A falta de pontaria derrubou o São Paulo em Joinville

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo não poderia ter perdido dois pontos em Joinville nesta noite de quarta-feira. Se quer brigar pela Libertadores, já que o título, a meu ver, está quase impossível, não pode se dar ao luxo de não vencer um time que está na zona de rebaixamento, ainda que jogando em sua casa.

O São Paulo começou o jogo sendo pressionado pelo Joinville, mas com 15 minutos já ditava as regras da partida e mantinha o domínio. Mas o time ressentia de boas finalizações, porque a defesa catarinense jogava em linha, forçando o impedimento, só que muito mal treinada. E aí faltou o lançamento preciso para a boa penetração. Ganso, que geralmente fica omisso no jogo mas acerta um lançamento preciso, botando o companheiro na cara do gol, nesta noite fez o inverso:  participou bastante, mas errou muito.

Mesmo assim Wilder, de novo, acertou um chute no travessão e no final do primeiro tempo Michel Bastos perdeu um gol inacreditável, após o Joinville também ter acertado uma bola na trave.

No segundo tempo o jogo ficou ainda mais aberto e foi o Joinville quem teve as melhores oportunidades, parando nas mãos de Renan.

Mas coube a Alexandra Pato perder o gol da vitória, pois no último lance da partida, em cobrança de escanteio, a bola sobrou para ele dentro da pequena área e o goleiro fez um milagre.

Estivéssemos lá na frente, poderíamos considerar o empate como bom resultado por ter sido fora, mas na atual circunstância, entendo que perdemos dois pontos, ao invés de ganharmos um.

Vitória fácil de um time óbvio

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo não teve a menor dificuldade para vencer a Ponte Preta por 3 a 0 no Morumbi, neste sábado à noite. Ganso, Pato e Michel Bastos lideraram o time e o futebol fluiu. E, claro, quando estes três jogadores estão a fim de jogar, a coisa fica muito mais fácil. Sem contar que a escalação colocada em campo foi daquelas que podem ser chamadas de “óbvias”.

Osorio poupou Carlinhos e retornou Michel Bastos para o lugar onde rende mais, que é do meio para a frente, caindo pelo lado direito. Michel não só criou chances como marcou um gol. Achei, também, que a dupla de volantes escalada – Thiago Mendes e Wesley – tornou o meio de campo mais rápido, não só na saída de bola, como na cobertura da zaga.

É verdade que a Ponte teve algumas oportunidades, paradas nas mãos de Renan que voltou a ter bela atuação. Mas isso deveu-se, principalmente, a lentidão de Luiz Eduardo, que tem que ser coberto por um volante. E não temos nem como pensar num eventual reserva, pois este é Edson Silva, muito mais lento ainda do que ele.

Na sequência teremos o Jonville, em Santa Catarina, time que está brigando contra o rebaixamento, mas que me parece ser quase impossível escapar da queda. Temos que fazer esta marcação pressão no campo do adversário desde o início e buscar o gol. É possível vencer. Assim vamos solidificando nossa posição no G4, até porque título…acho que já ficou para trás.

Classificação obrigatória na Copa do Brasil

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo goleou o Ceará por 3 a 0, em Fortaleza, reverteu a situação e obteve a classificação para as quartas-de-final da Copa do Brasil. Como escrevi no título deste comentário, foi uma vitória obrigatória. Seria um dos maiores vexames de nossa história se fôssemos eliminados da competição pelo time reserva do penúltimo colocado da Série B do Campeonato Brasileiro. Já foi vergonhosa a derrota no Morumbi. Menos mal que houve a recuperação.

O São Paulo não apresentou aquele futebol dos sonhos, mas ao menos lutou e buscou o resultado. O Ceará, por sua vez, não jogou e apelou para o anti-jogo, com muita violência. Aliás, o árbitro foi preciso na expulsão do jogador cearense, que merecia ser preso pela entrada criminosa que deu em Alexandre Pato. Eu, inclusive, não consegui entender tanto nervosismo dos cearenses, que podiam perder até por 1 a 0 que estariam classificados.

Carlinhos continuou jogando aberto pela direita, com Michel Bastos fazendo a posição de segundo volante. De novo fez boa partida taticamente e funcionou bem para o time, a ponto de sofrer o pênalti que originou o primeiro gol do Tricolor.  Falta apenas um pouco mais de entendimento com Bruno, pois Carlinhos fecha o corredor, tirando o espaço para a descida do lateral direito e mesmo para o 1 – 2.

Não gostei da participação de Wilder, que me pareceu muito nervoso, mas também acho que é cedo para fazer qualquer avaliação. Em compensação, estou gostando muito das partidas de Thiago Mendes. Acho que ainda falta um pouco de confiança para ele, mas marcou um golaço e não deu sopa para o azar na cabeça de área, à frente dos zagueiros.

De resto, pouco a comentar, a não ser que o time buscou a vitória o tempo todo e, mesmo com 2 a 0 e Hudson entrando para compor o meio de campo, não ficou atrás e continuou  busca pelo terceiro gol, que acabou saindo com Alexandre Pato.

Não vou sair soltando fogos por aí porque, repito, foi obrigação. Mas a vitória serviu para quebrar aquela sequência de derrotas que o time vinha tendo e estamos nas quartas-de-final da Copa do Brasil.

Roubo + estelionato + incompetência = derrota

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo foi claramente roubado no Maracanã neste domingo, quando perdeu para o Flamengo por 2 a 1. O primeiro gol carioca saiu após falta não marcada; houve, no mínimo, um pênalti não marcado a favor do Tricolor; e a não expulsão do zagueiro flamenguista, na falta cometida sobre Carlinhos. Isso poderia explicar a derrota do São Paulo o Maracanã. Um ROUBO escandaloso a dano do Tricolor. Mas o time jogou mal, com muitos desfalques e novas invenções de Osorio.

Aí entra a pergunta: mas o que o treinado poderia fazer? Hoje temos apenas quatro zagueiros no elenco, já que Toloi foi negociado: Breno, Lucão, Luiz Eduardo e Edson Silva. Só que Breno está machucado e Lucão para para a Seleção Olímpica semana que vem. Então tem o Rodrigo Caio. Ele é volante e também vai para a Seleção Olímpica. Portanto teremos Luiz Eduardo e Edson Silva. Para as laterais temos Bruno, Auro – que vez por outra entrega um gol para o adversário -, Reinaldo – que sempre dá gol para o adversário – e Carlinhos.

Perdemos nos últimos tempos Denilson e Souza, volantes titulares e de confiança de Osorio. Ficamos com Hudson, Wesley e Thiago Mendes. E um tal de Lyanco. Para a meia temos apenas Paulo Henrique Ganso, porque Michel Bastos voltou a ser lateral e Boschilia foi negociado. E no ataque os machucados Kardec e Luis Fabiano, o quase negociado Pato, os osvaldos argentino e colombiano e um João Paulo que não se sabe até onde vai vingar.

Some-se tudo isso e vamos chegar a um resultado: estelionato. Sim, estelionato desta diretoria para cima de Juan Carlos Osorio. Quando Carlos Miguel Aidar e Ataide Gil Guerreiro foram atrás dele e o convenceram a deixar a Colômbia e vir para o Brasil, venderam um clube equilibrado, vencedor com grande elenco e finanças em dia. Quando ele chegou aí deparou com a dívida gigantesca, cuja culpa não é exclusiva de Carlos Miguel Aidar, atraso em direitos de imagens e jogadores sendo negociados um atrás do outro. A base estrutural da equipe se desmanchou. No lugar dos que estavam , com experiência internacional, começaram a chegar outros, reserva de um time mexicano ou titular de time da quarta divisão.

Chegamos ao ponto, esta semana, em que Osorio precisou escalar um goleiro na linha para completar os 22 jogadores que realizavam o coletivo. O patrimônio do clube sendo vilipendiado. Em vendas de jogadores alcançamos 54 milhões de reais, mas as dívidas estão aí e o elenco de dissolvendo. É uma diretoria nefasta aos interesses do São Paulo. Repito: do São Paulo.

Aliado a tudo isso, a incompetência do time. Centurion não sabe concluir uma jogada, dar um drible, fazer um lançamento. Carlinhos não é ponta direita e Pato, definitivamente, não quer jogar pelo meio, mas pelas pontas. Os volantes são fracos, a defesa lenta e ainda armamos o contra-ataque do adversário. Tudo isso explica mais essa derrota.

Sei que alguns vão entrar aqui em defesa da diretoria. Não há problema. Admito o debate. Mas ninguém vai mudar minha forma de pensar. Vamos perder o técnico nas próximas horas. Ele não vai deixar a oportunidade de dirigir a Seleção mexicana passar para ficar neste baú sem fundo. E me assusta o que pode vir pela frente, pois não há, nesse momento, um único nome capaz de agregar forças no São Paulo, que esteja desempregado. Deus me livre Celso Roth, Joel Santana e outros que tais. Vamos, no final, ter que engolir Milton Cruz e a retranca salvadora. E eu vou lamentar muito, mas muito mesmo, se Osorio realmente sair.

Triste fim deste São Paulo de Aidar.

A sucessão de vexames continua

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a sucessão de vexames que o São Paulo está nos proporcionando é impressionante. Perder de 3 a 0 do Goiás, no Morumbi, já foi uma vergonha imensa. Perder de 2 a 1 para o Ceará, último colocado na Série B do Brasileiro, e com time totalmente reserva, nos levou ao fundo do poço.

Para não dizer que foi tão patético quanto sábado, ao menos nesta quinta-feira o time criou chances, teve 23 finalizações e sofreu os gols em dois contra-ataques. A bola bateu na trave, raspou a trave, bateu na cabeça do goleiro, na bunda do goleiro, o zagueiro tirou em cima da linha, enfim, tudo é verdade. Mas é o tal negócio: se vira. Tem que botar a bola para dentro.

Vão reclamar que o juiz não deu um pênalti enquanto ainda estava 0 a 0. Verdade. Mas nem isso serve como desculpa para a derrota. O time foi um catado. Tudo aquilo que vimos nos últimos jogos em que o time até fez crer que mereceria confiança, foi por água abaixo. Um verdadeiro catado, onde lateral esquerdo vira volante e depois ponta direita, zagueiro vira centro-avante, meia vira volante e atacante vira lateral esquerdo. E ninguém sabe o que fazer com a bola. Então…bola para a área. E ninguém para cabecear.

Este é o triste quadro do São Paulo. Um técnico com métodos europeus, num futebol tupiniquim, onde jogadores, mimados, se sentem incomodados. Vai saber se não estão de sacanagem com o Osório.

Ainda aposto no Osorio. Admiro muito seu método de futebol ofensivo, com marcação no campo do adversário e chegada com força na frente, ainda que a defesa fique um tanto vulnerável. Mas o excesso de mudanças jogo após jogo me deixa encafifado, com a certeza que o entrosamento nunca existirá. Por mais que Luis Fabiano tenha dito, no intervalo, que o time treina a formação pretendida por Osorio durante a semana, não é com dois treinos que o conjunto será formado.

É possível vencer em Fortaleza e trazer de lá a classificação. Mas para isso muita coisa terá que mudar em uma semana. Principalmente a vergonha terá que ser estampada na cara destes jogadores mimimi.

 

A noite em que as invenções deram errado

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, os embalos de sábado à noite devem ser esquecidos pelo torcedor do São Paulo. Tomar de 3 a 0 do Goiás em pleno Morumbi, é para estragar a noite e o final de semana de qualquer um que torça para este time e tenha amor por este manto vitorioso.

Acho que Juan Carlos Osório foi o grande culpado da derrota. Não gosto de invenções. Elas vinham dando certo. Estávamos ganhando alguns jogos, apesar de eu entender erradas algumas escalações. Mas nesta noite ele exagerou.

Talvez Osório pense que temos o melhor elenco do mundo. Traz, consigo, a formação europeia onde os clubes tem porte para concentrar no elenco 22 jogadores titulares. Nós, a muito custo, temos 12 ou 13 titulares.

Não se pode imaginar que ele tire de uma vez do time Ganso e Luis Fabiano, por exemplo. Se quer mesclar para poupar, saiba fazer.

Na noite desta sábado o São Paulo entrou com um amontoado de jogadores, a maioria reservas – a defesa, por exemplo, não tinha um titular – e o ataque improvisado, já que faltava um homem referência. Alexandre Pato tem dado mostras que quando joga aberto, fechando em diagonal, rende muito. Como referência, seu rendimento cai.

Concordo com quem diz que a contusão de Breno logo aos sete minutos prejudicou o esquema armado por Osório.  Mas não posso imaginar que a saída de um jogador faça um time como o São Paulo tomar o vareio que tomou do Goiás, um dos últimos colocados do campeonato, dentro do Morumbi.

Continuo gostando e apoiando o trabalho de Juan Carlos Osório, mas quando ele pisar na bola vou criticá-lo. Para mim foi responsável pelo empate que tivemos contra o Avaí, no Morumbi, e pela derrota deste sábado.

Não há o que se falar do time. Claro que estava modorrento em campo. Mas a responsabilidade é inteira do treinador que escalou o time sem um armados, contando com Wesley para esse papel, já que Michel Bastos não consegue jogar por ali.

Então, depois desta derrota, tudo aquilo que poderíamos projetar de forma otimista foi por terra e voltamos a tentar brigar por uma vaga na Libertadores. E o ano estará salvo.

Vitória em Floripa e um professor Pardal que está dando certo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo ganhou do Figueirense e voltou a jogar bem. Assim como nas últimas partidas, o time marcou no campo do adversário, sufocou a saída de bola e chegou com tranquilidade aos gols que deram a vitória. A diferença de ontem para os jogos contra Atlético-MG e Corinthians foi que contra o Figueirense, as bolas entraram.

Muito tem me impressionado o trabalho de Juan Carlos Osório. Em pouco tempo ele deu padrão ao time, tem mexido com o elenco e, entre alternâncias táticas, feito com que todos compreendam sua filosofia e se entreguem ao time.

Não vou negar que me assusto com algumas substituições e escalações de Osório. Contra o Corinthians, por exemplo, achei uma temeridade colocar Luiz Eduardo desde o começo e promover a entrada de Breno. Ele provou que eu estava errado.

Ontem, inesperadamente, Osório muda todo o time e entra com Breno e Wesley como volantes, Thiago Mendes e Reinaldo como laterais e Auro como atacante pela direita. A figura do professor Pardal vem à minha mente, inevitavelmente.

Mas o que vimos foi um time atacando o tempo todo, Auro tendo excelente desempenho pela direita e Breno ganhando a confiança necessária, ainda que sinta falta de ritmo e melhor posicionamento em campo. Nesse quesito, aliás, ainda prefiro vê-lo como zagueiro do que jogando de volante. Mas o fato é que deu certo, pois Wesley faz perfeitamente o papel de segundo volante, e põe velocidade e qualidade na saída de bola.

Enfim, para quem gosta de futebol ofensivo como eu, está dando gosto ver o São Paulo jogar. Crítico que sou da atual diretoria, também sei elogiar. E, ao menos por enquanto, foi a melhor contratação deste ano o técnico Osório. Foi uma decisão pessoal de Athaide Gil Guerreiro, corroborado pelo presidente Carlos Miguel Aidar. E ele está correspondendo de forma muito positiva com toda a expectativa.

Agora é ganhar do Goiás sábado à noite, no Morumbi – vitória obrigatória – para terminar o primeiro turno do Brasileiro no G4 e projetar coisas melhores para o segundo turno.

 

O detalhe e a arbitragem nos tiraram a vitória

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo só empatou com o Corinthians no Morumbi. Digo só empatou porque merecia ganhar. E não era de pouco não. Só não saiu com a vitória porque colocou três bolas na trave no primeiro tempo e teve um pênalti absurdo e escandaloso não marcado aos 46 minutos do segundo tempo. Seria convertido? Não sei. Mas que a chance do cobrador marcar é, em geral, de 90 por cento, contra dez por cento de errar.

Com isso quero dizer que gostei muito do futebol apresentado pelo São Paulo neste domingo. Um futebol ofensivo, com marcação na frente, pressionando o Corinthians em seu campo, com todos os jogadores participando ativamente do jogo e demonstrando a vontade de vencer. Mais do que isso, Juan Carlos Osório mostrou que não tem medo de perder.

Hoje não consigo sequer separar os dois tempos, onde normalmente o time vai bem em um e cai no outro, ou vice versa. O time foi bem no todo da partida. Osório fez substituições que, a meu ver, nem seriam necessárias, mas que acabaram sendo eficientes. Bruno e Carlinhos, que faziam boa partida, foram sacados para entradas de Wesley e Auro. Michel Bastos foi para a ala esquerda. O São Paulo ganhou mais volume de jogo. Com Hudson vulnerável e já “amarelado”, Osório foi mais intrigante e audacioso ainda e colocou Breno, jogando ali, com volante, dando o primeiro combate.

Volto ao primeiro tempo para falar do gol do Corinthians. Como sempre, em falha do adversário. Não consigo ver esse time marcar um gol sem ser em roubada de bola num passe errado do adversário. E assim foi. Contra-ataque, defesa aberta, Rafael Tolói toma um drible e cai sentado, Lucão e Luiz Eduardo não acompanham e o gol sai. Absoluta injustiça.

Menos mal que logo no começo do segundo tempo Luis Fabiano empatou. E o time continuou em cima. Aí entra a arbitragem e deixo a pergunta: fosse o lance em que Uendel espalmou a bola para escanteio no Morumbi, aos 46 minutos, ocorrido no Itaquerão, com o personagem sendo Rafael Tolói, ou Lucão, ou Luiz Eduardo, ou  Breno, ou Michel Bastos, ou Carlinhos, ou Bruno. O árbitro marcaria escanteio ou pênalti. Acho que a resposta é evidente.

Se eu falar que isso demonstra a fragilidade que a diretoria tem nos bastidores da CBF vão falar que estou perseguindo Carlos Miguel Aidar. Que eu o acho um presidente medíocre, isso não resta a dúvida. Mas essa fragilidade junto à CBF começou na era Juvenal Juvêncio e permanece até hoje. Os erros de arbitragem que estão se sucedendo no Morumbi mostram bem o que estou dizendo. E é o tal negócio: se ganhar do Corinthians com juiz já é difícil, imaginem então se permitem que seus jogadores usem as mãos. Aí, dançamos.

Modernização administrativa foi um sonho de inverno

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, quando você imagina que tudo vai melhorar, que as mentes serão arejadas e poderão trabalhar pelo bem, chega a notícia que joga tudo por terra.

Longe de ser pessimista – me considero otimista até em excesso -, mas senti que o prédio que se edificava começava a ruir antes mesmo de ficar pronto após a reunião do Conselho Deliberativo, semana passada. Naquela ocasião, Abílio Diniz foi apresentado aos conselheiros pelo presidente Carlos Miguel Aidar. Ele seria o responsável pela profissionalização da gestão. Até deixou os conselheiros entusiasmados com sua explanação, mas usou uma frase que pode ter selado sua atuação no São Paulo: “eu vou ensinar a pescar, não dar o peixe”. Com isso deu o recado a quem esperasse que ele assinasse um cheque em branco que não o faria, mas trabalharia para trazer recursos ao clube.

Alguns leitores cobraram minha posição em relação ao tema e eu pedi que esperassem alguns dias, pois queria ver na prática os desdobramentos. Pelo que me havia chegado ao conhecimento, Abilio Diniz indicou o CEO e nomearia gerentes remunerados para cada área. Aos vice-presidentes e diretores atuais caberia a fiscalização dos trabalhos e a eles seria reportado tudo o que fosse feito. Mas, no português claro, Carlos Miguel Aidar viraria “Rainha da Inglaterra” e os vices e diretores os “assessores da rainha”.

Num primeiro momento achei a ideia fantástica. Seria a modernização da administração do São Paulo, início da recuperação financeira e abertura de um horizonte muito promissor. Por outro lado, conhecendo bem os vices e os diretores, achei que seria muito difícil ser implementado o projeto, pois afetaria o ego exacerbado de muitos deles.

E…Bingo! Acertei. Hoje deparo com a notícia de que Carlos Miguel Aidar está “fritando” Alexandre Bourgeois, o CEO trazido por Abílio Diniz. A explicação dada por membros da diretoria com os quais conversei é de que ele teria “vazado” a informação da venda do Boschilia e responsabilizado por não ter dado certo. Mas a leitura que faço é que tanto Carlos Miguel Aidar quanto os vice-presidentes não vão querer perder a boquinha e deixarem de mandar, se submetendo a ordens de quem nem conselheiro é, no caso Abílio Diniz e, pior, Alexandre  Bourgeois.

Dessa maneira começo a ver que nada vai mudar. Aidar criou o tal fundo dos notáveis e o que ele esperava era que Abílio Diniz chegasse com mais cheque e menos caneta. Aproveitou a situação de maneira política para abafar, naquela reunião do Conselho, explicações devidas pelo vice-presidente de Marketing e Comunicação, Douglas Schwartzmann, por ser representante de Jack Banafsheha no Brasil. Lembrando que Jack é proprietário da Zanetti Group – do qual Douglas é representante – e também da Far East, empresa que intermediou o contrato entre a Under Armour e o São Paulo e gerou uma comissão de R$ 18 milhões. Aliás, por falar nisso, o presidente disse que não pagaria e até agora ela não processou o São Paulo? Estranho, não?

 

São Paulo jogou grande futebol, mas falhas individuais causaram a derrota

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, fiquei pensando até agora, momento em que estou escrevendo esse comentário, sobre o que aconteceu ontem à noite, no Mineirão e como eu poderia expressar o que vi. Puxei no que minha mulher me falou no intervalo do jogo: “mas já está 3 a 0 contra o São Paulo?” E eu disse: ” e estamos jogando muito bem”.

Mas como podemos estar jogando bem e tomando de 3 a 0? Isso só o futebol, esse esporte que mexe com todos os nossos sentimentos, pode explicar.

O São Paulo dominou completamente o jogo. Desde o início, marcando pressão no campo adversário, parecia que o jogo era no Morumbi. As chances começaram a aparecer, como quase não vimos até agora ao longo deste campeonato. E os gols começaram a ser perdidos. Primeiro foi Pato, que ficou cara a cara com Vitor e “recuou! a bola para ele; depois foi Reinaldo, que poderia ter chutado para o gol, mas cruzou – errado – para Luis Fabiano; aí teve o próprio Luis Fabiano, com a bola desviando no zagueiro.

Mas veio um contra-ataque e, com a jogada começando pelo nosso lado esquerdo, onde Reinaldo deveria estar, mas não estava, saiu o primeiro gol, num lance de completa sorte do jogador atleticano, pois Rogério Ceni fez uma grande defesa, mas a bola rebateu na cabeça de Pratto.

O São Paulo voltou a atacar, ter as rédias do jogo. De novo a bola sobra para Pato que chuta forte e Vitor faz grande defesa. Novo contra-ataque e outro gol do Atlético, em falha de Lucão. O São Paulo continua no ataque, Ganso chuta uma bola na trave e Pato perde outro gol. De posse da bola, na sequência, Hudson erra o passe e propicia contra-ataque para o Atlético. Mais um gol.

Isso pode explicar o que aconteceu ontem. O São Paulo foi muito superior ao Atlético e os mineiros foram precisos, cirúrgicos. Portanto não se pode tirar o mérito da vitória atleticana, mas tivesse sido 3 a 3, ou tivesse ganho o São Paulo, não estaria nada errado. Coisas do futebol.

Entendo que já é o dedo de Juan Carlos Osório. Mas faço algumas ressalvas ao seu trabalho: Lucão não pode, de maneira alguma, ser volante. Ele é, no máximo, um zagueiro mediano e não pode passar disso; Centurion não pode ser centro-avante. Ele pode, no máximo, entrar no segundo tempo, jogar aberto, quando o time precisa de velocidade para o contra-ataque; por último, se joga com três zagueiros quando temos qualidade no elenco. Com o que temos, o melhor é jogar com dois, pois dois erram menos do que três.

É certo, entretanto que a apresentação de ontem não me faz tão pessimista quanto ao futuro no campeonato. Não penso em título, é lógico, mas não vou tão ao extremo em achar que ficaremos do meio para baixo na tabela. Acho que podemos, sim, brigar por uma vaga na Libertadores.