Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, aquele setor que um dia foi referência mundial hoje nos deixa completamente intrigados pela atuação pífia: o Refis.
Não é de hoje que nossos jogadores tem lesões que, ou são mal curadas, ou levam uma eternidade para que isso ocorra. Mesmo assim, alguns que ficam longo tempo no Refis voltam sem a verdadeira condição física.
Temos tido exemplos constantes dentro do elenco. Se pararmos para analisar, alguns jogadores jogam três, quatro partidas e sentem lesão. Everton, Liziero, Hernanes, são alguns dos exemplos.
Outros ficam três meses para se recuperar de uma cirurgia – e nesse caso me refiro a Pablo -, voltam, por uma infelicidade cai em cima da perna, e fica parado mais um longo tempo. Já vamos para dois meses. Ele voltaria contra o Inter. Mas foi vetado pelo departamento médico.
Outro dia, após o jogo contra o Santos, Pato não treinou. Toró idem. O departamento médico do São Paulo disse que era algo à tôa, e que nenhum dos dois preocupava para o jogo contra o Ceará. Não jogaram contra o time do Nordeste, nem contra o Atlhetico-PR, nem contra o Vasco, nem contra o Grêmio e não jogarão contra o Internacional.
Hernanes ficou um tempão parado por conta de uma distensão. Voltou contra o Santos. Jogou 15 minutos e teve nova distensão. E já vamos para mais de um mês com ele parado. Pior: não se sabe quando ele volta.
Rojas, que sofreu uma contusão muito séria ano passado, exatamente em outubro, teve que passar por uma cirurgia e deveria retornar em março ou abril. Não voltou. Teve que fazer outra intervenção, por conta de um pino que estava em seu joelho e o incomodava. Então deveria voltar em setembro. Não voltou. Teve que fazer outra cirurgia e, quem sabe, volte a jogar entre fevereiro e abril do ano que vem. Ou seja: um ano e meio parado.
Depois de muitas críticas, o dr. Sanches, médico do São Paulo, deu entrevista ao Globo Esporte e explicou a lesão do Pato. Mas teve que “apanhar” muito da imprensa e da torcida para vir a público e explicar alguma coisa. E os demais jogadores? O que de fato tem acontecido? Por que não há transparência?
O São Paulo não é um órgão público que tenha obrigação de dar satisfação das coisas, mas por lidar com uma paixão profunda, que é o futebol, tem, sim, que dar explicação aos seus torcedores sobre o que ocorre no clube. Afinal, são esses torcedores que se viram, gastam o que não tem, arrumam um jeito de ir ao jogo, levar mais de 45 mil pessoas, em média, por jogo, no Morumbi, para apoiar o time. Esse torcedor merece, sim, explicação do que está acontecendo.
Houvesse um pouco de transparência, talvez todos nós entendêssemos o que de fato está acontecendo no Refis. E aqui englobo não só a Fisioterapia, mas também a preparação física e a equipe médica.
Não teremos Pablo, nem Pato, nem Hernanes, nem Toró, todos numa longa internação no Refis. Teremos Everton e Liziero. Se até sábado não sofrerem nenhuma contusão.
Alguma coisa está errada, e muito errada. E alguém tem que vir a público para dar uma explicação satisfatória a toda nação são-paulina.