Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, não sou daqueles que ficam chorando e jogando nas costas do árbitro a culpa de uma derrota. Você que me acompanha aqui há oito anos sabe bem disso. Mas ontem fiquei absolutamente revoltado com Sandro Meira Ricci e não tenho medo de afirmar: é ladrão e caseiro!
Vamos pegar alguns detalhes que provam bem o que estou falando:
– cartão amarelo para Maicon com três minutos de jogo, sem sentido algum;
– com cinco minutos, Ronaldinho Gaúcho dá um carrinho na lateral do campo e não recebe nem advertência. O lance foi muito mais violento que o de Maicon;
– pouco mais de 20 minutos e a expulsão absurda de Douglas, num lance que, quando muito, mereceria um amarelo pela fatalidade do escorregão;
– final do primeiro tempo e Ronaldinho dá outra entrada violenta, agora no meio de campo. O juiz dá amarelo mas, tivesse agido com o rigor que teve com Maicon no início do jogo, seria o vermelho;
– o primeiro tempo tem dois minutos de acréscimo, mas aos 47 minutos há um escanteio para o Atlético-MG. O lance segue até quase 48 minutos, quando a defesa do São Paulo tira a bola da área;
– o segundo tempo tem três minutos de acréscimo e, aos 48, Lucas traz a bola da lateral para a frente da área e arma o chute. Ele termina o jogo;
– antes disso, aos 47 minutos, um escanteio claro para o São Paulo e ele dá tiro de meta, causando surpresa até no adversário; já no início do segundo tempo havia invertido um lateral que era nosso, causando risos em Junior Cesar;
– antes disso, ainda, Osvaldo vai na direção do gol, Leonardo Silva é o último homem e o agarra pelo pescoço, e recebe só cartão amarelo;
– cartões amarelos em profusão para o São Paulo, mas sem o mesmo rigor com o Atlético.
Esses foram alguns dos detalhes que marcaram a arbitragem deste imbecil e canalha chamado Sandro Meire Ricci.
Esquecendo o árbitro – apesar de ser impossível – o São Paulo não merecia perder, pela abnegação demonstrada por alguns jogadores: Paulo Miranda, Rafael Toloi (apesar da falha no gol), Wellington, Casemiro, Osvaldo e, como sempre, o M1TO. A marcação feita sobre a criação atleticana estava indo bem o time claramente jogando nos contra-ataques. O problema é que Jadson errou todos os passes, Lucas não entrou no jogo e Osvaldo, por mais que se esforçasse, tem suas limitações.
O que preocupa é que nos últimos quatro jogos (3 fora e um em casa) fizemos apenas dois pontos e marcamos somente um gol. Empatamos com times que estavam totalmente desfalcados, como Internacional e Santos, e perdemos de um time, o Bahia, que briga contra o rebaixamento. Isso, sim, é preocupante, não a derrota de ontem para o Atlético-MG.
O título já ficou para lá, mas a disputa pela vaga da Libertadores continua aberta. Por mais que tenhamos nos distanciado seis pontos do Vasco e possamos ficar a nove do Grêmio – que deve vencer o Náutico hoje, em Porto Alegre -, teremos dois jogos em casa – Portuguesa e Cruzeiro – com obrigação de vencer. E conquistando esses seis pontos, certamente, retornaremos à briga.