Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, parece que retrancas nem sempre são suficientes para evitar um mau resultado. O São Paulo de Aguirre, a cada jogo que passa, vem demonstrando mais e mais que vai ser um time fechado, explorando contra-ataques, jogando por uma bola. Só um time conseguiu fazer isso até hoje com pleno sucesso: o time treinado por Tite, cujo trabalho teve sequência com o atual técnico.
E olhem que o São Paulo nem jogou tão mal. No primeiro tempo, até sofrer o gol, fez muita marcação na frente, na saída de bola do Atlético, e parecia que dominaria a partida. Mas bastou tomar o gol, numa pixotada de Rodrigo Caio, para o time se desestabilizar e se fechar por inteiro para não sofrer o segundo. Trellez ficava sozinho lá na frente, Nene e Marcos Guilherme voltavam para fechar as laterais e, com isso, tome sufoco para cima do São Paulo. Acabamos o primeiro tempo perdendo só por 1 a 0 e ficamos no lucro.
No segundo tempo, nada muito diferente. O São Paulo até encenou marcação avançada, mas voltou a recuar. Então começaram as bobagens de Diego Aguirre. De uma vez só colocou Regis e Cueva em campo, tirando Petros e Marcos Guilherme. Oras, se estamos perdendo a partida, por que tirar um atacante?
Mas vá lá. Imaginei: ele vai formar o 3-5-2, colocando Militão para formar o trio de zaga, liberando Regis e Reinaldo como alas, avançando Liziero, Cueva, Nenê e Trellez lá na frente. Nada disso. Ele deixou Regis, que é um lateral, jogando na função do Marcos Guilherme e Militão seguiu na lateral. Então tomou o segundo gol. Sinceramente, vi a viola em cacos. Pensei: definitivamente, Arena da Baixada e Copa do Brasil não combinam com o São Paulo.
Por sorte, poucos minutos depois, em bela assistência pela esquerda, Reinaldo serviu Trellez que marcou o gol do São Paulo. Isso seria suficiente para o São Paulo ir para a pressão. Até avançou um pouco, mas timidamente. E Aguirre fez mais uma: tirou Liziero, um segundo volante quase meia, para colocar Hudson, um primeiro volante brucutu. Passou, então, a segurar o 1 a 2. Ali seria óbvio que Lucas Fernandes deveria entrar, ou mesmo Brenner, passando Militão para volante e Regis ficando como lateral direito.
Mas Aguirre, definitivamente, tem a filosofia defensiva e tudo fará nesse sentido. Se pudermos empatar com um gol de volante, ótimo. Se não for possível, ao menos não vamos tomar outro gol.
Não concordo com essa filosofia. Se o São Paulo estivesse sendo sufocado, posso até admitir. Mas o Atlético marcou o segundo, tomou o gol e se preocupou em garantir o resultado. O São Paulo até foi à frente, mas com total carência de qualidade.
Esse é o resultado da filosofia defensiva desse treinador.
É possível reverter no Morumbi? Claro que é. Mas vamos precisar de mais ousadia, porque se o futebol for covarde, seremos eliminados mais uma vez da Copa do Brasil.