Mais uma derrota, mas ainda é o começo do trabalho

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, ninguém gosta de perder, mas não podemos determinar o final de 2019 no segundo jogo da pré-temporada. Vi comentários de “fora Jardine”, “vamos brigar para não cair”, “Raí montou um elenco horrível”, “Biro-Biro não presta”, “Thiago Volpi não fez uma defesa difícil, tomou todas que foram para o gol”. Calma lá!

Podem me xingar, falar que sou cego, seja o que for, mas querer pregar o cáos no segundo jogo do ano, numa pré-temporada, aí já é demais. Em 2016, com Rogerio Ceni como técnico, fomos campeões desta Florida Cup. Depois chegamos voando no Paulista, goleando todos que vinham pela frente. Até tomar de 3 a 0 do Palmeiras e o mundo cair. Daí para a frente, brigamos sempre para não cair.

O que quero dizer é o seguinte: ou se faz uma pré-temporada condizente ou fica treinando em Cotia, sem jogar contra ninguém, e deixa para ver como está o elenco a hora que estiver valendo alguma coisa.  E vou justificar minha tese: no primeiro tempo, enquanto o time titular esteve em campo, ganhamos de 1 a 0 do Ajax e o time holandês não teve uma única chance de gol. No segundo tempo, com o time completamente reserva, perdemos de 3 a 1. Mas o que se imaginava: que o time reserva do São Paulo fosse ganhar do titular do Ajax?

E não adianta xingar o Jardine porque mudou todo o time. A Florida Cup, para nós, brasileiros, é para isso. É para testar e dar ritmo a todos os atletas. E foi o que ele fez.

Parece estar claro que ele tem bem definidos nove dos 11 titulares. Até que Rojas volte, o time terá Bruno Peres, Arboleda, Jucilei, Hudson, Hernanes, Helinho, Pablo e Everton. As dúvidas ficam no gol, pois numa partida jogou Thiago Volpi e na outra Jean; e na zaga, pois ele quis ver Anderson Martins, mas acredito que jogará Bruno Alves.

Do time titular: Hernanes está começando a entrar no ritmo e se entrosar com o time; Pablo idem; os demais jogadores, que já vem do ano passado, também estão entrando no ritmo. Não esqueçam que o elenco se reapresentou quinta-feira da semana passada, viajou na sexta-feira, treinou sábado, domingo, segunda, terça e quarta-feira, jogou quinta-feira, treinou sexta-feira e jogou no sábado. Então foram seis dias de treino ao todo desde a reapresentação.

Agora será uma semana inteira, já em São Paulo, para treinamentos, no CT da Barra Funda, para jogar sábado, contra o Mirassol, pelo Campeonato Paulista. Serão cinco jogos pelo Campeonato Paulista (Mirassol, Novorizontino, Santos, Guarani e São Bento) para então jogarmos na Argentina, pela Libertadores.

Portanto, vamos guardar nosso stress e possíveis críticas ao trabalho para os jogos da Libertadores, pois até lá, para mim, será uma grande preparação, com treinos – alguns valendo, outros não – para dar conjunto ao time. Um conjunto não tão difícil de pegar, afinal a diretoria conseguiu manter todos os titulares que jogaram no ano passado. Um passo à frente na preparação.

Estreia não foi a esperada. Mas vamos com calma

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, ninguém gosta de iniciar o ano perdendo, quanto mais quando terminamos o outro ano também com derrota. Mas temos que entender que o time alemão esta no auge, no meio da temporada, enquanto o São Paulo está em pré-temporada, com jogadores ainda sendo apresentados um para o outro.

Nâo vou fazer comentário individual sobre os jogadores, ou mesmo sobre o jogo, porque depois de 15 anos, é a primeira partida do São Paulo que perco. Estava em Juína,, a 720 quilômetros de Cuiabá (MT), prestando uma consultoria de comunicação, e encarei 12 horas de viagem de ônibus de volta desta cidade a Cuiabá para pegar o vôo para São Paulo. Só que o jogo foi disputado exatamente no momento em que eu estava em trânsito e internet, nessas estradas, nem por sonho.

Quero agradecer o Jeferson Fernandes, que assistiu a Helo Cavalari na confecção das notas dos jogadores.

Com base no que li, parece que Anderson Martins não pode ser titular, que Bruno Peres continua o mesmo, que Hudson também não evoluiu e que os reforços, como Hernanes e Pablo, precisam de tempo para adaptação. Também li que Nenê voou em campo e que Bruno Alves tem que ser titular da zaga, ao lado de Arboleda.

Está muito difícil falar essa palavra para a torcida do São Paulo, mas: CALMA! Não vamos desde já fritar contratações, diretoria e técnico. Esse é o grande mal da nossa torcida – e me incluo nela – . Ou tem vitórias consecutivas, com apresentação de gala, goleando, ou não serve. E as coisas não são assim.

Amanhã, contra o Ajax, mais um teste. Vamos ver o que nos aguarda.

 

 

Um argentino pela frente e depois, bem depois, o grupo da morte

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, como se diz na gíria, foi “azar de goleiro”. O sorteio da Libertadores não poderia ter sido pior para nós. Enquanto a maioria dos times do Pote 1, da segunda fase, pegaram times mais fracos, nós caímos com o Talleres. É forte? Não, tipo Defensa y Justicia e outros iguais. Mas é argentino. E isso basta. E já fomos eliminados numa Sul-Americana dentro do Morumbi por um desses pequenos argentinos.

Mas vamos lá. Imaginemos que vamos passar pelo Talleres. Aí virá ou o Palestino ou o Independiente de Medelim. Até aí tudo bem. O susto é menor e não imagino o São Paulo eliminado por times pequenos do Chile ou da Colômbia. Será o fim da temporada em pleno mês de fevereiro.

Então chegamos à fase de grupos. E teremos como adversários o atual campeão da Libertadores, River Plate, que não bastasse por si só ser o detentor do título, também é argentino; o Internacional de Porto Alegre, de quem não conseguimos ganhar este ano no Brasileiro – empatamos no Morumbi e tomamos uma surra no Sul -; e o Alianza Lima, do Peru. Este, em minha opinião, que deverá ser o fiel da balança para se fazer pontos e saldo de gols, pois a briga estará centrada em River, Inter e, hipoteticamente, São Paulo.

Mas podemos colocar somente “azar” em nosso caminho? Claro que não. Fosse diferente nossa postura no segundo turno do Brasileiro e estaríamos na fase de grupos, não precisando nos desgastar com Talleres & cia. Poderíamos, até, galgar uma cabeça de grupo, o que facilitaria ainda um pouco mais o caminho. Mas não. Teremos esse caminho tortuoso e cheio de pedras por nosso próprio mérito.

Por outro lado, passando para a fase de grupos e conseguindo a classificação para a sequência, o que implicaria dizer que deixaríamos ou River ou Inter de fora, nos encherá de moral e manterá o embalo do time, num período do ano onde se indica crescimento natural da atividade física e do conjunto.

Entretanto, para chegarmos a algum lugar, é inevitável reforçar o elenco. Nesta segunda-feira já veio uma grande notícia: Pablo, do Athlético-PR vai ser anunciado ainda esta semana. Os números são muito altos para o investimento. Mas, para quem almeja voltar a ser protagonista, e não apenas coadjuvante, não quer saber de valores, mas de qualidade. E eu estou nesse time. Portanto, seja bem vindo, Pablo. E que outros desse nível para cima ainda cheguem. A torcida paga o investimento.

Final melancólico de um campeonato que poderia ter terminado em festa

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o final de Campeonato Brasileiro do São Paulo foi completamente melancólico. Perdeu da Chapecoense jogando o mesmo futebol patético que jogou contra Vasco, Sport e até o Cruzeiro. Ganhou dos mineiros, mas não mereceu.

Indago: não há um pinguinho de vergonha nesse time do São Paulo? Será que eles tem essa mesma má vontade quando vão ao banco sacar o salário?

Lembem-se que no primeiro turno, o que chamava a atenção e era o diferencial do time eram garra, vontade, determinação, que chamávamos de raça uruguaia que Aguirre tinha implantado no time. Se na técnica não ia, resolvíamos na vontade. Enchia os olhos ver como Jucilei e Hudson se acabavam na frente da zaga, Militão e Reinaldo se desdobravam nas laterais, Rojas e Everton eram um inferno pelas pontas, Nenê dava combate e armava com maestria para Diego Souza completar.

Hoje temos um time apático, que entra em campo pouco se lixando com o resultado. E não me venham falar que perdeu com gol roubado, porque o cara da Chapecoense estava impedido. Não fosse esse, sairia outro. O São Paulo não fez por merecer nada melhor do que a derrota. Não conseguimos chutar a gol. Nenê tentou duas vezes: um “recuo” para o goleiro e outro que foi parar  na bandeira de escanteio. E foi só.

Outra desculpa que poderia ser dada: o time ficou sabendo do gol do Grêmio. Um motivo a mais para ir para cima e tentar ganhar, pois se surgisse o empate em Porto Alegre, a vitória nos colocaria no G4. Não. Fizeram nada. Sangue de barata.

O pior é olhar para a frente e ver o que nos espera em 2019. Tenho falado constantemente que precisamos voltar a ser protagonistas. Entrar nos campeonatos como mero coadjuvantes não serve para o peso da camisa do São Paulo. Mas não vejo nada que possa me alegrar.

Vão me chamar de incoerente, pois sempre disse que lá atrás pensávamos que lutaríamos para não cair; depois para brigar por uma vaga na Sul-Americana; então passamos a sonhar com a Libertadores; veio a liderança e o sonho do título. Voltamos à nossa realidade. E só não ficamos pior porque Aguirre tirou leite de pedra e fez um primeiro turno perfeito com o time. O segundo turno, provavelmente, tenha sido a nossa realidade. Se esse quadro real tivesse perdurado o campeonato, talvez hoje estaríamos aqui lamentando uma vergonha maior ainda.

Leco, que vai muito bem na administração do clube, vai muito mal na parte esportiva. Por mais que tenha montado uma diretoria de respeito no futebol, parece que não deu liga. Alguma coisa tem que ser feita, de maneira urgente. Raí e Lugano continuarão. Ricardo Rocha vai sair. Por que não trazer Muricy Ramalho para assumir a gerência de futebol? Por que não trazer Carlinhos Neves para ser nosso preparador físico? Por que não pensar em Turíbio Leite e Luis Rosan para o Reffis? Por que não remontar essa comissão técnica que foi amplamente vitoriosa na década passada?

Chega de achar que os senhores são maiores que o clube. Ninguém, absolutamente ninguém é maior que a instituição São Paulo. E essa instituição está pedindo socorro há anos. Salvem enquanto é tempo.

Despedida melancólica do Morumbi de um time que se imaginava campeão

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, é duro de acreditar, mas é verdade: o São Paulo, um time que ousou um dia se imaginar campeão do Brasileiro de 2018 -e  pior, iludiu a torcida – se despediu melancolicamente do Morumbi neste ano com um empate em 0 a 0 contra o Sport, que luga desesperadamente para fugir do rebaixamento. Mas hoje é o antepenúltimo colocado do campeonato.

A noite teve requintes de crueldade, porque, além da ruindade absoluta do time, ainda tivemos Nenê perdendo uma cobrança de pênalti. Aliás, se puxarmos na memória, ele já vinha batendo mal as penalidades. Algumas vezes falou pouco para o goleiro defender. Hoje coroou essa sequência e perdeu aquele que seria o gol da vitória do São Paulo.

O primeiro tempo foi muito amarrado. O Sport armado para se defender e tentar levar um ponto de São Paulo para Recife e o São Paulo não sabendo como abrir a retranca adversária. Um chute de Helinho, uma chance perdida por Nenê, outro de Jucilei, uma cavada de pênalti de Reinaldo – não foi – quando poderia ter feito o gol, e foi o que tivemos. O time não conseguia penetração, não criava nada, a não ser as que citei.

No segundo tempo o time veio mais aceso. Prensou o Sport em seu campo, passou a arriscar mais chutes de média distância, principalmente com Helinho. Liziero era quem mais procurava armar o jogo. Aliás, ele fez boa partida. Sofreu o pênalti que Nenê perdeu.

Encontrei destaque individuais no time, como Arboleda, Liziero e Helinho (no segundo tempo). A substituição de Jardine, tirando Helinho e colocando Antony acabou com a única jogada que o São Paulo ainda conseguia produzir, quando ele trazia da lateral para o meio do campo e batia de perna esquerda, sempre levando perigo.

De resto, um horror. Reinaldo e Araruna exageraram na dose de cruzar no corpo dos adversários. Diego Souza não queria marcar, preferia servir, mas ninguém conseguia complementar para gol. Nenê, a decepção. Correu, buscou a bola, eu até iria destacar essa sua participação ativa no jogo, apesar dos passes errados, mas o pênalti perdido é indesculpável.

No final do jogo, os 15 mil pagantes que apoiaram o time o jogo todo, cantando e gritando, passaram a chamar o time de amarelão e deram uma sonora vaia em todos. Merecida. Até porque mais um ano que sonhamos com alguma coisa e vamos nos contentar com a Pré-Liberadores. E um sofrimento que começa agora, pois só duas coisas estão faltando para nossa humilhação total e nos igualar aos nossos rivais: ser rebaixado (não seremos) e sermos eliminados na Pré-Libertadores. Aí já não posso apostar minhas fichas de que não seremos.

O time não é horrível, mas foi medonho.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, que futebol grotesco, digno de vergonha, o que o São Paulo apresentou no Rio de Janeiro nesta quinta-feira. O interessante é que até começou bem o jogo, dominando, tentando encurralar o Vasco em seu campo. Mas bastou uma falha ridícula de Jucilei, completada pelo Hudson, para o Vasco marcar seu gol e desmoronar qualquer esquema do São Paulo.

É impressionante como conseguimos nos abater e perder o foco jogando contra um timinho como é o do  Vasco, que está lutando para não cair novamente. E conhecemos São Januário. Lá tudo acontece. Nesta noite a invenção foi murchar as bolas. Ridículo. Coisa de time pequeno, como o Vasco se tornou. Mas não foi por isso que perdemos. Foi por ruindade absoluta mesmo.

Acho que Jardine entrou com o time correto. Não tinha Bruno Alves e Anderson Martins estava voltando de contusão. Sobrou Rodrigo Caio. Não tinha Diego Souza, Brenner e Gonzalo Carneiro. Sobrou Trellez. Não tinha Rojas. Sobrou Helinho. De resto, o time é isso daí. Não se acrescenta nada.

E, convenhamos, um time que liderou boa parte do primeiro turno e era tido por muitos como o grande favorito ao título, não pode virar uma pereba de uma hora para a outra. Não podemos contestar jogadores como Arboleda, Jucilei, Nenê, Diego Souza, Rojas e Everton. Mas saiu do eixo, e isso é fato.

No segundo tempo tivemos mais de 60% de posse de bola, mas com dois chutes na direção do gol – de Reinaldo e Nenê cobrando falta – e mais nada que colocasse o Vasco em risco. E merecedores, tomamos o segundo gol.

Analisando o time. O lado esquerdo foi vergonhoso. Reinaldo, que desde que foi chamado de Kingnaldo passou a carregar uma máscara maior do que ele, voltou a ser o  Tiririca. Quer ser o faz tudo do time e não faz nada certo. Deu um belo chute a gol, é verdade. Poderia ter marcado um golaço. Mas no resto do jogo cruzou todas as bolas nas pernas do marcador, errou passes, teve lances bisonhos. Everton, por sua vez, fez sua pior partida pelo São Paulo.

Criticam Diego Souza, dizem que com ele jogamos com um a menos. E com o Trellez: jogamos com quantos a menos?

Jucilei ficou perturbado. O erro que custou o primeiro gol fez com que ele errasse o jogo inteiro. Não que Hudson estivesse muito melhor, mas só saiu porque estava com cartão amarelo. Aliás, saiu para entrar Shaylon. No papel, grande alteração, de um técnico que não tem medo, que vai para cima. Na prática uma lástima, porque Shaylon não se convenceu ainda que é um jogador de futebol e que joga no São Paulo, no time profissional.

Nosso lado direito também padeceu de qualidade. Bruno Peres não se encaixou no São Paulo. Helinho não se convenceu que não pode viver de um gol que fez na estreia e que joga no time profissional. Assim sendo, tem que correr o tempo todo, não ficar com as mãos na cintura.

Nessa mediocridade – no sentido de muito ruim – toda sobraram os zagueiros. Rodrigo Caio até fazia uma boa partida, mas falhou no gol. Arboleda acabou se salvando. Esse joga sempre sério. E Jean… Bem, continuamos sem goleiro.

Já estou me conformando com o G5. Essa rodada nos dava a grande oportunidade de ficarmos no G4, empatados com o Internacional, que está em terceiro. Ou seja, nas duas últimas rodadas, dois times brigariam por duas vagas no G4. Mas nós estaríamos em vantagem. Agora o sonho acabou. Acho que vamos ganhar do Sport, mas também acho que o Grêmio ganhará do Vitória na Bahia. Acho que o Grêmio ganhará do Corinthians em Porto Alegre, mas também acho que o São Paulo não ganhará da Chapecoense em Chapecó. Portanto, bem vinda Libertadores. Ou melhor: bem vinda pré-Libertadores. Espero queimar a minha língua.

Vitória contra o Cruzeiro mostrou time diferente, de posse de bola

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, é muito pouco tempo para se avaliar esse tipo de situação, mas o time que ganhou do Cruzeiro já começa a ter a cara de André Jardine. Completamente diferente do estilo Aguirre, onde o time se fechava e partia no contra-ataque, esse tem a posse de bola e propõe o jogo.

Assim como na partida contra o Grêmio, o São Paulo começou dominado pelo adversário. Mas em dez minutos já tinha equilibrado as ações e passou a tomar conta do jogo. Nenê e Diego Souza se posicionavam lado a lado no ataque, com Everton e Shaylon pelos cantos do campo. Jucilei e Hudson também desciam bastante. Interessante notar que a intensidade fica por conta dos volantes, nem tanto dos laterais. Reinaldo e Bruno Peres se guardaram um pouco mais atrás.

Outro detalhe: saída de bola com os zagueiros. Jardine disse, na entrevista após o jogo, que na sua cabeça os zagueiros tem que ter bom passe e saber sair jogando. As jogadas devem nascer com eles, pois trazer um meia para buscar o jogo no meio do campo enfraquece o ataque, que fica com um jogador a menos. Nesse quesito, Arboleda que foi gigante na partida, vai ter que melhorar muito, pois o passe dele é horrível.

Mas vejam: o gol de Diego Souza foi uma assistência dele, Arboleda, que na cobrança de escanteio cabeceou na direção do centro-avante, que marcou um golaço.

Verdade que na metade final do segundo tempo sofremos muito. O Cruzeiro partiu para cima, pressionou, tentou de todas as formas. Mas o sofrimento foi relativo, pois Jean não fez uma única defesa. A zaga estava muito bem postada e em grande jornada.

As substituições feitas por Jardine não surtiram efeito. Ele colocou Brenner no lugar de Shaylon, mas o garoto entrou com medo de partir para cima e matava qualquer chance de contra-ataque; depois entrou Edimar no lugar de Reinaldo para segurar o setor; por último Araruna no lugar de Hudson, que jogou pendurado com dois amarelos. Quando eu digo que não surtiram efeito é porque tudo continuo como estava. Não melhorou, mas também não piorou.

Entendo que o futebol de Bruno Alves cresce assustadoramente quando ele forma a dupla de zaga com Arboleda; assim como cresce o futebol de Nenê e Diego Souza quando ambos jogam juntos, principalmente com Everton em campo.

A vitória nos deixa em boas condições de ficar no G4. Se pegarmos pela frente, nós vamos jogar contra o Vasco no Rio e o Grêmio contra o Flamengo no Maracanã. Convenhamos que nossa missão é muito mais fácil. Depois teremos o Sport no Morumbi, e o Grêmio faz outra fora, contra o Vitória na Bahia. Se bem que aí não dá para considerar muita vantagem nossa. Na última rodada nós vamos pegar a Chapecoense em Chapecó, enquanto o Grêmio joga contra o Corinthians em Porto Alegre. Então a decisão é agora. Acredito que se ganharmos do Vasco e o Grêmio perder do Flamengo nós terminaremos no G4.

Se isso acontecer, sem dúvida alguma, para o elenco que temos, e pelos desmandos que tivemos em nosso clube nos últimos dez anos, é um grande prêmio.

O time dos empates empatou mais uma em casa

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo conseguiu mais um empate, em casa, agora contra o Grêmio. Sim,  o time dos empates que empatou  neste segundo turno, em casa, contra América-MG, Atlético-PR, Fluminense, Flamengo e agora Grêmio. E quer ganhar campeonato como?

Sei que já fui chamado de corneteiro, mas tenho dito reiteradamente e não vou me cansar de falar e escrever: o São Paulo não pode mais ser coadjuvante. Tem que voltar a ser protagonista.

É fato que, por incrível que pareça, jogamos melhor do que o Grêmio. Os gaúchos deram um único chute a gol no primeiro tempo, obrigando grade defesa de Jean. O São Paulo, que foi dominado nos primeiros 15 minutos, tomou as rédeas da partida a partir deste ponto e me fez crer que poderia vencer. Mas com Trelles não acertando um chute a gol – ele é centro-avante -, Nenê não concluindo uma única jogada, os pontas tentando alguma coisa, mas geralmente perdendo de seus marcadores e dois volantes que não conseguem arriscar um único chute a gol, me fez crer que desta vez tivemos a bola, mas não conseguimos transformar a superioridade em gol.

Menos mal que André Jardine não inventou. Fez o arroz com feijão e colocou o time que ganhou quase tudo no primeiro turno. Só não tinha Rojas. Entrou Helinho. Clamor da torcida. Nem digo que decepcionou, mas mantém uma pegada que já tinha no sub-20: se desliga do jogo muito facilmente. E não me venham dizer que estou querendo queimar o garoto. Peguem tapes dos juniores e me digam se estou errado. Ele não era titular nas equipes de base exatamente por esse marasmo em que as vezes se envolve.

Segundo tempo e o São Paulo melhor. Algumas chances apareciam, mas caíam com Trelles. Ou ele errava, ou cometia falta. Entrando no segundo tempo ele vinha salvando a equipe. Mas nos enganou. Começando o jogo percebemos o quão ele é ruim. Colombiano por colombiano, enquanto uns contratam Borja, nós contratamos Trelles. Bem sinal dos nossos dias de hoje.

Estava evidente que Hudson não poderia continuar em campo. Estava errando mais do que o Trelles. Mas o primeiro a sair foi Helinho, para a entrada de Antony. Eu até poderia criticar o Jardine por isso, mas ele explicou na coletiva que Helinho pediu a substituição por estar com câimbras nas duas panturrilhas. Aí veio Shaylon no lugar do ineficaz Nenê. Aliás, pelo que jogou nesta quinta-feira, dá para perceber a razão do Aguirre tê-lo colocado na reserva.

Shaylon, por incrível que pareça, foi melhor que Nenê. Mas não se iludam. Shaylon é Shaylon. Isso só basta para não nos iludirmos.

Por fim Liziero entrou no lugar de Hudson. Acho que Jardine demorou demais para essa alteração. Mas fez. E não vou crucificar o técnico do São Paulo. Foram apenas três dias de treinamento. Impossível imaginar que ele vá dar novo padrão para o time em tão curto espaço de tempo.

Continuamos na briga pelo G4, mas deixamos de ganhar no confronto direto, de quem está na nossa frente (em número de vitórias). Agora não dependemos só de nós para entrarmos na fase de grupo da Libertadores.

Pode parecer uma bobagem essa, mas se entrarmos na pré-Libertadores, muda toda a fase de preparação. O planejamento que foi feito com Florida Cup vai por água abaixo, porque a pré-Libertadores começa em fevereiro, enquanto a fase de grupos só começa em março.

Mas não há o que reclamar. Foi o próprio elenco quem determinou essa sorte. Portanto, que se virem para mudar.

 

Empate roubado, time medíocre, técnico medroso.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, quando eu imaginava que fosse escrever, um dia, que o Corinthians foi roubado em Itaquera, contra o São Paulo. Que jogou com um jogador a menos um tempo todo e que, mesmo assim, não conseguimos vencer o jogo. E só não perdemos, exatamente pelo roubo contra o time deles. Acho que estou delirando.

Ao anunciar a escalação do São Paulo no Notícias Antes do Jogo já pedi, ali, a proteção a seres divinos, porque se dependesse do nosso técnico não teríamos essa proteção. Não se tratava de jogar com cuidado porque era um clássico na casa do adversário. Não. O Corinthians entrou em campo preocupado com o rebaixamento. Vive seu pior momento nos últimos anos. Temos a grande oportunidade de, enfim, vencermos em Itaquera. Mas entramos com três zagueiros e três volantes, tal qual fizemos contra o Flamengo e foi um horror, sem criar absolutamente nada.

Começa o jogo e o time se posta lá atrás. O Corinthians dá espaço. O São Paulo vai um pouco para a frente, mas conta com a categoria técnica de Hudson para armar o ataque. Bruno Peres, um grife, e Reinaldo, até outro dia King, mas voltando aos tempos de Tiririca, sem descer. Diego Souza sem se mexer e Gonzalo Carneiro, o único que conseguia produzir alguma coisa, se machuca. Entra Brenner – pensei que ele fosse colocar o Edimar ou o Rodrigo Caio – e nada muda, porque Brenner, ao que parece, desaprendeu a jogar.

Gol que foi mas o juiz não deu, pênalti discutível – para a TV pênalti claro, para mim discutível – e um jogador expulso – bem expulso -. Acho que para o segundo tempo, o Aguirre vem com tudo. Afinal, para que manter três zagueiros e três volantes com um time que joga com dez e que é medíocre?

No primeiro tempo, mesmo com todo esse zelo defensivo, deixamos um buraco entre o meio de campo e a defesa e sofremos horrores com o adversário. As melhores chances foram deles.

Aguirre ousou voltar com Everton no lugar de Anderson Martins, mas já deveria ter voltado com Everton e Nenê, tirando, além do zagueiro, Liziero, que teve um primeiro tempo digno de dó. Completamente perdido.

Aguirre demorou 20 minutos para colocar Nenê em campo. E quanto colocou, tomamos o gol. Inacreditável: um time com dez jogadores faz troca de passes no ataque e faz o gol, porque o volante, que não sabe o que é marcar gol há anos, sobra sozinho, sem marcação, na entrada da área. Onde estavam nossos dois volantes?

Empatamos, é verdade, em jogada de Everton. Mas não criamos mais nada que pudesse justificar um comentário de que tentamos, mas não conseguimos. Ou porque Cássio foi gigante, ou porque a trave ajudou, sei lá. Nada. Absolutamente nada.

Aguirre foi incompetente por completo. Quando o time teve um jogador a mais, no encerramento do primeiro tempo, ele teve 15 minutos para montar o time e passar uma estratégia que possibilitasse usufruirmos dessa superioridade. Mas não. Incompetência plena.

Em vista disso, e ouvindo a sua entrevista dizendo que não gostou do que viu, lembro que ele é responsável por esse estado de coisas e, portanto, não quero suportá-lo até o final do Brasileiro e quero sua demissão já. Entreguem o time para André Jardine, permitam que ele termine o Brasileiro, ou até a Libertadores estará em risco.Sei que, nesse momento, são 12 pontos que nos separam de Atlético-MG e Santos e faltam 18 pontos a serem disputados por essas equipes (para nós só 15). Mas do jeito que estamos nos afundando, nada mais é improvável.

Imagino que entraremos contra o Grêmio na quinta-feira, num confronto direto, em quinto lugar, o que quer dizer que entraremos na posição de pré-Libertadores. A pressão será grande e estará do nosso lado. Por isso, a vaga na fase de grupos está ameaçada e na própria pré-Libertadores começa a correr risco.

Vamos acordar enquanto ainda é tempo.

Mais um empate no Morumbi de um time que não tem cérebro

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo empatou com o Flamengo no Morumbi, em 2 a 2 e tem que levantar mãos aos céus, pois poderia ter sido pior. Culpa do péssimo futebol apresentado de um time acéfalo. E aí, culpa, então, do técnico, que não consegue dar criatividade ao time, tira o único meia que tinha essa condição e arma o time, dentro de casa, com três zagueiros, três volantes e dois laterais – sim, laterais, não alas -, deixando apenas Diego Souza e Gonzalo na frente.

Era visível o posicionamento tático do time para quem estava no Morumbi: três zagueiros, com Arboleda cobrindo o lado direito, Anderson Martins o esquerdo e Bruno Alves o centro. Sim, digo centro porque ele não foi líbero. Quem viu Valber jogar sabe o que é ser líbero. Cinco jogadores no meio, quase que em linha, da direita para a esquerda: Bruno Peres, Luan, Jucilei, Liziero e Reinaldo; Diego Souza e Gonzalo centralizados na área.

Na minha cabeça passou um filme dos bons tempos de nosso 3-5-2, onde estávamos longe de ser retranqueiros. Ali Cicinho descia forte por um lado, Junior pelo outro. Josué ficava, mas Mineiro apoiava; Danilo armava. Que tempo. Hoje Bruno Peres não desceu, Reinaldo, nas vezes que tentou, errou e quem armava era…era…era…era…sei lá. Talvez Liziero. A coisa deu mais certo quando o garoto Luan se soltou e tentou ir para a frente. Aí saíram nossas melhores jogadas.

Aguirre não montou um time para amarrar o Flamengo e sair em contra-ataque. Fosse assim não teríamos tomado o gol de empate tão logo marcamos. A marcação foi bisonha e ninguém sabia o que fazer com a bola. Aliás, se cabia a Liziero alternar com Reinaldo o lado do campo, eles não foram informados.

Acho que o treineiro viu que a coisa não estava boa. No intervalo mudou o esquema, deixando Anderson Martins no vestiário e voltando com Helinho. Na primeira bola que ele pegou trouxe para dentro e mandou uma bomba, marcando um golaço. Deu para sentir que a coisa iria render e que estava ali o substituto do Rojas.

Não sei se por sentir o peso da responsabilidade – acho mesmo que foi isso – ou por ordem do banco, ele encolheu a perna e desistiu de partir para cima do seu marcador. Ao contrário, perdeu contra-ataques e várias jogadas. Mas não entendam que estou aqui jogando nas costas do garoto a responsabilidade. É apenas uma análise. Independente de ter sentido o jogo, acho que tem que ficar no time e fazer o lado direito enquanto Rojas não volta, o que só vai acontecer no próximo ano.

Mas Aguirre continuou errando. Ao tirar Gonzalo e colocar Edimar, passando Reinaldo para a frente, coroou um cara que estava fazendo sua pior partida desde a volta para o São Paulo e acabou com nosso contra-ataque, pois Diego Souza não conseguia mais nem andar em campo. E completou o show de horrores quando Luan se macucou. Seria a hora de colocar Nenê, ou Shaylon, para dar opção de saída de jogo, mas ele colocou Araruna. Sofremos pressão e, com  Sidão no gol, isso é elementar, tomamos o empate.

Aguirre expirou seu prazo de validade. Ele calou a boca de todos, colocou o time na liderança por várias rodadas, mas acabou caindo para a realidade do elenco e dele. Nosso lugar é esse mesmo, não vamos passar disso. Agora é torcer para conseguirmos nos manter em condição de ir para a Libertadores na fase de grupos, não na pré. Corremos até esse risco, pois sábado que vem temos o Corinthians, em Itaquera, enquanto o Grêmio pega o Vasco, no Olímpico. Portanto, é só pensar um pouco para nos depararmos com uma quinta posição logo aí na frente.

Não prego a demissão do Aguirre agora, mas já não defendo a renovação do contrato para o próximo ano. Quero treinador novo, vitorioso, para termos um time vitorioso.