todos os 45 minutos. Mas o Atlético ficou acuado e não esboçou um momento de reação.

Achei muito interessante a troca constante de posições entre Lucas Fernandes, Cueva e Marcos Guilherme. Petros ganhava todas as bolas no meio de campo e Lucas Pratto, um eterno brigador, vinha buscar a bola, se colocava para receber. Enfim, havia uma grande movimentação mas, repito, sem finalizações.

Lucas Fernandes não estava bem. Apesar desta movimentação que destaquei, ele não consegui concluir nem completar uma única jogada. Achava que Dorival Jr voltaria com Maicosuel no seu lugar. Mas muitas vezes fico irritado com a falta de substituições, mas, ao mesmo tempo, agradeço por Dorival não fazê-las, pois via de regra, acaba piorando o time.

O gol do Atlético foi surpreendente, porque o time não tinha dado um ataque até aquele momento, e contou com uma falha gritante de Sidão. É o tal negócio: foi herói contra o Sport e contra o Atlético-MG, mas nesta noite voltou a ser aquele que nós sabemos que não pode ser titular do time.

Com um a zero contra, Dorival mexeu. E desta vez acertou. Tirou o ineficiente e improdutivo Lucas Fernandes para colocar Maicosuel. O time cresceu muito, e com qualidade. Passou a criar, finalizar. Rapidamente em passe preciso de Cueva, gol de Pratto.

Depois, com a saída de Militão, a entrada de Araruna deu mais poder de ataque ao time. Foram várias chances. Verdade, que com chuveirinhos que às vezes irritam, pois beiram o desespero. Só que tínhamos Cueva muito inspirado. E mais um passe preciso, num contra-ataque, algo de extrema raridade neste time de Dorival, levou a marcação e deixou Maicosuel na cara do gol.

Repito: a maturidade chamou a atenção.  O time virou o jogo e não se abateu como em jogos anteriores. É certeza que ficaremos fora do Z4 pelo menos na próxima rodada. Mas uma vitória, quarta-feira, sobre o ameaçado Fluminense, praticamente nos deixaria fora disso até o final do campeonato.  Dá para conseguir.

A sina continua: mais uma derrota para a nossa conta

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo perdeu por 1 a 0 para o Atlético-Mg em Belo Horizonte, nesta quarta-feira, mas se tivesse sido de 3 ou 4 não seria demais. Foi um massacre. Não sei se Dorival quis colocar um time recuado, para explorar o contra-ataque, ou foi pego de surpresa pelo jogo muito ofensivo imposto por Osvaldo de Oliveira, mas é fato que o São Paulo passou o primeiro tempo inteirinho sem dar um único chute a gol.

O que mais me impressiona é que Dorival Junior tem tido prazos infindáveis para treinar o time e não consegue fazer algo produtivo. Foram 15 dias, depois três jogos e mais dez dias. E tudo continua como era. Um meio de campo ineficiente, defesa batendo cabeça e ataque inoperante.

E, convenhamos, o time titular – nem falo elenco – não é tão ruim assim. Tem jogadores em nível de Seleção. Também entendo que as ausências de Cueva e Arboleda foram fundamentais. Mas do outro lado, jogadores importantes também estavam ausentes. Além do mais, Dorival teve dez dias para montar o time com quem quisesse para o lugar dos dois. De pronto optou por Bruno Alves e no meio demorou para definir por Gomez. Mas nada deu certo.

Jonathan Gomez estava perdido no meio. Não marcava, não armava, não chutava. Petros ficava sobrecarregado, porque Lucas Fernandes não conseguia acompanhar as descidas de Marcos  Rocha e Marcos Guilherme foi engolido por Fabio Santos. Militão e Bruno Alves batiam cabeça, com Robinho destruindo a marcação dos dois.

Eu não consigo entender a razão de Dorival ter demorado tanto para mexer no time. E mexeu errado. Hernanes não vinha bem, é verdade, mas é um jogador imprescindível, que de repente faz uma jogada de craque e sai o gol. A entrada de Maicosuel deveria ter ocorrido já no intervalo, no lugar de Marcos Guilherme. E Jucilei deveria, também no intervalo, ter entrado no lugar de Gomez, para dar mais consistência à marcação, liberando Hernanes para chegar mais na frente. Mas ele não fez nada disso.

Sidão fez, no mínimo, três defesas gigantescas, impedindo, sim, a goleada. E poderíamos ter saído de BH com um empate, o que já seria uma grande conquista pelo que jogamos, não fosse o pênalti infantil, absolutamente ridículo, cometido por Bruno Alves.

Por isso que vimos é que tenho imposto aqui nos comentários os pés no chão. Entendo que, nesse ponto, Dorival também está certo. Não adianta fazer contas e imaginar que ganhando um jogo podemos chegar perto do oitavo lugar, sonhar com o G8 para a Libertadores e outros mais. Nossa briga até o final do campeonato será contra o Z4. Vitória no Pacaembu, no sábado, é obrigação. Até porque, a depender dos jogos de hoje, poderemos entrar em campo sábado no Z4, essa incômoda situação que nos acompanhou durante todo o Brasileiro.

Sai Z4, que esse corpo não lhe pertence. Mas foi um sufoco!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, finalmente estamos fora do Z4. Esse corpo não pertence a esta colocação e, por mais que tenhamos feito por merecer, não é nem será nosso lugar. Foi uma partida sofrível contra o Sport, ganhamos por duas defesas milagrosas de Sidão no final da partida, mas na briga que estamos contra o rebaixamento, meio a zero no placar e dez milagres do goleiro fazem parte e é assim que vamos nos livrar.

Quando o São Paulo entrou em campo minha ansiedade estava a mil. Esperava um jogo tenso, afinal, era jogo de seis pontos para as duas equipes. Mas por ser no Morumbi, queria ver um time mordendo, sufocando o adversário em seu campo. Se fizemos isso contra o líder e virtual campeão brasileiro, por que não fazer contra um que está no mesmo patamar em que nos encontramos. O time escalado era o mesmo. Portanto, ao sufoco.

Realmente foi. Mas para nós. O time começou lento, parecia estar dormindo ou ter vindo de uma feijoada gigantesca no almoço. Comecei a pensar bobagens, do tipo “já vi esse filme”, e os jogos contra o Coritiba, Atlético-GO e Ponte Preta passaram em minha mente. Até bola no travessão teve, com um desvio milagroso de Sidão.

Quando a bola estava com o São Paulo, o time não sabia o que fazer com ela. A bola rolava entre Militão, Arboleda, Rodrigo Caio e Edimar. Às vezes Petros. E Sidão. E quando caía com o goleiro, era certeza de passes errados e contra-ataque do Sport. Juro que eu estava xingando o Sidão.

Depois que conseguiu equilibrar a partida, Cueva começou a aparecer com mais destaque e passou a criar jogadas. Marcos Guilherme teve uma grande oportunidade e perdeu.  Mesmo assim o gol surgiu de um lance fortuito. Bola cruzada para a área, o zagueiro cabeceia completamente errado, nos pés de Marcos Guilherme, que desta vez não desperdiçou a oportunidade e marcou o gol.

Ufa! Vamos respirar. E tentar o segundo. Mas o time preferiu segurar o jogo no meio de campo a tentar o segundo gol e abrir oportunidade para um contra-ataque adversário. Por incrível que pareça, foi o São Paulo quem teve uma oportunidade de contra-ataque no último minuto do primeiro tempo. Mas definitivamente esse time não é treinado para contra-atacar.

No segundo tempo a partida começou equilibrada. O Sport mais afoito, na busca do empate, e o São Paulo administrando o tempo. Só que, com a entrada de Osvaldo – sim, aquele mesmo – o Sport cresceu e passou a ameaçar o São Paulo. Dorival tirou Lucas Fernandes e Marcos Guilherme para colocar Marcinho e Gomez. Reforçou a marcação, tentou melhorar a saída de bola, mas continuamos tomando pressão. Tirou Cueva, cansado, e colocou Shaylon. Mas continuamos tomando sufoco.

E foram 15 minutos desesperadores. A qualquer momento poderíamos sofrer o gol de empate e certamente não teríamos forças para reagir. Aos 49 minutos, uma cabeçada e Sidão faz milagre. Aos 50 minutos, outra cabeçada e outro milagre. E Sidão garantiu a vitória, mas tenho certeza que muitos precisaram usar aquele remédio que colocamos debaixo da língua.

Será assim até o fim. Vamos sofrer muito. Se nada de diferente acontecer, esse será o pior ano de nossa história. Mas vamos continuar unidos pelo time. O importante é que ficaremos dez dias, esperando o próximo jogo, fora do Z4. E assim será até o fim, porque, como disse no início, esse corpo não lhe pertence.

Novidades na Rádio Tricolornaweb Musical

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a partir desta próxima segunda-feira, 02 de outubro, a Rádio Tricolornaweb Musical vai mergulhar na história, muito mais do que tem feito até agora. Nascida sem o objetivo de brigar com emissoras comerciais, sempre busquei atender todos os seguimentos de público que frequentam nosso site.

Os ouvintes se acostumaram a ouvir músicas antigas e atuais, seleções especiais dos mais diversos ritmos musicais e busca por cantores, cantoras, compositores, compositoras, grupos, bandas, orquestras de todos os tipos, de diversas nacionalidades.

Sempre primamos pela boa qualidade das músicas, amparados, inclusive, pela sugestão de vários leitores/ouvintes e fizemos questão de que a boa qualidade sonora fosse imprescindível. Nas vezes que essa qualidade não era boa, avisamos mas justificamos pela historicidade da gravação. Exemplo disso foi a seleção de tangos que fizemos essa semana e trouxe músicas na voz de Carlos Gardel, cujas gravações se deram apenas em discos de 78 rotações, aqueles de louça.

Consultei alguns leitores/ouvintes, os mais participativos com ideias e sugestões da Rádio Tricolornaweb Musical, sobre uma ideia que tinha de fazer Hit Parade do século passado. Alertei na consulta que, nos primeiros programas, a qualidade sonora seria de péssima qualidade, mas primaria pela relevância histórica. Recebi aprovação unânime, pois todos entenderam que, como disse no começo, não temos a intenção de concorrer com rádios comerciais, mas de tocar o que ninguém toca. Então toquei meu projeto em frente.

Assim sendo, a partir desta segunda-feira, dia 02 de outubro, começa o Hit Parade de todos os tempos. Apresentaremos músicas alternadas com fatos relevantes da época. Nesse primeiro episódio tocaremos a música mais executada em cada ano, entre 1900 (século IXX) e 1914 (já no século XX). Depois teremos, da mesma forma, entre 1915 e 1929; 1930 e 1944. Então, entre 1945 e 1949, apresentaremos as três músicas mais executadas em cada ano.

A partir de então, quando chegarmos em 1950, faremos o Hit Parade do ano, com as 15 músicas mais executadas, sempre trazendo, intercalando as músicas, o que de mais importante aconteceu naquele ano no Brasil e no mundo.

Vale salientar que entre 1900 e 1920 só tínhamos músicas tocadas em gramofone, o que leva a qualidade em níveis baixíssimos; depois vieram os discos de carnauba e louça, em 78 rotações. A partir de 1930 já consegui fazer algumas remasterizações, reduzindo o excesso de chiados e melhorando sensivelmente a qualidade sonora. A partir de 1950, já com o advento do vinil, meu trabalho de extração de ruídos foi bastante facilitado. Aliás, aos que já me perguntaram onde consigo esses músicas, tenho um acervo musical, parte herdada de meu pai, parte que eu mesmo constituí, muito grande. E trabalho há 21 anos na Jovem Pan, tendo trabalhado por dez anos na Bandeirantes, onde o arquivo musical é incomensurável. Portanto, tenho onde buscar essas músicas.

Nossa ideia é transformar esse trabalho no maior acervo já conhecido na história da música e do mundo, unidos numa única plataforma, e que permitirá que todos os nossos leitores/ouvintes possam baixar essa programação e colecionar esse acervo que disponibilizaremos a partir de segunda-feira.

Conto com a participação de todos. Boa viagem ao túnel do tempo.

Empate graças a arbitragem. Mas o time está crescendo.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo foi penalizado com um empate neste domingo, no Morumbi, por uma arbitragem absolutamente parcial, pois só errou para um lado: o do Corinthians. E com isso tirou os três pontos que nos deixariam em posição mais confortável no campeonato e seriam justos, pelo futebol apresentado, pois foi um verdadeiro massacre no líder do Brasileiro.

O primeiro tempo foi absoluto. Domínio total. Era como se o São Paulo fosse o líder do Brasileiro jogando contra o último colocando, tão acanhado estava o Corinthians, tão aceso e com volume de jogo estava o Tricolor. Bem armado, a defesa consistente, Petros gerenciando o meio de campo, fazendo a bola rolar de um lado para outro, Cueva, Lucas Fernandes e Marcos Guilherme fazendo trocas constantes de posição, Militão e Junior Tavares apoiando sempre na boa. Enfim: um forma bonita e eficiente de jogar. Tanto que o gol saiu naturalmente, sem sofrimento. Diga-se de passagem, um golaço de Petros.

Veio o segundo tempo e as coisas começaram a acontecer. Fato que o Corinthians voltou com o time mais avançado e o São Paulo passou a deixar a bola com o adversário para ter o conta-ataque. No primeiro, bola recuada para Cassio, que pega com as mãos. E o juiz nada marca. Revoltante.

Depois, numa saída de bola, Petros é pisado por Maicon, e o juiz finge que não vê. Seria expulsão. Revoltante.

Então tem um escanteio, bola na área, Cassio sai mal, se choca com Pratto que está parado, sendo empurrado por Balbuena, Militão, sozinho, marca o gol e o árbitro anula. Revoltante.

Aí num lance perdido, bola do São Paulo, Junior Tavares faz a proteção, mas acaba caindo, perde a bola e sai o gol. Todos juram que foi falta. Eu, sinceramente, achei que não foi. Mas o gol de empate saiu. Revoltante.

Dorival, que já vinha trocando jogadores pelo cansaço, tirando Lucas Fernandes e Cueva, colocando Denilson e Jucilei, se viu na obrigação de voltar a reforçar o ataque. Então colocou Maicosuel no lugar do cansado Marcos Guilherme.

O grande problema é que nossas substituições deram errado e as deles foram certas. Mas no momento que foram não vi erros e concordei com elas. Ele fechou os lados do campo. O erro foi deixar Jucilei adiantado, ao invés de adiantar Hernanes. Jucilei é lento e não sabe armar. Então perdemos esse foco no time.

De resto, apesar do placar absolutamente injusto, o qual dedico à arbitragem, o empate não foi uma tragédia. Dentro de nossa luta contra o rebaixamento, jogando contra o virtual campeão brasileiro, ganhamos um ponto. E assim será até o fim do campeonato, jogo a jogo, ponto a ponto. E fugiremos dessa situação, tenho certeza. Hoje o time demonstrou que tem condição de se superar.

Comunicado aos leitores e ouvintes do Tricolornaweb

Amigo são-paulino, leitor e ouvinte do Tricolornaweb, de algum tempo para cá, para nossa imensa felicidade, temos tido um considerável crescimento no número de acessos únicos – ou seja, descartados os acessos múltiplos de um mesmo leitor – e com o advento da Rádio Tricolornaweb com fixação de alguns programas em horários determinados – Jornal Tricolornaweb, às 22h e Rádio Tricolornaweb Musical, às 07h – estamos tendo acúmulo de acessos simultâneos na rádio, o que acumulado com o que já era tradicional para o site, fez com que passássemos a ter dificuldade na atualização em alguns momentos. O site ficou mais lento para quem o acessa em determinados horários do dia e isso nos obrigou a tomar uma decisão rápida, apesar de muito pensada.

Depois de 13 anos hospedados no Terra, vamos migrar para a Amazon, o maior provedor de sites do mundo. Conversei com representantes do Terra, tentei viabilizar nossa permanência na empresa, mas eles foram enfáticos em, mesmo lamentando nossa saída, nos deixar claro que a empresa não poderia disponibilizar para nosso site uma plataforma dedicada, em outras palavras, uma plataforma exclusiva para o Tricolornaweb, pois a empresa não dispõe desse sistema.

Por isso a migração será feita a partir das 23h desta quarta-feira e deverá durar toda a madrugada desta quinta-feira, terminando por volta das 6h. O site não ficará fora do ar, mas poderá ter algumas instabilidades nesse período em razão da transferência de dados, que estará sendo feita pelo nosso programador, Douglas Moura.

Por isso pedimos antecipadamente desculpas por eventuais transtornos, mas certamente o novo local de hospedagem do site vai propiciar muito mais velocidade e capacidade de armazenamento de acessos, inclusive os simultâneos.

Rádio Tricolornaweb Musical

Outra grata surpresa tem sido o crescimento considerável da audiência de nossa Rádio Tricolornaweb. O Jornal Tricolornaweb já era uma grande realidade, com audiência cada vez mais crescente, agora encontramos números excepcionais também na Rádio Musical. Nossos ouvintes entenderam o propósito, que é tocar o que geralmente não se ouve no rádio comercial, procurando sempre o bom gosto musical, aliado à qualidade sonora das músicas que ali programo.

Fiz uma pequena pesquisa com os ouvintes que mais interagem conosco, seja através de e-mail, de comentários na página da rádio, ou nas redes sociais do Tricolornaweb, sobre um projeto que tenho e recebi, para minha agradável surpresa, aprovação quase da totalidade dos ouvintes. Por isso vou antecipar a todos, agora, esse projeto.

A partir do dia 02 de outubro colocaremos no ar uma espécie de retrospectiva do ano. Começaremos em 1950, apresentaremos as 15 músicas mais tocadas no Brasil naquele determinado ano e faremos um apanhado das principais notícias do Brasil e do mundo naquele ano. Será, mesmo, como se estivéssemos no dia 31 de dezembro de determinado ano e apresentássemos a retrospectiva jornalística e musical. Logicamente histórias do São Paulo serão relembradas.

Só que preciso chamar a atenção para um detalhe. Neste projeto que levaremos ao ar a partir de 02 de janeiro faremos a retrospectiva ano a ano a partir de 1950, mas o início será com as músicas mais tocadas a partir de 1900. Nesse caso tocaremos a mais executada em cada ano, até chegarmos em 1950.

A explicação é simples: vamos resgatar a história da música, como motivo de cultura. E nas décadas de 1900 até 1950 tínhamos como aparelho reprodutor o Gramophone e a vitrola para discos de 78 rotações. Isso quer dizer que a qualidade sonora é ruim. Servirá, mesmo, como documento cultural. A partir de 1950 já temos os discos de vinil, de onde consigo fazer uma boa equalização, quase remasterização, e apresentar as músicas com altíssima qualidade de som.

Também por isso peço desculpas aos ouvintes pela qualidade sonora ruim, mas tenham certeza que estaremos transmitindo muita cultura musical para quem curte a Rádio Tricolornaweb.

Sigamos em frente. O Tricolornaweb sempre foi, é e continuará sendo o site que está com o São Paulo.

 

PS: A migração continuará durante todo o período da manhã e parte da tarde desta quinta-feira. Portanto, inconsistências podem ocorrer, mas é para melhorar o desempenho do Tricolornaweb.

Vitória fundamental e obrigatória em Salvador

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo fez o que tinha que fazer: vencer ou vencer. Verdade que não saímos do Z4, mas por mero detalhe e por um resultado completamente inesperado: a vitória da Chapecoense, em Porto Alegre, sobre o Grêmio. E o saldo de gols. Mas a situação, hoje, é muito melhor que semana passada.

Falei durante toda a semana no Jornal Tricolornaweb que vencer o Vitória na Bahia seria mais importante que vencer o Corinthians, ainda que no Morumbi, no próximo domingo. A razão é óbvia: o Vitória é nosso adversário direto na luta contra o rebaixamento.

Jonathan Gomez teve sua chance e não aproveitou. Ficou perdido como segundo volante, pois não marcava nem conseguia ligar o ataque. Petros ficou sobrecarregado e a situação só não foi pior para o São Paulo porque Arboleda estava em tarde muito inspirada e Rodrigo Caio também não comprometeu. Além do mais, Militão pela direita e Junior Tavares pela esquerda deram a segurança que não tínhamos nas laterais, quando jogam Buffarini ou Bruno de um lado, Edimar do outro.

Acredito que o banco tenha sido importante para Junior Tavares baixar a bola e recuperar seu futebol, assim como foi muito importante para Cueva. Jogador decisivo em muitas partida, há tempos vinha dando raiva no torcedor e causando irritação para seus companheiros do time. Hoje entrou no segundo tempo e foi decisivo para o São Paulo vencer a partida. Além de muita movimentação, deu a assistência para o primeiro gol e marcou o segundo gol, olímpico, um verdadeiro golaço.

Agora passo a tratar o jogo contra o Corinthians como de extrema importância. Uma vitória poderá dar ao time o status que não teve até agora: duas vitórias seguidas, sendo que uma num grande clássico. Então poderemos respirar mais aliviados começando a acreditar em uma recuperação e a saída desta situação constrangedora em que nos encontramos.

Quanto a Dorival Jr., ainda não vi sua mão no time. Por mais que tenha alterado o time no intervalo, tirando o ineficiente Gomez para colocar Cueva, recuando Hernanes para segundo volante, vamos considerar que os dois gols do São Paulo saíram de cobrança de escanteio de Cueva. Ou seja, não houve jogada ensaiada ou trabalhada. Sou terminantemente contra sua demissão, mas continuo achando que ele acrescentou muito pouco ao time até agora.

Mais uma semana para o time trabalhar e para a torcida continuar emanando essa vibração fantástica para o clássico. Afinal, para o Time da Fé, nada é impossível.

O Conselho Administrativo aprovou Muricy. Parabéns! Mas o que mais?

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, ontem preguei aqui que o Conselho Administrativo deveria, na reunião desta terça-feira, mostrar para o que serve e pressionar o presidente Leco para chamar Muricy Ramalho de volta ao São Paulo. O dia foi rico em notícias e movimentos, o grupo Resgate Tricolor entregou uma abaixo assinado com quase oito mil assinaturas o que, aliado à força que, modéstia à parte, termos em influenciar atitudes da diretoria, culminou com o contato feito com Muricy e a aprovação do nome na reunião do Conselho.

O CA queria mais. Queria que Muricy viesse como gerente, supervisor, coordenador, ou qualquer cargo executivo, que lhe desse plenos poderes para atuar no futebol. Mas o ex-técnico já houvera deixado claro que não poderia assumir um cargo remunerado nesse momento, pois tem contrato com a Sportv e não irá rompê-lo, como é, aliás, de sua praxe.

Dito isso, fico feliz pelo CA ter entendido o momento difícil e chegado a esse resultado. Mas o que mais foi feito? Continua existindo a tal cláusula de confidencialidade, onde nada que se passa lá dentro pode ser de conhecimento público.

Foi-se o tempo em que o São Paulo era um clube referência, onde os problemas eram resolvidos intramuros e os cardeais apagavam os incêndios e transformavam lodo em jardim florido. Hoje, quando isso já não mais existe, pois fomos jogados à vala dos comuns com pensamento pequeno e uma guerra de bastidores pelo poder, mais do que servir ao São Paulo, se servir do São Paulo, não é mais admissível o sigilo e a tal confidencialidade.

Informações seletivas são passadas ao torcedor, tentando mostrar que tudo está bem, que os problemas estão resolvidos, que a ética voltou a imperar e que o São Paulo de hoje voltou a ser aquele de outrora.

Não. E repito: o Conselho Administrativo é e será muito responsável por tudo de bom ou de ruim que acontecer com o clube. Se o Conselho Deliberativo se diz incompetente para algumas atitudes, como vivem dizendo conselheiros aqui e acolá, então são os membros do CA que tem a missão de não permitir que o São Paulo continue à deriva. Afinal de contas, quando o sol está brilhando, todos querem ir para a piscina. Mas quando chove e faz frio, todos se escondem na toca.

Só que eu não estou dormindo em sono profundo. Fica a dica!

É hora do Conselho Administrativo mostrar para o que veio

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o Conselho Administrativo do São Paulo tem reunião marcada para esta terça-feira. Na pauta estará a situação do time no Campeonato Brasileiro e outras questões menores. Evidentemente, o futebol é o que tem preocupado todos aqueles quer verdadeiramente amam o São Paulo, acima de qualquer interesse.

Muito se falou nesta segunda-feira que novo racha tinha ocorrido na diretoria e que Roberto Natel havia rompido com Leco. Fui atrás de fontes confiáveis, que não os dois envolvidos – pois as respostas seriam óbvias – e me foi garantido que isso houve num passado recente, nos bastidores, mas que hoje Roberto Natel, até prova em contrário, está com Leco. Tem ido aos jogos ao lado do presidente e hipotecado apoio a ele nesse momento de intensa crise.

Mas a reunião desta noite, no CA, nos permitirá avaliar sua real função. Sabe-se que ele é – ou deveria ser – formado por uma maioria, ainda que pequena, de apoio ao presidente. Apoio, no entanto, não quer dizer “amém” a todos os atos do presidente. Os conselheiros tem que avaliar cada ponto e ter uma visão ampla para analisar a situação, oferecer ideias e cobrar soluções.

Não há dúvida para ninguém que a solução passa hoje pela contratação de um gerente de futebol, uma pessoa que entenda do assunto, que seja oriunda do meio e, se possível, que tenha respaldo do clube e da torcida. E está mais do que claro que o único nome capaz de ser a solução dos nossos problemas é o de Muricy Ramalho.

Foi comovente a declaração que ele deu no programa Bem Amigos da Sportv nessa segunda-feira. Ao ser indagado sobre essa possibilidade, disse estar apaixonado por seu trabalho na emissora, que como técnico não voltaria em hipótese alguma, mas que gostaria, sim, de ajudar o São Paulo a siar dessa crise em alguma função, mesmo não sendo remunerado. Aliás, deixou claro que iria de graça, ao contrário do que fez ano passado o “grande são-paulino” Marco Aurélio Cunha.

Tenho batido constantemente na tecla de que enquanto o presidente Leco não calçar a sandália da humildade e continuar com a arrogância que norteia seus atos, vamos afundar cada vez mais em nossa crise e o rebaixamento será inevitável.

Sou contra a demissão de Dorival Jr, atitude defendida por muitos torcedores e conselheiros. Ter um terceiro técnico no mesmo campeonato é sinônimo de síndrome de rebaixamento. Dorival ainda nem conseguiu decorar os nomes dos jogadores direito, e já vamos partir para outro. Não. Isso é ruim. Não que eu esteja gostando do trabalho de Dorival. Mas não vejo uma mudança nesse momento como salutar.

O remédio está na gerência de futebol, numa pessoa que possa estancar crises, resolver problemas intramuros, cobrar o desempenho de jogadores dentro do campo sem que o mundo lá de fora fique sabendo, mas que esse mundo consiga ver durante o jogo. Até outro dia questionavam “se tinham conversado com os russos”, ao se cobrar a contratação de Muricy. Agora o “russo” respondeu que está a fim. Basta que o procurem.

Essa é a cobrança que espero do Conselho Administrativo nesta noite. Roberto Natel, Júlio Casares, Silvio Médici, Raí, Eduardo Mesquita Pimenta, Júlo Conejero, Saulo de Castro e Adilson Martins: vocês tem obrigação de fazer o presidente Leco entender que a solução para nossa crise passa pela contratação de Muricy Ramalho. Ou serão responsabilizados no futuro, caso o rebaixamento acontecer, por omissão no momento mais importante deste novo estatuto, em que uma atitude foi esperada deste Conselho, e ele não se fez representar a autoridade.

O ridículo se repetiu no Morumbi

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, já virou rotina neste Campeonato Brasileiro perdermos pontos dentro do Morumbi para time com os quais estamos brigando diretamente. Assim foi contra o Coritiba, o Avaí, o Bahia, a Chapecoense. Agora a Ponte Preta. aliás, nos dois turnos, fizemos apenas um ponto contra a “forte” Ponte Preta.

Cada vez mai sinto que o buraco é logo ali e que o túnel não tem saída. Neste sábado, com o time ganhando por 2 a 0, acontece o pênalti, a Ponte marca, eu viro para meu filho, André Pontes, e comentamos simultaneamente: não dá para comemorar vitória com 2 a 0, mesmo estando no segundo tempo e o adversário sendo quem é. Fato. Assim será até o último jogo do  Campeonato. Mas minhas guardas já estão baixas.

E vou, hoje, crucificar Dorival Jr. Teve 15 dias para treinar o time e o que vimos foi um amontoado de jogadores, dependendo de um Hernanes acertar uma falta, outra hora sair correndo sozinho com a bola, ou Lucas Fernandes fazendo a mesma coisa, ou Lucas Pratto tendo que sair da área para cruzar para ele mesmo. Enfim, nada de prático aconteceu.

Sim, a escalação de Militão pela direita foi muito boa, assim como Lucas Fernandes entrando desde o início. Mas o que quero saber é do esquema tático, das jogadas ensaiadas, de um atacante entrando na diagonal para receber a bola atrás da zaga adversária, tabelas, ultrapassagens. Nada disso foi visto.

Dorival disse na coletiva que a Ponte não teve chance alguma, apenas duas de bola parada quando saíram os gols. E que o São Paulo estava administrando a partida. Acho que eu vi outro jogo, porque os dois gols do São Paulo foram de bola parada, sendo que o segundo foi um verdadeiro frango do goleiro da Ponte. Então, sendo assim, o empate foi justo? Acho que não. A Ponte ainda colocou uma bola na trave e Sidão fez uma grande defesa. Qual foi a defesa de Aranha?

As substituições foram ridículas. Por mais que tenha trocado jogadores de mesma posição, ao tirar Militão e colocar Buffarini, era Marcinho quem deveria entrar por ali. Depois da expulsão de Jucilei, era óbvio que deveria colocar Gomez em campo. Afinal, treinou com ele a semana toda como segundo volante, porque Jucilei estava machucado, e o cara não entra. Para piorar, tira Lucas Fernandes e coloca Marcinho. Jogando na frente, nós já sabemos o que vai acontecer. Naquele hora deveria ter entrado Cueva, para ganharmos poderio ofensivo.

Aliás, por falar em Cueva, a resposta que ele deu aos jornalistas na saída do estádio é suficiente para que a diretoria tome uma atitude e o mande encontrar o caminho da roça. Coloque para treinar com o Cícero, em horários alternados. Sei que haverá prejuízo financeiro, mas seu futuro, ao invés de Europa, pode ser jogar num time peruano. Será o prejuízo dele também. Já chega toda a crise por que estamos passando, aguentar crise de jogadores, que não estão jogando nada, é seguir fielmente a cartilha da série B.

Mais uma vez faço aqui meu apelo ao presidente Leco: por favor, acorde enquanto é tempo. Traga um cara que entenda de futebol e tenha identificação com crises. Faça isso agora. Aliás, já deveria ter feito. Ou então, você e o Pinotti vão morrer abraçados com o rebaixamento. E não poderão dizer que não foi por falta de aviso.