São Paulo merecia ganhar, mas só empatou com a Ferroviária

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, mais uma vez temos que “comemorar” um empate contra um time pequeno do interior do Estado. Sim, porque, por mais que eu entenda que o São paulo foi muito superior no segundo tempo e até mereceu a vitória, tenho também que admitir que tomamos um vareio no primeiro tempo e o 1 a 0 para a Ferroviária foi um placar pequeno, só justificado por duas ótimas defesas de Thiago Volpi.

Mancini manteve o esquema que vem implantando há três jogos, com três zagueiros. Mas ao sofrer o gol, aliás, um golaço, viu a Ferroviária se fechar todo lá atrás e um zagueiro sobrar. Anderson Martins estava jogando como meia, próximo à área adversária. Arboleda, o líbero, aparecia em alguns momentos como ponta. Os únicos que guardavam posição eram Bruno Alves e Luan. Por isso, com pouco mais de 20 minutos, ele tirou Anderson Martins e colocou Helinho.

Gonzalo Carneiro, que no início jogava aberto e até conseguiu criar boas jogadas por ali, aproveitando-se de seu porte físico e velocidade, foi deslocado para o meio. Aí começou uma certa confusão: Gonzalo tirava espaço de Pablo e Helinho não abria, tirando espaço de Antony. Na realidade a ideia era fazer um triângulo com Antony, Helinho e Igor Vinicius. O problema é que Helinho, no afã de mostrar serviço, individualizou muitas jogadas e chutava para o gol de qualquer maneira, causando alguns chutes bizarros.

No segundo tempo o time voltou mais organizado. Isso permitiu que a pressão aumentasse até que Hernanes marcasse o gol de empate. Depois disso ainda tivemos mais algumas chances com Hernanes, Pablo, Helinho, duas bolas batendo na trave. Então o  São Paulo, pelo segundo tempo, merecia a vitória.

Mas é fato que ficamos no empate. Hoje estamos em segundo lugar no Campeonato Paulista, empatados com o Ituano, perdendo no saldo de gols. O Oeste está dois pontos atrás. Os últimos jogos serão o clássico contra o Palmeiras, mando nosso, no Pacaembu, e o São Caetano, no Anacleto Campanela. Pelo que estou vendo, temo que a grande vergonha de não se classificar para a próxima fase do Paulista está muito perto de acontecer.

Empate em casa com time pequeno: retrato do nosso momento

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, semana passada, após perdermos do Corinthians, escrevi em meu comentário que a derrota era normal e que estávamos nos acostumando a perder. Afirmei que somos, hoje, a quarta força do Estado, atrás de Corinthians, Palmeiras e Santos. Que estávamos nos tornando um time pequeno. Pois hoje posso afirmar com todas as letras que conseguimos um bom resultado empatando com o Red Bull no Morumbi. Esse é o retrato do nosso momento.

Ah, vamos falar, jogamos com dez desde os 18 minutos do primeiro tempo; o Reinaldo, uma grande opção de ala, sofreu contusão e saiu antes disso, com 12 minutos; teve um impedimento pessimamente marcado do Antony, numa jogada que poderia redundar em gol; o Igor Vinicius perdeu um gol. Tem mais algum lance que eu esqueci? Se tiver, me lembrem, por favor.

Por outro lado, Thiago Volpi fez três defesas excepcionais, e mais algumas normais. O Red Bull terminou a partida com mais de 65% de posse de bola. Nós terminamos o jogo acuados, sendo pressionados e nos segurando para não tomar o gol. Comemoramos o empate.

Apesar de ser dos tempos antigos, que acha que um time não pode jogar sem um meia de criação, aceitei a escalação do Mancini, mais pelo rejuvenescimento do time do que pelas funções táticas em si. Em campo foi possível perceber que os três zagueiros tinha Luan à frente e a ideia era liberar os laterais/alas. Com Igor e Reinaldo descendo bastante, Antony e Helinho trabalhariam por dentro, com  Pablo e Gonzalo Carneiro se revezando na função de homem referência. Mas Reinaldo saiu com 12 minutos, Gonzalo foi expulso aos 18 e tudo foi por água abaixo.

Entretanto, não se pode conceber que, mesmo com garotos e jogando com dez a maior parte do jogo, não se consiga a vitória contra o RB Brasil. Não é nenhum clássico, nem time grande do Rio, ou de Minas, ou do Rio Grande do Sul. É o RB Brasil, um time que tem como único objetivo permanecer na primeira divisão do Paulista, por mais que esteja bem classificado.

Ah, mas ele ganhou do Corinthians, empatou com o Palmeiras. Isso, para mim, não quer dizer nada. É claro que não vou usar como parâmetro esse jogo para falar que estamos mortos ou vivos. Mas é um resultado que aprofunda ainda mais a crise que estamos vivendo. Se ganhasse, não teria feito nada mais que a obrigação. Não ganhar significa fracasso. E isso, já sabemos, é parte constante do nosso vocabulário.

Talvez consigamos, nos próximos quatro jogos, fazer alguma coisa e nos livrar da vergonha incomensurável de sermos eliminados na primeira fase do Paulista. Talvez. Mas já é uma coisa com a qual não conto. Assim segue a nossa sina.

Obrigado por tudo, Leco e diretoria!

Temos que comemorar muito a Copinha, mas continuo esperando algo dos profissionais

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, temos que comemorar, e muito, o título conquistado nesta sexta-feira da Copinha. Pela quarta vez o São Paulo levanta essa taça, que é o maior campeonato sub 20 do futebol brasileiro. Mas isso não pode maquiar as obrigações que temos este ano. O que quero dizer é que a conquista da Copinha não desobriga o clube a ganhar títulos do profissional, como Paulista, Brasileiro, Libertadores e Copa do Brasil.

Estou alertando isso pelas imagens que vi. No momento da entrega da taça, as figuras que mais chamaram a atenção nas imagens foram o presidente Leco e o presidente do Conselho Deliberativo, Marcelo Pupo. Acho até justo que eles extravasem a alegria como maiores mandatários do clube. Talvez para eles essa título surja como um alívio e eles pensem que entrará no currículo de ambos para ficar para a história. Sim, ficará, no Sub-20. Mas eu quero título no profissional. Quero ganhar o Paulista, a Libertadores, o Brasileiro, a Copa do Brasil. Se eu for me contentar com o título da Copinha, como sendo a grande conquista do ano, então tenho que reverenciar o Corinthians, que muitas vezes usa a vitória da Gaviões no Carnaval para mostrar que ganharam algo importante.

Eu sei que muitos de vocês que estão lendo meu comentário vão falar que estou de mau humor, que briguei com minha mulher ou que não sei ver as coisas do lado bom, só sei criticar a diretoria. Não estou fazendo críticas e, repito, temos que comemorar muito essa conquista. Meu alerta é para que não usem esse título politicamente para encobrir eventuais fracassos futuros.

Falando do título em si, desde o início da Copinha disse que, ao contrário do que todos falavam, não tinha o São Paulo como favorito. Sem seis jogadores titulares do time – Igor Gomes, Toró, Luan e Walce na Seleção Sub-20, Helinho e Rodrigo no time principal -, já era de se esperar que o time fracassasse. Para piorar perdeu Gabriel Sara, o grande nome, o meia, o responsável por assistências e “fazedor” de gols. Não era para ser favorito.

Mas o time foi crescendo. O padrão tático adotado por Jardine, pouco alterado por Orlando Ribeiro, foi bem interpretado pelos jogadores. Por mais que substituições fossem feitas, por contusões ou suspensões, ou mesmo cansaço, pouca coisa se alterava. Muito domínio da bola, marcação no campo adversário, nada de chutões. É o São Paulo da base que nos acostumamos a ver ganhar títulos e mais títulos. Mas faltava a Copinha para essa geração.

No entanto, Orlando Ribeiro que trouxe o time até a final, e tinha tudo para ser consagrado com mais uma grande vitória, fez bobagem e quase colocou tudo a perder. Ganhando por 2 a 0, ainda que no segundo tempo, fez seis substituições, descaracterizou o time, tirou os principais jogadores – Rodrigo Nestor, Antony e Gabriel Novaes – e trouxe o Vasco para cima. Tomou o empate e quase toma a virada. Foi salvo por Thiago Couto, gigante defendendo pênaltis. Que ele aprenda a lição.

Parabéns garotada de Cotia. Cada vez mais prova que é vencedora. Me orgulho muito de um dia, na era Juvenal Juvêncio, ter denunciado o esquema de empresários que ali existia, estragando um trabalho que tinha tudo para dar certo. Na época fui processado pelo Geraldo (já falecido) e Silva, o empresário. Ambos tiveram o corpo jurídico financiado pelo São Paulo (foi o escritório de Itagiba Francês, conselheiro do SP). Ganhei a ação. Ali mostrei que Cotia deveria servir, pelo investimento que se faz, para formar jogadores para o São Paulo e gerar lucros para o clube, não para empresários.

Hoje, com pessoas certas nos lugares certos, Cotia está rendendo bons frutos. Se não revelou grandes talentos, ao menos ganhou tudo o que disputou. Só peço que os torcedores tomem um pouco de cuidado com algumas ilusões. Antony é craque, mas não tem físico para jogar no profissional. Idem para Rodrigo Nestor, que não aguenta um tranco de um cara mais velho. Portanto, que se dotem de potencial físico esses garotos, ou vamos continuar ganhando títulos no Sub-20 e não revelando ninguém em condição de nos dar alegrias no time de cima.

Parabéns, São Paulo FC, pelo seu aniversário. Parabéns São Paulo FC, pelo brilhante título conquistado na Copinha!

 

 

Campeões! Jogadores do Tricolor homenageiam garotinha Larissa

Na luta contra um câncer no cérebro há dois anos, a garotinha Larissa, de apenas seis, ganhou uma bonita homenagem dos garotos do São Paulo antes do jogo da final da Copinha, contra o Vasco: todos rasparam a cabeça para arrancar um sorriso do novo xodó tricolor. Larissa faz quimioterapia para se curar da doença e, por isso, tem a cabeça raspada. A garotinha é fã de Diego e Antony.

  • O grupo viu o Antony raspando a cabeça e todo mundo resolveu adotar. A Larissa é nossa fã, minha e dele, e bastante fã do São Paulo. Tiramos um sorriso dela, um momento de felicidade, isso é o mais importante – disse o capitão Diego, ao Sportv, após a conquista do títulos no pênaltis. O volante entrou com a menina no colo.

 

Fonte: Lance

Empate roubado, time medíocre, técnico medroso.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, quando eu imaginava que fosse escrever, um dia, que o Corinthians foi roubado em Itaquera, contra o São Paulo. Que jogou com um jogador a menos um tempo todo e que, mesmo assim, não conseguimos vencer o jogo. E só não perdemos, exatamente pelo roubo contra o time deles. Acho que estou delirando.

Ao anunciar a escalação do São Paulo no Notícias Antes do Jogo já pedi, ali, a proteção a seres divinos, porque se dependesse do nosso técnico não teríamos essa proteção. Não se tratava de jogar com cuidado porque era um clássico na casa do adversário. Não. O Corinthians entrou em campo preocupado com o rebaixamento. Vive seu pior momento nos últimos anos. Temos a grande oportunidade de, enfim, vencermos em Itaquera. Mas entramos com três zagueiros e três volantes, tal qual fizemos contra o Flamengo e foi um horror, sem criar absolutamente nada.

Começa o jogo e o time se posta lá atrás. O Corinthians dá espaço. O São Paulo vai um pouco para a frente, mas conta com a categoria técnica de Hudson para armar o ataque. Bruno Peres, um grife, e Reinaldo, até outro dia King, mas voltando aos tempos de Tiririca, sem descer. Diego Souza sem se mexer e Gonzalo Carneiro, o único que conseguia produzir alguma coisa, se machuca. Entra Brenner – pensei que ele fosse colocar o Edimar ou o Rodrigo Caio – e nada muda, porque Brenner, ao que parece, desaprendeu a jogar.

Gol que foi mas o juiz não deu, pênalti discutível – para a TV pênalti claro, para mim discutível – e um jogador expulso – bem expulso -. Acho que para o segundo tempo, o Aguirre vem com tudo. Afinal, para que manter três zagueiros e três volantes com um time que joga com dez e que é medíocre?

No primeiro tempo, mesmo com todo esse zelo defensivo, deixamos um buraco entre o meio de campo e a defesa e sofremos horrores com o adversário. As melhores chances foram deles.

Aguirre ousou voltar com Everton no lugar de Anderson Martins, mas já deveria ter voltado com Everton e Nenê, tirando, além do zagueiro, Liziero, que teve um primeiro tempo digno de dó. Completamente perdido.

Aguirre demorou 20 minutos para colocar Nenê em campo. E quanto colocou, tomamos o gol. Inacreditável: um time com dez jogadores faz troca de passes no ataque e faz o gol, porque o volante, que não sabe o que é marcar gol há anos, sobra sozinho, sem marcação, na entrada da área. Onde estavam nossos dois volantes?

Empatamos, é verdade, em jogada de Everton. Mas não criamos mais nada que pudesse justificar um comentário de que tentamos, mas não conseguimos. Ou porque Cássio foi gigante, ou porque a trave ajudou, sei lá. Nada. Absolutamente nada.

Aguirre foi incompetente por completo. Quando o time teve um jogador a mais, no encerramento do primeiro tempo, ele teve 15 minutos para montar o time e passar uma estratégia que possibilitasse usufruirmos dessa superioridade. Mas não. Incompetência plena.

Em vista disso, e ouvindo a sua entrevista dizendo que não gostou do que viu, lembro que ele é responsável por esse estado de coisas e, portanto, não quero suportá-lo até o final do Brasileiro e quero sua demissão já. Entreguem o time para André Jardine, permitam que ele termine o Brasileiro, ou até a Libertadores estará em risco.Sei que, nesse momento, são 12 pontos que nos separam de Atlético-MG e Santos e faltam 18 pontos a serem disputados por essas equipes (para nós só 15). Mas do jeito que estamos nos afundando, nada mais é improvável.

Imagino que entraremos contra o Grêmio na quinta-feira, num confronto direto, em quinto lugar, o que quer dizer que entraremos na posição de pré-Libertadores. A pressão será grande e estará do nosso lado. Por isso, a vaga na fase de grupos está ameaçada e na própria pré-Libertadores começa a correr risco.

Vamos acordar enquanto ainda é tempo.

Vitória inesperada e que precisa ser muito comemorada

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, o São Paulo venceu um jogo que eu computava como derrota certa. Tenho falado constantemente que um time, que tem como meta vencer o Brasileiro, precisa, na média de pontos, ganhar todos os jogos em casa (fazer três pontos) e empatar todos fora (um ponto). Claro que uma vitória fora (três pontos) pode ser trocada por duas derrotas, pois a somatória é a mesma que se tivéssemos empatado as três. Em casa não tem jeito. Empatou, tem que ganhar fora para recuperar os pontos. Existem aqueles jogo como visitante que são “ganháveis”. Existem outros que são “perdíveis”. E esse era um daqueles que eu projetava zero ponto. Mas ganhamos.

Quando vi a escalação, imaginei que o time atuaria da mesma forma como jogou contra o América-MG e venceu por 3 a 1. Naquele jogo Araruna foi a surpresa. O restante do time foi esse mesmo. Por isso não critiquei Aguirre, como o fiz há duas semanas, entendo que para jogar contra um time num estádio onde não vencemos há 36 anos, o melhor a fazer era reforçar a marcação.

O primeiro tempo caminhava de forma até chata. O São Paulo tinha mais a posse de bola, mas não criava. O Atlético teve duas oportunidades, forçando Sidão – cruzes – a duas boas defesas. Hudson e Jucilei faziam marcação muito forte na proteção da nossa área. Araruna, originalmente terceiro volante, atuava como ala, pois Militão em alguns momentos virava terceiro zagueiro. Somente nos últimos dez minutos o time resolveu colocar pressão e foi marcar a saída de bola do time de Fernando Diniz dentro da grande área. Aí as fragilidades do time do Paraná começaram a aparecer.

No segundo tempo, a situação se manteve desde o começo. Marcação pressão. E foi assim, num erro grosseiro da defesa atleticana, que recuperamos uma bola, houve o pênalti e Nenê marcou o gol.

O Atlético passou a tentar atacar de forma inconsequente. A torcida vaiando, brigando com o time e os nervos aumentando. Por mais que Sidão sempre nos leve a fortes emoções, a defesa e o meio de campo não permitiram que isso acontecesse. Ainda que Hudson tenha feito uma falta boba nos acréscimos da partida, na meia lua, o time foi perfeito no quesito marcação.

Méritos para Diego Aguirre, que conseguiu revestir o São Paulo do espírito uruguaio, encontrou em Hudson o parceiro ideal para Jucilei, formou uma zaga forte e conseguiu dar velocidade ao contra-ataque do São Paulo, mesmo com dois jogadores pesados lá na frente – Nenê e Diego Souza – que muitos quiseram fazer crer que não poderiam jogar juntos. Hoje entendemos que eles precisam jogar juntos.

Temos que comemorar muito essa vitória. Se perdêssemos, como era de se esperar, ficaríamos seis pontos atrás do Flamengo, podendo virar nove, pois o time carioca deve ganhar amanhã do Paraná. Uma distância considerável. Sem contar que muitos times poderiam nos passar. Com a vitória estamos em segundo e, por mais que sejamos ultrapassados pelos critérios de desempate, temos certeza que iremos para o intervalo da Copa do Mundo entre os cinco primeiros. Até porque não imagino outro resultado, que não a vitória na terça-feira, no Morumbi.

E ao Patético Paranaense, um consolo: se forem para a Série B, nós demos uma forcinha.

Empate manteve a invencibilidade. Prefiro ver o copo meio cheio.

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, sou daqueles eternos otimistas, que sempre olho pelo lado do bem, nunca pelo lado do mal. Nessa tão decantada moda que temos hoje, de termos o copo pela metade, alguns preferem dizer que ele está meio vazio; eu prefiro dizer que ele está meio cheio. Assim defino o jogo deste domingo: empate manteve o São Paulo como único time invicto do Brasileiro até agora.

Gostei do time? Claro que não. Aliás, não gostei do segundo tempo. No primeiro tempo, pesar de falhas individuais que nos fizeram sair derrotados, entendo que o São Paulo fez uma partida aceitável e apostava, no intervalo, que mantendo o mesmo nível poderia virar o jogo no segundo tempo.

O São Paulo teve maior domínio da bola, conseguiu boas penetrações. O time colocado por Aguirre tinha em Lucas Fernandes o motor para puxar os contra-ataques, dado um pouco de fôlego para Nenê, sobrecarregado em outras partidas por ser o único meia. O problema é que Everton não realizou boa partida; Reinaldo, pior ainda; idem para Militão. Mesmo assim o São Paulo era melhor, mas Hudson, de maneira muito infantil e desnecessária, fez um pênalti estúpido e começou a colocar tudo a perder. Empatamos logo depois. Mas aí vieram as falhas de Reinaldo – quem ele marcava no lance do gol? – Bruno Alves – entrou com pé de alface – e a falta de reflexo de Sidão. Ficamos atrás no marcador.

Aliás, respeito a opinião de todos os leitores do site, mas preciso colocar a minha: não acho o Petros o melhor volante do mundo, mas que ele é muito melhor que o Hudson, acho que não há discussão. O único lugar que o Hudson jogou bem foi no Cruzeiro com Mano Menezes. De resto, sempre foi uma tragédia, E assim tem sido no São Paulo.

Bem, no segundo tempo todos engataram uma feijoada e o futebol ficou muito feio. Talvez o calor de Salvador tenha ajudado um pouco, mas acabaram-se as jogadas elaboradas, os passes, as penetrações, tudo isso de lado a lado. Virou um jogo faltoso, truncado e sem emoção.

Se no intervalo eu acreditava na virada, no decorrer do segundo tempo passei a deixar que apenas meu eterno sentimento otimista, de torcedor do time da fé, falasse por si mesmo. E o empate saiu aos 48 minutos do segundo tempo. Percebam que hoje, ao invés de tomarmos gol no último minuto, fizemos. Algo está mudando para melhor.

Sou crítico do Aguirre pelo seu esquema muito defensivo, mas não posso deixar de enaltecer que os jogadores estão se entregando. Ninguém está com corpo mole, indolente. Talvez o “chinelinho” do time já tenha se despedido. Além do mais, sempre digo que empate fora de casa dificilmente pode significar mau resultado. Somos o único time invicto do Brasileiro, estamos a três pontos dos líderes e, consequentemente, na metade de cima da tabela de classificação. Isso já na quinta rodada. Parece que não, mas o campeonato está correndo.

Espero lá na frente não sentir falta de vitórias em jogos “ganháveis” como Ceará e Bahia, além do Atlético-MG, com quem empatamos no Morumbi. Mas continuo sem sustos, pelo menos neste início do Brasileiro.

 

Diretoria recebeu torcedores e ficou numa saia justa

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, esperei a reunião da diretoria com os torcedores – e suas consequências – para me posicionar em editorial, não obstante o tenha feito já, com muita veemência, no Jornal Tricolornaweb, nas edições de terça e quarta-feira.

Por princípio sou contra esse tipo de encontro. Entendo que presidente tem que presidir, diretor tem que dirigir, jogador tem que jogar e torcedor tem que torcer. O presidente e o diretor tem suas salas, os jogadores o campo e os torcedores a arquibancada, numerada e cativa.

Mas vamos por dois caminhos, analisando os fatos. Quando o time estava naquela pindaíba doida, onde todos entendiam que a queda era iminente, os torcedores pediram uma reunião com a diretoria e os jogadores, o encontro foi marcado, e tudo ocorreu na mais absoluta paz e harmonia. Líderes do elenco, como Hernanes, Lugano e Petros, receberam os torcedores, que foram avisá-los que abraçariam o time.

A torcida cumpriu o que prometeu. A partir daquele dia passamos a lotar Morumbi, Pacaembu, Serra Dourada, enfim, fosse o estádio que fosse, a torcida estava presente e em peso. Ouso dizer que foi a melhor coisa que tivemos este ano. Nossa torcida deixou de ser modinha – para mim nunca foi, mas assim era taxada – e mostrou que existe, que vai na boa e na ruim, que está com o time em qualquer situação. Mas prometeu cobranças quando tudo terminasse.

Foi positivo aquele encontro? Sim, muito positivo, apesar de, continuar afirmando que, por princípio sou contra e acho que não deveria ter ocorrido.

Agora um grupo de torcedores vai à diretoria e apresenta uma pauta de reivindicações. Aprovo todas elas, e com louvor. Mas o fato da diretoria ter recebido esse grupo e, consequentemente a pauta, a deixou em maus lençóis.

Vejamos o que diz o último parágrafo do documento: “Presidente, iremos monitorar todas essas solicitações e queremos um retorno de todos os itens. Não deixaremos isso ser engavetado e não mais permitiremos amadorismo no SPFC. Chega de lutarmos na parte de baixo da tabela. Queremos e exigiremos títulos!”

O que o presidente fará? Contratará Pato e Lucas, abrirá todas as contas, terceirizará o Marketing, trocará sua diretoria, reformará o Morumbi? Ou vai dizer que não tem dinheiro para contratar esses jogadores, que o Marketing vai muito bem, obrigado, e que a diretoria é formado de profissionais acima da média, principalmente no futebol?

Percebam que se Leco aceitar os pedidos a grande imprensa vai falar que a torcida está administrando o São Paulo. Se não acatar, dirá que o presidente virou as costas para a torcida. Essa é a consequência imediata desta reunião. Muitas vezes o diálogo acaba extrapolando sua razão de ser e envereda por um caminho cheio de obstáculos e armadilhas, apesar de ser sempre imprescindível.

Quero ver como a diretoria vai se sair dessa situação, até porque, como órgão de imprensa que é o Triucolornaweb e torcedor apaixonados que somos, seremos os primeiros a cobrar as respostas, a não deixar a pauta ser jogada para baixo do tapete.

Que se vire quem fez a besteira.

Novidades na Rádio Tricolornaweb Musical

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, a partir desta próxima segunda-feira, 02 de outubro, a Rádio Tricolornaweb Musical vai mergulhar na história, muito mais do que tem feito até agora. Nascida sem o objetivo de brigar com emissoras comerciais, sempre busquei atender todos os seguimentos de público que frequentam nosso site.

Os ouvintes se acostumaram a ouvir músicas antigas e atuais, seleções especiais dos mais diversos ritmos musicais e busca por cantores, cantoras, compositores, compositoras, grupos, bandas, orquestras de todos os tipos, de diversas nacionalidades.

Sempre primamos pela boa qualidade das músicas, amparados, inclusive, pela sugestão de vários leitores/ouvintes e fizemos questão de que a boa qualidade sonora fosse imprescindível. Nas vezes que essa qualidade não era boa, avisamos mas justificamos pela historicidade da gravação. Exemplo disso foi a seleção de tangos que fizemos essa semana e trouxe músicas na voz de Carlos Gardel, cujas gravações se deram apenas em discos de 78 rotações, aqueles de louça.

Consultei alguns leitores/ouvintes, os mais participativos com ideias e sugestões da Rádio Tricolornaweb Musical, sobre uma ideia que tinha de fazer Hit Parade do século passado. Alertei na consulta que, nos primeiros programas, a qualidade sonora seria de péssima qualidade, mas primaria pela relevância histórica. Recebi aprovação unânime, pois todos entenderam que, como disse no começo, não temos a intenção de concorrer com rádios comerciais, mas de tocar o que ninguém toca. Então toquei meu projeto em frente.

Assim sendo, a partir desta segunda-feira, dia 02 de outubro, começa o Hit Parade de todos os tempos. Apresentaremos músicas alternadas com fatos relevantes da época. Nesse primeiro episódio tocaremos a música mais executada em cada ano, entre 1900 (século IXX) e 1914 (já no século XX). Depois teremos, da mesma forma, entre 1915 e 1929; 1930 e 1944. Então, entre 1945 e 1949, apresentaremos as três músicas mais executadas em cada ano.

A partir de então, quando chegarmos em 1950, faremos o Hit Parade do ano, com as 15 músicas mais executadas, sempre trazendo, intercalando as músicas, o que de mais importante aconteceu naquele ano no Brasil e no mundo.

Vale salientar que entre 1900 e 1920 só tínhamos músicas tocadas em gramofone, o que leva a qualidade em níveis baixíssimos; depois vieram os discos de carnauba e louça, em 78 rotações. A partir de 1930 já consegui fazer algumas remasterizações, reduzindo o excesso de chiados e melhorando sensivelmente a qualidade sonora. A partir de 1950, já com o advento do vinil, meu trabalho de extração de ruídos foi bastante facilitado. Aliás, aos que já me perguntaram onde consigo esses músicas, tenho um acervo musical, parte herdada de meu pai, parte que eu mesmo constituí, muito grande. E trabalho há 21 anos na Jovem Pan, tendo trabalhado por dez anos na Bandeirantes, onde o arquivo musical é incomensurável. Portanto, tenho onde buscar essas músicas.

Nossa ideia é transformar esse trabalho no maior acervo já conhecido na história da música e do mundo, unidos numa única plataforma, e que permitirá que todos os nossos leitores/ouvintes possam baixar essa programação e colecionar esse acervo que disponibilizaremos a partir de segunda-feira.

Conto com a participação de todos. Boa viagem ao túnel do tempo.

Vitória contra o Palmeiras mostra que o caminho certo começa a ser trilhado

Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, foi um sábado memorável. O São Paulo, desacreditado por todos – inclusive por sua própria torcida – venceu o melhor time do País e não sofreu. A vitória foi conquistada de maneira natural, como “manda a lei”, dentro de um jogo de futebol.

Confesso que, assim como toda a torcida, fiquei apreensivo quando vi a escalação. Na sexta-feira cogitava-se que ele poderia entrar com três zagueiros, mas seria Lugano o líbero. No sábado surgiu a informação de que Buffarini teve nova lesão muscular e estaria fora do jogo. Mera substituição dele por Bruno e o resto permaneceria igual. Quando vi a escalação, com Lucão na zaga, Maicon como líbero e Marcinho na ala direita, me preocupei. Vi um time extremamente ofensivo, mas me perguntei: tinha que ser assim logo contra o Palmeiras?

A resposta veio logo e mostrou que Rogério Ceni estava absolutamente certo. Os três zagueiros jogavam bem abertos quando o time estava com a bola. Lucão e Rodrigo Caio viravam dois laterais, Maicon ficava centralizado e Jucilei guardava toda a defesa. O São Paulo atacava forte com Marcinho e Junior Tavares pelos lados, Cícero municiando o ataque, Luiz Araújo ganhando quase todas as jogadas e Pratto flutuando pelo meio da área. Quando era atacado, os três zagueiros fechavam, Marcinho e Junior recompunham a defesa, com Jucilei e Cícero à frente. A importância de Marcinho também foi no sentido de correr para cima do Michel Bastos. Jogando como lateral, ele não teria fôlego para aguentar o jogo todo.

Perceberam que falei todos os nomes, menos o de Cueva. Ele nem atacou, nem recompôs a defesa, nem ajudou, nem nada. Preciso perguntar a Freud o que está acontecendo como peruano para ver se ele explica.

Em alguns momentos do primeiro tempo o Palmeiras teve mais tempo de posse de bola. Mas os números, aos quais Rogério Ceni se apegava tanto, não foram suficientes para dar a vitória aos verdes.

É importante destacar que vi no time muita obediência tática e muita determinação. O primeiro tempo terminou em 0 a 0, mas vi o São Paulo, tão desacreditado, jogando de igual para igual com o Palmeiras, tido como o melhor time do Brasil.

No segundo tempo – vejam o que escrevi acima, sobre Marcinho e Michel Bastos -, Marcinho aproveita falha de Michel, toca uma bola perfeita para Lucas Pratto que maca um belo gol, colocando a bola entre o goleiro e a trave. Esse mesmo Pratto que, depois, faria uma assistência perfeita para o gol de Luiz Araújo.

Nem o pênalti para o Palmeiras, logo após o primeiro gol, tirou os jogadores do sério. Me parecia que, ainda que sofrêssemos o gol de empate, buscaríamos a vitória. Mas eles ajudaram, mandando para fora. Fiquei impressionado com a forma que o São Paulo administrou o jogo e a vitória. Tentei me lembrar uma defesa de Renan e não consegui. Houve um chute que passou raspando a trave no começo do jogo, do Jean, e o pênalti que o mesmo Jean perdeu. De resto, não foi uma única bola ao gol. Sinal que o sistema defensivo funcionou perfeitamente. E o ataque também.

Não sei se esse será o esquema mantido para os próximos jogos, mas sei que o caminho certo começa a ser trilhado. Por isso que sempre é bom dar tempo ao tempo. Ele nos mostra quando estamos certos e quando estamos errados. Vamos São Paulo!