Com 4 a 0, é difícil achar algo positivo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, apesar de ter dado notas baixas para todos os jogadores e na coluna Sobe e Desce ter colocado o time inteiro no “desce”, vou emitir meu comentário na esteira do que falou Rogério Ceni, na saída do campo, logo após o final do jogo: foi muito azar.

O começo do jogo foi muito equilibrado, com o São Paulo tendo as primeiras chances de gol. Pato fez grande jogada e acertou a trave e depois, em duas jogadas pela esquerda, Michel Bastos chutou de forma bisonha para fora do estádio, quando estava de frente para o gol.

O gol do Palmeiras saiu de um bate rebate no meio de campo, que começa com falha de Ganso que não acompanhou Arouca e os dois volantes que não fizeram a cobertura da entrada da área. Para piorar, o chute do jogador palmeirense, que estava na direção de Rogério Ceni, desvia em Souza e vai para o outro lado. Puro azar.

Aí o São Paulo se perdeu. E nesse ponto que eu dei nota baixa para todos. O time perdeu articulação, contra-ataque, ficou aberto e com a defesa pessimamente colocada. Levamos uma bola na trave, numa cobrança de escanteio, quando a defesa ficou olhado o adversário cabecear sozinho, e na sequência, saiu o segundo gol, quase num replay da jogada anterior. Então a coisa degringolou de vez e eu já não esperava nada do time, como reação, pois já me acostumei com esse elenco frouxo e sem alma.

Para piorar, Juan Carlos Osório foi expulso no intervalo. Para mim mais um abuso de autoridade do árbitro do que propriamente justiça. Basta lembrar que Bruno tomou cartão amarelo por reclamação, mas pouco antes um zagueiro palmeirense agarrou a camisa de Luis Fabiano, que partia para o contra-ataque, e não recebeu a mesma advertência. Em hipótese alguma vou atribuir a derrota ao árbitro, mas é fato que essa regra de punir com cartão que reclama de alguma coisa é esdrúxula.

No segundo tempo torci muito para o relógio andar rápido. Até achei que a troca de Hudson por Centurion, com Michel Bastos recuando para volante, poderia dar mais ofensividade. Mas para não ficarmos abertos ao contra-ataque, a marcação teria que ser de pressão. E não houve nem a pressão, nem a distância. e o Resultado foi o 4 a 0. Absolutamente merecido, pelas circunstâncias do jogo.

Agora temos que juntar os cacos e nos preparar para nova derrota. Ou alguém aí acredita que o São Paulo ganhará do Atlético-PR na Arena da Baixada?

Erro claro do técnico fez São Paulo perder a liderança

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo tinha obrigação de ganhar a partida contra o Avaí no Morumbi. Mais do que isso, tinha o jogo ganho. Mas nada como o dedo – errado – do técnico para colocar tudo a perder. E pôs. O gol que tomamos aos 45 minutos do segundo tempo foi um castigo para quem age errado.

Já fui indiretamente criticado nas notas dos jogadores ao dar 2 para Juan Carlos Osório. O fato de colocá-lo como único culpado pelo empate não quer dizer que não tenho paciência e que já estou pedindo a cabeça do treinador. As pessoas precisam entender que na página de “Notas dos jogadores” dou a qualificação para aquilo que vi em campo naquele jogo. Já dei 3 para Rogério Ceni sem, no entanto, achar que ele é 10 em sua carreira.

Portanto, explicado isso, voltou a insistir na culpa única e exclusiva de Osório. Já entrou com o time errado, pois jogando no Morumbi, precisando vencer o frágil Avaí, deveria ter começado com Centurion no lugar de Thiago Mendes e no decorrer da partida, já em vantagem, tirar Centurion e colocar Thiago Mendes para segurar mais a marcação.

O time não jogou mal no primeiro tempo. Marcou a saída de bola, teve algumas oportunidades, um gol mal anulado de Pato, defesas do goleiro, gol perdido pelo Ganso, enfim, o gol seria questão de tempo para sair. E veio na segunda etapa, com o time repetindo o futebol do primeiro tempo.

Um a zero no placar e o Avaí teria que se abrir e vir para a frente, como veio. Seria o caso de manter o time no mesmo esquema ou até colocar Centurion no lugar de T. Mendes. Ganharia força e velocidade no contra-ataque, mantendo três na frente. Ao tirar Thiago Mendes para colocar Edson Silva, formando o 3-5-2, ele trouxe o Avaí para cima do São Paulo. Sofremos tamanha pressão que parecia que o jogo era na Ressacada.

Para piorar um pouco mais colocou Centurion no lugar de Pato. Ou seja, ficamos sem homem referência. Quantas bolas tivemos nos contra-ataques, e Michel Temer ou mesmo Centurion ficavam procurando a quem passar. Então Osório deveria ordenar a Ganso que fizesse esse papel. Mas Ganso estava jogando próximo à linha do meio de campo. Mandar Carlinhos atacar, risível, pois, da mesma forma, ele não tinha para quem cruzar. Portanto as jogadas corretas teriam que ser as diagonais e não a linha de fundo.

Sofremos o empate no final e só não foi pior porque Renan apareceu duas vezes em grandes defesas, mostrando que podemos começar a nos tranquilizar quando houver a sucessão de Rogério Ceni.

Agora serão dois jogos fora de casa: o Palmeiras e o Atlético Paranaense. Os dois pontos perdidos hoje farão muita falta nesta sequência, podem ter certeza.

Apesar do futebol ruim, a vitória foi importante

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo conseguiu sua primeira vitória fora de casa. E não é qualquer um que vai ganhar da Chapecoense em seu estádio. Muito pequeno, um verdadeiro caldeirão, muitos times perderão pontos lá. Mas o Tricolor foi lá e conseguiu a vitória, assumindo a liderança do Brasileiro. Mais do que isso, dá moral ao time que não vinha conseguindo bons resultados como visitante.

O futebol não foi dos melhores. Tecnicamente deixou muito a desejar, mas ressaltou que o time está mudando de postura. A marcação foi forte, os jogadores não ficam mais cercando o adversário, mas dão o combate dividindo as jogadas e as saídas em contra-ataques estão muito mais rápidas. Fez falta Ganso, que no jogo contra o Grêmio foi quem ficou responsável por receber essa bola da defesa e ligar o ataque. Hoje faltou qualidade, mas surpreendeu pela velocidade.

Outro ponto que me chamou bastante a atenção foi a atuação de Juan Carlos Osório. Mesmo vencendo, suas substituições foram no sentido de maior poder ofensivo ao time. Ele poderia ter colocado Edson Silva no lugar de Reinaldo, quando se machucou, formando um 3-5-2. Mas preferiu colocar Pato, trazendo Carlinhos um pouco mais para trás. Depois, com a saída de Carlinhos, mais uma vez teve a possibilidade de formar o 3-5-2, mas colocou Auro bem aberto na direita, na frente, recuando Michel Bastos para o setor esquerdo e Wesley trabalhando bem aberto por este lado.

Enfim, os primeiros resultados, que ainda não apresentam o efetivo trabalho de Osório, tem sido satisfatórios. Espero que a evolução continue, pois teremos no próximo jogo o Avaí, no Morumbi, com obrigação de vitória. Depois serão dois jogos fora – Palmeiras e Atlético-PR -, já com uma certa gordurinha que nos permita buscar dois empates e seguir firme no Brasileiro.

Time já deu mostras do que poderá fazer com Osório

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb. Muitos estranharam um não posicionamento de minha parte quanto à contratação de Juan Carlos Osório para dirigir o São Paulo. Não posso me manifestar favoravelmente ou contrário se não conheço o trabalho do cidadão. Fosse Luxemburgo, Mano, Abel ou sei lá quem o escolhido, teria opinião formada. Mas o único sentimento que tive em relação ao colombiano foi o de desejar-lhe boa sorte e aguardar o início do trabalho.

Dito isso, quero afirmar que fiquei encantado com o que vi. E foram apenas dois dias de contato e treinamento direto com ele. O São Paulo não deixou o Grêmio jogar. Encurralou o time gaúcho em seu campo, teve domínio absoluto das ações, com marcação muito adiantada e no campo todo.

Luis Fabiano e Ganso correram como há muito eu não via. Rodrigo Caio fez uma partida soberba na defesa, mostrando que nossa zaga pode, sim, ser melhorada. Basta enxergar o jogador certo para a posição certa. Carlinhos fez outra boa partida pela esquerda, dando a impressão que se adaptou ao clube e vai tomar conta da posição.

Senti no semblante de cada jogador o respeito pelo novo treinador e no final da partida, a sensação de dever cumprido, com a tarefa bem executada. Estamos na segunda posição do Brasileiro, com 100 por cento de aproveitamento no Morumbi. Só precisamos começar a ganhar pontos fora. Quem sabe seja a virada que precisávamos para mexer com o elenco e botar esses jogadores para cima. É a minha esperança.

Vitória sobre o Santos foi essencial para a sequência do campeonato

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, campeonato por pontos corridos é assim: se ganha em casa e busca empatar fora. Seguindo este preceito, vencemos em casa. E um clássico.

O jogo foi tecnicamente fraco, tanto que os gols surgiram de bola parada, exceção ao segundo do Santos. Mesmo sem a qualidade esperada, um jogo com cinco gols e com tantas alternativas, virada prá lá, virada prá cá, é inegável admitir que foi dos mais emocionantes.

Milton Cruz repetiu a fórmula que vem adotando, com três volantes, sendo que este terceiro, no caso Thiago Mendes jogando bem aberto pela direita. Aliás, ele foi o encarregado de cobrar todas as bolas paradas. Errou todas, menos uma: a que originou o segundo gol do Tricolor.

Entendo a escalação de Thiago Mendes, para fechar o lado direito, já que Bruno desce bastante. Mas Centurion poderia fazer esse papel e deixaria o time mais ofensivo ainda. Tenho esperança que Juan Carlos Osório perceba isso.

E o M1TO acabou sendo o personagem da noite mais uma vez. Defendeu um pênalti (fato que o gol saiu no rebote), falhou no segundo gol santista, mas converteu o pênalti dando a vitória ao São Paulo. Por isso não cansamos de dizer que todos tem goleiro, só nós temos Rogério. Goleiro e matador.

Sábado teremos o Grêmio pela frente. De novo no Morumbi. Jogo que marcará a estréia de Juan Carlos Osorio. É para ganhar. Benfenido, Osório!

Em Porto Alegre, o São Paulo teve medo de vencer

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o empate em Porto Alegre não foi dos piores resultados para o São Paulo em termos de tabela do Campeonato Brasileiro. Se levarmos em conta que poucos times vão conseguir tirar pontos do Internacional no Beira-Rio, podemos considerar que ganhamos um ponto, enquanto os gaúchos, candidatos ao título, perderam dois. Mas a situação poderia ter sido ainda melhor para nós.

Nitidamente, Milton Cruz teve medo de ganhar o jogo. Por mais que tenha entrado com um time um pouco mais ofensivo que das outras vezes, no final retrancou o time morrendo de medo de perder.

A ausência de Ganso fez com que Michel Bastos perdesse qualidade. Por mais que Michel tenha se caracterizado como o principal jogador do time nas últimas partidas, ele mostrou que não pode ser o protagonista do time, mas o coadjuvante. Com as atenções da marcação voltadas para Ganso, ele acaba sobrando. Hoje a marcação esteve toda sobre ele. Além do mais, ficou aberto por uma ponta o tempo todo, enquanto Thiago Mendes fazia o outro lado. A armação de jogadas ficou por conta de Pato, que não é do ramo e perdeu todas as jogadas. Luis Fabiano continuou isolado do mesmo jeito, mostrando que a formação ofensiva foi apenas aparência.

Do outro lado estava um Internacional todo remendado, vivendo ainda a euforia da classificação da Libertadores e não dando muita atenção ao Brasileiro. Mesmo assim Milton Cruz não soltou o time e o jogo foi, até certo ponto, modorrento.  Apenas nos últimos cinco minutos do primeiro tempo o São Paulo botou fogo no jogo. E no segundo tempo, em alguns momentos, o Tricolor foi melhor que o time gaúcho. Poderia ter insistido mais no ataque que ganharia a partida. Mas Milton Cruz começou a mudar o time e acabamos com quatro volantes, sem um meia e dois atacantes perdidos na frente.

Dito isso sinto que, no psicológico, o São Paulo perdeu dois pontos, apesar de que, na tabela e nos cálculos feitos para a briga pelo título, o Tricolor ganhou um ponto no Sul.

E não posso deixar de citar Rogério Ceni, com duas defesas de M1TO. Me desculpem os críticos, mas ele não pode se aposentar. Ainda está jogando em altíssimo nível.

Denúncias, comissões, desmandos: o São Paulo está perdendo sua essência

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, demorei um tanto para fazer este editorial, diria alguns meses, mas chegou a hora, tal o momento que o São Paulo está vivendo, em todos os sentidos. E não vou me prender aos últimos 12 meses, pois ficaríamos restritos à gestão Aidar, mas vou um pouco mais atrás, porque tudo começou quando o estatuto do clube foi rasgado e Juvenal Juvêncio conseguiu se “perpetuar” no poder. Aí começamos a nos igualar aos nossos co-irmãos.

Começo pelo futebol. Foram gastos milhões e milhões de dólares com contratações alucinógenas. Tivemos um time composto por bad boys, que custaram muito e foram quase enxotados do elenco; construiu-se o monumento chamado CT de Cotia – e, de fato, digno de nosso tamanho -, mas seu uso foi o pior possível. Não à tôa o Tricolornaweb denunciou tudo o que lá acontecia, foi alvo de processo e se saiu vitorioso.

Quando Lucas foi vendido nos posicionamos contrários à negociação. Falávamos que o dinheiro que viria sairia pelo ralo. Entenderam que, com isso, quis dizer que roubariam. Entenderam. Mas o que de fato falei é que nada de útil seria feito com aquela dinheirama toda. E aí? O que foi feito? Hoje temos uma dívida gigantesca que ultrapassa os R$ 150 milhões, praticamente impagável.

Juvenal Juvêncio, que teve tudo para sair do clube como um dos maiores e melhores presidentes de nossa história, saiu como um dos piores. Teve, em seu currículo, uma Libertadores e um Mundial, além do tricampeonato brasileiro. Mas na virada de mesa que deu, quase nos levou à série B do Brasileiro. Criou, para se sustentar, um relacionamento promíscuo com as torcidas organizadas, principalmente a Independente, que a troco de ingressos “gratuitos”, realizava protestos contra tudo e contra todos, menos contra Juvenal.

Há uma única coisa que não posso criticar Juvenal: a manutenção e conservação do clube. Como sócio desde que nasci, há 56 anos, poucas vezes vi um clube tão organizado, com tudo funcionando, como nos anos de Juvenal.

Então veio Carlos Miguel Aidar, candidato enfiado goela abaixo de todos por JJ. E bastaram três meses, não mais do que isso, para que a ruptura política surgisse e a casa caísse. De Aidar e de todo um clube. As brigas entre os dois geraram denúncias de lado a lado. A cúpula de Cotia, finalmente, foi demitida. Mas a filha do presidente foi acusada de ser agente Fifa. E o era. Disse, Mariana Aidar, que deixou de ser antes mesmo do pai tomar posse na presidência do clube.

Mas aí vieram as comissões. Uma tal Cinira, namorada de Aidar, receberia 20% para qualquer contrato que trouxesse para o clube. Depois da denúncia, o escândalo, a confirmação do fato, a revolta, socos na mesa e o distrato. Ou seja: só se percebe que algo está errado quando a denúncia surge.

Mas as comissões não deixaram de existir. Agora tem uma empresa chinesa, que vai receber R$ 18 milhões pelo contrato com a Under Armour. Ué! Mas será que é tão difícil assim encontrar uma empresa de material esportivo disposta a vestir o São Paulo, a ponto de ter que pagar uma comissão? Menos mal que o presidente do Conselho Deliberativo, o Leco, segurou o rojão, tirou da pauta e indicou uma comissão para analisar o caso. Até porque seu antecessor no cargo, José Carlos Ferreira Alves, desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo, pode ser muito atuante no TJ, porque no Conselho foi um emérito engavetador de projetos e pedidos de apuração de irregularidades, devidamente tutelado por Juvenal Juvêncio.

Mas Aidar foi fritando aos poucos, politicamente, os que ele não desejava a seu lado. Nomes como Muricy Ramalho, Roberto Natel, Milton Cruz – está sendo “fritado”, acreditem – e outros tantos no jogo político, foram minados. E hoje a relação entre presidência, diretoria, elenco e torcedores é a pior possível. Nunca vi tão deteriorada assim. E digo mais: a credibilidade da diretoria com a torcida, acabou.

Para piorar, entro aqui no Social, surgem denúncias também dos diretores. Recentemente publicamos que a advogada Maria Isabel Gusman, sócia,  denunciou a diretora do Depto. Feminino, Mara Casares, de trocar a reativação de um título do clube por favores pessoais, além de ser ainda apontada como dona de negócios no Morumbi, com lucros que passariam de R$ 2 milhões. Abriu um processo na Justiça contra ela.

No clube, a pior solução que poderia ser dada: sabe-se lá o porquê – acredito que pura influência – o presidente da Comissão Disciplinar, suspendeu sumariamente o título de Maria Isabel, enquanto que Mara, a denunciada, continua diretora, com todo apoio de seus pares. Não a estou acusando de nada, mas deveria, no mínimo, se afastar para que tudo fosse apurado. E o presidente da Comissão Disciplinar deve, sim, uma explicação por sua atitude unilateral.

No clube são vistos diretores discutindo, outros mandando mensagens por celular desafiando por brigas “lá fora”, um que chegou às vias de fato com um sócio, mas nada aconteceu com ele. E outras denúncias pairam sobre atitudes de diretores no clube. Mas essas ainda não tenho como provar, portanto, fico, por hora, calado.

Assim está o São Paulo. Aquele que foi um clube digno da presença das famílias, que teve um time que honrava seu manto sagrado, com uma torcida orgulhosa de poder chamá-lo de Soberano, hoje jogado ao lugar comum, largado às traças, comparado com os escândalos da nossa República, do nosso Estado e do nosso Município. É com tristeza que vejo que, o lugar que nasci, me criei e criei meus filhos, hoje se transformou em algo abominável, onde quem está no poder que lucrar a qualquer custo e se esquece que ali existe uma instituição, que outrora foi um dos maiores do mundo, mas hoje padece na sua própria essência.

 

Nota: Fui informado agora há pouco que Paulo Mutti não é mais o presidente da Comissão Disciplinar. Por isso retirei seu nome do texto. Estava estranhando, mesmo, essa atitude, se fosse dele. Sempre me pareceu muito decente em suas decisões. Pior ainda que, também me chega ao conhecimento que não foi o presidente da Comissão Disciplinar quem suspendeu a sócia Maria Isabel, mas o vice-presidente Social e de Esportes Amadores, atendendo pedido da diretora Feminina, Mara Casares. Então cabe a ele, Antonio Donizete Gonçalves, esclarecer o fato.

 

Vamos pensar no Brasileiro. Então a vitória foi importante!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo goleou o Joinville, no Morumbi e avançou no Campeonato Brasileiro. Vitória importante para a sequência do torneio.

Não se pode imaginar o time que quer ser campeão num torneio por pontos corridos perder ou empatar em casa, quanto mais jogando contra um time que poderá ser batido também na casa dele. Portanto, lição de casa feita.

Não adianta ficarmos chorando a Libertadores que se foi. O Brasileiro é, mais do que a chance de voltarmos a esta competição no próximo ano, um título importantíssimo a ser conquistado.

Mais uma vez não gostei do time escalado por Milton Cruz. E não é porque ganhou por 3 a 0 que vou admitir que ele estava correto. Treinou a semana toda com Pato e Luis Fabiano e aparece com Thiago Mendes. Foi mais ou menos o que fez Muricy Ramalho naquele jogo contra o Corinthians, em Itaquera, quando treinou a semana toda com um time e apareceu com Michel Bastos na lateral e Maicon no meio.

Por outro lado gostei do posicionamento do Ganso. Um pouco mais recuado, alternou com Michel Bastos a saída de bola, fazendo a transição da defesa para o ataque. Isso trouxe a marcação do Joinville um pouco mais para a frente, deixando a intermediária catarinense menos povoada. Além do mais, a qualidade na transição melhorou bastante.

Importante ver que Michel Bastos está plenamente recuperado da dengue e isso acaba fazendo a diferença, pois ele é, hoje, o principal jogador do time.

Vitória fácil, tranquila, agora é pensar no Internacional, domingo que vem, em Porto Alegre.

Derrota num estádio vazio. Tão vazio quanto o futebol do time

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o futebol do São Paulo foi tão pequenininho, tão pequenininho, que pareceu o vazio do estádio Moisés Lucarelli. Sem tática, sem vontade, sem técnico, sem fibra, sem técnica, sem nada. Foram 90 minutos com dois chutes a gol e um massacre da Ponte Preta. Não fosse Rogério Ceni – que falhou no gol, é verdade – e voltaríamos de Campinas com uma sonora goleada. Falar em 5 ou 6 a 0 não é absurdo.

Milton Cruz voltou a insistir com três volantes. Ah, ele diz que Wesley atua mais como meia. Mas Wesley, na minha visão, é um jogador apenas mediano, que deve jogar como segundo volante ou lateral, nunca como meia. Não tem aptidão para isso. Então entrou com três volantes, fazendo Centurion jogar no meio com Ganso e Pato, mais uma vez, isolado lá na frente.

Para completar a micelânia, Centurion perdeu a bola na defesa e saiu o gol da Ponte. Daí para a frente foi domínio total dos campineiros. Eles chegavam ao gol do São Paulo como bem queriam. Nosso volantes, Rodrigo Caio e Hudson, não davam conta da marcação. A defesa ficava exposta e os laterais não atacavam… e também não defendiam.

Rodrigo Caio estava irreconhecível. Eu, que defendi que a dupla de volantes deveria ser  Rodrigo Caio e Hudson, me arrependi profundamente. Ele conseguiu errar mais passes do que Denilson. E o Hudson não teve a pegada que Souza tem ali na marcação.

O ataque não existiu. Milton Cruz até que concertou o erro inicial, quando tirou Wesley e colocou Luis Fabiano. Mas foi apenas um lampejo de que algo poderia melhorar. Ficou tudo na mesma e LF ainda tomou um cartão amarelo por reclamação.

Pior é ouvir, depois de tudo, o presidente Carlos Miguel Aidar reconhecer que nos livramos de uma goleada, mostrar descontentamento, mas ratificar a confiança em Milton Cruz. Isso quer dizer que nada vai mudar e vamos continuar do jeito que está, sem técnico, nesta “eficiente gestão moderna” do seu Aidar. Talvez modernidade signifique não ter técnico. Então…

A culpa da eliminação é de todos. A começar por Aidar.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo foi eliminado da Libertadores e a culpa tem que ser diluída entre muitas pessoas. Mas ela começa pelo presidente, passa pela diretoria de futebol, atravessa a “comissão técnica” e chega aos jogadores.

Primeiro quero falar sobre a partida. Assim vou enumerando esses culpados, no caminho inverso que indiquei acima.

O time não jogou nada, absolutamente nada. Foi um time medroso, que estava preocupado em não perder e em nenhum momento pensou que poderia ganhar. Bastava jogar metade do que jogou no Morumbi, e sairíamos do Mineirão classificados.M1TO

Mas temos Reinaldo no time. O lateral que até jogou razoavelmente bem – pois nos acostumamos a achar que jogador “meia-boca” joga bem – , mas nesta quarta-feira voltou a ser aquele mesmo lateral, que um dia teve unanimidade contra. Ele perdeu todas, absolutamente todas, as jogadas para Marquinhos. E no banco, aquele que “está” técnico não enxergou o quadro. Wesley, escalado para ajudar no setor, não marcava, não defendia, não atacava, não fazia nada. O gol não poderia ter saído por outro lugar.

Vieram os pênaltis. Rogério Ceni, para sempre o M1TO, marcou, defendeu e, então, viu a tragédia acontecer. A começar por Souza, a quem nunca vi batendo uma penalidade. Nem chutar para o gol ele sabe. Isolou. Depois, Luis Fabiano, eterno perdedor de pênaltis, perdeu mais um. Na última cobrança, o M1TO mais uma vez fez a parte dele e devolveu o São Paulo à disputa. Mas aí veio Lucão, garoto de 18 anos, num Mineirão lotado, cobrar na série alternada. Claro, errou. E ficamos fora.

Aí passo ao segundo culpado: Milton Cruz. Tenho criticado consecutivamente a escalação de três ou quatro volantes. De que adianta essa retranca toda se fomos  pegos em contra-ataques diversas vezes e perdemos o jogo, sem ter qualquer chance de reação. Quando precisa botar o time para a frente, coloca Luis Fabiano e tira Pato. Troca seis por meia dúzia. E coloca Hudson no  lugar de Michel Bastos. Ele não queria ganhar o jogo. Não queria nem buscar o empate. E, para completar a tragédia, foi o responsável pela indicação dos cobradores de pênaltis. Portanto, ele escalou Souza e Lucão, preterindo Rafael Tolói e Denilson, que são cobradores.

Mas por que Milton Cruz fez isso? Porque “estava técnico”, bancado por Carlos Miguel Aidar e toda a diretoria do São Paulo. Eles, assim como nós, torcedores, foram iludidos pelas vitórias sobre o Corinthians e o próprio Cruzeiro. Só que nós, torcedores, somos passionais e nos é permitido pensar com o coração. Ao presidente e seus diretores, não. Precisam aliar coração à razão. E o lógico seria ter aproveitado os 15 dias que o time ficou parado entre o jogo do Corinthians e o do Cruzeiro e ter contratado um técnico, para dar início ao trabalho.

E agora? Agora irá atrás de um técnico. Não sei qual, mas irá. Esperou a vaca ir para o brejo, o time ser eliminado da Libertadores para fazer o que deveria ser feito há um mês. Mas, sinceramente, só espero que faça logo. Ou será tarde até para almejar alguma coisa no Campeonato Brasileiro, ainda que seja apenas a briga por uma vaga para a Libertadores.