Amigo são-paulino, leitor do Tricolornaweb, sei que vocês devem estar pensando que estou maluco, pois jogo um título que começa com o abismo e termina com as alturas.
Mas é fácil entender. O número de humilhações que passamos nesse Brasileiro é absurdo. Continuamos sem ganhar clássicos nas arenas, tomamos goleada aqui e acolá, perdemos de times próximos do rebaixamento no Morumbi, e mesmo assim estamos a uma simples vitória contra o Internacional, em casa, para nos garantirmos no G4, até porque no G6, graças a Rogério Ceni, já estamos.
Evidentemente o São Paulo só alcançará esse patamar pela absoluta inércia dos adversários, que conseguiram ser piores ainda. Mas quando olhamos para a frente, precisamos pegar um binóculo para enxergar o campeão, Flamengo, que fez 30 pontos a mais do que nós. Sabem o que é isso? É mais do que a Chapecoense fez no Brasileiro. Portanto eu poderia dizer que estamos a uma Chapecoense de distância do Flamengo; o Santos, virtual vice-campeão, está 14 pontos à nossa frente.
É bom que se note que estamos em sexto no campeonato e só vamos para o G$ (se conseguirmos)graças ao fato de Flamengo e Athletico-PR já estarem na Libertadores (lembrando que um ganhou Libertadores e Brasileiro e o outro ganhou Copa do Brasil e Sul-Americana).
Não sobrou ninguém do lado de trás. Tirando Inter e Corinthians, que estão na briga conosco pelo G4, sobram Fortaleza, Bahia, Goiás e outras coisas do mesmo nível. Ou seja: vamos por inércia, apesar das constantes humilhações.
Em Porto Alegre vi um jogo horrível no primeiro tempo, digno de série B. No segundo tempo, por incrível que pareça, o São Paulo começou melhor. Em quatro minutos, duas chances de gol não convertidas. Depois entre os 10 e os 15 minutos o Grêmio teve três chances de gol, convertidas.
Essa a nossa diferença. Nós até criamos, mas não fazemos. Foi assim contra o Fluminense, o Athletico-PR, o Ceará, o Santos, o Grêmio, e assim sucessivamente. E os fiascos se repetem.
Raí garantiu Fernando Diniz, mas até a página 2. Disse que não está totalmente contente com o trabalho. De imediato afirmo: fui e continuo radicalmente contra a demissão agora. Se ganharmos do Inter quarta-feira, aí pode demitir, porque o objetivo (mínimo obrigatório) foi atingido. Apesar que o banco será ocupado por Marcio Araújo, já que Fernando Diniz está suspenso.
E podemos começar a pensar 2020 com rigor. Talvez fosse providencial a mudança em todo o departamento de futebol, não só em Diniz. Mas isso já é assunto para outro editorial.