Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, estamos em êxtase. Eliminar o Palmeiras, time efusivamente abastecido pela Crefisa e amado pelos órgãos de imprensa também abastecidos pela financeira, dentro da Arena, não tem preço. Sei que não ganhamos nada. Que se perdermos a final continuaremos na fila. Mas para ganhar, tem que chegar. E chegamos. Quando poucos acreditavam nessa possibilidade, o São Paulo voltou a ser grande, gigante, e agora aguarda quem será seu adversário.
O tempo todo o São Paulo jogou de igual para igual. Não se acovardou. Não se retrancou. Dividiu os espaços do campo, teve posse de bola, criou chances, teve um gol anulado (bem anulado) e outras oportunidades. E o melhor: por mais que o Palmeiras também tenha tido um gol anulado – bem anulado -, não teve grandes chances, a não ser uma, no segundo tempo, com grande defesa de Thiago Volpi.
Se ainda ontem eu imaginava que teria que me contentar com um jogo amarrado, o São Paulo se defendendo o tempo todo para levar para as penalidades, hoje vi que voltamos a ser grandes e não nos intimidamos nem com torcida, nem com a cavalice adversária. Sim, porque Bruno Henrique e Felipe Melo, principalmente, tentaram intimidar nossas crias de Cotia. Mas nem Luan, nem Liziero, nem Igor Gomes e muito menos Antony se curvaram a eles.
O time teve sobriedade para jogar e administrar a partida. Soube impor ritmo quando necessário, e reduzir essa velocidade quando o jogo assim o pedia.
Gostei muito das trocas constantes de posição na frente. Antony, Everton Felipe e Everton se alteravam entre os lados do campo e o meio. Isso bagunçou completamente a defesa adversária. Se marcasse homem a home, perderiam seus laterais. Ao marcar por zona, os dois zagueiros nunca sabiam que entraria por lá.
O fato é que Cuca conseguiu implantar um esquema tático e fazer os jogadores compreenderem o posicionamento. Etá de parabéns. Mas não posso deixar de exaltar o trabalho de Mancini. Como já disse em outros comentários, deixou meio caminho andado para Cuca. E mostrou a André Jardine que se ele tivesse sido um pouquinho só ousado e colocado a garotada para jogar, talvez hoje estivéssemos disputando a Libertadores.
Repito: não ganhamos nada. Mas, assim como lembro que o último Paulista foi em 2005 e o último Brasileiro em 2008, não me lembro qual foi a última final que chegamos. Então quero sentir essa emoção e comemorar, mesmo sabendo que não ganhamos nada ainda. Mas estamos muito próximos disso.
Parabéns aos jogadores, à comissão técnica e à torcida. Essas pontas unidas, não tem diretoria que consiga derrubar.