Vitória com raça para compensar a falta de ataque mais efetivo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo conseguiu uma vitória difícil no Morumbi, neste domingo. Quando todos esperavam um jogo tranquilo, o time teve que ter muita raça para vencer a partida por 1 a 0 diante do Sport.

É fato que o goleiro Magrão foi o melhor homem em campo, fazendo defesas impressionantes. Mas não é menos verdade que nossos atacantes não podem desperdiçar tantas oportunidades. E cito aqui duas delas, ocorridas no primeiro tempo: a com Willian José e a com Ademilson. Por mais que o goleiro adversário tenha jogado muito bem, aí está mais para gol perdido do que outra coisa.

Reconheço que o chute de fora da área do Jadson, a cabeçada do Toloi, o chute do Cícero e alguns outros lances foram mérito dele. Até o chute de Douglas, que bateu no travessão e encontro Ademilson sozinho, dentro da pequena área, foi uma defesa monstruosa. O impedimento fora (muito mal) marcado e o gol anulado, pois a bola entrou na sequência.

O time, no entanto, está mostrando mais padrão de jogo, toque de bola envolvente e jogadas que terminam dentro da área. Falta um pouco mais de pontaria para o nosso ataque.

Aliás, Willian José não pode jogar. Tem que se reciclar para ver se ainda pode jogar no São Paulo. Por incrível que pareça a entrada do Cícero fez o ataque ficar mais efetivo e novas chances de gol foram criadas. O gol, inclusive, saiu de uma jogada do próprio Cícero.

Lá na defesa, nosso grande problema, as coisas vão se acertando. Pela terceira partida consecutiva gostei no trio de zagueiros. Acho que João Filipe está em grande momento, Rafael Toloi está dando conta do recado e Rhodolfo, nós já sabemos, é o melhor zagueiro que temos. Com Rogério Ceni no gol, tudo está voltando ao normal e aquela luz no fim do túnel que eu comecei a ver, está cada vez mais forte e mais brilhante.

Vamos aguardar os próximos capítulos, mas gostei do que vi nestes últimos três jogos.

Vitória em Salvador ratificou a importância do M1TO!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo voltou a vencer, desta vez em Salvador, em jogo válido pela Copa Sul-Americana. Com os 2 a 0 sobre o Bahia o Tricolor pode até perder por um gol de diferença, no Morumbi, que estará classificado para a próxima fase.

O gol marcado por Rogério Ceni, somado às duas defesas fantásticas que fez durante o jogo ratificam a importância que ele tem para o elenco. Isso já pode ser observado na partida contra o Flamengo, no último domingo, quando ganhamos por 4 a 1 e a defesa foi impecável. Ontem, de novo, o sistema defensivo funcionou muito bem.

O esquema montado por Ney Franco, retomando o 3-5-2, aliado a ausência – definitiva – de Fernandinho, proporcionaram maior mobilidade para nossos laterais, que são verdadeiros alas. Com isso o futebol de Cortez cresceu a ponto de ser, em Salvador, o melhor jogador da partida. Senti apenas que Douglas ficou muito preso e quem saiu mais foi João Felipe. Aliás, com autorização de Ney Franco, tanto João Felipe quanto Rafael Toloi e Rhodolfo têm descido com constância para o ataque.

Jadson é outro jogador que cresceu muito e está começando a chamar o jogo para si. Com isso o passe sai com mais qualidade para o ataque. O problema é que Luis Fabiano sentiu nova contratura na coxa e deverá ficar fora do time por algumas partidas. Vai sobrar Willian José, já que Lucas ainda está na Seleção. Vai ser dureza.

Mas o time está, aos poucos, conseguindo os resultados. É fato que jogamos contra times fracos. E domingo tem outro pela frente. Entretanto isso vai dando moral e confiança aos jogadores, o que é fundamental para a sequência dos dois campeonatos.

Gostei da apresentação de Salvador, assim como já tinha gostado de domingo. Espero o repeteco contra o Sport. E o ano vai ficando menos perdido do que parecia estar há alguns dias.

Enfim, uma tarde de gala no Morumbi

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, há tempos não voltava do Morumbi, o Templo Sagrado do Futebol, com a sensação de ter visto um grande jogo, com o São Paulo fazendo o que um time grande deve fazer dentro de sua casa: esmagando o adversário.

Sei muito bem que essa vitória não pode apagar os erros do passado, as bobagens feitas pela diretoria do Tricolor, a limitação do nosso elenco e todos os problemas que temos passado este ano. Mas também não podemos deixar de reconhecer que hoje o time teve raça, vontade, determinação, técnica e ganhou como quis do Flamengo.

E não me venham falar que o Flamengo está caindo pelas tabelas, que o time é fraco, que isso e aquilo. Ao que me consta o time estava completo e de técnico novo. Portanto, a camisa que estava do outro lado era a do Flamengo, com seu time titular. Logo, a vitória foi magnânima.

A volta de Rogério Ceni foi fator fundamental para que o time se arrumasse em campo. Faltava uma liderança. Um amigo me falou, que eu tenho que concordar: Luis Fabiano é ótimo, mas ele não é líder. Só serve para ser liderado.

Rogério Ceni botou ordem na defesa. Não poucas vezes saiu da área, foi até o meio de campo, deu muitas orientações. Lançou bolas com perfeição, armando muitos contra-ataques. É fato que está fora de ritmo e sem reflexo. Teve uma saída errada do gol. Mas a simples presença do capitão faz com que os jogadores sintam mais força e dêem mais de si.

A defesa fez a melhor partida do ano. João Filipe sua melhor partida com a camisa do São Paulo; Rafael Toloi também. E Rhodolfo reeditou grandes atuações.

Jadson bateu um escanteio certeiro, na cabeça de Luis Fabiano, fez um gol e deu velocidade ao time. Longe de ser o 10 que precisamos, não podemos fechar os olhos para sua atuação nesta tarde.

E Luis Fabiano? O que dirá, agora, a torcida (In)dependente? Colocará o rabinho entre as pernas e procurará outro para encher o saco. De torcida assim o São Paulo não precisa e Luis Fabiano provou, sem precisar provar nada, que é artilheiro e está lá para conferir os gols. Fez dois e participou diretamente da vitória do Tricolor.

Aos poucos o time vai se acertando e Ney Franco vai dando o ritmo que pretende dar, com a forma de jogar que lhe é peculiar, aos jogadores. E,  mesmo com o trabalho ainda no começo,  já é possível ver um time que toca mais a bola, que marca com a linha de meio de campo avançada e que sabe o que fazer com a bola.

Agora o foco é a Sul-Americana na quarta-feira, mas sem tirar da mente que estamos no bloco da frente do Brasileiro e que, ainda que de forma um pouco otimista, o ano não está totalmente perdido para nós.

Dia de festa e volta por cima

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo enfrenta o Flamengo nesta tarde, no Morumbi, num dia de muita festa, pois marca a volta do Mito, do nosso capitão, Rogério Ceni. E pode marcar, também, a volta por cima do time no Campeonato Brasileiro e uma arrancada por dias melhores neste ano.

É até engraçado falarmos em volta por cima, afinal o São Paulo está no pelotão da frente da tabela de classificação e tem uma campanha que não pode ser considerada tão ruim assim. Só que a pressão que temos pelo título é muito grande. Depois de nossos adversários diretos terem ganho títulos este ano, como Campeonato Paulista, Copa do Brasil e Libertadores, aumentou nossa obrigação de conquista.

O grande problema foi a derrota da última quarta-feira para o Atlético-GO. Ganhamos um jogo fora, contra o Figueirense e, tivéssemos ganho em Goiânia, agora com duas partidas dentro de casa – Flamengo e Sport – estaríamos em ótima situação no Brasileiro, conquistando as vitórias.

Mas há tempo de recuperar. E esta recuperação passa por esta tarde, onde a vitória contra o Flamengo é extremamente importante e, diria, obrigatória.

Além da volta de Rogério Ceni, que certamente trará tranquilidade ao time e liderança dentro de campo, teremos Luis Fabiano e ao seu lado Ademilson, que em dois jogos que começou jogando marcou dois gols. Isso é esperança de que o ataque funcione. O trio defensivo formado por João Felipe, Rafael Toloi e Rhodolfo, partindo-se do princípio que Ney Franco vai adotar, mesmo, o 3-5-2, me parece ser a melhor defesa que temos.

Não me preocupa tanto a ausência de Douglas. Por mais que esteja em boa fase, entendo que Rodrigo Caio pode dar conta do setor e, principalmente ajudar mais o sistema defensivo, que tem sido o grande problema do São Paulo.

Espero um grande público no Morumbi. Para mais de 30 mil pessoas. E espero apoio do começo ao fim do jogo. Que deixem as vaias para o final, se o time merecer. Não admito que a torcida comece vaiando no primeiro lance errado que houver, logo no início do jogo.

Então, à vitória, Tricolor!

Da humilhação à redenção? Menos, menos!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo saiu derrotado de Goiânia por 4 a 3, nesta noite de quarta-feira. Poderia ter saído humilhado, não fosse um segundo tempo um pouco melhor onde quase chegou ao empate, depois de estar perdendo por 4 a 1.

O estranho é ouvir a entrevista de Ney Franco, após o jogo. Dá a impressão que ganhamos. Não, meu amigo técnico, não fomos humilhados, mas não houve qualquer redenção. E mesmo que tivesse empatado. E mesmo que tivesse virado e vencido, não deixar de ser criticado, porque um time que se julgue grande e tenha a ambição de disputar o título (chega a ser risível essa ambição), não pode tomar quatro gols de qualquer time, principalmente do lanterna do campeonato e que certamente estará rebaixado no final do ano.

A defesa do São Paulo foi grotesca com Emerson Leão, desde o início do ano, e continua uma farsa. Edson Silva, Paulo Miranda, Bruno Uvini, João Filipe, Rafael Toloi e até Rhodolfo não servem para jogar ao lado de zagueiros que por aqui passaram, como Miranda, Lugano, Alex Silva, André Dias, Fabão, apenas para citar alguns. É claro que não cometeria a infâmia de colocar nessa relação Oscar, Dario Pereyra e Roberto Dias.

Nossa zaga é sofrível por baixo e medíocre por cima. Não intercepta uma única bola alta. É lenta, não tem posicionamento, é ruim mesmo. O pior é que a tal torcida Independente, que se julga representante dos torcedores do São Paulo, prometem protestar contra Luis Fabiano, o artilheiro do time no ano. O que é que vocês pensam da vida, caras pálidas?

Aliás, por falar em protesto, Paulo Miranda foi sacado de dentro da concentração antes de um jogo importante pela Copa do Brasil, responsabilizado pela derrota para o Santos, no Campeonato Paulista; Emerson Leão foi demitido, responsabilizado por derrotas e desempenho ruim do time. E agora, quem será responsabilizado?

Quem deveria ser, Juvenal Juvêncio e sua “gloriosa” diretoria, continuam inabaláveis, intocáveis. O diretor de futebol, Adalberto Baptista, em entrevista após o jogo criticou a arbitragem – de fato o pênalti não aconteceu – e o anti-jogo do Atlético. Imaginem se o time goiano tivesse jogado aceso o tempo todo. Perderíamos de 10? É mais fácil para o nosso diretor criticar a arbitragem e o adversário para tentar mudar o foco, pois é difícil reconhecer que nosso elenco é muito limitado e que as contratações feitas este ano foram absolutamente falhas.

Mas a soberba da nossa diretoria não permite essa constatação. Então vamos continuar sofrendo jogo após jogo, humilhados aqui, satirizados acolá, vendo nossos adversários brigarem por títulos, outros que já comemoraram suas conquistas este ano, e nós seremos meros participantes de um campeonato. Ou dois. Afinal, semana que vem tem a Sul-Americana e eu estou com medo de ser eliminado, logo de cara, pelo forte Bahia.

Vitória esta noite é possível e viável

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo tem amplas condições de conquistar mais uma vitória fora de casa nesta noite. Em Goiânia, contra o Atlético-GO, o Tricolor pode repetir o feito de domingo, em Florianópolis.

Em campeonatos por pontos corridos, longos como é, por exemplo, o Brasileiro, podemos fazer uma conta simples: um time, para ser campeão, deve, na média, ganhar todos os jogos em casa e empatar todos fora. Alguns jogos fora, no entanto, são para ganhar. E o de hoje, como foi o de domingo, serve para isso, pois nos dará uma gordura ao longo do campeonato. Para alguns, gordura para disputar o título. Mas outros, para evitar riscos com o elenco que temos.

Mais uma vez não teremos Luis Fabiano. Ele volta domingo, contra o Flamengo. A dupla de ataque será formada por Willian José e Ademilson. O esquema será o 3-5-2,mantido o que deu certo no final de semana. Entra Edson Silva – esse é o meu medo – no lugar de João Filipe, suspenso. No meio jogam Denilson, Maicon e Jadson e assim vamos tentar construir mais uma vitória.

Concordo que o elenco do São Paulo é bastante limitado, mas estamos numa boa posição do Brasileiro e, quem sabe, Ney Franco não acerte esse time e o Tricolor consiga chegar onde nenhum torcedor imaginaria. Nem mesmo a diretoria acreditaria.

Então vamos fazer aquilo que nos resta: torcer por uma apresentação, no mínimo, decente, com vontade e amor à camisa, para conseguirmos um bom resultado.

À vitória, Tricolor!

De Londres, Lucas elogia time e compara Ademilson a anão de filme

Se não fala sobre negociações – o jornal inglêsDaily Mirror diz que ele foi vendido ao Manchester United por R$ 82 milhões –, Lucas usa seu Twitter para fazer graça e celebrar a vitória do São Paulo sobre o Figueirense. Neste domingo, o foco foi Ademilson, autor do primeiro gol tricolor.

De Londres, o camisa 7 da Seleção Brasileira que disputará as Olimpíadas comparou o camisa 29 do São Paulo ao ator Marlon Wayans, que interpreta um anão confundido com um bebê no filme “O Pequenino”, comédia que esteve nos cinemas em 2006.

“Galera, vocês já assistiram aquele filme “O Pequenino?”. Digam aí se o anãozinho não é idêntico ao Ademilson”, escreveu Lucas em sua conta pessoal no microblog, relatando risos em sua publicação.

Brincadeira à parte, o jogador, que ainda não atuou sob o comando de Ney Franco no Tricolor e pode nem jogar caso seja confirmada oficialmente a sua saída para o Manchester United, celebrou o primeiro triunfo do time com o técnico.

“Feliz demais com a vitória do Tricolor hoje (domingo). O time jogou muito. Estou mais feliz ainda com o primeiro gol do meu parceiro Ademilson”, falou o meia-atacante, que depois da partida escreveu no Twitter “Vamos que vamos Tricolor”.

O meia Mirray, que atuou nas categorias de base com Ademilson, também fez festa em seu microblog. “Que felicidade ver o Ademilson fazendo gol. Tive o privilégio de jogar com ele um bom tempo. Fico feliz por ele. Parabéns”, comemorou o jogador, ainda à espera de chance entre os profissionais.

Vitória para dar minutos de paz ao São Paulo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo venceu o Figueirense, em Florianópolis e vai ter, ao menos, um pouco de paz e tranquilidade para o próximo jogo, que também é fora, contra o Atlético de Goiás.

Sei perfeitamente que não é uma vitória contra o fraco Figueirense que vai mostrar que o caminho está certo. Mas parece cada vez mais evidente que o time só se acha quando joga no 3-5-2. E detalhes, como um gol logo a 48 segundos de partida, acabam ajudando a fórmula dar certo.

Com três zagueiros Denilson ficou muito menos sobrecarregado, e pode fazer uma grande partida, flutuando à frente da área, saindo para o jogo e até, em algumas vezes, chegando ao ataque. Com isso Maicon pode entrar e ajudar na melhoria do toque de bola, sem ter aquela necessidade prioritária de ser volante. O resultado foi o São Paulo dominando a maior parte do jogo, ainda que não jogando um futebol convicente.

Faltou a progressão melhor dos alas, que tiveram espaço e chance para isso, mas não acertaram um único cruzamento, nem mesmo realizaram jogadas de linha de fundo. Também senti que o trio de zaga do São Paulo se fortaleceu e não deu chances ao Figueirense. Rafael Toloi soi uma grata surpresa jogando pelo meio da área e João Filipe, sem achar que é craque e jogando sério, controlando bem o seu setor. Rhodolfo, como de costume, foi muito bem.

Por isso a vitória do São Paulo foi absolutamente justa e o time recupera-se da derrota que teve, no Morumbi, para o Vasco da Gama na última rodada. Se conseguir nova vitória contra o Atlético Goianiense, certamente ficará embutido no bolo que se formou na parte da frente do Brasileiro.

Vamos, como sempre, acreditar. Afinal, somos o clube da fé!

O alvo dos protestos tem que ser o verdadeiro culpado pelo fracasso

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, me causou espanto a reação da Torcida Independente na última quarta-feira, no gelado Morumbi, quando resolveu xingar o presidente Juvenal Juvêncio. Sim, porque até então todos eram criticados, desde o técnico, passando pelos jogadores e chegando aos funcionários. Mas havia um silêncio absoluto em relação ao mandatário máximo do Tricolor.

Surgiu uma denúncia na imprensa dando conta que um dirigente, antes do jogo contra a Portuguesa, teria dado R$ 20 mil para que torcedores direcionassem críticas ao técnico Emerson Leão e poupassem o presidente. Será que agora faltou o pagamento? Ou a Independente fez isso para forçar uma nova “conversa”?

Outro alvo de uma extrema minoria – felizmente – foi Luis Fabiano. Temos Edson Silva, Paulo Miranda, Cícero, Willian José, Maicon e tantos outros que não servem para nada, mas visam Luis Fabiano, que, queiram ou não, tem uma média espetacular de gols este ano com a camisa do São Paulo.

Dizem alguns que ele não ganhou nenhum título com o São Paulo. Só quero lembrar a estes que Rogério Ceni, nosso mito e maior ídolo, ganhou o primeiro título importante do São Paulo em 2005, 11 anos após ter assumido o gol do São Paulo. Então, nunca é tarde para se alcançar a vitória.

Além do mais, se Luis Fabiano for embora, quem ficará no seu lugar? Willian José? Ademilson? Vamos jogar como o Barcelona – que heresia – sem centro-avante fixo, com Rafinha e Osvaldo abertos pelos lados do campo? Improvisar Cícero como centro-avante? Ou alguém imagina que saindo Luis Fabiano o São Paulo, com esta diretoria vigorosa, vai contratar Messi ou Ibraimovich? Quem sabe Liedson, que está saindo do Corinthians?

Ora meus amigos, vamos raciocinar. Nosso grande problema não está dentro do campo, nem sentado no banco. O problema está localizado numa belíssima sala do Morumbi, sentado atrás de uma mesa, com alguns assessores que só sabem dizer amem a tudo o que ele fala e acha que o São Paulo F.C. é sua propriedade, e de mais ninguém.

Do alto de sua arrogância e prepotência, Juvenal Juvêncio, que fora, talvez, o melhor diretor de futebol que o clube já teve em sua história e um grande presidente na primeira gestão, não percebe que o São Paulo é grande demais para pertencer a alguém. Ele é de uma imensa comunidade, que merece respeito por tudo o que fez pelo clube. Enquanto a torcida ficar procurando culpados onde eles não estão, os desmandos vão continuar acontecendo e o Tricolor vai continuar se apequenando frente aos adversários.

Hoje, sem dúvida alguma, somos a quarta força dentro do Estado de São Paulo. Triste para quem, agora há pouco, era a principal força do País.

 

Com futebol deprimente, derrota para o Vasco foi mais do que justa

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo perdeu na noite desta quarta-feira, em pleno Morumbi, para o Vasco da Gama e se distanciou do G4. Dirão alguns que não temos condição de estar no grupo da Libertadores, mas se estávamos ali, tenho que considerar essa possibilidade. Perdemos o jogo de um adversário direto.

Pior do que a derrota foi a forma, ou a falta de futebol por parte do São Paulo. Fora 15 minutos muito bons, com toque de bola envolvente e pressão sobre o Vasco. Mas os restantes 30 minutos do primeiro tempo e todo o segundo tempo fomos dominados. Parecia até que o jogo era em São Januário.

Pelo que me lembro, pois confesso que assisti ao jogo com um grau profundo de ira, foram apenas duas oportunidades em todo o jogo, em favor do São Paulo: uma com Cícero, cujo chute foi na trave e outra com Luis Fabiano, com a bola passando próxima à trave. De resto, só deu Vasco.

O pior é olhar para o banco e ver quem está ali. Então Ney Franco tira Osvaldo, machucado, e coloca Rafinha. É uma piada; tira João Schimidt, garoto, e coloca João Filipe. Ou seja; fica com 3-5-2 e consegue tomar um gol, onde falha o ala esquerdo, o quarto-zagueiro, o líbero e o goleiro. Ah, para terminar, ainda tira Cícero – que nem deveria ter entrado – e coloca Ademilson, que se esconde atrás da zaga adversária.

Mas quem deveria entrar? Willian José? Maicon? Casemiro?

A prova está aí, meus amigos. O elenco cantado em verso e prosa por Juvenal Juvêncio é medíocre. Ouso dizer que jogamos com o time reserva porque não temos time titular.

Ouvi, outro dia, a confidência de dois conselheiros numa conversa que tivemos no clube. A direção do São Paulo se dará por satisfeita se conseguirmos uma vaga para a Sul-Americana no próximo ano. Não sei se fico contente, por ver que nossa diretoria não é cega, ou se fico extremamente irritado, por ver que a diretoria aceita essa tese e não faz nada para mudá-la. E a mudança depende dela, não de mim o de vocês que estão visitando o Tricolor na Web nesse momento.

O quadro é ruim, muito ruim mesmo. Mas o ano ainda não está perdido. É só a ditador do Morumbi querer que ele consegue recuperar o terreno perdido. O melhor seria a renúncia. Mas como isso é impossível, que venham jogadores à altura do nome do São Paulo FC.