Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, é difícil até começar a escrever, tal a depressão e a falta de vontade que tenho, mas a obrigação não me permite calar. Foi um vexame o que aconteceu no Morumbi nesta quinta-feira. Ressuscitamos mais um morto, tiramos o Fluminense do Z4, saímos, consequentemente do G4, e ainda fomos colocados na roda. Ridículo.
Fernando Diniz foi patético. Entrar no Morumbi, contra um time da zona de rebaixamento, jogando com três volantes, é no mínimo risível. Ele foi burro se escalou Jucilei, Tchê Tchê e Liziero como um trio de volantes. Ele também foi burro se escalou esse trio, mas deixando Liziero como meia.
O time até mostrou alguma coisa nos primeiros 20 minutos de jogo. Poucas chances, apenas domínio de bola. Mas nossa zaga, que ainda é a melhor do campeonato, voltou a falhar. No primeiro gol, O atacante sobe mais que Arboleda e marca. No segundo, um contra-ataque, Bruno Alves toma o drible da vaca no meio de campo.
O São Paulo sentiu a bordoada. O time, que até tentava alguma coisa, se apagou e o Fluminense virou dono das ações.
Durante o intervalo, na transmissão da Rádio Tricolornaweb, eu pedia que ele fosse ousado e colocasse Hernanes no lugar de Liziero e Pato no lugar de Jucilei. Parece que ele me ouviu, pois foi o que fez. Se eu dei nota 2 para ele, daria para mim também, pois Pato e Hernanes são caricaturas dos jogadores que fora, que terão que curtir boas férias e fazer ótima pré-temporada, ou estarão fadados não terminarem o ano que vem no São Paulo.
Em determinado momento, eu cronometrei, o Fluminense ficou rodando a bola por 3’30, sem que ninguém do São Paulo tentasse ou conseguisse recuperá-la. Fomos colocados na roda literalmente. E daí até o final do jogo, foi um circo de horrores. O São Paulo não mereceu mais do que isso na partida.
Era uma vitória obrigatória, como será domingo, contra o Athletico. Mas creio que essa derrota nos deixará fora do G4. Porque a tabela favorece o Grêmio, que já nos passou. Além do mais, o Grêmio é um time coeso, organizado, estruturado. E nós somos isso aí.