Chega de Copa. Que volte o Brasileiro!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a Copa acabou. Parabéns à França, que mereceu o título, apesar de eu ter torcido muito pela Croácia na final. Que volte o Brasileiro. Mais: que entre em campo o São Paulo, pois este longo jejum está me causando mau humor.

O balanço que podemos fazer desta paralisação para a Copa é bom. Vendemos mais de R$ 100 milhões em jogadores e não desmontamos a espinha dorsal do time, nem desfalcamos a equipe considerada titular. Aliás, reforçamos, pois perdemos Marcos Guilherme e Valdívia, mas veio Joao Rojas, que pelos treinos que vi, é menos veloz, no entanto mais técnico e inteligente do que Marcos Guilherme.

Perdemos Cueva, mas, garanto, ganhamos um problema a menos no elenco. Ele tumultuava por ser muito chinelinho, descompromissado. E não seria titular em hipótese alguma, com Nenê jogando o futebol que está apresentando.

Perdemos Bruno (ou ganhamos com sua saída) e veio Bruno Peres . Temos que considerar que é uma troca muito vantajosa. E ganhamos Carneiro, que está recuperado e será ótima opção para o ataque.

Em resumo: a diretoria fez muito dinheiro, enxugou o elenco, reduziu a folha de pagamento e não enfraqueceu o time. Quando eu falei que daria o devido tempo e confiaria em Raí e sua equipe (Ricardo Rocha e Lugano), visava, principalmente, a janela de  meio de ano. Ele prometeu que não desmontaria o time. E cumpriu.

Acho que caminhamos para um segundo semestre com bons motivos para estarmos otimistas. Não sei se conquistaremos algum título, mas vamos brigar até o fim por ele. E isso eu já não tenho mais dúvida.

A Seleção “corinthiana” de Tite deu adeus à Copa

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, acabou a Copa do Mundo para o Brasil. A Seleção parou naquela que, em minha opinião, é a melhor Seleção do torneio e para quem endereçarei minha torcida a partir de agora para ganhar o título.

Nunca torci contra a Seleção do Brasil, até porque sei muito bem separar a corja da CBF, a quadrilha da política nacional, da camisa amarela. Me emociono em ouvir o Hino Nacional, principalmente quando para, por conta do tempo, e o público segue cantando até o fim. Indescritível. Só brasileiro é capaz de tal ato. Se nunca torci contra, me dou o direito, também, de não bater a cabeça na parede e querer pular de um viaduto, pois essa vontade eu tenho, unica e exclusivamente, quando é o São Paulo em campo e é eliminado de algum torneio, por menos importante que seja. Portanto, entendam que torci pelo Brasil, mas entendo que a derrota não afetará meu estado emocional em nada.

Falando do jogo, Fernandinho foi uma catástrofe. O “se” não existe no futebol, nem na vida, mas acredito que “se” Casemiro tivesse jogado, nossa sorte poderia ter sido outra. Mas também falharam William, Gabriel Jesus, Neymar, Felipe Coutinho, Paulinho, Marcelo, Fagner – lateral de condomínio – e Alisson.

O único que salvo nesse emaranhado de ruindade de hoje é Miranda. Soberbo, ganhou todas do temido Lukako. Sobrou na defesa. Mas foi impotente para ajudar o time a vencer, até porque sua função não é marcar gols.

De resto, fico pensando que tivesse Tite – para mim o melhor técnico brasileiro da atualidade – convocado jogadores sem a paixão corinthianesca, olhando alguns que ficaram de fora e que mereciam estar lá, talvez o Brasil pudesse ir mais em frente.

Começo pelo goleiro: escolheria dois entre os três que ele levou, mas faria de Diego Alves meu titular; nunca levaria Fagner para a lateral, mesmo com a contusão de Daniel Alves. Se formos ficar apenas no futebol brasileiro, acho Marcos Rocha mais jogador que ele. Vou parar por aqui, pois depois de uma derrota é fácil falar que tudo está errado.

Mas remonto a outro tema, talvez menos importante do que o “corinthianismo” da Seleção, mas fundamental para nós, são-paulinos: nunca o Brasil ganhou uma Copa sem jogadores do São Paulo. Em 1958 tínhamos Dino Sani e De Sordi; em 1962 eram Bellini e Jurandir; 1970 Gerson, o canhotinha de ouro; 1994 eram Zetti, Leonardo, Cafu, Muller; em 2002 foram Rogério Ceni, Belleti e Kaká. Portanto nunca o Brasil ganhou uma Copa sem jogadores do São Paulo.

Talvez fosse o momento de, nessa renovação que haverá – tudo indica será feito pelo próprio Tite -, ele tire o distintivo da âncora que carrega no peito e pense que a Seleção é do Brasil. E, mais do que isso, sem o São Paulo não se ganha nada.

O Tricolornaweb é um portal, não um blog, e exige respeito

Amigo são-paulino, leitor do  Tricolornaweb, há tempos estamos passando certos constrangimentos, que não são públicos e notórios pelo zelo que Juca Pacheco, o principal assessor de imprensa do São Paulo, na área do futebol, tem em conversar comigo, e pelo respeito mútuo que há entre nós e que vem de sua geração anterior, pois fui colega de trabalho e cultivei grande carinho e respeito pelo seu pai, João Prado, de quem me orgulho de ser amigo.

O fato é que desde que decidimos implantar as mudanças no Tricolornaweb, que nuca foi blog, sempre foi site – aos que não sabem a diferença, quando quiserem, posso explicar -, temos enfrentado grandes dificuldades, que chegam mesmo, como disse no início, aos constrangimento. De início nos foi colocado – e eu disse aqui e no Jornal Tricolornaweb – que nós não teríamos direito a fazer entrevistas exclusivas com qualquer membro do departamento de futebol, passando aí por diretoria, comissão técnica e jogadores. Que seria difícil liberar o Tricolornaweb, que é um site segmentado, para fazer esse tipo de trabalho e não dar o mesmo espaço para os “demais blogs”.

O assunto ficou para ser discutido em nível de diretoria, com o diretor de Comunicação, Guilherme Palenzuela, com quem mantenho uma relação estritamente profissional, e que também é de respeito, ao menos de minha parte. Mas até agora nada se decidiu.

Num dos últimos treinos antes da parada para a Copa do Mundo, fiz uma transmissão ao vivo, pelo nosso canal do YouTube. Também fiz pelo Instagram, Facebook e Twitter. Pouco tempo depois da transmissão no ar recebo uma ligação me pedindo para suspender a transmissão, pois eu não estava autorizado a fazer isso. A autorização que me fora concedida era para acompanhar o treino, junto com a imprensa, mas sem transmissões ao vivo, pois os “outros blogs” estavam reclamando e pedindo equidade. Parei a transmissão.

Nas entrevistas coletivas pós-jogo, consigo transmitir – não sei até quando – ao vivo, mas sou impedido de fazer perguntas. Ou seja: me transformo num mero espectador. E sou cobrado por meus leitores por não fazer determinadas perguntas. Me cobram com razão, mas sou impossibilitado disso.

Nesta quarta-feira, lembrando do que me fora dito lá atrás, fui ao CT da Barra Funda, como iria a Cotia, e passei a fazer uma série de fotos do treino. Em tempo real ia colocando informações da atividade no Tricolornaweb e nas redes sociais do nosso portal (Face, Twitter e Instagram). Pouco depois do início da segunda parte do treino, quando o time titular já estava em campo, fui procurado mais uma vez pela assessoria de imprensa do São Paulo pedindo para não mais fazer essa cobertura ao vivo, pois os “outros blogs” estavam ligando para o clube, questionando minha presença lá e a ausência deles. E que semana que vem – há pelo menos quatro meses essa semana que vem não chega – haveria uma reunião na diretoria de Comunicação para decidir como proceder em relação aos “blogs” segmentados.

Apesar de lidar com o problema, até hoje não firmei posição em editorial, pois esperava uma solução. Mas, nesse momento, firmo nossa posição:

  • Não somos blog. Não somos mais site. Somos um portal, que tem texto, áudio e vídeo. Que é editado por um jornalista profissional, com 36 anos de carreira, modéstia à parte muito ética e vitoriosa, e que não vai aceitar ser comparado a pessoas folclóricas e serviçais de algumas pessoas influentes no clube para cumprir com o papel a que se propôs, que é informar seu público leitor, cem por cento formado por são-paulinos, e que sabe que aqui recebe a notícia como ela é, não como alguns querem que ela seja.

Não sou de bajular presidente ou diretor para exercer meu trabalho. Não faço a crítica positiva ou negativa de acordo com a benesse que me dão, até porque nunca, vou repetir, NUNCA, recebi qualquer centavo do São Paulo FC. Fosse esse meu objetivo, estaria fazendo com Leco o que fiz com Carlos Miguel Aidar. Ou teria feito o que fiz com CMA com Juvenal Juvêncio. Ou Marcelo Portugal Gouvea.

Não, amigos, esse não é o meu papel. O Tricolornaweb é o portal que está com o São Paulo. Em seus 14 anos de existência sempre se pautou pela ética e correção, além do aspecto profissional.

Mais uma vez vou respeitar a imposição do  Departamento de Comunicação do São Paulo FC. Mas com prazo determinado. Se me foi falado que até semana que vem haverá uma solução, esse será o prazo. Não irei ao treino desta quinta-feira, o que não quer dizer que não vou noticiar. Mas meu leitor não será privado de saber que, se a cobertura do Tricolornaweb falhar, não será por incompetência ou negligência de nossa equipe, mas por impedimento forçado por essa diretoria de Comunicação.

Reitero: o Tricolornaweb não tem patrono. Ele tem dono. Não tem incentivador. Tem leitor. Não é folclórico. É profissional. Não tem grupo político. Tem o  São Paulo FC.

Brasil passou fácil pela Sérvia. Agora é o México

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o Brasil venceu fácil a Sérvia e agora pega o México nas oitavas-de-final da Copa do Mundo. O time jogou um futebol mais solto que nas outras duas apresentações. Talvez o fato de jogar pelo empate deu tranquilidade ao time. Neymar caindo menos em campo, William jogando um pouco melhor – mas nem tanto – que nas outras partidas, Paulinho aparecendo como homem surpresa na frente, tudo isso propiciou menos sofrimento ao torcedor.

É fato que Alisson continua lembrando Sidão, e suas rebatidas para dentro da área. Não tenho dúvida em afirmar que, desde que acompanho futebol e Copa do Mundo (me lembro a partir de 1966), nunca vi um goleiro tão fraco na Seleção Brasileira. Vi Gilmar, Felix, Leão, Waldir Peres, Tafarel, Marcos, Júlio Cesar, mas este Alisson é muito fraco.

Agora teremos pela frente o México, de Juan Carlos Osório. Conhecemos muito bem o colombiano. Ele vai para a frente, nunca joga pelo empate. Ou marca dois, três gols, ou toma três ou mais. Foi assim no São Paulo. Foi assim na Copa do Mundo. Capaz de ganhar da Alemanha, e perder de 3 a 0 da Suécia, quando jogava apenas pelo empate.

O Brasil, tradicionalmente, não leva sorte com os mexicanos. Em Olimpíadas, Copas Américas, enfim, sempre que deparamos com eles em jogos decisivos, temos sérios problemas. Espero que desta vez seja diferente e o Brasil possa continuar seguindo firme rumo ao hexa.

Mais um jogo no sufoco. Mas o Brasil não é o único

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, foi um verdadeiro sufoco para o Brasil vencer a Costa Rica. Dois gols nos acréscimos. E um detalhe: quem esperava ter em Neymar a solução para todos os nossos problemas, está vendo Felipe Coutinho brilhar. Talvez não tenha sido à toa que o Barcelona não fez tanto esforço para impedir a saída de Neymar e tenha feito o possível e o impossível para tirar Coutinho do futebol inglês.

O primeiro tempo da Seleção foi medíocre. Toque de bola de um lado para o outro, pouquíssimas penetrações, vulnerável a contra-ataques. Futebol cansativo, para quem está assistindo, sem qualquer inspiração.

No segundo tempo o time acordou. Tite deve ter dado uma bronca geral no vestiário e a Seleção jogou como se espera seja o futebol brasileiro. William, que fez um péssimo primeiro tempo, foi sacado para a entrada de Douglas Costa. Melhorou, pois ele foi mais efetivo, mais agudo.

Não posso falar que foi um rolo compressor brasileiro, mas criou emoção. O gol não saiu por falta de pontaria de alguns jogadores e ótima participação do goleiro de Costa Rica.

Tite colocou Firmino, tirou o ineficiente Paulinho e abriu de vez o time. A pressão foi muito grande, mas os gols saíram apenas nos acréscimos.

O Brasil não é a única Seleção a ter dificuldades em jogos fáceis. Se observarmos a França, a Espanha, Alemanha e a própria Argentina, vamos concluir algo “novo”: não tem mais bobo n o futebol.

E assim segue a Copa.

Amistoso é amistoso, Copa é Copa

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, parece que a Seleção Brasileira não aprendeu que uma Copa do Mundo deve ser tratada como uma Copa, não como um jogo amistoso, onde Neymar pode dar quantos dribles quiser que ninguém vai quebrá-lo. Admiro o técnico Tite, mas reconheçamos que hoje ele foi mal.

Nunca poderá ser considerado normal um empate, em jogo de Copa do Mundo, com a Suíça. Fato que o gol de empate foi irregular, pois houve falta clara em Miranda – cadê o árbitro de vídeo ? -, mas isso é pouco para justificar o futebol pobre apresentado pela Seleção.

Quando falamos que o Marcelo foi o melhor em campo, já dá para perceber que a situação foi complicada. Não que Marcelo seja um mau jogador. Mas os destaques, em geral, tem que ficar para Neymar, Felipe Coutinho, Gabriel Jesu e assim por diante.

Neymar sumiu em campo. E é aí que observamos que só quem é cego ou “pachecão” pode querer traçar uma comparação entre ele e Cristiano Ronaldo. Enquanto um ficou submisso à marcação adversária, algumas vezes com falta, é verdade, mas há como superar a situação, o outro marcou três gols contra a Espanha e carregou sua Seleção nas costas.

Não vi aquela Seleção onde William abria pela direita, entrava na diagonal e causava um inferno na defesa adversária, nem o Neymar que decide jogos, nem o Gabriel Jesus que resolve no Manchester City. Apenas Felipe Coutinho, autor de um golaço, mas que também sumiu em campo e não armou nada.

Os lances mais perigosos aconteceram quando Paulinho apareceu na área, como homem surpresa, ou com as descidas constantes de Marcelo.

Tite ainda tentou colocar o time para a frente, mas as substituições não deram nada certo.

Creio que o Brasil vai se classificar, mas terá que melhorar muito para passar pelas oitavas-de-final, seja contra a Alemanha, seja contra o México.

 

Paulo Pontes

Na noite dos namorados, um baile no Morumbi

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo fez o que todos esperavam: ganhou do Vitória no Morumbi. Mais do que isso, goleou. Mais ainda: jogou bem. Então os pessimistas vão falar: “mas o juiz expulso um um jogador do Vitória aos 35 minutos do primeiro tempo. Sim, mas ali o São Paulo já estava ganhando e muito próximo de fazer o segundo gol. O resto foi consequência.

Diego Aguirre teve um problema pouco antes do jogo: Militão, com amigdalite, não foi para o Morumbi. Ele entrou com Araruna na lateral direita e Lucas Fernandes aberto pela direita.

O começo do jogo foi muito truncado. O árbitro Igor Junio Benevenuto de Oliveira é daquele tipo que não gosta de futebol, ou acha que está apitando vôlei. Qualquer esbarrão é falta. Aí, com tantas faltas marcadas, o jogo não anda e os cartões começam a aparecer. Daí para frente é fácil saber o que aconteceu.

Mas quando Nenê marcou aquele gol antológico, dando um chapéu na frente da área e colocando a bola no ângulo, o São Paulo já tinha tomado as rédeas da partida e o placar era justo. A linha tática muito bem delineada, com Jucilei e Hudson se revezando em quem ficava mais atrás e quem se adiantava um pouco, os laterais balanceados na hora de descer e Everton, como sempre, dado uma canseira doida na marcação baiana pelo lado direito da defesa.

Depois da expulsão veio o segundo gol e a partida ficou decidida. Sabia-se que o Vitória não teria forças para reagir e o negócio seria administrar.

Mesmo assim o São Paulo fez o terceiro gol e aí passou a tocar mais a bola. Aguirre foi colocando a garotada em campo e tirado os mais experientes, como as substituições de Everton por Caique, Diego Souza por Brenner e Nenê por Liziero.

Eu pensei que Aguirre fosse dar uma chance para o Morato. Eu entendia que a substituição que deveria ser feito logo de cara seria a entrada de Morado no lugar de Nenê, com Lucas Fernandes passando a fazer o meio. Isso porque Nenê estava amarelado e o risco era grande de algo pior.

No fim foi Lucas Fernandes quem foi expulso. Era lógico que o juiz passou o jogo todo procurando expulsar alguém do São Paulo. O que não pode é o cara, com 3 a 0 no placar ser expulso. Não tinha nem que dividir bola.

O que fica finalizando, é que o time cumpriu uma meta muito superior a que toda a torcida imaginava. Méritos totais para Diego Aguirre. Méritos totais dentro de campo, para Nenê, Everton, Diego Souza, Jucilei e Hudson. E também os três zagueiros.

Agora é saber o que vai acontecer na janela de transferências. Mas se nenhuma tragédia se abater sobre o elenco, podemos sonhar muito mais alto no restante do Brasileiro.

Vitória inesperada e que precisa ser muito comemorada

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo venceu um jogo que eu computava como derrota certa. Tenho falado constantemente que um time, que tem como meta vencer o Brasileiro, precisa, na média de pontos, ganhar todos os jogos em casa (fazer três pontos) e empatar todos fora (um ponto). Claro que uma vitória fora (três pontos) pode ser trocada por duas derrotas, pois a somatória é a mesma que se tivéssemos empatado as três. Em casa não tem jeito. Empatou, tem que ganhar fora para recuperar os pontos. Existem aqueles jogo como visitante que são “ganháveis”. Existem outros que são “perdíveis”. E esse era um daqueles que eu projetava zero ponto. Mas ganhamos.

Quando vi a escalação, imaginei que o time atuaria da mesma forma como jogou contra o América-MG e venceu por 3 a 1. Naquele jogo Araruna foi a surpresa. O restante do time foi esse mesmo. Por isso não critiquei Aguirre, como o fiz há duas semanas, entendo que para jogar contra um time num estádio onde não vencemos há 36 anos, o melhor a fazer era reforçar a marcação.

O primeiro tempo caminhava de forma até chata. O São Paulo tinha mais a posse de bola, mas não criava. O Atlético teve duas oportunidades, forçando Sidão – cruzes – a duas boas defesas. Hudson e Jucilei faziam marcação muito forte na proteção da nossa área. Araruna, originalmente terceiro volante, atuava como ala, pois Militão em alguns momentos virava terceiro zagueiro. Somente nos últimos dez minutos o time resolveu colocar pressão e foi marcar a saída de bola do time de Fernando Diniz dentro da grande área. Aí as fragilidades do time do Paraná começaram a aparecer.

No segundo tempo, a situação se manteve desde o começo. Marcação pressão. E foi assim, num erro grosseiro da defesa atleticana, que recuperamos uma bola, houve o pênalti e Nenê marcou o gol.

O Atlético passou a tentar atacar de forma inconsequente. A torcida vaiando, brigando com o time e os nervos aumentando. Por mais que Sidão sempre nos leve a fortes emoções, a defesa e o meio de campo não permitiram que isso acontecesse. Ainda que Hudson tenha feito uma falta boba nos acréscimos da partida, na meia lua, o time foi perfeito no quesito marcação.

Méritos para Diego Aguirre, que conseguiu revestir o São Paulo do espírito uruguaio, encontrou em Hudson o parceiro ideal para Jucilei, formou uma zaga forte e conseguiu dar velocidade ao contra-ataque do São Paulo, mesmo com dois jogadores pesados lá na frente – Nenê e Diego Souza – que muitos quiseram fazer crer que não poderiam jogar juntos. Hoje entendemos que eles precisam jogar juntos.

Temos que comemorar muito essa vitória. Se perdêssemos, como era de se esperar, ficaríamos seis pontos atrás do Flamengo, podendo virar nove, pois o time carioca deve ganhar amanhã do Paraná. Uma distância considerável. Sem contar que muitos times poderiam nos passar. Com a vitória estamos em segundo e, por mais que sejamos ultrapassados pelos critérios de desempate, temos certeza que iremos para o intervalo da Copa do Mundo entre os cinco primeiros. Até porque não imagino outro resultado, que não a vitória na terça-feira, no Morumbi.

E ao Patético Paranaense, um consolo: se forem para a Série B, nós demos uma forcinha.

Partida horrível, perdemos dois pontos e vimos que não temos elenco

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, falar que não temos elenco, parece chover no molhado. Temos um bom time, sim, mas elenco…está muito longe de termos. O empate em 0 a 0 no Morumbi contra o Internacional foi foto sem retoques nem fotoshop do nosso elenco.

Então vão falar: estávamos sem 11 jogadores. Vamos lá: Nenê (faz muita falta), Cueva (nem tanto), Rodrigo Caio (pouca), Hudson (mais ou menos), Valdívia (incógnita), Jucilei (muita, mas ficou fora por opção do Aguirre), Carneiro (nem estreou), Morato (quase nunca jogou), Regis (reserva), Edimar (alguém sentiu falta?), Bruno Alves (esse fez falta) e Marcos Guilherme (nem é mais do São Paulo). Em resumo: de quem é do São Paulo, podemos dizer que dois fizeram muita falta (Nenê e Bruno Alves) e Jucilei, que, repito, não jogou porque Aguirre quis poupar.

Então essa balela de falar que estávamos sem 11 para jogar o futebol pífio que jogamos nesta terça-feira, é balela. Aliás, desculpem a comparação, mas jogando numa terça-feira contra o Internacional, que ano passado estava na série B, me parecia jogo desta série do Brasileiro, e não da divisão de elite.

Gostei muito da entrevista de Diego Aguirre. Consciente, sincero, disse que “quando não dá para ganhar, é melhor não perder”. Esculhambou o futebol dos dois times e disse que o placar foi absolutamente justo. Tentou justificar alguma coisa com o excesso de jogos, mas aceitou que o time foi muito mal.

Sobre Aguirre, por mais que tenha gostado da entrevista, não aceitei o que ele fez com o time. Pensando que teremos apenas mais dois jogos, depois haverá um intervalo de um mês, ele não deveria ter poupado Jucilei; deveria ter entrado com Paulinho pela direita; não deveria, em hipótese alguma, ter feito aquela substituição ridícula colocando Araruna e tirando Trellez. Não que o colombiano não devesse sair. O problema é que Araruna não deveria entrar.

Na entrevista de Aguirre, quando ele fala que quando não se pode ganhar é melhor não perder, talvez tenha tentado explicar essa substituição para reforçar a marcação. Mas foi de doer, porque Araruna é ruim demais.

Este é o nosso elenco. Se ficarmos sem três jogadores, a coisa faz água. São dois pontos que dificilmente conseguiremos recuperar. Só se vencermos este Internacional, lá em Porto Alegre. E o que esperar para sábado, em Curitiba? Não sei. Vai que o time chega lá e ganha…É melhor engolir tudo o que falei.

Dois tempos opostos: o time perdeu, mas continua com crédito

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, não vou entrar na maré dos derrotistas, que aproveitam de uma derrota – doída, sim – para achar que tudo o que foi feito até agora não prestou e que vamos lutar para não cair. Já já virão as contas de quantos pontos faltam para nos livrar do rebaixamento. O comentário no Tricolornaweb é e sempre será livre, mas tenho o direito de avaliar os que entendem que só empurramos bêbados na ladeira e coisas do tipo como derrotistas.

Vamos analisar o jogo desta noite. O primeiro tempo do São Paulo foi soberbo. Encarou o Palmeiras de igual para igual, dentro da Arena, não ficou fechadinho lá atrás, equilibrou a posse de bola, manteve as jogadas que vinham dando certo normalmente.

A defesa estava segura e o Palmeiras não criou uma única chance (até porque se tivesse criado, teria marcado, com Sidão no gol…). A defesa sólida, Jucilei e Hudson formando uma parede na frente da zaga, Militão e Reinaldo se revezando nas descidas, Marcos Guilherme e Everton imprimindo velocidade e Nenê cadenciando o jogo quando preciso. Fizemos um a zero e poderíamos até ter feito o segundo.

A contusão de Hudson começou a colocar tudo a perder. Petros entrou sem ritmo, desligado da partida, passeando em campo. Mesmo assim tivemos um contra-ataque, onde Marcos Guilherme se enrolou com a bola. Tivesse dado um toque rápido, Everton iria sozinho em direção ao gol, partindo do meio de campo. Seria 2 a 0 e a fatura estaria liquidada.

Ao invés disso, tomamos um gol onde Reinaldo, de novo, foi facilmente batido e Sidão cortou para o meio da área. Tomamos o segundo gol impedido. Do terceiro, nada a reclamar.

Foram detalhes que marcaram o jogo. Perder faz parte do roteiro. Perder um clássico, na casa do adversário, com torcida única, é mais do que natural. O grande problema é o tabu. É não conseguirmos sequer empatar no campo deles. Mas lembrem-se que eles não ganham uma partida do Brasileiro, no Morumbi, desde 2002.

Então não vou pegar tudo o que o time fez até agora, que lhe garante na vice-liderança – sei que pode perdê-la até o fim da rodada – por conta de uma derrota. Mas, mesmo que perca a vice- o máximo que pode acontecer é ficarmos um ponto atrás do líder, pois se o Corinthians ganhar do Flamengo empate com o time carioca e nos passa um ponto; mesma coisa o Fluminense, se ganhar do Paraná, empata com o São Paulo e nos passa por número de vitórias.

Portanto a situação está muito longe de ser trágica. Comentava aqui no Jornal Tricolornaweb outro dia que, se conseguirmos chegar na Copa do Mundo entre os cinco primeiros colocados, vou comemorar muito. É que eu sabia que teríamos o Palmeiras e o Atlético-PR nas Arenas e já contava com derrotas. Assim como conto com vitórias sobre o Internacional e o Vitória.

Finalizando, Aguirre tem minha confiança, o time tem meu crédito. Como disse no início, não sou derrotista e não vou entrar nessa esfera de que está tudo horrível, nada presta, não vamos chegar a lugar nenhum, etc. etc.