Mudanças esperadas, mas o “novo” ainda está distante

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o elenco se reapresentou nesta segunda-feira e algumas decisões foram tomadas: Biro Biro teve seu contrato rescindido; Nenê, Jucilei e Bruno Peres foram liberados para procurar clubes. Atitudes tomadas nesta segunda-feira, mas que poderiam ter sido feitas há dez dias. Afinal, para quem está com dificuldade para pagar as contas e até atrasando direito de imagem de alguns jogadores (informação da Folha de São Paulo), ter dez dias a menos de salários – altos, diga-se de passagem – já ajuda.

Mas esses afastamentos não se traduzem em novidade. Não era segredo para ninguém que estes jogadores não estavam nos planos de Cuca, assim como não estão Willian Farias, Everton Felipe e alguns outros que deverão ter o destino longe do São Paulo.

Mas onde está o “novo”? Não me refiro a alguma venda ou dispensa de jogador, mas de contratação. Ninguém chegou. Enquanto do outro lado do muro do CT, onde sobram dinheiro e jogador, ainda assim trouxeram Ramires, do lado de cá continuamos com o mesmo elenco, só um pouco mais fraco. Sim, pois acredito que Nenê poderá fazer falta, já que tem entrado em alguns jogos e ajudado o São Paulo com assistências.

Aliás, quero voltar em Biro Biro. Que contratação, heim Raí? Que visão de futebol! Contrata um cara que, em seis meses, jogou 49 minutos. Essa daí vai ter que ser muito bem explicada. Se é que existe algum argumento par tal.

Com isso quero dizer que as promessas não vingaram. Aquela história de dar folga ao elenco para formar a família São Paulo, ou seja, na volta os excluídos já teriam seus destinos fixados, além de que os reforços pedidos por Cuca se apresentariam junto dos demais jogadores, não foi concretizada. A tal reformulação no departamento de futebol se prendeu a três nomes: preparador físico, analista de desempenho e funcionário agressor de torcedor. E só.

Mas, como disse no editorial anterior, torcedor que sou do clube da fé, continuo vendo aquela luz no fim do túnel. Ainda que quase apagada, tenho óculos para vê-la. Espero que não seja o farol do trem.

A folga dos jogadores acabando e nada mudou no São Paulo

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a inércia se manteve e o São Paulo permaneceu imutável. Segunda-feira o elenco estará de volta e tudo aquilo que se falou quando foi decidido o período de folga do elenco, não se cumpriu.

Na última entrevista coletiva de Cuca, após o empate frente o Atlético-MG por 1 a 1, em Belo Horizonte, foi usado o termo “família São Paulo”, dando sentido a essa pausa. Mais do que o descanso, o que se interpretou é que a diretoria faria os ajustes no elenco durante a pausa para a Copa América. Cuca, inclusive, foi repreendido quando deixou escapar que alguns jogadores, cientes que sairiam, estavam desgostosos e isso contaminava o elenco.

O que se imaginava era que uma grande reformulação seria feita no departamento de futebol, incluindo, principalmente, saída de jogadores. Nomes como Bruno Peres, Jucilei e Nenê eram dados como certos. Biro Biro, William Farias também estavam na mira da porta da rua.

Mas o que mudou? Carlinhos Neves pediu demissão e saiu. Pedro Campos, que já estava no clube, assumiu. O analista de desempenho, Romildo Lopes, foi demitido. Aliás, isso serviu para esquentar os bastidores políticos, pois colheram fotos e publicações dos analistas que ficaram, principalmente Luis Felipe Batista, jurando amor ao Corinthians. Apostam que os outros dois que ficaram também são corinthianos e que Romildo era o único são-paulino no departamento.

Aliás, vou abrir um parênteses nessa questão. Sequer levei a sério esse barulho. Afinal, se no Conselho Deliberativo há corinthianos, palmeirenses e santistas, por que razão num lugar onde o ambiente é profissional não pode ter?

Voltando ao tema principal, segunda-feira as portas do CT de Cotia se abrirão e o elenco estará de volta. Sem qualquer mudança significativa. Como eu disse no começo, a inércia continua se fazendo dominante pelos lados do São Paulo. E isso faz aquela pequena luz que eu teimo em enxergar lá no fim do túnel fique cada vez mais fraca, quase sumindo. Que tristeza!

Parada será importante para remontar o São Paulo e pararem as desculpas

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o empate do São Paulo em Belo Horizonte não pode ser tido como um resultado ruim. Quantas vezes, em boa situação, conseguimos ganhar do Atlético-MG no Independência? No atual estágio, com o time completamente desfigurado, trouxemos um ponto importante.

E poderíamos ter ganho o jogo. Deixando de lado o golaço que Pato iria marcar, mas a bola passou raspando; deixando de lado, também, uma grande defesa de Thiago Volpi; vou me prender às duas bolas que entraram: a do Atlético-MG triplo impedimento; a de Pato, jogada normal. Inacreditável que o VAR encontrou um raspão da bola em Toró para validar o gol. Pior ainda o comentário do tal Sálvio Espíndola – que tantas e tantas vezes prejudicou o São Paulo quando era árbitro – dizendo que o Toró fez o movimento de quem ia dar um chutão e isso já caracterizava um passe e, portanto, nova jogada. Impressionante como encontram explicações esdrúxulas para justificarem o roubo contra o São Paulo.

Portanto, não houvesse ocorrido esse assalto, o São Paulo até poderia ter saído de BH com a vitória. E, convenhamos, não jogou tão mal quanto nas últimas partidas. Teve um início de muito equilíbrio, foi dominado a partir do final do primeiro tempo, mas recuperou-se no segundo.

Cuca mexeu bem no time, tirando o infrutífero Toró (assalto ou não, ele nunca poderia ter furado aquela bola do gol) e o já sabidamente fraquíssimo Igor Vinicius, voltando com Igor Gomes e Everton felipe. Hudson foi para a lateral, Hernanes ficou um pouco mais atrás, como segundo volante, e Igor Gomes ocupou a posição de meia.

O time ficou mais leve e rápido. Mas o crescimento veio com a entrada de Nenê. Jogando como um verdadeiro meia, aproximou-se de Pato, fez a jogada perfeita com assistência para o centro-avante marcar o gol de empate.

Depois do jogo, na entrevista coletiva, Cuca disse que dará férias de nove dias aos jogadores, pois isso fará com que o grupo fique mais familiarizado com ele e entre os próprios jogadores. E que 20 dias serão absolutamente suficientes para treinar e entrosar o time. Lembrou que é a primeira vez que terá tempo de planejar algo, desde que chegou ao São Paulo.

Espero que ele esteja certo. Deposito minha total confiança em seu trabalho. Continuo avaliando Cuca como um dos melhores – se não o melhor – técnicos do País. Não desaprendeu a trabalhar. E, ao dar férias para os jogadores e entender que o tempo restante será suficiente para o trabalho, não terá mais condição de dar desculpas.

Nosso elenco não é dos piores; nosso time titular está entre os melhores. Estou confiante que a volta da Copa América trará um São Paulo diferente, pronto para a recuperação no Brasileiro. Ainda dá tempo. Apesar da longa distância para o líder, estamos apenas na nona rodada, ou seja, antes da metade do primeiro turno. Vamos ter fé!

A mesmice do São Paulo não tem fim

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a mesmice do São Paulo é algo patente, que parece infinita. E sempre para o lado negativo. Vamos adicionando “proezas” em nossa caminhada de 2019. Depois de sermos eliminados pelo Talleres (quem?) na primeira rodada da pré-fase da Libertadores, dentro do Morumbi; depois de sermos eliminados pelo “forte” Bahia na primeira rodada da Copa do Brasil e termos ficado apenas com o Brasileiro, conseguimos empatar com o Avaí, lanterna isolado do campeonato.

Alguém pode até argumentar: “conseguimos um ponto fora de casa”. Mas vou lembrar que só conseguimos um ponto dentro de casa contra o tal Bahia. E mais: vou afirmar que só não perdemos, de novo, graças a Thiago Volpi, com duas grandes defesas.

Do outro lado, que me lembre, um único chute na direção do gol, de Reinaldo, aos 33 minutos do segundo tempo. E nada mais.

A característica do time não muda. Toró e Everton (depois Calazans), que devem jogar abertos, afunilam; Reinaldo afunila; Hudson quase não desce, mas quando o faz, também vem para dentro. É um time que não joga pelos extremos do campo, o que pode explicar a dificuldade que tem para furar retrancas.

Pato, que deveria ser o cara pelo lado, tem que ser usado pelo meio, porque não temos centro-avante. Pablo talvez seja esse cara, mas só saberemos disso depois da Copa do Brasil. Então Pato luta com suas dificuldades, tentando encarar os zagueiros ou fazer a barreira, jogando de costas para arrumar para alguém chegar batendo. Mas quem é esse alguém? Seria Hernanes, que não estava em campo. Vitor Bueno, Tchê Tchê e Luan não deram um único chute, mesmo que fora do gol. Então não existe esse alguém.

Não vou entrar na seara dos que defendem a demissão de Cuca. O cara não teve tempo para nada. Ficar demitindo técnico após dez jogos sem vitória justifica essa diretoria falida, que se esconde nessas demissões para colocar uma blindagem na sua incompetência. É sinal de time pequeno, que fica trocando técnico toda hora para evitar o rebaixamento. O São Paulo ainda não é isso.

Acho que vamos perder do Atlético-MG na quinta-feira, mas já nem estou mais ligando para isso. Espero que a Copa América seja altamente benéfica para Cuca e a diretoria se acertarem, contratarem os tais lateral e centro-avante, dispensarem os excessos e ajustar o time para a volta do Brasileiro. E nosso retorno será contra o Palmeiras, no Morumbi. Já aviso: não vou aceitar outro resultado que não a vitória. Pois não haverá mais justificativa para fracasso.

Mais uma partida ruim. Mais um resultado horrível.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a sina não para, a fase não passa. Quem assistiu apenas o início da partida deste domingo no Pacaembu achou que o São Paulo iria ganhar com facilidade do Cruzeiro. Começou jogando bem, com boa movimentação na frente, uma ótima enfiada de Reinaldo para o gol de Pato.

Mas foi instantâneo: marcou o gol, recuou e parou de criar. Inexplicavelmente o time deixou de jogar e permitiu ao Cruzeiro, como dizem os boleiros, “gostar do jogo”. Enquanto o São Paulo não conseguia fazer mais nada, o Cruzeiro começou a criar oportunidades. Não fosse a presença de Thiago Volpi em ao menos dois lances, e já teríamos tomado o empate no primeiro tempo.

Pato era o único que conseguia produzir alguma coisa. Hernanes uma figura morta em campo; Toró, como sempre, um cemitério de jogadas; Vitor Bueno até fez alguma coisa, mas muito pouco para ser destaque; Luan e Tchê Tchê não se entendiam na cabeça de área e deixara Bruno Alves e Anderson Martins vulneráveis.

Cuca tentou mudar alguma coisa, tirando Hernanes no intervalo e colocando Igor Gomes. Não adiantou muito. Por mais que o garoto tivesse mais movimentação e um pouco mais de participação no jogo, não foi aquilo que todos esperavam e o time ficou carente de um meia, de um jogador que pudesse colocar a bola nos pés, acalmar o jogo quando necessário, acelerar quando é preciso.

O gol de empate do Cruzeiro saiu quando Thiago Volpi já tinha feito uma outra grande defesa. A falta, cometida por Hudson perto da meia lua (ele era lateral), foi espetacularmente bem cobrada por Thiago Neves, indefensável para Volpi.

Cuca tirou Vitor Bueno e Hudson para colocar Calazãns e Igor Vinicius. Para mim errou, pois deveria ter tirado Toró. Igor Vinicius foi colocado para dar mais ofensividade na lateral. Ele realmente foi para a frente. Tanto que tomou uma bola nas costas e teve que apelar para a falta, sendo expulso com justiça.

E o São Paulo, um catado em campo, não conseguiu vencer de novo, dentro de casa. A torcida, pouco mais de oito mil pagantes, vaiou, xingou Leco, continuou protestando. Legitimamente.

E Cuca diz que vai buscar duas vitórias lá fora, contra Avaí e Atlético-MG. Eu vou torcer, vou acreditar, mas é claro que ele está jogando para a torcida. A esperança que eu tinha de estar no G4 até a parada para a Copa América, já estou perdendo. E assim caminhamos, com um campeonato só, não conseguindo ganhar de quem joga três torneios e poupa alguns jogadores. Triste sina do São Paulo, que existe há 11 anos e, ao que parece, vai continuar.

Já tínhamos a derrota. Fomos em busca da humilhação. Conseguimos. Vergonha!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo vai colecionando humilhações, uma atrás da outra. Conseguimos a segunda este ano (para ser bonzinho): jogamos apenas duas partidas na pré-fase da Libertadores e duas na primeira fase que participamos da Copa do Brasil. Agora, enquanto nossos adversários jogam três competições (Brasileiro, Copa do Brasil e Libertadores ou Sul-Americana), nós só teremos o Campeonato Brasileiro para disputar.

Não faz muito tempo ouvi nos corredores do Morumbi a preocupação com a questão das finanças. O clube projetou chegar longe na Libertadores e ganhar muito dinheiro. Caiu logo de cara e teve que se readequar. Projetou ir longe na Copa do Brasil e caiu de cara. O que vai fazer agora? Vender as promessas?

Mas vamos ao jogo desta quarta. Cuca errou de novo. Já errou semana passada e voltou a fazer bobagem. Apostar num ataque com Helinho, Toró e Everton só pode ser piada de mau gosto. Pato é o cara para jogar aberto, mas foi ele mesmo, Cuca, quem disse que ele seria o 9. Aí deixa Pato no banco para coloca Toró que, como centro-avante, não pegou na bola. Helinho ainda deu dois chutes a gol. E foi só. Perdeu as demais jogadas. Aliás, Helinho entra cansado em campo. Depois sai chorando.

Aí no intervalo Cuca mexe no time e coloca Pato no lugar de Everton, que sentiu tontura. Toró passa pelo lado esquerdo e consegue piorar sua participação. Se pelo meio não pegou na bola, pelo lado do campo pegou bastante, mas perdeu todas as jogadas.

As mexidas de Cuca foram para colocar o time para a frente, eu entendo isso. Mas ele não pode entrar com Igor Vinicius, que é horrível. Ele mata Hudson que é um jogador burocrático como volante, mas que se encaixou bem na lateral direita.

Arboleda fez, talvez, sua pior partida com a camisa do São Paulo. Se foi sua despedida, foi melancólica. Perdeu todas para Gilberto e ainda foi expulso por tomar um drible do “agil” Fernandão. Bruno Alves mergulhou ladeira abaixo acompanhando seu companheiro de zaga.

Hernanes, que outrora foi um craque, esqueceu de jogar. Ou está em posição errada. Mas o fato é que o Profeta que aprendemos a admirar ficou no passado e nessa volta ainda não deu as caras.

Enfim, como eu disse no título, a derrota nós já tínhamos e iríamos em busca da humilhação. Ela foi alcançada. Mais uma no ano. Obrigado presidente. Obrigado diretoria. Obrigado comissão técnica. Obrigado elenco. Obrigado todos que fazem o São Paulo por nos darem essa humilhação vergonhosa como presente.

Ah!, em tempo. Por favor, nem pensem em demitir o Cuca. Ainda é o melhor do País. Qualquer outro que pudesse vir seria pior do que ele.

Mais uma derrota igual as outras

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo perdeu do Corinthians, de novo, em Itaquera. Mas eu pergunto: em que essa derrota foi diferente das outras? E quando pergunto das outras me refiro ao próprio Corinthians e ao Bahia, nesta última quarta-feira?

O São Paulo domina o jogo, tem maior posse de bola, mas não consegue furar o bloqueio adversário. Pior do que isso: não chuta no gol, ainda que a meia distância.

Cuca está errando, no meu modo de ver, no desenho tático do time. Antony ia bem quando jogava aberto, buscando o confronto com o lateral e partindo para dentro da área pelo lado do campo. Hoje ele joga centralizado e o lado direito fica por conta de Igor Vinicius. Meu Deus!

Do lado esquerdo Everton também joga pelo meio e o lado fica por conta de Reinaldo. Meu Deus!

Para completar, esse monte de gente embolada só facilita a marcação de quem está fechado, porque fica um mar de pernas no mesmo lugar e ninguém chega a lugar nenhum.

Neste domingo ficou muito clara essa situação. Hudson e Tchê Tchê vinham com a bola, trocavam passes de meio metro entre eles, Reinaldo se apresentava ao lado dos dois. Aí tinha uma linha de marcação do Corinthians, com quatro ou cinco jogadores. Atrás desta linha estavam Pato, Antony, Everton, Vitor Bueno. A bola não chegava neles. Quando Hernanes entrou, ele também passou a ficar atrás da linha de marcação do Corinthians. Ou seja: nosso meio e nosso ataque ficavam encaixotados entre a marcação de meio de campo e a defesa do Corinthians.

Isso foi assim contra o Bahia. Vai ser assim, de novo, na quarta-feira e tantas vezes quanto o adversário jogar fechado como fizeram Bahia e Corinthians.

Portanto o resultado foi absolutamente justo. O São Paulo não fez nada, absolutamente nada que pudesse nos fazer acreditar que uma injustiça havia acontecido no marcador. O juiz, por sua vez, tentou aprontar, mas foi impedido pelo VAR. Então nem da arbitragem podemos reclamar, a não ser que queiramos achar pelo em ovo, falar que ele travou muito o jogo, demorou para autorizar até batidas de lateral, coisas que a meu ver não mudaram o andamento da partida. O São Paulo caiu de novo na armadilha do Corinthians, que joga por uma bola e depois cozinha o jogo.

E é fato que será mais uma segunda-feira onde aqueles senhores que dirigem o São Paulo continuarão fechados em suas salas com ar condicionado enquanto nós, pobres mortais, teremos que enfrentar as ruas e nosso trabalho, onde há corinthianos, palmeirenses e santistas. E a bola da vez seremos nós de novo. Oh sina!

180 minutos no Morumbi, nenhum gol no Bahia. Tem algo errado.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, não podemos aceitar assim tão passivamente os dois últimos resultados do São Paulo. Não é Cuca falando que não há terra arrasada que vai atenuar o fato de termos jogado 180 minutos dentro do Morumbi contra o “fortíssimo” Bahia e alcançado a façanha de não marcar um único gol e ainda perder um jogo.

Cuca mudou o time de domingo para esta quarta e a situação não mudou. É verdade que Pato mandou uma bola na trave, uma raspando o gol, uma com defesa incrível do goleiro do Bahia. Mas…Pato, Pato, Pato. Exatamente o jogador que ele tirou no intervalo domingo para colocar Helinho e piorou mais ainda a situação.

Talvez tenhamos nos iludido com Toró. É um jogador de futuro, mas precisa ir entrando aos poucos para pegar experiência. Não pode ser titular absoluto. Também Antony me parece que subiu num pedestal e se achou dono absoluto da posição. Até o é, enquanto Rojas não volta. E Hernanes? Dá entrevistas dizendo que está 100 por cento, que não quer ser o décimo-segundo jogador, que esse papel é da torcida. Mas quando tem um segundo jogo consecutivo para ser titular sente lesão.

Cuca disse que o time teve quase 70% de posse de bola. Ótimo. Faz parte dos fundamentos. Mas faltou o principal que foi o gol. O Bahia teve 30% e fez o gol e ganhou o jogo. Eu queria que o São Paulo jogasse como o Bahia? Não. Mas quero que ganhe.

Não posso admitir que um time que joga um único campeonato, ou seja, uma vez por semana, quando entra no segundo e vai jogar no meio da semana tem que poupar. Alguma coisa está muito, mas muito errada.

A Copa do Brasil está perdida? Não sei. Acho que sim. Mas, sinceramente, o que mais me preocupa é domingo. Como esse arremedo de time, acho muito difícil quebrarmos a escrita de Itaquera. E mais: saindo da Copa do Brasil veremos nossos adversários disputando três competições e nós ficaremos apenas com uma. Triste sina da torcida do São Paulo.

São Paulo, patético, perde dois pontos no Morumbi

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo foi absolutamente patético neste domingo de manhã linda, sob o olhar de 45 mil pessoas, dentro do Morumbi. O empate com o Bahia verdadeiramente representa dois pontos perdidos, e não um ganho. Por mais que estejamos dentro da média que qualquer time almeja para pensar em título – dois pontos por jogo e estamos com 11 – convenhamos que não se pode comemorar um empate com o Bahia, dentro de casa.

E não adianta reclamar da arbitragem. Desde sempre sabemos que vão procurar beneficiar Flamengo e Corinthians. E assim está sendo. Não expulsaram o marginal que agrediu Pato pelas costas, mas expulsaram Toró, injustamente, porque o próximo jogo é contra quem? Sim. Corinthians, em Itaquera.

Mas não foi a arbitragem quem fez o São Paulo jogar um péssimo futebol, onde as peças mais importantes – e as menos também – não funcionaram. Mais por erro tático imposto por Cuca do que propriamente pela condição dos atletas.

Se puxarem no PodCast as edições do Jornal Tricolornaweb, eu vinha pedindo essa escalação: Volpi; Hudson, Bruno Alves, Walce e Reinaldo; Tchê Tchê, Liziero e Hernanes; Antony, Pato e Toró. Mas não pedia Hernanes e Pato se revezando como falsos noves e falsos meias. Essa invenção de Cuca fez com que os dois, que são nossos principais jogadores, não rendessem absolutamente nada. Aliado a isso, as promessas que temos também fracassaram. Antony parecia muito preocupado com a convocação para a Seleção, se esquecendo do São Paulo; Toró teve chances que ele mesmo criou para concluir jogadas, mas sempre tentou um drible a mais e perdeu a bola. Foram os quatro, em resumo, um cemitério de jogadas. Antony ainda acertou um chute na trave. Mas é muito pouco, ou quase nada, para quem almeja ser ídolo da torcida e vem sendo o queridinho de todos.

Para piorar um pouco mais a situação, depois de um primeiro tempo em que o São Paulo não jogou, Cuca tira Pato no intervalo e coloca Helinho. Aí o ataque, que ainda teve um ou outro lampejo com Pato, acabou de vez. Helinho é um jogador que não está pronto para o profissional. Deve ser devolvido para Cotia ou ficar treinando com os profissionais algum tempo, sem jogar, para adquirir forma e experiência. Ele já entra cansado em campo. Não acompanha a descida dos adversários, não ganha um drible, não conclui em gol. Enfim, é um jogador em quem não se pode confiar.

Não estou pessimista nem achando que 2019 será um fracasso, mas erros como os deste domingo não podem ser repetidos por Cuca. E o elenco tem que saber que não estamos no Campeonato Brasileiro para sermos coadjuvantes. Nosso lugar é no protagonismo. Espero que vocês me calem a boca com uma vitória quarta-feira, pela Copa do Brasil, e outra domingo que vem, contra o Corinthians, em Itaquera.

Voltamos à velha máxima: o que vale é a vitória!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, foi um domingo difícil. Impossível na cabeça de qualquer são-paulino imaginar-se um dia jogando contra Rogério Ceni, torcendo contra o M1TO. Mas esse dia chegou. E, como preguei a semana toda no Jornal Tricolornaweb, todo respeito do mundo a Rogério Ceni. Todas as homenagens seriam absolutamente merecidas e seriam até poucas para o que ele representou ao São Paulo e já significa ao Fortaleza. Mas quando a bola rolasse, teríamos que esquecer tudo, porque a instituição São Paulo está acima de tudo e de todos. Não tem Rogério Ceni, Raí, Leco, seja quem for, que se iguale à instituição.

Dito isso, parece que os jogadores do Tricolor respeitaram demais a presença de Ceni no banco do Fortaleza. Afinal, esqueceram do que é jogar futebol e fizeram um primeiro tempo pífio, típico daqueles solteiros e casados que passaram a manhã inteira na praia de Fortaleza, tomando uma caipirinha, comendo um peixinho, e vieram de pança cheia para jogar uma pelada.

Se alguém merecia sair ganhando no primeiro tempo, esse time seria o Fortaleza. Thiago Volpi foi exigido ao menos três vezes e garantiu o resultado para o São Paulo. O meio de campo não tinha criatividade alguma. Hudson, Tchê Tchê e Liziero ficaram o tempo todo marcando e não conseguiram ligar o ataque uma única vêz. Antony e Everton viraram auxiliares de laterais, enquanto Toró ficava abandonado lá na frente do meio de dois zagueiros. E ainda assim o São Paulo sofreu vários contra-ataques, com jogadores cearenses de velocidade entrando nas costas da zaga.

A mudança feita por Cuca no intervalo mudou o time. Hernanes entrou no lugar de Igor Vinicius, outro que não justificou a escalação, passando Hudson para a lateral direita. Isso consertou aquele setor e encorpou o meio de campo. O Fortaleza se preocupou em marcar Hernanes e perdeu a velocidade e o contra-ataque.

Com a entrada do Profeta o time equilibrou o jogo e passou a ter bola no ataque. As jogadas passaram a sair.

O gol acabou sendo um detalhe, pois sairia a qualquer momento. E depois, com o Fortaleza se lançando ao ataque, o São Paulo teve mais duas chances claras em contra-ataques, mas Antony perdeu um gol, em bela assistência de Hernanes, e o próprio Profeta acabou perdendo outro.

Não sei se levado à emoção e ao respeito a Rogério Ceni, ou por qual motivo, mas o fato é que foi a pior exibição do São Paulo nas mãos de Cuca. Mesmo assim trouxemos os três pontos de Fortaleza. Assim como falamos que um mal resultado, perdendo pontos em casa, será sentido lá na frente, essa vitória lá em Fortaleza será lembrada positivamente lá na frente, mesmo o time tendo feito uma má apresentação.