Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, estou no embalo dos quase dez mil torcedores que estiveram neste sábado, no Morumbi, e gritaram o tempo todo: “É quarta-feira”! Tenho certeza que a imensa maioria sequer sabe quanto foi o jogo que estava rolando, que o Expressinho perdeu por 1 a 0 para o frágil XV de Piracicaba, jogando, jogando uma partida medonha.
Nas entrevistas pós-jogo todos disseram que a cabeça está voltada para o jogo de quarta-feira e o fato do time ter garantido o primeiro lugar no Paulista antecipadamente pesaram para o péssimo desempenho da equipe.
Só que eu entendo que este jogo poderia servir para alguns jogadores, que já foram titulares do time um dia, mostrarem que estão em condição de voltar a vestir a camisa de titular. Mas não fizeram nem isso e, pior, mostraram que estão na reserva por absoluto merecimento.
Vejamos alguns exemplos: Cortez é umarrremedo de jogador. Não marca, não ataca, não chega à linha de fundo, enfim, não é um lateral; Cañete, que muitos – como eu – criticaram Ney Franco por deixá-lo no banco, entendendo que o técnico deveria achar um lugar de titular para ele, me faz lembrar o Sierra, de triste memória; Wallyson, recém-contratado para ser o substituto do Lucas – que infâmia -, não sabe para quem cruzar e não consegue chutar para o gol; Ademilson, aquele amado e idolatrado pelo presidente, não consegue se posicionar para receber uma bola. E quando o faz, perde com facilidade; Fabrício tem dificuldade para marcar o time do XV de Piracicaba e erra passes a todo instante.
Enfim, o tal elenco maravilhoso me parece não ser tão de outro mundo assim. Apenas um elenco normal, talvez melhor do que muitos outros, mas, nesse caso, confirma-se que está sendo muito mal trabalhado.
Então vamos esperar que uma luz desça sobre nós, que o time acorde que aqueles que têm o dever de carregar a responsabilidade os ombros por serem os melhores salários e tido como astros, entrem em campo para resolver e o façam diante do Atletico-MG. Porque “É quarta-feira”! E eu vou poder justificar porque tenho dito desde a partida contra o The Stronges que, enquanto houver um por cento de chance, eu terei 99% de esperança. Vamos, São Paulo!