Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo perdeu para o Atlético-MG em Belo Horizonte, num resultado que, convenhamos, era previsível. Fez um primeiro tempo horrível, sem dar um único chute a gol e um segundo tempo digno de quem está disputando um torneio importante e que precisava do resultado. Componentes que unem o azar às falhas decidiram o resultado.
O primeiro gol, dito pelo próprio Ronaldinho Gaúcho, foi absoluta sorte. O time não treina esse tipo de jogada. Sorte deles, azar o nosso. Mas nesse gol acrescento: o time do berçário do meu bairro não tomaria gol igual. Ou, para não ser tão ofensivo, nos rachões lá no clube não são marcados gols deste tipo.
E na minha opinião falharam Rogério Ceni, que viu o atacante ali e não chamou a defesa, talvez pensando inocentemente que ele não faria um mal desses ao “amigo; Rhodolfo e Lúcio, pois Jô passou no meio dos dois, correndo na direção da área para marcar o gol; Cortez que estava marcando a bola; e os volantes, que deveriam colar em Ronaldinho, e o deixaram livre.
O retrato do primeiro tempo foi sintetizado nas palavras de Rogério Ceni, na saída para o vestiário: “não podíamos cometer falhas. E falhamos”. Foi esse o detalhe, até porque, por mais que o Atlético tenha dominado por inteiro o primeiro tempo, teve apenas mais uma chance clara e gol, com boa defesa de Rogério Ceni.
O São Paulo tinha Paulo Miranda, que perdia todas as disputas com Bernard; Douglas, que não conseguia ajudar na marcação, muito menos atacar, como era intenção de Ney franco ao escalá-lo; Jadson que não conseguia armar uma jogada; Wellington e Denilson que se revezavam na marcação de Ronaldinho, mas invariavelmente eram batidos; e um ataque inoperante por completa falta de assistência.
Pensei que Ney Franco fosse mudar para o segundo tempo, mas nada. Então o quadro pouco se alterou. E só mudou porque Paulo Miranda tomou um cartão amarelo e, certamente, seria expulso. A entrada de Aloísio, com Douglas passando para a lateral, surtiu efeito. O São Paulo cresceu e passou a pressionar. Depois veio Ganso, que também acertou o passe do meio.
Mas novamente Ronaldinho desequilibrou, passando por um Ganso imóvel e um Wellington com medo de chegar no jogador atleticano. Cruzamento para o meio da área que encontrou um Rhodolfo preso ao chão e Rever cabeceando quase sem pular.
Luis Fabiano, que no primeiro tempo fora presa fácil da zaga adversária, resolveu sair da área. E numa dessas meteu uma linda bola para Aloísio marcar o nosso gol. O São Paulo continuou pressionando e ainda teve a chance, no último lance do jogo, nos pés de Ganso. Mas, de novo, o azar, para nós, esteve presente e a bola tirou tinta da trave atleticana.
Não estou no barco daqueles que acham que o fim do mundo chegou e que com este time não chegaremos a lugar nenhum. Acho que temos um bom elenco. Falta Ney Franco encaixar um esquema para Ganso jogar. E falta, principalmente, a diretoria abrir a mão e trazer um jogador que supra a ausência de Lucas, ou explique onde foi enfiado o dinheiro da venda do nosso craque.