A chance de vitória hoje é real

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo tem compromisso dificílimo nesta noite: o Atlético-MG no estádio Independência, aquele onde criaram o slogan: “Caiu no Horto, tá morto”. Apesar de não estar iludido com a vitória de 5 a 1 sobre o Vasco na última quarta-feira, acredito que hoje existe uma chance real de vencermos o Galo dentro de seus domínios.

Existem desfalques dos dois lados. Do nosso não jogam Rafael Tolói, Jadson, Ganso e Luis Fabiano; do deles não jogam Rever e Bernard. E Ronaldinho é dúvida. E eu entendo que nosso elenco é melhor para substituições do que o deles. Além do mais, o fator físico vai ser preponderante. O desgaste psicológico, e mesmo físico, do jogo da última quinta-feira podem se fazer presentes. Se tivermos a capacidade de administrar o primeiro tempo, teremos o segundo a nosso mercê.

Ney Franco deve escalar Lucas Evangelista para o ataque, no lugar de Luis Fabiano.  Assim o garoto e Osvaldo jogariam abertos, com Aloísio centralizado. No meio entra Maicon. Paulo Miranda será mantido na zaga, ao lado de Lúcio e,  de resto, são os mesmos jogadores que enfrentaram o Vasco.

Acho, particularmente, prematuro lançar o menino num jogo dessa envergadura, na casa do adversário, um verdadeiro caldeirão. Preferia ver Silvinho por ali, ainda que ele tenha jogado muito mal contra o Vasco, a ponto de ser substituído e o jogo mudar com sua saída. Mas não se pode sacrificar um jogador por uma única partida, até porque ele vinha se apresentando bem nos jogos em que entrou.

Um empate já será um bom resultado para nossa campanha no Brasileiro. Mas, repito, dá para ganhar.

Então, à vitória, Tricolor!

Goleada sobre o Vasco dá um alento, sem iludir

Amigo são-paulino leitor do Tricolor na Web o São Paulo aplicou uma sonora goleada sobre o Vasco da Gama por 5 a 1, no Morumbi, e assumiu a liderança isolada do Campeonato Brasileiro, na segunda rodada do torneio.

Foi um jogo que pode ser dividido como o é na prática, ou seja, de dois tempos. No primeiro um time sonolento, sem criatividade, permitindo ao Vasco impor seu jogo, tentando segurar um empate em pleno Morumbi. Silvinho e Osvaldo alternavam os lados do campo, mas, além da bola chegar muito pouco a eles, quando chegava Silvinho perdia. Aliás, vez uma péssima partida e Roni decepcionou. Mesmo assim, a partir dos 30 minutos o Tricolor começou a  criar algumas chances. Luis Fabiano teve uma, Douglas mandou uma bola no travessão e Roni desperdiçou outra, chutando fraco nas mãos do goleiro.

Ney Franco resolveu mexer no time no intervalo e tirou os dois piores jogadores, Silvinho e Roni, colocando Aloísio e Maicon. Isso mudou completamente o panorama da partida. O São Paulo partiu para cima, passou a criar, e em pouco tempo os gols começaram a surgir. Foram cinco e não é nenhum exagero dizer que poderiam ser sete ou oito.

Também na defesa o time esteve bem. Paulo Miranda se encaixou muito bem pelo lado esquerdo e Lúcio foi um gigante pelo seu lado. O Vasco só marcou porque Rogério Ceni errou grotescamente numa devolução de bola e deu o gol aos cariocas.

A vitória nos dá um alento, pois mais do que  ganhar, goleamos e nos isolamos na liderança do Brasileiro. Mas não ilude. O Vasco é um time fraco e o São Paulo ainda carece de uma sequência de boas apresentações para recuperar a confiança da torcida.

Todavia, como em campeonatos de nível altíssimo como é o Brasileiro, o negócio é somar pontos e não se admite não ganhar dentro de casa, fizemos a nossa parte. E que venha o Atlético-MG.

 

Contra o Vasco, vencer é a palavra de ordem!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo encara o Vasco este noite, no Morumbi, pelo Campeonato Brasileiro, e tem a vitória como palavra de ordem. Não bastasse o jogo ser em nossos domínios, o Vasco é um time medíocre e vai, se muito, brigar para entrar na Sul-Americana no próximo ano. Não vejo nada a mais para este time.

O São Paulo, apesar disso, terá dificuldades. Afinal nossos meias – Jadson e Ganso – não estarão em campo. O primeiro na Seleção e o segundo, de novo, machucado. Ney Franco vai confiar a Roni a missão de armar o time.

Roni teve boa estreia no amistoso contra o Londrina. É um jogador de boa movimentação, boa chegada e, portanto, guardadas as devidas proporções, atua no estilo de Jadson. O ataque será mantido com Silvinho e Osvaldo abertos pelas pontas e Luis Fabiano centralizado. Na defesa – e aqui não estou entendendo – o que se prevê é que Paulo Miranda entre na zaga no lugar de Edson Silva. Uma temeridade, pois Paulo Miranda joga pelo lado direito. E por que não colocar Rhodolfo?

Bem, o fato é que o São Paulo precisa jogar sério, como se fosse uma decisão. Num campeonato por pontos corridos, como é o Brasileiro, vencer em casa se torna obrigação, se o time tiver como objetivo a conquista do título. E espero que a torcida releve a goleada sofrida contra o Atlético-MG, que custou nossa desclassificação da Libertadores, e apoie o time. Afinal, estamos em outro campeonato.

Então, à vitória, Tricolor!

Nada melhor que uma vitória “fora” para começar o Brasileiro

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo começou bem o Brasileiro com uma vitória fora de casa. Como escrevi no comentário anterior, pré-jogo, nas minhas contas sagra-se campeão quem conseguir, na média, vencer todas as partidas em casa e empatar todas fora. Uma vitória fora nos dá o direito de duas derrotas, pois a soma dos pontos seria a mesma. E a Ponte Preta, como eu havia dito, é um destes times que se tem que ganhar fora e dentro de casa.

Então o São Paulo fez a parte dele. E ainda aponto, aqui, alguns erros da arbitragem a nosso dano: o cartão amarelo para o Lúcio sem razão, pois nem falta ele fez no lance. Isso intimidou nosso zagueiro no resto da partida; o cartão amarelo para Paulo Miranda, se ele foi agredido e não revidou, apenas discutiu para se defender; e o lance final, quando a falta foi cobrada, o goleiro rebateu, no momento em que Aloísio estava chutando para o gol, o árbitro encerrou o jogo. Teria sido o terceiro gol, pois a bola entrou. Em resumo: começamos “bem”.

Vi o time cometendo os mesmos erros do passado recente, mas vi, também, espírito de luta e entrega de todos os jogadores. Até Luis Fabiano, que não é muito disso, apareceu várias vezes na nossa área tirando bolas de cabeça, já que a defesa do São Paulo continua uma graça no quesito bolas aéreas.

Na frente senti Osvaldo ainda sem ritmo e Silvinho como boa promessa para compor o elenco, e mesmo ser ótima opção para entrar no time.

Precisamos ver como o time vai se comportar sem Jadson, já que o meia se apresentará à Seleção Brasileira na próxima terça-feira e nós não poderemos contar com ele contra Vasco, Atlético Mineiro, Goiás e Grêmio. Se Ganso puder jogar, menos mal. Mas não me parece que ele reúna condições para o jogo de quarta-feira. E é aí que o elenco falha, pois não vejo um meia a altura para substituir os dois.

Mas quarta-feira será outro dia. Hoje vou dormir com três pontos conquistas, ainda que contra a frágil Ponte Preta, enquanto alguns “favoritos” do campeonato começaram patinando.

Na estreia, oportunidade de largar na frente

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo estreia hoje no Brasileiro enfrentando a Ponte Preta, em Campinas. Este é daqueles jogos onde se pode dizer: é possível vencer fora de casa.

Tenho uma mística no Campeonato Brasileiro, por pontos corridos, que aponta que o time pode ser campeão se, na média, vencer todos os seus jogos em casa e, ao menos, empatar todos fora. Claro que uma vitória fora nos dá o direito de perder dois jogos longe do Morumbi, pois os pontos se compensam.

Contando-se, então, que certamente perderemos alguns jogos fora, o de hoje, contra a Ponte, é daqueles que se diz: esse é para ganhar para formar a gordura. Ou alguém pode imaginar que a Ponte Preta vai fazer no Brasileiro a campanha que fez no Paulista?

O time não vai completo. Rogério Ceni, Rafael Toloi e Ganso estarão fora. Ney Franco está tendendo a retomar o 4-3-3, com Rodrigo Caio e Denilson como volantes, Jadson sendo o único meia e, na frente, Silvinho e Osvaldo abertos pelas pontas com Luis Fabiano no meio. Entendo até que, na ausência de Ganso, pode ser uma boa opção.  Assim temos certeza que Douglas será lateral direito e não atacante. Um problema a menos no time.

Acho, sim, que o Tricolor tem plenas condições de sair com um bom resultado de Campinas. E esse bom resultado, para mim, são os três pontos.

Então, à vitória, Tricolor!

Amistoso serviu para vermos o elenco

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o amistoso entre Londrina e São Paulo foi uma vitrine para vermos o que temos no elenco, ou seja, os que chegaram e os que foram promovidos. Confesso que não fiquei tão animado.

Gostei das estreias de Roni e Caramelo. O meia fez um golaço e mostrou intimidade com a bola, com boas penetrações e o lateral, também, deu um bom chute a gol e apoiou bem o ataque. Cheguei a achar que é melhor do que Douglas mas, aí, vi que isso não é vantagem alguma.

Silvinho me pareceu ser melhor do que Wallyson, também algo fácil de ser. Tem boa penetração, mas peca na técnica. Recebeu dois passes de Jadson e teve muita dificuldade para dominar a bola.

Luis Fabiano saiu de campo desabafando. Não está errado na forma que falou, mas tem que ser humilde e aceitar as críticas, reconhecendo que até agora não foi aquele jogador que a torcida sonhou quando voltou para o Tricolor. Quanto a Juvenal Juvêncio, bem, dele já não há mais o que falar. É uma bobagem atrás da outra. E isso só acontece com quem se julga acima do bem e do mal. E Juvenal atingiu esse estágio. Portanto, falou bobagem publicamente sobre Luis Fabiano. Agora que se entenda com ele, pois a saída de Fabuloso será mais uma lacuna no já frágil time do São Paulo.

Em resumo, não acho que tudo está perdido. Acho que temos, sim, um bom time titular. O elenco é fraco. É torcer para ninguém se machucar nem ficar suspenso. Aí poderemos fazer boa campanha no Brasileiro.

Mercado de especulações: o que é e o que não é verdade

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, bastou o time ficar fora das duas competições que vinha disputando e ter uma pré-temporada para nomes e mais nomes comaçarem a surgir. O que vou colocar aqui é o que sei sobre negociações e o que não sei.

Wagner Love: há algumas semanas postei aqui, na coluna Alguém me disse” que o São Paulo estava negociando com Wagner. O que estava emperrando era uma posição de seu time que envolvia, entre outras coisas, a prioridade em três jogadores do São Paulo. Portanto a negociação existe, sim. Eu, particularmente, não gostaria de vê-lo jogando no Tricolor.

Felipe Mello: é sonho antigo do presidente Juvenal Juvêncio e as negociações estão avançadas. Há pendências financeiras, mas o jogador já disse que tem, sim, vontade de vir para o São Paulo. O Tricolor teria quer pagar multa de 6 milhões de euros e ele não abre mão do salário que ganha na Juventus. Assim como Wagner Love, sou contra esta contratação. É muito violento e muito bad boy para o meu gosto.

Maicon: houve, sim, contato com os ingleses para a contratação do lateral. Sabe-se que Maicon está num momento ruin, na reserva do Manchester City, jogou apenas 480 minutos este ano, teve várias contusões e, enfim, não seria a solução para os nossos problemas. Mas nesse caso, dependendo do acerto financeiro, acho que valeria o investimento.

Jorge Henrique por Luis Fabiano: absoluta invenção de alguém lá no Corinthians, ou do próprio empresário de Jorge Henrique. Não há a menor possibilidade disso ser verdade. Diria que a chance é zero. Só manchete para vencer audiência. Talvez a Fox Sports esteja precisando disso.

Cicinho e Cleber: várias tentativas foram feitas. Num primeiro momento, R$ 10 milhões pelos dois. A Ponte subiu a pedida para R$ 15 milhões. Depois quatro jogadores, dos sete afastados, pelos dois. A Ponte não quis e pediu que o São Paulo incluísse Douglas na transação. Este o São Paulo não libera. Afinal, para Ney Franco, ele é lateral, zagueiro, volante, meia, atacante pela ponta e pelo meio. Só não pode ser considerado, ainda, goleiro.

Ganso para o Milan: sem qualquer fundamento. O São Paulo e- e a DIS -, não têm o menor interesse em se desfazer do jogador nesse momento. Isso é coisa para mais tarde. A não ser que os italianos venham com uma soma extraordinária de dinheiro. Sua liberação nesse momento, em minha opinião, seria o grande absurdo. Até agora ele usou o Refis. Quando seu futebol começou a crescer e aparece a chance dele devolver ao São Paulo o que foi feito por ele, vai embora. Não!

Cortez deve mesmo ir para o Santos. Já há negociação avançada. Vai com Deus!

Juvenal Juvêncio: não tem jeito. Fica até abril do ano que vem. O pior não é isso: do jeito que está a coisa hoje, caminhamos para uma eleição de chapa única. Explico: qualquer grupo, para lançar candidatura, precisa preencher todos os cargos de vice-presidências, além, é claro, do presidente. E o principal: tem que contar com a assinatura de 55 conselheiros. E hoje nenhum grupo da oposição tem esse número. Vai precisar contar com descontentamentos de possíveis “excluídos” da escolha de Juvenal e uma debandada para acomodar conselheiros com votos suficientes para a oposição ter candidato. Pior ainda são os nomes que surgem no cenário: Roberto Natel e Leco, com Adalberto Baptista correndo por fora. Temo muito pelo nosso futuro.

Esses são os jogadores que estão envolvidos em boataria. Tem muita verdade em tudo isso, mas é bom nunca mergulhar de cabeça em tudo o que se vê, ouve ou lê por aí.

Com Juvenal no poder, até o respeito acabou

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo está mergulhado num profundo abismo, sem força em campo, omisso fora dele, brigado com todos  e vendo os próprios adversários faltarem com respeito com sua bandeira.

A partir do momento que o próprio presidente Juvenal Juvêncio desrespeitou os sócios e a torcida, rasgando o estatuto do clube e se perpetuando no poder por oito anos, nada podemos cobrar dos outros. Se lembrarmos bem, os dois primeiros mandatos de Juvenal Juvêncio foram vitoriosos, com o tricampeonato brasileiro e idas sequentes para a Libertadores. Depois que ele rasgou o estatuto, uma nuvem escura passou por cima do Morumbi e permanece ali até hoje.

Juvenal, se achando o todo-poderoso, aquele que tudo quer e tudo pode, brigou com Marco Pollo del Nero, com Ricardo Teixeira, com Jerome Walke, com Nicolas Leos, com a Globo, com quase todos os clubes. Ele acabou se isolando e, como consequência, isolou o São Paulo.

Vimos crescer o ódio de nossos adversários. Eles, com força nos bastidores, passaram a comandar as ações a dano do São Paulo. Assim, seja nos paulistinhas, no Brasileiro ou na Libertadores, SEMPRE, na dúvida, a marcação é para o adversário. O Morumbi não assusta mais a arbitragem. Nem os adversários. Perdemos a Copa no Morumbi e, por mais absurdo que possa parecer, ficamos sabendo quatro dias antes da Conmebol anunciar, pelo site do Atlético-MG, quem seria o árbitro da partida da última quarta-feira.

O desrespeito está em todos os lugares. Na última quarta-feira a torcida do Atlético-MG, mais do que gritar “olé” e as provocações costumeiras e normais nos grandes jogos, chegou ao cúmulo de cantar o Hino do São Paulo com letra modificada para humilhar  torcida. Eu nunca vi na minha vida alguma torcida brincar com o hino do clube adversário. Há respeito.

E onde estava Juvenal Juvêncio? Desceu antes do jogo acabar e foi embora. Pegou um avião e, para driblar uma possível manifestação de torcedores no Aeroporto de Congonhas, desembarcou em Cumbica. Ou seja: ditador, monarca e fujão.

Agora o vice-presidente do Corinthians, Luis Paulo Rosemberg, chamou o São Paulo de cachorrinho de madame e emendou: “Tem clube que tem aquele velhinho que não sai de lá, mesmo se o clube virar cachorrinho de madame, como agora que toma banho no domingo e é levado para passear na quarta-feira”. O presidente do Atlético-MG disse que iria comemorar a vitória sobre o São Paulo tomando whisky. Por que será?

Aí vem aquela estória: ano que vem tem eleição e uma chance de mudança. Coisa nenhuma. A oposição foi esmagada nestes oito anos de Juvenal Juvêncio no poder. Muitos conselheiros que habitavam a oposição mudaram de lado graças a benesses, como viagens acompanhando o time por exemplo, que receberam. Quem ficou na oposição mergulhou no ostracismo. E a oposição, até por tudo isso, está enfraquecida e rachada. Em resumo: Juvenal continuará dando as cartas mesmo após abril do próximo ano, já que ele vai eleger o sucessor e que será quem ele determinar.

As promessas ficaram pelo caminho. Cadê a cobertura do Morumbi? Era para começar ano passado, ficou para janeiro, empurraram para março, passaram para abril, foi para maio e agora já se fala em outubro. O que está acontecendo? Ninguém fala concretamente nada.

A torcida pergunta a todo instante: cadê o dinheiro do Lucas? Não foi com ele que Ganso foi contratado. Foi com ele, sim, as contratações de Wallyson, Aloísio e, por empréstimo, de Silvinho. Trocamos qualidade por quantidade.

E digo mais uma vez, apesar de ao longo destes dez anos de Tricolor na Web ter deixado muito claro: não faço parte da oposição, muito menos da situação. Não tenho objetivo político algum dentro do clube. Apenas procuro, dentro das minhas limitações, representar a voz do torcedor e do sócio são-paulino. E hoje, a não ser aqueles que estão acomodados no poder, é que apoiam Juvenal Juvêncio. Os outros 99,9% de são-paulinos espalhados pelo mundo querem uma renovação já. Antes que seja tarde demais.

O dia seguinte

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, nada melhor do que esperar algumas horas para fazer o comentário, para não incorrer no erro de falar tudo de cabeça quente e cometer equívocos nas análises a serem feitas.

Para início de conversa não vou defender aqui a demissão de Ney Franco. É bem verdade que meu ímpeto de apoio a ele caiu bastante depois da extrema burrice de colocar Douglas, com cinco minutos de jogo, contra o Corinthians, aniquilando o ataque são-paulino e ter repetido ontem esta mesma extrema burrice. Ele, com esta atitude, disse à diretoria que as contratações para o ataque foram erradas, pois nem Wellington, nem Silvinho, nem a pérola do Morumbi, Ademilson, servem para o ataque.

Entretanto, demitir Ney Franco para contratar quem?Paulo Autuori? Acabou de acertar com o Vasco. Cuca?Nem por sonho. Abel?Continua firme com o Fluminense. Luxemburgo? Também está firme no Grêmio. Dunga? É o atual campeão do Internacional. Então me digam: demitir Ney Franco e trazer quem?

O erro de ontem atrapalhou muito o time, mas ele não é o responsável direto por tudo o que aconteceu. Não foi ele quem fez a extrema burrice no primeiro jogo, quando o tal de Lúcio foi expulso e estragou tudo o que estava acontecendo. Nós não podemos jogar fora o trabalho desenvolvido até aqui.

Mudanças devem ocorrer no elenco. Douglas tem que ser escalado, no máximo, como lateral direito reserva; Carleto, idem. O que quer dizer que não há mais lugar para Paulo Mirada, Cortez e Henrique Miranda. É urgente a necessidade da contratação de dois laterais.

E o dinheiro do Lucas? Onde foi parar? Talvez nas contratações de Wallyson e Silvinho. Depois se ofendem quando levantamos dúvidas dúvidas quanto à competência na administração das finanças do clube.

Não podemos esquecer que, além das falhas de Ney Franco, ou de Lúcio, ou de Tolói, ou de Luis Fabiano, está o mal maior do São Paulo que é o poder imutável e monárquico. O Tricolor virou um feudo de Juvenal Juvêncio e isso nos está colocando em patamar pior que os nossos principais adversários. Não temos força nos bastidores, estamos brigados com a Federação Paulista, a CBF, a Conmebol e a Fifa. Juvenal, no auge de sua arrogância e empáfia, acha que o São Paulo consegue sobreviver isolado politicamente. Os resultados estão aí.  Contra qualquer time, em qualquer competição, na dúvida a arbitragem apita sempre para o lado contrário.

Não quero caça às bruxas no São Paulo. Espero serenidade e racionalidade. A base é boa e, com reforços pontuais, deve ser um dos favoritos ao título Brasileiro. O único problema é que a mudança radical,  a maior que deveria ser feita, não a será. Afinal, o estatuto não pode ser rasgado e esta administração vai até abril de 2014. Que Deus nos ajude!

O dia é hoje, não pode ser outro

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, a noite será especial, tensa, reconheço, quase impossível de ter o objetivo conquistado, mas a fé está acima de tudo  e a confiança revigorada.

O Atlético-MG não perde a trinta e poucas partidas no Independência. E a teoria é a seguinte: quanto mais tempo um time tem de invencibilidade, mas perto está o fim desta invencibilidade.

É difícil, vou repetir, sei que é difícil. O São Paulo tem que fazer, no mínimo, dois gols para almejar a classificação. Se vencer apenas por 1 a 0, estará eliminado. Desnecessário falar em empate. O São Paulo, se vencer por 2 a 0 ou por um gol de diferença, caso marque de três gols para cima, estará classificado.

Já escrevi outras vezes que acho o time do São Paulo superior ao do Atlético e sempre jogamos melhor do que eles, perdendo nos detalhes. Por isso entendo que hoje o time poderá repetir as atuações anteriores. E se marcar um gol ainda no primeiro tempo, independente de sofrer ou não um gol, estará no jogo. Até porque o Atlético sabe que também não pode sofrer gol do São Paulo para não gerar “emoções”.

Quem sabe não é o dia de Ganso acertar aquele chute que passou raspando a trave na primeira partida da Libertadores, ou Luis Fabiano marcar aquele gol que ficou devendo quando perdeu gol incrível na mesma partida; quem sabe não será hoje que o Tricolor converterá em gols as boas partidas técnicas que tem feito.

Eu estou confiante. Já disse e repito: enquanto houver um por cento de chance, eu terei 99% de esperança. E espero que vocês venham nessa comigo.

Então, à vitória, Tricolor!