O time da Copinha tem equilíbrio

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, apesar de ter assistido todos os jogos do São Paulo na Copinha, não me manifestei até agora e deixei para fazê-lo hoje.

Não acho que seja um grande time, com destaques prontos para subir ao profissional. Mas inegavelmente é um elenco que tem grande equilíbrio e não perde a cabeça. Já havia percebido isso no jogo contra o Barueri, quando o São Paulo precisava ganhar de qualquer maneira e, apesar da grande dificuldade, conseguiu ter cabeça para chegar à vitória.

Isso repetiu-se nessa quinta-feira. Jogo truncado, o Brasília muito recuado, poucas chances criadas, o Tricolor jogando mal. Aí acontece o que ninguém esperava: 20 minutos do segundo tempo e gol do Brasília. Tudo parecia estar perdido. Mas não. O time continuou consciente, mantendo o esquema tático até chegar ao empate. E teve tranquilidade na cobrança dos pênaltis.

Talvez o fato de não ter nenhuma estrela, mas garotos motivados pelo objetivo maior que é a conquista do título, nos traga alguma surpresa e nos coloque na final da Copinha. Repito: não vejo um grande time em campo, mas vejo um elenco muito consciente e sabendo o que quer.

Destaco o lateral Auto, o meia Boschilia e o atacante Ewandro como os grandes nomes deste time. Acho, até, que eles poderiam estar no time de cima durante o Paulistão, para serem utilizados em alguns jogos.

Não gosto da zaga nem dos outros atacantes. O técnico Menta já testou Avelino, Paulo, Joanderson e nenhum conseguiu nada.

Mas se a cada ano conseguirmos promover três jogadores para o profissional, com boas condições, acho que o trabalho de Cotia terá frutificado.

O ano é novo, mas o time é velho

Amigo são-paulino, leitor do Tricolor na Web, esperei a apresentação do elenco nesta segunda-feira para ter certeza de que nada iria mudar. E, tirando Luis Ricardo, o que vimos foi o mesmo elenco do ano passado. Ou seja: foi só pegar uma foto de 2013 para publicar, pois nada de novo há no front.

E para minha decepção as entrevistas sucessivas que Juvenal Juvêncio vem dando, por conta dos jogos na Copinha onde ele está comparecendo, a ordem é enxugar o elenco e não se fala em contratação. Briga por Jucelei, como se fosse um Chicão; brigaram por Vargas, como se fosse o Lucas. E quem é que aparece como salvador da pátria, querendo nova chance e já reintegrado? Cañete. Exatamente aquele jogador que não conseguiu fazer nada no São Paulo, um absoluto “chinelinho” e que não conseguiu ser titular, sequer, na Portuguesa, time rebaixado para a série B do Brasileiro.

Para piorar, perdemos Aloísio, que ausência de Luis Fabiano, mesmo sem ser um grande jogador, quebrava o galho. Levando-se em conta que Luis Fabiano mais fica fora do que joga, estamos sem centro-avante.

Juvenal diz que quer subir jogadores de Cotia. Quem? Pelo que tenho visto na Copinha, apenas Boschilia e Auro reúnem condições. Mas ambos são do sub-17 e ao disputa a Copa São Paulo de Juniores, já estão queimando uma etapa. Portanto, serão mais do que prematuros no time profissional.

O fato é que, do jeito que as coisas caminham, brigaremos para ser, quando muito, a quarta força do Estado no Paulistão. E teremos outro ano de muito sufoco no Campeonato Brasileiro. E, de imediato, esqueçam qualquer possibilidade na Copa do Brasil.

É o São Paulo se apequenando, graças a um final de administração nefasto de Juvenal Juvêncio.

Que 2014 chegue com mudanças e títulos

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, 2013 termina sem que possamos ter algo a comemorar, em termos de futebol. Fomos eliminados ainda na semifinal do Campeonato Paulista pelo nosso maior rival; perdemos para eles, também, a Recopa Sul-americana; fomos pessimamente na Libertadores; pior ainda na Copa Sul-Americana, quando acabamos eliminados por um time que foi rebaixado no Campeonato Brasileiro; e lutamos desesperadamente para não estarmos entre os quatro que foram mandados para a série B do Brasileiro, terminando o campeonato num “honroso” nono lugar.

Trocamos de técnico três vezes: começamos o ano com Ney Franco, passamos por Paulo Autuori até chegar Muricy Ramalho, que como salvador da pátria, nos tirou da posição incômoda em que nos encontrávamos e nos deu alguma esperança de que, com um trabalho sério começando o ano, algo pode melhorar.

Mas 2014 não será promissor só por termos Muricy Ramalho no comando da equipe. Até agora o que vimos foram saídas de jogadores e a chegada apenas de Luis Ricardo. As tentativas, ao menos até agora, são deprimentes: Fabrício (Internacional), Souza (Grêmio), Jucilei (aquele), Welliton (permanência) e todos os demais que continuam. Até os que voltaram, como Cañete.

Vamos colocar fé na eleição de abril. Não importa, nesse momento, quem vai ganhar: seja Carlos Miguel Aidar, seja Kalil Rocha Abdala, o que importa é que nova mentalidade estará presente na diretoria e o nefasto Juvenal Juvêncio estará fora do poder. Por mais que seja um dos cardeais e tente exercer influência, aposto na independência que Carlos Miguel Aidar ou Kalil Rocha Abdala tendem a construir e formar sua própria equipe.

Espero, mais do que isso, que possamos voltar a sorrir do ano que se inicia. Por isso, feliz 2014 a todos, com saúde, paz, conquistas e vitórias!

Reunião do Conselho teve dois derrotados: O São Paulo e Juvenal

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, ainda não foi desta vez que saiu do papel a cobertura tão sonhada por todos nós do Morumbi. Nosso Templo Soberano e Monárquico do Futebol continuará como está, a cada ano mais defasado em relação aos demais estádios, principalmente as arenas que estão sendo construídas.

Mas a sessão desta terça-feira do Conselho Deliberativo do São Paulo acabou por não votar e autorizar o projeto por falta de quórum. A oposição se posicionou no Salão Nobre do Morumbi, mas do lado de fora, não permitindo que a sessão extraordinária fosse aberta. Eram necessários 177 conselheiros, dos 240 existentes, e não mais do que 125 marcaram presença. A oposição exigia explicação dos contratos que serão feitos, pois até agora tudo está muito obscuro, como obscura é a atual diretoria. E ela só veio depois de muita pressão, ainda que precariamente. Diz a CVM que detalhes do contrato com tantos investidores só pode ser explicitado após aprovado, para evitar especulações no mercado. Muito estranho.

O primeiro e maior derrotado foi o São Paulo. É sonho de todo são-paulino ver sua casa coberta, modernizada, com uma arena construída para gerar receitas ao clube, que mantenha os custos do estádio, sem perdermos o controle do Morumbi. Pelo que foi apresentado, apenas a Arena de show receberia uma name raghts e ficaria para um pool de empresas (ou uma única, se fosse o caso) durante 20 anos, além dos estacionamentos que seriam explorados nesse período pelos construtores. E se algo não for feito ainda em dezembro, em alguma reunião extraordinária que pode ser marcada, tudo ficará para o meio do ano que vem, pois pelo estatuto, nenhuma obra nova, que não seja emergencial, pode ser aprovada num período inferior a quatro meses da eleição.

O segundo derrotado foi Juvenal Juvêncio. Tido como imbatível e controlador de um número significativamente grande, a  ponto de ser taxado como massacrante, no Conselho, viu seu poder esvair-se entre seus dedos e deu de cara com uma oposição, para muitos inexistente, mas que mostrou estar coesa e crescendo. No cenário que foi apresentado nessa terça-feira, já não é loucura afirmar que a eleição não será tão “favas contadas” para Carlos Miguel Aidar, candidato de Juvenal, e que Kalil Rocha Abdala está, efetivamente, aglutinando forças e começa a incomodar a diretoria.

Isso implica dizer que poderemos ter uma eleição disputada em abril e quem achava que Juvenal elegeria um poste – não que eu classifique Carlos Miguel Aidar assim, que fique claro – sem fazer força, vai ter que rever seus conceitos.

 

 

78 anos de glória. Mas as coisas precisam mudar

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo comemora neste 16 de dezembro 78 anos de existência, depois de sua refundação. Foram 78 anos de glória, vitórias, conquistas, alguns dissabores, mas de muito amor dedicado por sua torcida, que cresce ano após ano.

Ao longo de nossa existência conquistamos 21 títulos paulistas, um Rio-São Paulo, seis brasileiros, três Libertadores, três mundiais, duas Recopas, uma Supercopa, uma Conmebol e uma Sul-Americana, entre tantos outros torneios internacionais.

É bem verdade que o ano de 2013 não nos deixou nada para comemorar. Ao contrário, talvez não tenha em nossa história um ano que tenha sido marcado por tantas amarguras e desespero como este. Vimos, como nunca, muito de perto a série B do Campeonato Brasileiro. Nos salvamos, mas não  chegamos a lugar nenhum. Fomos eliminados da Sul-Americana por um time rebaixado no Brasileiro. E ficamos longe de qualquer chance de título no Paulista, por exemplo. Uma viagem internacional onde coletamos várias derrotas. Enfim, um ano para esquecer.

Não dá para não culpar a diretoria por essa série de fracassos. Aliás, situação que se agravou a cada ano, a partir do golpe dado no estatuto do clube, com a perpetuação de Juvenal Juvêncio no poder. Aliás, sempre falei a quem quisesse ouvir: tivesse Juvenal cumprido o estatuto e não feito a alteração tirana que fez, teria saído do poder como um dos melhores presidentes da história do São Paulo, pois é inegável que nos quatro primeiros anos no poder seu comando foi absolutamente vitorioso.

Mas como ocorre com todos aqueles que se perpetuam no poder e fazem do clube o seu negócio, o São Paulo padeceu sob a égide de Juvenal Juvêncio e, se antes ele era um presidente vitorioso, sai como um derrotado e responsabilizado por levar o time a este estado de penúria, pois a última impressão é a que fica.

Espero que este aniversário marque, mais do que uma comemoração do passado, o início de uma nova era, com outros dirigentes, novos jogadores e que a mentalidade vitoriosa, que deve permear em nosso clube, volte e vigore para o próximo ano.

Despedida melancólica, espelho do que foi 2013

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo perdeu para o Coritiba em Itu, encerrando um ano que vamos apagar da nossa história. Mas, assim como em Criciuma, semana passada, fez o possível para fechar o ano de forma melancólica, com marasmo, empáfia e desprendimento com a responsabilidade.

Não tenho nem o que falar do jogo deste domingo. Escrever que Antonio Carlos e Edson Silva foram sofríveis? Que Denilson é o jogador que mais coleciona cartões no São Paulo? Que não temos laterais? Que o ataque foi de “riso”?

Bem, concluo que, excetuando-se Muricy Ramalho, Rogério Ceni e Paulo Henrique Ganso, o resto pode colocar num saco e trocar.

Sei que vão gritar aqui nomes como Rodrigo Caio, Aloísio, Luis Fabiano. Tá bom, segura esses três também. O resto, tchau! A não ser que melhorem muito, mas muito, mas muito, mas muito mesmo, não tem condição de vestir o manto sagrado do Tricolor.

Tive a impressão, vendo os jogos contra Fluminense, Botafogo, Criciúma e Coritiba, que foram os jogados depois que nos livramos matematicamente do rebaixamento, que a pressão foi tão grande, a adrenalina chegou a tal ponto, que houve o relaxamento de todos e mergulhamos no marasmo que vivemos o campeonato inteiro.

Vou, então, continuar com minha tese que, mediante tudo o que vinha se passando com o time, nosso objetivo sair do rebaixamento e que o resto seria lucro. Vamos, então, considerar lucro termos fechado o campeonato à frente de nosso maior rival, ainda que por número de vitórias. Vamos comemorar que o São Paulo, mais uma vez, mostrou que time grande não cai. E vamos voltar nossos olhos para 2014. E, principalmente, que essa diretoria acorde.

PS: Antes de encerrar, não posso deixar de comentar as cenas de selvageria que vimos na arquibancada da Arena Joinville, no jogo entre Vasco e Atlético-PR. Nada a lamentar pelos três que estão internados – um com traumatismo craniano – pois todos pertencem às torcidas organizadas, que só abrigam marginais. Mas pelo fato em si que mostra que, pouco a pouco, as famílias, que já não estão indo, se afastarão ainda mais dos estádios. E que até nós, verdadeiros torcedores, temos que pensar muito bem antes de frequentar essa praça de guerra.

 

Rogério Ceni continua por mais um ano. Obrigado M1TO!

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, ainda não é agora que vai acabar  a história de Rogério Ceni como jogador do São Paulo. Num evento muito concorrido, o M1TO decidiu renovar seu contrato por mais um ano e adiar sua aposentadoria.

Assim ele vai dar sequência a uma história digna de um atleta correto, beirando a perfeição, plenamente vitoriosa, de amor dedicado a um clube, a uma torcida, como ninguém mais fez.

Rogério Ceni continua sendo um gigante debaixo do gol, brilhante nas cobranças de falta, maestro nas reposições de bola,e líder nos momentos bons e ruins.

Rogério Ceni vai aumentar sua lista que recordes em tudo. Até agora  foram 1119 jogos (serão 1120 no domingo) com a mesma camisa, 113 gols. Conquistou campeonatos Paulista, Brasileiro, Libertadores, Mundial, Conmebol, Sul-Americana, Recopa, enfim, possui títulos de todos os torneios dos quais participou. Foram 23 anos de dedicação integral ao Soberano. E esses números aumentarão, tenho certeza.

Juvenal Juvêncio pediu, Muricy insistiu, os jogadores apelaram, a torcida implorou, e Rogério Ceni mesmo com  as dores constantes que tem sentido antes de cada jogo, recuou da ideia inicial e renovou seu contrato, seguindo sua caminhada como jogador profissional.

Tinha muito medo de que o dia do fim chegasse. Não sei como seriam os jogos dali para a frente. Acostumado a publicar a escalação do São Paulo, o único nome que eu sempre tive certeza de que jogaria era o primeiro que vinha na lista: Rogério Ceni. E, para nossa alegria, esse nome vai continuar aparecendo. E no Templo Soberano e Monárquico do Futebol ele continuará reinando no gol, com a camisa do Soberano.

Rogério Ceni já faz parte da história do São Paulo. Lá no topo, como o maior ídolo desta imensa torcida, como o verdadeiro M1TO que nos conduziu a caminhos de glória.

Fica, então, a alegria pela sua decisão, pois sabemos ser consciente.  Um atleta do estirpe de Rogério Ceni não colocaria sua reputação a perder caso não tivesse plena convicção de sua condição física para continuar. Por isso agradeço ao M1TO por tudo o que fez e, principalmente, por continuar defendendo as cores do Tricolor, o clube que tanto amamos.

Obrigado, muito obrigado mesmo, Rogério Ceni! Para sempre estará em nosso coração.

 

O futebol ficou um pouco mais pobre

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o futebol está mais pobre. Morreu Pedro Rocha, El Verdugo. Craque, gênio, fenômeno, são adjetivos pequenos para retratar o que foi Rocha dentro dos campos.

Ídolo do São Paulo, do Peñarol, da Seleção do Uruguai,  um exemplo de jogador, inteligente, perspicaz, agudo quando necessário, cadenciado quando o jogo pedia, Pedro Rocha era o diferencial e tratava a bola como poucos o sabiam fazer.

Me lembro de sua chegada ao São Paulo no final de 1970. Ele formou, ao lado de Gerson, o meio de campo bicampeão paulista em 1971.Naquele time jogavam Sergio; Forlan, Jurandir/Samuel, Dias/Arlindo e Gilberto; Edson, Pedro Rocha e Gerson; Terto, Toninho e Paraná.

Não tenho dúvidas em afirmar: Pedro Rocha foi o melhor jogador de futebol do mundo, depois de Pelé. Aliás, o próprio Rei o coloca entre os cinco melhores jogadores de futebol de toda a história. Eu, portanto, vou mais além e o coloco como o melhor – porque Pelé é incomparável.

 Ele era grande, forte e elegante. É possível ver nas fotos dele em ação toda a postura dos craques de verdade. Cabeça erguida, passadas largas, a bola era tratada com desdém. Era apenas um apêndice de sua chuteira. Não tinha vida própria. O jogo de Rocha era cirúrgico. Carregava a bola, lançava Terto na direita e corria na área para cabecear. Quando não dava para lançar, ele mesmo chutava. Fez 119 gols em 390 jogos.

Pedro Rocha foi meu ídolo. Com sua morte morre também boa parte daquilo que aprendi a ver no futebol: a arte de fazer o bem com a bola. Marcou o final de minha infância, começo de minha adolescência. Pedro Rocha foi único e está inscrito nos anais do Tricolor como um dos maiores que um dia vestiram o sacrossanto manto das três cores.

A arbitragem atrapalhou, mas o time não ajudou

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, foi mais uma daquelas partidas ridículas do São Paulo esta, contra o Criciúma. Incrível como o nosso time tem se aprimorado em jogar mal sucessivamente. Cada vez mais agradeço ao técnico Muricy Ramalho pela injeção de ânimo que deu na sua chegada para tirar o Tricolor da zona de rebaixamento. Não fosse isso, merecidamente, iríamos disputar a série B no próximo ano.

Muitas vezes não quero acreditar que o time seja tão horrível assim. Entendo que nessa momento, onde não temos mais nenhuma pretensão no Brasileiro, os jogadores entrem com desinteresse. Mas o fato é que, olhando o que foi o ano, poucos foram os jogos onde o time demonstrou alguma coisa.

Neste domingo, mais uma vez, Lucas Evangelista, por exemplo, foi patético. Não sei se ele é lateral, meia, volante, atacante, o fato é que não consegui vê-lo jogar bem em nenhuma função. Esse é aquele típico jogador de Cotia, que tem um “grande” empresário por trás, e que é enfiado goela abaixo dos treinadores. Osvaldo é um fim de feira só. Wellington é outro que não consegue dar um passe de um metro, não cobre espaço no meio de campo e ainda recebe cartão em todos os jogos, mesmo não sendo titular. Isso é incrível.

Não vou deixar de falar da arbitragem de hoje. O gol do Criciúma, de pênalti, aos 30 segundos de jogo, foi um descalabro. A bandeira não ver um impedimento de dois metros, na sua cara, só pode me levar a mandá-la para casa lavar roupa e louça, que é a sua praia – com todo o respeito que tenho pelas mulheres -. Entretanto não foi esse erro, que culminou no único gol da partida, que matou o São Paulo. O Tricolor já entrou morto em campo e não fosse dessa forma, seria de outra. Mas o São Paulo não conseguiria resultado melhor com a moleza que agiu no jogo de Criciúma.

Êta ano de 2013, termine logo, pois está difícil até achar que dia de jogo do São Paulo é um dia especial.

O que era improvável se mostrou impossível

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo está fora da Sul-Americana e vai fechar o ano melancolicamente, jogando contra Criciuma e Coritiba para cumprir tabela e, quiça, garantir presença na Sul-Americana no próximo ano. Lógico, torcendo para não ter a Ponte Preta pela frente mais uma vez.

É difícil imaginar como pode um clube, com a estrutura e a camisa que tem o São Paulo perder, no placar agregado, por 4 a 2 para um time que está rebaixado no Campeonato Brasileiro para a série B. Bem, certamente esse seria nosso destino, não fosse a providencial chegada de Muricy e a injeção de ânimo que durou algumas rodadas, suficientes para nos tirar dessa tragédia.

Torci muito por este título e abomino alguém que se diga são-paulino que tenha torcido contra, para que houvesse um enfraquecimento de Juvenal Juvêncio. Isso é torcer contra o clube e eu não faço. E tem mais: queiram ou não, gostem ou não, Juvenal vai fazer seu sucessor sem grande dificuldade. E pode ser até em chapa única. Portanto, não é perdendo ou ganhando a Sul-Americana que algo mudaria na eleição em abril.

O jogo desta quarta-feira, em Mogi Mirim, foi exatamente o que todos esperavam:o São Paulo com a posse de bola, a Ponte se defendendo com onze, três jogadores marcando Paulo Henrique Ganso e deixando livres Denilson (depois Wellington) e Paulo Miranda, pois sabiam que por ali nada iria acontecer. E, de sobra, ao deixarem Paulo Miranda livre criaram um corredor em suas costas e ali encontraram a bola do jogo, marcando no final do primeiro tempo e destruindo o pouco de psicológico que ainda havia no São Paulo.

Todavia, ao contrário de outras eliminações, não estou puto. Não. Como venho dizendo há algum tempo, essa diretoria nos jogou no lodo e sair do rebaixamento era nosso objetivo. O resto seria lucro. A eliminação da Sul-Americana só reduziu um pouco esse lucro. E nos deu a certeza que uma boa reformulação deve ser feita nesse elenco.

Só que não estou no time dos que defendem a dispensa, por exemplo, de Luis Fabiano. Me desculpem os fãs de Aloísio, mas em condições normais, mesmo fora de forma, Luis Fabiano é muito melhor que Aloísio. Cabe a Muricy Ramalho, com a experiência e o respaldo que tem, colocar Luis Fabiano na linha, cobrá-lo e exigir sua participação mais ativa no elenco.

E vamos passar uma borracha sobre o ano de 2013, um dos piores de nossa história.