A vitória era obrigatória, mas…

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, estou ficando de saco cheio deste tal de “mas”. A cada derrota do São Paulo, ou empate contra o lanterna, dentro do Morumbi, o tal de “mas” aparece.

Na era Rogério Ceni, o São Paulo perdia, “mas” tinha maior posse de bola, domínio do jogo e outras coisas mais. Quando os números foram deixados de lado, continuamos perdendo, “mas” foi um erro individual que não pode pesar sobre o time. Estamos na zona de rebaixamento, “mas” existem times bem piores que o nosso.

Nesse empate contra o ‘poderoso’ Atlético-GO, ‘por acaso’ lanterna do campeonato, o São Paulo teve muita disposição, correu muito, lutou até o fim, “mas” não conseguiu o resultado que queria.

Só quero lembrar que Corinthians, Palmeiras, Vasco, Botafogo, Fluminense, Atlético-MG, Grêmio, Internacional – apenas para citar os chamados grandes – caíram sempre afirmando que a situação era ruim naquele momento, “mas” que iria melhorar. E nós somos testemunhas vivas dessa história.

Culpar Dorival Jr pelo empate desta quinta-feira? Não dá. O cara acabou de chegar. Mas imagino que nos vídeos que ele tenha assistido, e nas informações que recebeu, deve ter tomado conhecimento do que representa Wellington Nem. Sei que o cara jogou com ele no Fluminense e ele depositou confiança. Mas, de novo, ficou claro que não é jogador para o São Paulo.

Cueva teve participação no primeiro gol, na cobrança de falta, mas deu o gol de empate para o Atlético. Junior Tavares é outro que chegou bem, começou em altíssimo nível e caiu assustadoramente de produção. Tem sido responsável direto por gols que temos sofrido, como o segundo de ontem, por exemplo. Na defesa marca sempre à distância; no ataque nunca chega à linha de fundo. E quando chega, chuta para a área, ao invés de cruzar. E em geral, erra. Buffarini, sem comentários. É um Junior Tavares piorado.

Alguns viram falha em Renan no primeiro gol. Eu estava no estádio e não senti isso. Não sei como ficará nossa defesa. Arboleda me parece ser muito bom zagueiro e Rodrigo Caio deve ir embora – se o Zenit pagar a multa -. Não sei o que esperar dessa Aderllan. No meio de campo, temos uma ótima dupla de volantes – Jucilei e Petros – mas precisamos dar tempo para ver o que poderemos esperar de Gomez e um Cueva completamente ausente em campo. Temos um bom centro-avante, mas não temos atacantes pelo lado de qualidade. Afinal, vendemos Luiz Araujo e David Neres e trouxemos Marcinho e Denilson. Ah! o Marcinho marcou um golaço. Verdade. Agora ele fica dez partidas sem jogar nada.

Mas, e vem outro mas, as coisas vão melhorar. O Pratto falou que terminaremos o turno em décimo-segundo lugar. Se o capitão falou, vou acreditar. Mas, e de novo o “mas”, estamos na zona de rebaixamento e não vejo possibilidade de sairmos dela na próxima rodada. Só se Deus ajudar, “mas” ele não joga. Então…

 

Saí de um cargo que nunca ocupei

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, há dois meses havia informado aqui que assumiria o cargo de diretor de  Comunicação do clube social do São Paulo, nada tendo a ver com o futebol. Mas sempre deixei claro que minha postura de total independência, algo que sempre pautei neste site, permaneceria ilesa.

De fato eu nunca assumi essa diretoria. Apenas me propus a ajudar o diretor Social Carlos Belmonte, amigo que fiz há 25 anos e com quem trabalhei junto por mais de 20 anos na Jovem Pan, de excelente caráter, idoneidade e um são-paulino de coração acima de tudo. Um nome indicado por Leco, acima de qualquer suspeita, que sucedeu Carlos Sadi, então vice-presidente Social e de Esportes Amadores, não menos respeitado, ético e são-paulino, que fez excelente gestão à frente do clube.

Mas, como dizia, nunca assumi essa diretoria. Apenas alinhavei o norte para o departamento de comunicação e sequer tive meu nome colocado na lista de diretores ou peguei a tal carteirinha, pela qual muitos se matam dentro do clube, e que para mim não faz a menor diferença. Ou melhor, faz sim: não a quero. Meu foco é ajudar o São  Paulo, não ter a ajuda do São Paulo.

O episódio, no entanto, acabou se transformando num fato errôneo, pois entre conselheiros e candidatos a tal correu a versão de que eu era diretor. Eu, por minha vez, deixei seguir para ver onde chegaria. Todas as vezes que alguém me perguntava eu confirmava. Aí pude ver quem são as pessoas que gravitam em torno do poder no clube. De pessoa respeitada e, modéstia à parte, querida por muitos, passei a ser odiado e ridicularizado através das redes sociais e dos grupos de WhatsApp dos conselheiros. Confesso, me diverti muito com essa situação, até porque esses sujeitos, que assim agiram, acabam sendo desmascarados com o tempo.

Nunca deixei de fazer críticas às diversas esferas políticas do clube – recentemente falei que Roberto Natel estaria trabalhando nos bastidores para inviabilizar a gestão Leco – e fui exorcizado por parte da diretoria. Acreditem: fui levado ao Conselho Administrativo pelo vice-presidente, que pedia minha demissão. Lá ele teve os votos de Silvio Médici, Julio Canegero e Eduardo Mesquita Pimenta. Me defendendo votaram Leco, Julio Casares, Adilson Martins, Saulo de Castro e Raí. Percebam: será que não há divisão? Mas me demitir do que, se eu nunca fui?

Por outro lado, ao defender algumas posições de Leco fui hostilizado pelos conselheiros de oposição. O mais interessante é que esses seres falam pelas costas, pelas redes de WhatsApp e quando descobrem que tive acesso, criticam quem por ventura tenha me passado as informações. Ou seja: não assumem a covardia. E usam as páginas do Tricolornaweb, com pseudônimos, para atingir nossa credibilidade. Uma tal “Samira” falou um monte de bobagens. Pelo seu IP localizei seu endereço. Mandei um recado marcando um encontro com ela no bairro do Paraíso, na rua em que “ela” trabalha. Respondeu???? Não.

Quando publiquei a matéria afirmando que a Under Armour estava atrasada com seus pagamentos para o São Paulo, fui taxado de estar fazendo o jogo do presidente do clube, que queria mudar o fornecedor de material e estava me usando para isso. Pois o site da revista Época publicou a matéria no dia seguinte, quando, inclusive, a Under Armour quitou sua dívida. São, realmente, ridículos.

Alguns leitores chegaram a colocar em dúvida a credibilidade do Tricolornaweb, outros entenderam que deveriam dar o devido tempo para ver se eu vetaria algum comentário crítico à diretoria. Nunca, repito, nunca vetei qualquer comentário, nem deixei de externar minha posição.

A colaboração espontânea, pensando apenas no São Paulo, que vinha dando, não poderá mais ser dada. Estou em vias de concluir uma negociação que venho travando há dois meses com dois portais que querem fazer do Tricolornaweb sua página de notícias do São Paulo. Apenas estou pesando qual caminho será mais viável financeiramente para o Tricolornaweb. Aliás, sobre isso, quando ocorrer o acordo, comunicarei a vocês, apesar de já deixar claro que nada, repito, NADA vai mudar do que é hoje. A linha editorial continuará a mesma e eu continuarei sendo o responsável por tudo. É apenas uma mudança de hospedagem e um ganho de amplitude na visibilidade do nosso site.

Mas, apesar de gratificante, foi por demais dolorosa essa experiência. Conheci o perfil e o caráter de muitas pessoas que hoje estão no poder – a favor ou contra -. Estou coletando muitas coisas que fiquei sabendo, de ambos os lados do muro, mas que carecem de alguns documentos para que eu possa mostrar publicamente quem é quem no Conselho Deliberativo e na diretoria do São Paulo. Certamente o farei com o passar do tempo.

Se eu criticar o presidente aqui, é porque é merecedor. Se eu elogiar, é porque o fez por merecer. Tudo isso sempre de acordo com a minha visão, admitindo, logicamente, o contraditório. Entretanto, acreditem: ruim com Leco, muito, mas muito pior sem ele. É triste, mas é a realidade.

Estamos colecionando derrotas previsíveis e desaprendendo a ganhar

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, perdemos de novo. Mais uma derrota previsível. Assim como foi contra Flamengo, Crueiro, Atlético-PR. E vamos nos acostumando com isso, desaprendendo a ganhar.

Rogério Ceni foi embora, segunda-feira passada, Dorival Jr. contratado. Mas não se apresentou por problemas particulares. Coincidência ou não, pegará o time com uma sequência de Atlético-GO, no Morumbi, Chapecoense fora, Vasco e Grêmio no Morumbi, depois Botafogo fora, Coritiba no Morumbi e Bahia fora. Convenhamos que temos obrigação de ganhar 17 pontos nessa sequência, que é muito mais tranquila do que tivemos até agora.

O que me preocupa, no entanto, não é o risco de rebaixamento, pois me recuso a admitir pensar nessa hipótese, pois estamos apenas na décima-segunda rodada do Campeonato Brasileiro, e se estamos em penúltimo lugar, também é verdade que estamos a apenas seis pontos do sexto colocado, ou seja, duas vitórias e, claro, duas derrotas de quem está ali na frente. O que me preocupa é a falta de poder de reação e a sucessão de fatalidades que nos tem feito perder as partidas. Falta confiança no time, que está se abatendo muito facilmente com o revés.

Vejamos o jogo deste domingo, contra o Santos. O time vinha bem, teve algumas oportunidades, principalmente em contra-ataques, Arboleda fazia uma partida perfeita, Renan tinha feito duas boas defesas, tudo estava encaixado, jogo equilibrado. Aí, 45 minutos, um chute fraco, Renan falha e sofremos o gol. Mas é bom lembrar que isso só ocorreu porque o chute veio do bico da grande área e Junior Tavares, que estava ali, apenas olhou tudo acontecer, não deu combate, como, aliás, nunca dá. Portanto a falha começa em Junior Tavares e termina em Renan.

Isso aniquilou psicologicamente o time. Foi nítido que a volta para o segundo tempo foi de um time derrotado, já ciente que nada poderia ser feito. Aí mais um erro de Junior Tavares, que perde a bola no meio de campo, dá o contra-ataque para o Santos, vai tentar recuperar a bola toma no meio das pernas, e não há o que fazer. Logo em seguida foi a vez de Buffarini tomar uma bola por entre as pernas e sai o terceiro gol.

A sucessão de azar e de fatalidades continuava. Pênalti para o São Paulo e Pratto chuta na trave. Não dá nem para crucificá-lo, apesar de ser inadmissível isso, porque como alguém alguma vez já disse: “até Pelé já perdeu pênalti”. Então tá.

Mas por incrível que pareça o time mostrou uma reação. Chegou aos 3 a 2, mas era demais para jogadores derrotados, entregues à própria sorte.

Ficou muito claro que a deficiência técnica se prende a vendas de David Neres e Luis Araujo e compras de Marcinho e Denilson para esses setores. A diferença é de milhões de léguas e nós estamos pagando o preço. Optamos por um time mais econômico, tipo assim, deixe-me ver, São Bernardo e Avaí. Então nossa opção fica sendo a centralização, onde o funil é maior e dificilmente alguma coisa acontece. O pênalti até foi assim por luta pessoal de Pratto. Mas esquema tático continua inexistindo no São Paulo.

A surpresa positiva ficou por conta da estreia de Arboleda. Quando surgiu a notícia da negociação com esse jogador, puxei alguns vídeos para ver seu desempenho. Liguei para um colega de imprensa no Equador e busquei informações. Foram todas muito positivas. E acho que essa foi uma dentro. Aliás, longe aqui de eu querer defender a diretoria, que merece, sim, todas as críticas, mas quando acerta também temos que reconhecer. E esse zagueiro, pelo que demonstrou, vai ser xerife da nossa zaga em pouco tempo, e com muita competência.

E assim seguimos, esperando o dia da retomada. Que seja nesta segunda-feira, com o início do trabalho de Dorival Jr e reflita na quinta, com uma vitória previsível, necessária e obrigatória.

Bem vindo, Dorival Jr!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, Dorival Jr não é o técnico dos meus sonhos. Aliás, acho que não é dos sonhos de nenhum são-paulino. Mas era o que tinha para o momento.

Se formos ver os treinadores que estão no desvio, a situação é aterrorizante. Por aí estão Cristóvão Borges, Antonio Carlos Zago, Marcelo Oliveira, Celso Roth e mais alguns que conseguem ser ainda mais inexpressivos, para não dizer horríveis.

Confesso que fiquei muito assustado quando alguns fakes começaram a chegar para mim na segunda-feira, tão logo noticiamos a demissão de Rogério Ceni. Um do Globo Esporte afirmando que Cristóvão Borges tinha sido contratado; outro do Twitter do Sport Recife, dando conta da rescisão contratual de Wanderley Luxemburgo, para assumir o São Paulo.

Mano Menezes era um nome cobiçado pela diretoria, mas nenhuma conversa evoluiu porque o Cruzeiro sinalizou que não teria nem início qualquer negociação. Então Dorival Jr, que era tido como um dos nomes preferidos pela diretorial atual já há algum tempo, acabou sendo contratado.

De bom Dorival tem o trato com os jovens, com a base. Fez muito bem isso no Santos e certamente o fará no São Paulo. Tem estilo ofensivo, gosta de futebol tecnicamente bem jogado, e eu também gosto muito desse estilo de jogo. De ruim a restrição a estrangeiros. E o São Paulo, hoje, é uma legião de estrangeiros. Não sei como ele vai administrar essa situação.

Acredito, sim, que ele vai tirar o time da situação em que se encontra. Não penso em título. Sequer estou pensando em Libertadores nesse momento. O pensamento é outro e todos sabem que assim deve ser.

Enfim, os resta torcer, porque só os pobres de espírito, ou “são-paulinos de araque”, conseguem torcer pelo “quanto pior, melhor”. Eu não. Eu quero ver meu time voltando a ser o que sempre foi, independente de quem esteja no seu comando. O São Paulo é muito maior do que todos nós juntos.

Saída de Rogério Ceni não soluciona os problemas, mas diminui.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a segunda-feira ficou marcada pela demissão do técnico Rogério Ceni. Tenho claro para mim que isso não solucionará os problemas do São Paulo. Outro técnico que chegar, seja ele quem for, não vai resolver de um dia para o outro e transformar o São Paulo num claro candidato ao título. Mas é claro que deverá nos tirar dessa situação humilhante em que nos encontramos.

Fui muito cobrado por alguns leitores por não pedir a demissão de Rogério. Nenhum planejamento dá certo se mudamos de treinador a cada dor de barriga, pois cada troca de técnico é um reinício de trabalho. E estamos no meio da temporada.

O grande erro esteve lá na origem, quando Rogério assumiu o time. Jogada política, até onde fiquei sabendo, dos dois lados, pois ele poderia ser trunfo eleitoral de Leco ou de Pimenta. Mas também é fato que Rogério Ceni, pela arrogância que lhe é peculiar, não aceitaria começar pela base, em Cotia. Então o São Paulo acabou servindo de cobaia para que ele pusesse em prática seus conhecimentos, parcos é verdade, de treinador.

É preciso não desmanchar a imagem do M1TO. Por isso, o jogador tem que ficar bem separado do técnico. Tenho certeza absoluta que, pela afinidade e lealdade que Ceni sempre teve com o São Paulo, em três ou quatro anos, se ele se aprimorar nos estudos e treinar alguns times menores, estará apto a voltar para ficar, quem sabe, para sempre.

A falta de experiência fez com que Rogério errasse muito e acabasse se perdendo. Começou voando, com o time marcando gols atrás de gols, mas também sofrendo muito lá atrás. Foi criticado por muitos, até pelo presidente Leco, e acabou revendo seus conceitos. Talvez esse tenha sido o seu maior erro – claro, só menor que assumir o comando do São Paulo -. Todos admiravam o futebol que o time estava apresentando, a torcida vibrava, gritava. Mas depois, com medo de não sei o que, Rogério mudou e passou para a defesa. Aí deixamos de tomar os três gols que tomávamos, mas também deixamos de fazer. E, consequentemente, de ganhar.

Pelas informações que tenho, o novo técnico deverá ser Dorival Jr. Houve uma especulação sobre Mano Menezes, mas le não vem, pois o Cruzeiro não liberou. Dorival é quase certeza. Aguardemos.

Por fim, só posso desejar muito boa sorte a Rogério, que ele aprenda com a lição e se aprimore, para um dia voltar. Enquanto isso, nós voltamos a planejar o ano.

Mais uma derrota previsível. O pior é que isso está se tornando uma constante.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, está difícil a situação. A derrota era previsível. Mas também será assim contra o Santos? Até quando essa constante será nossa realidade?

Quando recebo a escalação, e antecipo nos redes sociais e aqui no Tricolornaweb, sinto calafrios. De longe se percebe que poderá até dar certo num determinado momento, mas que não durará até o final da partida. O time entrou no esquema 4-3-2-1. Mas isso é um folclore, porque os que faziam o “2”, Marcinho e Cueva, abriam um para cada canto e ninguém sabia o que fazer. Pratto, coitado, esse lá na frente não recebia bola alguma. Para aparecer no jogo, teve que sair da área e jogar pelas laterais. Só que ele cruzava a bola para quem? Para ele que estava na lateral. Portanto, ninguém no meio para receber a bola.

Jucilei e Petros, sem contestações. Aliás, Petros mostrou em campo o que eu esperava mesmo. Encara qualquer um, impõe respeito, mostra que tem aquilo roxo. Isso também vinha acontecendo com Jucilei. Portanto, de dupla de volantes estamos muito bem.

Nosso grande problema está no banco de reservas, não só nos jogadores, mas no técnico. Rogério Ceni começou com o time voando. Muitos gols no  Campeonato Paulista. Tomávamos três, mas marcávamos quatro. Depois de cornetadas extremas, inclusive do presidente Leco, pelos gols que sofria, ele mudou o esquema. Hoje tomamos um ou dois gols e não marcamos nenhum. Pior: ele está completamente perdido, sem dar padrão ao time, se demonstrar poder de reação, sem nada.

Detesto dar razão ao Casagrande, mas hoje ele falou uma grande verdade: o São Paulo não tem time para encarar ninguém. O que vemos em campo é um amontoado, de vez em quando alguém cruza a bola lá na área e seja o que Deus quiser. Lá atrás a defesa continua batendo cabeça e Renan que se vire. Graças a Deus que tem se virado bem, porque do contrário, a humilhação seria ainda maior.

Vou esperar mais um pouco. Quero ver a entrada de Arboleda e Gomez, e o que Rogério Ceni vai fazer para colocá-los. O mínimo que espero é que jogadores como Wesley e Marcinho fiquem fora. E que Cueva volta a jogar como meia, não como ponta esquerda. Seu futebol sumiu depois que ele foi colocado naquela faixa do campo. Ele tem que vir buscar a bola e armar o time.

Minha paciência com esse time e Rogério Ceni tem data marcada: final do primeiro turno. Ou acabamos esse turno numa posição, no mínimo, intermediária – e quando digo isso quero fazer entre os dez primeiros – ou a corneta vai soar forte.

Rua para os descompromissados. Que fiquem aqueles que honram nossa camisa!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a reunião do Conselho Deliberativo, ocorrido na última segunda-feira, não trouxe grandes novidades. Na pauta a apreciação do contrato de patrocínio fechado com o Banco Intermedium e ouvir o relato dos diretores executivos sobre os primeiros dias de trabalho. E tudo transcorreu de maneira muito tranquila.

Chamou a atenção a fala de Vinicius Pinotti, diretor de Futebol. Diga-se de passagem, por mais que tenha havido uma espécie de ‘sabatina’, ele foi apoiado por todos que estavam presentes á reunião. Em determinado momento afirmou que no São Paulo só ficarão jogadores compromissados. Aqueles que não estiverem focado na importância de vestir o nosso manto deverão sair. Diga-se de passagem, ele deixou claro que até o final da janela de transferências para a Europa, outros jogadores ainda poderão bater asas.

Nos bastidores do Conselho, no entanto, por mais que Pinotti não tenha falado em nomes publicamente, ficou claro que os jogadores cem por cento fechados e compromissados com o clube hoje são Rodrigo Caio, Jucilei e Lucas Pratto. E também que os mais ‘descompromissados’ seriam Cueva e Cícero.

Maicon, por exemplo, vinha desagradando a cúpula do Tricolor desde o início da temporada. Bem acima do peso, o jogador vinha causando problemas de comportamento e por isso a diretoria não dificultou sua transferência. Já em relação a Cícero, me parece mais do que óbvio que se é algo que ele não tem é compromisso e respeito com nossa camisa. Já foi assim em sua primeira passagem pelo Morumbi e o fato apenas se repete agora.

Quanto a Cueva a situação é a seguinte: o Esporte Interativo deu uma informação, ontem à noite, de que o Fenerbahçe, da Turquia, teria oferecido 10 milhões de euros (R$ 38 milhões) pelo jogador. A proposta teria sido apresentada logo após a contratação de Maicon. Vale lembrar que o São Paulo pagou R$ 9 milhões pelo peruano, que, de fato, desde que se contundiu no jogo pelas eliminatórias da Copa do Mundo, jogando pelo Perú, nunca mais foi o mesmo. Nos dois últimos jogos teve alguns repentes de bom jogador, mas é muito pouco para quem tem a função de ser o 10 do São Paulo.

Se antes eu seria contra a venda de Cueva, hoje, sabedor dessa situação toda, sou a favor. Aliás, se voltarmos um pouco no tempo – não muito tempo – vamos nos lembrar que aqui mesmo no Tricolornaweb, a voz da torcida era para que se fizesse uma limpeza geral e que os descontentes fossem afastados do grupo. Vendidos ou mandados para Cotia.

Mandar para Cotia significa desvalorizar nosso produto. Vender é o mais digno e rentável. Jogador sem tesão no elenco só dissemina a baixa estima. O São Paulo é muito grande, diria, é gigante mundial para ficar dando guarida e amparo para quem não tem noção do peso desta camisa, que entorta varal.

Muitas vezes criticamos em excesso a diretoria e o técnico Rogério Ceni – que merecem, sim, críticas – pelos resultados, mas nos esquecemos de ver quem está se empenhando e quem está fazendo corpo mole dentro de campo.

Sabedor agora dos fatos de bastidores, começo a rememorar alguns jogos. Por que sempre dizemos que Lucas Pratto e Jucilei foram as grandes contratações do São Paulo? Por que sempre criticamos a falta do que fazer de Cícero, o “fora de forma” de Cueva, a apatia de Thiago Mendes, e assim sucessivamente? A explicação, parece, foi dada.

Se os conselheiros como um todo, inclusive os da oposição, deram um aval à gestão de Pinotti, entendendo que é muito cedo para cobrar resultados, eu vou mais além: apoio, também, mas quero ver fora do São Paulo todos estes que foram identificados como ‘descompromissados’. Eu disse TODOS. Não importa se vamos até o fim do campeonato com Rodrigo Caio, Jucilei, Pratto, Petros, Gomez, Arboleda e todos do Sub 20. Campeões não vamos ser; cair também não cairemos. Então, que se higienize o ambiente da Barra Funda, para começarmos já, a dois dias do final do primeiro semestre, a planejar 2018.

Mais um jogo sem vencer. E em casa.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o  São Paulo parecia que iria golear o Fluminense, no Morumbi, dar um chute na tristeza e recomeçar sua trajetória de vitórias no Campeonato Brasileiro. Parecia, porque não foi nada disso que aconteceu. Mesmo marcando o gol logo aos 6 minutos de jogo, criou mais algumas chances, mas o último passe, sempre errado, acabou atrapalhando o ataque.

O Fluminense, por sua vez, se encorpou e passou a dominar o jogo. Foi encurralando o São Paulo em seu campo e transformando Renan no grande herói da partida. Sim, porque não fossem alguns milagres que ele praticou, teríamos sido goleados dentro do Morumbi.

Rogério Ceni deveria ter mudado o time já no intervalo. Estava claro que Marcinho fazia uma péssima partida na frente e não recompunha para ajudar Araruna na marcação do ataque carioca. Pela esquerda virou uma avenida, porque desciam dois e Araruna ficava sozinho. Foi por ali que surgiu a maior parte das oportunidades para o Fluminense.

Rogerio demorou para mudar e, na minha visão, mudou errado. Ele colocou Lucas Fernandes no lugar de Cueva, quando poderia optar por tirar Marcinho ou Denilson, porque ambos não produziam absolutamente nada, e Cueva, ainda que não tenha retomado seu grande futebol, era responsável pelas melhores jogadas do time.

Fato que o São Paulo foi para a frente e passou a pressionar, mas a falta de repertório e criatividade mais uma vez se manifestou e o que vimos foi uma tentativa desenfreada de colocar a bola na área para ver se batia em alguém e entrava.

Espero que esta semana, com o início dos treinos de Arboleda, Goméz e a chegada de Petros, consequentemente iniciando, também, seus treinos, possamos ter algo diferente para o jogo contra o Flamengo. Acabamos a décima rodada do Campeonato. Nos últimos cinco jogos, ou seja, 15 pontos disputados, fizemos apenas dois.  Teremos dois jogos terríveis pela frente: Flamengo e Santos, ambos fora. Ou começamos a reação, ou ficará patente que nossa luta será apenas para nos manter afastados do Z4, e não de brigar por uma vaga para a Libertadores. Sim, porque brigar pelo título é algo que já não está mais no meu horizonte.

Separação futebol – social, sim. Mas o São Paulo FC tem que ser o nome maior!

No começo desta semana estampei minha opinião, no Jornal Tricolornaweb, sobre a separação do futebol com o social do São Paulo. Disse que faria um editorial, que em outras palavras, significa a opinião do site e posição que será levada adiante.

Fui, ao lado do conselheiro Júlio Casares, o que mais apresentou propostas para o novo estatuto. Muito bem trabalhado e elaborado, obteve uma congruência muito grande de opiniões. Muitos dos que hoje criticam e tentam desmerecer o novo estatuto se calaram durante sua elaboração. Se esconderam no anonimato, por incompetência ou covardia. E hoje querem se mostrar os arautos desta conquista.

Se houve deturpação do estatuto, não foi por culpa de quem o fez, mas de quem o está executando. Lá atrás, no começo da montagem da nova diretoria, afirmei aqui que se tratava de uma ação entre amigos, mas que, por mais estranho que fosse, não teceria críticas antecipadas, por entender que os diretores, ainda que conselheiros amigos, que foram indicados para as diretorias executivas, me parecem ser gabaritados profissionalmente para tal.

Sou criticado por manter a linha que mantenho desde sempre no Tricolornaweb, de dar um mínimo de seis meses para poder avaliar o que há de bom ou ruim na diretoria. Não posso culpar diretores que assumiram o cargo há pouco mais de um mês por um quadro que vem se deteriorando há 12 anos. Não gosto de João Doria, mas não posso culpá-lo pelos semáforos quebrados e alagamentos na cidade. Não gosto do Michel Temer, mas não posso responsabilizá-lo pelos 14 milhões de desempregados no País. E assim seguimos.

Voltando ao estatuto, ficou previsto que, em até 12 meses (há prazos a serem seguidos), duas comissões devem ser criadas para apresentar duas propostas de alteração no estatuto: uma que prevê a separação futebol – social e outra que permitiria a eleição direta, através do voto do sócio, do presidente.

Sobre voto direto, ninguém “ousou” formar qualquer comissão até agora. E tenho certeza que quando for feito, vai ser “nas coxas” (desculpe o termo chulo) . Afinal, os conselheiros dizem que 40% do quadro associativo não é são-paulino. Porém, há conselheiros que também não são são-paulinos. Todos sabem disso. Infelizmente não posso citar os nomes por ser algo subjetivo e, no final, palavras ficarão contra palavras e não chegaremos a lugar algum. Mas eu mesmo propus algumas travas que evitaria sócios não são-paulinos de votar para presidente. Portanto, seria uma questão de bom senso. O único problema é que isso, me parece, estar em falta na política do Tricolor. É mais ou mesmo assim: não vamos mudar nosso status.

Quanto à separação futebol – social, defendi que houvesse uma separação financeira. O que os sócios pagam ficaria para o clube. O que o futebol recebe, seja de patrocínio, de bilheteria, de venda de jogadores, fica para o time. Mas, nesse campo, uma porcentagem da renda dos jogos viria para o Social, afinal, o estádio do Morumbi é patrimônio do clube, não do futebol.

O que me assusta é a ideia que está surgindo. Os responsáveis por esse projeto serão o conselheiro José Francisco Manssur e o sócio Rodrigo Rocha Monteiro de Castro. Ambos escreveram o livro “Futebol, Mercado e Estado” e “Sociedade Anônima do Futebol”, de ótimas ideias, mas plenamente aplicável na Europa, impensável, ainda, no Brasil.

A ideia de criar uma S.A. para o futebol, onde ações seriam colocadas na Bolsa de Valores de São Paulo, os sócios seriam representados pelo Conselho Deliberativo, que teria uma parcela das ações, mas não teria poder de decisão, pois seria o sócio minoritário, me assusta muito. Como seria composto este conselho executivo que administraria a S.A.? Quem poderia ser o presidente? E os demais conselheiros?

Estaria aberto o caminho para Abílio Diniz presidir o São Paulo, já que Leco – e cito seu nome por ser o atual presidente – seria apenas o principal mandatário do clube social. Então Abílio Diniz, o empresário que sempre quis opinar, mas nunca investiu um centavo para ajudar o clube, seja no pagamento de suas dívidas, seja na contratação de jogador, finalmente atingiria seu objetivo para ganhar dinheiro do São Paulo. Sim, porque numa S.A. seria uma blasfêmia imaginar que seu presidente não seria remunerado.

Mas, imaginemos que Abílio Diniz, reconhecidamente são-paulino, abra mão de tal função e não queira participar. Quem poderia ser o presidente? Talvez Andres Sanches, aquele mesmo. Afinal, basta ele comprar um lote imensurável de ações e se tornar o maior acionista. Ou algum sheik árabe, endinheirado, e que viria aqui brincar de mandar num time de futebol.

O que mais me deixa perplexo é ver alguns nomes da oposição defendendo esse quadro. Os que mais gritam contra o que chamam de “desfaçatez” com o novo estatuto, estão prontos para avalizar esse assalto ao São Paulo. E não se empenham em brigar pelo voto direto do sócio patrimonial – e por que não do sócio torcedor -, para presidente do São Paulo. Esses mesmos oposicionistas que deram unanimidade para aprovar o estatuto e me garantiram, em várias conversas, que fariam essa mudança no momento oportuno.

Então vão me perguntar: mas por que você está criticando a oposição, se é a situação quem está dominando? Porque nesse campo, da situação não espero absolutamente nada. O ideal é que as coisas continuem como estão.

Encerrando, que fique muito claro: somos contra a criação da S.A. O São Paulo tem que ser um só. Qualquer coisa que for feita em termos de separação tem que garantir que a presidência será única e que o Conselho Deliberativo, por pior que seja, é o representante legítimo dos sócios, deve ser a voz de quem compõe o quadro associativo e tem que ser do São Paulo Futebol Clube a decisão final em qualquer conselho executivo que venha a ser criado.

Essa é a nossa posição!

A derrota para o Atlético e as contratações anunciadas

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, em primeiro lugar, antes de começar minha análise sobre a partida desta quarta-feira e as contratações, deixo claro que não sou nem nunca fui dono da verdade, minha vida foi pautada pela democracia e debate, mas sempre em alto nível. Raramente respondo a comentários nas Notas dos jogadores ou no meu editorial, pois se já coloquei minha opinião, cabe aos leitores debaterem, concordando ou não. Mas, se me sinto ofendido, me dou o direito de responder. Só por isso postei algumas respostas ontem após o jogo.

Dito isso, mantenho minha posição de que o time pode ser criticado por tudo, por não ter um padrão tático, não ter jogadas ensaiadas, ter jogadores ruins no elenco, mas não falou vontade e empenho neste jogo contra o Atlético-PR. Perdemos o jogo por dois erros consecutivos de Militão – que tem todo o crédito do mundo -, logo a três minutos de partida, e não conseguimos furar o ferrolho armado por Eduardo Batista.

Quando elogiei Rogério Ceni foi porque ele escalou o que, aparentemente, tinha de melhor para este jogo e percebeu que Cícero continua sendo um zero a esquerda. No intervalo postei nas redes sociais que, fosse eu o técnico, voltaria com Denilson no lugar de Cícero. Foi o que ele fez.

O time cresceu, virou jogo de ataque contra defesa, mas o São Paulo não conseguia penetrar. Faltava a criatividade de Cueva, que está crescendo de produção, é verdade, mas ainda está longe de apresentar o futebol de antes de sua contusão.

Rogerio abriu mais e colocou o ineficiente Wellington Nem no lugar de Militão. Os temidos contra-ataques não vieram. Com Nem e Denilson abertos, Marcinho e Junior Tavares chegando em todos os ataques, Cueva ganhou liberdade para flutuar em campo e armar o jogo. Mas, reconheço, exageramos nos cruzamentos e entendo que isso só aconteceu porque a retranca atleticana estava muito forte. E aqui culpo Rogério Ceni de não ter um esquema alternativo, que possa furar retrancas. Uma jogada ensaiada, passagens de laterais, sei lá. O técnico é ele, não eu. Ele é quem tem que pensar e criar isso.

Por fim, achei o resultado injusto sim. Longe de ter sido o futebol dos sonhos, temos que reconhecer que o São Paulo fez um bom segundo tempo e poderia ter saído de Curitiba com uma vitória. Talvez falte treinar um pouco de finalizações.

Contratações

Petros: cairá muito bem nesse meio de campo do São Paulo. Chega para ser titular. Certamente no lugar de Cícero. Formará uma ótima dupla com Jucilei. É um jogador cascudo, impetuoso, que sabe carregar a bola e tem ótimo poder de marcação. Li um comentário aqui mesmo no site que “é mais um gambá no time”. Talvez fosse melhor não trazer o Petros e dispensar o Jucilei, para não termos “gambás” no time.

Arboleda: não conhecia esse jogador. Quando o São Paulo passou a cogitar sua contratação, passei a observá-lo. Puxei alguns jogos da Universidad Católica de Quito e da Seleção do Equador. É um zagueiro magro, alto, que tem o estilo de jogo semelhante ao de Mina, colombiano do Palmeiras. Será titular, sem a menor dúvida. Tem boa adaptação tanto no lado esquerdo quanto no direito.

Jonathan Gomez: tem o estilo Danilo de ser. Bom domínio de bola, bom passe e chutes fortes e certeiros de fora da área. Apesar de atuar mais pelo meio, na ligação meio de campo – ataque, sabe abrir pelos lados do campo para compor com os alas, quando o time está no ataque. Também tem bom preparo para recompor com rapidez quando perdemos a bola. Pode ser titular no lugar de Thiago Mendes e ajudar Cueva na armação do jogo, até porque com Jucilei e Petros como volantes, será desnecessária a presença de Thiago Mendes, a não ser que ele seja escalado como lateral direito.  Aliás, talvez uma boa pedida.

Matheus Jesus: não conheço. O máximo que sei é que era reserva na Ponte Preta e está afastado por mau comportamento.  Até onde apurei, é jogador do mesmo empresário de Petros. Veio de graça para, numa vitrine como o São Paulo, conseguir alguma valorização para ser vendido. Foi uma forma de facilitar a vinda de Petros, coisa, aliás, que sempre existiu no futebol. Juan Figger, no começo dos anos 2000, trouxe alguns jogadores muito bons para o São Paulo. Para tanto, Marcelo Portugal Gouveia foi obrigado a “engolir” um tal de Lugano, da mesma forma como o clube, agora, está tendo que aceitar Matheus Jesus.