Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, o São Paulo é vice-campeão da Recopa Sul-Americana. Mas como no Brasil não temos costume de comemorar “vice”, então vamos dizer que o São Paulo é o melhor entre os piores. Mas como ninguém ficou para trás, posso afirmar que o São Paulo foi o pior.
Comentar o jogo de ontem? Um time que precisava ganhar, entra com três volantes, teoricamente para marcar a saída de bola adversária, mas não faz isso, dá o primeiro chute a gol aos 20 minutos do segundo tempo, fica totalmente dominado pela linha de impedimento da defesa adversária; na única que consegue se dar bem, seu atacante, cara a cara com o goleiro, chuta em cima dele. Enfim, não há o que comentar.
Vou, então, dedicar o vice-campeonato da Recopa para todos que trabalharam com muito afinco para alcançá-lo:
– Presidente Juvenal Juvêncio: o todo poderoso do Morumbi, que rasgou o estatuto do clube, massacrou a oposição com farta distribuição de cargos e carteirinhas, se perpetuou no poder e se auto-conclamou como “grande gestorrrrrrrrrr”;
– Adalberto Baptista: num primeiro momento fui iludido por ele. O tinha como um mega negociador, capaz de fazer um grande trabalho no departamento de futebol, mas ele preferiu correr de Porche por aí ao invés de ficar no CT da Barra Funda, acompanhando de perto o dia a dia do elenco;
– João Paulo Jesus Lopes: o vice-presidente de futebol, que um dia foi diretor de futebol, e que o máximo que sabe é que não sabe. Chega a ser patético nas entrevistas, tipo parlamentar do DEM, que é assim, mas pode ser assado;
– Elenco: sinceramente, tenho muita pena do Rogério Ceni. Com a dedicação que teve por toda vida ao São Paulo, não merecia um ocaso de carreira com um time tão medonho quanto esse;
– CT de Cotia: se gaba de ter revelado Lucas e Breno, mas é pouco, muito pouco para toda estrutura que lá existe. Comem, bebem e dormem muito bem. O triste é que leva o nome de Laudo Natel, o patrono do São Paulo, a quem devem ser rendidas todas as homenagens pela sua capacidade administrativa. O dr. Laudo Natel deve estar deprimido vendo tanto amadorismo na direção do clube.
Agora temos que ter atenção voltada ao Campeonato Brasileiro. Só a ele. Lembrando que estamos sem vencer há nove jogos (a última vez que isso aconteceu foi em 1936) e com seis derrotas consecutivas (a última vez que isso aconteceu foi em 1987). Juvenal Juvêncio tem cumprido sua meta de ficar marcado na história do clube por quebra de recordes. Precisamos ficar de olhos bem abertos para que ele não cumpra, na totalidade, sua profecia.