Primeiro tempo foi tenebroso. Segundo tempo deu para o gasto.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo venceu o Botafogo, no Morumbi, mas poderia ter saído com uma derrota, tal a fragilidade e o desentrosamento que demonstrou no primeiro tempo. Coloquei nas redes sociais, de onde eu assistia ao jogo, no Morumbi, que o São Paulo teve algumas tentativas e o Botafogo duas bolas na trave.

Dorival entrou com o mesmo esquema tático que vinha adotando. Apenas mudou o lateral, colocando Reinaldo, muito mais ofensivo que Edimar, e Nenê, mesmo sem entrosamento, muito mais útil do que Shaylon. Mas esse desentrosamento custou caro, porque as jogadas não saíram, a bola não chegou ao ataque, Marcos Guilherme e Brenner não receberam os lançamentos necessários, enfim, o meio de campo foi uma verdadeira bagunça.

É nítido que Petros é um segundo volante, não um meia de armação. Ele não tem técnica para isso. Seu lugar é ao lado de Jucilei, ajudando na marcação e alternando subidas ao ataque. Como meia ele não acerta um lançamento, não tem chegada forte na área e chuta mal. Conclusão, acaba prejudicando o principal setor de um time de futebol, que é o meio de campo, além de sobrecarregar Jucilei.

No segundo tempo Dorival mexeu no time, demonstrando que essa deverá ser a nossa melhor formação. Ao colocar Cueva e retirar Brenner, deixou o time no 4-4-2, recuando Petros, deixando a armação para Cueva e Nene. Diego Souza passou a receber mais bolas, Marcos Guilherme começou a aparecer no jogo, o time cresceu e acabou encontrando o gol. O lado esquerdo, que poderia ficar debilitado sem Brenner, acabou dando espaço para Reinaldo aparecer na frente. E foi numa jogada rápida que ele fez ótimo cruzamento, uma verdadeira assistência, para o gol de Diego Souza.

Cueva entrou bem, deu velocidade ao time. O meio de campo se encorpou e o São Paulo passou a comandar as ações. O segundo gol saiu de forma natural, pois antes dele o time já havia perdido algumas chances por desatenção do ataque pego em impedimento.

Verdade que Sidão fez duas grandes defesas, mas ele continua não me passando confiança alguma dentro do gol.

O time tem muito o que melhorar. Não sei como Dorival vai montar essa estrutura, com a chegada de Valdivia, mas é fato que o 4-4-2 é o sistema tático que me parece será o mais eficaz para o time do São Paulo, principalmente com Cueva e Nenê jogando juntos.  E acho que dará liga.

Na vitória em Londrina, não dá nem para dizer que o São Paulo jogou para o gasto

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o título da matéria do Lance, para o jogo desta quarta-feira foi: “Está ruim, mas está bom: São Paulo avança com 1 a 0 sobre o Madureira”. Traduzindo, só não foi tudo horrível, tenebroso, diabolicamente ruim, porque o São Paulo ganhou e está na próxima fase da Copa do Brasil.

Muitas vezes eu falo que temos que dividir o jogo em duas partes. E hoje será assim: uma parte até o gol e outra até o final da partida. O time começou bem, indo para cima do Madureira, como era esperado, tentando o gol para liquidar de vez com qualquer sonho remoto dos cariocas. Até fazer o gol dá para afirmar que o time fazia uma boa partida, com boas infiltrações, chutes para o gol, enfim, jogando o que se esperava que jogasse.

Gol marcado, futebol desaparecido. O Madureira foi crescendo e terminou o primeiro tempo bem melhor que o São Paulo. Só não chegou ao empate por extrema ruindade do time, que não consegue sequer chutar uma bola no gol.

Veio o segundo tempo e, com as informações dos jornalistas que cobriam in loco o jogo, de que Dorival cobrou intensidade do time, jogando para a frente, imaginei que a normalidade se restabeleceria. Então as chances do São Paulo: uma de Brenner, que passou rapando a trave; uma de Bissoli, cuja bola bateu na trave. Madureira: um gol perdido na cara de Sidão; outra chance incrível em bola cruzada que o jogador carioca furou, pois faria o gol; um chute de fora da área para boa defesa do Sidão. Ou seja: passamos sufoco.

Inacreditavelmente, com 35 minutos do segundo tempo eu não conseguia dar a classificação como certa, mesmo ganhando de um a zero e jogando pelo empate. Só fui considerar o time classificado aos 43 minutos, porque aí seria tragédia demais.

Reconheço que Dorival tentou colocar o time mais para a frente, ao colocar Lucas Fernandes no lugar de Araruna; também entendo que ele colocou Paulinho Boia e Bissoli por entender que tudo estava dominado. Mas que foi medonho, no cômputo geral, o segundo tempo do São Paulo, isso ninguém pode negar.

Sei que as explicações são sempre as mesmas, são jovens, estamos no começo de temporada, falta melhor condicionamento físico, o calendário é perverso, o planejamento está no caminho certo. Mas a torcida já está de saco na lua. Prova maior que apoiou o time o jogo todo, e deu uma sonora vaia quando o jogo acabou. Papel perfeito dos torcedores.

E, para encerrar, e dar sentido à situação que nos encontramos: nunca pensei que pediria isso: Reinaldo! Reinaldo! Reinaldo!

São Paulo perdeu por um erro individual e falta de um meia

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo saiu derrotado do Pacaembu por jogadas já conhecidas há muito tempo do adversário; um gol surgido após triangulação do nosso lado direito – sim, eram três deles contra dois nossos – e um gol de escanteio, onde Anderson Martins ficou andando atordoado na área, sem saber a quem marcar e Balbuena, sozinho, cabeceou para o gol.

De resto o jogo foi aquilo que sabemos. O São Paulo o tempo todo com a posse de bola e o Corinthians esperando a chance de roubá-la e partir no contra-ataque para matar o jogo. Isso não foi preciso. O São Paulo morreu com a bola nos pés. Teve chances, é verdade, com Brenner perdendo embaixo da trave. Outra com Diego Souza, mas ele errou o chute e recuou para o goleiro. Outra com Petros que isolou a bola. Uma com Marcos Guilherme, que fez o gol mas estava impedido.

No primeiro tempo nossa melhor oportunidade, fora o gol, foi o chute de fora da área de Shaylon, que bateu na trave. Aliás, foi tudo o que Shaylon fez no jogo. Então tivemos um erro grotesco de um zagueiro – Anderson Martins – e nulidade total na criação de jogadas com nosso meia. A ponto de Dorival Junior, no segundo tempo, tirar Shaylon para colocar outro atacante e deixar com Petros e Jucilei a armação das jogadas. Ou seja, ruim por ruim, ficamos assim.

Aí vejo comentários de leitores dizendo que eu estou poupando muito Raí e Ricardo Rocha, que se esse time fosse do Pinotti eu estaria metralhando. Mas esse time é do Pinotti. E só não tem mais do ex-diretor aí porque Raí se livrou de Marcinho, Denilson, Buffarini e algumas outras porcarias que ele trouxe. O Jean, que está no banco, também foi trazido pelo Pinotti (Raí só concretizou, porque não havia mais como voltar atrás). Do Raí, mesmo, estavam em campo Anderson Martins – responsável direto pela derrota – e Diego Souza, que hoje não foi bem.

A torcida pede para colocar a garotada. Aí depois de quatro jogos Brenner, Shaylon, Paulinho Boia, Lucas Fernandes já não servem mais. Por isso não revelamos mais jogador algum, porque a torcida está impaciente. E eu entendo esse estado de espírito, porque também estou assim.

No jogo de hoje o São Paulo teve domínio total das ações, mas não resultou em gol e saiu derrotado. Não quero voltar à era Rogério Ceni onde o time perdia e ele, na coletiva, em cima de uma soberba imensa, falava que os números mostravam que o São Paulo tinha sido melhor. Ora bolas, mas tinha perdido, como perdeu hoje.

Sinceramente, não achei que a derrota foi humilhante. Mas foi nova derrota. O time não jogou com as calças nas mãos. Mas perdeu de novo. Então ficamos no seguinte ponto: dominamos e ganhamos do Novorizontino. Ah! Que maravilha. Dominamos, mas perdemos do Corinthians. Ah! Mas é clássico, e foi jogado na casa do adversário com torcida única. Então temos que admitir que somos, de fato, a quarta força do Estado, muito atrás de Palmeiras e Corinthians e atrás do Santos. Essa é a nossa realidade.

Como sempre digo, respeito a opinião de todos, mas continuo defendendo o afastamento definitivo de Cueva. Também aprovo a contratação de Nenê, pois com 36 anos, ele é melhor do que Shaylon, com 19. Quanto a Tréllez, o tempo dirá se foi um acerto ou um erro.

Agora vem nosso ponto fora da curva, a única coisa que deve nos preocupar muito e pode já estragar parte do primeiro semestre: o jogo contra o Madureira, quarta-feira, pela Copa do Brasil. Será em Londrina – PR, onde a torcida será todinha nossa. O empate é nosso. Mas não admito qualquer outro resultado, que não a vitória. É isso o que espero.

A vitória tenta nos empurrar para um caminho oposto ao que se apontava

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, não pensem que ao falar que o time jogou um grande futebol e que mereceu a vitória estou apagando as duas partidas pífias que realizou este ano, muito menos os fatos que temos vivenciado. Mas aqui quero prender-me, como é normal em meus comentários pós-jogo, na partida desta noite, em Mirassol. E não há dúvidas que o time jogou muito bem e venceu com méritos.

Não tinha visto nas partidas anteriores tantas chances criadas. Mesmo contra o São Bento, quando o São Paulo dominava o jogo quando ainda estava empatado, não criamos nada, nem chutamos a gol. Isso se repetiu contra o Novorizontino.

Naquele sábado critiquei duramente Dorival Jr por fazer esse rodízio no Paulista. Afinal, este é o único campeonato que temos a disputar, enquanto nossos adversários tem uma Libertadores pela frente. Nosso único “desvio” será dia 31, contra o “fortíssimo” Madureira, pela Copa do Brasil. Convenhamos que não se justifica a colocação de um time B ou até C para jogar o Paulista.

Mostrando já algum conjunto, o time consegui dominar o jogo o tempo todo. Ficou claro uma formação de 4-3-3, onde os laterais desciam pouco, Jucilei se postava na linha intermediária adversária, pois o Mirassol estava todo recuado, e Petros fazia uma perfeita função de segundo volante o até um meia, sendo o responsável pela maioria das jogadas de ataque do São Paulo.

Shaylon mais uma vez decepcionou. Mesmo participando um pouco mais do jogo, não é o meia que almejamos para resolver nossos problemas. Petros foi muito mais meia efetivo do que ele. Além do mais, Shaylon perdeu dois gols que um verdadeiro meia, responsável por pensar o jogo do time, não pode perder.

Diego Souza, por sua vez, mostrou que nos dará muitas alegrias. Sua visão de jogo é muito ampla. Mesmo jogando como o homem referência na frente, deu assistências, saiu diversas vezes da área para buscar o jogo, e acabou fazendo o gol como um verdadeiro centro-avante.

Só acho que Dorival Jr tem que aproveitar essa facilidade que Diego Souza tem de sair da área para treinar e criar jogadas com entradas em diagonal, seja de Brenner ou de Marcos Guilherme. Ou de Caíque, que entrou muito bem na partida e começa a ganhar a simpatia da torcida.

Finalizando, a vitória foi importante para nos dar a confiança que ainda não tínhamos encontrado neste 2018 e, quiçá, mudar os rumos do que se apontava há dois dias.

Cueva: já deu o que tinha que dar. Ou nunca deu!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, chega, não dá mais: Cueva acabou para o São Paulo. Em pouco mais de um ano de clube colecionou broncas, multas indisciplina aos montes. Começou o ano se atrasando uma semana para apresentação em relação ao elenco. E agora se dá ao direito de recusar o banco e se negar a viajar, assim como aconteceu em Santos, ano passado, logo após a saída de Rogerio Ceni.

Mas apesar de tudo isso, de achar que Cueva não tem mais a menor condição de permanecer no São Paulo, não admito a venda dele nesse momento, por qualquer valor. O que o clube árabe ofereceu chega ao deboche. Um milhão de dólares pelo empréstimo de um ano, com passe fixado em US$ 4 milhões. Raí foi perfeito ao rejeitar a proposta.

Já disse inúmeras vezes que a Copa do Mundo vai vendê-lo, por um valor muito maior do que essa merreca. Mas sou partidário de que Cueva seja afastado, obrigado a treinar em horário separado do restante do elenco – na Barra Funda, não em Cotia -, e fique no aguardo da Copa do Mundo e de novas propostas que irão aparecer. Ele não pode ir para Cotia porque vai influenciar negativamente a garotada, que vale ouro.

Fui defensor do Cueva muitas vezes. Fui criticado por muitos leitores por essa posição. Temos que reconhecer que, mesmo não sendo craque, é hoje o melhor jogador do elenco do São Paulo. E que se até hoje precisávamos contratar um meia, agora precisamos de dois.

O São Paulo é muito grande para ficar refém de qualquer jogador, mesmo sendo Cueva. É hora de Raí e Ricardo Rocha mostrarem isso a esse cidadão, colocá-lo no seu lugar e riscá-lo do elenco. E tenho que confiar em Raí principalmente, diretor executivo de Futebol, a quem foi dada toda a liberdade de ação. Porque se for depender de uma decisão do presidente, ele vai falar que precisa pensar, pois uma atitude impensada pode fazer o caldeirão político do clube ferver contra ele, e blá blá blá, blá blá blá. Por isso cobro de quem realmente entende do assunto, e em quem continuo confiando.

Vou usar aqui uma frase, não exatamente com as mesmas palavras, dita neste final de tarde pelo meu “amigon” Sombra, do Estádio 97. A situação do clube é tão ruim administrativamente há oito anos que o São Paulo está parecendo aquela menina horrorosa, a mais feia do baile, que homem nenhum quer pegar. Triste, mas chegamos a este ponto. O ano, como venho falando nos últimos sete dias, nem começou e já estamos torcendo para que termine.

Começo a ver um primeiro semestre pior do que o primeiro semestre de 2017. De onde se conclui que o ano inteiro poderá ser pior.

O que salva é a garotada da Copinha. Talvez esteja aí a oportunidade, não é Raí? Já que o São Paulo não tem dinheiro para grandes contratações, pega toda essa garotada, enxerta alguns veteranos – tipo Jucilei, Petros, Arboleda e Diego Souza – e bota para jogar. Duvido que Igor, Helinho, Toró, Luan, Liziero e Tuta seriam piores do que os que aí estão.

Ah! Mas não esqueça: traga junto o André Jardine. E diga ao Dorival Jr: tchau, querido!

Mais uma partida medíocre. Mas tenho que confiar no planejamento

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo não saiu de um empate grotesco contra o Novorizontino, em pleno Morumbi. Desta vez Dorival Jr colocou quase que o time titular em campo. Só não jogaram Arboleda, com Cueva e Diego Souza, nitidamente fora de forma, entrando no segundo tempo.

Pelo que vimos em campo na maior parte do jogo, o São Paulo tem um único meia: Cueva. Lucas Fernandes continua sendo a eterna promessa – e neste ano será banco mais uma vez -, enquanto Shaylon tem o estilo dos meias antigos, que quer receber a bola no pé para fazer alguma coisa. Não marca ninguém, não se desloca no campo, enfim, também não é o meia do time. Então dependemos do peruano, que este semestre ficará mais ligado à Seleção de seu País do que ao São Paulo e no próximo irá embora.

Na frente, um ataque de riso. Marcos Guilherme corre para todos os lados, ajuda na marcação, mas na frente foi um fiasco; Brenner sentiu o peso da camisa. Acredito que será um grande jogador, será a grande revelação de Cotia, mas temos que ter muito cuidado para não queimá-lo. Vivemos uma fase de jejum de títulos. Pior, estamos vindo de um ano onde o que mais fizemos foi brigar para não cair. E essa responsabilidade de ser o atacante do São Paulo, aquele que decide os jogos, não pode, nesse momento, pesar sobre os ombros de Brenner.

Outra coisa, é mais do que claro que precisamos urgentemente de reforços. Precisamos de um lateral, pois Militão é esforçado mas não é da posição e Bruno é uma aberração; de um atacante pelo lado, de velocidade, de um centro-avante e de um meia. Isso para termos um time titular e míseros três ou quatro reservas de qualidade.

Não defendo a saída de Dorival Jr. Nenhum time se torna campeão trocando de técnicos. A troca pura e simples dá sinal de que o planejamento não existe e, como tenho dito reiteradas vezes, confio em Raí e Ricardo Rocha. Só nos dois.

Entretanto, e acho que Dorival já percebeu isso, não é possível ficar utilizando dois ou três times no Paulista. Eu diria mais: é um absurdo pensar nisso. Não temos elenco. Temos, no máximo, um razoável time titular. E nosso único campeonato é o Paulista. Enquanto Palmeiras, Corinthians e Santos estão preocupados com a Libertadores, nós só temos o Paulista. E um jogo aí no meio do caminho contra o “fortíssimo” Madureira, pela Copa do Brasil. Se um atleta, bem preparado e bem pago, não puder jogar todas as partidas de um único campeonato, então para tudo e vai tratar de fazer outra coisa na vida.

E “tomem tento”, como diziam meus avós: o Campeonato Paulista rebaixa. Não quero viver, já no primeiro semestre, a sensação que vivi ano passado. Então, é bom ligar o refletor antes que tenhamos que sair procurando aquela luz no fim do túnel.

Se esse é o planejamento para 2018, prefiro voltar a 2017

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o ano nem começou e, como diz o meu irmão, já estamos rezando para acabar. O que vimos em campo em Sorocaba nesta quarta-feira foi uma aberração, uma agressão à camisa do São Paulo. Muitas vezes dizemos que alguns jogadores não sabem o peso que tem esta camisa, que entorta varal. Mas lá nas alamedas do Morumbi, recheadas de ar condicionado, tem gente que também perdeu essa noção, se é que algum dia teve.

Quando vi a escalação que Dorival Jr iria colocar em campo comecei a me coçar. Nada contra entrar com um time reserva e poupar titulares nesse início de temporada, já que, efetivamente, foram apenas 14 dias de treinamentos e agora, em 14 dias, faremos cinco jogos, sendo quatro fora e apenas um em casa. Mas entrar com três volantes – Paulo Henrique é o que mais se assemelha a um meia – e nenhum homem de ligação, com um fraquíssimo Bissoli como referência e Junior Tavares e Maicosuel abertos na frente, que também não representavam nada, só poderia dar no que deu.

Qual o problema de colocar Lucas Fernandes ou Shaylon neste time, e não colocar esse que jogou hoje no sábado? Aliás, será que ambos vão jogar no sábado? Então acho que Dorival errou redondamente neste planejamento inicial, pois o time foi medonho, fazendo um primeiro tempo para esquecer – aliás, ruindade dos dois lados – e um segundo tempo com um domínio falso, pois parecia que estava administrada a partida, quando Maicosuel faz o que fez e depois Reinaldo se encarrega de jogar a pá de cal.

Então ouço que não precisamos de lateral direito. Quem disse isso foi o treineiro. Não sei se falou do fundo do coração ou para poupar Bruno e Militão, pois teria sido informado que o clube não vai contratar ninguém e ele vai ter que se virar com o que tem. Mas não é possível que Raí e Ricardo Rocha achem, mesmo, que Bruno e Militão darão conta do recado e nos possibilitarão chegar a algum título este ano.

Agora entraremos com um time quase titular e golearemos o Novorizontino no Morumbi. Que legal. Esquecemos tudo e comemoramos. O fato é que, para quem teve o ano que teve em 2017, tinha obrigação, até por uma questão de moral, de começar bem em 2018 e ganhar a primeira partida de qualquer maneira. E não me venham encher o saco falando que sou corneteiro e que não tenho paciência com garotos. Não culpo os jovens que entraram em campo nesta quarta-feira, até porque foram os velhos que erraram.

Talvez então seja melhor só entrar com a garotada. Mas coloque quem merece estar aí, não garotos que passaram dos 20 anos e não temos mais o que fazer, então coloca em campo para valorizar e ver se vendemos. Não sei se é isso o que acontece, mas é o que parece.

Espero estar encerrando por aqui minha bronca. Continuo confiando em Raí e Ricardo Rocha, como o capitão pediu quando assumiu. Mas isso não isenta a dupla de receber críticas, se as coisas não saírem bem. E que fique claro que não estou isentando Leco. No frigir dos ovos, sei perfeitamente que ele é o maior culpado de tudo isso. Mas ainda vou confiar, porque se não for assim, vou pedir para voltar o ano para 2017.

Continuo querendo um time para brigar por títulos, não para não cair

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, tenho visto intensos debates nas notícias publicadas, entre leitores que acham Diego Souza velho e caro e os que entendem ser ele importante para o elenco; outros que contestam contratações de grande vulto com aqueles que querem um time para brigar pelo título; há ainda os que defendem o uso quase que indiscriminado da base, mas serão os primeiros a xingá-los caso falhem em algum jogo. Como eu sempre digo, vocês podem concordar comigo. Podem discordar de mim. O debate está aberto e faz bem a todos. Só não é tolerada a ofensa. E, que bom, isso não tem acontecido.

Vou pegar aqui uma frase postada em um dos comentários do leitor Thal Caló, a qual assinarei embaixo:

– Se contrata é criticado por pagar caro, se demora negociando é criticado por não contratar com rapidez. Mas ninguém diz a fórmula para contratar jogador com bom nome no mercado a preço módico.

Bem, desde o primeiro momento apoiei a indicação de Raí para a diretoria de futebol. Também apoiei a contratação de Ricardo Rocha para a gerência, assim como apoiarei a vinda de Lugano, se isso realmente acontecer. São, como tenho dito, pessoas do ramo. Não são aventureiros ou oportunistas. Estão dirigindo o lugar onde sempre viveram e aprenderam como lidar com gente do ramo. Raí disse, logo no início que acreditava no São Paulo e pediu para que acreditássemos nele. Eu acredito.

É indiscutível que os primeiros negócios onde Raí está à frente tem sido interessantes. Demorado, sim, mas não se faz um negócio volumoso, com jogador cobiçado por vários clubes, de uma hora para a outra. A novela Diego Souza se arrastou por muito tempo. Mas terminou. E foi bom para o São Paulo. Jucilei foi comprado por um valor muitíssimo mais baixo do que se avaliava há alguns meses. Jogadores do nível Marcinho, Denilson, Buffarini, Denis, Renan, Matheus Reis – apenas para citar alguns – foram dispensados. Se Edimar foi contratado em definitivo, esse “ônus” não coube ao atual diretor. Se Jean foi contratado, ele pouco pode fazer, pois tudo já estava acertado pela gestão anterior. Ainda para quem gosta de números, compramos Pratto (metade do passe) há um ano por R$ 20,5 milhões, vendemos agora (também metade do passe) por R$ 22,2 milhões. Temos agora um centro avante que marcou mais gols do que o que está saindo e custou menos da metade do preço do que estamos recebendo por Pratto.

Raí tem conduzido pessoalmente algumas negociações. Cito aqui o caso de Gustavo Scarpa. É ele, e mais ninguém, quem tem conversado quase diariamente com o staff do jogador e, salvo algum acidente de percurso, como os que acontecem dentro da trairagem e flata de ética do futebol, o jogador do Fluminense deverá desembarcar no Morumbi, por valores bem menores do que se falava num primeiro momento.

Agora surge a notícia de que Robinho está na mira. De graça, pois está sem clube. Sei que Raí e Ricardo Rocha tem tido reuniões constantes com Dorival Junior e que os nomes tratados no clube são de consenso dos três. Alguns leitores já levantaram o bastão vermelho contra a vinda do atacante, pois está condenado em primeira instância na Itália por estupro (ainda cabe recurso), e por ter desmerecido o São Paulo. Não me lembro de ter ficado tão chocado com Robinho. Lembro de Diego ter pisado em nosso símbolo. Robinho, pelo que me lembre, cansou de marcar gols no São Paulo. E é um craque. Não está condenado em definitivo na Itália. Foi apenas o primeiro julgamento. Por  um ano de contrato – acho que seria só por esse período – não vejo tantos pontos negativos na sua possível contratação.

Falta ainda trazer um lateral direito e, no mínimo, um atacante de velocidade pelos lados. Sei que o tempo está passando, mas vejo que Raí e Ricardo Rocha não estão parados. Só não fazem alarde. Falam na hora certa. Eu confio. Não vou criticar antes da hora. Aprendi com meu pai que na vida temos que ter fé e otimismo, acima de tudo. Por isso nunca fui derrotista. Nem serei. Somos do Clube da Fé. E assim manterei minha linha de pensamento.

Que 2018 seja muito diferente do que foi 2017

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, nem o mais afastado torcedor do nosso time gostaria que 2018 repetisse 2017. Um ano de sofrimento, ridicularizações, chacotas, ano em que não conquistamos nada e nosso único troféu foi fugir do rebaixamento. Foi sofrimento demais e não quero isso para o próximo ano.

Podem me chamar de inocente, mas já vejo grande avanço no fechamento deste ano e abertura do próximo. Com a real profissionalização do futebol, carro-chefe do nosso clube, o cenário passa a ficar mais claro, decente e quem é do ramo cuida do que sabe.

Desde o momento em que o nome de Raí foi anunciado como novo diretor-executivo de Futebol, banquei meu apoio e entendi que esse era o caminho. O departamento não poderia mais ser gerido por amigos do rei, por quitação de dívidas políticas ou algo semelhante. E percebam que nem acho que a passagem de Vinicius Pinotti pelo Futebol tenha sido só negativa. O balanço é ruim, mas temos que lembrar que foi ele quem trouxe Hernanes, Petros, Arboleda e Marcos Guilherme, todos titulares absolutos. Entretanto vendeu promessas como Luiz Araujo e David Neres muito antes do tempo. Vejam o que está jogando Neres no Ajax e quanto vale hoje se passe. Ele não sabia falar a língua dos boleiros.

Raí chegou com carta branca. Ao menos foi isso o que apurei. Tanto que a gerência de futebol, a princípio, poderia ficar com algum “conselheiro diretor” ou Lugano. Ricardo Rocha nunca foi um nome falado pelos corredores do Morumbi. Mas chegou falando a língua de Raí. O trabalho vai visar, em primeiríssimo lugar, devolver ao São Paulo seu estilo tradicional de jogo. Definido isso, o elenco começa a ser composto. E o técnico, seja o que está no momento, seja o que vier no futuro, vai ter que manter essa linha de jogo. É a devolução da identidade são-paulina de jogar futebol. Isso me anima muito.

Jogadores como Denis, Renan, Buffarini, Denilson, Marcinho, entre outros, eram tidos como atletas que não poderiam continuar no São Paulo e deveriam ser defenestrados. Já saíram. Há outros, ainda, no elenco, que não podem e nem devem continuar. Também deverão sair. Jucilei foi contratado em definitivo. Era desejo da imensa maioria da torcida. Jean foi comprado. Não sei se o negócio foi bom. Não tenho condição de avaliar pois não vi Jean jogar. O tempo dará essa resposta.

Mais do que ficarmos insultando a diretoria por qualquer atitude que tome, temos que reconhecer que, finalmente, as mentes foram arejadas e temos, hoje , um comando no futebol de quem entende do assunto, de quem não deixará a política entrar e contaminar o ambiente do CT da Barra Funda.

Com as contratações que certamente serão feitas, com a estrutura que temos, com essa corrente que Raí e Ricardo Rocha farão em torno do elenco, com a torcida nota um milhão que tivemos este ano, tenho certeza que 2018 nos trará alegrias e o São Paulo será recolocado no patamar de onde nunca deveria ter sido tirado.

Que o ano que chega seja repleto de conquistas, é também o que desejamos a todos os nosso amados leitores, são-paulinos queridos.

Temos que definir o que queremos: disputar títulos ou para não cair

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, leio, rigorosamente, todos os comentários postados pelos leitores do site e, por mais democrático que seja o espaço, às vezes fico pensativo em relação a algumas posições. Isso reforça, inclusive, o sentido democrático do espaço, pois mesmo eu não concordando, não abro mão da intocável permissão para que todos possam expor seus pensamentos.

A pergunta que lanço, então, é a seguinte: queremos montar um time para disputar títulos em 2018 ou para, mais uma vez, participar dos campeonatos e lutar contra o rebaixamento, como foi em 2017?

Muitas vezes nos pegamos apenas analisando a questão política e nos esquecemos do que interessa, que é o time. Se há alguém nesse momento que deve ser observado, e ser dado o devido tempo para que ele se encaixe na função, é Raí. E, naturalmente, as atitudes de Leco em relação às contratações. De resto,  pouco – ou nada – vai adiantar qualquer discussão.

Não tenho dúvidas em afirmar que a unanimidade dos leitores -e posso dizer da torcida – quer um time competitivo para o próximo ano. Só que nós, torcedores, principalmente são-paulinos, somos muito chatos. E perceba que me incluo nessa casta.

Quando o clube foi atrás de Marcinho, Denilson e outras pérolas, criticamos por serem jogadores dignos de uma série B. Quando Edimar foi contratado em definitivo, criticamos porque não é um lateral para ser titular de um time que pretenda disputar títulos. Ao sabermos das negociações para a contratação do goleiro Jean, pau para todo lado. Eu critiquei pelos valores, não pela qualidade, pois o vi jogar muito pouco e não me sinto apto a fazer qualquer análise técnica. Mas todas essas críticas foram feitas porque entendíamos – e estou generalizando – que mais uma vez iríamos sofrer em 2018.

Aí vieram as notícias de fim de ano: Jucilei comprado e contrato assinado por quatro anos, Gabigol como uma chance real e Scarpa, com Raí indo ao Rio de Janeiro para entrar de cabeça na negociação. Então parte dos leitores começou a achar que o Jucilei é muito velho e não terá mercado daqui a quatro anos, que Gabigol é indisciplinado e, se não conseguiu jogar na Itália e em Portugal, não vai conseguir jogar aqui, e que Scarpa é muito caro para nossos padrões; Diego Souza é velho, não aguenta mais nada.

Ora bolas: se contratamos as “perebas”, induzimos a série B a caminho; se estamos negociando com jogadores em nível de Seleção, não devemos gastar dinheiro. Temos que definir um rumo. Jucilei foi unanimidade durante a temporada. Eu gritei várias vezes no Jornal Tricolornaweb que Vinicius Pinotti tinha obrigação de se virar e fazer o que fosse para ter Jucilei em definitivo. Muitos leitores, a imensa maioria, me apoiaram. E isso foi feito. Agora vejo críticas por fazer contrato de quatro anos, e outras mais. Ele tinha dito que seu passe deveria custar 6 milhões de euros. Foi comprado por 1,5 milhão de euros. E ainda reclamamos?

Preferimos ter Marcos Guilherme, com Maicosuel entreando em seu lugar durante o jogo ou Gabigol, com Marcos Guilherme sendo opção?  Preferimos ter Diego  Souza como opção a Marcos Guilherme, Hernanes e Cueva – que vai para a Copa do Mundo e desfalcará o São Paulo durante três meses – ou Lucas Fernandes, Shaylon ou Araruna? E Scarpa? Não encaixa nesse time? Sei que são só 11 que jogam, mas para disputarmos títulos, temos que pensar em elenco, não em time.

Mas e o dinheiro para tudo isso? O problema não é nosso, mas sim de quem está no comando do clube. Nossa obrigação é gritar e cobrar um time decente. Quem dirige tem que acatar nossos anseios.

Espero que entendam o debate. Nunca vou criticar um leitor que pensa de forma diferente da minha, mas acho que temos que ter coerência em nossas posições: queremos um time campeão ou um lutando para não cair? Essa é a pergunta e a resposta está em cada um de nós. A minha é clara: eu quero ganhar títulos e que se virem com as finanças.