A torcida fez a festa e o time correspondeu

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo venceu o Coritiba no Morumbi por 3 a 1 e bateu recorde de público no Campeonato Brasileiro: quase 60 mil pessoas estiveram presentes fazendo uma grande festa, mostrando que quando o preço é justo o público vai. E o horário das 11h está plenamente aprovado. Haja visto o número que vem sendo alcançado nos diversos jogos matutinos.

Entrando com um time muito ofensivo, com Michel Bastos pela lateral esquerda, dois volantes e Ganso fazendo a ligação para três atacantes, Juan Carlos Osório deu mostras que o time iria para cima. E não poderia ser diferente, pois jogando contra um dos piores times do campeonato, dentro do Morumbi, a ordem era atacar.

Só que o desempenho do Tricolor esteve abaixo de quarta-feira, quando houve um domínio completo sobre o Vasco. O jogo demorou um pouco para encaixar, mas em manhã de Pato muito inspirado, com uma jogada nitidamente ensaiada, onde Lucão sai pela esquerda e mete a bola em velocidade para Pato, junto à linha lateral, saiu o primeiro gol, em brilhante lançamento e jogada de Pato, para a conclusão de Centurion.

Depois, mais um lindo lançamento de Lucão para Pato, na mesma posição, ele corta em diagonal e marca um belo gol. A fatura estava liquidada. Bastava controlar o jogo, pois o Coritiba não teria forças para nada.

No segundo tempo bateu o cansaço e o ritmo caiu. Mesmo assim Pato, de novo ele, teve duas grandes jogadas e poderia ter servido Luis Fabiano, na primeira, e Michel Bastos, na segunda. Quis ir sozinho e perdeu a bola. O egoísmo prevaleceu.

Num descuido da defesa o São Paulo sofreu o gol. E, pode parecer incrível, mas o time sentiu. Passou a correr riscos com um aparente cansaço de todos os jogadores. João Schimidt entrou para reforçar o meio; também entrou Mateus Reis, com Michel Bastos indo para a frente, porque Centurion estava com a língua para fora; e Boschilia foi para o lugar de Ganso para dar mais mobilidade.

Já no final Pato marcou mais um, em jogada de cunho pessoal. Ainda teria o gol de Luis Fabiano, mas o árbitro apitou o fim do jogo no momento em que ele finalizava. Ridículo por parte da arbitragem.

O grande destaque, além de Pato e Lucão, fica por conta da torcida. Conseguiu bater o recorde do campeonato e mostrar que está com o time, quando ele merece. É só a diretoria não fazer bobagens que a coisa anda.

Vitória convincente, onde a bola entrou

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo venceu e convenceu nesta quarta-feira. Uma goleada de 4 a 0 sobre o Vasco, com um pênalti não marcado, não dá para discutir.

Os primeiros 20 minutos do time foram sensacionais. O São Paulo engoliu o Vasco, pressionou a saída de bola, marcou no campo adversário, manteve a posse de bola, teve calma para encontrar o espaço livre e chegou aos 2 a 0 sem a menor dificuldade.

Aí, como era de se esperar, diminuiu o ritmo. Apesar de Juan Carlos Osório pedir insistentemente que a marcação continuasse adiantada, os quatro jogadores de frente – Pato, Centurion, Michel Bastos e Ganso – passaram a marcar mais na intermediária. Os volantes também recuaram e o Vasco teve um pseudo crescimento. Até teve duas oportunidades de gol, como Rogério Ceni fazendo ótimas defesas. Mas isso só aconteceu por erro na saída de bola. Em uma delas foi o próprio Rogério quem fez a bobagem e em outra foi Rafael Tolói quem tentou sair jogando, escorregou, caiu e armou o contra-ataque adversário.

Isso até deu um ânimo para o Vasco, que voltou o segundo tempo partindo para cima do São Paulo. Mas logo saiu o terceiro gol e o baldo de água fria foi jogado sobre os cariocas.

O São Paulo passou a administrar o resultado, mas de forma perigosa, pois essa administração gerou um afrouxamento na marcação. O Vasco, então, teve três chances claras de gol desperdiçadas pelo colombiano Riasco. É fato que também houve um pênalti claro sobre Pato, não marcado pelo árbitro.

Osório reforçou a marcação, colocando Hudson em campo e, na sequência, tirando Ganso e fazendo entrar Boschilia. Isso deu mais velocidade ao meio de campo, aliado com a marcação mais forte. O quarto gol foi consequência do trabalho desenvolvido no jogo.

Resultado ótimo para retomarmos o caminho que vínhamos trilhando no começo do campeonato. A única coisa que não quero pensar – mesmo pensando – é que essa vontade louca e esse futebol eficiente apresentado ontem tenha a ver com a emissão das notas de direitos de imagem para o pagamento dos atrasados.

Carta aos amigos são-paulinos, leitores do Tricolornaweb

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o que vou relatar aqui poderia ser desnecessário por ter se passado na rádio Jovem Pan, no programa Plantão de Sábado, no último dia 04. Mas como o Paulo Pontes da Jovem Pan é o mesmo do Tricolornaweb, portanto, sou eu, não há muito como desvencilhar as duas coisas e deixar que o meu leitor do site, que não ouve a Jovem Pan, fique sem saber dos fatos. E se o soube, merece minha explicação.

Durante o programa, onde falamos de esportes e jornalismo, abordamos o São Paulo. Após a entrevista de Juan Carlos Osório eu disse que o Tricolor atravessa um momento muito difícil no âmbito financeiro. Deve quatro meses de direito de imagem para os jogadores, alguns funcionários do clube também estão com salários atrasados e até promissórias de bancos. Afirmei que essa situação não é culpa exclusiva de Carlos Miguel Aidar, pois foi feita por Juvenal Juvêncio mas Aidar não pode ser poupado, pois além de ter sido o mentor jurídico que permitiu a mudança do estatuto social, aumentou a dívida. E como candidato da situação não poderia alegar desconhecimento deste quadro. Ou seria bobo demais.

Então eu disse que não tinha entendido ainda, o fracasso na negociação de Rodrigo Caio, mas que o dinheiro oriundo das vendas de Souza, Paulo Miranda e Denilson seria suficiente para quitar a dívida salarial. O Nilson Cesar, narrador titular da Jovem Pan, me perguntou se o dinheiro viria limpo, sem comissões. Eu, jocosamente, falei que essa pergunta deveria ser dirigida à Cinira.

O presidente do São Paulo,  Carlos Miguel Aidar, ligou para a Jovem Pan, pediu para entrar no ar – no que foi prontamente atendido -, recusou-se a responder a pergunta sobre Rodrigo Caio, feito pelo reporter Felipe Motta, e perguntou:

– Quem aí do estúdio pronunciou o nome da Cinira?

Respondi de pronto que tinha sido eu, Paulo Pontes.

Ele disse que eu teria notícias dele mais tarde. E, alucinadamente, começou a me atacar, afirmando que nenhum salário de funcionário do clube estava atrasado e que alguns jogadores, que tinham três meses de atraso, teriam os valores quitados na segunda-feira (06.07), com fluxo de caixa do São Paulo, independente do dinheiro oriundo da venda dos jogadores.

Como ele disse que eu era um detrator, tentei entrar no debate e ele me mandou ficar quieto. Então fui obrigado a ser duro, gritar com ele no ar exigindo respeito e o colocando em seu lugar.

Aidar afirmou que vai me processar e, não contente com o show de horrores, afirmou que eu tinha ido à sua sala pedir para ele financiar meu “blog” e como ele não tinha dado dinheiro, eu passei a atacá-lo.

Vamos aos fatos:

Ninguém vai me mandar ficar quieto no ar, mesmo que seja o insignificante Carlos Miguel Aidar, que hoje ocupa um cargo da maior importância – sem merecê-lo – de presidente do São Paulo. Então respeito a liturgia do cargo, não quem o ocupa. Detrator? Vamos ver:

Fui a sala dele sim uma única vez, convidado  que fui algumas vezes. Não estava só eu. Existiam mais duas pessoas, cujos nomes não vou revelar, mas que são sócios do São Paulo tanto quanto eu e, portanto, testemunharam tudo o que ocorreu lá nas duas horas e 15 minutos que conversamos.

Aidar fez questão de contar detalhes de seu relacionamento com Cinira, sua namorada, e até algumas particularidades que eu, eticamente, não vou externar; contou como começou sua trajetória para chegar a presidência do clube, afirmando estar ausente de todas as atividades do Tricolor há mais de dez anos, até das reuniões do Conselho e dos jogos. Disse particularidades sobre Muricy Ramalho, Luis Fabiano, possíveis contratações e jogadores que ele não renovaria o contrato. Me pediu off em tudo o que conversamos e eu, eticamente, atendi o pedido e nunca publiquei uma linha, apesar de saber, inclusive, que Muricy seria demitido em curto espaço de tempo, como realmente o foi.

No final da conversa, quando já íamos nos retirar, disse a ele que quando começasse a campanha publicitária do Sócio-Torcedor o Tricolornaweb se candidataria a receber a campanha, pelo que representa junto ao torcedor e ao sócio do São Paulo. Ele disse que avisaria Douglas Shwartzmann, vice-presidente de Marketing, sobre o assunto. Também pedi para que, quando a Under Armour passasse a ser a fornecedora de material do São Paulo (aliás, outra confidência que guardei comigo), eu pudesse apresentar o site para a empresa, a busca de patrocínio.

Portanto, em nenhum momento pedi para o São Paulo bancar alguma coisa no site ou coloquei o fator financeiro como sendo a balança do nível de comentários que faço aqui. Para quem não entendeu, não vinculei nem nunca vincularia falar bem ou falar mal em troca de patrocínio. E a Sabesp sabe bem disso que estou falando. Pois bati tanto na empresa que perdi o patrocínio. E, como dizem por aí, estou beijando o ombro para isso.

O Tricolornaweb tem honrosamente o patrocínio do Bradesco há cinco anos. Mas é um meio de comunicação e que, portanto, vende seu espaço. E seria óbvio que tivesse preferencialmente publicidade de empresas parceiras do São Paulo. Ou esperam que eu vá pedir patrocínio para a Adidas ou para a Nike?

Nunca fiquei nem nunca ficarei quieto para desmandos em qualquer setor do País. Não ficaria também para as coisas do São Paulo. Não espere, presidente Carlos Miguel Aidar, que o Tricolornaweb se tornará oposição pelo gesto tresloucado, longe de estar na altura do cargo que ocupa, praticado pelo senhor. O Tricolornaweb continuará sendo crítico, sim, como sempre o foi. Mas saberá enxergar as coisas boas, como sempre o fez.

A minha carreira, seja na época de Rádio Bandeirantes por dez anos, seja na Jovem Pan onde estou há 19 anos, e no Tricolornaweb, há 11 anos, é limpa, ética e íntegra. Nunca fui instigado a responder por qualquer ato de corrupção ou de falta de ética. Minha conduta permanecerá exatamente igual sempre foi, sem tirar nem por.

Quanto ao processo que ele vai mover contra mim, será só mais um. Mas peço ao presidente que se aconselhe com Juvenal Juvêncio, que patrocinou Geraldo & Cia em Cotia para me processar, e sabe bem no que deu.

Desculpem a carta e a extensão, mas devia esta explicação aos leitores do site.

Mais uma partida que o São Paulo domina, mas não ganha

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, já está sendo possível observar o esquema tático adotado por Juan Carlos Osório. O time avança muito a marcação, diminui o espaço do campo e tenta pressionar o adversário em seu campo.

No primeiro tempo, Lucão era volante e tinha que descer, Edson Silva jogava na intermediária adversária e o mais recuado era Rafael Tolói, no círculo central, mas no campo do Fluminense. Isso é diminuir espaço para o adversário. E o São Paulo foi melhor contra o Palmeiras (até tomar o gol), contra o Atlético-PR (até tomar o gol) e hoje. Só que não consegue finalizar ou o faz muito mal. Já desconsiderássemos o gol de Centurion em Curitiba, numa pixotada do goleiro adversário, estaríamos a três partidas sem marcar um gol.

Com isso não quero dizer que o futebol foi brilhante. Não. O jogo foi horrível, chegando a dar sono em alguns momentos. Um time, o do Fluminense, que só veio para se defender e levar um ponto para o Rio de Janeiro e outro que veio para ganhar, mas não soube como fazer isso.

Atribuo o empate sem gols principalmente às participações do quarteto mágico, que de mágico não tem nada. Ganso, Pato, Luis Fabiano e Michel Bastos se julgam grandes craques e ficam parados, esperando a bola chegar. O piano é carregado pelos volantes e pelos zagueiros. E, convenhamos, não posso cobrar desempenho técnico primoroso de Edson Silva, Lucão, Reinaldo e daí afora.

Mandamos duas bolas na trave. Diego Cavaliere fez uma boa defesa. De resto, cortou todos os escanteios e cruzamentos de fora da área. Rogério não trabalhou na partida. Prova que a marcação funcionou. Mas o time não chuta em gol e, portanto, não pode marcar gol.

O técnico colombiano mexeu bem no time. As alterações deram resultados e fizeram o São Paulo crescer em campo, principalmente Wesley, que entrou muito bem no jogo. Mas o que foi dito por Michel Bastos ao ser substituído, se for verdade, é muito grave e mostra o ambiente que se vive no CT da Barra Funda, não muito diferente do vivido nos corredores do Morumbi.

Vou aqui reforçar minha confiança em Juan Carlos Osório. Acho que, por mais que tenha falhado aqui ou ali, não é o momento de crucificá-lo, pois não vejo culpa nele do que está acontecendo. Não é ele quem paga o salário dos jogadores. Ele fica sem graça de cobrar mais empenho, pois os direitos de imagem, como é de domínio público, está atrasado há quatro meses.

Derrota no Paraná já era esperada

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, não me surpreendeu a derrota do São Paulo para o Atlético-PR nessa quarta-feira. Quando começa o Brasileiro, costumo pegar a tabela e fazer uma projeção de pontos. O jogo da Arena da Baixada sempre considero zero.

Mas, assim como no último domingo, o time começou jogando bem e até dominou o jogo. Ganso perdeu um gol incrível. Antes Pato já havia feito uma boa jogada, chutando próximo à trave.  Aliás,  na formação feita por Osório, Cafu e Pato jogaram abertos, Michel Bastos ficou recuado e Ganso foi o centro-avante. A movimentação me agradou. De novo, no entanto, teve uma bola alta em nossa área e tomamos o gol

É impressionante como o time entra em parafuso quando sofre um gol. O São Paulo caiu de rendimento e passou a ser dominado pelo clube paranaense. Wesley e Thiago Mendes que vinham fazendo boa partida como volantes, com qualidade na saída de bola, passaram a errar passes fácies. Pato e Ganso morreram. Rogério Ceni foi exigido em pelo menos duas oportunidades, fazendo grandes defesas e evitando um placar mais elástico.

Veio o segundo tempo e a apatia continuava. Jonathan Cafu, cuja contratação até agora não entendi, não ganhava uma única bola pela direita. Osório, via Milton Cruz, demorou para colocar Centurion em campo.Quando o fez já perdíamos por 2 a 0 e a virada já se mostrava impossível de acontecer.

A defesa, uma verdadeira água. Lucão vai bem, vai bem, vai bem, mas teve participação direta nos dois gols. Edson Silva dispensa comentários. E os laterais não atacaram como deveriam e foram falhos na marcação. Essa somatória de fatos explica mais uma derrota do São Paulo.

E o que mais me assusta são as informações que me chegam a todo momento sobre a situação financeira do clube. Algo nunca visto em nossa história. Só me fazem crer que vamos ter que lutar muito este ano para não irmos para na série B, porque título – e até Libertadores – são metas que nem no mais otimista dos diretores acredita, apesar de não assumir publicamente.

Com 4 a 0, é difícil achar algo positivo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, apesar de ter dado notas baixas para todos os jogadores e na coluna Sobe e Desce ter colocado o time inteiro no “desce”, vou emitir meu comentário na esteira do que falou Rogério Ceni, na saída do campo, logo após o final do jogo: foi muito azar.

O começo do jogo foi muito equilibrado, com o São Paulo tendo as primeiras chances de gol. Pato fez grande jogada e acertou a trave e depois, em duas jogadas pela esquerda, Michel Bastos chutou de forma bisonha para fora do estádio, quando estava de frente para o gol.

O gol do Palmeiras saiu de um bate rebate no meio de campo, que começa com falha de Ganso que não acompanhou Arouca e os dois volantes que não fizeram a cobertura da entrada da área. Para piorar, o chute do jogador palmeirense, que estava na direção de Rogério Ceni, desvia em Souza e vai para o outro lado. Puro azar.

Aí o São Paulo se perdeu. E nesse ponto que eu dei nota baixa para todos. O time perdeu articulação, contra-ataque, ficou aberto e com a defesa pessimamente colocada. Levamos uma bola na trave, numa cobrança de escanteio, quando a defesa ficou olhado o adversário cabecear sozinho, e na sequência, saiu o segundo gol, quase num replay da jogada anterior. Então a coisa degringolou de vez e eu já não esperava nada do time, como reação, pois já me acostumei com esse elenco frouxo e sem alma.

Para piorar, Juan Carlos Osório foi expulso no intervalo. Para mim mais um abuso de autoridade do árbitro do que propriamente justiça. Basta lembrar que Bruno tomou cartão amarelo por reclamação, mas pouco antes um zagueiro palmeirense agarrou a camisa de Luis Fabiano, que partia para o contra-ataque, e não recebeu a mesma advertência. Em hipótese alguma vou atribuir a derrota ao árbitro, mas é fato que essa regra de punir com cartão que reclama de alguma coisa é esdrúxula.

No segundo tempo torci muito para o relógio andar rápido. Até achei que a troca de Hudson por Centurion, com Michel Bastos recuando para volante, poderia dar mais ofensividade. Mas para não ficarmos abertos ao contra-ataque, a marcação teria que ser de pressão. E não houve nem a pressão, nem a distância. e o Resultado foi o 4 a 0. Absolutamente merecido, pelas circunstâncias do jogo.

Agora temos que juntar os cacos e nos preparar para nova derrota. Ou alguém aí acredita que o São Paulo ganhará do Atlético-PR na Arena da Baixada?

Erro claro do técnico fez São Paulo perder a liderança

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo tinha obrigação de ganhar a partida contra o Avaí no Morumbi. Mais do que isso, tinha o jogo ganho. Mas nada como o dedo – errado – do técnico para colocar tudo a perder. E pôs. O gol que tomamos aos 45 minutos do segundo tempo foi um castigo para quem age errado.

Já fui indiretamente criticado nas notas dos jogadores ao dar 2 para Juan Carlos Osório. O fato de colocá-lo como único culpado pelo empate não quer dizer que não tenho paciência e que já estou pedindo a cabeça do treinador. As pessoas precisam entender que na página de “Notas dos jogadores” dou a qualificação para aquilo que vi em campo naquele jogo. Já dei 3 para Rogério Ceni sem, no entanto, achar que ele é 10 em sua carreira.

Portanto, explicado isso, voltou a insistir na culpa única e exclusiva de Osório. Já entrou com o time errado, pois jogando no Morumbi, precisando vencer o frágil Avaí, deveria ter começado com Centurion no lugar de Thiago Mendes e no decorrer da partida, já em vantagem, tirar Centurion e colocar Thiago Mendes para segurar mais a marcação.

O time não jogou mal no primeiro tempo. Marcou a saída de bola, teve algumas oportunidades, um gol mal anulado de Pato, defesas do goleiro, gol perdido pelo Ganso, enfim, o gol seria questão de tempo para sair. E veio na segunda etapa, com o time repetindo o futebol do primeiro tempo.

Um a zero no placar e o Avaí teria que se abrir e vir para a frente, como veio. Seria o caso de manter o time no mesmo esquema ou até colocar Centurion no lugar de T. Mendes. Ganharia força e velocidade no contra-ataque, mantendo três na frente. Ao tirar Thiago Mendes para colocar Edson Silva, formando o 3-5-2, ele trouxe o Avaí para cima do São Paulo. Sofremos tamanha pressão que parecia que o jogo era na Ressacada.

Para piorar um pouco mais colocou Centurion no lugar de Pato. Ou seja, ficamos sem homem referência. Quantas bolas tivemos nos contra-ataques, e Michel Temer ou mesmo Centurion ficavam procurando a quem passar. Então Osório deveria ordenar a Ganso que fizesse esse papel. Mas Ganso estava jogando próximo à linha do meio de campo. Mandar Carlinhos atacar, risível, pois, da mesma forma, ele não tinha para quem cruzar. Portanto as jogadas corretas teriam que ser as diagonais e não a linha de fundo.

Sofremos o empate no final e só não foi pior porque Renan apareceu duas vezes em grandes defesas, mostrando que podemos começar a nos tranquilizar quando houver a sucessão de Rogério Ceni.

Agora serão dois jogos fora de casa: o Palmeiras e o Atlético Paranaense. Os dois pontos perdidos hoje farão muita falta nesta sequência, podem ter certeza.

Apesar do futebol ruim, a vitória foi importante

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo conseguiu sua primeira vitória fora de casa. E não é qualquer um que vai ganhar da Chapecoense em seu estádio. Muito pequeno, um verdadeiro caldeirão, muitos times perderão pontos lá. Mas o Tricolor foi lá e conseguiu a vitória, assumindo a liderança do Brasileiro. Mais do que isso, dá moral ao time que não vinha conseguindo bons resultados como visitante.

O futebol não foi dos melhores. Tecnicamente deixou muito a desejar, mas ressaltou que o time está mudando de postura. A marcação foi forte, os jogadores não ficam mais cercando o adversário, mas dão o combate dividindo as jogadas e as saídas em contra-ataques estão muito mais rápidas. Fez falta Ganso, que no jogo contra o Grêmio foi quem ficou responsável por receber essa bola da defesa e ligar o ataque. Hoje faltou qualidade, mas surpreendeu pela velocidade.

Outro ponto que me chamou bastante a atenção foi a atuação de Juan Carlos Osório. Mesmo vencendo, suas substituições foram no sentido de maior poder ofensivo ao time. Ele poderia ter colocado Edson Silva no lugar de Reinaldo, quando se machucou, formando um 3-5-2. Mas preferiu colocar Pato, trazendo Carlinhos um pouco mais para trás. Depois, com a saída de Carlinhos, mais uma vez teve a possibilidade de formar o 3-5-2, mas colocou Auro bem aberto na direita, na frente, recuando Michel Bastos para o setor esquerdo e Wesley trabalhando bem aberto por este lado.

Enfim, os primeiros resultados, que ainda não apresentam o efetivo trabalho de Osório, tem sido satisfatórios. Espero que a evolução continue, pois teremos no próximo jogo o Avaí, no Morumbi, com obrigação de vitória. Depois serão dois jogos fora – Palmeiras e Atlético-PR -, já com uma certa gordurinha que nos permita buscar dois empates e seguir firme no Brasileiro.

Time já deu mostras do que poderá fazer com Osório

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb. Muitos estranharam um não posicionamento de minha parte quanto à contratação de Juan Carlos Osório para dirigir o São Paulo. Não posso me manifestar favoravelmente ou contrário se não conheço o trabalho do cidadão. Fosse Luxemburgo, Mano, Abel ou sei lá quem o escolhido, teria opinião formada. Mas o único sentimento que tive em relação ao colombiano foi o de desejar-lhe boa sorte e aguardar o início do trabalho.

Dito isso, quero afirmar que fiquei encantado com o que vi. E foram apenas dois dias de contato e treinamento direto com ele. O São Paulo não deixou o Grêmio jogar. Encurralou o time gaúcho em seu campo, teve domínio absoluto das ações, com marcação muito adiantada e no campo todo.

Luis Fabiano e Ganso correram como há muito eu não via. Rodrigo Caio fez uma partida soberba na defesa, mostrando que nossa zaga pode, sim, ser melhorada. Basta enxergar o jogador certo para a posição certa. Carlinhos fez outra boa partida pela esquerda, dando a impressão que se adaptou ao clube e vai tomar conta da posição.

Senti no semblante de cada jogador o respeito pelo novo treinador e no final da partida, a sensação de dever cumprido, com a tarefa bem executada. Estamos na segunda posição do Brasileiro, com 100 por cento de aproveitamento no Morumbi. Só precisamos começar a ganhar pontos fora. Quem sabe seja a virada que precisávamos para mexer com o elenco e botar esses jogadores para cima. É a minha esperança.

Vitória sobre o Santos foi essencial para a sequência do campeonato

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, campeonato por pontos corridos é assim: se ganha em casa e busca empatar fora. Seguindo este preceito, vencemos em casa. E um clássico.

O jogo foi tecnicamente fraco, tanto que os gols surgiram de bola parada, exceção ao segundo do Santos. Mesmo sem a qualidade esperada, um jogo com cinco gols e com tantas alternativas, virada prá lá, virada prá cá, é inegável admitir que foi dos mais emocionantes.

Milton Cruz repetiu a fórmula que vem adotando, com três volantes, sendo que este terceiro, no caso Thiago Mendes jogando bem aberto pela direita. Aliás, ele foi o encarregado de cobrar todas as bolas paradas. Errou todas, menos uma: a que originou o segundo gol do Tricolor.

Entendo a escalação de Thiago Mendes, para fechar o lado direito, já que Bruno desce bastante. Mas Centurion poderia fazer esse papel e deixaria o time mais ofensivo ainda. Tenho esperança que Juan Carlos Osório perceba isso.

E o M1TO acabou sendo o personagem da noite mais uma vez. Defendeu um pênalti (fato que o gol saiu no rebote), falhou no segundo gol santista, mas converteu o pênalti dando a vitória ao São Paulo. Por isso não cansamos de dizer que todos tem goleiro, só nós temos Rogério. Goleiro e matador.

Sábado teremos o Grêmio pela frente. De novo no Morumbi. Jogo que marcará a estréia de Juan Carlos Osorio. É para ganhar. Benfenido, Osório!