A dúvida entre Paulo Miranda e Paulo Assunção

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o técnico Ney Franco encerra nesta quarta-feira a preparação do time que vai enfrentar o Botafogo amanhã, pelo Campeonato Brasileiro. E carrega uma dúvida a ser desfeita: retorna ao 3-5-2, ficando com Paulo Miranda no time, ou mantém o 4-4-2, permanecendo Paulo Assunção?

São dois Paulos brigando por um lugar, já que Cortez volta ao time, e este Paulo aqui vos fala: para mim fica Paulo Miranda e o time se recompõe no 3-5-2. Explico:

– A dupla de volantes, em minha opinião, será formada por Wellington e Denilson. Só que Wellington está preparado para, no máximo, 45 minutos. Portanto seria arriscado demais colocá-lo no início do jogo. Com Wellington, imagino o time atuando no 4-4-2, pois o poder de marcação à frente da área aumentaria e dispensaria um terceiro zagueiro.

Com essa minha colocação os senhores podem perceber que minha confiança em Paulo Assunção beira o zero, pois prefiro Paulo Miranda no time titular. E, vamos convir, ele não decepcionou nas três partidas em que atuou, principalmente porque foi improvisado na lateral direita e, depois, na esquerda. Formando a linha de zaga com Paulo Miranda pela direita, Rhodolfo pela esquerda e Rafael Toloi na sobra podemos abrir mão da dupla de volantes rigorosamente marcadora e atuar com Denilson, os dois alas, Jadson e mais um meia, provavelmente Cícero, já que Maicon está suspenso.

Seja um Paulo ou seja outro, o fundamental é vencermos o Botafogo amanhã, no Morumbi. Teremos três jogos pela frente onde nove pontos são fundamentais se ainda almejarmos alguma coisa boa nesse Brasileiro: amanhã, contra o Botafogo, domingo contra o Bahia, em Salvador; e na outra semana contra o Internacional, no Morumbi. Sem contar que, na sequência, enfrentaremos o Santos, na Vila Belmiro, sem Neymar, que estará na Seleção Brasileira. E sua ausência será muito mais sentida aos santistas do que Lucas aos são-paulinos.

A hora da arrancada é esta, principalmente por estarmos embalados e com moral elevada após a grande virada de domingo.

Então, à vitória, Tricolor!

Vitória científica com a marca do Fabuloso

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo viveu uma grande tarde de domingo e acabou com o Corinthians, dentro do Pacaembu, de virada, por 2 a 1. Digo acabou porque dominou a partida e não correu risco algum após ter chegado ao empate.

É verdade que os primeiros 15 minutos foram inteiramente do Corinthians. Ele fez o gol logo aos sete minutos, numa bobagem do tamanho do mundo de Paulo Assunção, que tinha a bola dominada e perdeu para Paulinho, pegando a defesa completamente aberta.

Ney Franco fez uma mudança de posicionamento na equipe, passando Paulo Miranda para a lateral esquerda e Douglas para a direita. Com isso ele estancou as descidas de Fábio Santos, porque Douglas apoiava muito e, ao mesmo tempo, teve um marcador eficaz para as descidas de Alessandro. Com isso o São Paulo passou a ganhar a posse de bola, dominar o meio de campo e, sem o apoio efetivo dos laterais por parte do adversário, cresceu no jogo. O gol de empate saiu de uma brilhante jogada de Lucas, que levou a marcação de três jogadores e tocou para Luis Fabiano sozinho, na entrada da área, de frente com o goleiro.

Depois do gol o São Paulo continuou dominando a partida, o ímpeto do Corinthians diminuiu e o jogo ficou bastante equilibrado. Pouca coisa deveria mudar para o segundo tempo, já que, em termos de São Paulo, tudo ia muito bem e eu, já no intervalo, tinha certeza de que a vitória viria.

Começou o segundo tempo e o São Paulo dominando. Como Paulo Miranda não descia, Maicon passou a jogar caindo nas costas de  Alessandro. Lucas tinha mobilidade pelo meio, mas encontrava mais espaço na direita. Com sua velocidade punha em apuros a lenta defesa corinthiana.

O problema do nosso ataque vinha sendo a “linha burra” da defesa corinthiana, e Luis Fabiano ficava invariavelmente impedido. Uma alterativa foram as entradas de Maicon pela esquerda, com lançamentos precisos de Jadson. Maicon perdeu dois gols.

Num desses lançamentos, o endereço foi Luis Fabiano. Saindo no momento certo, deu um drible da vaca no goleiro Cássio e marcou um golaço, o segundo, o da virada, o da vitória do Tricolor.

Com o resultado o Corinthians saiu de forma assoberbada para o ataque, não conseguia produzir nada porque o meio de campo do Tricolor estava bem postado, e abriu espaço para muitos contra-ataques. E até o final do jogo se alguém tivesse que marcar mais um gol, esse alguém seria o Tricolor.

Escrevi, no editorial pré-jogo, que esse seria a Prova dos 9. E o São Paulo passou no teste. Essa vitória vai dar moral e confiança ao time para começar o segundo turno. Se o caminho é longo para ir buscar o título, a vaga da Libertadores pode ser alcançada. E nós vamos nessa direção.

O dia de fazermos “a prova dos 9”

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo tem hoje a oportunidade de mostrar até quando podemos confiar neste time. Um bom resultado no Pacaembu, contra o Corinthians, vai dar a confiança necessária aos jogadores e, também, aos torcedores. Tem sido uma constante nos comentários em nosso site  a ideia – com a qual eu concordo – que só ganhamos de times fracos, dentro do Morumbi. Assim foi com a Ponte, o Sport, o Bahia, e, até, o Flamengo. Mas quando os times são de ponta, percemos. Assim foi contra Internacional, Fluminense, Vasco e Grêmio (estes dois dentro do Morumbi). Entendi a situação como passageira, afinal em nenhum momento tivemos nosso time completo. E vamos considerar que as ausências de Lucas e Luis Fabiano, ou seja, do ataque titular, seriam sentidas em qualquer grande time do mundo. Hoje o time estará completo. Ney Franco já está há algumas semanas comandando o elenco e sabe bem quem pode quem não pode jogar na posição de titular. Não vou considerar aqui Cañete, or ser uma absoluta incógnita, nem Fabrício, que só volta ano que vem. E temos, sim, a ausência de Cortez, porém não considero algo insubstituível. Paulo Miranda entra na lateral direita, posição onde foi muito bem nos dois últimos jogos do Tricolor, com a contusão de Douglas, e este, por sua vez, vai na lateral esquerda, posição onde já jogou quando atuava pelo Goiás. No meio jogam Paulo Assunção, Denilson, Maicon e Jadson. Aqui não se pode falar que falta alguém. Esta é a melhor formação, na visão de Ney Franco. Certamente Wellington vai entrar numa destas vagas, talvez de Paulo Assunção. Mas vou apostar na opinião do técnico. E o ataque com Lucas e Luis Fabiano. O melhor que temos. Portanto hoje não haverá como alegar desfalques ou coisas do gênero para justificar uma hipotética derrota ou má atuação. Espero o time jogando solto, com posse de bola, virando o jogo, com infiltrações pelos cantos, com um Lucas muito inspirado,  o Fabuloso com fome de gols, um Jadson alimentando o ataque, a defesa sendo firme e o meio de campo não dando espaço aos contra-ataques do adversário. Estou confiante e esperançoso de um ótimo resultado no Pacaembu, o estádio de todos. Então, à vitória, Tricolor!

Ganso: ter ou não ter, eis a questão.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, parece que caminhamos mesmo para a contratação de Paulo Henrique Ganso. Será uma questão de alguns milhões a mais para que tudo se concretize. Mas qual seria a validade de Ganso no São Paulo?

Já disse em editorial passado, e falei no Jornal da Manhã da Jovem Pan, que se for para contratar o Ganso de dois anos atrás, deveria ter vindo “ontem”. Mas se for para trazer o Ganso de hoje, então teremos um grande reforço para o nosso Refis.

Ganso não joga há muito tempo no Santos. Tem acumulado contusões e confusões. Quando não está no departamento médico está arrumando encrenca com a diretoria. Em campo demonstra total falta de interesse, o que soa como desrespeito à camisa do Santos. Pensa que vale muito mais do que é real, que tem mercado na Europa a qualquer tempo. No fundo ele sonha acordado, pois seu mercado europeu deve se restringir a Ucrânia.

Que ele é craque, é diferenciado, é acima da média, isso ninguém duvida. Falta, no entanto, provar que pode voltar a jogar o futebol que praticou quando surgiu no Santos e que fez com que muitos o classificassem como gênio.

É verdade que, num passado não tão distante, outros “números 10” do Santos vieram e fizeram história no São Paulo. São os casos de Ailton Lira e Pita, ambos no final da década de 70, começo da década de 80. É um bom indício não sendo, no entanto, por si só garantia de sucesso.

Pelas informações que tenho, o São Paulo ofereceu 22 milhões de reais para ter o jogador (R$ 10 mi ao Santos e R$ 12 mi a DIS). Esse montante pode ser aumentado pelo São Paulo para até R$ 30 milhões. A multa contratual de Paulo Henrique Ganso é de R$ 54 milhões, mas a partir de janeiro cai para R$ 35 milhões. Seu salário no São Paulo seria algo em torno dos R$ 400 mil, que é o salário de Luis Fabiano, mas é menos do que ganha Rogério Ceni.

Confesso que estou em cima do muro na questão desta transação. No fundo quero, sim, ver Paulo Henrique Ganso com a camisa do São Paulo. Mas temo por ver mais jogador, com valor elevadíssimo, juntar-se a Cañete, Fabrício e outros no nosso Refis.

São Paulo fez o trivial e continua na Sul-Americana

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo fez o que deveria fazer, ganhou de 2 a 0 ontem à noite, no Morumbi, repetindo o placar conquistado em Salvador, e despachou o Bahia da Sul-Americana. Elementar, meus caros amigos.

Nem condeno a péssima partida que o time fez no primeiro tempo. Um jogo sonolento, de muita preguiça e desarrumação, mais causada pela total falta de interesse pelo jogo do que qualquer outra coisa. É bem verdade que Jadson exagerou no direito de se “desinteressar” da partida, a ponto de ser substituído porque a torcida, e acredito, o treinador, se “desinteressaram” dele.

Não á nem o que falar sobre o primeiro tempo, porque foi tão ruim, mas tão ruim, que eu tive vontade de me levantar e ir embora do Morumbi. Mas, que ama o time como eu amo, não o abandona em hipótese alguma. Por isso fiquei.

O segundo tempo foi um pouco diferente. As entradas de Osvaldo e Willian José, nos lugares dos improdutivo e ineficientes Ademilson e Jadson deram uma chacoalhada no time. Precisando mostrar serviço, Osvaldo foi para cima dos zagueiros do Bahia criando boas oportunidades. Numa delas entregou de bandeja para Maicon marcar o segundo gol. Antes disso Willian José já havia marcado um golaço, com chute forte de fora da área, em jogada totalmente sua.

Preciso destacar aqui – já o fiz nas Notas dos Jogadores e na coluna Quem Sobe, Quem Desce – a partida de Paulo Miranda. Muito criticado por todos, sem exceção, fez uma partida excepcional jogando como lateral direito. Já o fizera contra a Ponte, no último sábado, e repetiu nesta noite de terça-feira. Não afasto a possibilidade dele ser mantido nessa posição para o jogo de domingo, com Douglas entrando na lateral esquerda. Ele já atuou por essa posição no Goiás e Cortez não poderá jogar por estar suspenso. É para se pensar.

De resto, classificação para a próxima fase da Sul-Americana garantida, agora é pensar no domingo. E na possível contratação de Ganso. Vou esperar o desenrolar deste dia para emitir minha opinião em comentário nesta quinta-feira. Mas a princípio, se for para contratar o Ganso de dois anos atrás, “demorou”. Se for para contratar o atual, será um grande reforço para o Refis.

Um diferencial para estagnar a sangria e dar nova vida ao time

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo goleou a Ponte Preta, no Morumbi, neste sábado à noite e estagnou a sangria que vinha sofrendo, mais uma vez este ano, pela sequência de três derrotas consecutivas: Fluminense, Grêmio e Náutico. Sei que a vitória por 3 a 0 foi mais pela fragilidade do time da Ponte que deverá brigar na zona de rebaixamento.

No entanto é preciso ressaltar que teve um nome que foi o responsável por tudo isso: Lucas. O garoto de 108 milhões de reais jogou muito, desequilibrou a partida, participou diretamente do lance que originou o pênalti (foi nele a falta que Jadson cobrou e, na sequência a penalidade), marcou o segundo gol e fez outras várias jogadas que poderiam ter redundado em gols. Lucas era quem estava faltando nesse time do São Paulo e talvez justifique minha contrariedade em sua venda, por mais que tenha sido um valor absurdo, pois quando ele for embora, Juvenal não poderá mandar Ney Franco colocar uma nota de 100 dólares correndo no campo.

Mas voltando ao jogo, o primeiro tempo foi de domínio absoluto do Tricolor. Fez 2 a 0 e poderia ter feito mais. Rogério Ceni fez uma única defesa e a Ponte não levou mais perigo ao gol tricolor.

Ney Franco começou com o e-5-2, com Paulo Assunção jogando pela ala direita, mas logo após o primeiro gol corrigiu o sistema tático e passou ao 4-4-2, com Paulo Assunção indo para a função de volante e Paulo Miranda atuando na lateral direita. E por incrível que pareça, mesmo deslocado e improvisado, Paulo Miranda fez uma grande partida. Mas vou repetir: o time da Ponte, incluindo seu ataque, não bota medo em ninguém.

No segundo tempo um marasmo total. A Ponte não tinha time para reagir e o São Paulo não tinha vontade de pressionar. Então ficou um joguinho de meio de campo, sem lances agudos nem para um lado, nem para o outro, e mesmo assim Cortez conseguiu tomar um cartão amarelo, em lance bobo, e está fora da partida contra o Corinthians.

Até com o sentido de preservar Lucas, Ney Franco o tirou, colocando Osvaldo em seu lugar. E ele acabou marcando um golaço, no estilo Lucas, fechando o placar em 3 a0, que retrata bem o que foi a superioridade do São Paulo.

E isso deu um alento, ainda que pequeno, à torcida.

Em Recife, quem ficou “aflito” foi o São Paulo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, a situação vai de mal a pior. A derrota para o Náutico por 3 a 0 na noite desta quarta-feira, em Recife, espelhou bem o momento do São Paulo: um time sem estrutura, sem elenco, sem esquema, sem brio, sem coração, sem diretoria, sem nada.

O primeiro tempo me lembrou muito o de Goiânia, quando o time saiu de campo derrotado por 4 a 1. Por sorte o ataque do Náutico não é tão eficiente quanto o do Atlético Goianiense. Mas não lembrou os primeiros tempos dos jogos contra Fluminense e Grêmio, onde perdemos jogando bem.

Em Recife, como diz um amigo, “foi”o ó do borogodó”. Time perdido em campo e o técnico mais ainda. João Filipe recebe cartão amarelo com oito minutos de jogo e é substituído aos dez pelo Casemiro. Por que? Virou lei? Tomou cartão amarelo tem que ser substituído? Será que o jogador advertido, no caso João Filipe, não tem o equilíbrio necessário para jogar ao menos o primeiro tempo inteiro sem cometer outra falta grave que lhe dê o vermelho?

A mudança desestruturou o São Paulo, com apenas dez minutos de jogo. E não que João Filipe seja um primor de jogador, longe disso. Mas a formação com ele, Rafael Toloi como líbero e Rhodolfo pela esquerda vinha dando certo. Sua saída fez com que Toloi viesse para o lado direito, com Casemiro ficando com a função de líbero.

Aí foi o que se viu. Pênalti desnecessário cometido por Toloi, Casemiro sendo adiantado e não sabendo se ficava na zaga, jogava como volante ou ia para o ataque, Jadson excessivamente marcado sem produzir nada, Maicon com a lentidão que lhe é peculiar, ataque inoperante e laterais que nem apoiavam, nem marcavam. E mesmo assim Douglas conseguiu levar um baile do ataque pernambucano na jogada que redundou no segundo gol.

Deu pena do Denilson, que corre prá cá, corre prá lá, é o único que marca naquele meio de campo, e acaba se tornando impotente. A ponto de, apesar de todo seu esforço, e até por essas condições, ter entrado na mesmice do time e feito uma partida muito ruim.

E as coisas continuaram piorando. Douglas se machucou e quem entrou em seu lugar foi Paulo Assunção, que pode até marcar muito bem, mas é volante e não tem cacoete para atacar. Depois nosso treineiro tira Jadson, que não vinha bem, mas era o único que conseguia fazer a ligação defesa-ataque, e coloca Willian “Cone” José. Sem contar o gol contra de Rogério Ceni. Aliás, quando o M1TO falha grotescamente como falhou, pode recolher as ferramentas, guardar no saco e ir embora porque a vaca foi para o brejo.

Recentemente, depois das vitórias sobre Flamengo, Bahia e Sport, eu disse que estava enxergando uma luz no fim do túnel. Só que esta luz se apagou e vejo uma escuridão imensa. Tomara as voltas de Wellington, Lucas e Luis Fabiano tragam algum alento para o torcedor. Porque do jeito que a coisa vai, o ano será muito difícil.

E a diretoria? Cadê o Juvenal?: Cadê o João Paulo? Cadê o Adalberto? Devem estar contando os 108 milhões de reais da venda do Lucas. Quando ele sair, talvez o time receba o reforço de algumas notas de dólares dentro de campo. A nota de ! dolar corre pela direita; a de dez pela esquerda. Não é, sr. Juvenal???

Derrota no último minuto, de virada, para doer mais

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Pàulo perdeu de virada, dentro do Morumbi, e com gol no último minuto, tudo para doer um pouquinho mais. É duro. No final do primeiro tempo estávamos dentro do G4. Ao final do jogo ficamos muito distantes dos líderes e dos que estão no G4. O que nos faz volta à nossa realidade.

Acho até que o time nem jogou tão mal. Dominou o primeiro tempo. Muito toque de bola, a prova de que o sistema tático está mudando e estamos tendo um desenho dentro de campo. Falta a conclusão, um jogador de definição. Cícero, por mais que tenha feito o gol, não é esse jogador, assim como Ademilson está muito verde ainda para assumir essa posição. Falta Luis Fabiano, que está machucado.

Nosso grande problema continua sendo a defesa, que mantém a incrível rotina de tomar gols de bolas aéreas. É um absurdo como ficam nossos corações cada vez que tem um escanteio, uma falta nas laterais da área, um simples cruzamento de linha de fundo. Nós sabemos que poderemos tomar o gol. E isso vem sempre acontecendo. Foi assim contra o Fluminense e se repetiu hoje.

Aliás, nos iludimos com vitórias que tivemos no Brasileiro e na Sul-Americana porque enfrentamos times beirando a segunda divisão. Foram Figueirense, Bahia, Sport, que não ofereceram nenhum tipo de risco para nós. Quando pegamos os que estão na ponta de cima da tabela, perdemos. Assim foi com Vasco, Fluminense, Internacional e Grêmio.

Com isso vamos nos posicionando num lugar que nos dará a confortável vaga para a Sul-Americana do ano que vem, enquanto a Libertadores vai ficando para os times grandes do Brasil. Triste, mas o São Paulo, a cada dia que passa, vai se apequenando mais e mais. Culpa de uma diretoria omissa e duradoura demais da conta.

A soberba falou muito alto e por muito tempo essa diretoria bateu no peito e falou que tínhamos o melhor elenco do Brasil. Estou vendo. Machuca o Luis Fabiano e o técnico é obrigado a improvisar o Cícero, porque o reserva, W illian José, não pode nem ficar no banco. Sai o Lucas e temos que jogar com um garoto de 17 anos, que nem bem subiu, ainda, para o profissional. Machuca Douglas e temos que jogar com o Rodrigo Caio, improvisado, pois não temos lateral reserva. Então esse é o São Paulo, um time em frangalhos, que ganha uma partida aqui, outra acolá, mas que na hora de ganhar de quem precisa fraqueja e fica para trás.

E repito: o São Paulo não jogou mal hoje. Mas não adianta ter domínio do jogo, jogar bem, e tomar uma virada dentro do Morumbi para um time limitadíssimo como é o Grêmio.

Quarta-feira tem Náutico, nos Aflitos. Preparem-se para mais uma derrota.

A derrota para o Fluminense foi injusta para o São Paulo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo perdeu para o Fluminense, num resultado que já era previsível pelas minhas contas, mas temos que reconhecer que foi uma derrota injusta pelo futebol apresentado pelo Tricolor.

É fato que o elenco do Fluminense é muito superior ao nosso, e está com o mesmo técnico há mais de um ano tendo, portanto, adquirido o padrão de jogo desejado, enquanto nós estamos começando um novo trabalho. Mesmo assim já deu para perceber o perfil tático de Ney Franco, que põe o time na frente, marcando a saída de bola do adversário, e valoriza a posse de bola. Só está faltando a conclusão das jogadas.

No primeiro tempo, por exemplo, a posse de bola do São Paulo foi muito superior a do Flu. Mas quis o destino que numa cobrança de falta, uma falha gritante de Rogério Ceni, e o gol do time carioca. O São Paulo não se abateu e, poucos minutos depois, empatou e voltou a dominar a partida.

O que estragou tudo foi o segundo gol do Flu, não só por ter sido no começo do segundo tempo, mas pela falha grotesca de Cortez, o que implicou em falha de João Filipe e outro erro de Rogério Ceni, que fez golpe de vista e só acompanhou a bola entrando no gol.

Isso desestabilizou o time, que se perdeu por completo. Cortez, que já não vinha bem, perdeu de vez a confiança e passou a ser um perigo para o time. As alterações feitas por Ney Franco não surtiram o efeito desejado e o Fluminense passou a administrar o resultado. O São Paulo até equilibrou o jogo, mas em nenhum momento deu a impressão de que poderia empatar a partida.

Não quero fazer choradeira, mas a arbitragem foi, no mínimo, estranha e caseira. Dois impedimentos marcados – de Cícero e Willian José – não existiram; jogadores do Flu fizeram falta em Ademilson, que ia em direção ao gol, ou em outros jogadores de maneira mais ríspida, e não receberam cartão. Rafael Toloi, por uma falta com o corpo, tomou o amarelo e está fora da partida contra o Grêmio. Então, não que uma atuação diferente poderia mudar radicalmente a partida, mas que Heber Roberto Lopes foi caseiro e atrapalhou o São Paulo, isso não há dúvida.

Espero que o time não se abale e repita o bom futebol do primeiro tempo domingo, contra o Grêmio no Morumbi. A vitória se torna obrigatória, não só por ser em casa, mas por ser contra um adversário direto ao G4.

Por Lucas, 80 milhões. Mas o dinheiro, ó…..

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, parece irreversível a venda do jogador Lucas. O Paris Saint-Germaine teria superado os britânicos e oferecido 45 milhões de euros, ou 112 milhões de reais. Ao São Paulo caberia algo próximo a 79 milhões de reais, já quer 30% do valor do passe pertencem ao atleta. É muito dinheiro.

Por princípio sou contra a venda de jogadores. O São Paulo, pela sua grandeza, não deve ser time formador e vendedor, mas formador e comprador. Levando-se em conta que o mercado europeu não tem mais aquele poder que tinha outrora, em função da forte crise econômica pela qual atravessa, seria a hora de bancarmos nossos atletas de ponta, com inteligência na busca de parceiros que possibilitassem uma boa remuneração a ele.

Temos um exemplo muito próximo: o Santos conseguiu viabilizar a permanência de Neymar, convenhamos, jogador muito mais visado e caro do que Lucas.

Mas o que podemos esperar desta diretoria, em termos de criatividade? Conseguiu perder o Oscar, hoje um dos mais importantes jogadores da Seleção Brasileira Olímpica, com presença quase garantida na principal, vendeu Lucas Piazon, com 17 anos, para o Arsenal, e não seria ela que conseguiria parceiros para bancar Lucas. Até porque estamos em agosto e não temos ainda um patrocinador master.

Vocês pensam que este dinheiro será revertido em reforços para o time? Esperem sentados. Já li por aí que a venda de Lucas servirá para repor ao clube o que não entrou pela falta de patrocínio. Então vão aparecer os direitos de imagem que estão atrasados e o rombo nos cofres. Sem contar o tradicional “ralo” que existe para fluir o dinheiro nessas transações.

Isso vem reforçar minha tese de ser contra a venda de jogadores, ainda que seja por uma soma tão elevada quanto esta para Lucas. Confio nos nossos dirigentes o tanto quanto eu confio nos políticos. Achar que vendendo Lucas poderemos trazer Kaká e Lugano, por exemplo, é um engano do tamanho do mundo. Vamos, sim, perder o único jogador do elenco capaz de, num lance mágico, decidir uma partida.

Mas não tem problema. Temos Rafinha, Willian José, Cícero, Maicon… Para que ficar com Lucas?