Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo venceu o Oeste mas a partida serviu para escancarar o que muito já conseguiam ler nas entrelinhas: o time está rachado e o técnico completamente perdido, sem força, sem mão.
Desde o início pode-se perceber um time tenso, inseguro, sem saber bem o que fazer com a bola, ninguém querendo aparecer para decidir. O gol marcado por Edson Silva mostrou a imagem exata do elenco: pouca comemoração, poucos jogadores correram até ele e, incrível, mas ele mesmo não comemorou o gol.
O segundo gol, de Rafael Tolói, foi para que ele mesmo comemorasse, como uma espécie de auto-afirmação em ser titular do time e hoje, especificamente, estar jogando em sua real posição. Aliás, uma comemoração quase paricular, solitária.
No terceiro gol veio o grande recado: Luis Fabiano foi seco, sombrio e extremamente frio na “comemoração” do gol. Também poucos companheiros foram até ele.
Ney Franco, por sua vez, decidiu responder os xingamentos de “burro” feitos pela torcida e usou Ganso como sua arma para atacar, deixando o meia no banco o tempo todo. Lembrando que a torcida pediu durante todo o segundo tempo -e já em parte do primeiro tempo – a entrada do ex-santista. E disse, ao caminhar para o vestiário, que a partir de agora, jogador que reclamar de substituição não joga mais com ele. O recado foi direto para Lúcio, Ganso e, principalmente, para a torcida. Então acho que a torcida jogou a toalha em relação à Ney Franco.
O time foi uma bagunça neste domingo. Ele não abriu mão do esquema 4-2-3-1 e quis fazer de Wallyson o novo Lucas. Mas ele também não conseguiu. Já Rodrigo Caio tentou ser o Paulo Miranda, mas também não conseguiu. Então o negócio foi voltar o Douglas e por o Rodrigo Caio no meio de campo. Rendeu mais que o Wellington.
O fato é que estamos no meio de março e Ney Franco não conseguiu, ainda, encontrar o substituto de Lucas. E continua insistindo num esquema que deu certo ano passado, mas se mostrou infrutífero em 2013. E vai naufragar com essa teimosia, mantendo Ganso no banco de reserva até quando Juvenal quiser. E a torcida continuará entoando o burro para Ney Franco. Aliás, se ainda existir torcida no estádio, pois acho que o recado foi dado hoje pelos pouco mais de sete mil presentes.