Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, semana passada, após perdermos do Corinthians, escrevi em meu comentário que a derrota era normal e que estávamos nos acostumando a perder. Afirmei que somos, hoje, a quarta força do Estado, atrás de Corinthians, Palmeiras e Santos. Que estávamos nos tornando um time pequeno. Pois hoje posso afirmar com todas as letras que conseguimos um bom resultado empatando com o Red Bull no Morumbi. Esse é o retrato do nosso momento.
Ah, vamos falar, jogamos com dez desde os 18 minutos do primeiro tempo; o Reinaldo, uma grande opção de ala, sofreu contusão e saiu antes disso, com 12 minutos; teve um impedimento pessimamente marcado do Antony, numa jogada que poderia redundar em gol; o Igor Vinicius perdeu um gol. Tem mais algum lance que eu esqueci? Se tiver, me lembrem, por favor.
Por outro lado, Thiago Volpi fez três defesas excepcionais, e mais algumas normais. O Red Bull terminou a partida com mais de 65% de posse de bola. Nós terminamos o jogo acuados, sendo pressionados e nos segurando para não tomar o gol. Comemoramos o empate.
Apesar de ser dos tempos antigos, que acha que um time não pode jogar sem um meia de criação, aceitei a escalação do Mancini, mais pelo rejuvenescimento do time do que pelas funções táticas em si. Em campo foi possível perceber que os três zagueiros tinha Luan à frente e a ideia era liberar os laterais/alas. Com Igor e Reinaldo descendo bastante, Antony e Helinho trabalhariam por dentro, com Pablo e Gonzalo Carneiro se revezando na função de homem referência. Mas Reinaldo saiu com 12 minutos, Gonzalo foi expulso aos 18 e tudo foi por água abaixo.
Entretanto, não se pode conceber que, mesmo com garotos e jogando com dez a maior parte do jogo, não se consiga a vitória contra o RB Brasil. Não é nenhum clássico, nem time grande do Rio, ou de Minas, ou do Rio Grande do Sul. É o RB Brasil, um time que tem como único objetivo permanecer na primeira divisão do Paulista, por mais que esteja bem classificado.
Ah, mas ele ganhou do Corinthians, empatou com o Palmeiras. Isso, para mim, não quer dizer nada. É claro que não vou usar como parâmetro esse jogo para falar que estamos mortos ou vivos. Mas é um resultado que aprofunda ainda mais a crise que estamos vivendo. Se ganhasse, não teria feito nada mais que a obrigação. Não ganhar significa fracasso. E isso, já sabemos, é parte constante do nosso vocabulário.
Talvez consigamos, nos próximos quatro jogos, fazer alguma coisa e nos livrar da vergonha incomensurável de sermos eliminados na primeira fase do Paulista. Talvez. Mas já é uma coisa com a qual não conto. Assim segue a nossa sina.
Obrigado por tudo, Leco e diretoria!
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