Cueva: já deu o que tinha que dar. Ou nunca deu!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, chega, não dá mais: Cueva acabou para o São Paulo. Em pouco mais de um ano de clube colecionou broncas, multas indisciplina aos montes. Começou o ano se atrasando uma semana para apresentação em relação ao elenco. E agora se dá ao direito de recusar o banco e se negar a viajar, assim como aconteceu em Santos, ano passado, logo após a saída de Rogerio Ceni.

Mas apesar de tudo isso, de achar que Cueva não tem mais a menor condição de permanecer no São Paulo, não admito a venda dele nesse momento, por qualquer valor. O que o clube árabe ofereceu chega ao deboche. Um milhão de dólares pelo empréstimo de um ano, com passe fixado em US$ 4 milhões. Raí foi perfeito ao rejeitar a proposta.

Já disse inúmeras vezes que a Copa do Mundo vai vendê-lo, por um valor muito maior do que essa merreca. Mas sou partidário de que Cueva seja afastado, obrigado a treinar em horário separado do restante do elenco – na Barra Funda, não em Cotia -, e fique no aguardo da Copa do Mundo e de novas propostas que irão aparecer. Ele não pode ir para Cotia porque vai influenciar negativamente a garotada, que vale ouro.

Fui defensor do Cueva muitas vezes. Fui criticado por muitos leitores por essa posição. Temos que reconhecer que, mesmo não sendo craque, é hoje o melhor jogador do elenco do São Paulo. E que se até hoje precisávamos contratar um meia, agora precisamos de dois.

O São Paulo é muito grande para ficar refém de qualquer jogador, mesmo sendo Cueva. É hora de Raí e Ricardo Rocha mostrarem isso a esse cidadão, colocá-lo no seu lugar e riscá-lo do elenco. E tenho que confiar em Raí principalmente, diretor executivo de Futebol, a quem foi dada toda a liberdade de ação. Porque se for depender de uma decisão do presidente, ele vai falar que precisa pensar, pois uma atitude impensada pode fazer o caldeirão político do clube ferver contra ele, e blá blá blá, blá blá blá. Por isso cobro de quem realmente entende do assunto, e em quem continuo confiando.

Vou usar aqui uma frase, não exatamente com as mesmas palavras, dita neste final de tarde pelo meu “amigon” Sombra, do Estádio 97. A situação do clube é tão ruim administrativamente há oito anos que o São Paulo está parecendo aquela menina horrorosa, a mais feia do baile, que homem nenhum quer pegar. Triste, mas chegamos a este ponto. O ano, como venho falando nos últimos sete dias, nem começou e já estamos torcendo para que termine.

Começo a ver um primeiro semestre pior do que o primeiro semestre de 2017. De onde se conclui que o ano inteiro poderá ser pior.

O que salva é a garotada da Copinha. Talvez esteja aí a oportunidade, não é Raí? Já que o São Paulo não tem dinheiro para grandes contratações, pega toda essa garotada, enxerta alguns veteranos – tipo Jucilei, Petros, Arboleda e Diego Souza – e bota para jogar. Duvido que Igor, Helinho, Toró, Luan, Liziero e Tuta seriam piores do que os que aí estão.

Ah! Mas não esqueça: traga junto o André Jardine. E diga ao Dorival Jr: tchau, querido!

Mais uma partida medíocre. Mas tenho que confiar no planejamento

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo não saiu de um empate grotesco contra o Novorizontino, em pleno Morumbi. Desta vez Dorival Jr colocou quase que o time titular em campo. Só não jogaram Arboleda, com Cueva e Diego Souza, nitidamente fora de forma, entrando no segundo tempo.

Pelo que vimos em campo na maior parte do jogo, o São Paulo tem um único meia: Cueva. Lucas Fernandes continua sendo a eterna promessa – e neste ano será banco mais uma vez -, enquanto Shaylon tem o estilo dos meias antigos, que quer receber a bola no pé para fazer alguma coisa. Não marca ninguém, não se desloca no campo, enfim, também não é o meia do time. Então dependemos do peruano, que este semestre ficará mais ligado à Seleção de seu País do que ao São Paulo e no próximo irá embora.

Na frente, um ataque de riso. Marcos Guilherme corre para todos os lados, ajuda na marcação, mas na frente foi um fiasco; Brenner sentiu o peso da camisa. Acredito que será um grande jogador, será a grande revelação de Cotia, mas temos que ter muito cuidado para não queimá-lo. Vivemos uma fase de jejum de títulos. Pior, estamos vindo de um ano onde o que mais fizemos foi brigar para não cair. E essa responsabilidade de ser o atacante do São Paulo, aquele que decide os jogos, não pode, nesse momento, pesar sobre os ombros de Brenner.

Outra coisa, é mais do que claro que precisamos urgentemente de reforços. Precisamos de um lateral, pois Militão é esforçado mas não é da posição e Bruno é uma aberração; de um atacante pelo lado, de velocidade, de um centro-avante e de um meia. Isso para termos um time titular e míseros três ou quatro reservas de qualidade.

Não defendo a saída de Dorival Jr. Nenhum time se torna campeão trocando de técnicos. A troca pura e simples dá sinal de que o planejamento não existe e, como tenho dito reiteradas vezes, confio em Raí e Ricardo Rocha. Só nos dois.

Entretanto, e acho que Dorival já percebeu isso, não é possível ficar utilizando dois ou três times no Paulista. Eu diria mais: é um absurdo pensar nisso. Não temos elenco. Temos, no máximo, um razoável time titular. E nosso único campeonato é o Paulista. Enquanto Palmeiras, Corinthians e Santos estão preocupados com a Libertadores, nós só temos o Paulista. E um jogo aí no meio do caminho contra o “fortíssimo” Madureira, pela Copa do Brasil. Se um atleta, bem preparado e bem pago, não puder jogar todas as partidas de um único campeonato, então para tudo e vai tratar de fazer outra coisa na vida.

E “tomem tento”, como diziam meus avós: o Campeonato Paulista rebaixa. Não quero viver, já no primeiro semestre, a sensação que vivi ano passado. Então, é bom ligar o refletor antes que tenhamos que sair procurando aquela luz no fim do túnel.

Se esse é o planejamento para 2018, prefiro voltar a 2017

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o ano nem começou e, como diz o meu irmão, já estamos rezando para acabar. O que vimos em campo em Sorocaba nesta quarta-feira foi uma aberração, uma agressão à camisa do São Paulo. Muitas vezes dizemos que alguns jogadores não sabem o peso que tem esta camisa, que entorta varal. Mas lá nas alamedas do Morumbi, recheadas de ar condicionado, tem gente que também perdeu essa noção, se é que algum dia teve.

Quando vi a escalação que Dorival Jr iria colocar em campo comecei a me coçar. Nada contra entrar com um time reserva e poupar titulares nesse início de temporada, já que, efetivamente, foram apenas 14 dias de treinamentos e agora, em 14 dias, faremos cinco jogos, sendo quatro fora e apenas um em casa. Mas entrar com três volantes – Paulo Henrique é o que mais se assemelha a um meia – e nenhum homem de ligação, com um fraquíssimo Bissoli como referência e Junior Tavares e Maicosuel abertos na frente, que também não representavam nada, só poderia dar no que deu.

Qual o problema de colocar Lucas Fernandes ou Shaylon neste time, e não colocar esse que jogou hoje no sábado? Aliás, será que ambos vão jogar no sábado? Então acho que Dorival errou redondamente neste planejamento inicial, pois o time foi medonho, fazendo um primeiro tempo para esquecer – aliás, ruindade dos dois lados – e um segundo tempo com um domínio falso, pois parecia que estava administrada a partida, quando Maicosuel faz o que fez e depois Reinaldo se encarrega de jogar a pá de cal.

Então ouço que não precisamos de lateral direito. Quem disse isso foi o treineiro. Não sei se falou do fundo do coração ou para poupar Bruno e Militão, pois teria sido informado que o clube não vai contratar ninguém e ele vai ter que se virar com o que tem. Mas não é possível que Raí e Ricardo Rocha achem, mesmo, que Bruno e Militão darão conta do recado e nos possibilitarão chegar a algum título este ano.

Agora entraremos com um time quase titular e golearemos o Novorizontino no Morumbi. Que legal. Esquecemos tudo e comemoramos. O fato é que, para quem teve o ano que teve em 2017, tinha obrigação, até por uma questão de moral, de começar bem em 2018 e ganhar a primeira partida de qualquer maneira. E não me venham encher o saco falando que sou corneteiro e que não tenho paciência com garotos. Não culpo os jovens que entraram em campo nesta quarta-feira, até porque foram os velhos que erraram.

Talvez então seja melhor só entrar com a garotada. Mas coloque quem merece estar aí, não garotos que passaram dos 20 anos e não temos mais o que fazer, então coloca em campo para valorizar e ver se vendemos. Não sei se é isso o que acontece, mas é o que parece.

Espero estar encerrando por aqui minha bronca. Continuo confiando em Raí e Ricardo Rocha, como o capitão pediu quando assumiu. Mas isso não isenta a dupla de receber críticas, se as coisas não saírem bem. E que fique claro que não estou isentando Leco. No frigir dos ovos, sei perfeitamente que ele é o maior culpado de tudo isso. Mas ainda vou confiar, porque se não for assim, vou pedir para voltar o ano para 2017.

Continuo querendo um time para brigar por títulos, não para não cair

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, tenho visto intensos debates nas notícias publicadas, entre leitores que acham Diego Souza velho e caro e os que entendem ser ele importante para o elenco; outros que contestam contratações de grande vulto com aqueles que querem um time para brigar pelo título; há ainda os que defendem o uso quase que indiscriminado da base, mas serão os primeiros a xingá-los caso falhem em algum jogo. Como eu sempre digo, vocês podem concordar comigo. Podem discordar de mim. O debate está aberto e faz bem a todos. Só não é tolerada a ofensa. E, que bom, isso não tem acontecido.

Vou pegar aqui uma frase postada em um dos comentários do leitor Thal Caló, a qual assinarei embaixo:

– Se contrata é criticado por pagar caro, se demora negociando é criticado por não contratar com rapidez. Mas ninguém diz a fórmula para contratar jogador com bom nome no mercado a preço módico.

Bem, desde o primeiro momento apoiei a indicação de Raí para a diretoria de futebol. Também apoiei a contratação de Ricardo Rocha para a gerência, assim como apoiarei a vinda de Lugano, se isso realmente acontecer. São, como tenho dito, pessoas do ramo. Não são aventureiros ou oportunistas. Estão dirigindo o lugar onde sempre viveram e aprenderam como lidar com gente do ramo. Raí disse, logo no início que acreditava no São Paulo e pediu para que acreditássemos nele. Eu acredito.

É indiscutível que os primeiros negócios onde Raí está à frente tem sido interessantes. Demorado, sim, mas não se faz um negócio volumoso, com jogador cobiçado por vários clubes, de uma hora para a outra. A novela Diego Souza se arrastou por muito tempo. Mas terminou. E foi bom para o São Paulo. Jucilei foi comprado por um valor muitíssimo mais baixo do que se avaliava há alguns meses. Jogadores do nível Marcinho, Denilson, Buffarini, Denis, Renan, Matheus Reis – apenas para citar alguns – foram dispensados. Se Edimar foi contratado em definitivo, esse “ônus” não coube ao atual diretor. Se Jean foi contratado, ele pouco pode fazer, pois tudo já estava acertado pela gestão anterior. Ainda para quem gosta de números, compramos Pratto (metade do passe) há um ano por R$ 20,5 milhões, vendemos agora (também metade do passe) por R$ 22,2 milhões. Temos agora um centro avante que marcou mais gols do que o que está saindo e custou menos da metade do preço do que estamos recebendo por Pratto.

Raí tem conduzido pessoalmente algumas negociações. Cito aqui o caso de Gustavo Scarpa. É ele, e mais ninguém, quem tem conversado quase diariamente com o staff do jogador e, salvo algum acidente de percurso, como os que acontecem dentro da trairagem e flata de ética do futebol, o jogador do Fluminense deverá desembarcar no Morumbi, por valores bem menores do que se falava num primeiro momento.

Agora surge a notícia de que Robinho está na mira. De graça, pois está sem clube. Sei que Raí e Ricardo Rocha tem tido reuniões constantes com Dorival Junior e que os nomes tratados no clube são de consenso dos três. Alguns leitores já levantaram o bastão vermelho contra a vinda do atacante, pois está condenado em primeira instância na Itália por estupro (ainda cabe recurso), e por ter desmerecido o São Paulo. Não me lembro de ter ficado tão chocado com Robinho. Lembro de Diego ter pisado em nosso símbolo. Robinho, pelo que me lembre, cansou de marcar gols no São Paulo. E é um craque. Não está condenado em definitivo na Itália. Foi apenas o primeiro julgamento. Por  um ano de contrato – acho que seria só por esse período – não vejo tantos pontos negativos na sua possível contratação.

Falta ainda trazer um lateral direito e, no mínimo, um atacante de velocidade pelos lados. Sei que o tempo está passando, mas vejo que Raí e Ricardo Rocha não estão parados. Só não fazem alarde. Falam na hora certa. Eu confio. Não vou criticar antes da hora. Aprendi com meu pai que na vida temos que ter fé e otimismo, acima de tudo. Por isso nunca fui derrotista. Nem serei. Somos do Clube da Fé. E assim manterei minha linha de pensamento.

Que 2018 seja muito diferente do que foi 2017

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, nem o mais afastado torcedor do nosso time gostaria que 2018 repetisse 2017. Um ano de sofrimento, ridicularizações, chacotas, ano em que não conquistamos nada e nosso único troféu foi fugir do rebaixamento. Foi sofrimento demais e não quero isso para o próximo ano.

Podem me chamar de inocente, mas já vejo grande avanço no fechamento deste ano e abertura do próximo. Com a real profissionalização do futebol, carro-chefe do nosso clube, o cenário passa a ficar mais claro, decente e quem é do ramo cuida do que sabe.

Desde o momento em que o nome de Raí foi anunciado como novo diretor-executivo de Futebol, banquei meu apoio e entendi que esse era o caminho. O departamento não poderia mais ser gerido por amigos do rei, por quitação de dívidas políticas ou algo semelhante. E percebam que nem acho que a passagem de Vinicius Pinotti pelo Futebol tenha sido só negativa. O balanço é ruim, mas temos que lembrar que foi ele quem trouxe Hernanes, Petros, Arboleda e Marcos Guilherme, todos titulares absolutos. Entretanto vendeu promessas como Luiz Araujo e David Neres muito antes do tempo. Vejam o que está jogando Neres no Ajax e quanto vale hoje se passe. Ele não sabia falar a língua dos boleiros.

Raí chegou com carta branca. Ao menos foi isso o que apurei. Tanto que a gerência de futebol, a princípio, poderia ficar com algum “conselheiro diretor” ou Lugano. Ricardo Rocha nunca foi um nome falado pelos corredores do Morumbi. Mas chegou falando a língua de Raí. O trabalho vai visar, em primeiríssimo lugar, devolver ao São Paulo seu estilo tradicional de jogo. Definido isso, o elenco começa a ser composto. E o técnico, seja o que está no momento, seja o que vier no futuro, vai ter que manter essa linha de jogo. É a devolução da identidade são-paulina de jogar futebol. Isso me anima muito.

Jogadores como Denis, Renan, Buffarini, Denilson, Marcinho, entre outros, eram tidos como atletas que não poderiam continuar no São Paulo e deveriam ser defenestrados. Já saíram. Há outros, ainda, no elenco, que não podem e nem devem continuar. Também deverão sair. Jucilei foi contratado em definitivo. Era desejo da imensa maioria da torcida. Jean foi comprado. Não sei se o negócio foi bom. Não tenho condição de avaliar pois não vi Jean jogar. O tempo dará essa resposta.

Mais do que ficarmos insultando a diretoria por qualquer atitude que tome, temos que reconhecer que, finalmente, as mentes foram arejadas e temos, hoje , um comando no futebol de quem entende do assunto, de quem não deixará a política entrar e contaminar o ambiente do CT da Barra Funda.

Com as contratações que certamente serão feitas, com a estrutura que temos, com essa corrente que Raí e Ricardo Rocha farão em torno do elenco, com a torcida nota um milhão que tivemos este ano, tenho certeza que 2018 nos trará alegrias e o São Paulo será recolocado no patamar de onde nunca deveria ter sido tirado.

Que o ano que chega seja repleto de conquistas, é também o que desejamos a todos os nosso amados leitores, são-paulinos queridos.

Temos que definir o que queremos: disputar títulos ou para não cair

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, leio, rigorosamente, todos os comentários postados pelos leitores do site e, por mais democrático que seja o espaço, às vezes fico pensativo em relação a algumas posições. Isso reforça, inclusive, o sentido democrático do espaço, pois mesmo eu não concordando, não abro mão da intocável permissão para que todos possam expor seus pensamentos.

A pergunta que lanço, então, é a seguinte: queremos montar um time para disputar títulos em 2018 ou para, mais uma vez, participar dos campeonatos e lutar contra o rebaixamento, como foi em 2017?

Muitas vezes nos pegamos apenas analisando a questão política e nos esquecemos do que interessa, que é o time. Se há alguém nesse momento que deve ser observado, e ser dado o devido tempo para que ele se encaixe na função, é Raí. E, naturalmente, as atitudes de Leco em relação às contratações. De resto,  pouco – ou nada – vai adiantar qualquer discussão.

Não tenho dúvidas em afirmar que a unanimidade dos leitores -e posso dizer da torcida – quer um time competitivo para o próximo ano. Só que nós, torcedores, principalmente são-paulinos, somos muito chatos. E perceba que me incluo nessa casta.

Quando o clube foi atrás de Marcinho, Denilson e outras pérolas, criticamos por serem jogadores dignos de uma série B. Quando Edimar foi contratado em definitivo, criticamos porque não é um lateral para ser titular de um time que pretenda disputar títulos. Ao sabermos das negociações para a contratação do goleiro Jean, pau para todo lado. Eu critiquei pelos valores, não pela qualidade, pois o vi jogar muito pouco e não me sinto apto a fazer qualquer análise técnica. Mas todas essas críticas foram feitas porque entendíamos – e estou generalizando – que mais uma vez iríamos sofrer em 2018.

Aí vieram as notícias de fim de ano: Jucilei comprado e contrato assinado por quatro anos, Gabigol como uma chance real e Scarpa, com Raí indo ao Rio de Janeiro para entrar de cabeça na negociação. Então parte dos leitores começou a achar que o Jucilei é muito velho e não terá mercado daqui a quatro anos, que Gabigol é indisciplinado e, se não conseguiu jogar na Itália e em Portugal, não vai conseguir jogar aqui, e que Scarpa é muito caro para nossos padrões; Diego Souza é velho, não aguenta mais nada.

Ora bolas: se contratamos as “perebas”, induzimos a série B a caminho; se estamos negociando com jogadores em nível de Seleção, não devemos gastar dinheiro. Temos que definir um rumo. Jucilei foi unanimidade durante a temporada. Eu gritei várias vezes no Jornal Tricolornaweb que Vinicius Pinotti tinha obrigação de se virar e fazer o que fosse para ter Jucilei em definitivo. Muitos leitores, a imensa maioria, me apoiaram. E isso foi feito. Agora vejo críticas por fazer contrato de quatro anos, e outras mais. Ele tinha dito que seu passe deveria custar 6 milhões de euros. Foi comprado por 1,5 milhão de euros. E ainda reclamamos?

Preferimos ter Marcos Guilherme, com Maicosuel entreando em seu lugar durante o jogo ou Gabigol, com Marcos Guilherme sendo opção?  Preferimos ter Diego  Souza como opção a Marcos Guilherme, Hernanes e Cueva – que vai para a Copa do Mundo e desfalcará o São Paulo durante três meses – ou Lucas Fernandes, Shaylon ou Araruna? E Scarpa? Não encaixa nesse time? Sei que são só 11 que jogam, mas para disputarmos títulos, temos que pensar em elenco, não em time.

Mas e o dinheiro para tudo isso? O problema não é nosso, mas sim de quem está no comando do clube. Nossa obrigação é gritar e cobrar um time decente. Quem dirige tem que acatar nossos anseios.

Espero que entendam o debate. Nunca vou criticar um leitor que pensa de forma diferente da minha, mas acho que temos que ter coerência em nossas posições: queremos um time campeão ou um lutando para não cair? Essa é a pergunta e a resposta está em cada um de nós. A minha é clara: eu quero ganhar títulos e que se virem com as finanças.

Raí na diretoria de futebol é uma aposta certa

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, acho que Leco acertou em cheio na indicação de Raí como novo diretor de Futebol do São Paulo. É um cara do meio, respeitado por todos, ídolo e que já andou junto com dirigentes do Paris Saint Germain, por exemplo e, até por atividades empresariais que exerce, não pode ser julgado como um leigo para dirigir o departamento.

Antes que pensem que vim aqui levantar a bandeira em defesa do Leco, quero que saibam que não é do meu feitio esse tipo de atitude. Mas também não esperem que eu vá, nesse momento, soltar a alavanca da guilhotina. E espero em minha análise, neste que será, por si próprio, a opinião do Tricolornaweb, não ser contraditório ou defender por estar do lado da diretoria, nem atacar por estar do lado da oposição.

Começo lá por trás. A maioria massacrante da torcida do São Paulo não aguentava mais  Rogério Ceni. No início foi um glamour, todos entendendo que era uma aposta, mas acertada. No meio do caminho, aqui mesmo no Tricolornaweb, a cada dez comentários, nove pediam sua saída, sob o risco de sermos rebaixados. Quando Rogério Ceni foi demitido, alguns mesmos que pediam sua saída passaram a direcionar críticas à diretoria, pois Rogério Ceni era o M1TO. Conversei com pessoas muito próximas ao presidente e elas me falaram que o dia da decisão e comunicação da demissão de Rogério foi o mais difícil vivido nas últimas décadas no clube.

Quando Vinicius Pinotti foi indicado para a diretoria de futebol, fui cobrado aqui para externar minha opinião sobre a nova diretoria. Disse que era preciso esperar, mas que a princípio não via essa indicação com bons olhos. Pinotti desmontou o time em pouco tempo. Vendeu Luis Araujo, David Neres, Thiago Mendes, Lyanco, enfim foi uma liquidação. Trouxe jogadores como Denilson, Marcinho, Morato e alguns outros que foram dignos da nossa irritação. Mas trouxe Arboleda, Petros, Hernanes, Marcos Guilherme, jogadores de ponta, que fizeram a diferença e, sob o comando de Dorival Junior – que também foi ele quem trouxe – fizeram do São Paulo o vice-campeão do segundo turno do Brasileiro, um ponto atrás da Chapecoense.

Há, então, que se considerar que Pinotti não foi de todo um desastre. Montou uma boa comissão técnica, que conseguiu dar fôlego ao time, mas já começava a dar sinais de as coisas andariam mal no início de 2018. As contratações de Edimar em definitivo e Jean, goleiro do Bahia, a volta de Reinaldo, a falta de perspectiva de um grande nome e a iminência de perdermos alguns, como Cueva, Arboleda, Militão, o colocavam em xeque.

A torcida do São Paulo, em sua imensa e massacrante maioria, queria Pinotti fora do futebol. E zagueiro do Arquidiocesano era ridicularizado em todos os cantos, também no Tricolornaweb. Todos diziam que tinha que ser alguém do ramo. Nomes como os de Muricy Ramalho, Diego Lugano, Edimilson, foram citados várias vezes. Raí foi esquecido nessa lista. Mas que experiência eles tem que o Raí não tem? Oras, por que agora alguns começam a lamentar a saída de Pinotti e pedir para Raí não aceitar o convite, pois irá manchar sua imagem? Ou mudamos agora, ou continuaremos três anos lutando contra o rebaixamento. Só que uma hora caímos.

Quando recebi o contato ontem da fonte que me falou sobre a demissão do Pinotti – e contou o motivo – e a indicação de Raí, até perguntando minha opinião, fui taxativo: grande notícia. Perguntou se eu apoiava o nome de Raí. Respondi de pronto que sim, era também o meu nome.

Entramos, então, na indicação. Raí não me parece ser uma pessoa que se preste a ser figurativo. A ingerência de Leco no futebol terá que ser contida. Aliás, estarei aqui para denunciar se houver atropelos. Raí vai se cercar de executivos que lidam diretamente com este meio. É um nome que me inspira confiança em todos os sentidos, seja no sãopaulinismo, na ética, no profissionalismo e no caráter. Portanto, estou apoiando integralmente a decisão de Leco e, principalmente Raí em sua nova função. Não adianta torcer pelo quanto pior melhor, para pegar os bons nomes que temos e afastá-los do clube apenas para Leco se afundar um pouco mais. Também é inócuo criar campanhas de Fora Leco, porque ele só sairá em dezembro de 2020. Então que mude a diretoria enquanto é tempo.

O regime do São Paulo é presidencialista. Portanto Leco até poderia negociar Pratto sem o conhecimento de Pinotti. Mas Pinotti não poderia contratar um técnico sem o conhecimento do presidente. É o tal negócio do imoral, mas não ilegal.

Respeito a opinião de todos e entendo, mais do que nunca, que o debate de ideias é de suma importância nesse momento. Mas é inegável que todos queriam mudanças na diretoria. Elas começaram a acontecer. Nos resta torcer que o caminho seja o correto, porque 2017 não pode ser repetido em 2018.

Último jogo do ano teve a cara do time do ano todo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo empatou com o Bahia em pleno Morumbi, com mais de 60 mil pessoas gritando, empurrando, mas foi a cara do time que disputou todo o Campeonato Brasileiro: sem vontade, jogando por jogar, e esbanjando ruindade. Nem para retribuir o carinho desta torcida, que foi, seguramente, a única coisa positiva do clube neste ano, esses jogadores serviram.

Já tinha feito isso em editorial passado, mas agora, terminado campeonato, preciso repetir meus agradecimentos: obrigado Leco, Roberto Natel e Pinotti! Vocês não permitiram que o São Paulo caísse. Devem estar nesse momento em que escrevo este comentário comemorando com espumante e vinho francês em algum restaurante de São Paulo o final do campeonato e do ano, respirando aliviados pela missão cumprida. Devem, também, estar orgulhosos de ver a tabela e perceber que o campeão foi o Corinthians, o vice foi o Palmeiras e o terceiro colocado o Santos. É. Nós ficamos com a honrosa décima-terceira posição. Nada mal para quem patinou quase o campeonato inteiro entre 17º e 19º lugar. Conseguimos ficar atrás de times patéticos como Atlético-PR e o catado da Chapecoense, sem contar Botafogo e Vasco.

Preciso salientar aqui, sem ironias, o brilhante papel do Marketing na homenagem final a Lugano e no que foi preparado para a torcida, com ingressos a R$ 1,00 (com os patrocinadores pagando a diferença), 60 mil bandeirinhas e 2.500 ingressos para um parque de diversões. Afinal, se há alguém que merece qualquer tipo de homenagem e reverência neste ano é a nossa torcida. Para nossa sorte, o Marketing não entrou no padrão do Futebol e da presidência.

Li outro dia que 2017 era para se jogar no lixo e esquecer que ele existiu. Mas li também que deveria ser guardado em nossa memória para todo sempre, para nunca repetirmos o que ele foi e o que nos reservou. A incompetência administrativa superou todos os parâmetros de ruindade. O São Paulo funciona como uma empresa – assim, ao menos, faz entender o novo estatuto -, mas não pode demitir seu principal administrador por incapacidade ou por má administração. Portanto, salvo alguma denúncia séria de improbidade administrativa, não existe a possibilidade de “Fora Leco”.

Mas na gestão do futebol acho que já sofremos o que tínhamos que sofrer. As mudanças devem acontecer a partir de agora. Lugano, por exemplo, não tem que ter um cargo figurativo para impor respeito. Para isso bastaria pendurar um quadro com sua foto no vestiário. Ele deve assumir a principal função executiva do futebol. Ou, quiçá, formar uma parceria com Muricy Ramalho. Com isso quero dizer que o tempo de Vinicius Pinotti na diretoria acabou. É bem na base do “tchau querido”.

Então vão me dizer que ele trouxe o Hernanes, o Petros, o Marcos Guilherme, o Arboleda, está tentando manter o Jucilei. E eu vou lhes dizer que ele trouxe o Marcinho, o Denilson, o Thomas, e outras aberrações.

Se ficasse nesse balanço, eu até ficaria quieto. Mas agora praticamente se confirma a contratação do goleiro Jean. Pelo jogo de hoje – e é por onde eu posso analisá-lo, vai ser infernal. O cara furou num chutão que ia dar, foi imaturo ao defender uma bola recuada – que originou o gol do São Paulo – e cobrou mal uma falta propiciando um contra-ataque, que só não resultou em gol por culpa exclusiva da arbitragem. Quem seria o empresário do Jean? Por que razão pagar R$ 10 milhões para ter 70% do passe deste jogador? Já falei no Jornal Tricolornaweb algumas vezes e vou falar aqui: tem um mosquitinho voando baixo, passando pelo meu ouvido, pelo meu nariz, cheirando mal. Estou indo atrás dessa história. Não engoli o prato feito.

O ano terminou, com um empate melancólico no Morumbi contra o Bahia, refletindo o que foi nossa campanha. O time entra em férias. O Tricolornaweb não. Para o desespero de alguns.

 

Diretoria recebeu torcedores e ficou numa saia justa

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, esperei a reunião da diretoria com os torcedores – e suas consequências – para me posicionar em editorial, não obstante o tenha feito já, com muita veemência, no Jornal Tricolornaweb, nas edições de terça e quarta-feira.

Por princípio sou contra esse tipo de encontro. Entendo que presidente tem que presidir, diretor tem que dirigir, jogador tem que jogar e torcedor tem que torcer. O presidente e o diretor tem suas salas, os jogadores o campo e os torcedores a arquibancada, numerada e cativa.

Mas vamos por dois caminhos, analisando os fatos. Quando o time estava naquela pindaíba doida, onde todos entendiam que a queda era iminente, os torcedores pediram uma reunião com a diretoria e os jogadores, o encontro foi marcado, e tudo ocorreu na mais absoluta paz e harmonia. Líderes do elenco, como Hernanes, Lugano e Petros, receberam os torcedores, que foram avisá-los que abraçariam o time.

A torcida cumpriu o que prometeu. A partir daquele dia passamos a lotar Morumbi, Pacaembu, Serra Dourada, enfim, fosse o estádio que fosse, a torcida estava presente e em peso. Ouso dizer que foi a melhor coisa que tivemos este ano. Nossa torcida deixou de ser modinha – para mim nunca foi, mas assim era taxada – e mostrou que existe, que vai na boa e na ruim, que está com o time em qualquer situação. Mas prometeu cobranças quando tudo terminasse.

Foi positivo aquele encontro? Sim, muito positivo, apesar de, continuar afirmando que, por princípio sou contra e acho que não deveria ter ocorrido.

Agora um grupo de torcedores vai à diretoria e apresenta uma pauta de reivindicações. Aprovo todas elas, e com louvor. Mas o fato da diretoria ter recebido esse grupo e, consequentemente a pauta, a deixou em maus lençóis.

Vejamos o que diz o último parágrafo do documento: “Presidente, iremos monitorar todas essas solicitações e queremos um retorno de todos os itens. Não deixaremos isso ser engavetado e não mais permitiremos amadorismo no SPFC. Chega de lutarmos na parte de baixo da tabela. Queremos e exigiremos títulos!”

O que o presidente fará? Contratará Pato e Lucas, abrirá todas as contas, terceirizará o Marketing, trocará sua diretoria, reformará o Morumbi? Ou vai dizer que não tem dinheiro para contratar esses jogadores, que o Marketing vai muito bem, obrigado, e que a diretoria é formado de profissionais acima da média, principalmente no futebol?

Percebam que se Leco aceitar os pedidos a grande imprensa vai falar que a torcida está administrando o São Paulo. Se não acatar, dirá que o presidente virou as costas para a torcida. Essa é a consequência imediata desta reunião. Muitas vezes o diálogo acaba extrapolando sua razão de ser e envereda por um caminho cheio de obstáculos e armadilhas, apesar de ser sempre imprescindível.

Quero ver como a diretoria vai se sair dessa situação, até porque, como órgão de imprensa que é o Triucolornaweb e torcedor apaixonados que somos, seremos os primeiros a cobrar as respostas, a não deixar a pauta ser jogada para baixo do tapete.

Que se vire quem fez a besteira.

A base mostrou que pode ser aproveitada

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a vitória do São Paulo contra o Coritiba mostrou que a base pode e deve ser aproveitada. Não quero dizer com isso que seremos campeões de tudo se usarmos só a base, mas entendo que a diretoria começa a agir no sentido correto ao não renovar contratos de empréstimo de Marcinho, Denilson e outros mais e aproveitar, por exemplo, Brenner e alguns outros garotos.

Araruna hoje jogou ha sua real posição. Não podemos compará-lo a Petros, mas entendo que pode ser um bom reserva para 2018, como volante. Como lateral, vamos esquecer, porque ele não consegue se adaptar.

Já Militão arriscou um pouco mais o ataque, deu um drible desconsertante em Thiago Carleto  numa jogada, marcou o gol de cabeça, enfim, vai se adaptando ao setor. Ainda acho que precisamos de alguém melhor, lateral nato, que saiba marcar e ir à frente, como fazem os alas modernos. Mas Militão será peça importante no elenco.

O São Paulo, neste domingo, foi visivelmente prejudicado pela arbitragem. Não sei se intencionalmente ou não, mas o fato é que Anderson Daronko, que se aproveita do porte físico que possui para atemorizar jogadores, inventou um pênalti que, tenho certeza, se não foi de pura intenção, o deixará com vergonha de ter marcado. Pior são esses árbitros de linha de fundo que não enxergam nada e quando dão palpite, o fazem errado.

O São  Paulo, portanto, ganhou da arbitragem e do Coritiba, virando sobre os dois. Não nos cloca na porta da Libertadores, porque os resultados do final de semana não foram favoráveis ao Tricolor. Mas nos garante na Sul-Americana que é o máximo que esse elenco merece.

A semana foi importante na movimentação dos bastidores. A provável contratação de Ibarra, atacante da Seleção do Equador, me parece interessante; o avanço das negociações para a aquisição de Jucilei, ou prorrogação do empréstimo por mais um ano, também é alvissareiro;  outro ponto, que citei no início do comentário, é a liberação de jogares que não estão sendo aproveitados ou que não conseguiram render o que se esperava com a reposição sendo feita pela base. Me parecem grandes notícias.

Também temos que reconhecer que Dorival Jr acabou aprovado. Por mais que tenha cometidos alguns erros crassos em substituições, seja por demora ou por trocas erradas, levou o time a uma das melhores campanhas do segundo turno. Certamente com esse trabalho – e esses jogadores – desde o início do Brasileiro, hoje estaríamos vivendo um situação bastante diferente.

Não sou do time de quem manda técnico embora por nada. Fui um dos últimos a levantar bandeira de que Rogério Ceni não dava mais. Vou lembrar que Juvenal Juvêncio, apesar de todos os males que causou ao São Paulo, bancou Muricy Ramalho quando todos os conselheiros e diretores o queriam demitido, entre os quais o então diretor de Futebol, Leco. E o resultado foi o tricampeonato Brasileiro.

Não acho Dorival Jr o melhor técnico do mundo. Ao contrário, tem muita gente muito melhor do que ele. Por exemplo, Cuca, que está no mercado. Mas pela campanha que fez, por ter encontrado o time e agora ter tempo de planejar o ano que vem, defendo sua permanência e que ele seja ouvido nas contratações, pois entende muito mais de futebol do que quem jogou na zaga do Arquidiocesano.

E que esse planejamento já comece amanhã, porque estamos bastante atrasados em relação aos nossos adversários.