Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, não é meu feito abordar aqui, em ossos editoriais, assuntos de outro time, mas hoje não posso ficar quieto. O São Paulo canta em verso e prosa o CT de Cotia, como algo de primeiro mundo. Delegações estrangeiras passeiam por ali, representantes da Fifa e outros quetais. São só elogios. Conheço o complexo e não nego sua suntuosidade. Dizem, até, que será o grande e maior legado deixado por Juvenal Juvêncio nestes oito anos na presidência do São Paulo.
Mas o que, na prática, o CT de Cotia trouxe de benefício para o Tricolor? Lucas? utilizado durante um ano e vendido por uma fábula financeira, é fato, mas que poderia ter dado muito mais lucro futebolístico ao time, tivesse ficado mais algum tempo? Breno? aquele que ficou preso na Alemanha por ter colocado fogo em sua casa e receber o dinheiro do seguro?
Que me lembro, foram estes. Ou querem contar Henrique, Sergio Motta, Mazzola, Henrique Miranda, Alfredo, Luis Eduardo, Lucão, Alan… Ah! Tem o Oscar. Mas este nós perdemos porque o técnico, curiosamente o Muricy Ramalho, não acreditou nele.
Enquanto isso, lá pelos lados da praia, nível do mar, tempo bom, tem um CT do qual ninguém fala nada, e produz. Teve o Neymar, o Ganso – aquele que nós compramos uma parte por 23 milhões de reais -, e não resolve nada. Mas tem, também, o Gabigol, o Giovanio e o Stephano Yuri, aquele que entrou no jogo contra o fortíssimo e indevassável Penap0lense e decidiu a partida para o Santos com um chutaço. Foi o terceiro gol contra um time que passou 90 minutos sem sofrer gols no Morumbi, e ainda nos pênaltis só permitiu que convertêssemos quatro. Ah, sem contar que o primeiro gol foi do Cícero, aquele mesmo que mandamos embora porque aqui não servia para nada.
É, o CT do Santos, que ninguém nem sabia que existia, resolve. Lá tem trabalho e eficiência. Não tem Josés, Antonios, Geraldos, Ernestos, Silvas, Anicletos ou outros que os valham, nem domínio pleno de alguém que se julga dono de todo o clube.
Parabéns, Santos, pelo trabalho sério e profissional que realiza na equipe de base. Quiça, um dia, o São Paulo possa ter algo semelhante em seu CT, aquele de Cotia, de muito glamour, folclore e festa.