Grande decepção: o Jack não era tão são-paulino quanto eu supunha

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, cheguei a uma triste conclusão, que me deixou profundamente decepcionado: o Jack não era tão são-paulino quanto eu supunha. Explico minha desilusão.

Todos devem lembrar quem é o Jack. Seu nome completo é Jack Banafsheha. No fim de 2014, foi aprovada uma comissão de R$ 18 milhões (15% do valor total do contrato com a Under Armour) à empresa Far East Global, sediada em Hong Kong e em nome do Jack. Essa comissão não foi paga porque, à época (2015-2016) o Tricolornaweb havia denunciado que o contrato de comissionamento, que ainda carregava suspeitas do envolvimento de Cinira Matura, namorada de Carlos Miguel Aidar.

Após a denúncia do fato o Conselho Deliberativo rejeito o pagamento destas comissões e o São Paulo, teoricamente, passou a se armar para uma possível ação judicial, pois Jack Banafsheha certamente faria a cobrança do que lhe seria, hipoteticamente, devido de comissão pelo contrato com a Under Armour.

De forma inesperada, Carlos Miguel Aidar, ainda sentado na principal cadeira do clube, enviou um e-mail a Jack – e mandou cópia aos conselheiros – informando que por decisão daquele Conselho, o São Paulo não efetuaria o pagamento. Como resposta obteve a desistência de Jack de receber o valor.

A partir deste momento, fato que causou perplexidade em todos os dirigentes, conselheiros e torcedores do Tricolor, passei a ter em Jack Banafsheha o conceito de maior torcedor da história do São Paulo, se igualando a nossos grandes antepassados, que ergueram o Morumbi e fizeram de nosso clube um dos maiores do mundo. Ledo engano.

Agora me deparo com a informação de que Jack recebeu a comissão que lhe era devida. Não ficou claro se foram os R$ 18 milhões ou se ele abriu mão de alguma coisa. O pagamento teria sido feito pela própria Under Armour, nos Estados Unidos. Quem está dizendo isso? O ex-vice-presidente de Comunicação e Marketing do São Paulo, Douglas Shwartzmann, responsável pela apresentação do Jack e da Under Armour ao São Paulo.

Então faço aqui um pedido, quase uma exigência, ao atual Diretor Executivo de Comunicação e Marketing do São Paulo, Márcio Aith e ao presidente Carlos Augusto Barros e Silva. Façam um ofício do São Paulo para a Under Armour com cópia para a  SEC – Securities and Exchange Commission – (Comissão de Títulos e Câmbio dos Estados Unidos), ou seja, a CVM americana. Vamos tentar saber se isso foi pago. Aliás, vamos tentar saber quanto foi pago, pois acredito piamente na informação do ex-vice-presidente de Comunicação e Marketing. Precisamos indagar se essa comissão paga ao Jack foi colocada no plano de negócios do contrato entre a Under Armour e o São Paulo. Talvez possamos descobrir se não está aí a explicação da fornecedora americana de uniformes estar pedindo desconto com a alegação que o lucro obtido não foi o esperado.

É hora de passarmos tudo isso a limpo de uma vez. Entendo que, do jeito que foi a origem, tudo que gira em torno de Under Armour cheira muito mal. Meu pedido, quase uma exigência fica aqui. Senhores Marcio Aith e Leco. O Tricolornaweb vai cobrar uma ação nesse sentido. Afinal, decepção assim com um cara que era, na minha avaliação, um dos maiores são-paulinos da história, não pode ficar sem resposta.

 

São Paulo poderia ter ganho de 5, mas perdeu de 4. E a crise continua

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, vou separar o momento que vivemos, de pura crise, do jogo deste domingo. O Time jogou um bom primeiro tempo, com proposta de jogo definida, conseguiu marcar um gol com 12 minutos e passou a atuar nos contra-ataques. Bem no estilo do que tem feito o líder do campeonato.

Mas qual a diferença entre ambos? Enquanto lá eles tem Fagner e Arana, dois ótimos laterais, nós temos Buffarini e Edimar. E se não forem esses, Bruno e Junior Tavares. Enquanto eles fazem um a zero e quando precisam, seus laterais marcam muito bem e atacam melhor ainda, os nossos atacam pessimamente, marcam pior ainda. Os quatro gols nasceram pelo lado esquerdo do ataque do Palmeiras, na avenida Buffarini. No primeiro, cruzamento da esquerda e Edimar, marcando a bola, não alcança. No segundo, por mais que Jucilei tenha tomado um drible desconcertante, a marcação teria que ser do Buffarini, que acomodou-se com um tranco que tomou do Michel Bastos; no terceiro gol, de novo jogada pela esquerda; e no quarto, aonde estava Buffarini.

E temos agravantes: não temos linha de impedimento, como o Corinthians tem. Para piorar, no quarto gol, Rodrigo Caio está passeando, saindo da área para a frente, e limita-se a olhar do outro lado, ver o jogador do Palmeiras entrando, cruzando e saindo o gol.

Mas vamos voltar ao primeiro tempo. Deveríamos nos fechar e manter os contra-ataques que estavam saindo. Tomamos a virada para 2 a 1, em pouquíssimos minutos. Mas tivemos uma grande jogada de ataque, com Marcos Guilherme acertando o travessão. Depois conseguimos empatar.

No segundo tempo, o cenário se repetiu. O Palmeiras atacando e o São Paulo contra-atacando. E foi mais gritante. Rodrigo Caio perde um gol absurdo, como já houvera perdido no Morumbi e em Florianópolis. Aí é a vez de Marcos Guilherme descer num contra-ataque, ter dois jogadores abertos de cada lado, ele preferiu o drible e perdeu a bola. No contra-ataque do Palmeiras, gol. Aí a coisa degringolou e o São Paulo não teve forças para buscar o empate. Acabou tomando o quarto gol, quando já estava literalmente na roda.

Mesmo assim, não entendi Dorival Jr. colocar Denilson e não Maicosuel. A semana toda ouvimos falar que ele foi um espetáculo nos treinos, que isso e aquilo. E não entra nunca para jogar? Outra coisa: está claro que a troca de posições entre Jucilei e Petros não deu certo. Perdemos o Jucilei como grande marcador e que sabe sair com a bola dominada para termos um jogador perdido em campo, e ficamos com um Petros que corre de um lado para o outro e acaba deixando um buraco no meio da defesa, pois está sozinho na cabeça de área. Sem contar o Cueva, que continua um zero a esquerda.

Mas, apesar de tudo isso, em resumo: o jogo foi muito bom, eletrizante, o time jogou relativamente bem, mas o resultado foi horrível e a crise continua. Pensem bem: tivesse Marcos Guilherme feito o gol no lance em que chutou no travessão, ter agido corretamente no contra-ataque que perdeu a bola e Rodrigo Caio marcado o gol, já que estava embaixo da trave, teríamos ganho o jogo e tudo estaria diferente. Mas, como disse várias vezes Muricy Ramalho, a bola pune. E puniu o São Paulo.

Como nosso adversário não é o Palmeiras, mas são Ponte, Vitória, Botafogo, Vasco, Bahia, Coritiba, espero que Dorival Jr use esses 13 dias que terá até o próximo jogo para impor seu sistema tático, fazer com que os jogadores entendam e, principalmente, arrume essa defesa. Arboleda não jogará a próxima partida, Talvez seja o momento de estrear Aderllan, que até agora só conseguiu ficar no banco em dois jogos.

Aliás, por falar nisso, vou começar já a cobrar explicações de Vinicius PInotti, diretor de Futebol, sobre algumas contratações: Denilson e Maicosuel. Mas também preciso responsabilizar José Jacobson e Alexandre Médicis, ex-diretor e ex-vice-presidente de Futebol, respectivamente, por Marcinho, Edimar, Tomas. E ao ex-diretor Ataíde Gil Guerreiro, por ser se dobrado aos pedidos insanos de Paton Bauxa, e contratado, entre outros, Buffarini. Citei apenas alguns, que comprovam a mediocridade que vivemos, que parte de uma diretoria incompetente, passa por conselheiros omissos – da situação e da oposição – e deságua no time e, em última análise, em nós, torcedores, pois vocês, como eu sempre digo, tem salas e se fecham no Morumbi. Nós vamos à luta, ao nosso trabalho, encontrar com torcedores adversários, e continuamos sendo motivo de chacota.

Já falei lá atrás e vou voltar a cobrar: Leco, deixe esse Pinotti de lado, antes que você afunde com ele, seja humilde, deixe essa empáfia que te domina, tenha um gesto de grandeza e traga Muricy Ramalho já, para gerenciar o futebol. Salve o time enquanto é tempo, ou você estará enterrado para todo o sempre no São Paulo por omissão, se o time cair, e não terminará seu mandato.

O empate foi o melhor dos piores resultados. E o caso Wesley!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolonaweb, o empate conseguido pelo São Paulo em Florianópolis foi o melhor dos piores resultados. Sim, porque uma derrota nos deixaria na zona de rebaixamento, com o Avaí a nossa frente, a possibilidade da Chapecoense também nos ultrapassar e, tomando-se como base que nosso próximo jogo é o Palmeiras fora de casa, com enorme chance de derrota, correríamos o risco de terminar a próxima rodada na 19ª colocação.

O São Paulo vive um momento tão delicado que nenhum outro resultado, a não ser a vitória, nos interessa. O time jogou mal. Até crio algumas oportunidades, mas não conseguiu converter em gols. Ouvi a entrevista de Dorival Jr que viu um time mais consistente, elogiou a troca de posições entre Jucilei e Petros, gostou das subidas de Buffarini e Edimar. Para. Que jogo ele viu ou que jogo eu vi?

Petros caiu de produção preso à frente da defesa. Jucilei não aguentou o ritmo e, pela primeira vez, pediu para sair por cansaço. Buffarini é um espanto, tanto na marcação quanto – e principalmente – na frente; Edimar ganhou duas jogadas, mas não conseguiu traduzir em chance de gol. O fato é que não temos laterais e vamos ter que ir até o fim do ano assim.

Pior: não temos goleiro. Nem Renan, nem Sidão, nem Denis. Não temos goleiro. Sidão conseguiu criar duas chances de gol para o Avaí, com saídas de bola horríveis. É outro que não sai debaixo das traves. A bola passeia pela pequena área e ele não vai nela, não arrisca uma saída. E não estou aqui defendendo Renan, que é tão ruim quanto o Sidão. Sem contar o Denis, que é uma brincadeira de mau gosto.

Demos a sorte de acharmos o pênalti e Hernanes, com toda pressão, teve sangue frio para bater e empatar o jogo. Uma partida bem a caráter, que tínhamos tudo para ganhar, e temos que nos contentar e comemorar o empate. Essa será nossa rotina até o final do ano. Assim tem sido de alguns anos para cá. Diretoria incompetentes, que montam times medíocres, que transformaram o São Paulo de um “para sempre favorito ao título” para um time que se acostumou a brigar na parte debaixo da tabela.

Aliás, voltando a Dorival Jr, ainda não vou culpá-lo pelo mau futebol que o time vem apresentando, mas espera aí: teve uma semana inteira para treinar antes do Cruzeiro. Ganhamos a duras penas, com Morumbi lotado, domingo passado; teve mais uma semana para treinar o time, e só empatamos com o Avaí. Alguma coisa está errada. Agora terá mais uma semana antes do jogo contra o Palmeiras, e nenhum jogador suspenso. Não é possível que não haja uma evolução.

O caso Wesley

Esse é uma aberração entre tantas que aconteceram na era Carlos Miguel Aidar. Por uma picuinha, esse nefasto ex-presidente arrumou uma encrenca com Paulo Nobre, ex-presidente do Palmeiras, e “roubou” dele Wesley, Kardec e Daniel. Kardec ainda jogou alguma coisa, mas Daniel chegou do Botafogo machucado, ficou um tempão no departamento médico e nunca conseguiu jogar. Nem sei por onde anda. Wesley é aquilo que todos sabemos.

O São Paulo teria que pagar até o final de seu contrato, em dezembro de 2018, mais de R$ 5 milhões. Com o acordo para rescisão, vai pagar metade desse valor.

Se nosso clube fosse sério, dirigido por pessoas sérias, o departamento jurídico deveria estudar uma maneira de entrar na Justiça Comum e cobrar criminalmente Carlos Miguel Aidar, que fosse condenado a ressarcir o clube de tudo o que fez de malfeito para nossos cofres. O crime foi tão grande, que talvez não seja exagero eu pedir cadeia para ele, pois teríamos que somar a isso o Iago Maidana, o caso Rodrigo Caio e tantos outros.

Mas isso não será feito e o prejuízo ficará com o São Paulo. Sabem por que? Pelo espirito de corpo. Sim, eles se protegem. Por que o caso Far East foi parar embaixo do tapete? Por que tantos outros casos que foram denunciados se perderam no tempo? Porque todos, com raríssimas exceções, sabem que se um apontar o dedo para o outro, receberá dois dedos apontados contra si. Então é melhor o clube arcar como prejuízo do que mexer no lamaçal, pois o cheiro que vai exalar é de puro esgoto.

 

ET: Logicamene escrevi esse editorial antes do jogo das pepas. Como a Chapecoense ganhou, estamos de volta ao Z4.

 

São Paulo jogou muito mal, mas ganhou. Isso é o que interessa.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo fez uma partida muito ruim neste domingo, no Morumbi, mas conseguiu os três pontos ao vencer o Cruzeiro, de virada, por 3 a 2. A torcida foi mais uma vez o ponto positivo, com mais de 56 mil pagantes, alcançando novo recordo no Brasileiro, mostrando que não somos modinhas como alguns gostam de falar, dando verdadeiro show desde a chegada do ônibus com a delegação até o último minuto de jogo.

Dorival Jr. começou o jogo com Militão no lugar de Jucilei, dando como argumento ter um meio de campo mais rápido e ágil. O que vimos foi exatamente o contrário. Militão completamente perdido na intermediária sem saber a quem marcar e o Cruzeiro colocando bola nas costas da zaga para algum ala entrar em diagonal, sempre levando perigo. Rodrigo Caio era a principal vítima destas jogadas, a ponto de Dorival ordenar a mudança de posicionamento entre Miltitão e Rodrigo Caio. Só que as coisas continuaram não dando certo, então ele voltou a inverter a posição.

Foi numa destas bobagens que aconteceu o pênalti. Claro que Renan colaborou muito para isso, pois demorou uma eternidade para sair do gol e ainda o fez de forma muito lenta. Para nossa sorte a bola bateu na trave. Mas o Cruzeiro continuou sendo senhor das ações, mandando no jogo e o São Paulo vivendo de contra-ataques. E chegou ao gol numa bela cobrança de falta de Hernanes, aos 47 minutos do primeiro tempo. Um amigo, no estádio me falou: “o placar não foi injusto, foi mau carater”. Exatamente.

A torcida já pedia Jucilei e ele voltou para o segundo tempo, no lugar de Militão. O meio campo ganhou consistência e o time começou a ir para a frente. Numa linda bola de Petros para Marcinho, ele, de novo, perdeu um gol cara a cara com o goleiro do Cruzeiro. No primeiro ataque que os mineiros deram, empataram o jogo. E três minutos depois fizeram o segundo gol. Achei que tudo estava perdido.

Dorival tirou Buffarini, recuou Marcinho para a lateral, colocou Denilson na frente, tirou Petros e colocou Gilberto. Mudou completamente a postura do time. Hernanes passou a vir do meio de campo com a bola dominada, Gilberto alterava a posição de miolo de área com Pratto e Denilson conseguia abrir um corredor pela lateral.

Com um time mais pegador e consistente, além de mais ofensivo, chegamos ao gol de empate e viramos o jogo. Mesmo assim o Cruzeiro jogava melhor e ameaçou nosso resultado até o último minuto de jogo.

Ganhamos  sem jogar bem, mas temos perdido alguns jogos jogando bom futebol. O que valeram foram os três pontos. A esta altura do campeonato não dá para ficar exigindo futebol de primeira qualidade. Temos que somar pontos, da maneira que for possível, para fugirmos dessa situação incômoda em que nos encontramos. E conseguimos. Agora é trabalhar mais uma semana para o jogo de seis pontos que teremos no próximo domingo, contra o Avaí.

O São Paulo está perdendo para ele mesmo, mas temos que continuar apoiando o time!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo continua perdendo para ele mesmo. Sim, porque não é possível conceber que nosso time, não falo nem o elenco, falo do time, seja inferior que o do Coritiba, do qual perdemos dentro do Morumbi, do Atlético-GO, com quem empatamos em nosso estádio também, e do Bahia, do qual perdemos neste domingo. Por isso digo que estamos perdendo para nós mesmos.

Antes do jogo, ainda pela manhã, no Plantão de Domingo da Jovem Pan, fiz um comentário comparando São Paulo e Corinthians. Ali eu disse que o time de Itaquera se fecha lá atrás, tem pouca posse de bola, cria pouco, mas quando chega, marca o gol. Lá atrás o Cássio defende tudo. Nós temos muita posse de bola, criamos muito, perdemos todos os gols e lá atrás o Renan toma. Mais uma comparação: o Corinthians montou o time no começo do ano, teve planejamento, e não se desfez de ninguém no meio do ano. Contratou pouca gente, até porque não precisava. O São Paulo também montou o time no começo do ano. Só que montou outro no final do primeiro semestre, trocou técnico, vendou um monte de gente, trouxe um monte de gente. Jogadores que estão aí não tem dez partida no time. Dorival Jr. não tem dez partidas com o time. Como posso crucificá-los?

O que houve, de fato, foi uma ampla a irrestrita falta de planejamento. Uma eleição em abril quebra qualquer clube. Ainda bem que com o novo estatuto a eleição se dará em dezembro. O presidente vai assumir e ter como planejar o ano que vem. Leco ficou os quatro primeiros meses do ano cuidando de política, de acordos para sua reeleição. Agora está pagando as dívidas políticas de campanha e o futebol ficou no tempo.  Aliás, o futebol é um destes pagamentos: Vinicius Pinotti no seu comando. Diga-se de passagem, nem acho que os demais diretores são ruins ou estão em áreas erradas. Meu problema é o futebol.

Contudo, não acho que vamos cair. Tenho certeza que não. Basta olhar num passado não tão distante, 2013, quando viramos o turno em 18º lugar e nosso time tinha Paulo Miranda de lateral direito, Antonio Carlos e Edson Silva de dupla de zaga, Reinaldo de lateral esquerdo, e o ataque era Douglas, Aloisio Boi Bandido e Ademilson. Muricy foi milagroso e conseguiu nos salvar.

Talvez fosse a hora de chamá-lo mais uma vez. Não para ser técnico, mas para ser o gerente de futebol, mandar em tudo ali. Deixa o Pinotti ser o executivo, o cara das finanças do futebol, e colocamos quem realmente entende da coisa, conhece a linguagem dos jogadores, para comandar o futebol. Mas, claro, o Leco não fará isso. Não gosta do Muricy e não vai ter a humildade de pedir para ele vir, mais uma vez, salvar o time, ainda que essa arrogância custe nosso rebaixamento.

De minha parte vou continuar apoiando o time, como tenho feito até agora. Não é hora de caça às bruxas. O que falei é sério: não acho nosso time ruim. Está faltando tranquilidade, está sobrando pressão, e isso está atrapalhando. Dorival Jr. terá uma semana para treinar o time e tentar dar algum padrão tático para jogarmos o segundo turno.

O São Paulo é o clube da Fé. Não quero mais esse papo de Soberano. Isso só deu azar. Até porque, há tempos não somos mais Soberanos. Somos o Clube da Fé. E vamos nos recuperar. Time grande cai, sim. Mas time gigante não cai. E o São Paulo é gigante, tem uma camisa que entorta varal. Vamos continuar com pensamento positivo, empurrando o time no segundo turno. Depois que tudo acabar, então vemos o que se há de fazer.

Quando você pensa que vai…volta!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o inacreditável, o que parecia impossível aconteceu: o São Paulo perdeu do Coritiba dentro do Morumbi, com quase 54 mil pessoas presentes, no novo recorde de público. A festa estava pronta, a torcida recebeu o time com fogos, bandeiras, colorido e muita, mas muita animação. Parecia jogo de Libertadores. E poderia ser. Ganhasse do Coritiba, o que seria o óbvio, o São Paulo pularia para a 11ª colocação do Campeonato Brasileiro e ficaria apenas seis pontos atrás do sexto colocado, com uma partida relativamente fácil pela frente e um turno inteiro a ser jogado.

Ninguém em são consciência acreditaria que o time tivesse qualquer dificuldade para vencer o jogo desta quinta-feira. Depois da virada e vitória épica contra o Botafogo, surgia um divisor de águas e o time mostraria que realmente é bom e que a presença no Z4 era circunstancial. Mas não. Parece que essa presença é real e vamos brigar até o fim para ficarmos, pelo menos, em 16º lugar.

Vamos analisar o primeiro tempo. O Coritiba chegou perto do gol do São Paulo apenas em bolas paradas. O São Paulo por sua vez, perdeu, no mínimo, quatro chances claras de gol: uma com Marcinho, nos primeiros minutos de jogo; outra com Cueva, um absurdo de gol perdido; uma com Rodrigo Caio, de cabeça; e outra com Pratto. Sem contar as muitas jogadas que sobraram para Marcinho pelo lado direito e ele acabou perdendo; ou em contra-ataques, onde a bola chegava em Cueva, e ele perdia. O domínio foi absoluto e, em condições normais, não fosse a ruindade excessiva nas finalizações, poderíamos virar o jogo, sem exagero nenhum, ganhando por 3 a 0.

Veio o segundo tempo e o nervosismo começou a bater. Os passes que eram precisos no primeiro tempo começaram a encontrar defensores do Coritiba. Time posicionado atrás, mas não exageradamente retrancado, conseguia evitar que as tabelas fossem feitas, que infiltrações ocorressem, como aconteceram no primeiro tempo. Aí, num contra-ataque, Bruno faz pênalti em Rildo. No estádio, na minha posição, não tive clareza no lance. Pela TV, vendo depois o lance, continuei em dúvida. Mas não posso deixar de salientar a burrice extrema de Bruno, porque o árbitro estava marcando qualquer esbarrão. Logo, ele não tinha o direito de encostar em Rildo. Pênalti pela burrice e ruindade dele.

Se o São Paulo já não vinha sentindo quando sofria um gol, nesta noite sentiu. O time se desestabilizou e os passes começaram a sair todos errados. Dorival colocou Marcos Guilherme no lugar de Bruno e recuou Marcinho para a lateral. Mas foi num contra-ataque, que começou exatamente nas costas de Marcinho, que Rildo atravessou a bola e o Coritiba chegou ao segundo gol, com o atacante completamente livre de marcação.

Dorival então tirou Hernanes, que fazia uma péssima partida, e Jucilei, colocando Gomez e Denilson. O São Paulo foi para o abafa. Mas foram chuveirinhos e mais chuveirinhos na área tentando alguma coisa. Até que numa delas, num bate-rebate, Denilson marcou.

O São Paulo fez um bom primeiro tempo? Sim, fez. Mas não marcou. Fez um bom segundo tempo? Não. Mas, que tivesse feito, perdeu e não se pode perder no Morumbi, principalmente de um time que estava na zona de rebaixamento e com essa vitória nos passou. Mais do que isso: abriu três pontos.

Não joguei a toalha quanto a termos a possibilidade de brigarmos por uma vaga na Libertadores do próximo ano, mas tenho que ser realista que, no mínimo por mais seis rodadas, nossa briga será unica e exclusivamente para nos livrarmos do Z4. E ficar ciente que a lógica no futebol este ano está passando a milhões de léguas de distância do São Paulo.

O que vimos no Engenhão foi o São Paulo que queremos ver sempre

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, me parecia evidente que mais uma derrota neste sábado, para o Botafogo, seria traumática para nossa recuperação, pois o time jogou melhor desde o início de de novo a falta de sorte, ou má qualidade de alguns, nos deixaria continuar no Z4. Mas a vitória, com uma virada épica, veio e me deu certeza que estamos, sim, no caminho certo.

O São paulo foi superior sempre.  Cueva e Hernanes se alternando pelos lados, com Marcinho mudando de lado o tempo todo, deixavam a defesa do Botafogo sem saber a quem marcar. O gol saiu numa dessas inversões, apesar da jogada ter sido individual de Cueva.

Mas de novo voltamos a ter a desatenção defensiva e repetimos o que já houver acontecido contra o Atlético-GO, no Morumbi. Ali marcamos o primeiro gol e tomamos o empate três minutos depois. Marcamos o segundo e tomamos o empate, de novo, três minutos depois. Desta vez foi apenas um minuto de diferença. O time não tem nem tempo de sentir a vantagem, se posicionar para o novo momento do jogo, e já vem aquela ducha de água fria.

Diferente de outras vezes, o time não se abateu. Continuou melhor, tocando a bola, esperando o momento certo para um lançamento. Mas um chute de meia distância e uma falha grotesca de Renan colocou tudo a perder. Aí realmente fica difícil.

Veio o segundo tempo e o São Paulo melhor, chegando, pressionando. Dorival espera um pouco e coloca Wellington Nem e Marcos Guilherme , tirando Petros, que fazia uma má partida, e Marcinho. No primeiro lance, num passe de Hernanes, Nem cai na área e o árbitro dá pênalti. Cueva bate, erra, o Botafogo vai para o ataque e marca o terceiro gol.

Em outras oportunidades o time já teria mergulhado numa profunda depressão e sairia do Engenhão com uma goleada. Mas o time cresceu, foi para cima, começou a buscar alguma coisa, criar chances. Hernanes era um segundo volante muito adiantado, deixando Jucilei mais recuado. Até os zagueiros partiam para a frente.

Então Gilberto entrou no lugar de Pratto, o ataque ficou mais rápido e, em oito minutos o São Paulo virou o jogo, com o time demonstrando uma garra sensacional, vontade impressionante de vencer e, acima de tudo, com técnico e consciência.

Foi uma virada épica, com a marca do São Paulo. Que essa partida exuberante deste sábado sirva como divisor de águas e nos leve a outras vitórias. Temos total possibilidade de conseguir mais seis pontos nos dois últimos jogos deste primeiro turno: no Morumbi, contra o Coritiba e em Salvador, contra o Bahia. Com isso terminaremos o primeiro turno entre os dez primeiros colocados podendo colocar o segundo pensando em lutar por uma vaga na Libertadores, e deixando para trás esse negócio de sair do Z4, lugar que nunca foi nosso.

Parabéns, São Paulo! E obrigado por me dar um sábado à noite, quando as emoções fluem pelo ar, tão especial quanto o de hoje.

O time está evoluindo. Pelo menos em raça.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, foi uma noite de emoções múltiplas no Templo Soberano e Monárquico do Futebol. Primeiro foi receber Hernanes, o Profeta, e Marcos Guilherme, novos contratados, ao lado de uma faixa homenageando Waldir Peres, nosso eterno campeão. Depois a entrada do time, com os jogadores todos de cinza, em homenagem a Waldir. Mais ainda: antes do início da partida, quando se observava um minuto de silêncio, as mais de 51 mil pessoas que estavam no Morumbi aplaudiram incessantemente Waldir Peres. Essas 51 mim pessoas que apoiariam o time do começo ao fim da partida.

Posto isso, vou falar do jogo. Ah! Só mais uma coisa, ainda em relação à homenagem. Renan Ribeiro jogou todo de cinza, em homenagem a Waldir. Só que este cinza não tem absolutamente nada a ver com o que ele usava. Seu tom era bem claro, ao contrário do desta noite, muito escuro. Falha grotesca da Under Armour, que não serve nem para fazer um uniforme retrô para homenagear um grande ídolo. Salvo algum problema contratual que a impeça de produzir aquela cor, essa camisa não vai servir para nada em termos de lembrança de Waldir Peres.

Agora vamos ao jogo. No primeiro tempo o Grêmio engoliu o São Paulo. Mandou no jogo, fez o que quis, atacou quando quis, defendeu como louco, não deu dez centímetros de espaço nem tempo para que qualquer jogador do meio de campo pensasse. Foi um absurdo, poucas vezes vista contra o São Paulo dentro do Morumbi.

O gol do Grêmio nasceu de um contra-ataque, após Cueva dominar mal uma bola na entrada da área, perdê-la e nossa defesa foi pega toda aberta. Sinceramente, não imaginava como o São Paulo poderia fazer para empatar aquele jogo. Gomez e Cueva se alternavam entre a meia e a beirada do campo, mas não produziam nada. Jucilei errava passes e Bruno era um convite a tomarmos mais gols, tal a quantidade de erros que cometeu.

Dorival Jr, então, voltou para o segundo tempo com duas alterações: deixou Jucilei e Gomez no vestiário e trouxe Cícero e Lucas Fernandes para o jogo. Isso deixou o meio de campo mais leve, mais rápido e com mais lucidez nas jogadas, pois Lucas Fernandes, com muita movimentação, fez com que o São Paulo tivesse mais posse de bola e ficasse mais no ataque.

Mesmo assim foi o Grêmio quem ameaçou nosso gol. Renan Ribeiro fez duas defesas gigantescas, garantindo até aquele momento a derrota apenas por 1 a 0. Ao São Paulo faltava criar e, mais do que isso, alguém que chutasse ao gol. Faltava um drible, uma penetração. E isso ocorreu pela esquerda, quando Cueva serviu Edimar, que deu um drible desconcertante no lateral gremista, cruzou para Pratto que finalizou. Apesar do milagre cometido pelo goleiro do Grêmio, Lucas Fernandes estava lá e fez o gol no rebote.

O Grêmio voltou a crescer no jogo, buscar o ataque, mas sem criar mais perigo. E coube ao São Paulo a última emoção, quando Cueva deixa Gilberto na cara do gol, ele é derrubado e o juíz, muito perto do lance, não marca nada. Isso aos 47 minutos de jogo. Revoltante.

Valeu pela raça, força de vontade. Ainda falta técnica, padrão de jogo. Talvez isso comece a ser possível essa semana, pois o São Paulo só volta a campo no próximo sábado, contra o Botafogo. Quem sabe Dorival começa a dar um mínimo de padrão de jogo e nós possamos chegar no Engenhão e ganhar do Botafogo. Não seria nenhuma zebra se isso acontecesse. Vamos esperar para ver, mas é fato que o time está dando outro alento para a torcida.

 

Ufa! Ganhamos. E na atual situação, 1 a 0 é título!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, ao que parece a sorte começou a virar um pouquinho. Não fosse isso não teríamos marcado um gol com um minuto e meio de jogo e a bola que Rodrigo Caio tirou em cima da linha, as 45 do segundo tempo, teria entrado. Por isso que na atual situação, ganhar de 1 a 0, no Morumbi, contra um time relativamente fraco, é conquista de título.

Algumas coisas muito positivas devem ser destacadas do jogo desta quarta-feira. A primeira delas  vontade dos jogadores. Correram o tempo todo, deram carrinho, dividiram, compensaram a falta de um esquema tático definido – até porque Dorival Jr ainda não teve tempo de arrumar o time – e a questão técnica com muita disposição.

Cueva começou a retomar seu bom futebol. Foi dele o passe para o gol de Pratto, fez algumas outras boas assistências, deu alguns arranques partindo para cima do marcador, com dribles desconcertantes. Não foi o meia que nos acostumamos a ver ano passado, mas já melhorou muito em relação às últimas partidas. Talvez o fato dele ter jogado como meia, ocupando várias faixas do campo, e não como um ponta, tenha sido responsável pelo crescimento de seu futebol.

Também gostei da entrada de Edmar. Perdemos os últimos jogos por falhas consecutivas de Junior Tavares. Edmar não é o lateral dos sonhos, é apenas regular, mas não corremos risco algum por ali. Mas temos que ter noção que ainda precisamos da contratação de outro lateral esquerdo – que pode ser Dodo, da Sampdoria – e de um lateral direito – que pode ser Marcos Rocha, do Atlético-MG. Até porque se joga Bruno, sentimos saudade de Buffarini. Se joga o argentinos, sentimos falta do Bruno. Foguete e Auro não estão no elenco. Além do mais, como se diz na gíria do futebol, eles nunca “viraram”.

A rodada do final de semana pode ser boa para nós. Além do mais, entraremos em campo contra o Grêmio já sabendo se a vitória nos tira do Z4. E vamos confiar porque, ao que parece, os ventos estão mudando de direção.

Mais uma derrota e continuamos afundando

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a sina continua e o São Paulo vai perdendo, perdendo, perdendo e se afundando, afundando, afundando. Antes da partida contra o Atlético-GO já estávamos numa situação que, nem se ganhássemos, sairíamos do Z4. Hoje entramos em campo num confronto direto, sabendo que se ganhássemos, sairíamos, sim, do Z4. Com a derrota voltamos a ter a certeza que, mesmo ganhando do Vasco na quarta-feira – e é vitória obrigatória – dificilmente sairemos do Z4.

E assim os jogos vão acontecendo, as rodadas vão se passando e nós começamos a patinar numa areia movediça, que se forma quando um time no estágio e que o  São Paulo se encontra pisa e não consegue mais sair dela.

Vamos analisar o jogo de hoje. O primeiro tempo foi equilibrado. Cheguei a postar em redes sociais, no intervalo do jogo, que estava sentindo que o São Paulo perderia a partida. Sim, porque equilibrou as ações mas não ameaçou o gol adversários. Em outras ocasiões também estávamos melhor e tomamos o gol, fazendo com que o time se desmanchasse por inteiro.

E não foi diferente. O segundo tempo do São Paulo foi patético. Jucilei, que nunca falha, cometeu uma falta boba que originou o primeiro gol. Contemos aí, também, com diversas falhas: de quem mandou Junior Tavares marcar o centro-avante na bola aérea, do próprio lateral que, para variar, perdeu, e de Renan, que poderia ter saído do gol.

Dorival começou a mudar o time. Tirou o ineficaz Wellington Nem e colocou Marcinho; na sequência tirou Cueva e Petros para colocar Lucas Fernandes e Denilson. Não resolveu nada. Mesmo com maior volume de jogo, o São Paulo não criava uma única jogada de perigo contra o gol adversário. A única alternativa ficava sendo a bola aérea e Pratto, desta vez, não conseguiu ganhar uma bola pelo alto. O Tricolor ficou presa fácil. Também, pudera. Querer contar com um jogador que era reserva do Avaí para resolver a partida, não dá.

O segundo gol foi pior ainda. Junior Tavares tenta sair jogando, perde, como sempre, o cara chuta de fora da área e Renan aceita.  Mas aí já estávamos no final da partida e não havia mais tempo para se tentar mudar alguma coisa.

Não vou entrar em desespero e achar que tudo está irremediavelmente perdido porque ainda temos um turno inteiro pela frente e parte deste primeiro turno. Mas a reação não pode tardar a vir, porque chega uma hora em que a distância aumenta da nossa posição para quem está fora do Z4. Hoje já são praticamente duas rodadas necessárias para sairmos, contando com duas vitórias. Ou seja: temos que resolver logo, urgentemente, essa situação.