Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo perdeu para o Coritiba em Itu, encerrando um ano que vamos apagar da nossa história. Mas, assim como em Criciuma, semana passada, fez o possível para fechar o ano de forma melancólica, com marasmo, empáfia e desprendimento com a responsabilidade.
Não tenho nem o que falar do jogo deste domingo. Escrever que Antonio Carlos e Edson Silva foram sofríveis? Que Denilson é o jogador que mais coleciona cartões no São Paulo? Que não temos laterais? Que o ataque foi de “riso”?
Bem, concluo que, excetuando-se Muricy Ramalho, Rogério Ceni e Paulo Henrique Ganso, o resto pode colocar num saco e trocar.
Sei que vão gritar aqui nomes como Rodrigo Caio, Aloísio, Luis Fabiano. Tá bom, segura esses três também. O resto, tchau! A não ser que melhorem muito, mas muito, mas muito, mas muito mesmo, não tem condição de vestir o manto sagrado do Tricolor.
Tive a impressão, vendo os jogos contra Fluminense, Botafogo, Criciúma e Coritiba, que foram os jogados depois que nos livramos matematicamente do rebaixamento, que a pressão foi tão grande, a adrenalina chegou a tal ponto, que houve o relaxamento de todos e mergulhamos no marasmo que vivemos o campeonato inteiro.
Vou, então, continuar com minha tese que, mediante tudo o que vinha se passando com o time, nosso objetivo sair do rebaixamento e que o resto seria lucro. Vamos, então, considerar lucro termos fechado o campeonato à frente de nosso maior rival, ainda que por número de vitórias. Vamos comemorar que o São Paulo, mais uma vez, mostrou que time grande não cai. E vamos voltar nossos olhos para 2014. E, principalmente, que essa diretoria acorde.
PS: Antes de encerrar, não posso deixar de comentar as cenas de selvageria que vimos na arquibancada da Arena Joinville, no jogo entre Vasco e Atlético-PR. Nada a lamentar pelos três que estão internados – um com traumatismo craniano – pois todos pertencem às torcidas organizadas, que só abrigam marginais. Mas pelo fato em si que mostra que, pouco a pouco, as famílias, que já não estão indo, se afastarão ainda mais dos estádios. E que até nós, verdadeiros torcedores, temos que pensar muito bem antes de frequentar essa praça de guerra.