Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo deixou a vitória escapar e só empatou com o Arsenal de Sarandi, nesta noite, no Pacaembu. Um resultado que complica muito nossa situação, até porque num torneio como é a Libertadores, não se permite perder pontos em casa.
O time nem jogou tão mal. A constatar que mandou três bolas na trave e teve no goleiro adversário o melhor jogador do time deles, então é sinal que a pressão foi grande. Mas não o suficiente para conseguir a vitória.
Jadson, mais uma vez o melhor do time, teve que ser o pensador, o passador e o finalizador. Afinal Luis Fabiano estava totalmente ausente da partida e Aloísio, pela direita, vivia de seu voluntarismo, mas pouco de efetivo, a não ser uma bola na trave. É bem verdade que foi dele, Aloísio, o passe de calcanhar para o gol de Jadson. Mas isso é pouco para um atacante.
Então Osvaldo era o único jogador efetivo deste ataque. Foi muito explorado, trouxe problemas para a defesa adversária, mas não conseguiu furar o forte bloqueio que foi feito sobre ele.
Aliás estou querendo entender esse esquema de Ney Franco. Coloca três atacantes para, em tese, fazer uma blitz e marcar a saída de bola do adversário, sufocando-o em seu campo, mas o que tem acontecido é exatamente o contrário. O adversário vem para cima, pega um meio de campo deficitário e acaba dominando o jogo.
Ney Franco esquece que esse esquema era perfeito com Lucas. E falta um jogador para cumprir seu papel, já que Aloísio não é esse jogador. Além do mais, está claro que Ganso tem que ser titular ao lado de Jadson. O jogo fica mais bonito e as chances aparecem com maior frequência quando ambos estão em campo.
Para nossa sorte na Libertadores o Atlético-MG ganhou do The Strongest e, assim estamos em segundo lugar. Só que agora temos dois jogos fora, enquanto os bolivianos têm dois em casa. E lá a altitude é considerável. Por isso nossa situação não é nada confortável.
Vamos manter a fé, mas Ney Franco tem que acordar e ver que o esquema não está dando certo.