Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, cheguei a uma triste conclusão, que me deixou profundamente decepcionado: o Jack não era tão são-paulino quanto eu supunha. Explico minha desilusão.
Todos devem lembrar quem é o Jack. Seu nome completo é Jack Banafsheha. No fim de 2014, foi aprovada uma comissão de R$ 18 milhões (15% do valor total do contrato com a Under Armour) à empresa Far East Global, sediada em Hong Kong e em nome do Jack. Essa comissão não foi paga porque, à época (2015-2016) o Tricolornaweb havia denunciado que o contrato de comissionamento, que ainda carregava suspeitas do envolvimento de Cinira Matura, namorada de Carlos Miguel Aidar.
Após a denúncia do fato o Conselho Deliberativo rejeito o pagamento destas comissões e o São Paulo, teoricamente, passou a se armar para uma possível ação judicial, pois Jack Banafsheha certamente faria a cobrança do que lhe seria, hipoteticamente, devido de comissão pelo contrato com a Under Armour.
De forma inesperada, Carlos Miguel Aidar, ainda sentado na principal cadeira do clube, enviou um e-mail a Jack – e mandou cópia aos conselheiros – informando que por decisão daquele Conselho, o São Paulo não efetuaria o pagamento. Como resposta obteve a desistência de Jack de receber o valor.
A partir deste momento, fato que causou perplexidade em todos os dirigentes, conselheiros e torcedores do Tricolor, passei a ter em Jack Banafsheha o conceito de maior torcedor da história do São Paulo, se igualando a nossos grandes antepassados, que ergueram o Morumbi e fizeram de nosso clube um dos maiores do mundo. Ledo engano.
Agora me deparo com a informação de que Jack recebeu a comissão que lhe era devida. Não ficou claro se foram os R$ 18 milhões ou se ele abriu mão de alguma coisa. O pagamento teria sido feito pela própria Under Armour, nos Estados Unidos. Quem está dizendo isso? O ex-vice-presidente de Comunicação e Marketing do São Paulo, Douglas Shwartzmann, responsável pela apresentação do Jack e da Under Armour ao São Paulo.
Então faço aqui um pedido, quase uma exigência, ao atual Diretor Executivo de Comunicação e Marketing do São Paulo, Márcio Aith e ao presidente Carlos Augusto Barros e Silva. Façam um ofício do São Paulo para a Under Armour com cópia para a SEC – Securities and Exchange Commission – (Comissão de Títulos e Câmbio dos Estados Unidos), ou seja, a CVM americana. Vamos tentar saber se isso foi pago. Aliás, vamos tentar saber quanto foi pago, pois acredito piamente na informação do ex-vice-presidente de Comunicação e Marketing. Precisamos indagar se essa comissão paga ao Jack foi colocada no plano de negócios do contrato entre a Under Armour e o São Paulo. Talvez possamos descobrir se não está aí a explicação da fornecedora americana de uniformes estar pedindo desconto com a alegação que o lucro obtido não foi o esperado.
É hora de passarmos tudo isso a limpo de uma vez. Entendo que, do jeito que foi a origem, tudo que gira em torno de Under Armour cheira muito mal. Meu pedido, quase uma exigência fica aqui. Senhores Marcio Aith e Leco. O Tricolornaweb vai cobrar uma ação nesse sentido. Afinal, decepção assim com um cara que era, na minha avaliação, um dos maiores são-paulinos da história, não pode ficar sem resposta.