Jogo horrível, mas a vitória valeu para algumas coisas

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o jogo desta noite de quarta-feira em São Bernardo do Campo foi tenebroso, horrível, medonho, mas a vitória por 1 a 0 acabou servindo para algumas coisas: o time garantiu classificação em primeiro lugar do grupo e agora irá decidir as quartas-de-final no Morumbi; após 13 jogos sofrendo gol consecutivamente, ficamos, finalmente, um jogo com a defesa passando ilesa; se estávamos há cinco jogos sem vitória, agora estamos há cinco jogos sem perder.

Tudo isso devolve a confiança ao elenco, que é limitado, todos sabemos, e que precisa, até por esse status, ter motivos extras para levar o astral para cima. E, apesar de jogarmos com time totalmente reserva, foi possível e por isso essa vitória tem um peso dois no final das contas.

E atentem para um detalhe: o jogo foi medonho, de falta total de técnica e classe, o São Paulo dominou a maior parte do jogo mas quem levou mais perigo foi o São Bernardo, mas o São Paulo poderia ter saído do ABC com um placar de 4 a 0, tivesse o trio ridículo de arbitragem marcado dois pênaltis e validado o gol anulado por um impedimento inexistente. Sem contar que o mesmo jogador cometeu os dois pênaltis e ele já havia levado um amarelo. Logo a chance de uma enorme goleada, mesmo neste jogo medonho e com time reserva, foi plenamente conquistado e só não acontecer por interferência direta da arbitragem.

Quando eu digo que não temos elenco a altura da nossa grandeza não estou querendo dizer que um time reserva tem que entrar e ganhar de todos para mostrar que o elenco é forte. Fosse assim não haveria necessidade de ter o time titular, pois o reserva seria campeão. Mas precisamos ter jogadores que demonstrem ser capazes de substituírem os titulares e não permitirem queda de rendimento da equipe.

Se formos contar com Lucão, Douglas, Wellington, Chavez e Wesley, por exemplo, veremos que vamos enfrentar muita dificuldade. E nem estou falando do Neilton que, por incrível que pareça, entrou bem no jogo. Também estou poupando Shaylon, apesar de não esconder minha decepção com ele. Teve uma participação brilhante no Sub-20, foi tirado de Cotia e levado para a Flórida Cup, fez ótima pré-temporada marcando vários gols, dando passes, fazendo assistências, mas nessa noite não foi nem sombra do jogador que vimos no começo do ano. Se escondeu o tempo todo, mostrou-se muito tímido e sem confiança para dar os passes. Até participou do lance do gol, saindo dele o chute que originou o rebote e o gol, mas é muito pouco para quem se lança como meia no São Paulo.

Não vou queimar o garoto, espero muito dele, mas é um pouco de sinal de desespero. Lucas Fernandes está com distensão muscular e vai ficar afastado algumas semanas; Cueva teve um pequeno estiramento no Peru e não se sabe o que vai dar nos exames que vai fazer nesta quinta-feira. Tivesse Shaylon feito boa partida nesta quarta-feira, eu não tenho dúvidas que ele se credenciaria para ser o eventual substituto de Cueva, caso o peruano não possa jogar. Mas pelo que vi, acho temerário confiar a armação de um jogo decisivo para ele.

Agora é decisão. Serão, daqui para a frente sempre jogos decisivos em mata-mata: Paulista, Sul-Americana e Copa do Brasil. Não há mais espaço para testes, experiências, e blá-blá-blá. Agora é hora da onça beber água. Que saiamos bebê-la.

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